Quem Tem Medo da Prostituição?

A prostituição ainda está entalada na garganta de grande parte da classe mérdia pensante brasileira.

Que moças pobres e sem instrução tenham outra opção de atividade profissional que não seja limpar as latrinas e lavar as cuecas dos bem-nascidos, que essa opção inclua tomar posse plena de seus corpos para poder, como diz minha amiga Paula Lee, alugá-los aos seus clientes; que, ainda por cima, essa atividade seja perfeitamente legal apesar de ir contra toda a moral cristã, uau, deve ser mesmo difícil de engolir. Posso imaginar os carolas hipócritas rolando na cama, sem conseguir fechar o olho.

Melhor ainda, a prostituição foi uma das profissões de fato revolucionadas pela internet, ao permitir que as meninas criem seus próprios sites e escolham livremente seus clientes, sem a necessidade de cafetinas, bordéis ou intermediários, tornando-se assim verdadeiras profissionais liberais.

(O texto continua abaixo da imagem.) Doce Veneno do Escorpião: o Diário de uma Garota de Programa

Não estou celebrando a prostituição como carreira. Me parece uma profissão desagradável - mas não mais desagradável do que tantas outras carreiras que também me parecem desagradáveis, humildes como carvoeiro e faxineira, e não-humildes como advogado de divórcio e relações públicas. Mais uma vez, o que importa não é minha opinião ou que tipo de carreira eu desejaria para minha hipotética filha.

Ao manter essas carreiras legalizadas, o governo pode ter uma medida de controle sobre sua prática e dar treino, auxílio e suporte específico aos seus profissionais. Além disso, nos países onde a prostituição é proibida, acaba-se gastando precioso tempo e dinheiro, da polícia e dos tribunais, para perseguir e prender as próprias profissionais da prostituição - que seriam, de acordo com o espírito da lei, as vítimas da prostituição mas tornam-se na prática as vítimas da lei, sendo assim duplamente vitimizadas.

Recentemente, compararam a prostituição ao uso de drogas - uma atividade viciante, da qual geralmente não se pode sair sem intervenção médica e internação prolongada, que destrói o corpo e mata o usuário em pouco tempo! Seria até ofensivo, se as pobres prostitutas já não tivessem ouvido muito pior. E olha que esses são os seus bem-intencionados defensores!

Esse ano, na Praia da Barra, bem em frente ao prédio onde morei vinte anos, funcionários da prefeitura tocaiavam as prostitutas, tirando fotos delas e dos homens que as abordavam. Sem poder proibir as meninas de exercer legalmente sua atividade, a equipe do prefeito Eduardo Paes decidiu persegui-las e afugentar seus clientes. Não sei quanto tempo durou a operação, nem o que aconteceu. Conheço Eduardo Paes há 15 anos, sei que muitas das suas operações duram apenas o tempo no qual as câmeras estão rodando - depois, poof! Mas, em um país um pouco mais civilizado, as prostitutas teriam entrado com uma ação contra a prefeitura.

  Mulheres da Vila: Prostituição, Identidade Social Eu Não Queria Isso!: a Prostituição Infantil

De qualquer modo, o importante era tirar as prostitutas dali. Elas são uma ameaça a todo um estilo de vida.

Não podemos expor os pobres pais e filhos de família, que naturalmente não tem auto-controle algum, a tamanha apetitosa e pecaminosa tentação.

Não podemos lembrar às donas-de-casa de meia-idade, mal-comidas e mal-amadas, que a prostituição só existe e só está ali porque homens como o seu marido, que já não comem mais as próprias esposas, ainda vão atrás de putas e são os principais responsáveis por manter essa profissão viva e florescente.

Não podemos lembrar às jovens da classe mérdia escorchada de impostos, bem alimentadas mas falidas, que elas podem ganhar numa trepada o mesmo salário que o estágio paga em um mês, ainda mais se forem universitárias, falarem inglês e tiverem todos os dentes.

Não podemos lembrar às domésticas que pode valer a pena (e ser mais digno e libertador) transar com um ou dois caras em uma tarde pra ganhar o mesmo valor pelo qual hoje trabalham o mês inteiro, dezoito horas por dia, com folgas em domingos alternados, sem nem poder trazer o namorado evangélico pro seu quartinho sem janela.

A prostituição é de fato um perigo para toda a família. Ela ameaça expor todas as pequenas hipocrisias que nos mantém juntos apesar de tudo. Não é a toa que são todos contra ela. Resta saber como conseguiu ficar legalizada tanto tempo.

* * *

Alguns links:

Why Is Prostitution Illegal? http://www.slate.com/id/2186243

Porn vs. Prostitution: Why is it legal to pay someone for sex on camera? http://www.slate.com/id/2186552/

Hookers.com: How e-commerce is transforming the oldest profession. http://www.slate.com/id/73797/

* * *

Outros textos meus sobre o mesmo assunto:

A Questão do Turismo Sexual


A Questão da Prostituição


A Questão das Prostitutas Brasileiras no Exterior

* * *

Alugo o Meu Corpo
Excelente livro da minha amiga Paula Lee, prostituta brasileira em Portugal.

 

21.10.09


Categorias: Comportamento, Sexo, Malvadas


Posts similares:
A Questão da Prostituição
CRÔNICA DE CRIMES ANUNCIADOS
A Questão do Turismo Sexual - Updated

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Comentários:


Comentário de: aiaiai

Clap, clap, clap. Que mais dizer? É isso mesmo.

Vou aproveitar a deixa e mudar o foco para um assunto que me preocupa mais em relação à condição da mulher.
Prostituição é uma profissão horrível, na minha opinião, porém mais honesta do que as donas de casa do século XXI, que, a meu ver também, são prostitutas, só que de um homem só.
Acho muito mais degradante que, a essa altura da história humana, as mulheres resolvam voltar para o lar (KKKKKK) para cuidar do marido e dos filhos. E, como elas não param de consumir, o maridão paga tudo o que elas consomem.
Eu gostaria de saber: como uma mulher chega para o marido e pede dinheiro para comprar suas calcinhas e não se sente uma prostituta?
Eu já perguntei para algumas. A reação é sempre hipócrita: ou dizem que eu sou maluca ou dizem que elas não são prostitutas, já que são casadas, ou seja, foram abençoadas pela igreja e pela justiça.
argh!

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 07:34



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Ignorando q a prostituição já era mal vista séculos antes de a classe média aparecer, ela é como a maconha: o estado ilegaliza pq é um risco de saúde onde rola muita grana q não há como taxar. Países como o Brasil só não taxam, digamos, o uso da bicicleta pq teoricamente é mais saudável do q perigoso e a grana é comparativamente pequena.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 07:57



Comentário de: Draupadi · http://didascaliae.blogspot.com

nossa, um dia vc por favor faz um post sobre a ladainha de que 'brasileira no exterior só pode ser prostituta'? Não para falar do preconceito generalizante, mas sim do nojinho e da revolta que muitos brasileiros que querem morar no exterior sentem, por se sentirem 'vítimas' dessas prostitutas? (e não do preconceito de quem generaliza)

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 09:19



Comentário de: mariana

Infeliz o primeiro comentário que diz que uma
mulher deve se sentir infeliz por pedir dinheiro
ao marido para comprar calçinhas ou o que
quer que seja.

