A Cultura do Outro: O Funk Como Patrimônio Cultural

Racismo LLLO Brasil não muda. A cultura do outro, do pobre, do negro é sempre criminosa, primária, errada, ilegal, cafona. Aliás, nada disso: o outro nem mesmo tem cultura.

No século XIX, a capoeira era proibida pelas autoridades, por ser considerada celeiro de crimes e prática bárbara de negros boçais.

No século XXI, a Polícia Militar do Rio de Janeiro proibiu a realização de bailes funk em diversas favelas da cidade, uma das principais manifestações culturais da juventude carente. Como o Brasil ainda é, legalmente, uma democracia e ainda não se pode censurar práticas culturais, inventaram que era "por motivos de segurança". (Queria ver proibirem a Ópera do Municipal alegando excesso de crimes na Cinelândia!) Como o Brasil ainda é, legalmente, uma democracia e os favelados votam, rapidamente conseguiram que seus deputados decretassem o funk patrimônio cultural do estado.

Abaixo, alguns links sobre o assunto, mas o melhor são os comentários da fina flor da elite carioca:

A Secretaria e os deputados deveriam mandar seus filhos e netos todo final de semana pros bailes funks e de maneira nenhuma deixa los faltar pra que se tornassem eximios praticantes da cultura ,já que é tao importante

Estou próximo a bailes e nunca ouvi nada edificante nas letras, ou é violência ou baixaria, vamos ver de que lado está o Sergio Cabral. Funk é anticultura!

Onde e quando o funk é cultura?? musicas com letras totalmente sem conteudo, o interese desses "representantes da cultura funk" com certeza é a grana que ele gera, com muita droga, pornografia e td que não presta, funk na escola é mostra como a educação do nosso pais esta precaria são crianças mal educadas sem limites pais inrresponsaveis que acha td normal e comum deixa nas mãos da escola a educação que eles deverião dar em casa.

Funk na escola?Funk como instrumento de PAZ?Eu li bem?!O FUNK é o maior incentivador a violencia!Suas letras são cheias de odio a favelas rivais e a PM,BOPE.As letras só falam de armas e baixaria,tudo no duplo sentido.Tratam as mulheres como verdadeiras p....Incentivam os jovens a transarem sem parar,aumentando a população carente.FUNK deveria ser proibido.Nessa hora eu queria que a DITADURA voltasse.FUNK = lixo!Quem ouve é lixo também!

Infelizmente, essas pessoas que defendem o funk pretendem banalizar o mal e a violência, animalizar o ser humano com palavreado chulo, com letras vergonhosas, com nenhuma espiritualidade, mostrando sim, a total FALTA DE RESPEITO com os outros, pois não se consegue dormir e descansar com toda essa vagabundagem e gritaria durante a noite, madrugada e manhã adentro.

Essa é a cultura que nossos políticos querem implantar de vez no RJ!Estão oficializando a bandidagem!Agora só falta liberar as drogas de vez e dar o Governo pro Beira-Mar! AGORA, SE O CONTRIBUINTE TOMAR UM CHOPPINHO SE ESQUECER E FOR PARADO NA BLITZ DA LEI SECA VAI EM CANA.... E TEM QUE ESTAR ATENTO ONDE ACENDE HJ EM DIA SEU CIGARRO, ... CIGARRO MESMO , NÃO BASEADO ! PODE IR EM CANA TAMBÉM ...

Funk é sub-cultura,de uma juventude que tende se tornar uma sub-raça,sem o mínimo de discernimento,de educação ,formação moral e familiar.Quero esta desgraça bem longe de mim e de minha família.Os hábitos de quem gosta de funk não me agradam,e não os quero perto de minha família.

wagner montes faz demagogia, utilizando a TV pra ganhar votos. Fala bem de nordestinos, favelados e funkeiros. Faz bailes em seu programa!Pra quê? Pura demagogia!Essa é a cara de nossos políticos. Fazem aliança com todos por poder.Fala até bem de bandido, quando fala "a galera da firma"!Onde chegamos?É o fim.O pior é que, se se candidatar, ganha!

Chega, já deu, né? Tem mais aqui.

Em tempo: eu também acho o funk uma música basicamente desagradável, apologética do machismo e da violência. Não tenho hábito de ouvir funk e não tenho vontade de ir a bailes funk. A graça é que minha opinião pessoal não tem nada a ver com esse assunto. Se fossem proibir todas as músicas que não gosto, só ia sobrar o chorinho.

