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Propriedade Privada

Não entendo muito bem o conceito de propriedade privada.

Quer dizer, hoje em dia, ele até faz sentido. Mas como surgiu? Naturalmente, é uma coisa que só faz sentido se você tem alguma propriedade, se tem algo a perder, se é rico. Para os pobres é muito mais vantajoso dividir tudo. E fico me perguntando: como os ricos, sempre em minoria, conseguiram convencer os pobres, a enorme maioria, que era do interesse deles um conceito tão absurdamente sem sentido e desvantajoso?

Fico tentando visualizar a cena. Na minha cabeça, seria mais ou menos assim:

Líder do grupo de pobres maltrapilhos:

Hmmm, deixa eu ver se entendi. Usando sua força bruta individual, você atacou cada um de nós separadamente e assim acumulou centenas de peles de animais que seriam para uso da tribo como um todo. Agora que a gente se juntou, estamos em maior número, temos a força bruta do nosso lado e viemos tirar isso tudo de você (como você tirou de nós antes), bem, hmmm, agora não pode mais, porque existe algo chamado "propriedade", o que é seu é seu, o que é nosso é nosso, e, mais ainda, se alguém pegar uma das suas peles ("roubar", como você diz), todos nós teríamos que nós unir e punir essa pessoa por ter violado seu direito, pois é do interesse de toda a sociedade, de cada um de nós, que todos respeitem a "propriedade" um do outro, é isso?

E o rico, sentado numa pilha de peles, cercado por centenas de maltrapilhos famintos, balança a cabeça, sorrindo, satisfeito consigo mesmo:

Exatamente! Você entendeu direitinho! Pode até ser o primeiro filósofo político! Eu já te contei do Contrato Social?

E o outro assobia e faz sinal chamando todo mundo:

Pra cima dele, cambada! E cuidado pra não cair sangue nas peles!

* * *

 Armadilhas do Consumo Cultura e Consumo

Naturalmente, também tem a piada dos dois caipiras:

Estavam dois caipiras, pobres de doer, sentados a beira da estrada. Um deles fala:

"Cumpadi, se ocê tivesse seis fazenda, dava uma pra eu?"

"Mais é craro, cumpadi! Ocê vai ser meu vizinho de portera!"

"E se ocê tivesse seis trator, dava um pra eu?"

"Craro que dava! O que que eu ia fazer com seis trator, cumpadi? Dava um procê e ficava cum cinco!"

"E se ocê tivesse seis cavalo, cumpadi, dava um pra eu?"

"Magina, cumpadi! Num ia precisar nem pedir! Um cavalo já é seu!"

"E se ocê tivesse seis camisa, dava uma pra eu?"

Mas aí o outro caipira já se empertigou e respondeu em tom mais sério:

"Ah, isso eu num dava não, cumpadi."

Depois de tanta generosidade, o outro ficou surpreso:

"Mais pruquê, sô? Ocê me dava fazenda, me dava trator, me dava cavalo, mais num me dava uma camisa, uai?!"

"Pruque seis camisa eu tenho!"

 História Natural dos Ricos Suave é a Noite
À esquerda, um livrinho sensacional e divertidíssimo, uma verdadeira etnografia antropológica dos ricos enquanto tribo, seus hábitos e seus costumes. À direita, um dos melhores romances sobre o dinheiro e seu efeito na vida das pessoas.

* * *

Que os ricos defendam o status quo e queiram manter tudo como está, isso eu entendo bem. Só os brancos podem se enganar achando que vivemos numa democracia racial. Quem é rico e tem o que perder defende sempre a lei e as instituições, quer continuidade e estabilidade, as regras estão aí pra ser seguidas, meu filho, lei é lei, dura lex sed lex, ela é injusta, mas fazer o quê?, vá reclamar com seu deputado, estamos numa democracia!, etc.

O que não entendo é que as pessoas para quem a lei SEMPRE é injusta também defendam essa mesma lei, também acreditem no sistema e nas instituições, também continuem votando nos mesmos deputados inúteis.

Life's Unfair

* * *

De vez em quando, nas mesas de bar do eixo Morumbi-Leblon, ouço um desabafo mais ou menos assim:

É absurdo isso! Eu sou (executivo de multinacional/gerente de banco/filho de pai rico/advogado/etc) e meu voto vale a mesma coisa que o de um favelado analfabeto que está ocupando um terreno ilegalmente na encosta do morro!

E depois que todos na mesa olham em volta pra garantir que não tem nenhum espião ouvindo, um deles continua, falando mais baixo:

Pois é, antigamente é que era bom! O sujeito só votava se tivesse um imóvel, uma renda fixa, um cargo no governo! Sabe por que? Porque essas pessoas tinham o que perder! Essas pessoas sim votavam com responsabilidade, pensando em suas familias, comprometidas com o destino do país a longo prazo! Mas se o cara é um favelado desdentado ignorante que vai morrer de bala perdida ou tifo antes do quarenta, ele não vai estar nem aí pra nada disso! vai votar no primeiro político corrupto que der camiseta, asfaltar um rua, pagar um bolsa-escola! É por isso que esse país está assim! Um absurdo!

E eu, geralmente calado e horrorizado num canto da mesa, me pego concordando. O pior é que esses putos têm razão: é um absurdo mesmo! Como foi que alguma elite, qualquer elite, de qualquer país do mundo, aceitou passar uma lei que colocou seu voto individual em pé de igualdade com os votos das mulheres, dos negros, dos índios, dos pobres, dos analfabetos? Realmente não faz sentido.

Mas aí eu penso mais um pouco, olho em volta, lembro da História recente do Brasil e do mundo, e me vem um estalo:

Uma elite (cheia de privilégios e propriedades a perder) só dá direito de voto aos pobres e desdentados (que não tem NADA a perder, a não ser a vida) quando já tem certeza absoluta de que a lavagem cerebral foi completa e que, contra toda lógica e auto-interesse, os pobres e desdentados vão sustentar o mesmo sistema que os mantém pobres e desdentados. Melhor ainda, se for preciso matar e morrer pra defender esse sistema, estão dispostos a perder até mesmo a única coisa que tem a perder e nem precisa muita manipulação para que coloquem seus uniformezinhos azuis, marchem um do lado do outro e matem alegremente outros pobres e desdentados de uniforme vermelho.

Sou filho da elite da elite. Quando penso que foi por mim que meus antepassados criaram todo esse sistema, para que eu na infância pudesse só estudar ao invés de trabalhar, para que eu pudesse ir a universidade sem que nunca me faltasse alguém pra lavar minhas cuecas e passar minhas camisas, para caso houvesse uma guerra não ter que ser eu a levar com uma baioneta no bucho, bem, eu fico até emocionado. Não deixa de ser um ato de amor.

Teoria da Classe OciosaGrande Gatsby, O
Veblen me ensinou quase tudo que eu sei de economia. Além de um pensador brilhante, também era mordaz e engraçadíssimo. Muita gente que discorda de suas teorias ainda o lê como um satirista da sociedade americana. Poucos escreveram sobre os ricos como ele. Fitzgerald também dedicou-se a contar as aventuras e desventuras dos mais ricos: O Grande Gatsby é sua obra-prima e um dos melhores romances de todos os tempos.

* * *

Matéria do The Onion: Marxists' Apartment A Microcosm Of Why Marxism Doesn't Work)

* * *

Há cinco anos, divido uma casa nos Estados Unidos com vários roommates. No começo de cada contrato, é importante estabelecermos os limites de cada um.

Eu, por exemplo, tomei a decisão econômica de não ter carro (em um país onde quase que só mendigos não tem carro), mas, como gosto de cozinhar, gasto um bom dinheiro em apetrechos pra minha cozinha. Já aconteceu de um roommate riscar completamente minha caríssima panela anti-aderente. Outro, chegou ao absurdo de fazer feijão em um pote de metal que eu tinha comprado especialmente pra manter o frescor do café. Outra, chamou as amigas pra beber e, em uma única madrugada, quebraram 3 das 4 taças de vinho que Liloló tinha me mandado de presente.

Então, sempre que chega um novo roommate, eu levo ele pra cozinha, mostro tudo o que é meu e pergunto:

O que acha melhor? Que a gente divida tudo, o que é de um todos podem usar, ou que cada um só use as suas coisas e pronto?

Invariavelmente, o cara olha pro meu grill, pro meu microondas, pra minha torradeira, pro meu wok, e fala

Não tem porque tanta possessividade, não é? Melhor a gente dividir tudo mesmo, como não?

