Eu Derrubaria Tudo

Sempre que escrevo sobre a sociedade brasileira de modo geral, aparece uma turma querendo individualizar o problema:

não faz sentido falar do brasil sem falar nem dos brasileiros concretos, nem das leis brasileiras, nem das instituições brasileiras, nem dos comportamentos dos brasileiros etc. o seu "racismo estrutural" é um fantasma. não se refere a nada objetivo, a não ser que você ache que racista é a nossa geografia física. uma "estrutura" que paira acima de toda e qualquer qualidade objetiva não é estrutura nenhuma. ... o problema do racismo é muito sério para ser atribuido a "toda a sociedade". precisamos saber objetivamente onde ele está para combatê-lo.

E eu fico pensando: será que essas pessoas já vivem em sua utopia? Em um mundo onde as leis e instituições são perfeitas e funcionam perfeitamente, faltando só educar ou punir um ou outro desviante para que fique tudo ainda mais perfeito?

(Já falei mais sobre isso no texto O Racismo Não É Um Problema Individual.)

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Então, deixa eu articular com todas as letras uma das premissas centrais desse blog:

A sociedade está toda errada desde o princípio.

O Brasil é um país estruturalmente e intrinsicamente racista, classista, machista, paternalista e autoritário. Nossas instituições, nossas leis, nossos costumes, nosso folclore, tudo o que nós somos enquanto sociedade, colabora para perpeturar esse estado de coisas.

Sim, existem muitos brasileiros racistas, machistas, classistas, autoritárias, mas mesmo se fossem todos magicamente encontrados, removidos, mortos ou reeducados, a estrutura de nossa sociedade continuaria idêntica.

O baralho que herdamos dos nossos antepassados já está viciado para beneficiar sempre um tipo específico de jogador. Não basta somente que nós, os jogadores beneficiados, simplesmente não trapaceemos. É necessário trocar de baralho.

Por isso, nos meus textos, ao invés de denunciando o racismo ou o machismo dessa ou daquela pessoa, eu tento expor as falhas e as rachaduras dessa estrutura como um todo.

Tirando meia dúzia de alucinados em Curitiba, ninguém diz que o racismo é bom. De que adianta eu escrever um texto denunciando o racismo individual de uma situação específica? Sim, a cliente chamou a vendedora de "macaca suja". Alguém pode achar que isso é justificado? O que vocês teriam aprendido com esse texto? O que teria acrescentado? Nada.

Na verdade, por trás desse discurso individualista ("temos que buscar os racistas individuais!") está um profundo conservadorismo. Quem se recusa a aceitar, ou mesmo entender, qualquer crítica à estrutura da sociedade e acha que tudo se resume a encontrar os indivíduos culpados e pronto, está deixando implícito que a sociedade é perfeita e não precisa ser mudada. Parecem dizer:

Basta todos cumprirem as leis e está tudo resolvido. Quem não cumprir, a gente prende e pronto. Se o racismo já é contra a lei, então, resolveu, Alex. Como a sociedade pode ser estruturalmente racista se existem leis anti-racismo?

Já eu acho que a sociedade está toda errada desde o princípio. Do conceito de propriedade ao conceito de monogamia. Da idéia de religião aos ditos valores familiares. O Capitalismo e o Comunismo. O Socialismo e o Cristianismo. Tudo errado. Errado de princípio, errado na origem. Errado nas intenções e errado nos métodos.

Eu derrubaria tudo.

* * *

Abaixo, alguns livros pra abrir sua cabeça. Esses são os livros que mudaram minha vida:

Sem Tesão Não Há Solução ROBERTO FREIREOn the Road, de Jack Kerouac Tropico de Câncer HENRY MILLERFolhas de Relva = Leaves of Grass, de Walt Whitman Discurso do Método RENE DESCARTES  Insustentável Leveza do Ser, A Milan KunderaWalden ou a Vida nos Bosques e a Desobediência Civil, por Henry David Thoreau Homens Invisíveis: Relatos de uma Humilhação Social FERNANDO BRAGA DA COSTA  Pedagogia do Oprimido

 

15.10.09


Categorias: Economia, Política, Raça


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Comentários:


Comentário de: Marcio E. Goncalves

"Abrir a cabeca" agora eh sinonimo de ser determinista e estruturalista.

Entao ta...rs :P

Quando eh que tu vai mudar o nome do blog, hein?


PermalinkPermalink 15.10.09 @ 01:41



Comentário de: aiaiai

Isso, alex, bota esse povo para ler!

Sobre o racismo geral ou individual, vou fazer uma confissão que acho que tem a ver com isso.

No sentido individual, eu não sou racista. Tenho amigos de várias etnias, raças e origens, nunca achei que uma pessoa negra não pudesse entrar no mesmo elevador que eu, não conto piada racista e tento explicar ao meu filho que não é legal ele contar, nunca ofendi uma pessoa pela sua raça, etc, etc, etc. Ou seja, é bem improvável, se não impossível, que um dia eu venha a ser presa por racismo.
No entanto, como eu fui criada aqui no brasil, eu associo pessoa negra a pessoa pobre (se for de noite em lugar sem movimento, posso até associar a "pessoa perigosa" - eu disse que era uma confissão), fico surpresa quando vejo uma pessoa negra em posição de comando (na chefia de uma empresa, por exemplo), e, por outro lado, acho estranho quando vejo um branco de olhos azuis morando em uma favela...bom, teria vários exemplos, mas acho que esses já mostram como, mesmo não sendo uma pessoa individualmente racista, sou uma pessoa com pensamentos racistas, porque eu fui criada assim, para ver e enfatizar a diferença.
Será que é disso que vc está falando, alex?

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 08:12



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"e, por outro lado, acho estranho quando vejo um branco de olhos azuis morando em uma favela.."

Se voce tivesse crescido em Curitiba como eu nao acharia nada estranho. Nem pedinte ou moleque de rua loiro de olho azul.

E entenderia pq as cotas, pelo menos no Sul, vao criar um problema racial como nunca se viu em nossa Historia.

Ja estao criando por sinal.

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 08:40



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Oh, Alex, como é que você vai derrubar tudo sem ação política? Como é que vamos derrubar tudo sem ajuda do Estado? Derrubar tudo... como?

Já eu acho que a sociedade está toda errada desde o princípio. Do conceito de propriedade ao conceito de monogamia. Da idéia de religião aos ditos valores familiares. O Capitalismo e o Comunismo. O Socialismo e o Cristianismo. Tudo errado. Errado de princípio, errado na origem. Errado nas intenções e errado nos métodos.

Alex, sorte sua que isso nunca será tentado. Senão, você iria ver que a nova sociedade tem os mesmos defeitos da antiga - isso serve só para trocar um baralho viciado por outro.

E afinal, a pergunta que não quer calar? se é tão ruim assim paras os negros viverem nesse inferno racial que é o Brasil, por que eles não vão todos para a África? Por que o Kabangele não volta para a África?

