As Histórias de Horror que o Racismo Engendra

Racismo LLLA leitora Indy postou nos comentários um depoimento pungente sobre uma história de horror que viveu:

No pré-escolar tinha um menino chamado Adelson (negro tbm)ele me batia,tomava o meu lanche e me chamava de leite azedo,e eu ñ podia sequer chamar ele de "tição" "carvão" ou alguma coisa da cor preta.(é nesse tempo preto ainda era preto,e ñ negro) Tipo o menino atormentou a minha vida até a 3° serie e eu nunca podia dizer nada,pois ele era negro.E isso dava-lhe algum tipo de imunidade.O pior é como as professoras agiam,elas me falavam pra ñ ligar e que meninos eram assim mesmo,mais eu ñ me lembro de enhum menino branco fazendo isso comigo,é claro que é só um detalhe.As professoras agindo daquela forma me passavam a informação de que:

Ele é negro e vc é branca,então nada do que ele te fizer,vai compensar a opressão que o povo dele sofreu.

Eu ñ entendia,viviamos no mesmo bairro,eramos pobres do mesmo tanto,estudavamos na mesma escola publica.E a unica diferençaentre eu e ele era:

Sexo feminino da cor Branca
Sexo masculino da cor negra

E só o fato dele ser negro,me impedia de dizer umas pucas e boas pra ele.Porque qualquer ofensa ñ seria vista como forma de extravassar minha raiva e sim de mostrar o meu "racismo",coisa que eu ñ tinha e nem tenho,pouco me importava se ele era negro ou branco,eu só queria que ele parasse de tomar o meu lanche,ora bolas!

E a leitora Andreia comentou em resposta:

Quanta injustiça! o menino roubando seu lanchinho na escola, chamando a menina de leite azedo e, coitada, ela sem poder chama-lo de "tição" "carvão" ou alguma coisa da cor preta! Sem poder fazer nada pq o menino era negro! A professora não deixava, a sociedade não deixava, a boazinha da Princesa Isabel não deixava!

Aí aconteceu o que?, vc caiu da cama, acordou e resolveu que aqui seria um bom lugar pra publicar sua estorieta?

Quanto a mim, eu fico só imaginando a cena: uma pobre menina branquinha loirinha sendo atormentada por um tição malvado, o negrinho no meio do pátio do colégio dando sapatadas na cabeça dela, a pobre menina olhando em volta, estendendo os braços, pedindo ajuda, e todos os professores, alunos, colegas e funcionários fingindo que não vêem, não podem interferir, estão todos de mãos atadas!, até que, finalmente, uma professora nova (talvez estrangeira, não sabe ainda como as coisas funcionam no Brasil) faz menção de ir ajudar, mas as colegas, nervosas, suando frio, olhos esbugalhados, a seguram pelo braço:

"Não, Anne-Marie, não faça isso! Não interfira! Você... você não entende como as coisas funcionam no Brasil.... Não entende a ditadura a que nós, as branquelas, estamos submetidas.. Ele é... *engasga* negro.... Ele pode fazer o que quiser! Vamos torcer apenas para que não queira estuprar a pobre menina! Sabe como são esses negros! Nesse caso, seríamos obrigadas a... a... olhar pro outro lado! Ó deus, até quando vai durar essa opressão?!"

Leia também "Essa Tal Supervalorização do Negro"Racismo LLL
 Obras Completas Sigmund Freud: Edição Standard - 24 volumes
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11.09.09


Categorias: Raça


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Comentários:


Comentário de: Victor · http://pasparhasard.wordpress.com

O mais triste e infelizmente mais verdadeiro de todo o relato, é a necessidade da pobre menina rica xingar o negro caracterizando-o não porque rouba o seu lanche ("ladrão!"), ou porque a maltrata ("grosso!"), mas por conta de sua cor, entendendo, desde cedo, que ser negro no Brasil é xingamento/descaracterização que basta.

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 16:26



Comentário de: Dana

Uma negra na Playboy!!!
http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1301183-9798,00-JULIANA+ALVES+FAZ+MISTERIO+SOBRE+TEMA+DE+SEU+ENSAIO+PARA+PLAYBOY+PERDE+A+GR.html

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 16:27



Comentário de: Haline · http://www.halinices.blogspot.com

ahahahahahah adoro seu deboche. mas a história da menina não tem nada de risivel. e como ela é equivocada. alias me lembrou um caso q aconteceu comigo, praticamente igual, mas graças a minha mãe, eu entendi bem cedo. pq depois de adulta vc escrever essa merda, é de lascar.

Eu tinha uns seis anos e uma menina negra da sala em alguma discussão de qq bobeira da aula, ela disse: “ah, vc é assim pq seus pais são separados, seu pai não quis mais morar com vc, ele não gosta de vc”. Até ai tranqüilo, ela é a ofensora, seja negra ou não. Incluindo um preconceito só dela q nunca foi pra mim. Meus pais eram super amigos, sempre fui tudo bem ok dentro do possível. E eu não respondi nada, morri de raiva dela e qdo cheguei em casa contei pra minha mãe e disse q a minha vontade era dizer pra ela: “prefiro ter os pais separados a ter o cabelo duro e ser negra como vc”. Agora veja bem, ninguém nunca me ensinou isso. Ao contrário. E na minha cabeça de paquita wanna be eu queria ter xingado ela assim. E daí minha mãe disse: “E desde quando ser negro seria uma ofensa? Desde quando seu cabelo é bom e o dela é ruim? Vc podia ter respondido q o que ela falou é mentira, q seu pai te adora, q nunca se separou de vc e sim de mim e etc. Agora xingar de negra?? To decepcionada com vc. Alias, isso nem tinha nada ver com o assunto né? E olha, mesmo q ela fale algo da sua aparência, nunca faça isso pq ela já deve sofrer o suficiente né?” E eu fiquei com cara de cu total. Pq eu sabia mesmo q todo mundo da sala discriminava ela e ainda me achava super diferente pq eu falava com ela. Então olha o q os caras passam desde pequenos ... e querer comparar com alguém te xingando de leite ou sei lá o que? Pqp, q nem aquele Gentili veio dizer q chamavam ele de girafa e é a mesma coisa q macaco. Não dá mesmo. O garoto pegava as coisas dela, o que tem isso a ver com a cor da pele dele?

