E Você? A Série sobre Racismo Te Ajuda?

Racismo LLL

Alex, eu tenho que te agradecer, vc sempre falou que seu objetivo nesse blog era fazer as pessoas questionarem e pensarem a respeito dos assunto, vc me fez pensar de formar novas e diferentes sobre muitos assunto, mas mais do que isso, vendo muitos dos comentarios aqui eu começo a entender a real extensão da denegação que vc fala, nunca imaginei que seria possivel de chegar a tais extremos.

Sempre imaginei que era uma coisa boa no Brasil as pessoas terem vergonha de se assumirem como racistas, que isso significava que pelo menos em algum nível que elas entendiam que isso era errado, mas to vendo que não. As pessoas inventam as mais estapafurdias justificativas pra seus comportamentos racistas, só tem medo do título, nada mais.

No final, essa postura realmente atrapalha a resolução e o debate do problema. Esse debate sobre as cotas realmente faz com que os racistas saiam do armario, e isso é importante.

Meus textos da série sobre racismo são, de fato, totalmente irrelevantes. São lugares-comuns inócuos que todo mundo deveria estar cansado de saber. Podem ter alguma utilidade didática em sala de aula, iniciando debates, e olhe lá. A série só se justifica pelos comentários gerados.

O Brasil inteiro está exposto nesses comentários: o racismo brutal de uma sociedade hierarquizada, a denegação profunda que permite que esse racismo sempre se fortaleça, a tendência patológica de fugir do conflito a todo custo, o triste espetáculo dos privilegiados que acham que o privilegiado é sempre o outro.

Dá um baita medo.

* * *

Abaixo, um exemplo perfeito do tipo de comentário gerado pela série Raça. O autor também cometeu esse interessante texto. Reparem na má-fé, denegação e delírio necessários para se fazer essa afirmação sobre o Brasil de 2009:

Quem sofre discriminação e tem menos oportunidade hoje em função de sua cor de pele é o cidadão branco. (texto completo)

* * *Racismo LLL

Veja todos os posts sobre Raça do LLL e acompanhe a conversa, assinando o RSS dos comentários. Para divulgar toda a série, use esse link ou o botão ao lado.
 Obras Completas Sigmund Freud: Edição Standard - 24 volumes
Obras completas de Freud, de R$960, por R$299

 

13.09.09


Categorias: Raça


Posts similares:
Racistas que Comentam em Posts Anti-Racistas
Racismo: Ponto e Contra-Ponto
Pausa para um Aparte Catártico com Arnaldo Branco

(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Atalho pra o formulário

Comentários:


Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com/

Imagino q a Ana tenha incluído na palavra 'denegação' várias coisas q eu e outros dissemos aqui.

Como eu disse alhures, toda vez q alguém supostamente superiorizado trata o supostamente inferiorizado de igual pra igual no sol e na chuva, este último interpreta como inferiorização – particularmente na chuva. É natural q todos só queiram as benesses e prazeres da igualdade, não as malesses e dores.

Entre as dores da igualdade, estão vc ver questionadas tuas opiniões, ver expostas as falhas de tua lógica, ver rejeitada a relevância de teus ideais. É perverso presumir nesse questionamento, exposição ou rejeição uma ausência de boa fé e chamar de "racismo" ou "denegação". Tipo, qdo a igualdade não te traz benesses ou prazeres, então é uma desigualdade: qdo vc não consegue o q quer, tá sendo discriminado.

Tanto a Ana qto város outros aqui têm q encarar este diálogo como de igual pra igual. Se tua opinião é questionada, exponha as falhas do questionamento; se as falhas de tua lógica são expostas, conserte a lógica ou questione a exposição em seus próprios termos. Reverter tudo a uma acusação de desigualdade e/ou preconceito é infantil e indigno.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 13:47



Comentário de: Alex Castro Email

eu realmente nao tenho interesse em debater, em argumentos nem contra-argumentos. eu dou minha opinião, vcs lêem se quiserem, dão suas opiniões se quiserem, debatem uns com os outros nos comentários se quiserem. fiquem a vontade pra pensar e dizer o que quiserem de mim, mas não pensem que vão conseguir me arrastar pra um debate de idéias.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 13:59



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Ah isso é muito bom,se envergonhar de ser racista.
Até imagino a cena:

"Eu estou aqui porque sou racista,mais me envergonho disso,sei que ñ esta certo,mais eu sou,entrei no mundo do racismo muito cedo,jovem ainda. Mas vou vencer o meu racismo,assim um dia de cada vez."

As pessoas defedem os pensamentos racistas quando criança,mas só se a pessoa começar com a frase do tipo:
Eu tava errada... Eu era racista...,isso é ridiculo,ridiculo dizer pra uma pessoa que prefere ser rejeitada pelo pai do que ser negra,ridiculo dizer que ñ queria ir no colo de uma pessoa "suja" (rs´s)é patetico dizer essas coisas e me condenarem por só querer devolver na mesma moeda ofensa sobre a cor da pele.Se eu tivesse naquele tempo falado:
É sou leite azedo sim,melhor que vc seu afrodescentente,ai ninguem me condenaria né? pois eu usei os termos certos,vc´s ñ querem soluçoes vc´s querem eufemismos.No fundo vc´s é que são os racistas só estão maquiados.O Alex na qualidade de um nativo de cuiabá ñ vai a praia.Não é Alex?

" entende-se neste texto que os nascidos no rio de janeiro,são denominados nativos de cuiabá"

Foi isso que vc fez com o meu texto Alex,muito obrigado.Olha eu só continuo aqui porque apesar de tudo,vc é um ótimo escritor.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 14:22




Alex:

"O Brasil inteiro está exposto nesses comentários: (...)

Dá um baita medo." (Alex Castro)

Este medo surge porque tu vês toda aquela série de fenômenos (que editei) onde eles não necessariamente se encontram. Se todo mundo que diz "eu não sou racista, só penso diferente de você sobre como lidar com a questão" é automaticamente considerado um racista que não se manca que é racista, aí realmente o mundo inteiro fica parecendo um lugar muito hostil, onde a qualquer momento existe a possibilidade de abraçar o Dr. Jekyll e ser esganado pelo Mr. Hyde.

Quando o sujeito que diz "eu sou racista" é visto como alguém sincero e o que diz "eu não sou racista" é visto como alguém que nega a realidade, qualquer coisa que qualquer um diga corrobora a tese do racismo universal.

Neste caso não querer debater é mesmo uma posição sensata. :)


PermalinkPermalink 13.09.09 @ 14:23



Comentário de: Alex Castro Email

indy... hã?

arthur, eu não acho q é racista qualquer um q diz "eu não sou racista"... eu acho q são racistas as pessoas que emitem opiniões q considero racistas... o modo como essas pessoas se auto-definem é q irrelevante... canhoto é quem escreve com a mão esquerda... se o cara se diz canhoto ou se diz destro é irrelevante...

e, realmente, se os comentários da indy não são extremamente racistas, eu realmente não sei mais o que é... se aquilo não é racista então nada mais é... racista então, pra vcs, é só o cara que pega o negro e lincha, e olhe lá...

mas mesmo isso é irrelevante... toda a série sobre racismo é sobre o racismo estrutural da sociedade brasileira - q independe totalmente de existirem pessoas com sentimentos e opiniões racistas ou não... racista é o modo como nossa sociedade foi pensada, construida e organizada e mesmo se, do dia pra noite, todos os racistas sumissem, a sociedade continuaria a mesma, o problema continuaria idêntico...

mas, enfim, isso tudo eu já falei melhor e mais articuladamente em vinte posts da serie racismo, nem sei pq estou aqui repetindo isso, só mesmo pq é domingo e tava aqui de bobeira...

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 14:30



Comentário de: Lucas

"O Brasil inteiro está exposto nesses comentários: o racismo brutal de uma sociedade hierarquizada, a denegação profunda que permite que esse racismo sempre se fortaleça, a tendência patológica de fugir do conflito a todo custo, o triste espetáculo dos privilegiados que acham que o privilegiado é sempre o outro."


Estranho, li essa parte e não sei se me encontrei em alguma das situações. Em que lugar eu me encaixo?

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 14:54



Comentário de: Ana

Arthur, segundo a sua própria definição do que é racismo no comentario do outro tópico alguém que profere comentários como: Os negros são fracos, ou os negros fazem mais coisas erradas, é racista, pois está generalizando, atribuindo a todos os integrantes de um grupo com caracteristicas físicas similares uma mesma qualidade de caráter. E se essa mesma pessoa diz: eu não sou racista, isso é denegação. Só faltava falar: não sou racista, só não gosto de preto.

Por isso, Plausível, não estava me referindo a vc, não pensei em comentarios seus quando escrevi esse comentário. Eu, como vc, acho que a hipocrisia é uma das bases da vida em sociedade, e de certa forma, como disse no comentario, achava que tinha algo de bom nela em relação ao assunto em questão, só que mudei de ideia.

Pra vcs dois que ficam falando que automaticamente quem discorda é chamado de racista, eu ainda não tenho opinião formada sobre as cotas para negros, the jury is still out. Achava que as cotas sociais faziam mais sentido, pensando pragmaticamente inclusive, mas tenho tendido ao outro lado por ver as reações de ódio e medo que surgem com relação a possibilidade de cotas para negros, e pq antes de se juntar ao coro é sempre bom ver quem ta cantando do seu lado...

E no sentido de opiniões eu to bem pro lado do Adorno, que nem todas as opiniões são igualmente válidas. Quer dizer, as pessoas tem o direito de serem imbecis, só não esperem que eu não as ache imbecis...

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 15:03



Comentário de: Alex Castro Email

Estranho, li essa parte e não sei se me encontrei em alguma das situações. Em que lugar eu me encaixo?

Hahahahahaah! Ai meu deus, esse blog é diversão garantida. Acontece mt de eu falar algo e um bando de maluco vestir a carapuça, mas essa é nova...

deixa eu ver se entendi... vc leu o trecho e não sabe se vestiu a carapuça ou não?? e quer q EU responda se vc deve vestir a carapuça ou não?

meu filho, eu nem te conheco, não sei quem vc é... se vc não sabe onde vc se encaixa, ou SE vc se encaixa em algum lugar, como é que eu vou saber? já pensou em perguntar pro espelho?

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 15:08



Comentário de: Lucas

Cotas nas universidades públicas é uma forma de corrigir um erro com outro erro, QUE FUNCIONA.

Ainda não se viu forma mais eficiente de fazer o negro ser mais reconhecido, do que utilizar as cotas. Só foi com as cotas que a sociedade começou a se preocupar com a questão e tentar ver o negro como semelhante, porque não há quem não aprenda com a dor (Com as cotas o número de vagas diminui e fica mais difícil entrar no Ensino Superior).

As cotas definitivamente não são uma medida CERTA, mas devem ser uma das mais EFICIENTES; uma medida temporária.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 15:11



Comentário de: Lucas

Ué, você não conhece quase ninguém que comenta e fala que as coisas são assim, assado e etc. com algumas conclusões tiradas dos comentários.

A Indy mesmo começou a chamar pelo plural e chamar os outros de politicamente corretos, e eu acho que ela não conhecia ninguém mesmo.

E o que te garante que perguntei para você? Perguntei para quem quisesse responder, ué.


