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Os Privilégios da Classe Média (Você É um Privilegiado?, 3)

Racismo LLLA Carol escreveu:

não acho que quem é privilegiado estatisticamente falando tenha alguma obrigação mesmo que moral de fazer filantropia. Não com tantos impostos que temos. Impostos que deveriam estar sendo usados para dar oportunidade aos que querem estudar.

Bonito isso, não? Inspirador mesmo.

"Não temos obrigação de ajudar ninguém porque pagamos impostos".

Se fosse adesivo de parachoque, seria best-seller total na República Morumbi-Leblon.

Aliás, só pra ficar claro: não estou dizendo que ninguém tem obrigação de nada, nem mesmo de cumprir a lei.

Mas seria bonito se as pessoas que têm mais voluntariamente ajudassem as que têm menos, não?

 República das Elites,  Elite: Ontem, Hoje e Sempre

* * *

FAQ para a Classe Média Revoltada

Pergunta:

É verdade que a classe média brasileira é desproporcionalmente taxada e escorchada de impostos pelo governo malvado?

Resposta:

Hmmm. Depende. Tem economistas que dizem que não, que os mais taxados são as famílias que ganham até 5 salários-mínimos, e fazem até gráficos coloridos pra provar.

Quem paga mais imposto no Brasil?

Mas como eu sou de humanas e não sei nem ler um gráfico, vamos com o senso-comum e digamos que sim, a pobre classe média é sobretaxada.

Pergunta:

É verdade que essa pobre classe média sobretaxada (sic) paga por serviços que não usa?

Resposta:

Hmmmm. Em termos. Não usa porque não quer. Seus impostos lhes dão direito a ensino e saúde gratuitos do nascimento até a morte. Se decidem voluntariamente pagar pelos serviços que poderiam dispor de graça, isso é uma decisão econômica tão válida quanto qualquer outra, mas não venham reclamar depois.

Posso fazer uma sugestão, assim, digamos, radical? Por que, ao invés de pagar escola particular, a classe média não luta (lutar de verdade, não reclamar em mesa de bar) pela escola pública? Que tal?

(O Senador Cristovão Buarque tem um projeto de obrigar os representantes legislativos a matricular seus filhos em escolas públicas. Segundo ele, seria o único jeito de garantir um interesse verdadeiro dos legisladores pela educação no Brasil.)

Entretanto, digamos que sim pra tudo. Sim, a classe média é desproporcionalmente sobretaxada. Sim, ela paga por serviços que não usa.

Mas, em compensação, ela também é desproporcionalmente privilegiada. Em nenhum país civilizado, a classe média está tão acima da lei.

Quando foi a última vez que souberam de membros da classe média brasileira sendo efetivamente presos, e ficando presos, por quase qualquer coisa que não fosse ser pego em flagrante girando a faca no corpo da vítima? Qualquer exceção acaba tornando-se ruidosa justamente por ser exceção.

E, enquanto isso, brasileiros mais pobres passam às vezes anos na cadeia por pichação, pequenos furtos ou mesmo erros judiciais.

(Sexta-feira passada, a pichadora da Bienal foi condenada a quatro anos de cadeia por Formação de Quadrilha e Destruição de Bem Protegido por Lei. De um grupo de diversos pichadores, ela foi a única presa. Adivinhem por quê? Sobre o absurdo das duas acusações, leiam aqui.)

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À esquerda, um livrinho sensacional e divertidíssimo, uma verdadeira etnografia antropológica dos ricos enquanto tribo, seus hábitos e seus costumes. À direita, um dos melhores romances sobre o dinheiro e seu efeito na vida das pessoas.

* * *

Racismo, Crime e Pobreza

No texto Pretos, Pobres e Polícia, muitos leitores argumentaram que era justo que a polícia parasse mais negros do que brancos, pois os negros formam maior parte dos pobres e os pobres tendem a ser a maior parte dos criminosos, logo há uma probabilidade maior de um negro ser criminoso do que um branco. O leitor André inclusive perguntou:

você acha que há uma relação de causa e efeito entre pobreza e crime?

 Notícias de uma Guerra Particular

Não. As pessoas ricas e branquinhas com quem cresci cometiam regularmente uma série de crimes: compravam e usavam drogas, faziam abortos, dirigiam bêbadas, batiam nas esposas/namoradas, brigavam em ruas ou boates, cometiam fraudes contra seguradoras, roubavam o governo de todas as maneiras possíveis e imaginárias, sonegavam imposto de renda, corrompiam agentes do poder público, cometiam assassinato. Com exceção do último, esses foram apenas os crimes que eu ou testemunhei meus amigos cometerem ou que eles admitiam abertamente, sem culpas nem vergonha. Imagino que também cometessem outros crimes dos quais talvez se envergonhassem.