E eu respondo, na lata:

Maravilha! Então, me empresta a chave do seu carro pra eu tirar cópia. Esse semestre estou dando aulas às segundas e quartas ao meio-dia, e geralmente gosto de fazer compras às sextas à tarde. E o que acha de fins-de-semanas alternados? Fim-de-semana que vem estou querendo viajar, os pneus estão calibrados?

Nessa hora, subitamente, todos os americanos universitários proto-comunistas tornam-se defensores ferrenhos da propriedade privada e acabam concluindo que

é melhor mesmo cada um usar as suas coisas, não? Assim é mais justo e dá menos briga...

E eu respondo:

Bem, se você pensa assim, tudo bem, né? O importante é que foi você que escolheu.

É quase como observar o conceito de propriedade privada surgindo espontaneamente, sendo inventado ali mesmo, naquela momento. Do ponto de vista antropológico, econômico, sociológico, chega a ser bonito.

Dava pra escrever um paper.

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19.10.09


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://arthur.bio.br/

Claro, repor um automóvel e repor uma panela é a mesmíssima coisa... :)


PermalinkPermalink 19.10.09 @ 03:30



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://arthur.bio.br/

Sabe, Alex, muitas vezes quando leio teus textos eu me recordo daqueles filósofos gregos, os sofistas. Por que será? :)

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 03:32



Comentário de: Arthur

Eu entendo que o carro custa mais do que a panela, por isso o prejuizo possivel de emprestar o carro é maior. Mas se você acha em principio que dividir os bens é certo, devia valer pra tudo.

Ou o certo é você dividir os bens de quem tem bens mais baratos, ja que o prejuizo possivel é menor, e os bens mais caros ficam no privado?
Isso é o verdadeiro socialismo as avesas, quem tem menos da mais e quem tem mais da menos.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 07:56



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Hmmm, deixa eu ver se entendi. Usando sua força bruta individual, você atacou cada um de nós separadamente e assim acumulou centenas de peles de animais que seriam para uso da tribo como um todo. Agora que a gente se juntou, estamos em maior número, temos a força bruta do nosso lado e viemos tirar isso tudo de você (como você tirou de nós antes), bem, hmmm, agora não pode mais, porque existe algo chamado "propriedade", o que é seu é seu, o que é nosso é nosso, e, mais ainda, se alguém pegar uma das suas peles ("roubar", como você diz), todos nós teríamos que nós unir e punir essa pessoa por ter violado seu direito, pois é do interesse de toda a sociedade, de cada um de nós, que todos respeitem a "propriedade" um do outro, é isso?

Não foi nada disso, Alex.

Na verdade, foi o seguinte:
- Com a minha liderança, nós conseguimos caçar mais e ganhamos mais peles. É justo que eu tenha mais peles que os outros.

- O Tião, o Marcão e o Ricardão concordam, mas eu, o Pedrinho e o Paulinho não concordamos.

- Tudo bem. Sob minha liderança, eu, o Tião, o Marcão e o Ricardão fundaremos uma nova tribo, a tribo azul. Vocês, se quiserem, fiquem na de vocês, na tribo amarela. Veremos quem fez melhor negócio depois.


Aí, Alex, aconteceu uma de duas alternativas: a tribo azul ficou tão forte que esmagou e escravizou a tribo vermelha (a mais provável), ou então a tribo vermelha acabou vendo que seguir o líder da tribo azul é mesmo melhor negócio e se uniu aos azuis. É só em musical dos Beatles que os “blue meanies” acham melhor negócio aderir (ou ficam bonzinhos e aderem, se me lembro bem) à tribo amarela.

Como eu disse antes, Alex, NIETZSCHE explica muita coisa.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 08:22



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Mas eu sou a favor das cotas nas universidades públicas. As cotas raciais irão desmoralizar a universidade pública. E para o Brasil começa a dar certo é preciso acabar com a universidade pública. A universidade pública é a saúva moderna: ou o Brasíl acaba com a universidade pública ou a universidade pública acaba com o Brasil. Temos que acabar com essas saúvas. E as cotas raciais serão nosso tamanduá! Vamos defender as cotas, Alex, eu te apoio nessa!

Por que acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 08:24



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Uma elite (cheia de privilégios e propriedades a perder) só dá direito de voto aos pobres e desdentados (que não tem NADA a perder, a não ser a vida) quando já tem certeza absoluta de que a lavagem cerebral foi completa e que, contra toda lógica e auto-interesse, os pobres e desdentados vão sustentar o mesmo sistema que os mantém pobres e desdentados.

Você já deu mesmo aulas de história, Alex?

Então, tenho inveja de seus alunos, que devem saber muito mais do que eu. Eu não conheço nenhum caso assim. Em país nenhum.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 08:29



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Mas eu sou a favor das cotas nas universidades públicas. As cotas raciais irão desmoralizar a universidade pública. E para o Brasil começa a dar certo é preciso acabar com a universidade pública. A universidade pública é a saúva moderna: ou o Brasíl acaba com a universidade pública ou a universidade pública acaba com o Brasil. Temos que acabar com essas saúvas. E as cotas raciais serão nosso tamanduá! Vamos defender as cotas, Alex, eu te apoio nessa!

Por que acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 08:29



Comentário de: aiaiai

Lindo!
Ainda falando sobre contrato social, não sei se vc sabe que esse final de semana, na nossa linda cidade maravilhosa, alguns dos pobres e desdentados tentaram (e provavelmente conseguiram) ganhar poder de outros pobres e desdentados?
No final, o saldo de mortos e feridos e a imprensa falando que assim não pode, assim não dá...como é que vamos sediar as olimpiadas com tiroteio todo dia.
E ai eu me pergunto: como foi mesmo que esses pobres e desdentados conseguiram tanto poder, tanta arma, tanta organização?
Deve ser o bolsa família que sustenta essa gente violenta, né? Com certeza nada tem a ver com a nossa história marcada por uma elite insuportável que acredita que pobres e pretos só servem para servir...chato é quando eles perdem jesus no coração e começam a ficar violentos.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 09:31



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Alex,
Os pobres concordam com o Contrato Social e votam naqueles q os exploram simplesmente pq esperam algum dia eles mesmos explorar tbm.

Aliás, não há apenas os peixes enormes e os peixes minúsculos. O q há é uma aparentemente infindável e complexa gradação hierárquica de peixes. Todo pobre é explorado em primeira instância por outro q vc tbm chamaria de 'pobre'. Até o mendigo mais miserável TEM alguma coisa, e ai do outro mendigo q tentar tirar dele.

Ainda não saquei direito por que vc vem sendo tão simplista, dividindo tudo em preto & branco, rico & pobre, tem-tudo & tem-nada, se *com certeza* vc não pensa assim. ¿Será só fissura de escrever, escrever qqer coisa?

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 11:09



Comentário de: rogerio

Onde foi parar o alex que defendia o liberal no nome do blog, que entendia um pouco de economia, e queria entender, sem ideologias, como o mundo funciona?

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 12:24



Comentário de: Hugo

Eu ainda acho que o Alex quer quando voltar ao BR fazer pos-doc com algum ex-aluno do Emir Sader, e depois fazer concurso e virar professor na UFRJ; ou, como segunda alternativa, entrar no grupo de pesquisa da Marilena na USP. E dai ja ta preparando a cama...

Isso, ou ele ta envolvido com uma dominadora comunista revolucionaria que deu ordem de interpretar o papel full time("Vai libertario, lambe meus pes e renega a propriedade privada! Isso! Diz "Lula e MEU presidente!" Diz! [chicotada]...isso...quem ta por cima agora? ein, ein?!")...

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 13:35



Comentário de: Fabio

Com esse texto, que referencia de Rousseau a Olson, fico lembrando apenas do velho Hayek, leitura de cabeceira da Dama de Ferro, que via na propriedade privada, juntamente com o contrato e a reparação de danos, as regras de conduta justa, as quais, devidamente seguidas por uma sociedade, levariam à prosperidade e ao bem estar. Bom, pelo menos de alguns. Acho que um dos problemas do nosso Brasil é que nossa elite é uma m., não faz nada direito, nem exploração.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 13:47



Comentário de: Arthur

Plausivel, apesar de varias gradações entre os mais pobres e os mais ricos quem ta abaixo da media ganharia com a extinção da propriedade privada, e quem ta acima perderia.

Mas serio, no Brasil os pobres apoiaram por muito tempo um sistema completamente desvantajoso pra eles. Completamente.
A igualdade juridica é uma piada no Brasil.
Direito em si é uma piada.