PermalinkPermalink 13.09.09 @ 15:15



Comentário de: Alex Castro Email

Lucas,

Dado q vc nao assina seu nome completo (como o Arthur), não tem um nick ridiculo, unico e reconhecivel (como o Dr Plausivel) e não fornece nem um site ou blog como referencia (como a Indy), fica dificil de qualquer pessoa, inclusive eu, saber quem vc é o suficiente pra concluir qualquer coisa sobre vc. Tem uns 5 ou 6 Lucas que comentam regularmente aqui no blog...

Mas enfim, boa sorte.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 15:19



Comentário de: Draupadi · http://didascaliae.blogspot.com

um dia de cada vez e só por hoje, pra ajudar cada um de nós a tirar as pedras dos próprios sapatos.
Sei lá se sou racista ou não. Mas já tive muitas "preferências" e "concepções de vida" que no final das contas descobri ser puro racismo camuflado - camuflei até de mim mesma. E sempre tem algo a mais do que se envorgonhar nessa vida =(
Go on, please!

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 15:31




Ana:

Muito bom! :) Através do critério que apresentei tu identificaste o ponto inconsistente do discurso da Indy.

Identificado esse ponto, precisamos começar a pensar o discurso da Indy (e das pessoas que pensam como a Indy) em termos de consciência e intencionalidade.

Aí encontraremos quatro grandes categorias:

1) Os que sabem que são racistas e pretendem continuar sendo.

2) Os que entendem que possuem elementos racistas em sua visão de mundo e procuram trabalhar isso.

3) Os que não sabem que possuem elementos racistas em sua visão de mundo e não estão dispostos a fazer qualquer análise neste sentido.

4) Os que entendem que podem possuir elementos racistas em sua visão de mundo e estão dispotos a se auto-avaliar.

O n° 1 é o racista convicto, assumido publicamente ou não. Contra esse é fácil se posicionar. É para lidar com esse cara que tem que existir legislação criminalizando o preconceito racial.

O n° 2 é o cara que tu e o Alex tem certeza que tem um lugar reservado no céu. Palmas para esse sujeito.

O n° 3 é o cara acomodado, que não sofre com o racismo e portanto não se importa muito com o assunto. Ele tem resistência à conscientização porque isso implica passar a sofrer em função de um problema que originalmente não o afetava. É uma postura compreensível, ainda que eticamente questionável. Esse cara é aquele a quem devemos cooptar pela sensibilização perante o sofrimento do outro, para que ele pule voluntariamente para a definição do item 4.

O n° 4 é a Indy. É gente boa, não tem nada contra qualquer raça, percebe que o racismo é algo ruim, tem disposição para debater o temática, só precisa de um esclarecimento de boa vontade aqui, outro ali, para se converter voluntariamente ao n° 2.

Racista mesmo só o n° 1.

Chamar o n° 2 de racista é sacanagem: ele já encontrou o caminho, a verdade e a vida, só não ganhou auréola ainda. Mas está se esforçando.

Chamar o n° 3 e o n° 4 de racistas é contraproducente. (Eu tinha escrito "burrice", apaguei e depois resolvi registrar de novo.) Isso tende a forçar o sujeito a se encastelar na posição n° 3 para defender sua paz de espírito e sua auto-estima.

Conclusão:

Para combater o racismo é necessário estabelecer leis para conter os racistas convictos e promover uma educação fraterna e estimuladora do senso crítico. Puxar briga e chamar de racista quem não se vê como tal é contraproducente.

Paz e amor, bicho. :)

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 16:08



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Alex deixa eu refrescar a sua memoria...


Ou seja, o animal pegou uma palavra que usei, cuja definição é convencionada e ponto pacífico pra todos os falantes da língua, redefiniu-a de um modo totalmente distorcido (na verdade, inventou uma nova definição que ninguém usa),


Vc pegou o meu depoiemnto,distacou a parte que lhe interessava e me jogou no seu blog,e eu fiquei a mercê das interpretações alheias,e fui tachada de racista apenas por ñ aceitar a suposta inferiorizaçaõ do negro,porque pra mim,no meu mundo eu nucna me achei melhor que um negro,mas tbm nunca me senti culpada pelo que os brancos fizeram anteriormente,e ñ reconhecer a minha vergonha por esse passado negro que os brancos têem,me faz ser considerada racista.
Ora naquele tempo era aceitavel perante a sociedade branca,a ñ ser que exista um branco que viveu naquele tempo(e foi feitor de escravos ou mesmo senhor de alguns deles) e vive até hoje.Eu ñ acho que nehum branco deva se envergonhar do que os outros brancos fizeram.Deveria ser um acordo tácito,no silenciar da lei Áurea,ninguem deveria mais tocar neste assunto.
É a minha opinião.
P.S:Vou esperar a chance de falar sobre os gays e os judeus rs´s

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 16:31



Comentário de: Alex Castro Email

Oi Indy

Eu nao "joguei nada no blog": vc postou seu comentario aqui voluntariamente.

Deveria ser um acordo tácito,no silenciar da lei Áurea,ninguem deveria mais tocar neste assunto.

Hahaha, perfeito. Minha tese de doutorado é justamente sobre esse acordo tácito, q de fato existiu, logo após a Abolição, de simplesmente não falar mais na escravidão e enterrar o passado, esquecer tudo e torcer pelo melhor. Naturalmente, esse acordo só fez piorar as coisas e existem indicadores que sugerem que a vida dos negros livres era pior em 1940 do que em 1840, apesar de todos os indicadores sociais do país de modo geral estarem melhores.

Mas enfim. Você está afinadíssima com o pensamento das elites brasileiras circa 1888-1930. :) E de muita gente até hoje, claro!

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 16:40




No linque, excelente texto sobre educação no Brasil. Bom pra Alexes e Jorges Nobres.

Ana,
O Brasil discutindo as cotas é como um casal brigando sobre o q fazer com o prêmio da mega-sena ANTES de ganhar. Peraí, ¿não é preciso ANTES consertar a escola das crianças? ¿Não seria preciso rever a balela do vestibular, q transforma a universidade num clubinho, atiçando o desejo de nele entrar e de nele pautar o mercado de trabalho?

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 16:48



Comentário de: Ana

É, e agora? Ganho um biscoito?

Arthur, a questão é que com ou sem a sua definição de racismo, eu e outras pessoas aqui, já tinhamos identificado muito bem esses elementos racistas no discurso da Indy. Vc é que estava defendendo a visão dela como não sendo racista...

Eu só respondi pra Indy, e entrei nessa conversa, justamente tentando mostrar pra ela que existia outra possibilidade de ver as coisas, mas cansei já.

Eu e o Alex não somos iguais, não somos amigos, não nos conhecemos, não concordamos em tudo. Só sei o que ele pensa do mundo através desse blog, e quando escrevo aqui, falo por mim, como ele fala por ele mesmo. Só sei que eu nem céu acredito.

De resto, li seu texto rapidamente, não fui eu que comentei nele. Só digo que teus argumentos contra as cotas são exatamente do tipo que fazem pensar em ser a favor delas, inclusive pq partem do pressuposto que as cotas são uma reparação por discriminação e menores oportunidades do passado. E o que discutimos é que as cotas são uma reparação para a discriminação e diferenças de oportunidade do presente. Que as pessoas sofrem hj, e não que seus antepassados sofreram.

E vc na sua parábola, obviamente coloca o negro cigarra como quem cantou e dançou enquando o branco formiga se esforçava e trabalhava. Deixa eu te perguntar uma coisa: vc fez algum vestibular tipo FUVEST recentemente? Desde que o troço se tornou hipercompetitivo? Vc sabia que em 1996 por exemplo a diferença entre aprovados ou não no vestibular era de 0,5 pontos em mil? E essa diferença só vem diminuindo nos ultimos anos. E que isso em termos de estudo ou capacidade não quer dizer nada?

Os cotistas competem entre si por 30 vagas em 100, os não cotistas competem entre si por 70 vagas. Tem que distorcer muito o raciocinio pra pensar que o cara consegue entrar no vestibular sem estudar nada, ou realmente achar que negros são menos capazes intelectualmente.

E uma cois que aprendi na minha profissão é que não dá pra ficar passando a mão na cabeça de todo mundo, e que certas coisas precisam ser apontadas. Só assim existe crescimento e aprendizagem.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 16:51



Comentário de: Ana

Plausível, acho que um monte de coisas podem e devem ser revistas, mas uma coisa não exclui a outra. Falar de cotas para negros não exclui discutir a melhora da educação publica e/ou mudanças no vestibular. Que alias, ja estão ocorrendo, vide a FUVEST que tem sido reformulada a cada ano, ou o uso que a UNIFESP faz do ENEM.

Eu acho que o conceito geral de que pessoas com formação universitária ganham mais, que no brasil falta mão de obra qualificada, tbm deveriam ser revistos. Na minha área abre-se concursos publicos com salarios de 700 reais por mes, muitos com exigencia de especialização. Na area privada é altamente comum salários de 1000 reais por 40 horas semanais. Vendedor de balas no farol ganha mais do que isso...

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 17:03



Comentário de: Lucas

Dr.Plausível

O ruim é que a gente tem que alocar a lógica com o que a sociedade quer.

Você pode não ter tempo, estar cheio de outras atividades mais importantes, mas se escolher uma faculdade particular (Nem que seja pelo ProUni) que te ocupe um pouco menos de tempo passa a ser visto como "aquele que comprou o diploma e não passou na faderal", que dirá não fazer faculdade. Por isso, vale a pena entrar no clubinho.

Para isso tem que se fazer uma provinha que em geral é muito mais fácil do que já foi; tem gente aqui na minha região que coloca placas de homenagens para pessoas que passaram em cursos de menos de 2 por vaga.

Não sei, mas acho que quando o indivíduo passa no vestibular ninguém faz questão de lembrá-lo do quadro dos processos de trainee e concursos públicos; que exigem muito mais.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 17:16



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Mas, Ana, implantar as cotas ¿não é o mesmo q declarar aberta e publicamente q os negros são intelectualmente inferiores? ou ¿q no Brasil negro é sinônimo de pobre, e q pobre branco ou índio não merece consideração? ou, principalmente, ¿q a universidade brasileira é apenas uma fabriqueta de diplomas, e q estes nada mais são do q autorizações por escrito pra se candidatar a empregos q usam conhecimentos importados?

Os demônios do racismo estão no próprio movimento negro. A gente sempre mata aquilo q mais ama.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 17:30



Comentário de: Lucas

Ana,

Realmente, tenho 19 anos e estou no inicio da faculdade.

O último concurso que fiz pagava 1160 brutos para nível médio e fiquei dentro da vaga, moro no interior do Paraná e é uma proposta muito mais interessante que um estágio e ainda tem o cadastro de reserva para os outros 3 que ficaram classificados.

Foram 216 pela vaga, e acredite, estão pagando uma grana preta para quem sabe um pouco de informática, domine crase e concordância e estude os conhecimentos específicos para NÍVEL MÉ;DIO.

O Brasil, embora careça de oportunidades, é um país fácil pq falta gente qualificada.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 17:34



Comentário de: Lucas

NÍVEL MÉ;DIO (Um erro de html ali) :D

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 17:35



Comentário de: Alex Castro Email

implantar as cotas ¿não é o mesmo q declarar aberta e publicamente q os negros são intelectualmente inferiores?

entao vc acha mesmo q todo mundo q eh a favor das cotas é pq acha q os negros sao intelectualmente inferiores? impressionante... nao tem nem o q responder a isso...

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 17:37



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Lucas,
É um sistema de erros. Tá todo mundo improvisando.