Como disse Hélio Luz, então chefe de polícia civil do Rio de Janeiro, no documentário Notícias de uma guerra particular (1999):

"A sociedade não quer uma polícia honesta, porque no dia em que a polícia for honesta, o filho do banqueiro e do juiz será preso da mesma maneira que o jovem favelado. A polícia é corrupta porque convém à sociedade. Deseja-se uma polícia honesta? Então, o que vale para a favela passa a valer para o Posto 9. Não pode cheirar em Ipanema. Vai ter pé na porta na Delfim Moreira. A sociedade vai conseguir segurar isso?"

Pra responder à pergunta: existe uma correlação fortíssima entre pobreza e ser preso por um crime.

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* * *

A Prova dos Nove

Digamos que aconteça uma confusão no bar, porradaria, garrafas voando, gente caindo de cara no chão, até que de repente chega a polícia. Você:

1) fica aliviado porque vai ser salvo, tudo será finalmente esclarecido e logo estará em casa;

2) coloca a mão no bolso pra verificar se está com seus documentos, toma cuidado pra não fazer gestos bruscos ou auto-incriminatórios e já fica com medo de colocarem toda a culpa em você.

Talvez seja essa a maior marca do privilégio: saber que a polícia está do seu lado, que vai defender seus interesses, que vai te ajudar no que for possível.

No Brasil, só a elite é inocente até prova em contrário.

* * *

Racismo LLLSérie Você É um Privilegiado? (Convite para Reflexão Individual)
I - A Invisibilidade do Privilégio
II - O Ônus da Elite
III - Os Privilégios da Classe Média
IV - Brasil, Meritocracia de Todos!

Adendos:
I - Culpa, Racismo e Privilégio ("Somos Nós os Culpados?")
II - Governo, Raça e Privilégio
III - "Mas Afinal Qual É a Solução?"

* * *

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28.09.09


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Alziro Patafisico · http://www.kabaretpatafisico.blogspot.com

Não é mesmo por nada que quando se fala na clsse média brasileira eu logo corro pra vomitar.

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 07:15



Comentário de: Geórgia Paula Martins Faust · http://mazzy3008.blogspot.com

To amando esses posts.
Tenho vontade de copiar todos e fazer de conta que são meus.
:P

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 09:16



Comentário de: Marcos Vinícius Almeida · http://prosacom.blogspot.com/

“Antes do Ódio se haver desenrolado por trinta segundos, metade dos presentes soltava incontroláveis exclamações de fúria. (…;) No segundo minuto o ódio chegou ao frenesi. Os presentes pulavam nas cadeiras e berravam a plenos pulmões, esforçando-se para abafar a voz alucinante que saía da tela. (…;) Num momento de lucidez, Winston percebeu que ele também estava gritando com os outros e batendo os calcanhares violentamente contra a travessa da cadeira. O horrível dos Dois Minutos de Ódio era que, embora ninguém fosse obrigado a participar, era impossível deixar de se reunir aos outros. Em trinta segundos deixava de ser preciso fingir. Parecia percorrer todo o grupo, como uma corrente elétrica, um horrível êxtase de medo e vindita, um desejo de matar, de torturar, de amassar rostos com um malho, transformando o indivíduo, contra sua vontade, num lunático a uivar e fazer caretas.” (George Orwell, 1984, 8 ed., São Paulo, Ed. Nacional, 1975, pag. 16 e segs.)

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 09:25



Comentário de: Carol · http://logica-inversa.blogspot.com/

Sobre o gráfico:

Ele analisa o imposto sobre consumo (Valor Agregado) usando dados da POF do IBGE. Como eu disse no post no qual estava inserida a frase que você colocou: impostos sobre consumo são regressivos (ou seja, são mais pesados proporcionalmente na renda dos mais pobres).

Mas como o gráfico analisa 1 tipo só de imposto, esse gráfico é inconclusivo sobre tributação.

Quando começamos a contar outros tipos, tais como IR (que faz sentido que mais ricos paguem mais que mais pobres, o problema é que os ricos mesmo pagam o mesmo tanto que a classe média), IPTU (que só vale para quem tem moradia regular, óbvio), IPVA, etc etc. a situação muda de figura.

Acho importante esse adendo, pois quem lê pode achar que os pobres pagam no geral mais impostos, quando na verdade o gráfico prova só que eles pagam PROPORCIONALMENTE à renda, mais impostos sobre consumo.