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 10:26



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Mas eu sou a favor das cotas nas universidades públicas. As cotas raciais irão desmoralizar a universidade pública. E para o Brasil começa a dar certo é preciso acabar com a universidade pública. A universidade pública é a saúva moderna: ou o Brasíl acaba com a universidade pública ou a universidade pública acaba com o Brasil. Temos que acabar com essas saúvas. E as cotas raciais serão nosso tamanduá! Vamos defender as cotas, Alex, eu te apoio nessa!

Por que acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 10:27



Comentário de: Ave

Meu, como esse jorge nobre é insuportavel, ele precisa sempre postar essa merdinha depois do que escreve ?

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 12:11



Comentário de: Luiz Aquino · http://hajaluz.webluz.net

Alex, pensaram do mesmo jeito na revolução francesa e o mundo tornou-se mais conservador.

Seu texto aborda a estrutura como meio para mudanças sociais, por isso vc não encontra um ponto definido para começar essa mudança.

Acredito na mudança que se expande de maneira gradativa, da maneira que você aborda é como se fôssemos resolver um problema secular com um decreto de governo.

Isso não tem nada de revolucionário, muito pelo contrário, é um ponto de vista totalitário. Que na minha humilde opinião é algo bem conservador quando se fala em melhoria social.

Enquanto livros e teorias se acumulam sobre o tema pessoas ignorantes e iletradas mudam a realidade em sua volta, esses sim são os verdadeiros derrubadores de preconceitos e quiça os verdadeiros revolucionários.

É difícil ler algo sobre a pobreza que não seja feito fora da ótica de quem vive nela.

Alias seria muito contraditório se a multidão excluída tivesse ciência do seu status e convivesse com isso pacificamente.

Elaborar um raciocínio sobre a pobreza já mostra um certo distanciamento e abstração para tal, quem sente o "som da cuica" só pensa em comer.

O Brasil tem uma particularidade pois é constituído a partir do oportunismo. Quando alguém pede cotas, só que inverter a lógica, só quer aproveitar a vez. Não quer sociedade justa, quer justiça para si próprio e que se dane os outros.

Eu concordo que a sociedade sempre esteve errada, derrubar tudo é uma alternativa? Me veio a imagem daqueles países em guerra civil na áfrica, aqueles helicopteros a jogar comida, as pessoas comendo alimentos doados e morrendo por não conseguir sintetizar proteínas...

Tanto o caos como a ordem são injustos, seu texto foi legal pois me ajudou a chegar nessa conclusão: ser reacionário nem sempre é negativo...

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 12:12



Comentário de: Alex Castro Email

Alex, pensaram do mesmo jeito na revolução francesa e o mundo tornou-se mais conservador

luiz, eu gosto mt de vc, vc escreve com inteligencia e elegancia, mas deixa esse prof de historia aqui, hj, dia do professor, dizer que esse foi talvez o maior absurdo já dito nessa caixa de comentarios frequentada por gente como o golgo e o nobre!! serio, é praticamente uma justificativa de toda a profissao do ensino de historia. precisamos de mais e melhores professores de historia justamente para q pessoas inteligentes como vc nao falem mais absurdos assim. eu nao teria nem por onde comecar a te responder. a rev fr foi um dos eventos mais importantes do ocidentes em todos os tempos, mudou literalmente tudo e possibilitou o mundo q temos hj, de direitos humanos e civis, e democracia. dizer que o mundo tornou-se mais conservador POR CAUSA da rev fr é uma das maiores incompreensoes macro da historia q eu já vi.

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 12:28



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Sabe que eu tbm já pensei assim, se o Brasil é racista se os USA são racistas e, se todas as nações brancas são racistas porque eles não voltam de onde vieram? E cheguei a conclusão de que este é um pensamento racista tbm,apesar de eu não ser racista penso como tal,é uma dilema pensar de uma forma e agir de outra totalmente diferente.Final de semana passado um amigo meu veio em minha casa e agente resolveu comprar um refrigerante daqueles de garrafas retornáveis, custa R$1,75,00 e agente tinha R$2,00.O mercadinho que fica próximo a minha casa,uma casa na zona sul de Porto velho próximo ao shopping.Não sei se vocês conhecem Porto Velho,mas Zona Sul e Zona Leste aqui não tem lá muita diferença; O fato é que esse meu amigo foi ao mercadinho e comprou o tal do refrigerante e o dono de lá segundo ele o tratou mal,tipo,fez pouco dele.Eu falei pra ele não ligar porque aquele velho é rabugento mesmo, sempre foi,ele tbm me trata mal as vezes,sabe aqueles velhos que sabem que vão morrer logo e odeiam o mundo por isso,pois então.O fato é que o meu amigo não acreditou e por um instante eu tbm não acreditei que o velho tenha o tratado mal por ele ser negro,pois ele tbm me trata mal e eu não sou negra.Só que ai vem todas as histórias e todos os fatos e todos os relatos que confirmam esse racismo estrutural que até então eu chamava de desigualdades herdadas.O problema é justamente se impressionar com um negro em uma posição superior que o branco ( eu não me impressiono) porque eu cresci em uma família branca e pobre e nesse bairro que eu cresci tinha muitas famílias brancas e pobres como tbm tinha muitas famílias negras e pobres.Pra um pobre branco é difícil ver o racismo,porque sofremos com os mesmo problemas que a desigualdade social nos trazem,e quando eu digo pobre é pobre e não miserável.Vocês não sabem o que é ser pobre,ser pobre é não viajar pra Disney pelo menos uma vez na vida,ter que se contentar em ir pro sitio mesmo.Ser pobre é comprar roupa 1 vez por ano,e parcelar em 12 vzs.Ser pobre é não comer pizza todo fds,é ir no cinema só nas quartas feiras de cada bimestre.Ser pobre é se revoltar com uma propaganda de carro na TV. Daquelas que eles falam, Novo Palio por APENAS R$ 26.996,40. E vc pensa onde é que 26.996,e 40 pode ter o PENAS antes.E ser uma mulher pobre é pior ainda,homem pobre não ta nem ai pra nada,ele joga futebol no campo da associação de moradores do bairro,ele anda de moto e tem mulheres que gostam de moto.OS homens pobres não sofrem tanto assim,agora ser uma mulher pobre é pra acabar,eu mesmo compro a tal da revista NOVA porque eu gosto das matérias e tudo,só que aquela revista é feita pra mulheres que ganham R$5.000,00 por mês.E eles ainda tratam como se fosse a coisa mais normal do mundo uma mulher com um salário desses.Homem não se preocupa com a nova coleção outono-inverno ou primavera-verão,já nós mulheres.Ser pobre pra mim é ter só uma bolsa Valentino,e o pior e não ter onde ir com ela.

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 12:31



Comentário de: Luiz Aquino · http://hajaluz.webluz.net

Oi Alex, você tem razão sobre o meu pouco conhecimento sobre história, e nem de longe desejo comparar meu conhecimento com o seu ou com o de qualquer outro professor.

Posto isso posso justificar minha afirmação. Ela não vem com base em fatos históricos somente. Não há como negar as mudanças políticas para o ocidente e para a europa em particular provocadas por esse acontecimento.

