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Uma Gota de Sangue - História do Pensamento Racial, de Demétrio Magnoli

Gota de Sangue, Uma: História do Pensamento RacialMuito, muito medo dessa entrevista de Demétrio Magnoli ao Programa Milênio, da GloboNews, promovendo seu novo livro Uma Gota de Sangue: História do Pensamento Racial.

Ele se diz sociólogo mas, de ouvi-lo falar, o homem não parece ter cursado nem Sociologia I. Eu quase diria que ele dá um verniz acadêmico a muitos dos mais comuns preconceitos raciais brasileiros, mas ele não soa nada acadêmico. Em termos de raciocínio e discurso, ele é muito, muito pior do que o Ali Kamel - tem apenas menos poder. Chegou a me dar calafrios de nojo em alguns momentos.

* * *

Palmas para a repórter Elizabeth Carvalho que, ao mesmo tempo em que cumpriu seu papel de entrevistadora e deixou o homem falou, também fez questão de marcar suas posições e fazer as perguntas difíceis: quando leu o trecho do discurso do Presidente americano Lyndon Johnson, eu quase quis aplaudir.

Abaixo, os meus trechos preferidos do discurso "To Fulfill These Rights", de Johnson:Racismo LLL

Mas liberdade não é o bastante. Você não limpa as cicatrizes de séculos dizendo: ‘Agora você está livre para ir a onde quiser, fazer o que deseja e escolher os líderes que achar melhor’.

Você não transforma um homem que por anos ficou acorrentado, libertando-o, e levando-o ao início da linha de corrida, dizendo: ‘Você está livre para competir com todos os outros’, e ainda assim realmente acreditar que você está sendo completamente justo.

Assim, isto não é o suficiente para abrir os portões da oportunidade. Todos os nossos cidadãos devem ter a capacidade de atravessar estes portões.

* * *

Freedom is not enough. You do not wipe away the scars of centuries by saying: Now you are free to go where you want, and do as you desire, and choose the leaders you please.

You do not take a person who, for years, has been hobbled by chains and liberate him, bring him up to the starting line of a race and then say, "you are free to compete with all the others," and still justly believe that you have been completely fair.

Thus it is not enough just to open the gates of opportunity. All our citizens must have the ability to walk through those gates. ...

Much of the Negro community is buried under a blanket of history and circumstance. It is not a lasting solution to lift just one corner of that blanket. We must stand on all sides and we must raise the entire cover if we are to liberate our fellow citizens.

Sobre o discurso "To Fulfill These Rights"

- Texto completo
- Gravação original em formato real audio
- Meu post: Livre Concorrência e Ação Afirmativa Racismo LLL

* * *

Sobre Demétrio Magnoli

- Outros livros de Demétrio Magnoli
- A polêmica entre Demétrio Magnoli e Kabengele Munanga

* * *

Veja todos os posts sobre Raça do LLL e acompanhe a conversa, assinando o RSS dos comentários. Para divulgar toda a série, use esse link ou o botão ao lado.

Gota de Sangue, Uma: História do Pensamento Racial

 

08.10.09


Categorias: Política, Livros, Raça

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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: João Ricardo · http://classemediawayoflife.blogspot.com

Como ousa praticar a blasfêmia de traduzir um texto do inglês pro português? O que está acontecendo? Já já cotistas de federais vão passar a frequentar o blog desse jeito. Por favor!

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 14:01



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Mas liberdade não é o bastante. Você não limpa as cicatrizes de séculos dizendo: ‘Agora você está livre para ir a onde quiser, fazer o que deseja e escolher os líderes que achar melhor’.

Oh, Alex, é claro que não é o bastante. Mas é alguma coisa, não? Ficou muito melhor do que antes. É o melhor que se podia fazer. 600 mil brancos morreram por isso.

Você não transforma um homem que por anos ficou acorrentado, libertando-o, e levando-o ao início da linha de corrida, dizendo: ‘Você está livre para competir com todos os outros’, e ainda assim realmente acreditar que você está sendo completamente justo.

Claro que ele não tem tantas chances de sr Bill Gates quanto um menino branco que estudou em Yale. Mas por que ele precisa ser um Bill Gates? Ter um empreguinho que permita dar uma educação decente para os filhos (e eu até admito uma ajudazinha do Estado em casos extremos), isso deveria bastar, não? Veja, nem eu nem ninguém nega que a situação é injusta. Só não vejo necessidade de ser "completamente justo".

Assim, isto não é o suficiente para abrir os portões da oportunidade. Todos os nossos cidadãos devem ter a capacidade de atravessar estes portões. Uma utopia, Alex. Uma utopia. Em qualquer país do mundo. Capacidade igual, isso é impossível. Mas é possível garantir que todos tenham seus direitos respeitados, na maioria dos casos. Sem favoreecer a ninguém, nem mesmo os que antes tinham sido desfavorecidos. Garantindo direitos a todos, a longo prazo todos podem ter capacidade aproximada, ainda que não igual.

Isso funcionou com os brancos. Pode funcionar com os negros também.