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 10:02



Comentário de: Victor

"Acho importante esse adendo, pois quem lê pode achar que os pobres pagam no geral mais impostos, quando na verdade o gráfico prova só que eles pagam PROPORCIONALMENTE à renda, mais impostos sobre consumo."

Prova SÓ que eles pagam proporcionalmente mais impostos?! Só?!? E não é esse todo o ponto da discussão? O dinheiro que sobra depois de descontados os impostos, ou o dinheiro que se vai a mais quando não se tem na relação de consumo?

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 11:03



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Bem, Alex, de onde veio a policia?

Do povo, do povo povão. Ricos não devem gostar muito do trabalho de policial. Eles são recrutados no povão.

Imagino que, se o povo prestasse, a policia também prestaria.

E, Alex, eu confesso (e juro que não tenho nenhuma intenção de ironizar, neste comentário) que não sei o que é mais grave da nossa policia: o número de inocentes que ela maltrata ou o número de culpados que ela deixa escapar. O que será mais grave?

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 11:11



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Mas eu sou a favor das cotas nas universidades públicas. As cotas raciais irão desmoralizar a universidade pública. E para o Brasil começa a dar certo é preciso acabar com a universidade pública. A universidade pública é a saúva moderna: ou o Brasíl acaba com a universidade pública ou a universidade pública acaba com o Brasil. Temos que acabar com essas saúvas. E as cotas raciais serão nosso tamanduá! Vamos defender as cotas, Alex, eu te apoio nessa!

Por que acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 11:12



Comentário de: Alex Castro Email

Imagino que, se o povo prestasse, a policia também prestaria.

e eu lá falei que "povo" é santo?

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 11:13



Comentário de: Alex Castro Email

Prova SÓ que eles pagam proporcionalmente mais impostos?! Só?!?

tb nao entendi esse "só", como se imposto indireto fosse só um detalhe... o q importa é qt eu pago... ser indireto ou nao é q é um detalhe...

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 11:14



Comentário de: Carol · http://logica-inversa.blogspot.com/

Nao gente, importa sim se é indireto. Porque indireto é regressivo e outros impostos como o de renda, não.

De novo: o gráfico é inconclusivo porque mostra só um tipo de imposto, o sobre o consumo. Como não é o único imposto que as pessoas pagam, não dá para tirar uma conclusão como "em linhas gerais, pobres pagam mais impostos que pessoas da classe média", porque o gráfico mostra somente os IMPOSTOS SOBRE CONSUMO, EXCLUINDO TODOS OS OUTROS.

Quando eu disse "só", disse no intuito de deixar claro que 1 única tipificação de imposto está sendo analisada.

Quando analisarmos só um imposto regressivo, os pobres vão ser os que mais pagam proporcionalmente, porque essa é a característica do imposto. É injusta, sim, eu concordo.

Mas há mais impostos, não necessariamente regressivos, como o IR (progressivo) e o IPTU que pode ser chamado de proporcional (você paga conforme o tamanho da sua casa).

Então, pela última vez: quando vamos analisar dados, busquemos analisar os dados certos corretamente, fazendo as ressalvas necessárias para não tirarmos conclusões precipitadas. Só isso.

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 11:42




Acho q o ponto da Carol é q "o gráfico mostra só que eles pagam, proporcionalmente à renda, mais impostos sobre CONSUMO."

Ou seja, dinheiro não é só pra consumo: tbm paga transporte, moradia, educação, ou seja, serviços sobre os quais não incide o imposto sobre consumo. Então, com esse gráfico não dá pra se chegar a uma conclusão abrangente sobre a variação da carga tributária ao longo do eixo da renda.

É preciso lembrar q tamos todos no capitalismo. A regressividade q a Carol menciona sobre a tributação dos bens de consumo no Brasil é a mesma em todo o mundo capitalista. Q pobre paga, proporcionalmente à renda, mais imposto sobre consumo, é verdade no Brasil, na França, no Japão, nos Euá e em Jequitinhonha de Angola. O capitalismo, a circulação de dinheiro, DEPENDE da "produção incansável de bebês pobres" (veja o linque). As contradições da civilização SÃO as sobras da equação biologia/matemática. Pra "solucionar" isso, comece reformulando a divisão celular, pois a matemática não vai mudar.

Não é o Brasil q é uma merda. O MUNDO é uma merda.

(Cara doido, esse, né? Fala umas coisas sem pé nem cabeça...)

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 12:05



Comentário de: Barnabé · http://obarnabe.blogspot.com/

"Não temos obrigação de ajudar ninguém porque pagamos impostos".