O dia em q eu contratar um serviço q é terminado eficientemente em UMA tentativa, faço uma festa em meu blogue. Quase tudo q mando consertar, tenho q devolver. Quase tudo q mando instalar, tenho q consertar depois eu mesmo. Os melhores profissionais q conheço são os q NÃO fizeram faculdade, apenas tiveram boa educação EM CASA e aprenderam a se dedicar.

E eu sou um deles. Meu pai não tinha diploma universitário; eu tbm não tenho.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 17:40



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

"vc acha mesmo q todo mundo q eh a favor das cotas é pq acha q os negros sao intelectualmente inferiores?"

CLARO q não. É uma pergunta, não uma afirmação. Tou dizendo q os atos têm implicações além daquelas em q seus atores acreditam. E não só isso: tbm existem atos falhos.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 17:50



Comentário de: Ana

Plausível, não, não acho. Mas qual o seu ponto?

Sabe o que cansa nessa conversa? A pessoas faz um argumento, ao que vc contra argumenta, discute explica. E ao invez de debater esse mesmo argumento, ja pulam pra outro: "mas é o..." E dessa forma ad infinitum, até que se volta ao primeiro argumento e rinse and repeat tudo de novo... Isso cansa, sabe?

Lucas, o meu post não era com vc, era com o arthur, mas vc postou o seu enquanto eu estava escrevendo. Mas vc reafirma o meu ponto de que educação superior não garante melhores salarios, vc com ensino médio tem melhores ofertas que eu que tenho superior e mestrado completos. Se houvesse falta de gente com superior na minha área teriam de pagar mais, se houvesse tanta mão de obra desqualificada assim, não exigiriam informatica e ingles pra faxineiro, ou não conseguiriam preencher as vagas. No Brasil faltam vagas para trabalho qualificado.

Mas essa discussão não vem tanto ao caso, era só um exemplo de mais coisas que podem ser discutidas, e que isso não impede que se discuta a necessidade/ boa ideia ou não de cotas.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 18:13



Comentário de: Paulo · http://fyiblog.wordpress.com/

Olha, nao comento mais muito por aqui pois acho que vc perdeu a mao no blog no geral. Mas a sua 'serie' sobre racismo eh um bom exemplo. Tem alguns bons pontos aqui e ali, mas o exagero e a generalizacao que vc assume sao pessimos. Parece que vc esta tentando balancear o absurdo que eh o racismo historico com o racismo atual (que ainda existe, logico). Eh a tipica tatica que os professores de ciencias sociais daqui usam: o de que nada eh solucionado sem uma crise, entao mesmo se a 'crise' nao existir, eh preciso criar uma.

I mean, o seu post "As Histórias de Horror que o Racismo Engendra" eh provavelmente o pior post de todos esses anos de LLL. Parece algo saido do Crooked Timber ou pior, de um "Sadly No!" da vida.

Eh uma pena, pois o blog era bom. E eu pensava ser um dos primeiros que comprariam seu livro. Mas nao da.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 18:51



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Ana,
E vc pode não achar, mas ¿vê o perigo?

"ao invés de debater esse mesmo argumento, já pulam pra outro"

Isto é uma conversa. O q um diz não é necessariamente uma resposta direta ao q outro disse. Registrei tua resposta das 17.03, mas ali há pouco do q discordar, pq são fatos generalizantes e não contra-argumentos. Claro q há muito pra se rever, claro q uma coisa não exclui a outra. Uma polêmica existe justamente pq uma coisa não exclui outra. A questão não é o q excluir, mas o q priorizar.

As cotas parecem confirmar q a faculdade brasileira é um Nirvana após o qual tudo há de ser perfeito. Ou seja, as cotas confirmam q o modelo universitário brasileiro já é ineficiente em princípio. A universidade deveria ser um local onde os melhores e mais capazes têm a oportunidade de desabrochar e contribuir ao máximo na sociedade. ¿Q importa se são azuis ou verdes? Vc mesma disse um vendedor de balas pode ter uma vida melhor q um profissional qualificado. ¿Qual é o fetiche com "profissional qualificado"? são as 9 sílabas?

Em cima disso, há várias alternativas melhores do q o sistema de cotas. Há o sistema de bolsas, q pode ser expandido. Fiz arquitetura na USP, mas sendo período integral, depois de alguns anos tive q largar pra poder me sustentar. Se eu tivesse uma bolsa, não teria largado (bom, ajudou q a faculdade não satisfez minha expectativa de qualidade de ensino). Há sistemas como por exemplo o do Uruguay, onde a universidade pública é literalmente pública: qqer pessoa com o colegial completo pode cursar uma faculdade automaticamente, sem vestibular. Só q os cursos são muito puxados, e entram 500 alunos no primeiro ano, e ao final de 4 anos se formam, sei lá, 50. Há idéias como a universidade aberta no Reino Unido, q agora começa a aparecer aqui como "ensino à distância". Essa fixação doentia do brasileiro com o vestibular e a faculdade é uma praga – uma praga q contaminou o movimento negro pq o brasileiro em geral não tem idéia de q o ensino pode ser organizado diferentemente.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 18:52



Comentário de: Carol · http://www.blogger.com/home?pli=1

Olá.

Da série do racismo, alguns pontos discutidos realmente abriram minha mente para alguns pontos nos quais não havia pensado antes.

Mesmo assim, eu continuo achando que as cotas não são a solução ideal, apesar de entender que sim, existe um problema e que, sim, a dimensão dele é muitas vezes ignorada por quem não é atingido.

As discussões do tema em geral acabam por bater quase sempre nas mesmas teclas (o que é normal, indica somente que há grupos com opiniões relativamente homogêneas no atual momento).

Dessas teclas, uma das que realmente me preocupa e realmente me faz pensar é: as cotas podem motivar mais segregação ou não? Sinceramente, eu acredito que sim.

Vou dar um exemplo generalizante (que não teve nenhum rigor metodológico): convivi com estudantes da Universidade Federal do Rio há uns dois anos. Eram boas pessoas, inteligentes e bastante divertidos. Quando, em um bar, alguém falou de cotas, uma moça cantou uma musiquinha extremamente ofensiva (e bastante racista) que os estudantes da federal cantavam para o pessoal da estadual do Rio em jogos universitários.

Não me lembro da letra inteira e nem cabe postar aqui a parte que recordo, pelo seu teor racista e ofensivo. E a música era direcionada para os cotistas.

Alguém com certeza dirá que isso é um sintoma da sociedade, que é parte da cultura segregadora. Eu até concordo. Mas, reitero que o alvo eram os COTISTAS. Ou seja, segundo o que conversei, se houvesse negros, que não cotistas, a música não teria sido feita.

A estigmatização, antes de ser contra os negros, era contra aqueles beneficiados por cotas.

Abs.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 19:30



Comentário de: Carol · http://logica-inversa.blogspot.com/

Postei minha URL errada. Culpem a telefônica, que derruba a conexão.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 19:33



Comentário de: Alex Castro Email

Mesmo assim, eu continuo achando que as cotas não são a solução ideal, apesar de entender que sim, existe um problema e que, sim, a dimensão dele é muitas vezes ignorada por quem não é atingido.

carol, pra ficar registrado, eu acho que cotas raciais são uma solução imperfeita e desastrada para resolver as gigantescas disparidades raciais do Brasil. talvez sejam até mesmo a pior solução de todas - com exceção de todas as outras. (assim como a democracia é o pior sistema político do mundo, com exceção de todos os outros.)

o comentario ficou longo, entao vai virar post. um dia deses... :)

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 20:34




Ana:

"É, e agora? Ganho um biscoito?

Arthur, a questão é que com ou sem a sua definição de racismo, eu e outras pessoas aqui, já tinhamos identificado muito bem esses elementos racistas no discurso da Indy. Vc é que estava defendendo a visão dela como não sendo racista..." (Ana)

Ana, mas eu não acho que a Indy seja racista. Como eu disse, "racista mesmo só o n° 1". A Indy só tem um ou outro elemento no discurso que destoa de sua clara intenção de combater o racismo.

Nem a Indy se acha racista nem toleraria o racismo onde o identificasse, tenho certeza. Uns poucos elementos destoantes no discurso de quem nunca se aprofundou teoricamente no assunto são compreensíveis.

"cotas são uma reparação para a discriminação e diferenças de oportunidade do presente. Que as pessoas sofrem hj, e não que seus antepassados sofreram. (Ana)

Quem sofre discriminação e tem menos oportunidade hoje em função de sua cor de pele é o cidadão branco, Ana.

Não existe nenhum direito ou privilégio estabelecido em lei ou regulamento que beneficie um cidadão branco em função de sua cor de pele. Ao contrário, existem direitos e privilégios que benficiam um cidadão negro em função de sua cor de pele. Isso é fato.

Agora, se quiseres argumentar com a subjetividade no estilo "branco correndo é atleta, negro correndo é ladrão", aí o problema não é de legislação e sim de educação e cultura. E, se o problema não é de natureza legal e o Brasil tentar resolver através de legislação, isso é o mesmo que martelar parafuso. Além de não resolver, vai dar m*rd*. Bem como eu disse no texto "Estatuto da Igualdade Racial: a institucionalização do racismo no Brasil".

Vamos deixar uma coisa bem clara? Eu nunca disse que o problema não existe, eu sempre disse que as soluções propostas equivalem a tentar apagar fogo com gasolina.

Sobre a questão dos vestibulares, a diferença cada vez menor entre os primeiros colocados é mais um argumento contra as cotas, pois tem muita gente bem preparada que seria prejudicada em favor de gente muito menos preparada.

E sobre "passar a mão na cabeça", não tem nada a ver com o que eu disse sobre assumir uma postura mais "paz e amor". Eu disse que é contraproducente promover o conflito com o n° 3 e o n° 4, o que é bastante plausível (vamos ver se o Shazam atende o chamado). Mantenho essa posição. Acho que só tem sentido falar em "passar a mão na cabeça" com o n° 1 que não quer ser perturbado.


PermalinkPermalink 13.09.09 @ 21:49



Comentário de: Alex Castro Email

Disse o Arthur: Quem sofre discriminação e tem menos oportunidade hoje em função de sua cor de pele é o cidadão branco.

Minha reação: hahahahahahahahahahahah! Pronto. Como eu sempre digo, o bom desse assunto é que todo mundo acaba se mostrando...

Eu nunca disse que o problema não existe, eu sempre disse que as soluções propostas equivalem a tentar apagar fogo com gasolina.

Arthur, como eu já falei pra outro leitor, o problema não só existe, como ele é VOCÊ.

A quantidade de má-fé, delírio e denegação necessários pra fazer seu comentário acima é astronômica.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 22:04




"(...)a música era direcionada para os cotistas.

(...) reitero que o alvo eram os COTISTAS. Ou seja, segundo o que conversei, se houvesse negros, que não cotistas, a música não teria sido feita.

A estigmatização, antes de ser contra os negros, era contra aqueles beneficiados por cotas." (Dr. Plausível)

quod erat demonstrandum


PermalinkPermalink 13.09.09 @ 22:09




Alex:

"Arthur, como eu já falei pra outro leitor, o problema não só existe, como ele é VOCÊ.

A quantidade de má-fé, delírio e denegação necessários pra fazer seu comentário acima é astronômica." (Alex Castro)

Hehehehe... "desconfiei" que vinha chumbo. :-)

Mas, Alex, descontextualizar o que eu disse para me atacar não altera o que eu disse originalmente:

"Não existe nenhum direito ou privilégio estabelecido em lei ou regulamento que beneficie um cidadão branco em função de sua cor de pele. Ao contrário, existem direitos e privilégios que benficiam um cidadão negro em função de sua cor de pele. Isso é fato." (Eu)

Ou seja, eu deixei bem claro que estava falando que do ponto de vista legal quem é beneficiado é o negro em detrimento do branco. E isso é verdade.