Claro que eu acho que a mulher deve sim ir
atrás das suas realizações profissionais, e acho
essa opção mais saudável do que outras.
Mas taxar uma dona de casa, que dedica anos
da sua vida a educação dos filhos, as compras
no supermercado, as idas às reuniões da escola e
e do condomínio, a pregar o botão da camisa do
marido e a governar uma casa, como sendo nada
mais que uma prostituta é ridículo e insensível.
Não estou desmerecendo a profissão, até
concordo com o texto, mas você não pode dizer que
as donas de casa fazem isso em troca de $$, ou
fazem sexo pra conseguir grana p/ o vestido novo.
Sem dúvida que isso tb existe, mas sabe? Generalizar
pode ser ofensivo.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 09:59



Comentário de: Victor Barone · http://escrevinhamentos.blogspot.com/

Apenas para deixar claro o contexto no qual comparei prostituição e uso de drogas, cito a seguir parte do artigo citado pelo Alex.

"Como já deixei claro, não condeno de forma alguma quem vende o corpo como profissão. Disse e repito, acho que cada um tem o direito de fazer o que quiser da própria vida. No entanto, o fato de eu respeitar este direito não significa que eu acredite que ele é bom (para quem opta por ele e para os demais) ou correto. Da mesma forma, defendo a descriminalização das drogas - quem quiser usar que use - mas não considero que o consumo de muitos delas sejam uma escolha inteligente e que beneficie a alguém.

Sim, faço um paralelo entre prostituição e uso de drogas (aqui me refiro as drogas realmente impactantes como cocaína, crack, heroína etc). Tanto a droga quanto a prostituição destroem uma parcela do ser humano. A droga arrebenta aquele tino que nos leva a discernir entre o que é ou não passível de ser limitado em nosso convívio com o outro. Penso nisso sempre que me deparo com relatos de gente que agrediu parentes, que vendeu tudo para saciar o vício etc. A prostituição, por outro lado, banaliza o afeto, coloca no mesmo nível amor (seja com conotação sentimental ou sexual) e comércio, duas coisas incompatíveis."

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 10:30



Comentário de: Malkhut

Há varios motivos que levam as mulheres a prostituição.

Um deles é porque é viciante. E quem disser que não é viciante ganhar o suficiente para pagar suas contas e comprar quase tudo o que precisa, fale isso lá pelo dia 10 de cada mês, quando já terminou o dinheiro do salário e sobraram ainda 20 dias até o próximo.

Outro, é a falta de oportunidade. Convença uma garota que faz sexo por dinheiro em cash a ir trabalhar de balconista, ou de faxineira, ou mesmo fazer um curso superior, digamos, de fisioterapia. É ruim trabalhar 30 dias para ganhar o que ela pode ganhar em uma tarde. Muitas nem querem outra oportunidade!

Sim, existem as garotas que fazem sexo em troca de outros tipo de pagamentos. Existem garotas de classe média que fazem sexo em troca de um papelote ou de uma pedra. Outras fazem sexo em troca de um presente e outras ainda fazem sexo para aparecer na televisão. E tem também aquelas que fazem sexo com este e com aquele, até decidir quem paga melhor, daí namoram, noivam e casam. A questão é que ninguém faz sexo de graça e na maioria das vezes o de graça é mais caro que o sexo pago.

A sociedade é hipócrita, no entanto, em não entender que prostituta é uma profissão como outra qualquer. É uma pessoa que aluga seu tempo e partes do seu corpo por dinheiro. Um advogado, por exemplo, aluga o ouvido (às vezes até vende a alma), um massagista aluga as mãos.

Então, se todos somos, de alguma forma, prostitutos(as), qual é o problema de ser sexo, masturbação ou conversa?

Garota de programa é uma psicóloga que você come antes da consulta.


PermalinkPermalink 21.10.09 @ 10:41



Comentário de: Malkhut

Vitor, qualquer coisa que se faça pode destruir uma parcela do ser humano que existe em nós. Limpar latrina dos outros, na minha opinião é incomparavelmente pior do que fazer sexo por dinheiro. Há algum tempo atrás, serviçais nem poderiam usar o mesmo elevador que seus patrões. Pior de tudo, faxineiras vendem seu corpo diariamente por menos de 1/5 do que as garotas vendem seu corpo para sexo por uma hora.

A única diferença é que você e a maior parte da sociedade, acha que ser faxineira é uma profissão honesta, enquanto ser prostituta não é, é anti-cristão, fere os princípios do amor romântico e blah blah blah... Afinal, sexo para os cristãos é pecado, se não me engano.

E por que comércio e sexo são incompatíveis? A indústria da moda vive do sexo, pois trata de deixar as pessoas mais atrativas para as outras, para quê? Para conversar? A mulher compra uma lingerie lindíssima, sensual, erótica, para quê? Para usar sob a roupa? Compramos roupas, roupas íntimas, carrões, motos, sapatos, perfumes, flores, presentes, casas, tudo para ter sexo melhor, para atrair os melhores parceiros. Oitenta por cento do que a sociedade faz é pensando em sexo ou em como realizar suas fantasias sexuais. E nada é de graça, tudo é comércio, todo mundo ganha dinheiro e todo mundo fica feliz.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 10:58



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Alex, Alex... seu preconceito contra classe "mérdia" (nem colocar a expressão entre aspas você tem a decência de fazer) é quase inacreditável.

O que a classe "mérdia" fez com você?

O que a classe "mérdia" fez contra os pobres, além de dar a eles empregos e condições de melhorar de vida, vida que sem a classe "mérdia" para empregá-los seria muito pior?

Além do mais, a maior parte da classe "mérdia" é de ex-pobres ou filhos de ex-pobres, eles trabalharam e estudaram e melhoraram de vida. A ascensão social existe e é importante. A ascensão social é o caso da maioria. E eu não vejo porque desejar que um classe "merdia" incompetente vire pobre. Que mal ele me fez? Que mal ele fez a você, Alex? Se ele é protegido pelo sistema de acabar pobre, por que isso o incomoda tanto? Eu posso muito bem conviver com isso.

Quanto as prostitutas, que eu não quero reprimir, a você não ocorre que elas podem ser companhias bem desagradáveis para quem não pensa só em sexo ou em dinheiro? Pois podem.

Quanto as prostitutas e as relações raciais, já pensou se a sociedade encarasse a prostituição com naturalidade, como ficaria a vida dos homens negros? A mulher negra iria preferir ser a outra de um branco endinheirado que ser a legitima esposa de um negro. Não, não é porque eu acho as negras mais safadas que as brancas. É porque as negras são mais pobres e mais fáceis de serem compradas pelos brancos, que tem mais dinheiro. Claro que um negro com dinheiro provavelmente montaria seu harém de brancas, mas esses casos seriam exceções. A regra seria os brancos usarem seu dinheiro para deixar os negros sem mulher nenhuma, qualquer que seja a cor. É graças a moral cristã de classe "mérdia" branca que os negros pobres têm chance de se casar com uma negra decente. Onde o dinheiro tem um peso maior que a moral, a vida melhora para quem tem dinheiro e piora para quem não tem. A sorte dos homens negros é que a moral cristã de classe "merdia" ainda valerá por muitos anos depois que tivermos morrido, Alex. Sorte dos homens negros, sorte mesmo, que você não será ouvido.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 11:15



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Mas eu sou a favor das cotas nas universidades públicas. As cotas raciais irão desmoralizar a universidade pública. E para o Brasil começa a dar certo é preciso acabar com a universidade pública. A universidade pública é a saúva moderna: ou o Brasíl acaba com a universidade pública ou a universidade pública acaba com o Brasil. Temos que acabar com essas saúvas. E as cotas raciais serão nosso tamanduá! Vamos defender as cotas, Alex, eu te apoio nessa!