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 14:19



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Mas eu sou a favor das cotas nas universidades públicas. As cotas raciais irão desmoralizar a universidade pública. E para o Brasil começa a dar certo é preciso acabar com a universidade pública. A universidade pública é a saúva moderna: ou o Brasíl acaba com a universidade pública ou a universidade pública acaba com o Brasil. Temos que acabar com essas saúvas. E as cotas raciais serão nosso tamanduá! Vamos defender as cotas, Alex, eu te apoio nessa!

Por que acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 14:22



Comentário de: Manuel Carreiro · http://manuelcarreiro.com

Aqui no Canadá, o Magnoli seria alvo de gozação.

Dizer que os indígenas "escolhem" uma identidade numa "prateleira" moderna de identidades (pseudo-acadêmicos amam prateleiras e constelações), e ainda dizer que isso é uma "narrativa política" é, no mínimo para rir.

Aqui há uma cultura de respeito e preservação dos direitos dos "Aboriginal people" que já dura décadas. Ninguém vê isso como uma mera "narrativa política".


PermalinkPermalink 08.10.09 @ 14:39



Comentário de: Manuel Carreiro · http://manuelcarreiro.com

Bom, como não poderia deixar de ser, conversei com três pessoas aqui, e uma é contra os direitos dos aborígenes canadenses.

Bem, aqui pelo menos a coisa está um pouco mais enraizada na cultura, porque começou pra valer com o Canadian act de 1982.

Tão enraizada, que a garota disse que era contra, mas teve vergonha de ir muito adiante - "I don't wanna go there", se policiou. Coitada, ela não deve ter um LLL que a deixa falar o que pensa.

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 14:46



Comentário de: Manuel Carreiro · http://manuelcarreiro.com

putz... juro que parei por aqui.

nunca ouvi tanta besteira sobre o nazismo como o que o Magnoli diz...

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 15:00




Ele disse “Ninguém dizia que negro devia ser escravo por ser negro”? Ele realmente disse isso? E “não existe uma vergonha de ser preto”? E de novo é aquela conclusão absurda de, que se não existem raças, tampouco existe racismo. Quer dizer, só racismo reverso que oprime e discrimina o pobre homem branco, tadinho!
Pra mim o Magnólio (e tantos outros) me faz pensar no dilema Tostines: eles têm destaque na mídia porque repetem o lugar comum que a classe média quer acreditar ou a classe média acredita nesse lugar comum porque tem tanta gente como o Magnólio na mídia?

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 15:07



Comentário de: Arthur

É isso ai Jorge Nobre, pro garoto negro ter um empreguinho devia bastar

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 16:04



Comentário de: Henrique Cartaxo · http://multimidiacartaxo.blogspot.com

Esse aqui também tá legal, ó, e mais violento:

http://www.youtube.com/watch?v=L0FFn8ZXXQ4&feature=player_embedded

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 17:29



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

“Mas liberdade não é o bastante. Você não limpa as cicatrizes de séculos dizendo: ‘Agora você está livre para ir a onde quiser fazer o que deseja e escolher os líderes que achar melhor”.
E não mesmo, libertar um povo cativo, sem lhe dar subsídios equivale a não fazer nada. Então o que fazer? Como reparar o dano causado? Por cotas em universidade publica, talvez, porque não tentar?
Agora, a solução seria melhorar toda a base da educação publica começar não da faculdade e sim do ensino fundamental e médio. Os alunos negros e pobres não precisam de bolsa de estudos por serem negros ou por serem pobres ,eles precisam de bolsas por não terem recebido uma educação de qualidade.O Problema não é a cor da pele e tampouco o que se convencionou chamar de racismo estrutural.O problema é a educação falha,o problema é o sistema que lucra com a pobreza .
Do que adianta uma pessoa poder ir onde quiser,quando ela não sabe aonde quer ir,do que adianta a pessoa escolher os lideres que achar melhor, quando não tem nenhum líder melhor.

“Você não transforma um homem que por anos ficou acorrentado, libertando-o, e levando-o ao início da linha de corrida, dizendo: ‘Você está livre para competir com todos os outros’, e ainda assim realmente acreditar que você está sendo completamente justo.”

Fico imaginando o liberto, no inicio da linha de corrida, mas de pés no chão, enquanto seus concorrentes usam tênis próprios para corrida. É obvio que ele não irá vencer, o que propor então, que todos fiquem de pés no chão ou dar um tênis de corrida ao liberto. E mesmo se der um tênis a ele, isso não irá pesar ao invés de ajudar,pois ele não tem costume de usar essas coisas,isso demanda tempo, ele se adaptará mais não hoje não agora,ele vai ter que abandonar a corrida,antes mesmo de tentar.Os outros não podem esperar ele se adaptar, o mundo não para ,e agora? Supletivo, supletivo (rs´s)
Ele vai ter que fazer treinamentos intensivos, isso é justo? Não, definitivamente não é. Isso é apenas o que podemos fazer, ainda não temos uma maquina do tempo, não tem como voltar atrás, temos como mudar o futuro, e aí? É pegar ou largar?

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 17:38



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"Dizer que os indígenas "escolhem" uma identidade numa "prateleira" moderna de identidades (pseudo-acadêmicos amam prateleiras e constelações), e ainda dizer que isso é uma "narrativa política" é, no mínimo para rir."