Logo a seguir eu disse para a Ana:

"Agora, se quiseres argumentar com a subjetividade no estilo "branco correndo é atleta, negro correndo é ladrão", aí o problema não é de legislação e sim de educação e cultura. E, se o problema não é de natureza legal e o Brasil tentar resolver através de legislação, isso é o mesmo que martelar parafuso. Além de não resolver, vai dar m*rd*." (Eu)

Então, Alex, eu não estou argumentando de má fé, porque eu simplesmente citei aquilo que é real e verdadeiro em nosso ordenamento jurídico atual.

Não neguei/deneguei nada, afirmei explicitamente que o problema existe. Só que a pseudo-solução que estão tentando empurrar goela abaixo da sociedade brasileira será na verdade fonte de problemas muito maiores.

Agora, se achas mesmo que eu sou racista, ao utilizar um ad hominem ofensivo (agente de má fé, delirante) estás me empurrando para a posição n° 3. Vou negar de modo cada vez mais radical. ;)

Nós temos posições divergentes sobre a questão. Isso não me faz produzir ilações sobre a tua boa fé. Só me faz achar que estás beeem equivocado. E - quem diria - que a tua posição é que é parte do problema, não a minha! :)

Mas, como eu já disse, eu acho estimulante tentar entender teu modo de pensar.

"Como eu sempre digo, o bom desse assunto é que todo mundo acaba se mostrando..." (Alex Castro)

Ué, não estava claro que divergíamos desde o início do papo?

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 22:28



Comentário de: Helvecio

Sim, essa série me ajudou e me ajuda. Inclusive os comentários.

E já se tornam referência. Se converso sobre o tema com alguém, cito o blog, a séries e os comentários.

Abraços
Helvécio

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 22:36



Comentário de: Alex Castro Email

arthur,

tem comentarios q sao eliminatorios, cara.

eu soh converso sobre racismo com gente q eu acho que está de boa-fe, tentando entender o problema.

tá cheio de maluco alucinado gritando sozinho nos comentarios do LLL, tentando extrair uma resposta de mim e só conseguem silencio...

se vc acha mesmo q, no brasil, sao os brancos q tem menos oportunidades, entao fodeu. só com má-fé pra falar um absurdo desses. pra mim, é um comentario nivel "juventude ariana"

chega. tô fora.

fique à vontade pra continuar comentando aqui no blog, vc nao está sendo censurado nem nada, mas diálogo comigo acabou. cansei. eu nao converso com quem acha um absurdo desses. tudo tem limite.

no maximo, vou passar a destacar seus comentarios como "exemplo negativo"

abraços

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 22:47



Comentário de: Carol · http://logica-inversa.blogspot.com/

Alex

Males da prolixidade. Escrevo sempre mas do que deveria e menos do que gostaria.

Enfim, pode ser um pouco de idealismo meu, pode ser até mal da idade (esses 20 e poucos anos), mas eu acho que soluções novas ou melhorias em soluções adotadas devem ser sempre propostas e discutidas.

E acho que, como tudo, aliás, o congresso discutiu isso pouco com a sociedade. Mas isso é outro assunto.

Obrigada pela resposta.

Abs.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 23:32



Comentário de: Alex Castro Email

carol,

o comentario longo q me referi foi o que eu ia escrever em resposta ao seu, mas transformei em post. mandei pro seu email.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 23:55



Comentário de: Ana

Alex, sabe o que eu acho muito engraçado nisso tudo? É que bastou surgir o assunto de cotas para negros de como surgiram de repente de todos os cantos os defensores dos pobres brancos pobres...

Incrivel como nunca tinham se preocupado com isso antes a não ser pra fechar o vidro no farol...

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 00:24




Alex, vc disse: “e, realmente, se os comentários da indy não são extremamente racistas, eu realmente não sei mais o que é... se aquilo não é racista então nada mais é... racista então, pra vcs, é só o cara que pega o negro e lincha, e olhe lá...”
Pelo jeito, vc não entendeu quem é racista pra esse pessoal. Racista é o próprio negro, entende? O que chama a menina branca de “leite azedo”. Ou os defensores das cotas. Ou seja, eu, você, e muitos outros não podemos nos enganar: somos racistas. Não contra os negros, porque esses não sofrem discriminação alguma no Brasil ou no mundo, mas contra os brancos, os verdadeiros perseguidos nessa história toda. Pô, é tão simples...
Dá um baita medo sim.
Mas o bacana é que se a gente debater outros preconceitos, como machismo e homofobia, o argumento será o mesmo: é o homem hétero que está sendo perseguido e tolhido de suas oportunidades hoje em dia. Tadinho.

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 00:42



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

"sabe o que eu acho muito engraçado nisso tudo? É que bastou surgir o assunto de cotas para negros de como surgiram de repente de todos os cantos os defensores dos pobres brancos pobres"

Não, Ana. O engraçado é q escrevi "pobre branco ou índio" e vc só registrou "pobre branco", demonstrando q teu senso de justiça é bastante seletivo, seguindo o figurino q descrevi alhures:

"A enorme maioria dos índios foi exterminada e ¿quem agora defende "cotas pra indígenas" nas universidades? Pro movimento negro, pior q a igualdade de fato é a questão indígena; qqer menção ao índio é sumária e acintosamente ignorada. Nesse ponto, o negro se sente irmão do branco: os dois vieram aqui pra ficar; tira essa sub-raça da frente q a América é nossa."

Pro movimento negro, a questão do índio é o elefante na sala q ninguém quer mencionar. Claro, perto do q aconteceu e acontete com os índios, o q aconteceu e acontece com os negros é uma história de sucesso. E desse contraste, melhor não falar, né, senão fica chato.

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 00:49



Comentário de: Ana

Plausível, novamente, quem disse que eu estava falando de vc? Me dirigi a vc? Não, né?

Vc realmente acha que eu lembro de tudo que vc postou nos comentários do lll? Alias, nem sei aonde vc postou esse auto-quote que vc deu.

E se vc acha que eu lembro quem postou o que exatamente aqui, tá muuuuito enganado.

Mas, na boa, se a carapuça serviu...

Agora, vc quer discutir a questão dos indios, abra uma série de posts como o Alex fez sobre os negros, a Lola e outras fazem sobre as mulheres.

Ninguém aqui ta dizendo que não é um assunto importante de ser discutido, vc é que fala que não se pode discutir as cotas sem antes discutir todo o sistema de ensino, sem discutir os indios, os brancos pobres, a morte da bezerra...

Parece até a historia de Cuba. Alguém diz o Brasil tem problemas, o outro responde: ah, é? mas de cuba vc não fala. Os negros sofrem preconceito. - Ah é? mas dos indios vc não fala.

Quer falar das questões dos povos indigenas, fale. Prometo que vou ler e pensar no assunto. A existencia de um problema não elimina a existencia de outro.

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 01:28



Comentário de: Luis

só com muita ingenuidade pra um brasileiro dizer que não é racista.

a questão é ver onde está, até onde vai, de onde veio, como mudar o seu racismo, se isso for do seu interesse, claro.

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 01:42



Comentário de: Adam · http://suspensaodejuizo.wordpress.com

E Você? A Série sobre Racismo Te Ajuda?


Eu sou ambivalente quanto à série. Nunca vi um debate tão honesto e contundente sobre racismo, e aprendi muito sobre fatos que ignorava. A série é especialmente legal porque não é o tipo de coisa que esperava ler no LLL, era bastante incômoda mas, ainda assim, valeu muito a pena ler. Sinceralmente, não tenho inteligência e background suficiente para entender a maior parte da série, mas o pouco que vislumbrei me ajudou bastante.

Continuo "me opondo" (entre aspas porque não faço nada de efetivo sobre o assunto, só tenho a opinião) as cotas raciais, embora respeite profundamente seus defensores. Não gosto da ideia de que falta conflito no Brasil, basicamente porque sou um covarde mesmo e porque vi tanta coisa ser consertada pelo acordo que não perco a fé. Entretanto, aos poucos, vou conseguindo pensar a questão de maneira cada vez mais profunda, sempre com novos fatos, novas descobertas, cada vez menos suscetível às falácias que realmente povoam este debate.

Cara, obrigado pela série.

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 01:43




Ana,
"quem disse que eu estava falando de vc?"

A única pessoa q juntou as palavras 'pobre' e 'branco' nesta caixa de comentários fui eu, e me dirigindo a vc.

Logo, teu sarcasmo (indevido) só poderia tar direcionado a mim.

Sobre os índios, os menciono nos comentários do LLL sempre q relevante há mais de um ano, e a reação dos pró-cotas é sempre a mesma: nenhuma. Vc só agiu conforme o figurino, e foi isso q apontei.

Aliás, cheque o linque acima.

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 02:09




Alex:

"tem comentarios q sao eliminatorios, cara." (Alex)

Sim, lógico. Mas eu acho que me entendeste mal. Ou que ficaste tão incomodado com o que eu disse numa frase que perdeste o sentido do contexto. Vou tentar esclarecer.

"eu soh converso sobre racismo com gente q eu acho que está de boa-fe, tentando entender o problema." (Alex)

Eu também. Se eu acho que o cara está comentando para tumultuar, para defender alguma discriminação ou para puxar briga, tô fora. O tema é importante demais para perder tempo com trollagem. Interlocutores que não nos respeitam acabam nos tirando do eixo e a gente perde a oportunidade de tirar proveito do debate.

Explicitamente: eu não estaria aqui se não te respeitasse. Nem se achasse que o diálogo não seria proveitoso.

"tá cheio de maluco alucinado gritando sozinho nos comentarios do LLL, tentando extrair uma resposta de mim e só conseguem silencio..."

Espero não ser confundido com um destes.

"se vc acha mesmo q, no brasil, sao os brancos q tem menos oportunidades, entao fodeu. só com má-fé pra falar um absurdo desses. pra mim, é um comentario nivel "juventude ariana""

Ai. Muita calma nessa hora.

No comentário que dirigi à Ana eu separei claramente duas coisas: o aspecto legal e o aspecto cultural. Isso é fundamental para entender o que eu disse. Se descontextualizares uma frase daquele comentário o sentido se perde.

Do ponto de vista legal, não existe nenhum direito que seja garantido aos cidadãos brancos que não seja igualmente garantido aos cidadãos negros. Isso é ponto pacífico.

Nosso ordenamento jurídico havia banido completamente qualquer possibilidade de discriminação com base em raça.

Com o advento da "discriminação positiva", o inverso deixou de ser verdadeiro. Hoje existem direitos que são garantidos aos cidadãos negros que não são garantidos aos cidadãos brancos. Isso é discriminação racial. Nítida. Evidente.

Exemplo: cotas nas universidade. Se em 100 vagas 30 são reservadas a negros, isso significa que no máximo 70 vagas podem ser legalmente preenchids por brancos. Mas nada impede que 100 vagas sejam preenchidas por negros. Claramente existe um número maior de oportunidades disponíveis para um negro do que para um branco.

Isso não é ideologia minha, nem visão distorcida de mundo, nem argumento de má fé. Isso é pura matemática. É fato.

Outra coisa bem diferente é existir uma tendência radicada na cultura de dar preferência a um branco sobre um negro em um processo seletivo qualquer, ou um tratamento diferenciado em um atendimento, ou diversas outras situações do gênero.