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 17:42



Comentário de: Alex Castro Email

haline,

como eu sempre digo, o mais lindo e incrivel da vida eh q as pessoas vivem as vezes as mesmas experiencias e tiram licoes tao diferentes, neh?

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 18:22



Comentário de: Lucas

Ai gente, precisa chamar de tição?

Tem tantas outras formas de demonstrar o sentimento tão bonito da raiva:


* Vai à puta que o pariu!
* Filho de uma égua!
* Idiota!
* Animal vestido de gente!
* Idiota!
* Desgraçado!
* Mula!

E se ele achasse graça, que levasse um pedaço de pau e desse uma paulada na cabeça dele.

E quando a professora perguntasse:

_ Bateu nele só pq era preto?
Responder:
_ Bati pq vive me incomodando!



É difícil?


PermalinkPermalink 11.09.09 @ 20:43



Comentário de: Lucas

opa, escrevi idiota duas vezes.

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 20:45



Comentário de: Alex Castro Email

lucas, vc fala isso pq nao entende o sofrimento e a angustia mental de querer chamar alguem de 'ticao do inferno' e nao poder... ela carrega as cicatrizes psiquicas ateh hj!!

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 21:03



Comentário de: Draupadi · http://didascaliae.blogspot.com

O mais triste e infelizmente mais verdadeiro de todo o relato, é a necessidade da pobre menina rica xingar o negro caracterizando-o não porque rouba o seu lanche ("ladrão!"), ou porque a maltrata ("grosso!"), mas por conta de sua cor, entendendo, desde cedo, que ser negro no Brasil é xingamento/descaracterização que basta. [2]
.
e pro Lucas: sem xingar a mãe, por favor. Não troque o racismo pelo sexismo!!!

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 21:34



Comentário de: Lucas

Draupladi, só foram exemplos :D; na hora da raiva sai o que sai.

Alex, e como a gente faz para entender isso?

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 22:18



Comentário de: Alex Castro Email

certas dores são tão profundas q só entende quem passou por elas!

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 22:21



Comentário de: Sblargh · http://sblargh.blogspot.com

É, eu ia falar o que outros aí já falaram. O tempo todo lendo o comentário, eu pensando porque era tão importante pra ela poder ser racista. Há de fato um monte de maneira de ofender um indivíduo sem ofender, de tabela, um monte de gente que não tem nada a ver com ele.

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 22:40



Comentário de: Ivan

Jesuis!
Essa é da série "e eu achava que já tinha visto de tudo".

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 02:20



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://www.arthur.bio.br

Alex:

Quer dizer que o sentimento de uma criança de 3ª série deve ser menosprezado e ridicularizado porque ela não é da raça que tem direito de se sentir discriminada?

O relato da Indy é muito claro: ela sofria uma ofensa com base na cor da pele e não podia responder com outra ofensa com base na cor da pele. Isso é um sistema de dois pesos e duas medidas. Isso é discriminação.

Ah, claro, que incompreensão a minha... é óbvio que a malvada representante da raça-opressora-por-padrão fez um relato de má fé porque tinha consciência genética de todo rol de injustiças que a beneficiara historicamente em detrimento do inocente oprimido que apenas fazia justiça retributiva ao perturbá-la e comer seu lanche...

E o texto do teu quadrinho final, com o desconto do deboche, representa muito bem a proposta de política racista que se está tentando implantar no Brasil.

Brincaste, mas disseste a verdade.

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 04:31



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://www.arthur.bio.br

"certas dores são tão profundas q só entende quem passou por elas!" (Alex Castro)

Como é o caso da Indy, certo?

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 04:33



Comentário de: Alex Castro Email

arthur,

se vc nao entendeu o ridiculo e o absurdo do depoimento da indy (de alguem que reclama o direito de chamar o outro de tição!) nem mesmo depois de ler os outros comentarios, especialmente o da haline, entao eu nao tenho mesmo mais nada a te dizer...

e se vc acha mesmo q, "com o desconto do deboche", "a politica racista" que estou propondo é que negros tenham imunidade pra bater e perseguir em brancos sem sofrer punicao e sem ninguem poder fazer nada, entao realmente eu nao saberia nem por onde comecar a te responder qualquer coisa...

fique a vontade para vir ao blog, para ler e para comentar, mas eu tô fora.

abração.

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 05:42



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PermalinkPermalink 12.09.09 @ 06:38



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Alex, eu gostaria muito de saber em que mundo você vive. No mundo em que eu vivo, é exatamente isso o que acontece quando se resolve ajudar muito quem é de uma raça apenas por causa da raça.

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 07:52



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Mas eu sou a favor das cotas nas universidades públicas. As cotas raciais irão desmoralizar a universidade pública. E para o Brasil começa a dar certo é preciso acabar com a universidade pública. A universidade pública é a saúva moderna: ou o Brasíl acaba com a universidade pública ou a universidade pública acaba com o Brasil. Temos que acabar com essas saúvas. E as cotas raciais serão nosso tamanduá! Vamos defender as cotas, Alex, eu te apoio nessa!