Nao eh nao. Eh um fato obvio. isso se chama "Identity Politics".

Dado a meu background mistureba, eu mesmo aqui nos EUA posso escolher algumas na pratileira para mim: posso ser "latino", posso ser "brazilian" (que nem sempre eh a mesma coisa, principalmente para o governo Federal), posso fazer parte do movimento crescente dos "mixed race". Posso, clamando meu avo negao, ser afro-brazilian apesar de branquelo. "Hispanic" pelo meu outro vo, imigrante de Granada. "Native brazilian" pelo lado da minha vo, cabocla do interior. Ou, enfim, um boring white pelo lado Portuga da familia.

Escolho nao ser nada, sou so o Marcio e nao me encham.

O Demetrio esta certissimo quando diz que todas essas classificacoes sao politicas. As pessoas se juntam em grupinhos ou por inercia ou por conveniencia.

O que explica pq aqui o Obama se ve como "negro", o Tiger Woods como "caublinasian" (caucasian+black+asian) enquanto o Slash (sim, o do Guns'n'Roses) da de ombros e eh ele mesmo (tanto que 99% das pessoas nao sabem que ele eh mulato).

Eh simplesmente patetico e triste ver brasileiros importando esse conceito tosco de multiculturalismo norte-americano ao mesmo tempo que desdenham o conceito de nacao mestica brasileira.

A Democracia Racial brasileira eh uma farsa? Sim, em muitos sentidos eh, principalmente ao que tange ao negros (os negros mesmo, nao os pardos). Mas nao ao que tange a integracao de outras racas no pais, onde a situacao vai muito bem obrigado e muito antes de pensarem em se falar de multiculturalismo no Canada, Londres ou SF. Pequeno fato que eh ignorado nessa questao - falasse apenas do que esta errado, mas ignorasse os pontos positivos da experiencia brasileira.

E todo mito nacional tem um pouco de farsa mas isso nao tira seu valor em si. So pq existem pobres nos EUA isso nao invalida (nem transforma em um objetivo ruim) o American Dream. Eh possivel sim, mais do que em outros paises, ficar rico sendo empreendedor aqui.

O mesmo com a imperfeita "Democracia Racial" brasileira. Ela nao eh o que deveria ser? Ok, vamos melhorar.

Mas nao importar um conceito ridiculo como o multiculturalismo do Canada ou aqui de San Francisco, que nao passa de uma forma muito educadinha e limpinha da velha ideia racista de "separate but equal".

Eh exatamente a mesma merda, apenas um pouco mais sofisticada e com um marketing mais apurado.





PermalinkPermalink 08.10.09 @ 22:20



Comentário de: Iara · http://foifeitopraisso.blogspot.com/

"Mas por que ele precisa ser um Bill Gates? Ter um empreguinho que permita dar uma educação decente para os filhos (e eu até admito uma ajudazinha do Estado em casos extremos), isso deveria bastar, não? Veja, nem eu nem ninguém nega que a situação é injusta. Só não vejo necessidade de ser "completamente justo"."

Tipo, se as pessoas tem coragem de dizer o que o Magnoli diz, eu não deveria me espantar com o racismo desse Jorge Nobre, assim, demarcando território, impondo limites pro outro. Mas me espanto e fico pensando se o cara não fica corado enquanto escreve. Quase 30 anos de idade e sou de uma igenuidade...

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 22:22



Comentário de: Te

O pior é o pessoal dando autoridade a ele apresentando-o como professor da USP. Sendo que ele se estranha até com os colegas da universidade:

http://www.idelberavelar.com/archives/2009/07/resposta_de_kabenguele_munanga_a_demetrio_magnoli.php

E pelo que diz o texto, ele é geógrafo, não sociólogo.

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 22:51



Comentário de: Marcio E. Goncalves

O Demetrio fala um ou dois absurdos (Obama nao se classifica como negro? Ta louco).

Mas em geral mandou muito bem. Especialmente no que tange alguns lugares comuns da esquerdinha multiculturalista, linha de pensamento que o Alex expoe aqui.

Por exemplo:

1) A ideia de que quem se classifica como "pardo" esta negando sua "negritude". Aqui e sta uma contradicao gigantesca e absurda desse pessoal e eles nao ficam nem vermelhos em falar tal coisa.

Por um lado defendem raca e etnia como identidade pessoal, mas por outro lado negam o direito de um individuo criar sua propria identidade.

Cria-se uma hierarquia de identidades, onde somente valem mesmo as identidades criadas coletivamente e pelo estado de preferencia (a criacao do termo "hispanico" no governo Nixon eh um bom exemplo dessa criacao estatal).

Oras, ao se dizer que o termo "negro" eh mais valido do que o termo "marrom bombom" vc tira o direito da pessoa se autodefinir. E tb ignora o fato que por mais engracado que o termo seja (assim como outros: cor de cuia, marronzinho, etc...), ele eh mais preciso do que apenas "negro" ou mesmo "pardo" - eh um termo que leva em conta os diversos nuances de uma nacao mestica.