Por que acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 11:15



Comentário de: lucas

alex,

levando em conta que a propriedade privada é uma merda e só beneficia uma minoria, a boceta privada também deveria ser proibida.

tanto a prostituição quanto monogamia deveriam ser crime!


PermalinkPermalink 21.10.09 @ 11:19



Comentário de: wagner

Concordo, em linhas gerais com o texto, a menos do vício em demonizar a classe média (não sei porque a classe média tem que ser culpada por tudo).
Não tenho nada contra as prostitutas e acho que é um direito. Agora esse papo de que é uma profissão como outra qualquer não cola não, é pura hipocrisia. Pergunto a quem acha isso o que iria dizer se a sua mulher, filha ou mãe um dia dissesse: "vou arranjar uns homes por aí porque estamos sem dinheiro".

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 11:23



Comentário de: Alex Castro Email

Outros textos meus sobre o mesmo assunto:

A Questão do Turismo Sexual - http://www.interney.net/blogs/lll/2008/06/16/a_questao_do_turismo_sexual

A Questão da Prostituição - http://www.interney.net/blogs/lll/2008/06/17/a_questao_da_prostituicao

A Questão das Prostitutas Brasileiras no Exterior - http://www.interney.net/blogs/lll/2008/06/19/a_questao_das_prostitutas_brasileiras_no

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 11:24



Comentário de: Iara · http://foifeitopraisso.blogspot.com

Muito medo desses comentários, sempre.

Uma pessoa acha que a dona-de-casa deveria ter vergonha de depender do marido, se sentir prostituída. Eu trabalho muito, desde novinha, acho importante, mas acho que, se algum dia na vida achar que cabe ficar em casa educando meus (futuro e hipotéticos) filhos, com o suporte financeiro do meu marido, nãoteria porque ter vergonha. Minha mãe é dona-de-casa e meu pai sempre deixou claro que ela é tão responsável pelo sucesso dele quanto ele mesmo, nunca a diminui por isso.

"A questão é que ninguém faz sexo de graça e na maioria das vezes o de graça é mais caro que o sexo pago."

Já ocorreu a quem postou isso de que mulheres fazem sexo porque gostam? Pergunto isso com a autoridade de quem já pagou motel em "one-night stand". O cara não ia casar comigo nem me deu nenhum presente. O cara era gostoso, e foi ótimo. Sexo é legal só pra homem, pra mulher é moeda de troca? Eu, hein...

Pra terminar o moço que odeia universidade pública dizendo que se a prostituição fosse aceita, homens negros não se casariam. Oi?

"É graças a moral cristã de classe "mérdia" branca que os negros pobres têm chance de se casar com uma negra decente"

Tipo, nunca ocorreu que uma mulher pode não se prostituir simplesmente porque ela não quer, e não porque a sociedade diz que é feio, do mesmo jeito que abortam mesmo sendo crime no Brasil? Que uma mulher pobre possa escolher um homem pobre porque ele a faz feliz? O cara acha mesmo que é a moral que impede que mais mulheres se prostituam? Desnecessário dizer que o "decente" no final é pééééssimo.

Independente disso, acho sim que as pessoas são muito moralistas quando tratam desse tema, as feministas inclusive. Já conheci prostitutas que dizem quem gostam do que fazem, que nem sempre é agradável (como nenhum trabalho é agradável 100% do tempo), mas no geral é bacana. Não tenho como saber se é sincero, mas não tenho porque afirmar categoricamente que não é possível.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 12:32



Comentário de: Anna May

Antes de mais nada, acho que as meninas pobres devem ter outras opções profissionais, além de faxineira e prostituta, não? Poder sonhar (e ter condições) de se tornar médica, historiadora, engenheira, enfermeira, geóloga, advogada, agrônoma, acrobata, economista, filósofa, jornalista, modelo, atriz, física nuclear, bióloga, seja lá o que der na sua telha. E tb prostituta, se for uma opção madura, feita por alguém maior de idade, entre muitas opções factualmente disponíveis. Hj o factualmente é discutível: medicina é oferecida em universidades públicas, blz. Os livros são caros, e auniversidade não dá: oh, oh.. começamos com os problemas! O curso é em período integral, ou seja, a mocinha pobre não tem como trabalhar e freqüentar o curso simultaneamente. As passagens de buzu, trem ou metrô precisam ser pagas, bem como o almioço durante o curso... Não há um programa de bolsas que dê um valor realmente decente para pagar estas despesas... Então, teoricamente nte a universidade é pública, as meninas pobres podem sim fazer medicina. Mas a maneira com que o curso ´pe montado e a inexistência de um programa de manutenção compensatório simplesmente PROIBEM A MENINA POBRE DE DE MARRÉ DECI (e o menino tb, sejamos coerentes) DE FREQUENTAR O CURSO DE MEDICINA. Então, apesar da universidade pública e gratuita, não é um curso para todos.

Creio que debater as opções REAIS FACTUAIS DE ESCOLHA seja tão importante quanto debater a prostituição como carreira viável para nossas moças pobres. Depois que sanarmos as condições colaterais que impedem a fixação do estudante pobre na universidade escolhida por vocação, aí sim, o debate da prostituição como opção de carreira profissional tão natural quanto direito, massoterapia, artes, economia, ciências e etc terá o viés revolucionário tão pertinente a este nosso blog

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 12:33



Comentário de: JCCyC · http://rsnda.blogspot.com

Jorge Nobre, por que você fica repetindo o mesmo post? É tique nervoso? Síndrome de Tourette? Vontade de irritar os outros? Esquizofrenia? Todos os anteriores?

Na boa. Por quê?

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 12:44



Comentário de: Anna May

Antes de mais nada, acho que as meninas pobres devem ter outras opções profissionais, além de faxineira e prostituta, não? Poder sonhar (e ter condições) de se tornar médica, historiadora, engenheira, enfermeira, geóloga, advogada, agrônoma, acrobata, economista, filósofa, jornalista, modelo, atriz, física nuclear, bióloga, seja lá o que der na sua telha. E tb prostituta, se for uma opção madura, feita por alguém maior de idade, entre muitas opções factualmente disponíveis. Hj o factualmente é discutível: medicina é oferecida em universidades públicas, blz. Os livros são caros, e auniversidade não dá: oh, oh.. começamos com os problemas! O curso é em período integral, ou seja, a mocinha pobre não tem como trabalhar e freqüentar o curso simultaneamente. As passagens de buzu, trem ou metrô precisam ser pagas, bem como o almioço durante o curso... Não há um programa de bolsas que dê um valor realmente decente para pagar estas despesas... Então, teoricamente a universidade é pública, as meninas pobres podem sim fazer medicina. Mas a maneira com que o curso é montado e a inexistência de um programa de manutenção compensatório simplesmente PROIBEM A MENINA POBRE DE DE MARRÉ DECI (e o menino tb, sejamos coerentes) DE FREQUENTAR O CURSO DE MEDICINA. Então, apesar da universidade pública e gratuita, não é um curso para todos.