Isso também é racismo, e logicamente é o tipo de racismo que te incomoda, mas não é o único ângulo de análise possível ou desejável. Pelo contrário: é o fato de considerar apenas esse tipo de manifestação e desconsiderar - e desqualificar ativamente - o outro tipo anteriormente citado que gera indignação nas vítimas daquele outro tipo.

O cidadão branco acaba se sentindo patrolado por um tipo de ativismo que desqualifica e ridiculariza seus argumentos a priori, como se pelo fato de ter nascido branco ele já fosse geneticamente culpado pelos males da humanidade e devedor de uma reparação que lhe pode ser exigida através de um cerceamento de direitos contra o qual ele não tem sequer o direito de reclamar sob pena de execração pública.

Hellooooo... isso foi o que aconteceu com a Indy, que tem todo jeito de ser gente boa, mas foi vilanizada. E isso é o que está acontecendo comigo, que sou um defensor de Direitos Humanos com um longo histórico de doação pessoal e batalha por causas que não me beneficiam diretamente, mas que merecem meu tempo e minha dedicação.

Não sou o único a perceber que "discriminação positiva" só é positiva em relação a algum outro grupo, que é discriminado negativamente. O número de vagas em uma universidade, por exemplo, é fixo em cada concurso, então o ingresso é um jogo de soma-zero. O ganho de um é a perda do outro. Se o critério "cor de pele" é superior ao critério "nota na prova" para um percentual das vagas, isso é discriminação racial. Isso é racismo.

Agora vejamos... reconhecer que existe discriminação racial é discriminação racial não importa quem seja o discriminado faz de mim alguém de má fé que não quer reconhecer o problema? Não, né?

Reconhecer que a discriminação por via legislativa é uma anti-solução que vai gerar acirramento do ódio racial é ser racista, agir de má fé ou algo do gênero? Não, né?

Insistir que o direito não deve ser confundido com o acesso ao direito é fundamental nesse processo. Somemte assim se pode investir esforços onde se encontra realmente o problema: no acesso ao direito. E o modo de garantir igualdade de acesso ao direito não é garantir desigualdade de direitos, nem tampouco mudar as regras para selecionar quem tem que ter direitos, mas investir na expansão do acesso ao direito e tornar o acesso realmente universal.

Ficou claro meu posicionamento agora?

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 02:43




Dr. Plausível:

"A enorme maioria dos índios foi exterminada e ¿quem agora defende "cotas pra indígenas" nas universidades? Pro movimento negro, pior q a igualdade de fato é a questão indígena; qqer menção ao índio é sumária e acintosamente ignorada. Nesse ponto, o negro se sente irmão do branco: os dois vieram aqui pra ficar; tira essa sub-raça da frente q a América é nossa." (Dr. Plausível)

Este é mais um dos motivos pelo qual eu estou sendo "ligeiramente crucificado" aqui. Quando eu digo que cotas não são raciais e sim racistas, lá vem o coro de acusações de que o racista sou eu. Mas se a questão fosse garantir alguma coisa tipo uma "justiça racial" então teríamos que ter cotas para índios e anti-cotas para japoneses, porque sabes como é o ditado: "enquanto nós estamos aqui teclando, tem um japonês estudando".

Os orientais são o grupo mais super representado nas universidades. Deve ser porque eles se beneficiaram da mão-de-obra escrava para encher os bolsos e garantir privilégios no século XIX. :)

Se parece absurdo uma "anti-cota" (uma limitação de ingresso) para os japoneses, é porque é absurdo mesmo. Mas isso é exatamente o que está sendo feito hoje no Brasil! Ou será que ninguém percebe que do ponto de qualquer não-negro o percentual de 30% de cota para negros implica uma limitação de ingresso para todos os demais?


PermalinkPermalink 14.09.09 @ 03:08



Comentário de: Ana

Plausível, juro que procurei nos comentários desse post esse seu texto sobre os indios e não achei. Mas veja, não estava falando de vc a ponto de ter de procurar pra tentar achar onde vc falou isso.

Estava me referindo ao texto do arthur que o Alex linkou no corpo do post, as posturas de Reinaldo Azevedo e congeneres.

Eu sei que é dificil acreditar, que talvez te ofenda descobrir isso, mas incrivelmente meus posts não giram em torno do seu, vc não é uma pessoa importante na minha vida. Não fico pensando em vc pra postar aqui, ok?

E como eu não assumo que as pessoas lembram o que escrevi, vou reiterar aqui: não sou a favor das cotas, nem contra. To pensando sobre o assunto e ainda não decidi o que acho.

Só vejo que a maioria dos argumentos usados no discurso contra as cotas (novamente, em geral, não estou falando de vc especificamente) são racistas, partem de pressupostos racistas, ou tem consequencias racistas.

E novamente, se vc quer discutir a questão indigena, argumente, exponha seu ponto. Só falar "e os indios?" não vale. No Brasil temos populações indigenas em situações altamente diversas, com problemas e necessidades diversas. De quais vc está falando? Que problemas vc está falando? Que solução vc propõe? Qual a sua critica?

Alias, novamente, qual o seu ponto?

De resto parei por aqui.

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 12:33



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Abaixo, um exemplo perfeito do tipo de comentário gerado pela série Raça. O autor também cometeu esse interessante texto. Reparem na má-fé, denegação e delírio necessários para se fazer essa afirmação sobre o Brasil de 2009:

Quem sofre discriminação e tem menos oportunidade hoje em função de sua cor de pele é o cidadão branco. (texto completo)


O mocinho aí de cima pode até está errado em relação a sociedade em geral.

Mas ele está certo em relação ao Estado, em muitos setores, nas universidades públicas, por exemplo, e principalmente está certo em relação ao Estado que querem criar.

O Estado se metendo nas relações entre as raças para ajudar uma em detrimento das outras, isso só servirá para piorar as relações entre as raças. Será ruim para negros e brancos, mulatos e índios, judeus e japoneses. Claro, é inevitável. Nem por isso é bom.

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 14:46



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Mas eu sou a favor das cotas nas universidades públicas. As cotas raciais irão desmoralizar a universidade pública. E para o Brasil começa a dar certo é preciso acabar com a universidade pública. A universidade pública é a saúva moderna: ou o Brasíl acaba com a universidade pública ou a universidade pública acaba com o Brasil. Temos que acabar com essas saúvas. E as cotas raciais serão nosso tamanduá! Vamos defender as cotas, Alex, eu te apoio nessa!

Por que acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 14:47



Comentário de: Kitagawa

GOlgo, vc seria a favor de cotas para pobres?

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 18:18



Comentário de: Kitagawa

Carol escreveu:
"Mas, reitero que o alvo eram os COTISTAS. Ou seja, segundo o que conversei, se houvesse negros, que não cotistas, a música não teria sido feita."

Meu palpite é que se os cotistas fossem brancos, musica nenhuma teria sido feita igualmente. Só palpite.

No mais, se houver o acirramento dos conflitos raciais, não vejo como motivo para ser contra as cotas. Se alguém se indispoe contra um aluno negro porque este se beneficou das cotas, esse alguém é que é um escroto, e não é em nome de um escroto desses que vá se justificar a não adoção das cotas. Há bons motivos para ser contrario às cotas, mas esse do suposto acirramento dos conflitos é bem escroto, sincerametne. É como ser contrario à abolição por achar que mesmo livres os negros serão discriminados. Prefiro ser um universitario negro discrimnado do que ser um negro não universitario discrimado.

Vamos falar clarametne: a solução das cotas não é a ideal, nunca será. É medida pragmática, e a meu ver, benevolente, uma forçação de barra mesmo, é o Estado tentando diluir na marra a concentração de negros nas camadas mais baixas da população a fim de amenizar o estigma da pobreza que os aflige, de modo a quebrar um dos nós desse ciclo vicioso. O Estado a todo momento age de maneira seletiva de modo a lidar com probelmas especificos, ou com distorções geradas espontaneamente pela sociedade e pela economia. O bolsa familia é uma delas. A redução de IPI para carros é outra. O caso das cotas não é diferente. Há bons motivos para ser contrario a elas. Mas outros motivos, que alguns alegam, fica dificil não dizer que é preconceito.

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 19:00



Comentário de: Kitagawa

haha, acho que tem gente que acha que a melhor maneira de lidar com o preconceito é separando as raças. Assim ninguem tem motivo pra discriminar ninguem. Essa é boa, mesmo.

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 19:03



Comentário de: Kitagawa

Eu, como oriental, claro que não gostaria e nem aceitaria uma anti-cota para orientais. Mas não me sinto nada incomodado com cotas para pobres, negros ou indios. Não vejo isso como uma atitude discrimnatoria contra ricos, brancos e orientais. Assim como o bolsa família não é uma atitude contra as classes média e alta.

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 19:22



Comentário de: Ana

Perfeito Kitagawa!

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 22:09



Comentário de: Marcos Ceia

Esta série tem sido bem interessante tanto pra abrir os olhos de muita gente (eu incluso) quanto para tirar muito racista do armário com essas falácias.

Arthur, é interessante você separar a esfera legal da esfera sócio-cultural. Faço-te uma pergunta: você acha que o Estado e sociedade são estanques? Leis não são feitas para uma sociedade específica? Ou são feitas por consequência de uma demanda da sociedade? Dissonância cognitiva braba essa de falar que o ordenamento jurídico brasileiro discrimina o homem branco (ó, esse coitado!). Se, numa fatia da sociedade, há um movimento de discriminação e negação de oportunidades a outra fatia da sociedade, é dever do Estado prover o movimento CONTRÁRIO, para que haja equilíbrio. Não tem como fazer essa dicotomia Estado/sociedade quando o Estado É a sociedade. 'Neutralidade' nesse caso seria omissão, entende?

A princípio, eu era a favor das cotas sociais, mas depois de ver os comentários aqui do blog eu fico mais e mais a favor das cotas raciais, só pra mostrar a vontade absurda de maquiar o tema; não haveria necessidade de tanto esforço pra pintar algo de outra cor se fosse da cor desejada, não?

Sobre a política indígena brasileira, se alguém quiser, que comece, em seu respectivo blog, esse assunto. Me interesso muito neste assunto que infelizmente ou é ignorado ou ridicularizado em debate. Puxar o assunto desse jeito é tergiversação. Vamos continuar com o dedo nessa ferida por enquanto, que ainda tem muito o que ser falado.

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 22:54




HUAHUAHUAHUA!!!

Não acredito que o Alex me citou e linkou só pra bater em mim. :P Mas mesmo assim eu agradeço o link. :) Só faço um pedido:

Pô, Alex, bate à vontade, mas não muda o sentido do meu texto com uma citação descontextualizada!

Citar só aquela frase, sem o esclarecimento que vem em seguida, produz uma falácia do espantalho: aquilo no que tu estás batendo não é o meu pensamento, é um fragmento com o sentido alterado pela descontextualização.

A citação adequada para não mudar o sentido do meu texto precisa incluir o parágrafo seguinte:

"Quem sofre discriminação e tem menos oportunidade hoje em função de sua cor de pele é o cidadão branco, Ana.

Não existe nenhum direito ou privilégio estabelecido em lei ou regulamento que beneficie um cidadão branco em função de sua cor de pele. Ao contrário, existem direitos e privilégios que benficiam um cidadão negro em função de sua cor de pele. Isso é fato."

Na real, se eu pudesse editar o texto eu não alteraria uma vírgula do que escrevi, só removeria o espaço entre os dois parágrafos e os fundiria para deixar claro que o conjunto compõe uma só unidade de pensamento.