2) Tambem ele toca no mito mor, a abobrinha fundamental, repetida pela jornalista e ja exposta aqui nesse blog pelo Alex. A nocao absurda de que seria melhor se a gente tivesse tido KKK, Jim Crow, One Drop Rule e Segregacao no Brasil pq dai "seria mais facil combater" o racismo.

Sim, seria mais facil criar uma divisao clara e criar um ambiente de "identity politics" para macaquear politicas norte-americanas.

Ja que nao tivemos isso no Brasil, teremos o trabalho imenso de pensar nossa realidade degrade por ela mesma ao inves de repetir o mundo p&b deles.

Aparentemente essa dificuldade academica eh razao suficiente para se lamentar a falta de leis racistas em nosso passado historico.

Patetico.






PermalinkPermalink 08.10.09 @ 22:57



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Alex,
O Magnoli fala umas inanidades ali, mas tbm dá várias bolas dentro. Vc não diz quais são tuas objeções especificamente. ¿Vai dizer? Pq elas não são óbvias...

Achei engraçadamente político o discurso do LBJ. Qdo fala do passado, é todo específico e detalhado; qdo fala do presente, puxa a sardinha pra seu lado; qdo fala do futuro, do q é especificamente necessário fazer, fala em metáforas grandiosas.

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 23:09



Comentário de: Carol · http://logica-inversa.blogspot.com/

Hum.

Eu ganhei o livro de aniversário de um amigo e estou na página 243. O livro tem quase 400, ou seja, acho que já li o bastante para comentar.

Até agora, o autor falou bastante de ventos históricos. Ele comenta o "darwinismo social" (obviamente, criticando-o), fala das diferenças de racismos que consideram a "cor da pele" e de racismos que enxergam "culturas". Fala de indígenas, de negros, de decisões da suprema corte americana em relação ao tema.

Na verdade, até pelo que eu conheço do Magnoli, ele mostrou-se muito menos um "comentarista" que um "historiador" no livro.

A parte em que eu estou é bem interessante e trata do pan africanismo, que ele vê de forma negativa e expõe argumentos bastantes plausíveis contra essa coisa (que muita gente ainda acredita) da África ser uma espécie de "unidade".

Não estou achando ruim não, apesar de ser um pouco cansativo no sentido de ser muito detalhista (em relação a nomes e autores de diferentes posições), o que, para uma leitora como eu, que não tem tanto interesse acadêmico no tema, parece um pouco irrelevante.

Mas é um Magnoli diferente do comentarista do Estadão, o que até me impressionou.

Mais alguém chegou a LER o ue ele escreveu?

Abs.

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 23:16



Comentário de: Alex Castro Email

plausivel e outros,

eu acho que o magnoli não só não dá nenhuma bola dentro, como é completamente alucinado e deslocado da realidade na maioria dos pontos. Ao contrario, por exemplo, do Kamel, de quem discordo mas é sempre lógico e racional.

mas o Magnoli, pra mim, está no nivel do comentario classico que fizeram aqui, de que a policia parar mais preto nao é racismo pq preto tende a ser mais pobres e os pobres tendem mais a ser bandidos. tem certas coisas q nao respondem. e eu com certeza nao me rebaixaria a bater boca com o Magnoli, ou mesmo a explicar pra um terceiro pq ele é alucinado.

achei engracado pq a camila chegou aqui em casa no fim de semana, passei o video pra ela, e ela comecou a coçar a cabeça, e disse, alex, esse homem nao faz NENHUM sentido, é assim mesmo ou sou eu que sou burrinha?, e eu falei, não, é assim mesmo, o louco é ele...

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 23:19



Comentário de: Carol · http://logica-inversa.blogspot.com/

Interessante é a passagem na qual ele compara as obras de Freyre e Florestan Fernandes (e consequentemente, de seu - salvo engano - antigo orientando FHC). Achei muito pertinente.

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 23:20



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Alex,
"eu com certeza não me rebaixaria ... a explicar pra um terceiro por que ele é alucinado"

Acho q vou até ali reler os termos de uso do LLL e já volto.

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 23:28



Comentário de: Alex Castro Email

carol,

eu até escrevi pra editora e pedi pra ver o livro, mas esse, só de graça.

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 23:34



Comentário de: Alex Castro Email

vou só dizer qual foi a pior da entrevista. várias e várias vezes ele diz que raças não existem biologicamente e diz (em tom de quem descarta o assunto) que são 'apenas' criação política, q são um discurso político.

oras, se raças existissem biologicamente, elas seriam problemas dos biólogos. justamente pq nao existem biologicamente, justamente por serem um discurso político, é que pertencem ao campo de estudo da Sociologia, caraio.

o cara fala que raça nao é biologico, é político, como se algo ser político fizesse dele menos real, menos palpável. como é que um cara desses pode se dizer sociólogo?

enfim, vai daí pra baixo.

sobre isso, eu já escrevi aqui:
http://www.interney.net/blogs/lll/2009/01/27/existe_isso_de_raca/

PermalinkPermalink 08.10.09 @ 23:41



Comentário de: Carol · http://logica-inversa.blogspot.com/

Alex... pedindo para a editora, achando num share da vida ou lendo trechos na net: eu sempre acho bom ler argumentos de quem a gente discorda.