O negocio é que agora a situação ta melhorando, ainda está muito desvantajosa, mas a aproximação da media com a mediana está levando a uma situação em que menos pessoas ganham com a extinção da propriedade privada.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 14:03



Comentário de: Thiago

Puxa, que coisa né, Alex não entende o conceito da propriedade privada.

Bom, então me dê as tuas panelas e talvez consiga entender.

Também não sei daonde saiu o "eu consegui as peles pela força individual". Será que só se conseguem peles roubando de outras pessoas?!

Estou pensando na origem do capitalismo com a origem das cidades, lá na Idade média. (antes era o foda-sezismo ou você é nobre ou servo, logicamente)

Dr Plausível acho que sacou a história e Arthur falou uma coisa muito importante

"A igualdade juridica é uma piada no Brasil."

THIS THIS THIS A THOUSAND THIS

A questão é simples, eu acho que quem gosta de divisão justa perfeitamente igualitária etc que se mude para Cuba. De verdade, como eu me mudaria para outros lugares... Pois lá é bem dividido não? Bem dividido mesmo.


PermalinkPermalink 19.10.09 @ 14:15



Comentário de: Alessandra · http://alessandrasouza.blogspot.com

"Não entendo muito bem o conceito de propriedade privada."

Mas não entende como, fio? Não acabou de explicar?

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 14:30



Comentário de: Moysés · http://somepills.blogspot.com

A única coisa ruim do LLL é a caixa de comentários. Vou continuar mantendo o hábito de não a ler.

Alex, apesar de não comentar, saiba que sempre estarei lendo o blog.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 14:34



Comentário de: João Ricardo · http://classemediawayoflife.blogspot.com

Pena que agora existe a Polícia e o Exército, que em última instância servem para proteger os privilégios da elite.

Sempre falo que é impossível uma distribuição da riqueza sem haver o apoio de militares.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 14:39



Comentário de: Arthur

Apesar de roubar não ser o unico jeito de conseguir a pele, se a você conseguir a pele de um jeito ligado a um roubo, em ultima instancia você está roubando a pele.

O maior problema da propriedade privada no Brasil é a distribuição de terras. Que foram sim roubadas a força. Mesmo sem entrar no merito da terra dos indios. Os grandes proprietarios sistematicamente expulsavam os pequenos de suas terras e as roubavam.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 14:51



Comentário de: lucas

alex,

sua caricatura inicial sobre o início da propriedade privada não faz sentido.

se o "rico" da "tribo" conseguiu toda sua riqueza tomando as peles dos demais, isso significa que pelo menos boa parte da tribo é capaz de produzir essa riqueza.

nessa situação, a instituição da propriedade privada é muito mais interessante ao pobre, fraco e que não consegue tomar de ninguém na base da porrada, do que para o rico assaltante.

enquanto que antes da propriedade privada o "rico" roubava indiscriminadamente os "pobres", depois da instituição, tudo o que os pobres vierem a produzir é deles e não poderá ser tomado.

uma versão mais realista do seu dialogo seria o seguinte:
lider do povo: você vem roubando o fruto de nosso trabalho há anos, nos impedindo de usufruir de tudo pelo que lutamos diariamente. isso acabou! de agora em diante cada um só poderá reter para si aquilo que produzir e qualquer um que tomar o produto do trabalho de outro será expulso.

rico: nunca! deus me deu o direito sagrado de tomar aquilo que os fracos produzem. como vocês, reles plebeus, acham que podem mudar isso.

lider dos pobres: você pode ser forte o bastante enfrentar cada um de nós individualmente, mas ninguém pode vencer toda a tribo. seus dias de exploração acabaram, agora temos a Propriedade Privada para nos proteger de gente como você.


mas enfim, isso é só uma historinha.

sua observação final, sobre o aparecimento da propriedade privada espontaneamente entre colegas, é muito mais verdadeira:

a propriedade privada surge facilmente como uma solução para resolver conflitos em pessoas que se vêem como iguais.

quando tentamos ver tudo no mundo através da lente viciada do "nós X eles", fica muito dificil entender como as coisas funcionam.


PermalinkPermalink 19.10.09 @ 15:14



Comentário de: Ana

O que me assombra é a incapacidade das pessoas de compreenderem a qualidade metafórica de um texto, perceberem parábolas...

Não é a toa que o povo fica por ai achando que a biblia é literal...

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 15:29



Comentário de: Manuel Carreiro · http://manuelcarreiro.com

O que mais me assombra é até hoje haver pessoas que usam o termo SOFISTA em tom pejorativo... INCRÍVEL a ausência de leitura e a falta de cultura geral...

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 15:47



Comentário de: aiaiai

Opa!
O comentário do thiago, às 14:15, merece ir para o blog Pior que Cuba, né não?

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 15:49



Comentário de: lucas

o que mais me assombra é que tanta gente hoje em dia se assombre tanto com com a pretensa incapacidade dos outros.
estou assombrado com a minha própria assombração neste instante!

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 15:49



Comentário de: lucas

hugo,

muito boa essa da dominadora comunista revolucionária! explicaria muita coisa!

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 15:52



Comentário de: lucas

Thiago,

'Também não sei daonde saiu o "eu consegui as peles pela força individual". Será que só se conseguem peles roubando de outras pessoas?! '

acho que é exatamente essa a mais básica dificuldade da argumentação do alex, e dos comunistas também: não conseguem entender que alguém possa ter maior produtividade sem roubar os outros!

é como se alguém dissesse: esse tal de Einstein é um ladrão! Para fazer tanta descoberta assim num ano só se estiver roubando artigos de outros!

não é à toa que essas ideologias sempre levam alguma forma de igualdade na miséria.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 15:59



Comentário de: Thiago

aiaiai

Eu sou contra a hipocrisia. Meu comentário é simplesmente no sentido de "se gosta disso, vai lá". Eu acho que quem defende a TFP também deveria ir morar no Texas.

E se você tivesse conhecimento de Cuba, por exemplo, tendo lido o livro do Alex, veria que o comentário é relevante.


PermalinkPermalink 19.10.09 @ 16:02



Comentário de: lucas

"Sou filho da elite da elite. Quando penso que foi por mim que meus antepassados criaram todo esse sistema, para que eu na infância pudesse só estudar ao invés de trabalhar, para que eu pudesse ir a universidade sem que nunca me faltasse alguém pra lavar minhas cuecas e passar minhas camisas, para caso houvesse uma guerra não ter que ser eu a levar com uma baioneta no bucho, bem, eu fico até emocionado. Não deixa de ser um ato de amor."

alex,

que visão bizarra de como o mundo funciona!

isso me lembra o filme "a rainha", numa cena em que o empregado da rainha conversa com o tony blair e fala, meio com pena da patroa:
"você precisa entender, a minha patroa foi criada para acreditar que Deus quer que ela governe, ela REALMENTE acredita nisso!"
dizendo isso com uma cara de quem diz: "por favor tenha piedade dela, ela é maluca!"

você toma a "elite da elite" em que você cresceu como representativa dos "bem nascidos" - no seu próprio conceito, quem não precisa lavar chão 24h por dia.

mas os "bem-nascidos" do brasil estão para a sua "elite da elite", como o tony blair está para a rainha elizabeth.

tente passar um papo desses entre os "bem-nascidos" do méier - será uma experiência enriquecedora, tenho certeza.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 16:17



Comentário de: João Ricardo · http://classemediawayoflife.blogspot.com

Quantos aí sabem de filhos da elite da elite que viraram comunistas? Só consigo me lembrar do Engels, do Alex, e daquele filho de usineiro que criou um movimento de sem-terra.

Alguém aí sabe mais algum?

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 16:38



Comentário de: Manuel Carreiro · http://manuelcarreiro.com

o que mais me assombra é a pseudo-intelectualização. Gente que acha que engana bem, e usa todos os artifícios pra infiltrar seus micro-facismos num pequeno comentário de blog.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 16:55



Comentário de: lucas

João Ricardo,

Tem o Fidel e todos os Castro.

Tem o Zelaya tb (não que ele seja propriamente comunista, mas se diz ligado ao "socialismo do século XXI" do Chavez).


Certamente tem vários outros.



PermalinkPermalink 19.10.09 @ 17:24



Comentário de: aiaiai

João ricardo,

lembrei de um, lembrei de um, lembrei de um...e é maravilhoso: são francisco de assis!
Esse sim, tinha a bondade no coração!