Creio que debater as opções REAIS FACTUAIS DE ESCOLHA seja tão importante quanto debater a prostituição como carreira viável para nossas moças pobres. Depois que sanarmos as condições colaterais que impedem a fixação do estudante pobre na universidade escolhida por vocação, aí sim, o debate da prostituição como opção de carreira profissional tão natural quanto direito, massoterapia, artes, economia, ciências e etc terá o viés revolucionário tão pertinente a este nosso blog

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 12:49



Comentário de: Iara · http://foifeitopraisso.blogspot.com

Alex,

Li os outros posts e voltei pra dizer que essa sua amiga Paula Lee é de uma lucidez impressionante, além da autoridade pra falar no assunto.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 12:50



Comentário de: Iara · http://foifeitopraisso.blogspot.com

Anna May,

Você tocou no ponto certo: a falta de opção. Tendo garantido que eu posso me sustentar e me fazer respeitar fazendo o que eu quiser, de médica a malabarista, não importando a minha origem, a prostituição vai ser só uma das escolhas possíveis. E, mesmo que não houvesse nenhum tabu, que todo mundo achasse muito natural, duvido que ia ser a mais popular delas. Porque a gente pode gostar de muitas coisas e não ver problema em nenhuma delas (de sexo a escrever em blos, passando por cozinhar e fazer jardinagem), mas daí a ser comprometer em fazer disso sua ocupação principal é outra história.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 12:56



Comentário de: PAULO RICARDO

TUDO BEM QUE A PROSTITUIÇÃO NÃO É CRIME. O PROBLEMA ESTÁ NA MIMOSA NA PRAÇA DA BANDEIRA RIO DE JANEIRO CAPITAL. APESAR DO LUGAR SER BEM CONHECIDO POR TODOS (GOVERNO FEDERAL ESTADUAL E MUNICIPAL MINISTÉRIO PUBLICO E TODA MIDIA) LÁ ALEM DA PROSTITUIÇÃO TODOS OS ESTABELECIMENTOS NAO PAGAM IMPOSTOS QUE EXPLORAM A PROSTITUIÇÃO , PORQUE AS PROSTITUTAS SE NAO PAGAREM A CASAS ELAS MORREM. MORREM SIM PORQUE LÁ TEM POLICIAIS CONIVENTES E BANDIDOS QUE FAZEM UMA SEGURANÇA NO LOCAL . VENDA DE DROGAS A VONTADE E LOCAL NAO TEM HIGIENE NENHUMA UM LUGAR SEM LEI. UMA TERRA SEM LEI. CHAMADA RUA CEARÁ. UMA VERGONHA NAO SE TER RESOLVIDO ISSO. AGORA PROSTITUIÇÃO NAO É CRIME MAIS VENDA DE DROGAS É.BANDIDOS ARMADOS É.. ESQUECI DOS TAXIS CLANDESTINOS . SE QUISER PEGAR UM TAXI SÓ PODE SER DE LÁ. NAO TEM TAXIMETRO FAZ O PREÇO QUE QUER E ANDA NORMALMENTE NA RUA LÁ FORA SEM PROBLEMA NENHUM.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 14:40



Comentário de: Fabio

Apesar de todas as besteiras ditas aqui (esta é só mais uma), creio que o ponto principal é a legalidade da prostituição. Nada contra. Agora, falar como se fosse "apenas mais uma profissão desagradável", pera lá. Uma coisa é fazer coisas desagradáveis. Já me imaginei varrendo rua e lavando galeria de esgoto. Mas nunca concebi a idéia de dar a bunda pra qualquer porco nojento na rua. Tá bem que, principalmente depois de ler o livro da Surfistinha, entende-se que você escolhe o cliente, até certo ponto. Mas chega uma hora em que você não tem escolha. E aí, não venha me dizer que é só um dia ruim. Pra mim, a prostituta que diz que gosta do trabalho nunca dá um depoimento completo. Sempre falta a frase: "Ah, me dá mais uma carreirinha." Ou vai me dizer que nenhuma prostituta vê problema em a filha seguir o mesmo caminho? Apesar de toda a liberalidade, em nossa sociedade - apesar de eu achar que não há nada demais em tocar uma pra uns caras pela webcam - prostituição é um suicídio social, ainda mais dependendo do que a pessoa for querer fazer da vida depois.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 15:02



Comentário de: João

Surpreendentemente concordo contigo, Alex, o que tem sido raro ultimamente.

Acho apenas que deveria se desligar do seu vício em criticar a classe média, afinal de contas, ninguém merece ponto de drogas/prostituição/jogo do bicho/vendinha de cachorro quente ou whatever na porta de casa, seja rico, médio ou pobre.

Acho que a regulamentação é o caminho para a organização, vide Amsterdã. Em breve, teremos várias "Vilas Mimosas" por aí, com as devassas se oferecendo nas vitrines. Afinal, o corpo é o produto, nesse caso...

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 15:03



Comentário de: Arthur

Jorge Nobre

"Quanto as prostitutas, que eu não quero reprimir, a você não ocorre que elas podem ser companhias bem desagradáveis para quem não pensa só em sexo ou em dinheiro?"

E dai que você acha elas desagradaveis?


Plausivel
Apesar de até entender que a taxação sobre a prostutuição talvez possa ser dificil, a taxação sobre a maconha não pode ser mais dificil do que a sobre o tabaco.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 15:11



Comentário de: Carol · http://logica-inversa.blogspot.com/

Uma advogada vende seus conhecimentos jurídicos, uma confeiteira vende seu talento em fazer doces, uma modelo vende sua beleza e sua juventude. Por mim, a prostituta é só mais uma profissional vendendo seus talentos. Eu, particularmente, não escolheria essa profissão. Eu, Maria Carolina, sou monogâmica, nojentinha e não gosto nem de "one night stand". Mas isso sou eu. Ninguém precisa pensar como eu. Da mesma forma que boa parte das pessoas odiaria trabahar com estatística (como eu), boa parte também odiaria trabalhar fazendo sexo com estranhos. Mas e direto de cada um escolher.

O problema é que a coisa não é legal, nem ilegal. Está em um limbo. A prostituta não tem direito a nenhum tipo de proteção. Se for estuprada, se não for paga, se apanhar, o que ela vai fazer? Processar o cliente?

Por isso eu acho que é melhor haver prostíbulos (ou "boates" como dizem por aí;). A mulher tem que como meter um processo no agressor, se isso acontecer. O que não deve impedir também a regulamentação de prostituta autônoma.

Só que depois quero ver obrigar a mulherada a pagar ISS por serviço prestado (ou seja: dar nota fiscal).

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 15:20



Comentário de: Karina

Eu realmente não gostaria de ser confundida com uma prostituta, mas esse seu texto me fez pensar se é somente porque eu associo a atividade a uma certa marginalidade.
De outro lado, as prostitutas não me agridem ou ofendem de qualquer maneira.

Alguém aí sabe como a prostituição é encarada nos países que a legalizam? É encarada como só mais uma opção de carreira ou, mesmo assim, uma atividade meio marginal?