Não que eu esteja discordando da argumentação do Magnoli no livro (até porque meus conhecimentos sobre história das raças não me permite discordar de nada ainda, no máximo absorver o que ele explica até agoa como histórico), mas adoro ler quem escreve coisas que acho absurdas. E às vezes percebo que na verdade, deixam de me soar tão absurdas assim.

Se você não morasse tão longe, eu te emprestava.

Abs.

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 00:31



Comentário de: Alex Castro Email

carol,

pra quem já lê, a trabalho, quase um livro por dia e nao tem tempo de ler nada q queira, nao. ainda mais se o livro for de alguem q vc nao respeita.

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 00:41



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Alex,
Entendo bem diferente o q ele diz a esse respeito. Pra mim, ele tá dizendo q não existem raças no sentido de três ou quatro únicos compartimentos estanques, ou seja, tá dizendo q cada pessoa é um indivíduo único numa imensa teia de micro-incrementos de diferença. Daí q as pessoas estão semanticamente à mercê dessas três ou quatro definições estanques, de se verem politicamente coagidas a escolher uma das três ou quatro "identidades disponíveis numa prateleira", impersonando interesses genéricos travestidos de ideários políticos singulares. Isso pode talvez ser interpretado como preciosismo, mas não como besteirol alucinado.

Achei legal a sacada de q usar a palavra "pardo" pode significar a recusa de se auto-definir como pertencente a uma "raça". "Pardo" não é raça, é só cor, método de identificação visual.

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 01:28



Comentário de: Demérito Manhento

Se eu gostasse de cu de homem, se eu fosse um negão de pau grande, eu arrombaria o cu do Jorge Nobre (por que "nobre"?), não antes de besuntar meu pau com betume e areia.

Ele não parece estar implorando por sevícias semelhantes?

Tem gente que gosta... Fazer o que?

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 04:00



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"Achei legal a sacada de q usar a palavra "pardo" pode significar a recusa de se auto-definir como pertencente a uma "raça". "Pardo" não é raça, é só cor, método de identificação visual."

Isso eh um fato - eu e meu irmao sempre nos classificamos como "pardos" apesar de sermso tratados como "brancos" exatamente por isso.

Curioso que tem gente que acha que pardo significa "marrom" (vivem traduzindo p/ ingles como brown) mas na verdade significa cinza.

Ou seja, eh a perfeita oposicao ao "Preto e Branco"

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 04:24



Comentário de: Demérito Manhento

Nem quero falar das minhas restrições de "fundo ideológico" em relação ao Demérito Magnólia (Ui!), principalmente pq não acredito que ele esteja verdadeiramente convicto do que diz acreditar - Ele apenas entende que seja "muderno" afirmar coisas supostamente detestáveis (quantas pessoas assim vocês não conhecem? Ah, a morte das utopias!). O que eu gostaria de dizer é que eu acho esse Demérito Magnólia (Ui!) uma boa besta de 46 patas. Um verdadeiro boçal! Há muito tempo não vejo gente dizer tantas cretinices com tanta empáfia. Se fosse jornalista, perdoaria (são quase todos ignorantes), mas ele se diz cientista social (sociólogo?) e comete erros tão graves que somente seriam perdoáveis em um calouro que escolheu Ciências Sociais por não saber o que quer da vida; ou pela favorável relação candidatos/vagas; ou por simplesmente ter sido vítima de bullying desde o jardim de infância (isso deixa marcas - veja o caso do Reinaldo Azevedo).

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 04:25



Comentário de: Kitagawa

Realmente, quase tudo soa como retórica tortuosa a serviço de uma agenda pré definida.
Mas serve bem pra delinear uma dinamica um tanto perversa: a intolerancia, o racismo, a segregação, é que levam (forçam?) as "minorias" a buscarem refugio na tal "prateleira" de identidades (não importa se autenticas ou não) como meio de se fortalecerem para melhor confrontar a opressão. Se o clubão não me aceita como membro, fundo meu proprio clubinho, minha propria facção, mesmo que a partir dos despojos empoeirados dos meus ancestrais. Pode ser triste isso, mas tem que respeitar. Mas daí o clubão se sente ameaçado e chega o Magnoli e diz "que é isso, nada a ver, somos todos iguais, deixa de ser ridiculo, isso é só folclore, larga esse tambor", ou pior: "isso é racismo, é segregacionismo". Sacanagem. É quase como condenar os escravos por fugirem das fazendas e fundarem os quilombos, lugar onde fizeram questão de restaurar certos rituais tribais.
Afinal Magnoli fala por um mundo mais integrado e igual ou só é porta voz dos opressores que se sentem ameaçados pelas facções?

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 08:12



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Obama ganha o Nobel da paz,Por absolutamente nada,serio,nada mesmo,só fazem nove meses.´

E esta nas mateiras dos jornais:Obama primeiro presidente negro dos USA a ganhar um Nobel da Paz em tempo record.

É a piada do dia!

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 09:29



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Nossa senhora!

Só para constar: Eu tenho um empreguinho que permite educar bem meus filhos e para mim isso basta.