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 17:35



Comentário de: lucas

"Uma elite (cheia de privilégios e propriedades a perder) só dá direito de voto aos pobres e desdentados (que não tem NADA a perder, a não ser a vida) quando já tem certeza absoluta de que a lavagem cerebral foi completa e que, contra toda lógica e auto-interesse, os pobres e desdentados vão sustentar o mesmo sistema que os mantém pobres e desdentados. Melhor ainda, se for preciso matar e morrer pra defender esse sistema, estão dispostos a perder até mesmo a única coisa que tem a perder e nem precisa muita manipulação para que coloquem seus uniformezinhos azuis, marchem um do lado do outro e matem alegremente outros pobres e desdentados de uniforme vermelho."

alex, você realmente acha que a história do mundo gira em torno da sua "elite da elite" né?

nunca te ocorreu que talvez o povo tenha conquistado o direito ao voto? que a sua elitezinha não teve escolha? sua mentalidade é tão preconceituosa que não acha os "desdentados" capazes de nada? ou só são capazes quando um messias como o lula os guia?

que diabo de historiador é você?


por favor, você poderia manter uma sessão no blog atualizada com os colégios onde você já deu ou dá aula? pra eu ter certeza de nunca deixar meus filhos estudarem lá!



PermalinkPermalink 19.10.09 @ 17:46



Comentário de: João Ricardo · http://berimbeat.wordpress.com

Bem lembrado o Fidel Castro, advogado, tinha tudo pra ter uma casa em Miami tranquilamente não fosse inventar de virar comunista.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 17:56



Comentário de: João Ricardo · http://berimbeat.wordpress.com

E, lucas, eu tendo a achar que o que chamamos de conquistas (direto a voto, leis trabalhistas), mais foram concessões da elite. Claro quetambém são frutos de luta e mobilização, mas se a elite fizesse questão em bater o pé, nada mudaria.

Como bateu o pé em vários outros casos na História.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 17:59



Comentário de: aiaiai

É a velha história de dar os anéis para não perder os dedos, né?
Aprenderam com a revolução francesa, quando muita gente perdeu os dedos e a cabeça também kkkkkk

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 18:08



Comentário de: lucas

João Ricardo,

Acho um pouco dificil de acreditar nessa idéia. Já existiram vários exemplos em que a elite bateu o pé e perdeu a cabeça: revolução francesa, russa, etc. Não que concorde com isso de fuzilar a nobreza.

De qualquer forma, a única coisa hoje no Brasil que poderia se associar a essa idéia de uma "Elite" toda poderosa, cheia de privilégios e que gosta roubar doce de criança é a classe política: capitaneada por Lulas e Sarneys da vida. Sabe, gente com "biografia", acima das "pessoas comuns".

E mesmo eles não conseguem tudo que querem, não importa o quanto batam o pé.





PermalinkPermalink 19.10.09 @ 18:09



Comentário de: Diogo

Alex,

Só rindo mesmo...

Outro dia você postou aqui dois comentários de leitores, um dizendo que você tinha virado um esquerdinha irremediável, o outro fazendo um contraponto dizendo que você era um libertário-libertino muito louco, que questiona tudo, que abre a cabeça das pessoas. E eu fiquei pensando, comigo: será que alguém que lê o LLL há anos comprou essa?

Agora, com esse texto absolutamente débil mental sobre... bom sobre tudo que os esquerdinhas pensam sobre propriedade privada você oficialmente se colocou no mesmo nível da professora de secundária que usa saia de crochê e sandálias de couro cru, tão - justamente - debochada nos primordios do LLL. Agora deixa eu adivinhar: o próximo post será um longo texto explicando porque a Guerra do Paraguai foi uma conspiração imperialista da Grã-Bretanha para destruir o único país com desenvolvimento autônomo da região, certo?

Abs
Diogo

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 19:21



Comentário de: Fabio

Que isso, Diogo? Então você acha que a propriedade privada surgiu do direito divino? Ou você leva fé em Locke? Pára pra pensar na origem do papel que diz que um cidadão é dono de determinado pedaço de terra. É muito fácil para qualquer indivíduo na história da humanidade achar que o mundo era daquele jeito simplesmente porque já era assim quando ele nasceu.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 19:53



Comentário de: alex castro

obrigado fabio. a reflexao q estou propondo é justamente essa: dado q a propriedade privada nao caiu do ceu nem foi encontrada na natureza, q a gente brinque de pensar:

1. de onde veio esse ideia?
2. a quem ela beneficia?
3. como teria sido o mundo sem ela?
etc

ninguem é obrigado a concordar comigo, mas é legal que vcs brinquem de pensar antes de sair vetando.

o jorge nobre, por exemplo, em um dos primeiros comentários, sugeriu uma historinha-parabola que é oposta à minha, mas faz sentido e está bem dentro do espírito do raciocínio proposto pelo texto...

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 20:01



Comentário de: Roger Moreira

Esse foi, talvez, seu post mais divertido até hoje.

Sim, como todo conceito a propriedade é uma abstração. Porém surge de uma situação de fato que é a posse.

A posse surge da força para obter e manter algo? Sim. Só que, num dado momento, descobriu-se que deveriamos proteger a posse. Pois, sem esta proteção, nenhum modelo de organização social é possível.

Proteger a posse do rico para que os pobres não invadam sua propriedade? Sim. Proteger a posse dos cidadãos para que o Estado não lhes tome tudo como bem aprouver? Outro sim. Proteger a posse do pobre para que o rico não lhe tome o pouco que tem? Triplo sim.

É um erro pensar que a defesa da propriedade só interessa aos ricos. Ela interessa a todos. É uma das primeiras garantias fundamentais, surgidas justamente para substituir a força pelo império da Lei.

O que, talvez, você poderia questionar é a aquisição da propriedade, mas não a propriedade em si. Esse é aquele tipo de coisa para a qual não existe caminho alternativo melhor ou pelo menos funcional. Não há alternativa viável a propriedade privada.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 20:07



Comentário de: alex castro

já escrevi toda uma série sobre essa questao do brasileiro nao se admitir de elite. dá pra perceber q mt gente fica transtornada quando digo, me admito ou me defino de elite. alguns comentaristas ficam tao confusos e desarticulados q nem dá pra entender se estao me criticando por me "gabar" de ser de elite ou me criticando por me colocar fora de elite, ou por malhar a elite sem ser de elite, sei lá, realmente não dá pra entender.

mas vou dizer: quando vejo os conchavos q a elite branca do sec xix, digamos, fez pra manter o poder nas suas maos e de seus filhos, eu sinto, sim, q fizeram isso por mim.... e (se conseguisse sentir vergonha) ficaria envergonhado... no minimo, tenho vontade de devolver o presente....

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 20:07



Comentário de: alex castro

roger,

meu ponto é q a defesa da propriedade soh interessa a quem tem propriedade, e quem tem propriedade sempre foi minoria. entao, uma minoria inventou um conceito pretensamente universal, q foi entao imposto a todos, mas q soh defende os diretos dessa minoria. quem tem pouco prefere q tudo seja de todo mundo.

como no caso dos meus roommates. no momento em q acham q eu tenho mais coisas q eles, querem dividir tudo. qd se dao conta de que tem mt mais coisas do que, preferem q cd um soh use o seu....

a logica é a mesma.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 20:09



Comentário de: alex castro

a proposito, rosa luxemburgo, minha dominadora comunista, de espartilho vermelho e estrela no peito, disse q se eu não viesse aqui reenfatizar os pontos principais da doutrina, ela nao me deixaria mais lamber seus pés sujos de tanto andar de sandalinha de couro e que ainda me fazia rezar tres internacionais, no canto da sala, voltado pro altar ao Che. entao, vim, né?

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 20:12



Comentário de: alex castro

alias, eu queria dizer q, mais uma vez, entre tantos comentarios nada a ver q me atacaram como pessoa, entre comentarios divertidos q inventaram a dominadora comunista, incluindo ateh um comentario insightful do jorge nobre, o premio de comentario mais tapado pertence, novamente, ao golgo, q demonstrou nao ter entendido absolutamente nada da historia dos roommates no final do post e de como ela se relaciona ao resto do texto.

pra quem ficou em duvida, no comentario logo acima, eu explico de novo, mas repito aqui:

"meu ponto é q a defesa da propriedade soh interessa a quem tem propriedade, e quem tem propriedade sempre foi minoria. entao, uma minoria inventou um conceito pretensamente universal, q foi entao imposto a todos, mas q soh defende os diretos dessa minoria. quem tem pouco prefere q tudo seja de todo mundo.

como no caso dos meus roommates. no momento em q acham q eu tenho mais coisas q eles, querem dividir tudo. qd se dao conta de que tem mt mais coisas do que, preferem q cd um soh use o seu....

a logica é a mesma.~

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 20:15



Comentário de: aiaiai

alex,

como é malvada essa rosa, hein?
para vc rir um pouco, entre uma sacanagem e outra, vai um post superdivertido do Pinto, aquele do Zeno kkkkkk (isso ficou confuso, né?)
link
http://www.zeno.com.br/index.php?itemid=5656
texto
Colaterais
Resignados com decantada vitória da oposição nas eleições presidenciais do próximo ano —já prevista por uma miríade de especialistas: do presidente do Ibope ao marqueteiro "Popularidade não se transfere" do Obama—, passamos a encarar tal fatalidade com outros olhos, pelo lado dos benefícios que a eventual recondução do PSDB à presidência irá nos proporcionar a todos. Relacionamos abaixo apenas alguns, mas deve haver outros. A saber:

1) Reinaldo Azevedo será de novo apadrinhado por algum prócer da esfera semipública e terá uma revista para chamar de sua, poupando-nos de assisti-lo babar no seu colarinho digital.