Por que acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1/

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 07:53



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://www.arthur.bio.br

Alex:

Pô, Alex, o depoimento da Indy é o relato de uma criança incomodada por um coleguinha que percebeu que existe nos adultos um tratamento privilegiado em função da cor da pele - e ela era o elo fraco da corrente naquela reação, pois o outro se referia à cor dela e ela não podia se referir à cor do outro. E é só isso.

Ver racismo em crianças e até mesmo em bebês é procurar pelo em ovo. Crianças e bebês percebem as diferenças - não há como não distinguir um pessoa branca de um negra a não ser que sejam cegos - mas daí a inferir que sejam racistas vai uma looooonga distância.

Briga de criança é assim:

- Sua gorda.
- Sua palito.

- Sua burra.
- Sua metida.

- Sua leite azedo.
- Sua tição de carvão.

Tem "racismo" aí? Não. Pobres das crianças se atribuirmos a elas a pecha de racistas ao simplesmente usarem as diferenças que observam umas nas outras para expressarem sua raiva. Isso seria uma transposição muito inadequada de uma visão de mundo construída através de análise histórica e posicionamento ideológico a quem não tem a menor possibilidade de desenvolver nem uma, nem outro.

Eu entendi perfeitamente o que tu consideras "absurdo e ridículo", eu simplesmente divirjo. (E divirjo na boa, porque se fosse vir aqui pra gente se estressar um com o outro... bem... a vida é muito curta, certo?) Mas o que a Indy queria ao chamar o outro de "tição" não era afirmar sua superioridade racial, era simplesmente devolver a ofensa que lhe foi dirigida primeiro, exatamente como a criança que responde "palito" pra quem lhe chama de "gorda". Nós é que valoramos isso de modo diferente por ter um monte de minhocas na cabeça. (Aliás, "nós" não, que eu tento ver do ponto de vista da criança.)

E, quando eu disse que descontando o deboche aquilo representava uma política racista real... "olhar para o lado para não ver um estupro" não era um deboche? Dando o desconto a que eu me referia, o que sobra não é a imunidade perante agressões e perseguições, mas coisas como tratamento diferenciado para quem usa as camisetas "100% negro" e "100% branco", cotas que privilegiam a cor da pele sobre o mérito e até mesmo o fato de ser ou não ser ridicularizado ao reclamar por ter sofrido uma discriminação racial.

Consegui me fazer entender agora?

P.S.: Não te estressa comigo, eu sou branco mas sou limpinho. :) Espera pra te vingar quando eu encomendar o "Mulher de um Homem Só" (por enquanto tá o$$o, economia de guerra) escrevendo uma dedicatória tipo "ao grande FDP, machista, racista e irritante leitor do LLL, Arthur Golgo Lucas, com um abraço (só porque vc pagou) do Alex Castro". :)


PermalinkPermalink 12.09.09 @ 14:56



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Ai gentem,ainda bem que boa parte das pessoas
me entenderam.

Obrigado Alex,agora o meu proximo passo é dar uma entrevista pro Jô soares rs´s.

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 15:20



Comentário de: Alex Castro Email

oi arthur

pode ficar tranquilo. eu nunca me estresso ou me irrito com coisa de blog. mas canso facil.

abracao,

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 16:03



Comentário de: Ana

Indy, querida, deixa eu te explicar uma coisa, eu tbm fui maltratada e humilhada por outras crianças quando era pequena, e os adultos tbm me falavam "não liga, que eles param" e não faziam nada com as outras crianças que eram, pasmem, brancas!

Vc já parou pra pensar que vc poderia ser uma crinaça chatinha que não sabia se defender e ficava de mimimi o tempo todo e que os adultos queriam te ensinar a se defender por si só? E não correr pra barra da saia de um adulto? Pq se eles brigassem com o menino ele só ia fazer isso mais vezes?

Ou que esses adultos podiam ser pessoas que não tinham a capacidade de lidar direito com uma situação dessas? Com bulling? Que na época era um termo que nem existia?

Que a reação deles nada tinha a ver com a cor da pele das crianças envolvidas? Que teria sido a mesma caso fosse um menino ruivo que te perturbasse?

Que foi vc com a sua cabecinha perturbada de criança que criou essa realidade, de que não falavam nada pq ele era preto, como vc diz? Vc criou essa explicação na sua cabeça, e ela provavelmente não tem relação com a realidade.

vc significa a sua experiencia com uma lente racista e usa dela pra justificar a sua visão de mundo. Fica mais fácil falar que negros não merecem isso ou aquilo pq um negro te maltratou e saiu impune por causa da cor da pele dele, não?

E na sua historia, mesmo usando a lente que vc usou, quem foi racista, quem deixou de cumprir o seu papel foram os adultos brancos, né? O meninos era só mais uma criança pentelha, chatinho, sem educação.

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 16:17



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Pensando melhor o unico que me entendeu foi o Arthur r´s.

O Alex ñ sei,se reservou ao direito de falar e ao mesmo tempo ficar calado.

Agora essa tal de Haline deveria se envergonhar,deveria mesmo,precisar que a mãe lhe mostre a verdade. hum... sei ñ!