PermalinkPermalink 15.09.09 @ 02:12




Kitagawa:

"GOlgo, vc seria a favor de cotas para pobres?" (Kitagawa)

Também não. Até parar para pensar com mais profundidade no assunto eu tinha uma certa simpatia pelas cotas sociais, mas depois percebi que todas as cotas são um tiro no pé.

Suponhamos que sejam instituídas cotas sociais. Por exemplo, para quem estuda em escola pública. Ora, o que impede os ricos de matricularem os filhos em escola pública? Nada. E eles têm poder aquisitivo para pagar um cursinho pré-vestibular, um curso de reforço, aulas particulares, etc.

Os filhos dos ricos passariam a concorrer pelas vagas dos cotistas, contra os mais pobres e necessitados, produzindo o exato efeito oposto que se pretendia. A classe média assistiria as vagas encolherem por causa das cotas e os pobres veriam as vagas desaparecer por causa da concorrência com os ricos.

Aliás, a mesma coisa acontece no caso das cotas racistas: somente os negros com maior poder aquisitivo e melhor preparo são beneficiados. O desgraçado mesmo continua não tendo vez, do ponto de vista dele essa discussão é estéril.


PermalinkPermalink 15.09.09 @ 02:28




Kitagawa:

"Eu, como oriental, claro que não gostaria e nem aceitaria uma anti-cota para orientais. Mas não me sinto nada incomodado com cotas para pobres, negros ou indios." (Kitagawa)

Camarada, as cotas para negros são exatamente isso: uma anti-cota para os não-negros, uma limitação de ingresso para todos os outros.

O número de vagas em disputa a cada ano é fixo. Se 30% das vagas são reservadas para negros, por definição nenhum branco, amarelo ou vermelho ocupará essas vagas, precisando todos eles concorrer somente aos 70% restantes.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Soma-zero

PermalinkPermalink 15.09.09 @ 02:35



Comentário de: Kitagawa

Pois então, posso notar algumas coisas interessantes a aprtir do seu argumento:

-quando se fala em cotas para pobres, não se fala mais na injustiça de dar a vaga a pessoas "menos capacitadas", essa é uma carta que só se puxa quando se fala em cotas raciais. Interessante, não? Reflita sobre isso.

-de novo essa falácia clarividente, essas previsões estapafurdias que não tem base empirica nem cientifica, retorica tipica dos intrasigentes. Ou vc deve ser paranormal ou deve se achar genio da psicologia de massas. Vc acha mesmo que os ricos irão correndo feito manada se matricular em escolas publicas por causa de uma lei dessas? E porque vc acha que a classe média não faria o mesmo, se ela pouparia dinheiro da escola privada que poderia também ser usado em cursinhos? Também acha que essa suposta ação coordenada feita na base da má fé é justificativa forte o bastante para deixar de dar essa oportunidade aos pobres? Voce acha que por causa de uma minoria de fraudadores se justificaria anular o beneficio do Bolsa Familia para 20 milhoes de familias pobres e honestas? Vc acha que pelo fato da universidade publica ser de dominio de brancos os negros devem ser privados de entrar lá via cotas para não gerar conflito?

PermalinkPermalink 15.09.09 @ 03:09



Comentário de: Kitagawa

"Camarada, as cotas para negros são exatamente isso: uma anti-cota para os não-negros, uma limitação de ingresso para todos os outros."

Então o bolsa familia é um programa contra as classes médias e alta? A redução de impostos para a construção civil é uma ação contra todas as outras modalidades da economia? Um programa voltado à menores carentes é um programa contra todas as crianças bem nutridas e criadas?
Veja, não que eu ache que qualquer ação localizada e seletiva do governo seja justificável. O governo durante anos a fio adotou taxas de juros altissimas, o que na pratica quer dizer que repassou altas somas de dinheiro publico para remunerar pessoas já endinheiradas, quanto mais dinheiro as pessoas tinham, masi ganhavam. COnsiderando que vivemos num pais pobre, esse é o tipo de ação que deve ser condenada. Já ações que beneficiem os setores mais fragilizados, tem meu apoio.

PermalinkPermalink 15.09.09 @ 03:20



Comentário de: Anna May

Pq carvão, tição? Pq não chamar o coleguinha chato de chato, bobo, feio??? Minha filha de 5 anos, quando quer muito ofender alguém (seja branco, preto, o cachorro da família, o DVD que ela não gosta) ainda solta uma ofensa muito pior: fedorento!!! Então, no mundo dela, o supra-sumo da ira é dizer; seu bobo, feio, chato e fedorento!!!

A questão do racismo está aí: a amiga não perceber que sim, foi cooptada pelo racismo, criada dentro dos padr~ões do racismo, quando se ressente de, em criança, não ter xingado o coleguinha mal-educado de "tição" ou "carvão", em vez de se ressentir por não ter reagido como faria se fosse outra menina branquinha a roubar o seu lanche: "sua chata", "sua feia", "sua boba", sua "fedorenta"!!!!

PermalinkPermalink 15.09.09 @ 11:34



Comentário de: Anna May

Pq carvão, tição? Pq não chamar o coleguinha chato de chato, bobo, feio??? Minha filha de 5 anos, quando quer muito ofender alguém (seja branco, preto, o cachorro da família, o DVD que ela não gosta) ainda solta uma ofensa muito pior: fedorento!!! Então, no mundo dela, o supra-sumo da ira é dizer; seu bobo, feio, chato e fedorento!!!
A questão do racismo está aí: a amiga não perceber que sim, foi cooptada pelo racismo, criada dentro dos padr~ões do racismo, quando se ressente de, em criança, não ter xingado o coleguinha mal-educado de "tição" ou "carvão", em vez de se ressentir por não ter reagido como faria se fosse outra menina branquinha a roubar o seu lanche: "sua chata", "sua feia", "sua boba", sua "fedorenta"!!!

PermalinkPermalink 15.09.09 @ 11:35



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Anna May,
O q vc e muita gente aqui não lembra é q, qdo alguém faz alguma coisa ruim pro A, a primeira reação do B é ver o A como "o outro", e instantaneamente identificar no "outro" aquilo q o difere de si. Se a diferença mais visível é q A é magro e B é gordo, B chama A de "magricela"; se A é alto e B é baixo, B chama A de "poste"; se A é loira e B é morena, A chama B de "loira burra"; e por aí vai: não tem fim a capacidade humana de fazer micro-distinções.

O menino negro chamava a menina de "leite azedo". Ela queria então quis usar a mesma categoria. Vc pode argumentar q o racismo não tá exatamente na palavra "tição" mas na suposição implícita de q o insulto revidado tem q ser pior q o insulto recebido, por exemplo:

A: Burro!
B: Retardado!
A: Microcéfalo!
B: Ããã...

Igualmente, poderia ter havido um crescendo:

A: Leite azedo!
B: Tição!
A: Cal podre!
B: Macaco!
A: Nazista!
B: Ããã...

Mas note q o caso relatado não foi uma ocasião única de bate-rebate. Segundo Indy, o Adelson "atormentou" sua vida desde a pré-escola até a 3ª série. Supomos aqui q são 4 anos na vida de uma menininha ouvindo coisas como "leite azedo" e "cal podre" e não podendo revidar na mesma moeda pq o mundo dos ¡ADULTOS! têm complexidades maiores nas relações entre raças. E aqui, com tantas pessoas supostamente racionais vendo tudo em preto e branco, a menina vira uma vilã racista na pré-escola – e unicamente pq essas pessoas sentem q sua ideologia precisa de bodes-expiatórios pra ficar de pé.

PermalinkPermalink 15.09.09 @ 13:04



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Errata:
"qdo alguém faz alguma coisa ruim pro B, a primeira reação deste é ver o A como "o outro""

PermalinkPermalink 15.09.09 @ 13:06



Comentário de: Alex Castro Email

E aqui, com tantas pessoas supostamente racionais vendo tudo em preto e branco, a menina vira uma vilã racista na pré-escola – e unicamente pq essas pessoas sentem q sua ideologia precisa de bodes-expiatórios pra ficar de pé.

cara, eu nao falo pelos outros leitores, mas realmente uma pessoa teria q ser mt irracional e nao ter empatia alguma pra "ver essa situacao em preto e branco" e tachar uma crianca de "vilã racista"... a sociedade brasileira, e a dinâmica do racismo, é complexa demais pra isso... e, mais ainda, não é necessario buscar bode expiatorio algum. eu, pelo menos, estou falando de racismo no blog há anos e NUNCA apontei o dedo pra alguem e disse, essa pessoa é racista!, esse grupo é racista!, a culpa do racismo brasileiro é dessa pessoa/desse grupo!, etc... entao, eu nao sei que busca é essa que vc vê por um bode expiatorio, sinceramente...

quem é racista em sua formação, constituição e estrutura é a sociedade brasileira, e por isso o problema é responsabilidade de todos...

mas vc é engraçado. quando eu falo que é um problema estrutural, vc diz que isso é ignorar dez mil anos de microculturas, bla bla. quando vc ACHA que está se falando do racismo como problema individual (e q, portanto, seria facil de resolver, bastaria achar os racistas e mata-los/educa-los/prende-los), vc faz pouco e diz q é uma ideologia q precisa de bodes expiatorios...

dá pra ver bem q a conclusão q vc sempre parece propor é q é melhor mesmo adotar a hipocrisia como projeto nacional e não falar mais nisso....

PermalinkPermalink 15.09.09 @ 13:29



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Alex,
Não, nunca achei q vc especificamente tachou, tacha ou tachará de racista alguém q aqui aberta ou veladamente demonstra racismo. Acho vc um cara muito justo, abrangente e, como já disse algures, um escritor generoso – no sentido de q dá voz legítima a várias perspectivas diferentes.

Às vezes, sim, vc chega a tratar opiniões legítimas como absurdas ao mesmo tempo q se negando a "debater idéias", ou chega a dizer a um ou outro leitor, "Cara, o problema é VOCÊ." e entendo perfeitamente o q vc quer dizer com isso.

Mas é impossível vc ignorar q teu blogue tem sido tbm uma latinha cheia de iscas q – vc premeditando ou não – atraem os buscadores de bodes-expiatórios. E são esses a quem me refiro, q tratam a Indy, por exemplo, como uma racista ignóbil. Uma comentadora começou dizendo "Indy querida, vc já foi estuprada?" Claro q, pela lógica do comentário, era uma pergunta legítima; mas ela ESCOLHEU dizer "estuprada" em vez de, digamos, "assaltada", SABENDO q é um jeito vicious de dizer "cala essa boca, menina". Outras pessoas têm sido marginalmente mais corteses; mas o apetite por assediar bodes-expiatórios tem sido o mesmo.

Nada disso tem a ver com vc. Acho mesmo q muitos q aqui "militam" contra o racismo não entendem a abrangência de teu enfoque. Qdo falo com vc, sempre começo dizendo "Alex"; qdo não digo isso, tou falando com ou sobre os outros leitores.

---

Acho mesmo q a hipocrisia é a solução. Sempre foi. A civilização complexa, multi-cultural, multi-nivelada e multi-racial de hoje é IMPOSSÍVEL sem hipocrisia. Ela é praticamente uma CRIAÇÃO da hipocrisia. Não ver isso é a versão psico-social de acreditar em Papai Noel.