2) Arthur Virgílio Neto, reserva moral do País, sossegará sua franga cívica.

3) Privatizada, a Petrobras, último entulho getulista, tornar-se-á uma empresa moderna e bem administrada, a exemplo do que ocorreu com as telefônicas e concessionárias de eletricidade.

4) Ligaremos a TV para testemunhar Miriam Leitão, William Waack, Moanica Waldvogel e outros luminares sorrindo, e não por escárnio.

5) Leremos manchetes otimistas nos jornais mesmo se o país quebrar três vezes.

6) Líderes ponderados e sensatos como Katia Abreu e Ronaldo Caiado poderão assumir um ministério e conduzir de vez uma reforma agrária profícua.

Chega a valer a pena, né não?

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 20:15



Comentário de: Diogo

Alex,

Você pergunta quem se beneficia da propriedade privada. A resposta é, claro, todos nós, sem exceção alguma. É porque existe propriedade privada que você está aí em Nola, estudando literatura, e não colhendo beterraba no frio. A propriedade privada, e seu corolário, a divisão do trabalho, são as responsáveis por qualquer bem-estar humano que ultrapasse um pouco o nível de subsitência.

Você pergunta também como seria um mundo sem propriedade privada. Curioso essa pergunta vir dos EUA, um país que no ato mesmo de sua fundação experimentou os dois sistemas, com e sem P.P. Um resultou em fome, miséria e morte. O outro em prosperidade e riqueza. Tente adivinhar qual levou a o quê. Se for muito difícil, leia esse artigo aqui:
http://www.cato.org/pub_display.php?pub_id=8236

Abs
Diogo

PS: Sigo esperando o texto sobre a Guerra do Paraguai. Capricha, hein!

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 20:29



Comentário de: Roger Moreira

Bom, Alex, se seu ponto se refere a quem não tem absolutamente nenhum bem, então seu ponto está correto. Pois, pro mendigo ali da praça, que não tem nada, a solução seria poder entrar no supermercado e pegar tudo que quisesse. Só que essa solução seria apenas a mais imediata, até que uma gangue de mendigos mais forte matasse o sujeito e tomasse o que ele pegou. É justamente aí que a posse, e depois a propriedade, entram como fundamento de supressão da lei do mais forte, organização e pacificação social. Garantidora, inclusive, do nível de complexidade e evolução atingidos pela nossa sociedade.

Agora, o que eu denotei com meu comentário não foi exatamente isso, mas que a propriedade defende também os que tem pouco dos mais fortes. O conceito de propriedade já existe desde a antiguidade, porém a sua universalização está ligada justamente a defesa dos mais fracos contra os privilégios da nobreza/aristocracia, pois só estes tinham o direito e os meios de defender suas posses.

Daí que eu acho que a propriedade privada é interesse de todos, até dos que nada tem, mas podem vir a ter.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 20:31



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Tou achando q tem muita masturbação em torno da definição de prop.priv.

Alex,
Sesdias, na casa de minha cunhada, sentei em sua cadeira de balanço, e sua filha de UM ANO E 9 MESES me lançou um olhar de censura e disse: "É da mamãe." Meses atrás, ela já dizia "É da Ina." (chama-se Catarina) pra coisas dela q alguém pegasse, e "É do papi." &c Ou seja, nessa tenra idade, ela já DELIMITA a geografia física de seu entorno.

Observe os chimpanzés e gorilas. O senso de propriedade é inerente aos primatas. Sendo animais com mais memória, sabemos q o uso repetido de algo útil depende de sua disponibilidade. Mistério nenhum. O senso de propriedade não surge, como vc parece crer, da prevenção contra a perda.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 20:49



Comentário de: Roger Moreira

Plausíve, posse é algo instintivo e natural, é um fato, é o que está na sua mão e você tem para si. Quando se fala propriedade, se recorre a um conceito abstrato com inúmeros desdobramentos sociais, jurídicos, políticos, etc. É bem mais amplo do que posse.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 20:54



Comentário de: alex castro

plausivel,

vc falar q a ideia de propriedade eh inerente pq a crianca ve a mamae falar isso eh meu, aquilo eh do titio e logo a crianca jah estah dizendo q a cadeira eh dela, eh como vc dizer q roupa tb eh inerente, pq as criancas veem todo mundo coberto por tecido e logo querem se cobrir tb...

e todas as sociedades q nao tem essa ideia?

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 20:55



Comentário de: Denis Corrêa · http://ttecnocaos.blogspot.com/

Alex, eu normalmente venho aqui pra te defender de certos comentários estúpidos, mas dessa vez eu acho que tu simplificastes demais as coisas.

O Jorge Nobre deu uma dentro e vc soube reconhecer. legal da tua parte.

Eu acho que vcs que fazem essas parábolas deveriam acrescentar umas coisas:

1. o mundo animal (estado de natureza) que incluía todos os não-humanos que são muito parecidos conosco(não esqueçamos que a escravidão foi abolida muito depois de Hobbes e Locke). O argumento para escravizar africanos sempre foi: se nós não o fizermos, eles o farão uns aos outros. Em suma, a propriedade priva prescinde sempre de um "eu" e de um "outro".

2. o mundo divino, que ainda rege boa parte do mundo que acredita nele. Nesse ponto Max Weber é crucial.

Isso tudo ajuda explicar muita coisa sobre o nosso mundo. Acrescenta aí um Locke, um Hobbes, um Max Weber e um Pierre Clastres pra foder com tudo.

Só não cai na balela do Rousseau, que esse tal de "bom selvagem" não tá com nada.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 20:57



Comentário de: Roger Moreira

Mas, tem algo que estou achando muito mais interessante do que a discussão em si.

Você, Alex, se admite como elite. Bom, apesar de eu não achar grande coisa o meu grau de elitismo, sob qualquer aspecto ou estatística eu também sou da elite e sei disso.

Já fui muito mais socialmente preocupado do que sou hoje. Mas, o que me intriga, é o que faz alguém seguir o caminho inverso, sair da despreocupação para a preocupação.

Quer dizer, com o tempo, fui descobrindo que tenho muito menos motivos pra me preocupar com o outro do que achava que tinha. Mais, descobri que também não estou preso a todos os deveres morais que acreditava ter. E a cereja do bolo é que, sim, tenho bons, corretos e razoáveis motivos para agir e pensar assim.

Então, se você não tem motivos religiosos ou ideológicos, ou seja, se você de livre consciência sabe que não está preso a idéia de solidariedade. Suponho, então, que no uso dessa mesma liberdade tenha decidido aderir ou criar um tipo de ética, um humanismo.

Por que?

Inclusive, considerando, que este mesmo sistema o beneficia, qual o motivo de questioná-lo? Estaria você disposto a dar uma das suas seis camisas? Intrigante...

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 20:58



Comentário de: Arthur

Aqui no Brasil é dificil falar se os direitos foram mais conquistas ou concessões.

E sobre a questão da produtividade. Algumas pessoas são mais produtivas que outras, claro.
Mas mais do que os produtos finais as pessoas se apropriaram dos meios de produzi-los. A terra principalmente.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 21:02



Comentário de: Tiago Lorenzo

:D

Nem é mais impressionante, agora é só cansativo ver pessoas gritando "Comunista!!!" para alguém que propõe repensar a propriedade privada. Desnaturaliza-la um pouco.

Mas já deveria estar acostumado. É só abrir a boca (ou descer os dedos no teclado) para criticar o capitalismo que dois segundos depois é certo, você vai ouvir alguém berrando: "Comunista, se mude pra Cuba!".