Tanto faz monarquia; república; aristocracia ou burguesia o povo continuou na mesma exclusão. Só porque os burgueses asseguraram sua propriedade privada a rev francesa mudou o mundo? Eu não rezo essa missa...rss

A queda da monarquia e posterior ascensão de governos tiranos que culmina com duas guerras mundiais para mim não é exemplo de evolução social nenhuma.

Minha intenção ao comentar não é ensinar alguém sobre história mas expressar um ponto de vista particular (e quem sabe solitário), sujeito a muitos erros mesmo...

Quando falo de conservadorismo me refiro diretamente à questão dos genocidios provocados pelos nacionalismos e pela idéia do "homem livre" que no final não é tão livre assim, como vc coloca com tanta propriedade no seu espaço...

estudei algumas culturas diferentes da europeia e me arrisco a dizer que a revolução francesa foi mais uma transformação social entre tantas outras importantes na história.

desculpe se fugi do escopo a rev francesa nem estava em questão...

Abraços, é muito bom conversar com vc...

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 14:46



Comentário de: Paulo · http://fyiblog.wordpress.com/

On no.

Idelber wins. Good old Alex fails.

So faltou vc linkar Chomsky. Pelo jeito nao demora muito :-)

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 14:48



Comentário de: Marcio E. Goncalves

Eh incrivel como um cara que se considere tao cabeca aberta, libertario e tudo mais ADORE dar carteirada academica nos outros...rs

Deixa o outro (ex, resolvi largar o voto de pobreza) professor de Historia aqui rebater a bobageira-lugar-comum que o Alex falou:

A Revolucao Francesa eh o fato mais overrated e mal interpretado do mundo.

A dita Declaracao dos Direitos eh uma copia misturada e piorada da Declaracao de Independencia e Bill of Rights americana (coisa que os franceses sabiam, ate chamaram Thomas Jefferson para revisar).

A Revolucao foi um fracasso - tiraram um Rei e ganharam um Imperador violentissimo. Imperador que serve de modelo p/ todos ditadores e despotas ate hoje.

As Revolucoes Inglesa e Americana (ambas bem sucedidas, ao contrario da Francesa) foram muito mais importante para o estabelecimento das democracias liberais hoje em dia.

Ate hoje, paises que possuem um sistema de lei de Common Law (ou pq eram parte da Commonwealth Inglesa ou pq copiaram dela) sao mais liberais e em geral mais estaveis e desenvolvidos do que aqueles que usam o sistema de lei Civil tirado dos Franceses pos Revolucao.

Nao eh preciso ser nenhum Paul Johnson para falar isso: ate o comunista de carteirinha Hobsbawm nota que o mundo pre Primeira Guerra era um mundo ainda mais conservador do que o pre-Revolucao.

A analise do Luiz pode ser simplista mas nao esta toda errada nao: o mundo ficou sim mais conservador depois da Revolucao Francesa.






PermalinkPermalink 15.10.09 @ 14:53



Comentário de: Alex Castro Email

alias, ex-professor de historia eu tb sou, dado q agora dou aulas de portugues... e meio ridiculo isso acharem q eu falar q sou professor de historia é dar carteirada... dava aula de historia pra 6a serie, nao tem nada menos carteiravel q isso...

e, serio, vir dizer que o mundo (ocidental, ok) ficou mais conservador depois da revolucao francesa é demais.

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 14:57



Comentário de: Alex Castro Email

alias, nao entendi muito o q o idelber tem a ver com a historia...

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 14:58



Comentário de: lucas

alex,

realmente, acho que a sua idéia é a melhor de todas: vamos derrubar tudo e não colocar nada no lugar. isso sim vai melhorar o mundo!

por que lógica torta você concluiu que quando alguém diz que devemos buscar objetivamente onde está o problema para resolve-lo, esse alguém está dizendo que tudo é perfeito e nada deve ser mudado?

eu não acho que vivo em nenhuma utopia, nem me parece que outras pessoas aqui pensem isso.

você é quem não consegue conviver com a realidade de que talvez nenhuma utopia seja possível, e apenas nos reste a possibilidade de melhorarmos o mundo que temos.

certamente existe muita coisa errada na nossa sociedade. mas certamente existe muita coisa de excelente. se você discorda, fique a vontade para viver do seu jeito em algum canto qualquer da amazônia. não se preocupe, ninguém vai te achar. provavelmente nem vão tentar.

quanto a falta de relevância de denunciar o racismo individual: mesmo se falar a verdade não ensina nada, isso não é desculpa pra inventar uma verdade nova. mas é claro que a sua avaliação é errada. fica uma dica: denuncie minunciosamente, com nome dos envolvidos e local, cada ação racista de um policial. cada ação racista de um agente público qualquer. certamente isso adiantaria bastante coisa. mas suspeito que você não tenha muito interesse em se esforçar e se arriscar para isso. pra que tentar descobrir dados concretos, quando sua meia dúzia de amigos bem-nascidos já te dão uma idéia tão clara sobre o mundo? pra que ter o trabalho de desenvolver argumentos quando já está tão óbvio que tudo está errado, só você é que está certo?

como os mais retrogrados esquerdistas do século retrasado, você acha que só se muda alguma coisa mudando as "estruturas" da sociedade. mas pior do que eles, você nem se dá ao trabalho de dar alguma idéia sobre que "estrutura" por no lugar. ser "revolucionário" já seria ruim o suficiente, mas você consegue ser um revolucionário preguiçoso.

quando você resolver crescer, se juntar aos adultos, e discutir como o mundo real pode se tornar melhor, em vez de insistir em sua raivinha infantil de "tá tudo errado", talvez alguém preste mais atenção no que você diz.




PermalinkPermalink 15.10.09 @ 15:07



Comentário de: Alex Castro Email

quando você resolver crescer, se juntar aos adultos, e discutir como o mundo real pode se tornar melhor, em vez de insistir em sua raivinha infantil de "tá tudo errado", talvez alguém preste mais atenção no que você diz.

os comentarios do LLL sao diversao pura. agora, eu virei crianca raivosa! hahahahah! mt bom! :)

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 15:19



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Não levo muito a sério interpretações do tipo "o mundo tá/ficou assim por causa de tal e tal fato histórico; sem esse fato histórico, o mundo seria bem diferente". Não levo a sério pq toda interpretação é apenas isso: uma interpretação; mudando o interpretador, o mesmo efeito será atribuído a outras causas igualmente plausíveis.

Só existe UM fato histórico realmente relevante e com causas e efeitos intransferíveis: o aumento populacional. Certos fatos históricos JAMAIS teriam acontecido se a população estivesse muito maior ou muito menor à época. O mundo de hoje é o q é, com pressões democráticas &c, pq a população tá no número em q tá. Diminuindo a população até, digamos, 1% do q está, voltaremos todos à idade média. Aumentando a população até, digamos, 1000% e problemas como o racismo vão parecer piada.

Toda opinião, inclusive esta, é um passatempo.

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 15:29



Comentário de: lucas

"Já eu acho que a sociedade está toda errada desde o princípio. Do conceito de propriedade ao conceito de monogamia. Da idéia de religião aos ditos valores familiares. O Capitalismo e o Comunismo. O Socialismo e o Cristianismo. Tudo errado. Errado de princípio, errado na origem. Errado nas intenções e errado nos métodos.