Mas reformulo: um negro deveria receber o quanto o serviço dele vale. Um branco deveria receber o quanto o serviço dele vale. Até agora ninguém me provou que o serviço de um branco vale o mesmo que o serviço de um negro que recebe menos.

E ainda: de qualquer maneira, isso não é dinheiro meu (a não ser que o Estado se envolva nisso, e o Alex já disse que é contra: ). O que os outros fazem com o dinheiro deles não me interessa.

Discutir isso a sério eu não posso, mas esclarecer melhor o que eu quis dizer ainda é possível.

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 11:00



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Esqueci de por o link: A não ser que o Estado se envolva nisso, e o Alex já disse que é contra: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/30/governo_raca_e_privilegio/

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 11:02



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Mas eu sou a favor das cotas nas universidades públicas. As cotas raciais irão desmoralizar a universidade pública. E para o Brasil começa a dar certo é preciso acabar com a universidade pública. A universidade pública é a saúva moderna: ou o Brasíl acaba com a universidade pública ou a universidade pública acaba com o Brasil. Temos que acabar com essas saúvas. E as cotas raciais serão nosso tamanduá! Vamos defender as cotas, Alex, eu te apoio nessa!

Por que acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 11:03



Comentário de: Ana

Tem muita gente precisando de haldol por aqui, mas o Magnolia ai continua sendo o primeiro...

Mas falando sério, o cara é realmente perigoso, utiliza um discurso pseudo-cientifico pra dizer o "deixa tudo como está" "fiquem quietinhos e de preferencia longe de mim, seus pretos" É visivel o nojo dele no debate com o frei David Santos, É bem o: não sou racista, só tenho odio de preto pq roubam minhas vagas na universidade, quando deviam se contentar em limpar a minha casa, não sabem mesmo seu lugar.

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 12:42



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/


“É bem o: não sou racista, só tenho odio de preto pq roubam minhas vagas na universidade, quando deviam se contentar em limpar a minha casa, não sabem mesmo seu lugar.”



Deveria ser um crime supor uma coisa dessas sobre alguém,serio, deveria mesmo.
Por que todo branco que se julga não racista pensa que só ele é que não é? Talvez porque todo negro pense que todo branco é, e os negros nem supõe eles pressupõem isso sobre os brancos, eles andam nas ruas e vêem os brancos e pensam: La vem ele,ele se acha só porque é branco.
Aí o branco que já sabe de toda a história e que não quer ser tachado de racista, pensa: E agora tem um negro bem na minha frente, e ele já ta na defensiva, o que eu faço? Eu não quero ser tachado de racista, mesmo porque eu não sou racista, mas sou branco e pra um negro ser branco equivale a ser racista.
Eis o dilema: Como provar que eu não sou racista, se eu sou branco? Concordando com eles em tudo?
Existem três tipos de pessoas:
A de direita
A de esquerda
A imparcial

A pessoa de direita é sempre um branco não tem como, mais ser de direita hoje em dia não significa ser racista.
A pessoa de esquerda pode ser branca ou negra (e sim todo negro é de esquerda mesmo que não saiba disso), mais elas não se entendem entre si, porque apesar de uma ter a mesma visão que a outra,elas não se vêem assim, existe 400 anos de historia separando eles,ou seja uma lacuna enorme,e ainda faltam mais 300 anos para que isso seja sanado.

A pessoa imparcial une o melhor dos dois lados, mais por não aceitar a parte ruim de ambos os lados, por não fazer vista grossa aos pontos falhos de cada lado, ela simplesmente não se encaixa. Essa pessoa acredita que a virtude esta no meio, mais estar no meio significa estar em cima do muro, significa não se decidir sobre coisa alguma. E se você não tem uma opinião formada, uma opinião que agrade aos demais, você fica nas estatísticas dos que não souberam ou não opinaram.

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 13:53



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"A pessoa de direita é sempre um branco não tem como, mais ser de direita hoje em dia não significa ser racista."

hahahahahahah Indy, fale isso para o Thomas Sowell entao, um dos maiores intelectuais da direita conservadora americana e negro.

Ou para o Bill Cosby, um dos maiores astros da TV americana, conservador e negro.


PermalinkPermalink 09.10.09 @ 14:21



Comentário de: Lauren · http://acordeiquesonhava.blogspot.com

Demérito, seria legal se vc discordasse do Magnoli sem ser homofóbico... já tentou? os (outros?) gays não tem nada a ver com isso.

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 14:34



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"Se o clubão não me aceita como membro, fundo meu proprio clubinho, minha propria facção, mesmo que a partir dos despojos empoeirados dos meus ancestrais. Pode ser triste isso, mas tem que respeitar. "

Nao disse que nao tem que respeitar - mas o fato eh que aqui nos EUA tratam essas "caixinhas raciais" como coisas realmente existentes nao construcoes historicas e sociais ou (na maior parte dos casos) criacoes governamentais.

Veja que o "clubao" como vc diz eh MUITO mais restrito e limitado nos EUA do que jamais foi no Brasil. Dependendo do momento historico nos EUA, os "brancos" daqui ja consideraram "nao brancos" irlandeses, galeses, gregos, italianos e alemaes. Nao estou zoando, ALEMAES eram nao brancos p/ eles.