Não vejo nada de errado com essa frase. Uma das funções do estado é criar oportunidades p/ quem não tem e a idéia é ele fazer isso via impostos. Então quando a moça da APAE liga aqui em casa eu digo que já fiz minha parte, que 27,5% do meu salário já foi descontado direto na fonte e que mais um outro tanto ficou pelo caminho na forma de ICMS, IPI, PIS/COFINS, etc.

Além do mais, tem isso aqui:

http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2126/profissionais-esmola-491734.html

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 13:31



Comentário de: Amora.

Hipotéticamente: Sr.X ganha salário mínimo e paga 31% de impostos numa lata de óleo. Sr.Y ganha R$4.000,00 e paga os mesmos 31% na lata de óleo. Logo quem é o mais afetado pela carga tributária no país? Vamos pessoal, essa é fácil. Façam as continhas.

Quanto á polêmica " devo ou não ajudar aos mais pobres que eu"...entendo que aqui estão confundindo justiça com caridade. Ninguém é obrigado a fazer caridade, mas é JUSTO que os mais pobres paguem menos, uma vez que, se "somos iguais perante a lei", temos que ter igualdade de condições.

As classes A e B precisam entender que, se eles não lutarem pela melhoria da condição de vida dos pobres estarão afetando a si próprios. Quanto maior a diferença de renda, mais violência será gerada. O povo das classes A e B não entende que é mais barato financiar os estudos do filho da empregada doméstica que contratar segurança. A favela vai invadir cada vez mais o asfalto, mais assaltos vão acontecer, mais sequestros vão acontecer. Quem não tem nada a perder não tem o que temer.

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 14:59



Comentário de: Manuel Carreiro · http://manuelcarreiro.com

a sociedade corrobora com a corrupção porque ninguém ensina os jovens a perguntar.

não se trata aqui do blá blá blá globístico do "educação vai salvar o mundo".

trata-se da necessidade de cavar mais fundo e tentar desenraizar as podres tradições imbricadas na estratificação da civilização.

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 16:12



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"Digamos que aconteça uma confusão no bar, porradaria, garrafas voando, gente caindo de cara no chão, até que de repente chega a polícia. Você:"

Engracado, na ora eu rspondi o numero 2 a essa questao.
E sou branco, classe media alta (eufimismo p/ rico?) e meus pais sao altos funcionarios publicos.

E MESMO assim eu tenho um medo desgracado da PM e ja fui parado por ela trocentas vezes e tive problemas mais serios com a mesma sem nucna ter cometido crimes.

Sera que a PM de Curitiba eh mas "democratica" em sua violencia e truculencia?

Algo a se pensar.

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 17:35



Comentário de: alex castro no computador da academia

marcio,

hmmm, excelente pergunta... posso pensar em varias possiveis respostas, mas realmente eu nao conheco curitiba...

mas posso dizer o seguinte:

muitos dos meus amigos branquinhos riquinhos da zona sul do rio tb morriam de medo da truculencia da policia, mas, se vc perguntasse, e eu perguntei, o que a policia de fato jah tinha feito pra eles, a resposta era sempre: "nada". mesmo qd eram pegos acima do limite de velocidade, fumando maconha, dirigindo bebados, o maximo que acontecia era levar um esporro e pagar uma propina. uuuu, q medo!

pergunte pro neguinho da favela pq ele tem medo, muito mais medo da policia, e ele vai dar muitos exemplos concretos e sangrentos...

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 17:54



Comentário de: Carol · http://logica-inversa.blogspot.com/

Amora.

Sim, isso acontece, por isso é chamado um imposto regressivo, que é o que o gráfico mostra (basicamente o ICMS).

Só que existem muitos outros impostos, sendo o mais "justo" deles, o Imposto de Renda, que paga mais quem ganha mais, além de IPTU, IPVA, INSS, etc. que são proporcionais à renda.

O gráfico mostra só o primeiro tipo. E impostos sobre consumo, em tese (nada funciona no Brasil mesmo) são para incentivar certos produtos e coibir outros, como álcool e cigarro (bastante taxados, com razão).

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 19:28



Comentário de: Lucas Jerzy Portela · http://ultimobaile.com

Erro: a classe média tem excelente reversão tributária em forma dos divinos teatros e museus PUBLICOS que o Brasil tem. Ninguem lembra que o Palacio das Artes (BH), o TCA (Bahia), o Municipal (Rio) sao PUBLICOS. Tem sinfonicas ESTATAIS. Corpos de baile premiados mundialmente formado por SERVIDORES PUBLICOS CONCURSADOS. Sem falar do MAM Solar do Unhao (Salvador), MAM-Rio, MUBE, Pinacoteca.