Eu ñ sou e nunca fui racista,eu ja sabia que ia ser mal interpretada,pois os brancos que lutam para obter o fim do racismo,é que são os racistas,essa história de racismo ja acabou a muito tempo,é claro que existe menos negros em todos os lugares do brasil,pois ñ estamos no continente africano,vá vc pessoa branca viver em um pais de negros pra vc ver só uma coisa.
Tenho uma amiga que mora em luanda na angola,ela é casada com um cara negro brasileiro,mas que trabalha lá.Ela ñ pode nem sair na rua de mãos dadas com ele pois o povo fica olhando-a com cara de quem quer mata-lá,só pelo fato dela ser branca e estar casada com um negro."Racismo" é questão de geografia.
O Arthur me entendeu perfeitamente,parece até que estava lá rs´s.Eu queria chamar ele de tição porque ele me chamava de leite azedo,e ñ gente,eu ñ podia xingar ele de nada,de nome nenhum,porque se assim o fizesse,ia ser a racista da história,e ao contrario do que foi dito em um comentario ai em cima,eu ñ sou a pobre menina rica coisa nenhuma,eu sou a pobre menina pobre rs´s.Eu ñ vejo nehuma vantagem e ser branca mas eu vejo vantagem hoje em dia em ser negra,se eu ñ fizer como o MJ ao inverso,nunca vou conseguir a imunidade que preciso.Os negros estão acima do bem e do mal,se eles são bandidos têem a desculpa de que é pelo fato da cor e da opressão social que sempre sofreram,se eles são presidentes,são mais que vitóriosos,pois conseguiram ir além,além do que acor dele permitião,mas será? será que ainda hoje esse conceito de superação apesar de ser negro,ainda vale,porque um negro merece mais do que um branco?
Se fosse naquele tempo,naquele tempo de escravatura,um negro chegasse e botasse banca em plena washington,e virasse o presidente,tudo bem,até ia reconhecer a superação dele.Agora os negros só foram escravos por serem um povo fraco,um povo que se deixou dominar,isso ninguem fala,ninguem tem coragem de dizer que os negros de antigamente foram fracos,se deixaram escravizar.Era conveniente ser escravo,antes escravo do que morto.Agora esses negros de hoje em dia,o que eles sabem sobre a escravidão,nada,o que eles sabem sobre preconceito,racismo e discriminação,nada,pra um negro tudo se resume a uma unica coisa, a cor da sua pele.Um ser humano tem lá os seus defeitos,mas se ele é negro ñ podemos ver esses defeitos.O que eu quero dizer é que tanto branco quanto negro são farinha do mesmo saco.a unica diferença é que nós os brancos ñ fomos escravizados (ainda) pois se ñ pararmos de dar tanta importancia pra assuntos como esse,nós os brancos vamos começar a ser escravizados pelo pelode escravidão e pelo o presente de um psêudo racismo
Eu vejo o dia de os brancos se auto escravisar,só pra ver se consegue se redimir do mal que fez no passado,m
Eu tenho um sonho (rs´s) um dia,os futuros brasileiros vão se envergonhar de ter feito tantas pessoas como eu,trabalhar 8 horas por dia por um salario minimo de R$465,00,eu tenho esse sonho. e Tomare tomare mesmo que nesse tempo tenhamos um presidente cinza,pois só um presidente cinza acabará com essa dicotomia que reina hoje. Resumindo naquele tempo eu era pobre e hoje em dia continuo pobre,o Adelson nem sei por onde anda,ou ele vai sair candidato a presidente o ano que vem ou esta preso no urso branco,um dos dois.Mas se ele sair a presidente vou votar nele,e se ele estiver preso,bom,ele é negro,tem lá os seus motivos.rs´s

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 16:34



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Isso ana coloque a culpa na menina branca!
eu era chatinha,isso mesmo,uma boba que ñ sabiase defender.Morreu aqui a história.

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 16:38



Comentário de: Alex Castro Email

Eu ñ vejo nehuma vantagem e ser branca mas eu vejo vantagem hoje em dia em ser negra,se eu ñ fizer como o MJ ao inverso,nunca vou conseguir a imunidade que preciso.Os negros estão acima do bem e do mal

sensacional. não tem um, UM mísero indicador social, político, econômico, de saúde, que seja melhor para negros do que para brancos. negros ganham menos, morrem mais cedo, morrem mais de morte violenta, são mais presos, tem mais tuberculose, etc etc etc, e, ainda assim, no mundo de fantasia da leitora, é melhor ser negro do que ser branco, pq eles estão acima do bem e do mal.

é material pra estudo de caso.

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 16:44



Comentário de: Ana

Indy, vc não é racista, vc é muuuuuuito racista! Seu texto resume todos os pensamentos racistas possiveis.

Alex, eu tenho que te agradecer, vc sempre falou que seu objetivo nesse blog era fazer as pessoas questionarem e pensarem a respeito dos assunto, vc me fez pensar de formar novas e diferentes sobre muitos assunto, mas mais do que isso, vendo muitos dos comentarios aqui eu começo a entender a real extensão da denegação que vc fala, nunca imaginei que seria possivel de chegar a tais extremos.

Sempre imaginei que era uma coisa boa no Brasil as pessoas terem vergonha de se assumirem como racistas, que isso significava que pelo menos em algum nível que elas entendiam que isso era errado, mas to vendo que não. As pessoas inventam as mais estapafurdias justificativas pra seus comportamentos racistas, só tem medo do título, nada mais.

No final, essa postura realmente atrapalha a resolução e o debate do problema. Esse debate sobre as cotas realmente faz com que os racistas saiam do armario, e isso é importante.