Eu derrubaria tudo."

se o pensamento acima é uma "premissa" básica do blog, começo a achar que o autor é realmente uma criança, talvez aluno da sexta-série. se estivesse na oitava já tinha passado dessa fase.



PermalinkPermalink 15.10.09 @ 15:50



Comentário de: JCCyC · http://rsnda.blogspot.com

Lucas resumido:

"Meu dicionário diz: Adulto, s.m.: indivíduo que pensa como eu."

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 15:55



Comentário de: Dênis Corrêa · http://ttecnocaos.blogspot.com/

Alex,

eu acredito que procurar combater o racismo da sociedade, ao invés de instituir uma nova caça às bruxas, é a maior sacada da sua discussão sobre o racismo.

Eu sugiro que, talvez pra espantar esses implicantes pseudo-racionais, você deixe de lado o termo "estrutura" (Marx e Levi-Strauus ficam pra outro momento), e talvez use "hábito" (mas, não habitus, porq aí esquenta a orelha do Bordieu).

Talvez "costumes" seja um bom sinônimo (ninguém lembra do Tocqueville mesmo...)

No fundo, sempre (desde os gregos, pelo menos) tudo é uma questão de reeducação... não só da escola, mas também de jornais, revistas (e blogs!...) Teu raciocínio cumpre um papel importantíssimo, que não é de mudar o mundo, mas ser um bom mindfucker.

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 15:58



Comentário de: Dênis Corrêa · http://ttecnocaos.blogspot.com/

bom... vcs entenderam q eu quis escrever Strauss e Bourdieu, nunca fui bom em revisar textos...

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 16:01



Comentário de: Fabio

Gente,

Pra começa, obrigado, Plausível. Dizer que o mundo ficou mais conservador depois de algo que ocorreu 200 anos atrás é opinião. Você pode dizer qualquer coisa e tal. Mas daí a estabelecer causaldade histórica, fala sério. Prepara o projetinho de doutorado, vai.
Sendo assim, tenho um opinião sobre o que o Alex escreveu também. Dizer "derrubaria tudo" é fácil, concordamos aqui. Todo mundo, vendo uma coisa errada, poderia dizer isso. Aí, vai a moral de cada um: se eu vejo um cara fortão batendo em uma criança, também digo "derrubaria tudo". O que eu faria depois não sei. Mas é a vontade, ué. Depois a gente dava um jeito. O objetivo do blogueiro sempre foi e é um só: fazer pensar, certo?
Sobre o racismo, deixa eu dar uma de sociólogo. Pra mim, todo mundo no Brasil é, principalmente, um pouco português, um pouco negro e um pouco índio. Da mesma forma, todo mundo aqui é um pouco racista. Parece contraditório? Brasil, muito prazer. Como resolver? Caça às bruxas, cotas? Pensar, gente. Quem sabe, pensar diferente? Pensar no que nós podemos fazer ao invés do que EU posso fazer.

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 16:52



Comentário de: Alex Castro Email

izer que o mundo ficou mais conservador depois de algo que ocorreu 200 anos atrás é opinião.

ahahahaahaahahhaha! claro q eh opiniao! vc acharam q era o q? uma geladeira? um tese de mestrado? eu hein.

Eu tinha uma amiga que, sempre que eu afirmava alguma coisa, tipo "O Bia é o maior gênio da literatura brasileira contemporânea", ela fazia uma cara de nojo misturado com revolta e dizia: "Essa é a SUA opinião, não é?!"

E, invariavelmente, eu respondia: "Não, não, essa é a opinião daquele careca que vai passando ali do outro lado da rua. Agora, eu vou dar a sua opinião. A minha mesmo eu só dou no final."

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 16:57



Comentário de: Karina

Sempre que eu acho que o Alex escreveu o ponto final sobre o assunto, vem gente como o Jorge Nobre mostrar que o assunto ainda rende.

Não entendo muito essa Curitiba tão etnicamente européia que o Marcio E. Gonçalves sempre pinta. Talvez a Curitiba de uns 20 anos atrás... Eu, nascida, criada e residente na cidade, fico um pouco intrigada sim quando vejo um favelado de olhos claros. Não é a coisa mais comum do mundo por aqui. A situação não passa batida, sabe? Tentei lembrar, por exemplo, de todas as empregadas domésticas que eu conheço e a grande maioria é de negras ou quase negras. O mesmo para os perteiros de prédio, seguranças de condomínio, jardineiros... dificilmente um branco bem branco.

Aliás, eu já reparei que a cor da pessoa muda dependendo da classe social que ela está inserida. Fui casada com um mulato de posição social média/alta. Curso superior, várias línguas, salário bom... as pessoas costumavam se assustar quando eu me referia a ele como mulato. Parecia que tinham acabado de descobrir o fato e aida comentava "mas ele não é tão mulato assim, ele é quase branco" como se tivessem fazendo um elogio.

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 18:36



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Um mundo sem pirâmide!

Desde que mundo é mundo sabemos o que é a lei do mais forte, temos uma base do que seria a sociedade desde criança, a hierarquia dos pais não é diferente das outras.
O berço da civilização foi destruído por civilizações não muito civilizadas, até então Tínhamos uma sociedade culta. O que temos hoje herdamos dos gregos e egípcios, vivemos entre guerras e misticismos, sem contar o sistema monetário. O governo o sistema, ou seja, do que vocês o chamam, não querem mesopotâmios por aí. Por isso não se investe em educação, caso contrario não existiriam pirâmides, como ela poderia existir sem as bases de sustentação.
Enquanto o povo achar que união faz açúcar e não força, eles não iram lutar contra a desigualdade social. Porque será que depois do golpe militar a educação teve um declínio aqui no Brasil. Por que até então a educação não era publica e seria bom para as elites que a educação continuasse privada. Mas a massa de gente precisava de apoio, mais apoiar o povo vai contra o principio hierárquico da coisa toda, dando-lhes a ilusão de apoio temos um país como o Brasil.
No final tudo é ilusório e, a democracia é a maior delas. O povo vota e pronto, temos um presidente, mas para que serve mesmo esse presidente. Para que serve todo esse sistema legislativo, executivo e judiciário? O povo nem sabe o que é legislativo executivo e judiciário e eles nem sabem em qual ordem eles vem.
A educação é falha, mas o pobre pode estudar e conseguir um bom emprego (?). A única cultura que as crianças pobres têm são as vendidas pela TV aberta. Eu mesmo tive o meu primeiro estalo utópico assistindo a sessão da tarde, um filme chamado Para sempre Cinderela, onde em uma parte ela recita um trecho de um livro chamado Utopia de um escritor do qual eu não lembro o nome e que nem sei se é verdade, mas a mensagem é bonita.
Agora se engana quem pensa que o povo é o coitadinho dessa história, eles são os sabotadores de si mesmo, estão conformados e estagnados fadados a uma vida miserável, mas por culpa do sistema que fora montado ao longo de todos esses séculos, não tão somente por isso, pelo conformismo que os pobres exalam, por consumirem esses analgésicos, antes coliseu e agora olimpíadas. E o governo seja ele democrático ou ditador e até mesmo monárquico, sabem que não devem ensinar o povo a pescar só as doações de peixes bastam.
Educação tudo se resume a isso.Devemos ensinar que não somos obrigados a construir as pirâmides .Falar sobre isso me leva a pensar porque o povo não pensa,porque o povo não diz não ,porque os escravos que construíram as pirâmides não declinaram a essa ordem.Por que os brasileiros afetados por essa democracia não declinam a ela.Por comodismo talvez?.
Vamos mudar o mundo, mas hoje eu tenho que fazer parte do sistema mesmo que seja na base de sustentação.