* * *

Dois Livros sobre Funk

 Mundo Funk Carioca Batidão: uma História do Funk
"O Mundo Funk Carioca" e "Batidão: uma História do Funk"

* * *

Dois Livros sobre História e Impacto Social da Capoeira

 Arte da Negociação: a Capoeira como Navegação Social, A Capoeira no Rio de Janeiro 1890-1950
"A Arte da Negociação: a Capoeira como Navegação Social" e "A Capoeira no Rio de Janeiro 1890-1950"

* * *

Alguns links:

- Polícia vai proibir bailes funk em locais de maior violência no Rio
- Polícia intensifica fiscalização e proíbe bailes funk em áreas violentas do Rio
- Funkeiros, deputados e acadêmicos participam de audiência pública na Alerj para discutir retorno dos bailes às favelas
- Funk agora é Patrimônio Cultural
- Putaria como patrimônio cultural

 Funk Carioca: Crime ou Cultura?: o Som Dá Medo. E Prazer.

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10.09.09



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Comentários:


Comentário de: Rogério Santos · http://www.efemeridesbaianas.blogspot.com

Alex, eu só queria ter a oportunidade de perguntar à pessoa que escreveu esses absurdos se nas festas da fina flor da elite ninguém cheira cocaína, fuma maconha, toma ecstasy; se os "bem-nascidos" não participam de orgias, bebedeiras e coisas afins.

Nas raves da vida - onde a maioria esmagadora dos frequentadores são jovens de classe média - rola tudo isso e muito mais e eu nunca ouvi ninguém dizer que essas festas devem ser proibidas "por motivos de segurança".

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 02:22



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"Nas raves da vida - onde a maioria esmagadora dos frequentadores são jovens de classe média - rola tudo isso e muito mais e eu nunca ouvi ninguém dizer que essas festas devem ser proibidas "por motivos de segurança""

Pq vc eh mal informado e como o resto do Brasil ignora o que acontece no sul do pais.

Raves (em especial as raves de psytrance) passaram a ser perseguidas e proibidas violentamente no Parana e em Santa Catarina desde de meados da decada de 2000.

De forma MUITO mais forte do que os bailes funks sao. Nao da nem para comparar.

A situacao ficou tao ridicula que hoje em dia, em Curitiba por exemplo, voce so pode fazer uma rave se ela for de dia (tipo, comeca as 8 da manha ate a 8 da noite).

Qual o motivo dado? A mesma do funk: razao de seguranca.

Mas como eh que o Alex explica isso agora?

Raves de tomadores de ecstasy loirinhos (sera?) sao mais oprimidas do que as festas dos "negros" funkeiros (note que achar que funk eh coisa so de negro eh um absurdo sem tamanho...).




PermalinkPermalink 10.09.09 @ 03:05



Comentário de: Alex Castro Email

"Mas como eh que o Alex explica isso agora? Raves de tomadores de ecstasy loirinhos (sera?) sao mais oprimidas do que as festas dos "negros" funkeiros (note que achar que funk eh coisa so de negro eh um absurdo sem tamanho...)"

hmmm, onde foi q eu disse q "funk é coisa só de negro"?

mas o marcio tem razao em um ponto: as raves vivem sendo proibidas sim, inclusive no rio de janeiro...

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 03:17



Comentário de: Leonardo

Sabe, eu também achava funk música ruim. Nunca cheguei a achar que baile funk era apologia ao crime, mas até considerei que as letras podiam incentivar alguma coisa, sei la. Mas um dia vi um documentário no multishow do José Júnior falando sobre funk, entrevistando gente que compõe, etc. Mudou minha opinião completamente. Diziam, "o axé também só falava de sexo, de bunda, na época que funk começou a surgir. Eles podiam, mas funk não, funk era coisa de bandido". E hoje eu penso: não é porque alguém gosta de Iron Maiden que vai adorar o capeta. Não é porque gosta de Manowar que vai pegar uma espada e sair matando gente por aí. Da mesma forma: não é por que gosta de jogar GTA que vai roubar carros, ou porque vê filme violento que vai matar, então porque quem ouve funk vai virar necessariamente bandido?