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 16:59



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Agora pronto vc´s me definem como racista,porque a grande maioria dos negros fazem as escolhas erradas rs´s.Eu sei o que sou,e ñ sou racista.Meu Deus será dificil de entender eu só quero igualdade,ñ quero ser acusada de ser racista só porque sou branca.agora só porque ñ acho certo os negros se fazerem de coitadinhos porque um dia em um passado distante outros negros sofreram.Mas vc´s ñ querem me entender né,tudo bem.Vc´s é que gostam de tachar as pessos,é a velha história da cutia e do macaco,a cutia enrrola o rabo e senta em cima e fala do rabo do macaco.Brancos vc´s ñ precisam defender os negros,e negros, vc´s ñ precisam serem defendidos.Que culpa eu tenho se a grande maioria dos negros não são ou ñ estão onde deveriam estar,eu sou apenas uma meninade 19 anos que mora sozinha e trabalha o dia inteiro e final de semana estuda pra quem sabe um dia ganhar algum dinheiro.Agora se a grande maioria dos adolecentes negros ñ fazem o que eu faço,ñ estudam como eu estudo,visto que nossas condiçoes financeiras são as mesmas,o que eu posso fazer? Eu nem sei o que estou fazendo aqui,sou apenas uma menina branca.
Que apesar das minhas dificuldades,vivo em um mundo de fantasias rs´s é sim alex,o meu mundo fantastico fica no lado "negro" da força rs´s.

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 17:28



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Como é que é mesmo Alex? ah lembrei,agora é a parte que eu falo:

" Isso de discutir sobre racismo,é uma forma de banalizar a luta"

Ai vc diz:

"Minha filha a luta é contra vc" rs´s

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 18:01



Comentário de: Te

"Agora os negros só foram escravos por serem um povo fraco,um povo que se deixou dominar,isso ninguem fala,ninguem tem coragem de dizer que os negros de antigamente foram fracos,se deixaram escravizar. Era conveniente ser escravo,antes escravo do que morto."
Jesusamado.

Tirando o conflito negro X branco, sem sacanagem, guardar rancor faz um mal danado pra saúde. A Indy devia expiar esse rancor todo que tem do Adilson e que estendeu aos negros. Procura por ele, diz o quanto ele te magoou na infância e o quanto odeia o combate ao racismo por que não podia e ainda não pode chamá-lo de tição. Ou procura uma terapia, ou uma religião que ensina o perdão, o que for melhor pra você.

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 20:29



Comentário de: Manuel Carreiro · http://manuelcarreiro.com

"Quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas". É mais ou menos assim o provérbio francês, acho.

Fico espantado como a internet se tornou, paradoxalmente, um espaço tão aberto a boas discussões e tão aberto à proliferação de micro-fascismos.

Gente que não pára um segundo pra pensar no que tá escrevendo, pra pensar na possibilidade de ao menos considerar estar errado, puxa... tenho muito medo!

Deus me livre da verdade e dos seus defensores! (O uso da palavra deus, na sentença, possuía um sentido irônico que acabou de se perder com este parêntese).

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 20:50



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://www.arthur.bio.br

"Que foi vc com a sua cabecinha perturbada de criança que criou essa realidade, de que não falavam nada pq ele era preto, como vc diz? Vc criou essa explicação na sua cabeça, e ela provavelmente não tem relação com a realidade." (Ana)

Afff... "cabecinha perturbada de criança (racista)" é ótimo. Deve ser genético, né? Filhote de terríveis brancos opressores também é terrível branco opressor, está no sangue...

"vc significa a sua experiencia com uma lente racista e usa dela pra justificar a sua visão de mundo" (Ana)

Ô, fala sério aí, gente...

A Indy era uma criança quando aconteceu o que ela relata e estão querendo transformá-la em um um ser perturbado que olha o mundo com uma ótica racista. :P Isso sem falar das acusações de que ela fantasiou o episódio, como se pudessem saber.

É tão difícil assim entender que a leitura de mundo de uma criança nem de longe passa pelo posicionamento elaborado de quem lê, debate e se posiciona criticamente (hm?) perante os conceitos político-ideológicos que balizam a questão racial em escala histórica?



PermalinkPermalink 12.09.09 @ 22:15



Comentário de: Alex Castro Email

Arthur,

quando eu era ainda crianca, uma senhora negra quis me pegar no colo e eu disse q nao, pq ela estava suja. eu tinha uns dois anos.

hj, lembrando do acontecido, eu SEI que ela não estava suja, ela somente tinha a pele mais escura do que as pessoas da minha família... e eu, como qualquer animal, tinha medo do desconhecido...

a gente cresce e, com as novas coisas que vai aprendendo, consegue reinterpretar nossas lembranças da infância...

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 22:27



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://www.arthur.bio.br

Indy:

Eu entendi o que quiseste dizer com "melhor escravo que morto". O problema é que, perto do pessoal que está debatendo a questão aqui, a tua posição é muito ingênua. Então eles lêem algo assim e interpretam imediatamente "viu só, é racismo" ao invés de compreender "ah, a Indy tem uma visão bem menos politizada da questão, alheia à fundamentação teórica que usamos" e batem de volta te acusando de racismo ao invés de explicar por que pensam de modo diferente. Tu acabas recebendo o mesmo tratamento que eu, que não sou um ingênuo na área e divirjo consciente que vou levar chumbo de volta.

Para sobreviver a este tipo de debate tens que saber que existe muita ideologia por trás das palavras dos debatedores. Existe quem faça um patrulhamento "politicamente correto" (argh) que procura identificar e aniquilar posições divergentes seja através de longas análises com citações empoladas de autores desta e daquela linha de pensamento. Existe quem faça o patrulhamento do patrulhamento. Existe quem assuma uma postura anarquista. Existe quem veja a questão pela ótica da luta de classes. Existe quem pense que o "mercado racial" é auto-regulável. Tem maluco de todo o tipo na jogada.

O problema é que cada tipo de maluco tem a sua turma. E turmas, como deves saber, andam em bandos. O ser humano é gregário tanto na vida real quanto na virtual. Aqui a maioria faz uma leitura da realidade bem diversa da tua e não tem muita paciência para fundamentar sua posição, porque a eles parece óbvio que é assim que o mundo tem que ser analisado.

Para um palmeirense é óbvio que o Corínthians é o inimigo a ser execrado. Aí tu entras inocentemente vestiário do Palmeiras com uma camiseta do Timão. Normal o pessoal não reagir bem.