PermalinkPermalink 15.09.09 @ 15:03




Kitagawa:

"-quando se fala em cotas para pobres, não se fala mais na injustiça de dar a vaga a pessoas "menos capacitadas", essa é uma carta que só se puxa quando se fala em cotas raciais. Interessante, não? Reflita sobre isso." (Kitagawa)

Como assim "não se fala mais na injustiça de dar a vaga a pessoas menos capacitadas"? O problema continua igualzinho, a diferença é que alguns dos atores normalmente mais privilegiados passam a ser ainda mais privilegiados e alguns dos atores com maiores dificuldades passam a ter ainda mais dificuldades. A lógica não se altera, só se intensifica.

"-de novo essa falácia clarividente, essas previsões estapafurdias que não tem base empirica nem cientifica, retorica tipica dos intrasigentes. Ou vc deve ser paranormal ou deve se achar genio da psicologia de massas." (Kitagawa)

Estava indo tão bem sem precisar de ad hominens... :(

E não, não são previsões infundadas. Sugestão de leitura: Freakonomics. Esclarecedor e divertido, recomendo mesmo.

"Vc acha mesmo que os ricos irão correndo feito manada se matricular em escolas publicas por causa de uma lei dessas?"

Eu não "acho". Esse tipo de movimento sempre ocorre, e não é em percentuais desprezíveis, é bastante significativo. Eu fiz uma estatística de inscrições para vagas no segundo grau do Instituto de Aplicação da UFRGS, uma escola pública com altos índices de aprovação no vestibular cujo ingresso é por sorteio. Sabes o que eu descobri? Que a maioria dos inscritos vinha de boas escolas particulares.

Não existe isso de rico (ou "classe média alta", ou qualquer um com dinheiro) deixar os recursos disponíveis para os outros sem aproveitar. Neguinho tem porque neguinho vai atrás mesmo.

PermalinkPermalink 16.09.09 @ 03:13




"Vc acha que pelo fato da universidade publica ser de dominio de brancos os negros devem ser privados de entrar lá via cotas para não gerar conflito?" (Kitagawa)

Reformulando:

"Vc acha que pelo fato da terra ser de dominio de brancos os negros devem ser privados de tomar a terra via invasões para não gerar conflito?"

Outra versão:

"Vc acha que pelo fato do dinheiro ser de dominio de brancos os negros devem ser privados de tomar o dinheiro via expropriação para não gerar conflito?"

Depois as idéias estapafúrdias são minhas...

PermalinkPermalink 16.09.09 @ 03:21



Comentário de: Kitagawa

Golgo, caramba, é disso que eu estou falando!!!

Que tipo de visão é preciso ter pra fazer comparações desse tipo? Expropriação? Invasão? Porque esse termos de comparação só são usados quando se fala em cotas para negros e não em relação a cotas para pobres? Quer dizer que um bolsista de qualquer especie é praticamente um ladrão? Voce se sente tão assim ultrajado? E ainda tem coragem de falar num mundo mais solidario? Inacreditável!

Os cotistas passam por um processo seletivo também, eles tambem tem que estudar. Sendo negros pobres ou somente pobres, não vejo problema em dar-lhes uma vantagem, pois a boa performance num vestibular não depende só de inteligencia e esforço, tem que se considerar eles não tem as mesmas condições de acesso que a classe média e alta tem, eles não tem internet em casa, não assinam jornal, não tem tv a cabo, não podem pagar cursinho, seus pais geralmente tem nivel de escolaridade baixo, as escolas que frequentaram nem se comparam às boas privadas dos ricos. É injusto, sim, exigir uma performance comapravel se os contextos são gritantemente discrepantes.

PermalinkPermalink 16.09.09 @ 04:54



Comentário de: Alex Castro Email

kita,

justamente. o golgo é daqueles brancos na defensiva, q nao se acha privilegiado, q acha q a vida eh um jogo de soma zero, e que qq coisa q deem pra outro e nao pra ele eh pq estao "tomando" dele....

é como dizer que ao dar 50 reais por semana pras familias do bolsa-escola, o gov na verdade está tirando 50 reais de todas as familias que nao recebem o beneficio...

em suma, sao argumentos sempre baseados em medo.... medo do conflito racial... medo de perder vagas na univ.... medo de parecer racista ao defender essas coisas.... medo.... medo.... medo...

PermalinkPermalink 16.09.09 @ 11:48




Kitagawa:

"Que tipo de visão é preciso ter pra fazer comparações desse tipo?" (Kitagawa)

Quem inventou o raciocínio foste tu. Eu só substituí alguns termos pelos equivalentes em outros processos de tomar algo contra a vontade do legítimo detentor para entregar a outrem em função da cor da pele.

"Expropriação? Invasão? Porque esse termos de comparação só são usados quando se fala em cotas para negros e não em relação a cotas para pobres?" (Kitagawa)

Estás perguntando isso para o sujeito errado. Eu sou contrário a *qualquer* cota tendo como única exceção as cotas para deficientes.

Aliás, quando é que o pessoal aqui vai se dar conta que quando eu digo que "sou contra as cotas para X, Y ou Z" eu estou dizendo que sou contra as cotas e não contra X, Y ou Z?


PermalinkPermalink 16.09.09 @ 20:14




Alex:

"justamente. o golgo é daqueles brancos na defensiva, q nao se acha privilegiado, q acha q a vida eh um jogo de soma zero, e que qq coisa q deem pra outro e nao pra ele eh pq estao "tomando" dele...." (Alex)

Bom, depois dessa não vem dizer que não falas desta ou daquela pessoa, que não apontas o dedo, que não julgas, etc. ;)

Mas quem disse que eu não me acho privilegiado? Eu sou um baita privilegiado, nasci em uma família que valoriza uma boa formação tanto ética quanto acadêmica, fui alfabetizado aos quatro anos, sempre tive gosto pelos estudos e não precisei trabalhar para pagar a faculdade. Como eu queria que todo mundo tivesse as mesmas oportunidades que eu tive!

Agora, eu não falei da "vida" quando falei em jogo de soma zero, falei das vagas universitárias. Que a disputa pelas vagas universitárias é um jogo de soma zero é fato inquestionável. A vaga que um ocupa é a vaga que o outro não pode ocupar.

Porém, se eu me preparasse, me capacitasse e atingisse um nível superior desempenho através do meu esforço pessoal e do sacrifício da minha família, após ela ter alocado diferencialmente seus recursos em minha formação (tempo, dinheiro e dedicação que poderiam ter sido empregados hedonisticamente) privando-nos de diversas coisas que poderíamos ter desfrutado para investir em meu sucesso, e na hora de colher os frutos de todo este esforço aparecesse o Alex Castro com um blá-blá-blá *qualquer* e dissesse que eu seria sacrificado pelo bem de alguém com pele verde, oito olhos ou guelras, com certeza ia rolar porrada.

Perder o jogo no campo é uma coisa. Ganhar o jogo no campo e perder no tapetão por interess dos patrocinadores do campeonato é outra bem diferente.

"é como dizer que ao dar 50 reais por semana pras familias do bolsa-escola, o gov na verdade está tirando 50 reais de todas as familias que nao recebem o beneficio..." (Alex)

Afff... não é a mesma coisa, Alex. Um número fixo de vagas é um jogo de soma zero. Programas econômicos que capacitam agentes marginalizados a integrar a cadeia de produção e consumo não são jogos de soma zero. Avisa se quiseres que eu explique isso, porque é um papo meio técnico.

"em suma, sao argumentos sempre baseados em medo.... medo do conflito racial... medo de perder vagas na univ.... medo de parecer racista ao defender essas coisas.... medo.... medo.... medo..." (Alex)

Alex, que baita balão para escanteio. :) Eu não tenho medo de perder espaço algum. Segundo o que tu mesmo escreveste no LLL, a tua família passou por um grande baque financeiro, mas não recordo os motivos nem os detalhes. A minha família passou pela mesma experiência, recuperou-se e depois passou por tudo de novo com redobrada intensidade. Eu já perdi tudo na vida mais de uma vez (e podes ter certeza que eu entendo muito bem a estratégia econômica que tu adotaste e descreveste no LLL). O essencial, entretanto, eu nunca perdi, e enquanto isso estiver comigo ninguém vai conseguir me fazer sentir medo de perder espaço ou seja lá o que for. A minha tranqüilidade e a minha segurança não provém de fatores em que um governo possa interferir. E acho que tu compreendes isso. ;)

Ah, "medo de parecer racista" também já deves ter percebido que não é algo que me afete! :)

Enfim, Alex, nenhum medo me move neste debate. Eu não quero é que ocorram mais injustiças, que seja semeado mais ressentimento, que sejamos transformados em uma nação bicolor (hehehehe... provocaçãozinha boba).


PermalinkPermalink 16.09.09 @ 21:29




Putz, era pra ter saído só o nome do Alex em negrito, devo ter esquecido de fechar a formatação no HTML.

PermalinkPermalink 16.09.09 @ 21:30



Comentário de: Alex Castro Email

golgo, eu me dou o direito de apontar dedos e falar de quem eu quiser. eu soh nao chamo ninguem de racista pq acho q eh mal-educado e q nao adianta pra nada. e, realmente, nao vou debater com vc. abracao,

PermalinkPermalink 16.09.09 @ 22:02




"golgo, eu me dou o direito de apontar dedos e falar de quem eu quiser." (Alex)

Sim, eu sei. Mas primeiro tu disseste pra alguém aí em cima:

"estou falando de racismo no blog há anos e NUNCA apontei o dedo pra alguem e disse, essa pessoa é racista!, esse grupo é racista!, a culpa do racismo brasileiro é dessa pessoa/desse grupo!, etc..." (Alex)

E depois disseste para mim diretamente:

"Arthur, como eu já falei pra outro leitor, o problema não só existe, como ele é VOCÊ.

A quantidade de má-fé, delírio e denegação necessários pra fazer seu comentário acima é astronômica." (Alex Castro)

Esse tipo de coisa não passa despercebido.

(Um interlocutor que não lê atentamente, ou que não entende o que lê, não pegaria uma contradição assim no meio das trocentas mensagens em diversos posts nos quais estamos batendo papo sobre este assunto, né?)

Agora, Alex, a "vingança" pela acusação de má fé ou burrice no outro post: tu disseste mais de uma vez que eu não compreendo o que tu escreves, mas o que tu escreves só será compreensível se for coerente! ;) :)

Eu sou um interlocutor sincero e inteligente. Se persistires em supor má fé ou burrice da minha parte, isso vai interferir na tua compreensão dos meus escritos. Já que eu estou aqui voluntariamente oferecendo um discurso representativo de uma boa parcela da população de modo respeitoso e bem articulado, não te parece que seria mais útil avaliar os meus argumentos ao invés de pressupor apressadamente que são mal fundamentados?

Grande abraço!