Tosco, muito tosco.


PermalinkPermalink 19.10.09 @ 21:12



Comentário de: Denis Corrêa · http://ttecnocaos.blogspot.com/

Me ocorreu algo agora, não vou deixar de fazer essa provocação.

Pois a propriedade privada mesmo vai bem obrigado, e não vai acabar nos próximos séculos nem aqui nem na china. E o socialismo não é uma alternativa que faça frente a isso.

Mas e a propriedade intelectual? Essa tá balançando na base, e não foi nenhum marxista que a atacou, e sim os camelôs da praça.

E o "Mulher...", Alex? Tudo bem, vc é pobretão agora. Mas, e se o "Mulher..." vira bestseller? E se não virar, certamente vai ser um livro respeitado e lido nas próximas décadas. Quando você decide que ninguém mais precisa pagar para tê-lo?

enfim, só pra provocar, na boa... (cada um com suas panelas e seus carros).

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 21:13



Comentário de: Tiago Lorenzo

E por favor:

"O que me assombra é a incapacidade das pessoas de compreenderem a qualidade metafórica de um texto, perceberem parábolas...

Não é a toa que o povo fica por ai achando que a biblia é literal... " (2)

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 21:13



Comentário de: Tiago Lorenzo

Só não posso deixar de mudar uma coisa na frase da colega:

Não é a toa que o povo fica por aí achando que a biblia é a palavra de um deus.

:P


PermalinkPermalink 19.10.09 @ 21:15



Comentário de: FlaviaQ

Quer saber de um bafafá que está rolando aqui no Leblon? (Ve bem, elite da elite)

A escola da minha filha fica numa casa alugada há 27 anos. Essa casa é uma das últimas casas do bairro, que é tomado pela especulaçao imobiliária. Pra vocês terem uma idéia, aqui só sobrou 1 posto de gasolina.

No final desse ano, termina o contrato de aluguel e os filhos da proprietária que está muito velhinha, resolveram vender a casa pra uma construtora fazer um prédio residencial.

A direção da escola achou uma outra casa que poderia abrigar a escola, mas fora essa nao tem nenhuma outra disponivel. Se nao fosse essa, a escola ia fechar. A escola passou o ano inteiro no processo de aprovaçao na prefeitura e conseguiram o alvará esse mes, só que agora, que vai rolar a mudança, os moradores dos prédios do lado da casa nova estão fazendo o maior escarcéu e achando um absurdo colocar a escola lá.

É uma escola pequena, não tem nem 200 alunos. A maioria é de ricos "conscientizados" que anda a pé pelo bairro, nao leva as criancas de carro pra escola e tal... Na realidade não tem nenhum motivo pras pessoas terem medo de ser vizinhas dela, mas o curioso é que até pais de alunos são contra a escola ir pra esse lugar porque podem ter seus imóveis desvalorizados.

Tipo nego prefere que a escola do filho acabe do que seu imovel veler menos!


PermalinkPermalink 19.10.09 @ 21:31



Comentário de: Daniel Viana

Mais um caso regido por um dos alicerces do comportamento de todos os seres vivos: a Lei da Conveniência.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 22:30



Comentário de: Thiago

Alex, olha só

"como no caso dos meus roommates. no momento em q acham q eu tenho mais coisas q eles, querem dividir tudo. qd se dao conta de que tem mt mais coisas do que, preferem q cd um soh use o seu...."

Isso, então é assim:
- Quem tem mais prefere "cada um com o seu"
- Quem tem menos prefere compartilhar

É complicado ter as duas coisas ao mesmo tempo. E todos tomam uma posição egoísta (embora a posição do compartilhamento seja menos egoísta por natureza, mas mesmo assim, quero ver se ele não trocaria de posição se tivesse mais)

Acho que o objetivo deveria seria achar um compromisso que as pessoas concordassem independentemente da situação em que elas se encontram.



PermalinkPermalink 19.10.09 @ 22:36



Comentário de: Ricardo

Olá Alê.

sobre o assunto de como surgiu o conceito de propriedade privada,a coisa pode não ter sido tão mística nem conspiratória quanto parece. A idéia de que a propriedade privada não é encontrada na natureza e nem em sociedades tribais é um mito persistente.

recomendo o livro "Propriedade & Liberdade" de Richard Pipes.O autor trata o assunto com bastante sobriedade.

um abraço a todos.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 22:41



Comentário de: Thiago

Ok, podem achar estranho meu último comentário, estou pensando em teoria dos jogos e "protocolos auto-reguláveis" como ao dividir um bolo um corta e outro escolhe o pedaço que quer...

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 22:48



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

"vc falar q a ideia de propriedade eh inerente pq a crianca ve a mamae falar isso eh meu, aquilo eh do titio e logo a crianca jah estah dizendo q a cadeira eh dela, eh como vc dizer q roupa tb eh inerente, pq as criancas veem todo mundo coberto por tecido e logo querem se cobrir tb..."

Nada disso. A gente só aprende o q já sabe. Se a mãe diz "Isto é do papi." &c, e a criança logo aprende, é pq o sentido semântico da frase tem um eco imediato na cabeça da criança. A partir da frase inicial, ela mesma cria outras frases: vê a tia com um livro e cria "do nada" a frase "É da tia." Mas se vc diz algo q não faz o menor sentido pra ela nem pra ninguém, tipo, "Isto jaz de comer.", a criança ouve como ruído semântico, MESMO q repita o som perfeitamente; e a partir dessa frase sem sentido não cria frases similares, tipo "Isto jaz de dormir.", "Isto jaz de correr."

Ou seja, a criança já nasce com um "espaço mental" prontinho pra caber a noção de q "algo é de alguém". Isso é muito parecido com o conceito de "deep grammar" do Chomsky.

Outra concepção errônea em teu parágrafo é q "as criancas veem todo mundo coberto por tecido e logo querem se cobrir tb". Nada disso. Assim q a criança começa a ter uma certa autonomia (entre 12 e 18 meses) ela quer andar nua e descalça o tempo todo. A vestimenta é uma imposição da sociedade, uma coisa q ela precisa aceitar, e aceita pq aos poucos descobre suas vantagens, não pq tem um impulso de se vestir.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 23:19



Comentário de: Carol

Olha, eu concordo com o Plausível nessa coisa de "cada um ter suas coisas". Vou fazer um raciocínio esquisito, mas, bom, isso é um blog, então está valendo: eu tenho 2 cachorras que dividem o mesmo "cômodo" (a lavanderia, no caso). Ambas tem suas "caminhas" (paninhos de chão estrategicamente posicionados) e dormem na mesma caminha todo santo dia. E se uma "invade" a caminha da outra, acontece um conflito.

Em sociedades diferentes da que vivemos, como, sei lá, tribos isoladas, as pessoas ainda têm suas "camas" (mesmo que um monte de palha), têm suas casas, têm suas coisas. E não conheço um caso de sociedades que dividam casas, onde todas as casas sejam de todos.

Isso, para mim, já configura que homens (aliás, mamíferos em geral) precisam de suas "tocas", mais ou menos fixas durante, pelo menos, um período de tempo. E uma toca, ou, no nosso caso, uma casa, é uma propriedade privada. De uso particular, não produtivo, mas uma propriedade privada.

Pouca gente vai discordar (sempre tem alguém que discorda) que a casa é um bem inviolável, que as pessoas têm sim direito a terem essa propriedade e que uma casa não deve ser invadida nem tomada.

Agora, pensando em uma sociedade que acabou de deixar o nomadismo: cada um faz sua "casa". Alguns conseguem domesticar animais no "quintal", ou seja, produzem alguma coisa. O líder mais forte do clã, força bruta, vai lá e toma tudo, pois tem o poder. Ele pega a propriedade, essa passa de mãos pela força. E continuaria passando se um dia um produtor esperto não tivesse feito um acordo do tipo: "te dou meus porcos, você me protege de outros que queira me roubar - ficamos fortes juntos".

É óbvio que é historinha. Geralmente o líder surta, mata 1/3 da tribo, pega os porcos, faz uma churrascada e toma um golpe de machado na cabeça, aplicado por um "líder emergente".

Mas de qualquer forma, só o fato de sabermos que as nossas casas, quando nossa propriedade, são bens invioláveis (fico pensando se o eram no feudalismo, pré Locke, pré Hobbes, etc e acredito que não), isso já tranquiliza boa parte da população.

No fim, concordo mais com quem disse que, antes de ser uma teoria da conspiração de ricos que querem manter o poder, a propriedade privada foi "criada" para que um louco com um exército não tirasse das pessoas suas casas e seus porcos.