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 19:16



Comentário de: Arthur

Assim como a revolução no Haiti levou a um sistema muito mais instavel e menos liberal do que a guerra de indenpendencia brasileira neh Gonçalvez?

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 20:13



Comentário de: Duda Mendes

"A sociedade está toda errada desde o princípio. Eu derrubaria tudo."

Palavras de um ditador!!!!!!!!!!!!!!!!!!

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 20:16



Comentário de: Fran

Quem criou a sociedade foi o homem. A sociedade, o mundo etc., são apenas reflexos do que podemos chamar de alma humana. O homem é justo? Quer realmente estar em posição de igualdade com todo o resto? Abdicaria do gostinho de se achar melhor ou mais previlegiado ou mais esperto do que aquele lá? De querer tudo?

Concordo com vc Alex, quando diz que tudo está errado desde a origem, realmente, mas concluir que se deve derrubar tudo e (suponho)começar de novo? Aí já é muito narcisismo né? Então uma "nova sociedade" seria uma onde todos fossem como você? Muitos genocídios já partiram de uma premissa parecida...Humano demais pra dar certo!


PermalinkPermalink 15.10.09 @ 20:19



Comentário de: Tiago Lorenzo

Eu acho tão engraçada essa tentativa de pintar Alex como um menino histérico com uma camisa do PSTU misturado com um hiponga anarquista de botequim...

(Não vou nem me estender sobre a possibilidade de o indivíduo que diz isso ser o exato mesmo estereótipo, só que virado ao avesso).

Vou postar outra "criancisse" de um "menino bobo" que precisa crescer:

"Não está ao meu alcance criar uma sociedade ideal. Contudo, está a meu alcance descrever o que, na sociedade existente, não é ideal pra nenhuma espécie de existência humana em sociedade." ----- Florestan Fernandes



PermalinkPermalink 15.10.09 @ 20:21



Comentário de: Carol · http://logica-inversa.blogspot.com/

O problema de derrubar tudo é que tem que colocar alguma coisa no lugar. E essa coisa também será criada por seres humanos.

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 20:25



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"Não entendo muito essa Curitiba tão etnicamente européia que o Marcio E. Gonçalves sempre pinta. Talvez a Curitiba de uns 20 anos atrás... Eu, nascida, criada e residente na cidade, fico um pouco intrigada sim quando vejo um favelado de olhos claros. Não é a coisa mais comum do mundo por aqui. A situação não passa batida, sabe?"

Karina, please. Va andar pelo Largo da ordem e pelo centro historico que tu encontra carroceiro e pedinte loiro sem problema nenhum.

Nao falei que eles sao unicos ou que nao ha pedintes pardos ou negros - so falei o obvio fato que nao eh incomum e nem causa surpresa ver um pobre loiro em Curitiba.

Se vc se sente surpresa aparentemente voce nao conhece muito bem sua propria cidade.

Ja fiz trabalho social nas favelas de Ctba e dei aula de Historia em colegios publicos - e eh comum sim ver pobres loiros na cidade.

Sou formado em Historia pela UFPR, um curso que possui uma composicao de alunos muito interessante: por ser um curso "mais facil" de entrar, ele possui uma quantidade de alunos de classe media baixa (ou pobre) muito maior que os outros.

E se voce analisa quem ali tem grana (como eu) e quem eh classe media baixa, normalmente aqueles com menos grana sao os que possuem sobrenomes ucranianos ou polacos. Nao os brancos e/ou pardos "ibericos" com sobrenomes tipo Goncalves, Albuquerque, etc....

Posso te apresentar uma cambada de amigos brancos loiros e/ou de olhos claros de familias de classe media baixa que foram os primeiros na familia a terem diploma.

Tudo isso eh facilmente explicado entendendo a historia da cidade: com a relocacao de escravos (sim, haviam muitos escravos em Ctba, eles so foram relocados ou vendidos p/ o Sudeste) e a seguinte migracao de poloneses, ucranianos e germanicos - esses "polacos" (termo que ja foi considerado xingo na cidade) de certa forma tomaram a posicao subalterna que ficou com os negros ou com os caboclos no resto do Brasil.

Com o tempo isso se flexionou, mas sendo o Brasil um pais cuja a mobilidade social eh tao dificil, nao surpreende os pobres loiros na cidade - e idem resto do Sul.

Eu bato nessa tecla so p/ lembrar o carioca Alex que o Brasil eh mais amplo e complexo do que seu carioquismo (e agora "multiculturalismo liberal democrata") permite ver.

Em nenhum momento estou negando racismo contra negros em Curitiba - como apontei em um outro post, exatamente por existiram brancos "branquelos" na mesma, ja tive o desprazer e problemas com racistas do tipo KKK na cidade. Infelizmente eu acho que minha cidade eh provavelmente uma das cidades mais racistas do Brasil.

Nao racista do tipo "estrutural-que-nao-faz-nada-mas-eh-fdp-pq-o-Alex-e-o-Idelber-acham-que-eh", mas o racista do tipo real e perigoso.








PermalinkPermalink 15.10.09 @ 22:38



Comentário de: Alex Castro Email

Nao racista do tipo "estrutural-que-nao-faz-nada-mas-eh-fdp-pq-o-Alex-e-o-Idelber-acham-que-eh", mas o racista do tipo real e perigoso.

hahahahaha! aemeodeos, enfiaram o idelber no meio de novo! eu sabia que o paulo tinha uma certa fixacao pelo idelber, mas até vc, marcio?

just for the record: eu nao concordo com o idelber em quase nada, nao sei o q ele acha dos posts aqui do blog, nem se ele os lê.

acho mt engracadas essas fixações de vcs. :)

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 22:46



Comentário de: lucas

JCCyC,

Não digo que quem pensa diferente de mim é infantil. Mas que quem parte do pressuposto de que "tudo está errado" é. Você pode discordar de mim em praticamente tudo e manter uma discussão adulta.

Infantil é assumir que quem discorda de você necessariamente é alguém com pouca leitura, burro e conservador até a raiz do cabelo.




PermalinkPermalink 16.10.09 @ 12:23



Comentário de: lucas

não entendo essa de "mindfucker". pra foder com alguém é preciso comunicar alguma coisa, interagir.

o alex me parece ser no máximo um "mindmasturbator"

PermalinkPermalink 16.10.09 @ 12:25




"o maior absurdo já dito nessa caixa de comentarios frequentada por gente como o golgo e o nobre!!" (Alex Castro)

Fui promovido da burrice plana aos píncaros do dadaísmo? :)

PermalinkPermalink 16.10.09 @ 22:24




"O Brasil é um país estruturalmente e intrinsicamente racista, classista, machista, paternalista e autoritário. Nossas instituições, nossas leis, nossos costumes, nosso folclore, tudo o que nós somos enquanto sociedade, colabora para perpeturar esse estado de coisas." (Alex Castro)

Depois quando eu digo que a chuva ácida de hoje não é mais de ácido sulfúrico e sim de ácido lisérgico, tem gente que acha que eu estou de sacanagem.