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 15:32



Comentário de: aiaiai

Iara,
Só vou concordar em ser normal a mulher voltar a ser dona de casa, dependendo financeiramente do marido para tudo, no dia em que for normal o homem também poder escolher ser dono de casa.
No mais, parabéns para sua mãe que tanto contribuiu para o sucesso do seu pai!
E, só para finalizar, caso vc não tenha notado, estamos no ano de 2009 d.c.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 15:38



Comentário de: Eu

Ai que gente hipocrita! Ninguém é contra nada e todo mundo é super liberal por aqui.
Quero ver quem de vcs casaria com uma sirigaita, quem de vcs a contrataria como baba' ou educadora de um de seus filhos, caso ela UM DIA resolvesse mudar de profissao. Quem ousaria assumir publicamente que, por exemplo, a propria mae, a propria filha, a irma, ou a esposa que hoje é uma medica respeitabilissima, no passado nao passava de uma baita kenga que dava a buça para pagar os estudos. Nem vc meu caro Alex.
Acordem! A quem voces querem enganar? Aposto que nao diriam nada, como nao diriam se ela tivesse exercido uma profissao "honesta", mas muiiito simploria tipo faxineira. Porque sera' que eu nao conheço nenhum cara boa-pinta que tenha se casado com a filha da empregada da familia, por exemplo????????????????????
Contem outra.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 15:50



Comentário de: Carol · http://logica-inversa.blogspot.com/

Quase empre sai uma carinha no lugar dos meus parênteses. Shit.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 15:52



Comentário de: Carol · http://logica-inversa.blogspot.com/

Estranho é responder para "Eu", mas enfim:

Uma coisa é não gostar. Outra coisa é não aceitar que as pessoas vivam do jeito que bem entendam.

Se eu seria melhor amiga de uma prostituta? Não. Se eu gostaria de ser confundida com uma? Não. Se minha filha virasse, eu deserdá-la-ia? Sim.

Mas não concordo em IMPEDIR que alguém venda o próprio corpo. O corpo é da pessoa, oras!

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 16:00



Comentário de: Victor Barone · http://escrevinhamentos.blogspot.com/

Sinceramente não sei de que felicidade vocês falam. A felicidade da prostitua de luxo? Estas talvez sejam felizes sim, optaram pela prostituição como trabalho, não foram forçadas ao ofício. Mas é esta a realidade da prostituição? Podemos dizer como regra que a prostituição é sempre uma opção? Que constrói seres humanos felizes? Não sou expert no tema, não escrevi grandes artigos ou livros iluminados sobre ele, mas tive minhas experiências a respeito após 42 anos de vida e 21 de jornalismo. Nunca encontrei uma prostituta feliz ou emocionalmente equilibrada.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 16:23



Comentário de: uiuiui

Engraçado o preconceito de gente "moderna". Estamos em 2009, e daí? Uma mulher não pode optar por ficar cuidando da familia e dos filhos, como Do Lar, por estarmos em 2009?

Claro, ela deve estar ciente dos perigos que corre: de ficar fora do mercado de trabalho, de ser trocada pela colega de trabalho interessante do marido, na maioria das vezes anos (ou décadas) mais nova...

Mas se a mulher está ciente dos riscos que corre, e acha válido corrê-los por achar que, por exemplo, dará uma melhor educação aos seus filhos, ou mesmo por questão de viabilidade financeira já que creche, babá, doméstica, essas coisas todas custam bastante dinheiro é mais vantajoso um dos pais ficar em casa do que os dois trabalharem, a opção é tão ou mais válida do que sempre foi.

E claro que o homem pode ser o que fica cuidando da casa. O problema é que nesse caso, na maioria das vezes, o preconceito vem da própria mulher: homem que fica em casa é considerado "inútil".


PermalinkPermalink 21.10.09 @ 16:25



Comentário de: Iara · http://foifeitopraisso.blogspot.com

aiaiai,

Sim, estamos em 2009 d.c. É normal uma mulher sustentar o marido? Pode não ser bem aceito, mas eu já conheci casos assim. A diretora de uma empresa que eu trabalhava recebeu uma proposta interessante e se mudou pros EUA. Só que lá o marido não podia trabalhar. Ela ganhava o dinheiro, ele cuidava das filhas. Se as pessoas em volta aceitavam isso numa boa? Sei lá, e acho que nem interessava a eles. Mas eu não vejo como um problema se for um acordo bem claro entre o casal, se ninguém tá subjugando o outro aí. Não acho que as escolhas pessoais devam ser pautadas pelo "o que a sociedade vai pensar".

No mais, não estou dizendo que acho isso o máximo, só uma possibilidade válida. Minha mãe não se sente realizada em outros aspectos, e lógico que isso não é legal. Mas em casa sempre foi claro que o dinheiro era da família, não do meu pai. Minha mãe tinha claro o orçamento familiar e as decisões financeiras sempre foram tomadas em conjunto. Então, esse lance de controlar o outro pela grana, de inferiorizar, não faz parte da minha experiência. Reconheço que existe e até que possa acontecer na maioria dos casos, mas não que seja obrigatório.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 16:29



Comentário de: Kitagawa

"Quero ver quem de vcs casaria com uma sirigaita"

hehe, saiba que muitas garotas se deram muito bem, se casaram com seus ex-clientes milionarios, já foram capa da playboy, viraram atriz, celebridade. Mas esse é o mundo das de luxo, claro.

Todo mundo tem direito de não querer ser amigo de uma prostitua ou de não se casar com uma, assim como têm de não ser amigo de um homossexual ou de um negro. Mas que é um "puta" preconceito, é. E às vezes é do pior tipo: "eu não tenho nada contra, é a sociedade que tem".

mas como bem disse a Iara, em outro contexto: "Não acho que as escolhas pessoais devam ser pautadas pelo "o que a sociedade vai pensar"."

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 17:13



Comentário de: Haline · http://www.halinices.blogspot.com

Alex, sua caixa de comentários é algo. rs
Vamo lá.

As prostitutas são profissionais como outra qq. Eu nem discuto isso. E é fundamental que a profissão seja regulamentada e respeitada. Assim elas podem exigir seus direitos e ter proteção. Além de facilitar a detecção do que realmente é crime, como tráfico de mulheres e pedofilia.

A Anna May colocou algo que acho legal de pontuar, meninas pobres não tem lá muitas opções. Prostituição é uma delas. E muitas vezes elas não optam, são jogadas sem volta nessa vida. É complicado. São estupradas, vendidas, prostituidas contra a vontade e daí não conseguem mais reverter. Enfim.

Sobre o primeiro comentário que fala das donas de casa, eu acho tão preconceituoso qto abominar as prostitutas. Inclusive temos uma figura nova na sociedade: o dono de casa. Como a Iara já colocou tão bem. É apenas uma maneira de organizar a vida em casal. As vezes é um facilitador financeiro. Não tem nada a ver com submissão. Obviamente existem donas de casa submissas, assim como executivas submissas. Não é a atividade que determina isso.

“Quero ver quem de vcs casaria com uma sirigaita”. Oi??? Vc é do tempo que o grande e único sonho de uma mulher era casar?? Vc acha que as mulheres devem pautar suas escolhas na figura do possível marido?? Pls né.