E claro, a propriedade, mesmo a produtiva, não é só a grande. É também a pequena. É a padaria do bairro, a farmácia do vizinho, a batedeira da amiga que vende bolos por encomenda. Se ninguém proteger essas propriedades, vira o caos. Ninguém mais faz nada com medo de ter uma batedeira roubada.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 23:28



Comentário de: Carol

Plausível

Exato! Meu priminho de quase dois anos só quer saber de ficar sem roupinha! É uma luta botar o short no moleque!

E já faz um certo tempo que ele delimitou na casa (na dele e na que eu moro) "o que é de quem". Aliás, ele ainda não entende bem que uma coisa possa ser de uso coletivo.

Ou seja, tem a bolacha da vovó (que todo mundo come), a barrinha de cereal da Carol, a xícara da titia, etc.

É muito engraçado observar isso.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 23:33



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Roger,
"posse é algo instintivo e natural, é um fato, é o que está na sua mão e você tem para si. Quando se fala propriedade, se recorre a um conceito abstrato com inúmeros desdobramentos sociais, jurídicos, políticos, etc. É bem mais amplo do que posse."

Não tou dizendo q não. Tudo q é humano é mediado por (estruturas de) palavras e números. Todo e qqer instinto, ao ser mediado por (estruturas de) palavras e números vira "um conceito abstrato com inúmeros desdobramentos sociais, jurídicos, políticos, etc". É quase uma "prisão" (pra usar um termo castriano). Achei q uma penca de gente, maior do q eu esperava, comprou de alegre a concepção a posteirori de prop.priv. ilustrada na história das peles.

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 00:40



Comentário de: Kitagawa

Eu acho que se tem uma coisa inerente não só aos humanos, mas a qualquer ser vivo, é a qualidade de autopreservação. Em seguida vem a preservação da prole. Essas, imagino eu, são a raiz do conceito da propriedade privada. Num outro nível, existe a qualidade da preservação da coletividade, como meio também se se auto preservar, de assegurar a própria existencia. Formigas não sobrevivem nem se reproduzem se se desgarrarem da coletividade. A qual "categoria" o homem pertence? Na lógica individualista ou na coletivista? Ora, os homens desde sempre nunca foram um ser que depende da vida em sociedade? Porque os homens se reunem em tribos, em lugarejos, cidades? Na verdade, o ser humano é mais complicado: ele inventou e aprendeu a lidar com a cultura, aquele saber fluido que depende do compartilhamento de geração a geração para sobreviver. Digo, se um ser humano é criado sem que lhe ensinem coisas, se ele é, por exemplo, criado por lobos, ele se "torna" um lobo, age como eles, anda de 4, uiva, enfim, ele vira um animal ou, provavelmente, apenas age como um. Sem cultura, o homem mais se aproxima de um animal. Mas com cultura, ele, em tese, pode ser o que quizer. Já uma formiga, não precisa ser ensinada como agir, está tudo programado em seus proprios genes, ela sempre age da mesma maneira, e parece que dá certo. O que quero dizer afinal? Sei lá, que é complicado.

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 03:27



Comentário de: aiaiai

aiaiai...tomara que rosa, em pessoa, venha aqui dar umas chicotadas na provocação do denis sem noção!
morri de rir!
Denis, dá uma olhada na história da livro antes de falar uma bobagem dessas, meu filho!

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 07:14



Comentário de: Arthur

Acho que o conceito de que alguns bens são seus é mais ou menos natural, especialmente se você criou o bem.

Mas a posse da terra não acho que seja natural.

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 07:57



Comentário de: Karina

Complementando o raciocínio da Carol, sobre as cachorras dela, bom, tenho três cachorros, um deles visivelmente maior e mais robusto que os outros. O maior é sempre aquele que escolhe o lugar onde vai dormir. É o que come primeiro, também. Os demais só se aproximam da tigelinha de ração depois que o maior está satisfeito, sob pena de levarem uma rosnada do líder da matilha. Claramente eles respeitam o mais forte. Eu só queria entender melhor por quê. Pode ser por medo. Pode ser porque eles acham que o líder ofereça uma certa segurança aos demais... o fato é que se trata de algo inerente aos cachorros.

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 10:28



Comentário de: Pedro Fraga · http://www.pedrofraga.com

Carol e Karina: http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfa_(biologia)
e http://en.wikipedia.org/wiki/Alpha_(biology).

Mas acho que justificar a propriedade privada com base no instinto animal de demarcação de território é meio foda. Pode até ajudar a explicar a origem, mas ...

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 10:59



Comentário de: Má

"Histório Natural do Ricos" e numa espécie antropológia dos ricos já não teriam as "Caras", "Quem", e as novelas das 8 da vida? kkkkkk....me veio isso na cabeça...
Bjão!

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 12:38



Comentário de: Karina

Então, eu nem quis fazer uma comparação muito direta. Só achei legal o raciocínio da Carol (que o fez com tal liberdade justamente por se tratar este de um blog e não de um tratado socio-antropológico) e quis complementar. Mas, já que você mencionou, "demarcação de território" não é mais ou menos semelhante à posse? lembrando que, juridicamente, posse é um dos direitos que integram o conjunto de direitos chamado de propriedade.
Aliás, a propriedade não é um direito absoluto, mas relativo, na grande maioria dos ordenamentos.

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 12:48



Comentário de: Ale

Os indigenas da Australia, aborigenes, tambem sao pessoas e nao tem o "instinto" de posse. Alias isso deixa os outros Australianos loucos da vida pois o Governo (com recursos de impostos, dos que trabalham claro) da aos abo's casa e eles costumam queimar o que ha de madeira (caixilhos, moveis) para fazer fogo, gastam a grana em bebida e depois vao "walkabout" pelo deserto por meses, deixando para tras a posse que lhes foi dada. Os australianos brancos nao se conformam que os aborigenes nao tem os mesmo principios de sociedade que eles e por isso os dois grupos nao se entendem.
O mais patetico que presenciei, com um grupo de australianos brancos falando bem baixinho foi "Poxa, os caras tem resistencia, podiam virar esportista, podiam ganhar a maior grana e nao querem saber de trabalhar, sao uns vagabundos".
Para essa pessoa, o unico MODO DE VIDA possivel eh esse. Nao lhe entra na cabeca que o modo de vida Aborigene pode ser legitimo tambem.
Nao precisa ir longe. O colonizador europeu tambem achava (e muitos ainda acham) o indigena brasileiro um tremendo preguicoso, pois nao se enquadrava no conceito que ele tinha de "trabalho" e organizacao social.

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 14:25



Comentário de: Lucélia

Só pra constar...

Se vocês querem ver a propriedade privada pela ótica socialista, não deixe de visitar o site www.anovademocracia.com.br.

Não acho que o socialismo seja o melhor sistema do mundo, mas pra mim, é o melhor entre os piores.

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 14:39



Comentário de: Hugo

...como bem mostrou Cuba, Camboja, China, Tchecoslovaquia, USSR etc; sem duvida Socialismo nao e tao ruim, ne? 'Magina!

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 16:52



Comentário de: Thiago

Lucélia

Diga isso para os habitantes de Cuba, os ex-habitantes da Alemanha Oriental, da Romênia, etc, etc, etc, etc, etc

Aliás, se você acha isso mesmo deveria "put your money where your mouth is" e se mudar para algum país socialista. (Socialista, e não social-democrata, ok)

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 18:13



Comentário de: aiaiai

Nossa thiago,

quanta raiva nesse seu coração!

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 18:17



Comentário de: JCCyC · http://rsnda.blogspot.com

Tá, vou tentar fazer mais uma teorização amadora:

Proprieade privada é uma invenção intelectual humana, tal como o gesto de apertar as mãos, os números complexos, sacudir a cabeça numa direção significando "sim" e na outra "não", ou as mãos das ruas. E como estes, é uma entidade útil. Ajuda a organizar a sociedade. Mas não pode ser absoluto, nem sagrado. Caso contrário não poderiam existir impostos. (Há uns malucos que realmente acham que nenhum imposto deveria existir. Vide mais abaixo.)

E de vez em quando ela protege os menos poderosos dos mais poderosos, sim. Mal e porcamente, mas protege.

O problema é quando neguinho radicaliza, como os libertários extremistas que acham que qualquer imposto é um roubo, ou as olavetes ensandecidas que acham que ser a favor de 13º, férias pagas e salário mínimo razoável torna você cúmplice de Pol Pot.