Primeiro que o Alex consegue inventar um conceito "racismo estrutural" e defender essa idéia com unhas e dentes sem perceber que isso é mais ou menos como dizer "movimento parado". Um oxímoro.

Segundo que o Alex consegue aplicar o termo "intrínseco" a uma série de expressões culturais de época.

Terceiro que o Alex consegue dizer que as leis que criminalizam o racismo o perpetuam, enquanto propõe uma discriminação racial na forma de cotas achando que isso vai fazer brancos que perderam vagas para negros pior preparados amá-los como irmãos em Cristo.

Tudo isso numa frase.

E eu e o Nobre que somos doidos. :)

PermalinkPermalink 16.10.09 @ 22:43



Comentário de: Arthur

Serio Golgo, se você não consegue entender que os negros formam a base da piramide social, e não tem nem ideia de por que isso acontece, você faz um otimo trabalho com malabarismos.


Cara, simples assim, olhe os dados sobre mobilidade social no Brasil.

Depois pense que os negros estão no Brasil a 100 anos, e ainda tem indicadores sociais trememdamente piores que os brancos.

Pode ter certeza que a unica conclusão possivel é que a mobilidade social é pior para os negros, independente da renda.

Amanhã eu dou uma olhada melhor nos dados, mas pelo que eu vi, é simplesmente obvio

PermalinkPermalink 17.10.09 @ 03:28




Outro Arthur:

Acho que muita gente não entende o que o Alex está dizendo com "racismo estrutural e inerente da sociedade". Deixa eu explicar:

Eu e um negro entramos em um elevador, eu com R$ 50,00 no bolso e ele com R$ 5,00. Aí chega o Alex Castro e diz que existe um "racismo estrutural" na "sociedade elevadorística" e um "racismo inerente" no elevador.

Os problemas com esta afirmação são:

1) Não existe "processo estrutural". Racismo é um processo. Logo, não existe "racismo estrutural". Essa expressão não tem sentido.

2) Não existe nenhum mecanismo discriminatório com base em raça atuando na "sociedade elevadorística". Logo, não existe racismo ali. (O fato de haver diferenças não é racismo, porque estrutura não é processo.)

3) Não existe nenhum caráter "inerente" no fato de eu ter chegado no elevador com mais dinheiro no bolso que o negro. Isso é resultado de fenômenos pertencentes ao passado histórico, não à dinâmica social atual. (Pode até ter havido racismo na origem desta diferença, mas isso não diz nada a respeito da dinâmica social da atualidade.)

Além disso, a posição favorável às cotas racistas, que o Alex várias vezes manifestou, é o suprassumo do "racismo invertido" em relação ao que ocorreu nos séculos anteriores. É tão racismo quanto, só que com o sinal trocado.

O que o Alex propõe é inserir a discriminação racial - implantar novamente o racismo no Brasil - para equilibrar as estatísticas de distribuição de riquezas entre grupos com igual distribuição de cores de pele entre os indivíduos.

O Alex não está nem aí com o fato de muita gente ser injustamente prejudicada e muita gente ser injustamente beneficiada com esta política, desde que no final haja igual distribuição de cores entre os abastados e entre os miseráveis.

E também não está nem aí com o fato de haver abastados e miseráveis, desde que não faltem abastados de pele negra nem miseráveis loirinhos.

Talvez o Alex chame isso de "justiça social", eu chamo de promover um monte de injustiças para dar uma photoshopada na aparência da sociedade sem resolver o problema maior - que é a imensa desigualdade independentemente da questão de cor.

PermalinkPermalink 17.10.09 @ 07:23



Comentário de: Alex Castro Email

Arthur,

naturalmente, pode ficar tranquilo. Quem não entendeu nada foi o Golgo. Qualquer um que leu os meus textos e leu os comentários dele já vê logo que o que eu digo e o que ele DIZ q eu digo não tem nada a ver uma coisa com a outra. :)

De fato, às vezes parece que ele tem mais má-fé que burrice, fica difícil de distinguir.

PermalinkPermalink 17.10.09 @ 07:42



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Alex,
Vc e o Golgo podem até não tar falando da mesma coisa. Mas o q ele disse aí às 07:23 tá claríssimo, nada burro e super afiado, enquanto q o q vc diz – apesar de tbm nada burro e bem afiado – não tá claro. Em parte pq vc chama alhos de bugalhos ("privilégio", "estrutura", "racismo"), mas tbm pq parece movido mais por sentimento do q por objetividade.

(Quase perguntei aqui "¿O q vc acha disso q ELE diz?", mas já não me arrisco a ouvir "não entro em debates", "não é disso q tou falando" ou mesmo "este não é o blogue do Golgo".)

Fico achando q esse papo de "racismo estrutural" é apenas uma maneira q vc achou pra falar da coisa sem realmente se posicionar perante os indivíduos, de pairar por cima do assunto sem realmente entrar nele, não querendo se envolver diretamente com o assunto pq envolver-se significaria falar de casos específicos de racismo, e de fato ACUSAR indivíduos de racismo, e dar-se ao trabalho de provar. No fundo, vc sabe q essa tintura acadêmica não vai solucionar nada, nem ajudar; e muito menos a tintura moralista. O q realmente ajudaria seria falar da casos específicos contemporâneos, citar nomes, mostrar ONDE está o racismo, argumentar e advogar caso a caso, usá-los como exemplos a não seguir.

De resto, nada do q vc ou outros comentaristas aqui disseram até agora me convenceu de q minha própria análise da coisa esgotou o assunto:

http://drplausivel.blogspot.com/2008/04/o-racismo-entre-aspas.html

Assim como ainda há racismo contra o negro, ainda há por exemplo, anti-semitismo. Até 1600, havia guetos na Europa q os cristãos à noite trancavam a chave e policiavam. Os judeus eram proibidos de exercer profissões. Veja onde tão agora. Não foram os cristãos q deixaram de ser anti-semitas (ouça uma missa de vez em qdo), foram os próprios judeus q disseram "¿Quer saber duma coisa? Vão os cristãos à puta q os pariu. EU vou cuidar de mim mesmo."

PermalinkPermalink 17.10.09 @ 10:30



Comentário de: Alex Castro Email

teste

PermalinkPermalink 17.10.09 @ 10:48



Comentário de: Alex Castro Email

plausivel,

eu nao dialogo com o golgo pq ele ou é mt burro, ou está de má-fé, ou ambos, e eu sinceramente não tenho interesse em saber qual.

estou há mais de um ano falando de racismo, dando muitos exemplos, citando muitas fontes. se vc ainda nao conseguiu entender o q estou falando, entao só posso lamentar.

como ultima tentativa, sugiro que vc dê uma busca no google por

"institutional racism"

q vc vai ver como outros autores trataram o assunto, pode ser que te clarifique as coisas.