Por fim, é sempre bom lembrar que as mulheres gostam tanto de sexo qto homens e que a prostituição masculina é vista de outra forma, apenas por machismo, por achar que os homens não se importam.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 18:22



Comentário de: Te

Isso me levou a um questionamento. Eu não tenho nada contra a prostituição, dentro do princípio do livre arbítrio. Mas por outro lado, eu estou procurando apartamento pra morar e quando eu vejo ofertas em uma rua da cidade próxima de onde prostitutas oferecem seus serviços eu descarto de cara. Então eu não sou tão liberal assim?

Mas prostituição é um assunto tão incômodo que não vi ainda quem viesse a público dizer que é descendente de alguma polaca (mulheres que no início do século XX vieram do Leste Europeu para o Rio de Janeiro e se prostituíam), apesar do resgate histórico que fizeram a respeito.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 18:26



Comentário de: Carol

As pessoas deveriam ter direito de vender seu corpo. Mas as que não vemdem também têm direito de não querer ficar perto de quem vende.

É preconceito? Sim. E daí? Uma coisa é ter preconceito contra alguém por uma característica da pessoa que não foi escolha (no caso de negros, homossexuais, deficientes, etc.) Outra é ter preconceito contra a escolha de outras pessoas.

Eu acho que quem escolhe vender o corpo (e apesar de todas as circunstâncias apontadas pela tal falta de oportunidade, prostituição é uma escolha - a não ser, é claro, que a moça tenha sido obrigada, mas aí é crime, outro esquema) não é uma pessoa adequada para ser minha amiga.

Ah, e uma coisa que ninguém falou, mas que é importante, e que tem a ver com escolhas: a mulher escolhe ser prostituta. É uma profissão que depende quase que essencialmente da juventude. Quando não for mais jovem e "bonitinha", ela vai ficar desempregada. O problema é que, se ninguém contratar por saber que a mulher já foi prostituta "de carteira assinada", vai ter mais um grupo fazendo mimimi e pedindo aposentadoria no INSS aos 40 anos.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 18:42



Comentário de: Roger Moreira

Nada contra a prostituição em si. Inclusive é daquele tipo de coisa que não dá pra ser contra ou a favor, afinal, simplesmente não é da sua conta.

Hoje em dia, prostituta tem até CBO (classifiação brasileira de ocupações). Mais, dá pra fazer inscrição na previdência como autônomo.

Não vou entrar no mérito do preconceito sofrido ou da pobreza que conduz muita gente a prostituição. O que eu acho é que deveria ser regulamentado e também liberadas as casas de prostituição, pois ainda hoje elas são ilegais. Agora, a prostituição de rua, pra mim, tem mesmo que ser coibida. Comércio de rua é um saco, de um jeito ou de outro, perturba a vida de todo mundo, olha os camelôs aí...

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 19:12



Comentário de: aiaiai

Estamos falando de casos pessoais ou estamos tentando entender como a sociedade se organiza e mudar o que achamos que deve mudar?
A questão não é se fulano trabalha enquanto sicrana cuida dos filhos e eles se dão muito bem assim.
A questão é que as mulheres lutaram muito para terem direito a estudar, trabalhar e ser livre. E ainda não chegamos lá. Ainda vivemos em uma sociedade extremamente machista, que sufoca a liberdade de homens e de mulheres.
Mas, pelo menos, a mulher não é mais obrigada a fazer o que o marido quer, nem tem que se casar e ser a rainha do lar.
Então, vem um grupo cada vez maior de mulheres defender que "elas têm direito a escolher se querem ser rainhas do lar".
Eu acho isso um tremendo retrocesso. A gente nem conseguiu dividir as tarefas da casa e já estamos achando que "temos o direito de escolha". aiaiai
Algum de vocês já ouviu um entrevistador perguntar para um homem (digamos um presidente de uma grande empresa): como você faz para conciliar o trabalho e a criação dos seus filhos?
Acho que não, né?
Então, o que eu defendo é que a sociedade ainda não chegou ao ponto de liberdade pelo qual tantas mulheres e homens lutaram ao longo dos últimos dois séculos. Ainda tem muita luta pela frente.Então não dá para ser compreensiva com uma mulher que decide viver as custas do marido.

Se querem levar para o lado pessoal, digo que é totalmente possível ser independente e ainda cuidar da casa e dos filhos. Eu to aqui para provar.
Mas acho que não é fácil, muitas mulheres gostariam de fazer o que eu fiz, de viver do jeito que eu vivo, mas não tiveram as mesmas oportunidades que eu tive.
Enquanto outras, e essas na minha visão são prostitutas da pior espécie, tiveram todas as oportunidades mas não querem nada disso: querem servir ao marido, aos filhos e à casa.
Só vai dar para fazer esse movimento, quando isso for verdade para homens e mulheres. Ainda não é.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 19:34



Comentário de: Malkhut

Vitor, eu acho que seus 42 anos de idade e 21 de jornalismo serviram muito pouco para conhecer as prostitutas, ou você só conheceu aquelas que frequentavam os pulgueiros... hahahaha... Acredita, tem prostituta feliz sim, mesmo algumas que ralam o mês inteiro para sustentar família, botar filho na escola e pagar o consórcio do 1.0... Na verdade, seus 42 anos não serviram para quase nada, pois pelo jeito você é o mesmo manézinho que era aos 16... Só reforça a minha tese de que canalhas (e manés) também envelhecem.

Comparar prostituição com drogas? Faça-me o favor. Só faltou dizer que a pessoa precisa de tratamento para abandonar a prostituição e, claro, que deve se converter aos evangélicos e ser salva por jesus... Esqueci alguma coisa?

Sobre ser ou não ser amigo de prostitua, qual é o problema? Afinal, é alguma doença? Acho que quem diz um não baseado em preconceito para uma amizade, também não vai gostar de ser amigo de negros ou homossexuais, até mesmo faxineiras ou empregadas domésticas.

Agora, na boa, largando a hipocrisia de lado, o que é melhor: sua filha dando a buça por 100 reais ou dando pro dono da boca de fumo mais próxima em troca de uma pedra e de uma surra depois do sexo? Pois é, essa é uma cena cada vez mais comuns nas grandes cidades, onde garotas e garotos da classe média, da classe alta e também da classe pobre, principalmente, estão se trocando por drogas.

È muito melhor ter um filho ou filha fazendo programa do que roubando ou matando para comprar drogas.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 20:43



Comentário de: Kitagawa

hahah, Carol, como seu proprio comentario deixa transparecer, vc não tem preconceito contras as prostitutas pelo que elas escolheram fazer em si, mas por ter uma ideia pre concebida de que tipo de mulher constitui a classe, principalmente no que se refere ao carater delas. Mas vc é inteligente, talvez ainda tenha a oportunidade de reconhecer que estava dizendo um não precipitadamente.
Eu mesmo já devo ter pensado que nunca seria amigo de um homossexual, por achar que não haveria compatibilidade e etc, até que um ou dois amigos meus assumissem.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 22:05



Comentário de: Iara · http://foifeitopraisso.blogspot.com/

O aiaiai

Entendo perfeitamente a questão. Só não acho que as pessoas são obrigadas a tomar decisões pessoais sempre levando em conta ideologias que nem são as dela. E não posso olhar pra uma dona-de-casa e dizer: "ó, la vai a folgada/submissa/alienada/prostituída/whatever". Isso é tão preconceituoso! Dá impressão que você adora o feminismo, mas detesta as mulheres, já que está aí prontinha pra julgar quando alguma não age de acordo com a sua cartilha. Eu, hein! Você dá conta de tudo? Parabéns! Você acha que porque isso funciona pra você tem que ser assim pra todo mundo? Desculpa aê. Agora, dá licença que a rainha do lar aqui vai bater um bolo pro marido...