Eu acho que é a mesma coisa do filme "Tropa de Elite" - a maior mensagem do filme, a de que quem compra droga financia o crime, passou batida, por que só se lembram do Capitão Nascimento batendo e xingando bandidos.

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 09:02



Comentário de: Leonardo

E se vêm proibindo raves, é mais a favor do que contra o argumento: deviam combater mais o tráfico, menos a música.

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 09:03



Comentário de: Blog Mallmal · http://www.mallmal.blogspot.com

Alex, Alex. Não é por "não gostar" da música que os bailes funk foram temporariamente proibidos, mas sim pela realização de orgias (inclusive com menores de idade), presença de armas (automáticas) e distribuição farta de drogas em suas dependências.

Você está praticando um joguinho de falácias nesse texto.

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 09:32



Comentário de: Maurício Ferrão · http://www.mauricioferrao.com

O pior é que esse afetadinho representa o discurso dominante.

Ainda fico boquiaberto quando vejo pessoas dizendo que coisas deveraim ser proibidas porque elas não gostam.

E escrevem textos enormes, não sobre o porque de dever ser proibido, mas sobre o proque de achar ruim, como se uma coisa levasse à outra.

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 10:34



Comentário de: Amora.

Eu não gosto de funk, não gosto da letra, do ritmo, nem da "dança". Mas enfim, cada um faz o que quer com a cabeça (e o corpo) que tem. Só acho hiprocrisia da burguesia dizer que o funk é falta de cultura. Se bem me lembro a "bossa nova", com suas letras vazias de "bon vivan", não acrescentaram nada na cultura brasileira. Em plena época da ditadura, o pau quebrando a torto e a direito, vem meia dúzia de mauricinhos cantar "olha que coisa mais linda, mais cheia de graça"... Aff!

A burguesia(?) fica incomodada mesmo é com os pretos e pobres, mal vestidos, que ousam incomodar seu sono com seu som esdrúxulo e desfilar roupas mínimas em suas calçadas.É hipocrisia dizer que baile funk é local de droga e orgia. Ora, o que dizer dos cruzeiros marítimos e festas da elite? Lá rola muito mais droga, putaria e violência que no funk. As raves, por exemplo, não são lugar de pobre, preto e favelado, e no entanto...

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 10:36



Comentário de: Te

Também detesto funk mas não apoio a proibição. Os EUA já tentaram proibir o rap, com todo o seu puritanismo e as histórias de cantores envolvidos em crimes?
Um off topic: o post da Lola copiou uns comentários de gente apoiando o assassinato de homossexuais no Rio. Assustadores.

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 10:38



Comentário de: Amora.

Enquanto o funk era apenas som de preto e de favelado a burguesia não se incomodou tanto. Agora as patricinhas e mauricinhos resolveram entrar na roda e a coisa toda mudou. Tem burguesinha da alta roda carioca indo pros bailes só pra contrariar o papai e descobrir uma "vibe" nova pra dar emoção a sua vidinha patética e sem sentido... Então, ficam em casa as mães socialight tomando Prozac e Rivotril pra aguentar o tranco de ver a filhinha subindo morro e se esfregando em "malandro". Eles não incomodavam com o funk enquanto ele estava lá no morro. Agora que resolveram descer com ele a coisa mudou de figura. Funk na tv? Impensável pra fina flor da sociedade. Funk em festa de casamento? Um infortúnio!

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 10:49



Comentário de: Alex Castro Email

Malmall: Você está praticando um joguinho de falácias nesse texto.

Ah, mas eu sou muito falacioso e traiçoeiro mesmo. :)

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 11:37



Comentário de: Alex Castro Email

Leo,

o fato de eu não gostar de funk nao quer dizer de modo algum que acho que seja apologia ao crime ou algo assim. e conheço bem sua importancia cultural e social nas comunidades onde é criado. eu só não gosto de ouvir, assim como não gosto de ouvir, sei lá, polca!

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 11:45



Comentário de: João Paulo Cursino · http://sratoz.wordpress.com

Bom. Algumas vezes por semana, tinha um baile funk que não me deixava dormir. Não me deixava nem ser ouvido por outra pessoa dentro de minha própria casa.

Se isso não é uma ditadura dos traficantes sobre meus ouvidos, então também não é ditadura que alguém mais forte os silencie.