Em tempo: o MASP ficou uma bosta quando foi privatizado...

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 21:07



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"muitos dos meus amigos branquinhos riquinhos da zona sul do rio tb morriam de medo da truculencia da policia, mas, se vc perguntasse, e eu perguntei, o que a policia de fato jah tinha feito pra eles, a resposta era sempre: "nada". mesmo qd eram pegos acima do limite de velocidade, fumando maconha, dirigindo bebados, o maximo que acontecia era levar um esporro e pagar uma propina. uuuu, q medo!"

Olha no meu caso eu ja fui parado trocentas vezes sem razao nenhuma, ja pararam meu carro e revistaram todo ele a procura de drogas sem justificar, ja vi PM colocar arma dentro da boca de amigo meu so pq ele falou um pouco mais alto. Ah, e fui preso (andar no camburao e tudo mais) uma vez pq nao "quis conversar" (pagar propina)com eles sobre uma inexistente infraca0. .

(eh de fato nao ocorreu nada quando descobriram quem era meu pai - raro caso onde posso dizer que tive um puta privilegio mesmo)

Todas coisas que, caso eu fosse negro talvez colocasse a culpa no racismo.

Curiosamente a maior parte dos mals-tratos por PM foi na epoca em que eu era "metaleiro" desleixado no adolescencia (nao riam, todo mundo tem uma fase meio mane nessa epoca...rs).

Ou seja, ou em Ctba metaleiro branco eh tratado como "negro" ou entao essa truculencia eh voltada a quem a PM considera "pobre" (e interpretam a roupa de metaleiros como tal), independente de cor.

Mas de fato Ctba eh diferente - como dizem, "o negro de Ctba era o Polaco".

Mas eh por essas e por outras eu acho perigosissimo generalizar verdades aplicaveis ao Rio e, quica, SP p/ o resto do Brasil.

Ctba eh atipica, mas Rio idem.





PermalinkPermalink 28.09.09 @ 21:37



Comentário de: Kitagawa

Marcio, pelo que posso apreender vc tambem foi vitima de injusto preconceito, não do tipo racial, mas por ser cabeludo, desleixado, e ter um gosto musical "duvidoso". Seria um "provavel" baderneiro, vagabundo, drogado, gente que não presta. Nesses casos geralmente basta cortar o cabelo que o tratamento muda. No caso dos negros, que também são vitimas desse tipo de preconceito, clarear a pele é mais complicado.

Eu já fui flagrado diversas vezes pela polícia fazendo merda, já "desacatei" um paisano exigindo que ele se identificasse, e se fosse um "neguinho" qualquer pego numa quebrada com certeza teria levado varios esporros e porradas. Mas PM nenhum ousaria dispensar tratamento desse tipo a um sujeito como eu, oriental padrão, "provavel" cidadão de "boa familia", "bem educado", "com todo o futuro pela frente" (expressões que eles mesmo usam antes de me dispensarem). Posso ser flagrado com uma faca cheia de sangue que serei levado na maior civilidade, tudo dentro das regras de conduta. Mas numa situação dessas, se eu for um negro pobre, é bem provavel que eu seja justiçado no camburão mesmo.

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 22:22



Comentário de: Eric

Alguns comentários:
1 - Como já foi indicado por alguns, o gráfico refere-se somente a impostos de valor agregado (em particular, o ICMS). Sou de humanas e exatas, mas sei ler o artigo associado ao gráfico. Os impostos diretos, que incluem o rei dos impostos, o IR, além do IPVA e IPTU, incidem bem mais sobre a classe média (mas voltam a cair para a classe alta (considerando para tanto as últimas faixas do estudo, p.ex., acima de 30 salários mínimos de renda).
2 - Em regra, a classe média aqui atacada é formada por trabalhadores em situação privilegiada, mas longe do perfil usual da classe mais abastada, que dispõe efetivamente de dinheiro E tempo para dedicar-se a protestos e afins. Para quem trabalha no ritmo de trabalho escorchante atual, o argumento de pagar os impostos para esse fim é razoável, já que o tempo que ele dedique ao trabalho rende indiretamente mais à população como um todo e o pouco tempo restante deve ser dedicado ao lazer.
3 - "As pessoas ricas e branquinhas com quem cresci cometiam regularmente uma série de crimes: compravam e usavam drogas, faziam abortos, dirigiam bêbadas, batiam nas esposas/namoradas, brigavam em ruas ou boates, cometiam fraudes contra seguradoras, roubavam o governo de todas as maneiras possíveis e imaginárias, sonegavam imposto de renda, corrompiam agentes do poder público, cometiam assassinato" - Uau. Ainda bem que todos meus amigos ricos e branquinhos são bem diferentes dos seus. Eu nunca presenciei qualquer das condutas acima (considerando drogas ilegais, claro). Na verdade, a conduta mais "normal" daí, sonegar imposto de renda, é bem mais comum em perfis diversos do que já citei acima (trabalhadores com renda mais alta que a média), já que a mordida do imposto na fonte torna a sonegação um pouco mais difícil (não impossível).
4 - Se a classe média paga, segundo sua premissa, os impostos e não usa os serviços de saúde e educação, ela contribui ainda mais, além do recolhimento dos tributos, já que os custos para a manutenção de tais serviços são reduzidos pela menor utilização dos mesmos. Não seria também uma forma de ajuda (involuntária, claro, mas economicamente falando, o dinheiro que sobra não quer saber se foi economizado com ou sem vontade)?