PermalinkPermalink 17.10.09 @ 10:52



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Alex,
Já faz tempo q pesquisei isso. Foi lá q vi q o termo foi criado por Stokely Carmichael, ou criado a partir do q ele disse. Embora até dê pra entender o q vc entende por racismo ESTRUTURAL no Brasil, é impossível aplicar o termo racismo INSTITUCIONAL ao caso do Brasil. ¿Onde no Brasil vc já viu ISTO?:

"The existence of institutional systemic policies and practices meant to place non-white racial and ethnic groups at a disadvantage in relation to the institution’s white members. Restrictive housing contracts and bank lending policies are effective forms of institutional racism."

PermalinkPermalink 17.10.09 @ 11:55



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Alex,
Acho vc usa "estrutural" por abranger mais do q "institucional", e daí vem o perigo de gororobar o estudo do problema no Brasil. Acho tbm q vc quis abranger tanta coisa q, ao pensar em soluções, só viu o "derrubar tudo". Não, não precisa derrubar tudo. A sociedade é uma coisa orgânica, tudo leva tempo. Embora o racismo nunca deixe de existir, é possível ao negro, com seu próprio esforço e valor, se igualar ao europeu. Como eu disse prà Alessandra lá em meu blogue: "(a superação do racismo) tem q vir (dos próprios negros): não pode ser outorgado protetoramente por quem igualmente poderia humilhá-los: isso só adicionaria aos brancos a virtude da magnanimidade, e não adicionaria nenhuma virtude aos hoje discriminados."

(Aliás, várias de minhas melhores respostas foram aos ótimos questionamentos da Alessandra...)

PermalinkPermalink 17.10.09 @ 12:14



Comentário de: Arthur

Plausivel, o que o Golgo ta falando é que a unica coisa que faz os negros serem o grupo mais pobre é eles terem começado mais pobres. Nem você concorda com isso.

Eu acho que essa obsessão pelo racismo do individuo é contraproducente. Caçar cada uma das pessoas racistas do Brasil é um trabalho do cão. Você tem que pensar em como as coisas funcionam em um ambito maior.


E achei um artigo sobre classe social, raça, e mobilidade social.

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0011-52582006000400006&script=sci_arttext

PermalinkPermalink 17.10.09 @ 12:15




Arthur,
Na verdade, minha opinião é muito parecida com a do Golgo. Veja o linque.

E qdo digo q é preciso "falar da casos específicos contemporâneos, citar nomes, mostrar ONDE está o racismo" &c, não é um caça às bruxas, mas pra citar com exemplo, pra colocá-los na berlinda; inclusive pra q sejam questionados: muitas denúncias de racismo são ou pró-denúncias ou fruto de paranóias e/ou práticas de "quem-não-chora-não-mama". É preciso especificar e distinguir as coisas, não abranger e gororobar.

PermalinkPermalink 17.10.09 @ 12:33



Comentário de: Arthur

Eu vi o link plausivel.
Você diz que o problema é que o negro não se sente herdeiro da civilização.
O Golgo diz pela metafora do elevador que o problema é que o negro começou com menos dinheiro.

Pra mim isso parece extremamente diferente.

Mas você ta certo Plausivel, acho que é importante especificar exatamente quais praticas sociais perpetuam a desigualdade racial no Brasil.

PermalinkPermalink 17.10.09 @ 12:56




Arthur,
Observe como o artigo q vc citou tá gororobando as coisas sem nem perceber.

O autor crê q mobilidade social é conseqüência direta de "oportunidades"

Daí, tira q "a principal questão [é] de definir se as desigualdades de oportunidade são determinadas por preconceito de classe ou de raça", ie, OU as desigualdades vêm do preconceito de classe OU vêm do preconceito de raça.

O autor nunca questiona as próprias BASES de seu questionamento:

• Ele crê q as "desigualdades de oportunidade" resultam de preconceitos, q algum ou qqer preconceito tem um papel aí. Pra ele isso é um dado, é um pré-conceito; o autor é vítima de preconceitismo: a crença não só de q o preconceito é o dado mais importante na análise de um problema, mas tbm q o preconceito q vc ataca é mais importante e indigno q os demais. Consigo pensar em várias outras possíveis e prováveis causas prà pouca mobilidade social dos negros.

• Pior, ele crê q basta haver "oportunidades" pra q a mobilidade social surja como numa reação química ou numa equação matemática. Esse é o típico raciocínio de quem acha q a pobreza "é causada" por fatores sócio-econômicos. Dependendo do grupo social, vc pode inundá-lo de "oportunidades" e ele não sai do lugar. As coisas não acontecem pq há "oportunidades": elas acontecem pq há iniciativas; e (geralmente) o grupo q toma a dianteira *É* o grupo q todos os outros querem emular. A questão é: ¿de onde vêm as iniciativas? ¿por que elas aparecem mais em certos grupos do q em outros? Não tem absolutamente NADA a ver com "oportunidades". Se a humanidade esperasse por "oportunidades" ainda taríamos morando em cavernas: as cavernas não são mais do q isso: "oportunidades".

PermalinkPermalink 17.10.09 @ 13:15



Comentário de: Arthur

Independende do que ele cre, se a matematica dele estiver certa brancos (profissionais, administradores e pequenos empregadores; e trabalhadores de rotina, técnicos e autônomos) tem mais chance de ficar nessa classe ao invez de ir pra (trabalhadores rurais, trabalhadores manuais urbanos e pequenos empregadores rurais) do que negros.

Isso é uma forte evidencia de que os negros são mais sujeitos a mobilidade social descendente.

E mesmo estando na mesma classe que um branco tem menos chances que ele de completar o ensino universitario.

E mesmo com o ensino universitario completo, brancos tem 3 vezes mais chances de ascender socialmente do que negros.

Exatamente esse é o problema.

PermalinkPermalink 17.10.09 @ 14:18



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Arthur,
Claro. Mas a questão é ¿por que isso acontece? Atribuir os problemas de um grupo unicamente a causas exógenas a esse grupo, com soluções tbm exógenas, é uma receita pro fracasso. Pra mim, o fracasso não seria criar um rebote (tal como temem os alarmistas); seria apenas não resolver o problema. O mundo rico não pára: não vai ficar esperando o mundo pobre – e isso é uma descrição, não uma prescrição; pra se desenvolver, qqer grupo precisa encarar a realidade como ela é, e agir. Ficar à espera de "oportunidades" ou, pior, ficar reivindicando "oportunidades" corre o risco de virar meio-de-vida.

PermalinkPermalink 17.10.09 @ 16:20



Comentário de: Marcus

Caralho, ninguém sabe o que é uma estrutura nessa porra de caixa de comentários? Nunca vi comentários tão ridículos nesse blog. E essa da Revolução Francesa? Meu deus...