PermalinkPermalink 17.09.09 @ 01:54




Agora me senti o próprio Chaves: "ninguém tem paciência comigo!" :P

PermalinkPermalink 17.09.09 @ 01:56



Comentário de: Alex Castro Email

arthur,

me desculpe a franqueza, em geral eu nao digo esse tipo de coisa assim publicamente e por escrito, mas eu te apontei o dedo não pra dizer que vc é racista, mas pra dizer que não vou debater com vc, e nem responder aos seus infindáveis argumentos e contra-argumentos, pq vc é burro e não sabe ler um texto.

o racismo, ou não, dos comentaristas do LLL não me interessa a mínimo. pelo contrário, quero q as pessoas se sintam livres pra expor seus pensamentos e opinioes a vontade, sejam eles racistas ou nao.

mas só me proponho a conversar e debater de igual pra igual com quem eu considero que tem capacidade intelectual pra tanto.

sinta-se livre pra escrever o q quiser nos comentários do LLL, sei que seus comentários aqui estão gerando muitas visitas no seu blog, mas se espera me arrastar pra um debate rasteiro com você, vai se decepcionar.

ah, eu considero que tanto a lógica quanto a coerência são defeitos intelectuais e falhas de caráter graves, e não cultivo nenhum dos dois. Você nunca vai me pegar dizendo que lógico ou coerente, deus me livre.

http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2005/10/foolish-consistency-is-hobgoblin-of.html

PermalinkPermalink 17.09.09 @ 02:27



Comentário de: Alex Castro Email

Se persistires em supor má fé ou burrice da minha parte, isso vai interferir na tua compreensão dos meus escritos.

ah sim. eu nao tenho nenhum interesse em ler os seus escritos.

tirando o que escreveu aqui no blog, q leio com o mesmo sentimento de obrigação profissional com o qual leio todas as redações dos meus alunos, não li mais nada que escreveu e não tenho, sinto muito, nem o interesse e nem a curiosidade de ler. por favor, comente os textos do LLL ou não, mas pare de insistir em chamar minha atenção.

não me force a ter q ser assim brutalmente honesto de novo, faz mal ao figado.

PermalinkPermalink 17.09.09 @ 02:35




Ai, ai...

Alex, eu não estou "insistindo em chamar tua atenção", nós já estamos conversando. :) E eu estou me divertindo! Se não estivesse, bastaria dizer "valeu pelo bom tempo que passei aqui, hasta la vista, baby" e deixar de comentar. Tu sabes disso, tu mesmo escreveste "os direitos do blogueiro" e "os direitos do leitor de blogs". Eu li, concordo com aquele texto e estou aqui plenamente ciente que daqui a 15 minutos tudo que eu escrevi pode ser deletado e posso ser "brindado" com algum comentário "elogioso". Faz parte. E eu só tenho a te agradecer por ter deixado isso tão claro e por ter aprendido diversas coisas contigo.

Confesso que me diverti ao ler logo acima que me achas um burro incapaz de ler um texto. :) É a tua opinião, que é que eu posso fazer, né? Digamos que este é mais um ponto no qual discordamos. Normal.

Ah, sobre eu estar recebendo visitas no meu blog graças aos comentários aqui, é verdade. Inclusive devo agradecer a uma amiga (alô Rê!) que me sugeriu que eu preenchesse o campo "site/URL" com o link de artigos ao invés do endereço puro do blog para depois estudar o relatório do Google Analytics e ver se isso é interessante em termos de divulgação. Mas confesso que nunca comentei aqui em busca de leitores, eu comecei a comentar porque achei teus textos interessantes. Será que é porque eu sou burro e não sei ler? :) (Hehehehe... deixaste picando.)

Quanto a arrastar alguém para um "debate rasteiro", sinto muito, não é minha praia. A vida é muito curta. (Já vi isso escrito em algum lugar.) Eu não sou um troll, não acho produtivo nem divertido, isso requer um espírito-de-porco que eu não consigo incorporar nem com reza forte.

Agradeço a abertura para que eu possa continuar a comentar no LLL. De minha parte podes ter certeza que pretendo manter a lógica e a coerência, eu confesso que cultivo estas "falhas de caráter". Como eu já havia constatado, somos mesmo água e óleo. Por mim, tranqüilo. Também continuarei sendo respeitoso mesmo quando chamado de burro, analfabeto funcional (sim, porque as letras eu reconheço), racista, etc.

Quando falei em "meus escritos" eu estava me referindo ao que eu escrevo aqui no LLL, foi falha minha não ter sido suficientemente claro. Lógico que eu sei que, se tivesses algum interesse nos textos do "Pensar não dói", já terias comentado algo por lá.

Por favor, sinta-se livre para ser o quanto brutalmente honesto desejares. Eu aprecio a honestidade e medito seriamente sobre todas as críticas que me são lançadas, seja em que termos isso for feito.

Eu li os "termos de uso do LLL" e sempre soube de todas as possíveis conseqüências da minha participação aqui. Aliás, parabéns por aquele texto, ele contém uma fascinante honestidade intelectual e é tremendamente esclarecedor.

Abraços!

PermalinkPermalink 17.09.09 @ 04:12



Comentário de: Rachel Dodeles

Queria muito resolver esse debate na prática. Experimento científico. Joga na rua uma criança branca e outra preta, usando a mesma rua. Pedindo esmola. Cronometre quanto tempo demora pra perguntarem à criança branca (caucasiana realmente, não brasileira-mestiça-marromeno-moren): - Opa menino, cadê teus pais?
E agora a criança negra. Sabe quanto tempo vai demorar? NUNCA VÃO PERGUNTAR. Porque o valor da vida de uma criança negra é zero, pode se estribuchar na nossa frente que não faremos nada. Pode fumar craque, ficar retardado e fudido, que pra bós - pra mim - já é normal. Sim, ela é também pobre, e isso é um fator. Mas a gente vai ficar fingindo ser coincidência negros serem em sua maioria pobres, e terem que ser 10 vezes mais belos e bonitos do que brancos pra arrumar qualquer emprego merda (Vendedora da Cantão, Hostess em Evento, Representante comercial de qualquer merda etc).
Se isso não justifica uma intervenção LEGAL na situação do negro no Brasil, não sei o que justificaria.
Um ser que não vê possibilidade alguma de mobilidade social não tem motivo algum para querer respeitar as normas desa sociedade. É com pedir pro sans-culotte da vida respeitar rei. Não exaaaatamente cmo, mas parecido (alerta ao obssessivos com argumentos matematicamente corretos).
Alguém voluntaria um filho pro experimento?

PermalinkPermalink 17.09.09 @ 12:58



Comentário de: Dana

Alex, parabéns pelo nível dos posts e das respostas aos comentários. Está muito bom ler isso tudo aqui.
Tenho curiosidade em saber sua opinião sobre cotas para deficientes físicos nos concursos públicos, empresas e seleções.
Longe de mim querer te pedir um post ou algo parecido (imagino a sua falta de tempo). Se vc tem opinião sobre o tema, quem sabe um dia estiver disposto a compartilhá-la conosco?
Grande abraço,

PermalinkPermalink 17.09.09 @ 14:03



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://arthur.bio.br/

Rachel Dodeles:

Ah, sim, bom exemplo. Pensa:

- Teríamos que fazer uma lei para obrigar os transeuntes a perguntar pelos pais de crianças negras abandonadas? E mais uma lei para cada uma das milhões de situações distintas em que uma pessoa trataria diferentemente um branco e um negro?

- Ou teríamos que educar o povo de modo que essa distinção nem passasse na cabeça das pessoas, que aprendêssemos a ver numa criança branca e numa criança negra apenas uma criança?

PermalinkPermalink 17.09.09 @ 18:43



Comentário de: Alex Castro Email

rapaz, o golgo tá começando a surtar nas respostas dele...

PermalinkPermalink 17.09.09 @ 18:56



Comentário de: Alex Castro Email

dana,

eu acho uma excelente ideia. minha empresa de consultoria, a Usability, fez alguns trabalhos para a Contax, maior empresa de call-center do Brasil e, se não me engano, a maior ou segunda maior empregadora do país hoje.

trabalhar em call-center está se tornando o primeiro emprego por definição de grande parte das classes médias e baixas do Brasil, entre outras coisas por ser democrático: os horários sao flexíveis (até de madrugada), ninguem precisa ter "boa aparencia", basta ser formado da escola e saber falar articuladamente.

na Contax, pela primeira vez, eu me vi cercado de um numero significativo de cadeirantes e afins, trabalhando, sendo independentes, ganhando seu dinheiro - justamente pq ninguem precisa ter pernas pra atender o telefone.

foi uma experiencia muito bonita. no mundo de hoje, a enorme maioria das profissões de escritório poderia perfeitamente ser ocupada por pessoas com limitações de locomoção.

se as empresas nao veem isso por conta propria, um estimulo do governo pode ser o empurraozinho q faltava.

PermalinkPermalink 17.09.09 @ 19:02



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://arthur.bio.br/

"se as empresas nao veem isso por conta propria, um estimulo do governo pode ser o empurraozinho q faltava." (Alex)

Se as empresas não vêem isso por conta própria, é porque a educação que as pessoas recebem está fora de sintonia com a realidade.

Não precisa de um estímulo do governo, o empurrãozinho que falta é a adequação da educação à realidade social e econômica.

Criar um estímulo aqui, uma lei ali, uma cota acolá, um estatuto cá, um regulamento lá, além de não modificar o fator que gera o problema, ainda gera inúmeros outros problemas.

Qual é o "surto" expresso no argumento?

PermalinkPermalink 18.09.09 @ 02:07



Comentário de: FFG

Me respondam somente uma coisa:
"Porque não há cotas para deficientes, afrodescendetes ou índios no cargos políticos?"
Resposta, com outra pergunta: "Isto dá voto?"

No interior do Ceará mulher não quer mais casar, somente ter filhos (e muitos, 1 por ano) e cada um com um companheiro. Ela ganha R$ 1.000,00 por filho e o companheiro ganha R$ 600,00.

Então você vai no assentamento e descobre que o fogão se chama Zequinha, a geladeira se chama Joãozinho e pasmem, a TV de LCD na parede do barraco se chama Manoelzinho.

No quintal não há nenhum pé de mandioca plantado e o lixo tomando conta da porta do barraco. Mas o terreno não foi fruto de desapropriação pois julgaram improdutiva a área rural?

Prá começar a desapropriação se não foi fraudada então foi tomada de quem não deveria. E o terreno caiu nas mãos de quem deveria ter recebido mesmo? Ter um filho por ano, receber bolsa família e ajuda de custo por filho? Gente necessitada? Que precisa do dinheiro ou dos filhos para comprar a TV de Plasma?

Onde está a produtividade de seu terreno? Será que está na cama gerando filhos ou no quintal plantando mandioca?

Resolveram o problema com as ajudas e bolsas? Não, criaram inúmeros outros problemas.

Então nas próximas eleições, dá-lhe os mesmos candidatos ou os indicados por ele para manter a mordomia: sexo, TV de Plasma e papo pro ar.

E esta quantidade de filhos? Vão estudar aonde e comer o que quando completarem 18 anos?

O caos social está formado, o ciclo não consegue ser quebrado. Vai ser muito difícil resolver isto. Mas prá que? Entrega o problema para o próximo governos e de preferência prá oposição.

Depois perguntam o porque de tanta violência no Brasil. Será que não enxergam? Está na cara.

Em tempo: O melhor aluno da universidade onde estudei é negro, passou no vestibular em 1º lugar, ele estudou o colegial em escola pública e é realmente de família humilde. Ele se formou como o melhor aluno da faculdade e logo em seguida uma grande multinacional o convidou e pagou uma bolsa de mestrado. Naquela época não existiam cotas para nada e ele com estudo, força de vontade conseguiu com os próprios punhos toda esta trajetória. Respeito muito a luta dele, muito mesmo e tenho orgulho e bato no peito e digo que estudei com um cara destes. Ah! Se todos fossem assim.

PermalinkPermalink 24.10.09 @ 03:05



Deixe seu comentário:

Seu endereço de email năo será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.

Post anterior: O Autor por Trás das Palavras

Próximo post: Das Vantagens de Ser Negro

um blog sobre literatura, empatia e desapego

sobre mim

contato, bio, fotos, livros, compre

Busca

    Se gostou desse blog, inclua um botăo no seu site