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 22:16



Comentário de: Carol

Kitagawa

Uai, eu não teria um amigo padre também. Acho que a escolha que a pessoa fez da vida dela não é compatível com a escolha que fiz da minha.

São valores diferentes. Muito diferentes. E da mesma forma que padres escolhem ser padres, prostitutas escolhem ser prostitutas. São valores.

Não significa que eu não trocaria palavras, não sentaria junto no ônibus ou não dividiria a mesma sala de aula.

Mas amiga? Não não.

E quanto a homossexuais: bom, pelo que vejo dos meus amigos(as), não é bem uma escolha. Se for um homossexual que se prostitui, entra também no meu rol de "pessoas que não vão entrar na minha vida particular".

E qual o problema em eu escolher gente com valores parecidos com os meus para serem meus amigos? AMIGOS, não conhecidos ou colegas. Não tenho obrigação de gostar do estilo de vida de ninguém. O que não significa que eu tenha vontade de proibir isso.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 22:21



Comentário de: Iara · http://foifeitopraisso.blogspot.com/

No Fórum Social Mundial de 2005, assisti a um debate com profissionais do sexo. Descobri nesse dia o quanto era conservadora, e adorei ser obrigada a pensar.

As mulheres que estavam lá expondo suas idéias e defendendo a profissão não eram beldades. Eram mulheres normais, gordinhas, algumas na casa dos 50 anos. Tinha uma lá que contava que tinha 3 filhas, era avó, e os genros e o marido sabiam muito bem como ela ganhava a vida, e ninguém a desmerecia por isso. Daí alguém pergunta se eu ia achar bacana que vovó blá, blá. Acho que não, mas isso não implica ter menos respeito por essa senhora.

Uma coisa que me chocou também foi que no geral elas são contra a criminalização da exploração da prostituição. E explicaram: se dentro do sistema qualquer operário deixa a mais-valia com o patrão, dono dos meios de produção (tá, não usaram o termo marxista, mas era por aí;), porque era ilegal deixar uma participação pro dono da boate?

Mas deixaram claro que reconhecem que há escravidão e exploração de crianças. Mas isso não acontece só na prostituição - carvoarias também fazem isso, por exemplo. Então, tudo contra condições degradantes e exploração de crianças, mas nada contra o sexo.

De novo, me choquei e não me senti confortável com tudo que ouvi. Mas chocar alguém e desmontar suas crenças não é um crime (aliás, acho ótimo quando fazem isso comigo). Então, todo o meu respeito a essas mulheres. E por respeito entendo ouvi-las, respeitá-las, não vitimizá-las, não desprezar sua capacidade de discernimento. Nada a ver com ficar amiguinha e convidar para o chá.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 22:28



Comentário de: Draupadi · http://didascaliae.blogspot.com

"Uma coisa é ter preconceito contra alguém por uma característica da pessoa que não foi escolha (no caso de negros, homossexuais, deficientes, etc.) Outra é ter preconceito contra a escolha de outras pessoas."
Oi? Oi? Oi?

Sem contar que o que o Jorge falou sobre o casamento dos homens negros e a prostituição eu super não entendi. Me esforcei muito, juro!
Bom, talvez tenha sido a meia garrafa de vinho q acabei de tomar. Volto amanhã =/

Alex, o último link dentre os q vc postou não tá incompleto?

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 22:58



Comentário de: Hugo

Alex,

Vc conhece o trabalho do Janer Cristaldo?
Alem dos livros ele mantem um blog:
cristaldo.blogspot.com
A poucos dias ele abordou o assunto de forma interessante. E e' um "true" liberal, libertario, libertino.

Agora, realmente, vivemos em mundos diferentes: eu nao me lembro da "Tradicional Familia Brasileira" muito preocupada com puta. A TFB nao gosta da zona que fica a rua quando lota de puta e traveco - mas ai e meramente pq e o equivalente a ter um boteco na frente de casa com gente mijando na sua porta.

Em todo meu ciclo de convivencia as putas eram vistas como (a) agentes de iniciacao de jovens mancebos (b) alternativas de sexo as patroas embarangadas (c) diversao pós futebol (d) ultimo recurso dos feios e desgracados, algo como uma assistente social...e a zona como um local de descontracao de homens, so isso.

Bem tradicional machao brasileiro, mas sem grande stress...

Se vc pegar os conservadores assumidos da atualidade - Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo, Heitor de Paola, nao vai achar muita coisa tratando do "problema das meretrizes" ou algo similar.

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 00:01



Comentário de: FlaviaQ

cara, eu nao tive saco pra ler os comentarios, mas na verdade eu tenho uma curiosidade incrivel de saber o que elas pensam na hora H.

Nao me parece horrivel que elas aluguem o corpo, esse conceito eu acho ok.

Mas o que eu gostaria de entender é como elas conseguem encarar certos caras.

Eu tenho mil perguntas pessoais pra fazer pra uma prostituta.

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 01:13



Comentário de: aiaiai

Beleza Iara,

Entre um bolo e outro, veja se tem tempo para ler esse texto do editor da época. É bem legal. tenho certeza de que vai te fazer feliz!
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI99712-15230,00.html

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 13:34



Comentário de: Sams

Alex, nao consegui ler seu texto sobre prostituiçao brasileira no exterior. O link nao funcionou para mim. Vc pode checar?

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 14:39



Comentário de: Dênis Corrêa · http://ttecnocaos.blogspot.com/

aiaiai aiaiai

"Então não dá para ser compreensiva com uma mulher que decide viver as custas do marido".

chamar de prostituta a mulher sustentada pelo marido, ou a mulher que, por vontade própria, tem muitos homens, só revela um preconceito contra as prostitutas, aqui sinônimo de ofensa.

E se vc defende os direitos das mulheres, não fica bem oprimi-las e criticá-las para agirem de acordo com sua forma de ver o mundo (seja ela correta ou não). Existem outras formas de fazer isso.

Vamos tomar cuidado tmb com o evolucionismo barato.

Na Grécia Antiga o homossexualismo era bem aceito. Era comum estuprar rapazes aos 12 anos como forma de iniciação sexual. Eles eram mais evoluídos, estavam em 2009 d. c.?

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 15:20



Comentário de: Alex Castro Email

Denis,

nao era comum nem bem aceito estuprar meninos de 12 anos na grecia. o sexo soh era aceitavel quando consensual e dentro de uma relacao mestre-aprendiz na qual o parceiro mais velho se encarregava de ensinar ao jovem tudo sobre a vida, inseri-lo no seu circulo de amigos e influencias, etc.