Logo essa defesa atraves de "identity politics" faz mais sentido aqui nso EUA, ainda que tenha efeitos horriveis que eu vejo todo dia aqui em San Francisco.

Mas no Brasil a coisa eh muito mais fluida - quase todo "branco" do Brasil nao eh branco nos EUA - o que mais faz achar simplesmente idiota querer copiar as politicas daqui entao.

Mostrei o video do Demetrio p/ um amigo americano aqui (white) e falei que era um academico "white" reclamando das cotas p/ negros. Primeira reacao do meu amigo olhando o Demetrio "Where's the white guy?".

Essa fluides na definicao de branco brasileiro obviamente nao quer dizer que nao ha racismo, mas mostra uma realidade onde nao se encaixa essa divisao estanque de "identity politics" que rola aqui.

Isso eh uma importacao de um pais onde, tirando os brancos anglo-saxonicos, todo mundo eh "algo"-americano (afro-american, italian-american,etc..). O que nao ocorre no Brasil.

O sentido aqui (EUA) de identidade "cultural" ligado a raca eh fortissimo mas eh algo que nao existe no Brasil.
Pq diabos se quer impor isso?

Veja, o negro americano fala de jeito diferente do branco americano, seja na costa leste ou oeste, com o tipico sotaque "negro". Ja no Brasil o negro fala como o branco - nao existe cultura "negra brasileira" a parte da cultura "branca" ou "parda".

Em nossa realidade as identidades regionais sao bem mais fortes do que raciais. O Negro gaucho tem muito mais identidade com um gaucho loiro do que com um Baiano Negro.

Por sinal, o "preconceito regional" no Brasil eh o que mais se aproxima realmente do racismo americano, explicito, vide a opiniao de muitos paulistas sobre Nordestinos.

"Mas daí o clubão se sente ameaçado e chega o Magnoli e diz "que é isso, nada a ver, somos todos iguais, deixa de ser ridiculo, isso é só folclore, larga esse tambor", ou pior: "isso é racismo, é segregacionismo". Sacanagem."

Nao eh sacanagem, eh um fato , eh simples observacao do que acontece nos paises que "multiculturais". Como aqui em San Francisco.

O resultado sao coisas bizonhas como o fato de que muitos americanos de descendencia chinesa aqui de San Francisco, cuja familia esta aqui ha geracoes (nao ha uma ou duas nao, tipo desde o seculo 19) mas ate hoje nao se consideram americanos. Se classificam de ABC (American Born Chinese).

Eh isso que o Alex e o Munanga querem para o Brasil?




PermalinkPermalink 09.10.09 @ 14:46



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Marcio E. Gonçalves,

Falo sim, cadê ele? Rs´s

E esse Thomas Sowell acredita que exista o racismo? Porque se ele acredita nisso, ele possui elementos de esquerda, e assim sendo, não é genuinamente de direita, logo ele não passa de um intelectual equivocado quanto às suas convicções. Talvez por ele ser Thomas Sowell (quem?) isso não seja tão importante assim né? Já que ele é um dos maiores... e vejam só que ironia ele é negro .

O Bill Cosby (quem?) também acha que exista o racismo? Porque se ele achar, idem ao que eu já disse. E vejam só ele também é um dos maiores... E é negro. Estranho isso né?em um mundo tão racista como esse.


PermalinkPermalink 09.10.09 @ 15:29



Comentário de: Alex Castro Email

Marcio

o fato eh que aqui nos EUA tratam essas "caixinhas raciais" como coisas realmente existentes nao construcoes historicas e sociais ou (na maior parte dos casos) criacoes governamentais.

o erro é só achar q "construcoes historicas e sociais" não são reais ou existentes.

sobre isso, eu já escrevi aqui:
http://www.interney.net/blogs/lll/2009/01/27/existe_isso_de_raca/

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 16:23



Comentário de: Alex Castro Email

marcio

O resultado sao coisas bizonhas como o fato de que muitos americanos de descendencia chinesa aqui de San Francisco, cuja familia esta aqui ha geracoes (nao ha uma ou duas nao, tipo desde o seculo 19) mas ate hoje nao se consideram americanos. Se classificam de ABC (American Born Chinese). Eh isso que o Alex e o Munanga querem para o Brasil?

hmm... qual é exatamente o problema do cenario q vc descreveu? pq te incomoda tanto que essas pessoas se definam assim? em q isso te afeta? o q vc tem a ver com isso?

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 16:25



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Alex vc me levou a serio quando eu disse que nao era pra me levar a serio? rs´s

Poxa vida :(

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 16:39



Comentário de: Kitagawa

Márcio, o que eu acho sacanagem, até mesmo cínico, é condenar, também ridicularizar, esse processo como o Demétrio faz. Eu pessoalmente também acho meio triste isso, mas respeito, não dá para culpa-los de nada, porque esse processo é também resultado da propria relutancia dos brancos em assimilar aquele que ele considera não branco. "Relutancia" no caso é até eufemismo.
Ora, os proprios judeus depois de levarem a maior sacolada da historia fizersam o que? Sairam da europa de banda e foram fundar lá nos cafundós um país só seu, onde mantém com veemencia todos as suas tradições. Quem pode culpa-los? E porque não respeitar isso? (sim, desconsideremos por ora a questão palestina). Algume vai dizer que aquelas trancinhas não passam de folclore? A igreja católica não poderia ser considerada também folclore? O terno e gravata? O rocknroll? Enfim, porque só a cultura europeia é que deve ser considerada a cultura "real", a matriz de tudo?