Porém, ter uma camiseta diferente não é o problema maior. Afinal, sem adversário não tem jogo. Mas é necessário conhecer as regras e ter alguma noção técnica, ou o jogo vira uma pelada de várzea e aí não tem juiz que segure as caneladas...

O assunto é fascinante e não existe consenso. Deixa passar os comentários pessoais, procura entender como esse pessoal pensa e faz a tua análise crítica. Concordes ou discordes, quase sempre podes tirar algum proveito de um bom debate - sempre há o que aprender, pontos novos para analisar, uma sugestão interessante de leitura, etc.


PermalinkPermalink 12.09.09 @ 22:47



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://www.arthur.bio.br

Alex:

"hj, lembrando do acontecido, eu SEI que ela não estava suja, ela somente tinha a pele mais escura do que as pessoas da minha família... e eu, como qualquer animal, tinha medo do desconhecido..." (Alex Castro)

Sim, eu entendo esse tipo de reação e acho muito natural - deves lembrar que eu já escrevi por aqui que nós não somos uma tabula rasa em que é possível escrever qualquer cultura, pois somos animais com uma longa história evolutiva, temos instintos, comportamentos atávicos, etc.

Mas eu não entendi bem qual foi a ressignificação deste evento para ti. Podes, por favor, esclarecer como ele se encaixa no contexto do debate sobre o racismo?

(Fiquei confuso porque o medo do desconhecido não me parece se encaixar na mesma categoria do medo do diferente, que me parece ser uma das maiores dificuldades para a superação do racismo.)

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 22:56



Comentário de: Marcio Hack

Eu entendo que a Indy tenha se sentido injustiçada. Vocês dizem -"Ah, roubou o seu lanche? Chama de ladrão! Te bateu? Bate nele também." Mas se ela é chamada de leite azedo, vocês não acham justo que ela o chame de tição.

Ela o chamar de tição não tem nada a ver com ser racista, e sim com rebater uma ofensa na mesma moeda. O garoto tentava ridicularizar a Indy pela cor da sua pele, por que ela não teria o direito de fazer o mesmo? Se os professores ignoravam o xingamento de "leite azedo", por que repreender o xingamento de tição?

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 00:09



Comentário de: Sblargh · http://sblargh.blogspot.com

Acho que vale mencionar nesses casos que ser racista não quer dizer necessariamente pertencer a KKK e sair matando negros na rua. Apesar do Alex estar numa fase em que ele quer sangue, eu prefiro que nossos racistas sejam a Indy do que o KKK.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 01:29



Comentário de: Sblargh · http://sblargh.blogspot.com

Ninguém está dizendo que, como criança, ela não poderia pensar assim, criança erra mesmo, todo mundo tem um episódio de racismo quando criança, deixa eu contar o meu, que é um desses que poderiam fazer eu pagar de oprimido.

Um dia, eu e minha irmã, ambos brancos, estavamos fazendo sei lá o que, aí minha irmã, também pequena, deve ter decidido usar um palavrão que aprendeu na escola e disse "não toca em mim porque você é bosta" ou algo assim, aí eu perguntei o que significava a palavra, ela disse e eu fiquei todo feliz com meu novo vocabulário.
Na época, meu vizinho e melhor amigo era negro, aí eu fiz a mesma brincadeira, ele encostou em mim e eu disse "não toca em mim porque você é bosta", a mãe dele ouviu e me acusou de racismo.

Alguém aqui lendo isso já quer me pegar de mártir da luta do politicamente correto. Tudo que eu fiz foi repetir a brincadeira que minha irmã fez no dia anterior e estava sendo acusado de racismo!

Bom, eu tinha uns 7 anos, pedi desculpas, chorei, expliquei que não era aquilo, tudo se resolveu, continuamos amigos até que brigamos na adolescência por causa de um clipe do red hot chilly peppers.

Mas dá pra culpar a mãe do menino? Imagina o que essa mulher não passou na vida para estar na defensiva dessa forma. Mas claro, ela sempre me tratou bem e depois de tudo explicado, ela continuou a me tratar bem.

Enfim, só quis compartilhar minha vida com vocês, pessoas bonitas. Voltando ao estudo de caso.

O problema da Indy é o seguinte:
Se ela fosse racista inocentemente e sem saber e alguém chamasse a atenção dela, ela poderia se explicar que nem aconteceu com a Haline. Rolaria algo do tipo "ele está errado em bater em você, mas você não pode responder dessa forma, porque você ofende outros negros que não estão batendo em você, agora, nós vamos lá punir esse menino por bater em você".

O problema é que ela *sabia* que o que ela queria fazer era racismo e, tendo essa informação, ela ainda assim *queria* ser racista e, não podendo, ela não conseguiu pensar em nenhuma outra forma de se defender. Isso é interessantissimo. Ela tem uma incapacidade tão grande de ver um negro como um indivíduo com sua própria mente e sua própria personalidade que quando um negro ofende ela, ela consegue apenas ofender toda a etnia.

Pra mim, esse é o problema interessante, outros aí devem ver pelo lado social e concluir que é improvável, no Brasil, uma história dessa acontecendo; mas sei lá, às vezes ela estudava numa escola que ensinava desde cedo que racismo era ruim. Não obstante, ela era incapaz até de dar um soco no indivíduo. O negro, pra ela, não é um indivíduo, o que adiantaria bater nele se a hive-mind da espécie continuaria viva?

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 01:56



Comentário de: Ana

Arthur Golgo, cabecinha perturbada de criança, pq toda criança tem uma cabecinha perturbada, ainda mais quando está sendo vitima de bullyng, e vai buscar significados estranhos pra explicar as coisas que acontedem, como o Alex que achou que uma cor escura de pele era sujeira.