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 15:32



Comentário de: Iara · http://foifeitopraisso.blogspot.com/

aiaiai:

O texto é extremamente conservador. Se você acha que o que eu escrevi aqui tem a ver com dizer: "ó, seja dona-de-casa, e seja mais feliz", você realmente não entendeu meu ponto de vista. Não quero mudar sua maneira de pensar, só achei ofensivos os seus termos. Mas não vou continuar a discussão aqui, é completamente off-topic. O único ponto de contato é a necessidade de respeitar e não julgar alguém que vive sua a vida de uma maneira que diverge da maneira como organizo o meu mundo, principalmente quando esse alguém parece consciente dos perigos inerentes a sua escolha. Você não apedreja prostitutas, como outros aqui, e nesse ponto estamos juntas. Mas apedreja donas-de-casa, em nome das conquistas do feminismo...

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 17:09




Menino, li seu texto de um só fôlego, não parei nem pra tomar ar... É a primeira vez que entro no blog, e de cara me deparo com um assunto tão polêmico que mexe com a moral, ética e "bons" costumes.Concordo com vc, há muita hipocrisia por detrás desse assunto, assim como em tanta outras questões, principalmente as relacionadas a sexo.
Lembrei-me do filme "Irina Palm", um filme europeu fantástico que aborda a questão da prostituição de maneira muito interessante, contando a historia de uma mulher de meia idade que se prostitui para salvar a vida do neto doente. Se você não assistiu, assista. Tem muito a ver com seu texto.
Muito bom o post, vou virar leitora assidua!

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 18:01



Comentário de: Marcus

Alex, se o Jorge Nobre é um personagem que você criou, acho que você deveria ter caprichado mais. A caricatura ficou muito exagerada.

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 18:53



Comentário de: douglas klaus

vc é um DOENTE! um pervertido e que deveria parar de subverter muitos jovens e pessoas de cabeça vazia. vc, em si, é o próprio retrocesso. fatura uns a custa dos outros. doente

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 19:07



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Eu seria uma prostituta se me pagassem em euros, nos tempos atuais nem o dólar me seduz.
Mas eu não tenho o tipo físico que essa profissão exige, aí ferrou tudo. Bom já recebi propostas indecentes de homens mais velhos e barrigudos (rs´s) então eu declinei,mas não por moral e estética em si,ta talvez pela estética em si,mas me prostituir em moeda nacional não me é muito atrativo.Os valores tem que compensar todo o resto.Entretanto é sempre bom saber que eu tenho uma segunda opção.

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 19:42



Comentário de: Pedro Fraga · http://growing-up.blogspot.com

Poxa, eu teria uma amiga prostituta tranquilamente, afinal, algumas pessoas do meu ciclo de amigos já são advogados mesmo...

Bicho, nem sei o que falar. Aliás, sei, mas dúvido que muitos consigam se desvencilhar do conceito da santidade do corpo humano: acho a prostituição moral (quando aceitamos fazer algo que não queremos, gostamos ou concordamos dentro da nossa área de trabalho, qualquer que seja) muito mais degradante.

Se a prostituta consegue conviver bem com a sua função, quem sou eu para dizer que o que ela faz é errado? Só posso desejar que ela tenha segurança, respeito e direitos, ora bolas.

PermalinkPermalink 22.10.09 @ 21:30



Comentário de: Dênis Corrêa

Alex,

quando vc fala em relação consensual faz parecer que o mundo antigo era um paraíso gay. Embora essa relação entre mestre e aprendiz que vc se refere seja bastante correta, é preciso salientar que o mais jovem da relação (sempre passivo no sexo) era considerado inferior, e como tal, não era necessário o seu consenso numa relação em que ele obrigatoriamente era passivo.

O homossexualismo era bem aceito, a passividade de um homem adulto era vergonhosa por outro lado. Estuprar os efebos (jovens) era comum, embora não necessariamente bem aceito, alguns testemunhos criticam muito esse hábito, e graças a eles sabemos disso hj.

Enfim, fugimos muito do assunto, mas se interessar posso realizar uma sondada nas fontes que aqui cito de cabeça.

Abs.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 00:03



Comentário de: Alex na Casa da Camila · http://rre.opsblog.org

Denis,

serio. olha. nao se pode falar de homossexualismo na grecia antiga - ou em qualquer lugar, alias, antes do final do sec XIX. se vc fala de homossexualismo, é pq vc de fato nem começou a entender as dinamicas sexuais e de poder da grecia antiga, q eram bastante complexas, e mt interessantes.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 01:45



Comentário de: Victor Barone · http://escrevinhamentos.blogspot.com/

Malkhut,

não te conheço pessoalmente, não conheço sua história de vida, suas vivências, suas crenças. Por isso jamais me arriscaria a fazer metade dos julgamentos sobre você que você fez sobre mim. Pense nisso.

Arrisco apenas uma análise rápida: não se combate um argumento com a estúpida subversão ou deturpação dele. Se não se acredita em um argumento, combata-se a tese, mas não se diga que ela propõe o que não propõe. Não tente desqualificar o antagonista. Foi o que você fez ao arrepio do bom debate.

Por outro lado, partindo do pressuposto de que você não entendeu o que eu disse (se é que você leu o artigo), esclareço:

1- Você parece resumir as vantagens da prostituição ao nível financeiro (sustentar família, botar filho na escola e pagar o consórcio do 1.0). A vida se resume a isso? Você considera que, no campo afetivo, os que optam pela prostituição são realizados?

2- Penso que expliquei claramente o paralelo que fiz entre prostituição e drogas. Nem de longe significa o que você interpretou. Basta ler com calma e sem idéias pré-concebidas para compreender.

3- Sobre ser amigos de prostituta: podes, por gentileza, me apontar onde eu disse que isso não deveria ocorrer? Por favor, se encontrar esta excrescência em algum texto de minha autoria, aponte.

4- Sobre o que preferiria para uma hipotética filha (não tenho finhos): preferiria que ela trabalhasse em uma loja de 8 às 22h a se prostituir. No entanto, esclareço, esta é uma preferência minha. Jamais interviria na vida dela, pois penso que cada um tem o direito e o dever de conduzir a sua vida. Isso não significa, no entanto, que eu sentaria confortavelmente na poltrona da sala batendo palma para maluco dançar. Exerceria sim meu direito de OPINAR.

PermalinkPermalink 23.10.09 @ 09:31



Comentário de: Allê Barbosa · http://www.alledimitri.blogspot.com

Ants de falarmos sobre prostituição, legalização do aborto, das drogas, boiolice e tudo que a sociedade condena como imoral, é preciso falarmos sobre hipocrisia e moralismo. Essa são as duas coisas mais nojentas do mundo, sem isso o mundo seria mais decente. As putas são sinceras, falam o que pensam de vc, engraçadas e adoro conversar com putas. Gostaria, muito, que prefeitos, deputados, senadores fossem como puta, honestos e falassem o que realmente estão pensando. Mas como dizem que não existe política sem mentira, não deve existir sociedade sem hipocrisia. Parabéns pelo blog!

PermalinkPermalink 27.10.09 @ 19:35



Comentário de: Agulha3al · http://dormindocomalfinetes.blogspot.com

Seu texto é fabuloso!! ganhou um leitor fiel!

PermalinkPermalink 18.11.09 @ 16:36



Comentário de: Proust · http://xnxx.com

Polêmicas a parte, é sempre recomendado consultar uma profissional da área...hehe

Belo texto!

Abração

PermalinkPermalink 30.11.09 @ 11:29



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