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 20:37



Comentário de: Demérito Magnólia

Teve alguém aqui, a Lauren, que me acusou de ser homofóbico. Eu não sou homofóbico. Eu repilo sua invectiva, moça!

Acaso teria sido por "Demérito Magnólia (Ui!)"? Acha que isso é bastante para acusar alguém de homofobia? Não sinto rejeição ou aversão por homossexuais.

Tenha a santa paciência! Pra seu governo, todos lá em casa são gays, inclusive eu, e convivemos felizes!

Eu só não tolero fascistas.

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 21:58



Comentário de: Lauren · http://acordeiquesonhava.blogspot.com

Demérito, se vc não tem nada contra homossexuais, qual foi o intuito de insinuar que o pseudo-sociólogo é gay num comentário onde vc discordava totalmente das ideias dele? Tipo assim, e se ele for? O que tem a ver?

como se não bastasse, ainda tem isso aqui: "Se eu gostasse de cu de homem, se eu fosse um negão de pau grande, eu arrombaria o cu do Jorge Nobre (por que "nobre"?), não antes de besuntar meu pau com betume e areia.

Ele não parece estar implorando por sevícias semelhantes?

Tem gente que gosta... Fazer o que?"

não consigo imaginar comentário MAIS homofóbico.

mas, sabe o que mais? não tolero gente que não usa o próprio nome na blgosfera. primeiro vc era homofóbico, agora é gay e todo mundo na sua casa também. no próximo comentário vc pode afirmar que é representante do movimento LGBT do seu estado. e eu não posso dizer que é mentira, pq nem nome vc tem. quando vc aprender a discutir como indivíduo, não personagem, aí quem sabe dê pra gente conversar.

PermalinkPermalink 10.10.09 @ 10:08



Comentário de: Demérito Magnólia

Lauren, eu posso sim, "discutir como indivíduo". E tenho incontáveis talentos. Você irá gostar! Quando poderemos nos ver?

PermalinkPermalink 10.10.09 @ 19:55



Comentário de: Lauren · http://acordeiquesonhava.blogspot.com

Opa! Vamo lá! Tô quaaase marcando encontro com um cara q não tem nome, nem rosto, nem blog, nem capacidade de abstração, etc.

PermalinkPermalink 10.10.09 @ 22:55



Comentário de: Alex Castro Email

se rolar casamento, sou padrinho. vai ser o 3o casal q se conheceu nos comentarios do LLL e ficou juntos! Isso aqui é quase um Par Perfeito gratuito!

PermalinkPermalink 10.10.09 @ 23:03



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"Pra seu governo, todos lá em casa são gays, inclusive eu, e convivemos felizes!"

Foi so eu que achou esse comentario muito semelhante ao infame "Nao sou racista pq tenho um amigo negro"?

PermalinkPermalink 10.10.09 @ 23:56



Comentário de: Demérito Magnólia

Lauren, sweetness, estive no seu blog e anotei seu e-mail. Quero falar com você. Não agora, mas brevemente.

Gonçalves, você é alguma espécie de jagunço?

PermalinkPermalink 11.10.09 @ 02:23



Comentário de: Lauren · http://acordeiquesonhava.blogspot.com

Demérito, fique à vontade. Por mais que me custe entender porque é mais fácil se encontrar pessoalmente com alguém do que assinar com o nome verdadeiro numa discussão virtual.

PermalinkPermalink 11.10.09 @ 11:03



Comentário de: Transeunte

"oras, se raças existissem biologicamente, elas seriam problemas dos biólogos. justamente pq nao existem biologicamente, justamente por serem um discurso político, é que pertencem ao campo de estudo da Sociologia, caraio."

Legal Alex!!! Além de tudo me fez rir muito, destaque para o “caraio” de tão verdadeiro que foi haha

PermalinkPermalink 14.10.09 @ 21:42



Comentário de: aiaiai

kkkkkkkkkkkkkk, só hoje tive tempo de ver essa entrevista do doido...
Puxa alex,
tudo bem que a gente tem que ver tudo, mas esse demetrio é realmente um maluco...a entrevista dele chega a ser cômica, de tanto absurdo que ele fala...caraio!

PermalinkPermalink 15.10.09 @ 20:23



Comentário de: Arion Dias

Eu comprei e li o livro - Apesar dele ser "globista"

Gostei bastante mesmo ele tendo pendido para um lado não tão claro sobre grupo étnico e raça nas américas.

Contudo, não acho que ele tenha escrito - ou lido - o livro, tendo em vista suas entrevistas.

PermalinkPermalink 17.10.09 @ 01:57



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  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
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  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
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  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
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  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
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