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 23:10



Comentário de: Kitagawa

"Erro: a classe média tem excelente reversão tributária em forma dos divinos teatros e museus PUBLICOS que o Brasil tem"

Ora a classe média sempre teve mais reversão em vários outras modalidades. A polícia que serve uma região de classe média é sempre mais bem equipada, sempre chega quando é chamada (e chega rápido), cobre uma área muoot menor e é sempre educada com quem é de classe média. Aqui em São Paulo, até que se começasse uma mudança nas prioridades com as prefeituras do PT (a que o Kassab vem dando continuidade à risca), as classes media e alta sempre se acharam o centro do mundo, e prefeitura e governo sempre as trataram como. Reclamam de buracos nas ruas, mas tem ruas na periferia que nem alfaltadas são. O metro, que antes era mais um meio da classe média, sempre impecavel. Os trens, que só pobre usava, sempre sujos e caindo aos pedaços. Obras viarias, sempre, sempre com fins de atender às demandas dos motorizados. Mesmo quando a classe média resolve por os filhos na rede publica, sempre tem uma escola modelo para atender a essa demanda.

PermalinkPermalink 28.09.09 @ 23:21



Comentário de: Ana

Pelo que entendi, fala-se de duas definições diferentes de classe médias aqui. O Alex fala da classe média por autodefinição (quem se diz classe média, mesmo que não se enquadre como tal pelas classificações do IBGE, etc.) E quando falam dos impostos muitos comentaristas parecem se referir à classe média como definida pelos critérios estatisticos: o grupo que corresponde a +/- 1 desvio padrão para cada lado da média de renda brasileira normalizada.

O Problema parece ser que mais gente acha que está nesse nível de renda do que realmente está.

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 01:51



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

e eu lá falei que "povo" é santo?

E eu lá falei que você falou que o "povo" é santo?

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 07:56



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Mas eu sou a favor das cotas nas universidades públicas. As cotas raciais irão desmoralizar a universidade pública. E para o Brasil começa a dar certo é preciso acabar com a universidade pública. A universidade pública é a saúva moderna: ou o Brasíl acaba com a universidade pública ou a universidade pública acaba com o Brasil. Temos que acabar com essas saúvas. E as cotas raciais serão nosso tamanduá! Vamos defender as cotas, Alex, eu te apoio nessa!

Por que acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1


PermalinkPermalink 29.09.09 @ 07:56



Comentário de: jc

nao vamos levar pra radicalizaçao, vamos ler e analizar. essa e a sociedade em que vivemos. ponto , vamos estudar pra manter esse sistema ou muda-lo se for de interesse da maioria

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 09:02



Comentário de: jc

rio 2016 vem ai

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 09:02




Alex,

Concordo com quase tudo neste post.

A fala do Hélio Luz até hoje me assusta pela sinceridade.

Acontece que ninguém deveria ir preso, nem elite, nem não-elite. É o que me entristece, pois querem democratizar a violência do estado com objetivo de punir todas as classes. Mas o IDEAL é que ninguém seja punido, exceto pessoas destrutivas, idependente de classes sociais. Mas sei que este meu racioncínio é ingênuo, mas é o que penso que deveria acontecer.

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 09:48



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Todo mundo é um pouco platônico.

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 09:55



Comentário de: Duda Mendes

Relação de dependência
Tudo resulta nisso...o rico depende do pobre e o pobre depende do rico (mesmo que para ter migalhas)...o resto é resto...ops...não sobra resto...ah, esqueci, sobre os tributos : já vi um trilhardário na tv dizendo que a obrigação do brasileiro é sonegar...não digo o nome do cidadão, porque ele é tão poderoso que, sei lá né...quem tem tem medo...então, os ricos não podem reclamar dos tributos...se a fiscalização tributária fosse "séria"...hum...complicado né...e sempre, sempre que se discutem "tributos" a balela é sempre a mesma : o Estado não dá condições para que eu frequente a escola publica, o hospital publico e bla bla bla..."Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus"...se não quer que César tome o que entende-se indevido, participe da Democracia ué, vcs não acreditam nela???????????????????????????????????????