A questão é que a gente cresce, e ressignifica as coisas que aconteceram com a gente, passa a enteder de novas formas, ver por outros angulos que não eram possiveis de serem vistos, como o angulo por exemplo que esse meninos perturbar a Indy e as pessoas não fazerem nada, não tinha nada a ver com a cor da pele dele, mas sim, com o fato que é muuuuito comum adultos não fazerem nada nessas situações. Que tinha sido a propria Indy que a partir de pedaços do mundo inferiu que o unico jeito de se defender desse menino era chamar de Tição.

E que ela como adulta, continua olhando esse episódio da vida dela sob aspectos racistas, não ressignificou, não elaborou, não pensou nos diferentes significados que eles poderiam ter. Ela continua olhando um acontecimento que é absolutamente comum na vida de milhares de pessoas, brancas, pretas, amarelas, roxas, verdes, como algo dependente de raça, como se só acontecesse com ela, e com meninos negros.

E usa o "eu não podia chamar ele de tição" como argumento para os negros tem vantagens na vida.

Depois reclamam que os negros é que são paranoicos e vem toda e qualquer situação como racismo...

Dizer que os negros são fracos pq se deixaram escravizar é o que? E pensando nesse ponto de vista a Indy branca é aidna mais fraca, pois não soube nem se livrar de um molequinho que roubava o lanche dela, quanto mais consiguiria se livrar de pessoas a perseguindo com armas, trancaficando, algemando, torturando...

Alias, se vcs dizem que isso não ;e racismo, o que vcs consideram racismo? O que um pessoa tem de fazer ou pensar pra ser racista?

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 02:04



Comentário de: Alex Castro Email

se vcs dizem que isso não ;e racismo, o que vcs consideram racismo? O que um pessoa tem de fazer ou pensar pra ser racista?

ana, excelente pergunta. mas acho q a resposta é q acham q racista é só quem enforca ou queima negros. o resto do povo, bem, cada um tem sua opinião, não?

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 04:01



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://www.arthur.bio.br

"Alias, se vcs dizem que isso não ;e racismo, o que vcs consideram racismo? O que um pessoa tem de fazer ou pensar pra ser racista?" (Ana)

A resposta a essa pergunta é bem objetiva.

Tem que fazer ou pensar o seguinte:

1) Inferir que outros indivíduos da mesma raça apresentem um traço de personalidade / caráter / comportamento em função de um indivíduo apresentá-lo.

2) Inferir que um indivíduo apresente um traço de personalidade / caráter / comportamento em função de outros indivíduos da mesma raça apresentá-lo.

Tendo como condição necessária para a aplicação do conceito a presença da noção de que existe um grupo ao qual pertence este indivíduo e que os indivíduos deste grupo podem ser identificados a partir de algum traço característico mesmo sem qualquer contato anterior.

Ausentes os dois primeiros critérios, ou presente um dos dois na ausência da condição necessária, não há que se falar em racismo.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 04:34



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://www.arthur.bio.br

Alex:

Eu sei que discordas do meu ponto de vista, mas talvez gostes de ler este micro-conto:

http://arthur.bio.br/2009/09/13/racismo/estatuto-da-igualdade-racial-a-institucionalizacao-do-racismo-no-brasil

Bateu a idéia ontem no meio da tarde e eu decidi arriscar. Terminei agora de madrugada. Foi minha primeiríssima tentativa de escrever nesse estilo. Tento me aprimorar ou corto os pulsos?

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 04:43




3 pontos:
1) Igualdade é a última coisa q quer alguém q sente inferiorizado. Toda vez q alguém supostamente superiorizado trata o inferiorizado de igual pra igual no sol e na chuva, este último interpreta como inferiorização – particularmente na chuva. A igualdade de fato é dolorosa pro inferiorizado.
2) É claro q "melhor escravo do q morto". A enorme maioria dos índios foi exterminada e ¿quem agora defende "cotas pra indígenas" nas universidades? (veja o linque) Pro movimento negro, pior q a igualdade de fato é a questão indígena; qqer menção ao índio é sumária e acintosamente ignorada. Nesse ponto, o negro se sente irmão do branco: os dois vieram aqui pra ficar; tira essa sub-raça da frente q a América é nossa.
3) Sabe-se q os primeiros 5-10 anos de vida são determinantes pra todo o resto. A idéia fixa do movimento pró-cotas é resultado do recalque da sociedade como um todo com o ensino "superior", com o mundo "adulto". O chamado ensino "superior" é na verdade apenas um ensino suplementar; é só a cobertura do bolo.

Tou falando: a solução é a hipocrisia. Não precisa nem propôr, pq ela já predomina, desde sempre.

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 10:41



Comentário de: Anna May

Pq carvão, tição? Pq não chamar o coleguinha chato de chato, bobo, feio??? Minha filha de 5 anos, quando quer muito ofender alguém (seja branco, preto, o cachorro da família, o DVD que ela não gosta) ainda solta uma ofensa muito pior: fedorento!!! Então, no mundo dela, o supra-sumo da ira é dizer; seu bobo, feio, chato e fedorento!!!

A questão do racismo está aí: a amiga não perceber que sim, foi cooptada pelo racismo, criada dentro dos padr~ões do racismo, quando se ressente de, em criança, não ter xingado o coleguinha mal-educado de "tição" ou "carvão", em vez de se ressentir por não ter reagido como faria se fosse outra menina branquinha a roubar o seu lanche: "sua chata", "sua feia", "sua boba", sua "fedorenta"!!!!