Absolutos morais devem ser pouquíssimos. Propriedade privada, a meu ver, não está entre eles. Mas não significa que não seja uma idéia útil.

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 19:34



Comentário de: Carol · http://logica-inversa.blogspot.com/

Eu ri do site que a Lucélia postou.

Tem até uma linha cronológica para exaltar o Mao Tsé-Tung.

Alguém mais riu? Não? Entre lá. Uns bons 15 minutos de diversão!

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 19:36



Comentário de: Fabio

Não podemos esquecer do jusnaturalismo. Digo, a propriedade privada era um dos temas principais do jusnaturalismo, ou seja, era tratada como direito. Locke e a galera toda não defendem a propriedade privada, mas si o direito à propriedade privada. Estamos falando de um instrumento jurídico que atribui a uma pessoa ou grupo o pleno poder sobre alguma coisa. Curiosamente, essa galera é a mesma que fala sobre liberdade.
Ah, e sobre a parte que me toca (ui!), antes que o Alex responda, a propriedade intelectual é realmente uma dor de cabeça para os defensores da propriedade privada. Se eu fosse um escritor de respeito, não estaria nem aí para o fato de alguém pagar ou não para ler meus livros. Convenhamos, hoje em dia, acho que ninguém tem no Brasil o sonho de ficar rico vendendo libros. Quem quer isso geralmente escreve coisas de auto-ajuda. Sendo a única proteção que desejaria o reconhecimento da autoria. Mas, de fato, o direito de autor ainda tem muito que evoluir e é isso que espero que aconteça.

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 19:40



Comentário de: João Ricardo · http://berimbeat.wordpress.com

Hugo e Thiago, que eu saiba, todos ou quase todos os países da áfrica são capitalistas.

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 21:01



Comentário de: Thiago

João Ricardo

África é outra história... Mas não são todos não:

Congo/Zaire, Angola, Mozambique, Etiópia e Somália entre outros adotaram o comunismo em algum ponto do séc XX

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_socialist_countries




PermalinkPermalink 20.10.09 @ 21:48



Comentário de: Adam · http://suspensaodejuizo.wordpress.com

Thiago, África é "outra história", certamente, mas isso só prova que o capitalismo não é TUDO isso* e que a história de que "o capitalismo levou os EUA ao topo etc." é a versão geopolítica da água de Piraporinha do Oeste**. Ademais, o João falou que os países SÃO capitalistas.

João Ricardo, é verdade que todos os países da África são (AFAIK, e bem porcamente) capitalistas. Isso prova que existem países capitalistas em que é horrível se viver, não é grande coisa... O desafio é provar que existem ou existiram países socialistas onde não seja ou não tenha sido horrível se viver.

De resto, meu sonho é ver, algum dia, num debate das interwebs, alguém falando: "gosta de imposto/saúde pública/nanny state?! Então se muda pra Finlândia!"

* Seria, então, só PARTE disso.
** http://www.epinion.com.br/?p=403

PermalinkPermalink 20.10.09 @ 22:12



Comentário de: Thiago

Adam

Sim, capitalismo não é tudo isso não, mas dar água para uma pessoa a impede de morrer de sede mas não de fome.

Ótima observação, eu certamente me mudaria para a Finlândia (pop total menor que a cidade de SP, o que facilita bastante) para o Canadá, etc

Só que o que eu não engulo não é tanto a posição econômica, mas o autoritarismo, o qual os partidos de esquerda e principalmente o pessoal daqui (embora o PT tenha se livrado um pouco) é apaixonado...

E não, não engulo autoritarismo nem de direita nem de esquerda.


PermalinkPermalink 20.10.09 @ 22:31



Comentário de: João Ricardo · http://berimbeat.wordpress.com

Ué, mas posso dizer que o socialismo jamais ocorreu de forma plena. Que os tais países socialistas não eram socialistas de fato.

Posso dizer que foram "experiencias" socialistas.

E sobre um exemplo de um país que se diz socialista que não tenha sido um fracasso, cito Cuba, que, mesmo estando sob uma ditadura que repudio totalmente, tem hoje um IDH melhor que uma porrada de países capitalistas. Melhor até que do Brasil.

E na época antes do período especial foi ainda melhor.

Vejam o ranking: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2006/11/09/286589937.asp

O que acham?

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 00:06



Comentário de: Rafa · http://estadodearte.wordpress.com/

Porra, a trollagem aqui tá foda...

Quanto ao texto, tá ótimo. Concordo em algumas coisas, discordo em outras, mas tá muito bom.

Keep up the good work =)

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 03:03



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://arthur.bio.br/

"dado q a propriedade privada nao caiu do ceu nem foi encontrada na natureza" (Alex Castro)

Estás partindo do princípio errado, Alex.

Existe propriedade privada na natureza, no mundo animal.

Existe formação de capital e acumulação de mais-valia no mundo animal.

Existem até alianças políticas e militares para proteger o capital da elite dominante.

O que não existe é capitalismo financeiro. Para criar essa estupidez precisa de muita inteligência.

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 03:57



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Um pouco off topic, Alex, pero no mucho: vale ler a conferência de Benjamin Constant, De la liberté des Anciens comparée à celle des Modernes. Segue um trecho:

Toutes les républiques anciennes étaient renfermées dans des limites étroites. La plus peuplée, la plus puissante, la plus considérable d'entre elles, n'était pas égale en étendue au plus petit des états modernes. Par une suite inévitable de leur peu d'étendue, l'esprit de ces républiques était belliqueux, chaque peuple froissait continuellement ses voisins ou était froissé par eux. Poussés ainsi par la nécessité, les uns contre les autres, ils se combattaient ou se menaçaient sans cesse. Ceux qui ne voulaient pas être conquérants ne pouvaient déposer les armes sous peine d'être conquis. Tous achetaient leur sûreté, leur indépendance, leur existence entière, au prix de la guerre. Elle était l'intérêt constant, l'occupation presque habituelle des états libres de l'antiquité. Enfin, et par un résultat également nécessaire de cette manière d'être, tous ces états avaient des esclaves. Les professions mécaniques, et même, chez quelques nations, les professions industrielles, étaient confiées à des mains chargées de fers. Le monde moderne nous offre un spectacle complètement opposé. Les moindres états de nos jours sont incomparablement plus vastes que Sparte ou que Rome durant cinq siècles. La division même de l'Europe en plusieurs états, est, grâce aux progrès des lumières, plutôt apparente que réelle. Tandis que chaque peuple, autrefois, formait une famine isolée, ennemie née des autres familles, une masse d'hommes existe maintenant sous différents noms, et sous divers modes d'organisation sociale, mais homogène de sa nature. Elle est assez forte pour n'avoir rien à craindre des hordes barbares. Elle est assez éclairée pour que la guerre lui soit à charge. Sa tendance uniforme est vers la paix.


Cette différence en amène une autre. La guerre est antérieure au commerce; car la guerre et le commerce ne sont que deux moyens différents d'atteindre le même but, celui de posséder ce que l'on désire. Le commerce n'est qu'un hommage rendu à la force du possesseur par l'aspirant à la possession. C'est une tentative pour obtenir de gré à gré ce qu'on n'espère plus conquérir par la violence. Un homme qui serait toujours le plus fort n'aurait jamais l'idée du commerce. C'est l'expérience qui, en lui prouvant que la guerre, c'est-a-dire, l'emploi de sa force contre la force d'autrui, l'expose à diverses résistances et à divers échecs, le porte à recourir au commerce, c'est-à-dire, à un moyen plus doux et plus sûr d'engager l'intérêt d'un autre à consentir à ce qui convient à son intérêt. La guerre est l'impulsion, le commerce est le calcul. Mais par la même il doit venir une époque où le commerce remplace la guerre. Nous sommes arrivés a cette époque.


A conferência toda está neste link: http://fr.wikisource.org/wiki/De_la_libert%C3%A9_des_Anciens_compar%C3%A9e_%C3%A0_celle_des_Modernes

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 10:53



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Mas eu sou a favor das cotas nas universidades públicas. As cotas raciais irão desmoralizar a universidade pública. E para o Brasil começa a dar certo é preciso acabar com a universidade pública. A universidade pública é a saúva moderna: ou o Brasíl acaba com a universidade pública ou a universidade pública acaba com o Brasil. Temos que acabar com essas saúvas. E as cotas raciais serão nosso tamanduá! Vamos defender as cotas, Alex, eu te apoio nessa!

Por que acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1

PermalinkPermalink 21.10.09 @ 10:55



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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
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  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
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  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
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  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
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  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
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  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
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  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
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  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
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  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
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  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
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  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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