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 10:35



Comentário de: Amora.

Não sei quanto a outros lugares, mas aqui em BH a classe média tem REVERSÃO dos seus impostos de maneira muito visível, até gritante. Aqui a zona sul é rica e a zona norte é pobre. Na zona sul há coleta de lixo todos os dias da semana, de dia e à noite, as ruas são impecáveis, há estacionamento rotativo, há câmeras de vigilância na rua (olho vivo) monitoradas 24 hs por dia, há eventos culturais GRATUITOS semanalmente, além da vigilância ostensiva da polícia. Eu moro fora da cidade, mas trabalho no coração da zona sul. Aqui é simplesmente PROIBIDO passeatas e manifestações populares. Se isso acontece, em questão de minutos aparece a Guarda Municipal pra reprimir. Aqui, qualquer sujeito negro, com cara de pobre e mal vestido é abordado, mesmo se estiver apenas olhando uma vitrine.

Tenho um amigo negro, professor universitário da UFMG (melhor faculdade de MG), pós-graduado que sempre é parado pela polícia. Ele anda simples, mas limpo e com cabelo cortado, sem brincos nem tatuagens. Ou seja, não tem aquele "visual padrão" de maloqueiro. E no entanto vive tomando geral da polícia. Quando a polícia abre a carteira dele e vê a credencial de professor universitário dizem: "Desculpa, senhor, foi um engano. O senhor sabe, a região aqui é perigosa."

Certa vez, esse meu amigo se envolveu numa briga de bar, dessas de voar cadeira. Daí um policial deu-lhe uma chave de braço e umas porradas na costela. Chegando na delegacia, quando o delegado percebeu que o pm tinha "agredido" um professor universitário deu o maior esporro no subalterno. E a razão não foi por ele ter batido no meu amigo, e sim por ter batido num professor universitário. Pra "reparar" o incidente o delegado mandou uma viatura levar meu amigo até em casa.

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 10:37



Comentário de: Ricardo

você já apresentou arugmento melhores. O fato da tributação brasileira ser especialmente cruel com a classe baixa, não significa que os ricos pagos impostos de menos.

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 10:54



Comentário de: Adam · http://suspensaodejuizo.wordpress.com

Bem, Ricado, acho ninguém disse aqui que os ricos pagam impostos de menos...

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 11:13



Comentário de: João

Errado, errado, errado, Alex.

Os erros de poucos não justificam os acertos de muitos. Sou classe média (e talvez rico, depende de quem olha) e, anualmente, pago IR, IPTU, IPVA, taxas de luz, gás, telefone, TV, incêndio, água, etc, além de plano de saúde, previdência, seguro, etc.

Muitos "desfavorecidos" se abstém de pagar qualquer destas taxas, por vários motivos: (i) não pagam IR, pois recebem tudo por fora; (ii) não pagam IPTU, pois moram em área invadida; (iii) não pagam IPVA e ainda assim circulam com seus carros; (iv) não pagam por serviços públicos, pois pirateiam tudo isso.

Sim, é verdade que muitos ricos fazem "gato", é verdade que muito dono de Mercedes não paga IPVA ou qualquer outra coisa.

Mas a grande maioria da classe média, como eu, honra, com dificuldade, seus compromissos e trabalha duro diariamente para conseguir usufruir de seus "privilégios".

Então eu acho sim que eu: (i) não tenho obrigação de ajudar com caridade, pois já pago e muito para o benefício dos outros; e, (ii) pago mais impostos, direta ou proporcionalmente, do que a maioria da população.

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 11:29



Comentário de: lucas

alex,

que classe média é essa?

nem todo mundo com renda um pouco mais alta é filho de juiz ou de político.

a classe média que eu conheço:
- não sonega impostos. mesmo que quisesse, paga direto na folha de pagamento.

- tem medo da polícia. até porque sabe que tem grande chance de ser extorquida tenha cometido ou não delitos.