PermalinkPermalink 15.09.09 @ 11:16



Comentário de: Ricardo Dionisio

Oh! Coitadinha... Ri muito com a historinha.
Isso me lembra munha infância. Tinha um outro estudante (negro) que ficava me ofendendo. Na verdade ficava fazendo troça da minha pele e dos meus cabelos.
O problema não era a cor, era o tamanho do sujeito, ele poderia me estraçalhar!
Se eu fosse maior que ele, resolveria o problema com uns bons cascudos.
Hoje vejo que esses caras (que ofendem os outros por causa de raça) são uns coitados com complexo de inferioridade. Outro dia, na pos-graduação, uma tonta ficou ofendidíssima porque pensou que uma professora tivesse insinuado que os negros pudessem ter os ossos um pouco mais fracos que os brancos. Claro que ela não tinha dito nada disso, a tapada é que ouviu demais e deu um showzinho cheio de ódio e rancor.

PermalinkPermalink 24.09.09 @ 13:53



Comentário de: Pedro Melcop

Aconteceu uma situação parecida comigo. Certo belo dia eu estava andando com meus amigos no colégio, no meio de uma multidão etc e tal. Um professor negro me chamou de longe "Ei, você aí? Como vai sua irmã?" Não parecia que estava falando comigo, tinha muuuita gente no pátio. Como ele não falou mais nada, pensei que não era comigo e fui andando. Pronto. Depois de algum tempo, minha prima foi falar comigo. Ela disse que esse professor tinha sido professor de português dela,eles eram bem amigos, aí o professor sabia quem eu era de algum canto, sabia meu nome etc, e pensou que fosse irmão da minha prima mas eu não sabia quem ELE era. Ele disse que eu tinha sido racista, por não ter respondido. Eu acho que o problema é esse, as pessoas ficarem na defensiva, sempre com medo da discriminação, generalizando todas as faltas das pessoas para com ela como decorrentes do racismo. Eu acho que isso que é racismo, caracterizar tudo desse tipo como discriminação etc. Hoje já tá resolvida essa historia, falei com minha prima e tal. O que vc acha disso alex?

PermalinkPermalink 06.11.09 @ 20:58



Comentário de: giovanni

ah se fosse comigo, so pq ele eh negro ele acha q pode faze oq ele bem entende?
se ele fizesse isso com 1 garota da minha escola ja chegava
- o sombra de beco!dexa ela em paz!
e se ele viesse me bater, ai q a coisa ia ficar feia
eu naum sou racista, mas se alguem se acha o bonzao, ja naum e motivo pra dar atençao a cor

PermalinkPermalink 30.11.09 @ 01:34



Comentário de: jonnhy

ih esse cara naum ia quere nem ver minha cara, no meu colegio, sou o poderoso chefao, um sinal com a mao, minha turma vai atras desse cara, ta tudo acabado

PermalinkPermalink 30.11.09 @ 01:40



Comentário de: iwan

tinha que ser preto

PermalinkPermalink 03.05.10 @ 22:08



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Muita muita vergonha mesmo de tudo que eu escrevi,tentando justificar minha história.
Hoje eu sei que racismo é um fato vigente no Brasil.

PermalinkPermalink 03.03.11 @ 13:38



Comentário de: anahí · http://ssmenezes_fofinha@hotmail.com

eu ñ sou racista mais ta na cara que essa historia é mentira.....

PermalinkPermalink 26.05.11 @ 10:42



Comentário de: beatriz · http://biamatarrazzo@hotmail.com.br

eu avisaria a minha mae ou algum responsavel , ou ate mesmo a diretora, porque isso n e coisa q se faça com alguem, la no meu colegio tinha uma menina quer dizer ainda ta la , ela pegava meu lanmche equeria uma pedaço , ate um dia que eu falei pra minha mae , e depois quando cheguei no colegio, sentei e começei a comversei com ela e perguntei pq e que ela tava fazendo isoo, mais d pois q eu tava no intervalo ela veio e me pediu o sonho eu disse que n ia dar nada pra ela q o dinheiro era meu , e que se ela quisesse comer q pegasse no refeitorio, ou levasse diheiro pro colegio, depois dessa queimada nunca + ela me pediu nada. entao se eu fosse vc eu sentaria e converssava com essa pessoa e perguntava pq ele fazia isso.....

PermalinkPermalink 12.06.11 @ 14:01




eu acho que vc deveria fala com a responsável dele ou converssar com a direitora ,e com a mae dele ou pegunta pra ele porque ele fazia isso com vc

PermalinkPermalink 12.06.11 @ 14:09



Comentário de: wagner

ow mano essa mina aew é mó pilantra tio .
eu sou negro caralho tbm caralho !
e se ele roubava seus lanches ae é por qe
alguma coisa vooc fez ta ligadoo .
e qq tem a ver roubar com a cor da pele fdp
se eu te pego te estouro sua pilantra,piranha .
_|_

PermalinkPermalink 01.09.11 @ 15:57



Comentário de: wagner

e esse iwan aew em cima FILHO DE UMA PUTA
tinha qe ser preto o caralho seu lixo ,
é pra fala , entao vamo fala caralho
papa de qualhada do caralho , beiço de bóia fdp
cola aki em sampa tio , vooc naum é o Páá maluko
cola aki então pra noix troca ideia .
Cuzão do caralho .
o dono do site pode apagar esses comentario meu
mais avisa essa drão aew qe se ele é macho pra
ele colar aqi em vinhedo km 72 perto do hopi hari
rua santa ivania casa 156 !
CUZÃO DE MERDA !

PermalinkPermalink 01.09.11 @ 16:05



Comentário de: karla · http://nenhum

nossa gente também acontece o mesmo na escola
e eu não posso falar nada com o menino

PermalinkPermalink 07.11.11 @ 20:11



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