PermalinkPermalink 17.10.09 @ 18:54



Comentário de: Dênis Corrêa · http://ttecnocaos.blogspot.com/

Esclarecimento para o comentário de Golgo:

1. Oxímoro é uma figura de linguagem, perfeitamente racional e utilizada há milênios.

2. "Racismo estrutural" não é um oxímoro. "cotas includentes" seria um, mas não seria algo errado, pelo contrário, é uma expressão riquíssima com vários níveis de interpretação.

PermalinkPermalink 18.10.09 @ 01:57



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Marcus,
Ih, acho q é vc q tá viajando na maionese. Ou tá só pentelhando.

Dênis,
Realmente oximoro é uma figura de linguagem utilizada há milênios; mas não é "perfeitamente racional". O oximoro é usado em poesia e retórica; mas não é pra ser levado a sério em discussões objetivas.

PermalinkPermalink 18.10.09 @ 01:20



Comentário de: Dênis Corrêa · http://ttecnocaos.blogspot.com/

Dr. Plausível,

eu li a sua análise do tema, e me parece que:

1. ela sofre de um problema sério quando vc tenta desnaturalizar o racismo, afirmando que se a cultura ocidental fosse negra e o continente atrasado fosse branco o problema estaria invertido. Sim, estaria, e daí? Seria racismo igual. A sua explicação falsamente histórica do racismo ignora o etnocentrismo de toda etnia, digo, o próprio racista não precisa crer na inferioridade natural do outro, basta que ele ache o outro inferior, e o identifique pela cor.

No mundo antigo não existia racismo (não como o nosso), embora existisse uma porção de outras coisas ruins. Heróis gregos tinham como alcunha "o Negro". Generais romanos tinham como alcunha "o Africano". E nenhum país negro africano tinha proeminência cultural e política nessa época. Dessa forma, existe alguma coisa no nosso organismo-sociedade que gera essa má imagem do negro e da África, e essa coisa foi causada pelos motivos que tu apontastes: subdesenvolvimento histórico da África em relação (e em decorrência) do desenvolvimento europeu, mas isso não anula o problema.

2. Mas, no fundo, o seu raciocínio apenas afirma a posição de Alex. Se é preciso que os negros "cresçam e apareçam" para que o racismo gradualmente diminua, é preciso combater os "hábitos" ou "costumes" (já pedi pro Alex deixar de lado o "estrutural", mas que seja) que fazem com que o negro se auto-inferiorize, e que os brancos racistas inferiozem os negros. É isso que Alex propõe, uma reeducação que trate desse problema histórico que tu só desenvolvestes.

Punição é uma forma de educar válida (caça às bruxas), mas o melhor jeito ainda é o trato sincero e generoso com o problema, que previne o crime.

PermalinkPermalink 18.10.09 @ 01:21



Comentário de: Dênis Corrêa · http://ttecnocaos.blogspot.com/

retórica não é sério? Essa discussão é "objetiva"?

Não discutimos objetivos aqui, apenas subjetivos.

Um cientista pode muito bem utilizar um oxímoro na medida em que só essa figura pode alcançar a significação por ele desejada.

Exemplo? "antagonismos complementares", Edgar Morin.

PermalinkPermalink 18.10.09 @ 01:27



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Dênis,
Interessante, teu comentário sobre minha análise lá em meu blogue. Só não entendi o q vc quis dizer com "desnaturalizar". Noto só duas coisas:
• O racista não necessariamente parte da crença de q a outra raça é inferior. Na base, o racismo é um tipo de xenofobia, de territorialismo. O racismo antigo – q vc parece não considerar racismo – tinha um viés mais geográfico do q racial, naturalmente, pq havia menos mobilidade e contato entre etnias. Note q a formulação moderna de racismo surgiu apenas depois q a mobilidade se firmou globalmente.
• O texto q vc comentou é de abril do ano passado. De lá pra cá, o Alex claramente tem depurado suas opiniões e não creio q eu tenha influenciado pouco nessa depuração, embora ele ainda pareça insistir q a iniciativa tem q vir de cima pra baixo. O q eu digo é apenas "melhor esperar sentado".

---

Vc parece ter uma idéia ligeiramente impecisa do q é um oximoro. "Cotas includentes" não é um oximoro, e "antagonismos complementares" parece mas não é. Oximoros são coisas como:
-círculo quadrado
-corrida imóvel
-estrondoso silêncio

Ou seja, o oximoro tem duas idéias opostas q juntas não significam nada, e portanto só pode ser entendido como metáfora.

Esta discussão é sim objetiva pois aqui tá se falando basicamente de dinheiro, q parece ter se tornado a medida de tudo. E com dinheiro não se brinca.

PermalinkPermalink 18.10.09 @ 11:09



Comentário de: Denis Correa · http://ttecnocaos.blogspot.com/

Dr.

Com "desnaturalizar" eu só estava tentando dizer que o seu raciocínio tenta dissolver o entendimento do racismo no caso brasileiro utilizando equações do tipo "e se o branco fosse preto". Talvez o que você faça mesmo é uma equação, uma lei geral dos atritos entre etnias, fazendo delas produtos do acaso histórico (porém há sempre boa dose de opção na história, o passado apenas fornece os limites das escolhas a serem feitas).

Mas, nem a história e nem a biologia funcionam conforme leis precisas. O problema dos EUA com os latinos, dos europeus com africanos e islâmicos e do Brasil com os brasileiros descendentes de africanos não são diferentes etapas de um mesmo processo histórico, que podem ser quantificados numa equação. E mesmo que o fossem, não significa que a solução seja a mesma pra todos os casos.

Quanto ao oxímoros... Talvez meus exemplos fujam demais da descrição dos dicionários, porém pra mim a ciência é antes de tudo uma forma específica de linguagem, e como tal está sujeito a todas as suas figuras.
Mas tenho certeza que você entende que "racismo estrutural" não é um oxímoro, e que um oxímoro não é um erro. Só não consigo achar plausível essa sua exclusão de oxímoros de discussões "objetivas" (=texto num blog), mas enfim...

PermalinkPermalink 18.10.09 @ 20:18



Comentário de: aiaiai

Ahhhh, agora eu entendi o link do site que fala de quem não sabe usar aspas
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

PermalinkPermalink 18.10.09 @ 21:24



Comentário de: Pedro Melcop

mas NÃO pode.

PermalinkPermalink 06.11.09 @ 16:48



Comentário de: Francisco Boni Neto · http://asd.com

Tudo isso é papo petista lulo-comunista-fascista-satanista. Não existe racismo no Brasil, Ali Kamel provou isso. Se existisse racismo no Brasil, você acha que negros apareceriam na TV? Esse papo de racismo é coisa de esquerdista/socialista que tem preguiça de trabalhar e se esforçar VERDADEIRAMENTE pra alcançar um lugar na vida. Nessa doença mental que é o esquerdismo, esses socialistas transformam os pobres em meros vagabundos relaxados que não recebem nenhuma pena pela sua vagabundagem e, portanto, continuam sendo vagabundos!





TO BRINCANDO HEHEHEHE. Apenas trollei:

"Without a winking smiley or other blatant display of humor, it is impossible to create a parody of Fundamentalism that SOMEONE won't mistake for the real thing".


Como é fácil pensar como um pia de prédio classe média criado pela vó :(

PermalinkPermalink 21.10.10 @ 16:11



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