- paga uma quantidade absurda de taxas e impostos apenas para conseguir viver de uma forma minimamente regular.

a classe média que só se fode e reclama com razão disso é a dos que trabalham todo dia para pagar as suas contas. não a dos seus amiguinhos de infância (aliás que péssima companhia. seus pais sabiam com que tipo de gente você andava? aiaiai).

o argumento sobre a escola pública e o projeto de lei são de uma boçalidade total. que pai não vai querer o melhor que puder honestamente dar ao seu filho?
crianças não são trunfos políticos. se alguém pode oferecer mais aos seus filhos deve fazê-lo.
se todos, em vez de pagar escolas particulares, lutassem por uma escola pública melhor, o que aconteceria é que todas as crianças teriam um ensino de péssima qualidade, e a economia ia sentir um baque terrível, talvez irrecuperável. alem do mais, que poderes mágicos você acha que esse 0,01% (a sua "classe média" não pode ter mais do que isso) da população tem para mudar tudo?

isso de abrirmos mãos de nossos interesses pessoais (no caso, os interesses dos filhos) em prol do "coletivo" nunca deu certo. quando cada um tenta conseguir o melhor para si e seus familiares o "coletivo" sai ganhando muito mais. basta se abster de prejudicar outros individuos.

talvez fosse bonito que as pessoas ricas no brasil ajudassem as pobres, mas não resolveria em nada o problema estrutural que temos. e se a classe média (a de verdade, não o seu clubinho de vagabundos) parasse de pagar por serviços para doar seu pouco dinheiro aos pobres e engrossar as filas dos hospitais públicos, certamente pioraria muito pra todo mundo.


PermalinkPermalink 29.09.09 @ 14:48



Comentário de: lucas

sobre "a sociedade não quer que a polícia seja honesta..."

essa "sociedade" se resume aos 0,01% da população. eu e muita gente da classe média gostaria bastante que ela fosse 100% caxias.


PermalinkPermalink 29.09.09 @ 15:09



Comentário de: Ulisses Adirt · http://incautosdoontem.opsblog.org/

Comentário extra sobre impostos: apenas 30% da população possui carros. São exatamente esses 30% q mais usufruem dos investimentos públicos em estradas, ruas, pontes, túneis... Ou alguém vai me falar que o governo gasta mesmo dinheiro em transporte público e faixas de pedestre.

PermalinkPermalink 29.09.09 @ 19:38



Trackback de: Amálgama

Rio 2016 - Medo, despeito e reclamações
por Camila Pavanelli – O Rio vai sediar as Olimpíadas de 2016 e esses foram os comentários de algumas das pessoas mais queridas e amadas da minha vida:
“Olimpíadas no Rio, e daí? Não sei por que essa empolgação toda…”
“...

PermalinkPermalink 06.10.09 @ 04:01



Comentário de: mauro tatini · http://mtatini.blogspot.com

então deixa eu ver se entendi: desde que o governo ofereça um serviço (no caso escola e saúde) "gratuito" (e.g. pago pelo nosso imposto), não importa se é de qualidade ou não, right? E aí, eu (nós) devemos "lutar" pra que "vire" de boa qualidade. O ônus de fazer o serviço funcionar não poderia nunca ser jogado em cima do cidadão - é pra isso que elegemos representantes, que trabalham pra nós. Aqui vai o cenário de alguém tentando fazer o sistema funcionar: Eu e minha esposa queremos que o colégio público melhore. Pra isso, colocamos nossos dois filhos no sistema. Meus pais (ambos professores de colégio estadual) me colocaram pra estudar no Dante Alighieri, pagando o que nao tinham. Mas eu vou "acreditar que tudo vai dar certo", e coloco meus filhos (e por conseguinte o futuro deles) numa aposta de que "vai dar certo". Vinte anos depois, nao deu. O que fazemos? Matriculamos entao os dois em colégio particular, começando na primeira série de novo?
Outro cenário: nós pagamos seguro saúde (no brasil, mesmo morando em NY - isso é fato, by the way); em visita ao Brasil, meu filho fica doente, e eu vou no INPS pra "acreditar no sistema"; depois de horas de espera, ele é atendido, e piora; eu passo mal, sofro um ataque do coraçao, mas como nós combinamos, eu fico por lá mesmo, pra utilizar do "serviço que meu imposto me proporciona". Ninguém me atende em tempo, eu morro.
Minha esposa, cheia de orgulho de acreditar no país, escreve isso na minha lápide: "aqui jaz um marido patriótico; já cancelei o seguro saude privado".

Reality Check: faz 4 anos que minha irmã caçula morreu de um ataque de asma, por ter demorado pra ser atendida em sao paulo. Não venha me falar que o que eu escrevi é ficção.

PermalinkPermalink 07.10.09 @ 04:36



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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
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  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
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  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
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  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
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  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
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  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
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  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
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  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
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  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
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  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
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