Agora, Alex, veja: a PM não pode proibir nada. A lei proíbe ou não proíbe, não a PM. De todo modo -- e aqui posso estar desinformado --, pelo que entendi não foi uma proibição contra o funk, em abstrato; foi contra o barulho alto.

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 12:07



Comentário de: Leonardo

Eu não quis questionar seu gosto, Alex. Tava falando da minha experiência pessoal mesmo. Mas até que estou aprendendo a apreciar =)

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 12:25



Comentário de: Rafael

Funk é ruim por que de 4 é feio, correto? Mulher submissa, é ok. Crepúsculo e derivados pode. Desde que seja amorzinho e sutilmente pode tudo.

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 12:40



Comentário de: Meg · http://namesadeumbar.blogspot.com

Hummm, não falavam algo assim do samba há 100 anos atrás? E o mesmo do jazz? E o mesmo de qualquer manifestação cultural marginal*?

Então, daqui a pouco a "elite" se apropria do funk e torna a coisa cult. E nós só vamos perceber que perdemos o bonde da história (ou do Tigrão) quando nossos netinhos vierem perguntar: "Pôxa vovó, vc tava lá, na raiz do movimento, e NUNCA foi num baile funk??!!"

Pois é, netinho. É que eu era elite.

(*por marginal entendam: às margens do poder)

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 13:52



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

"Não falavam algo assim do samba 100 anos atrás? E o mesmo do jazz?"

Sim, só q nenhum dos dois vinha em 100 megawatts.

Tão pegando o assunto pelo lado errado. Seria a mesmíssima coisa qqer q fosse o estilo musical. O fanque entrou aí de gaiato. O problema não é a mensagem violenta e preconceituosa, mas a altura e desfaçatez com q é propalada.

Já morei perto da Augusta (SP) por dois anos. TODA madrugada de sábado e domingo, eu era acordado 2 ou 3 vezes com gente imbecil passando de carro ouvindo essa merda. A música poderia ser de qqer outra estilo ou conteúdo, q eu chamaria de merda e, naquelas noites de insônia forçada, teria apoiado um terrorista q explodisse esses carros, um a um, com todos dentro. Ô gente cretina.

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 14:10



Comentário de: João Paulo Cursino · http://sratoz.wordpress.com

Essa discussão só acontece entre pessoas que não têm um baile fanque no prédio vizinho.

As que têm só querem poder voltar a dormir à noite.

É pedir muito?

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 17:10



Comentário de: Draupadi · http://didascaliae.blogspot.com

"Incentivam os jovens a transarem sem parar,aumentando a população carente."

velho, eu não li isso.
Cadê a mãe desse cara, pra eu estapea-la por não ter feito aborto?????
.
sobre o funk... machismo por machismo, dou moral DEMAIS pra taty quebra barraco, porque, de fato, é "feia", negra e "gorda", e conseguiu entrar na moda. Pago pau. E tbm pago pras popozudas da vida que pegam num microfone pra dizer que sim, gostam de piroca - enqto muitas divas pops ficam brigando pra ver quem é mais virgem.

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 17:55



Comentário de: Lucas

Eu não sei pq demônios santificam essa tal de "cultura", sendo que o conceito de cultura foi criado para ser, é; e não é pq meia dúzia de ranhentos acha que não deve ser A FORMA COMO UM DETERMINADO GRUPO DE PESSOAS AGE NA SOCIEDADE, DEMONSTRANDO SEUS PONTOS EM COMUM.

Se 30% das pessoas se caracterizam por também gostar de funk, sinto muito, mas nesse caso funk é cultura. Sempre foi assim, desde que inventaram o conceito de cultura. SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE.

Também sempre existiu o conceito de que O DIREITO DE UM TERMINA QUANDO COMEÇA O DIREITO DO OUTRO, coisa que já virou um dos princípios para criar as leis faz tempo.

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 19:05



Comentário de: Ângela F. · http://www.twitter.com/fatorell

olha, vc nem faz ideia de como comemorei a decisao da alerj. uso os dois textos - o hermano e o batidão - com meus alunos de antropologia do direito para discutir estigma e criminalização. e eu ouço muita barbaridade. e os comentaristas do globonline realmente merecem um tratamento antropológico, o que é aquilo, deusmel?olha, juro que professo a tolerância e a relativização, mas pelamor. devemos ser intolerantes com o intolerante. até para q o apelo à "relativização" não seja mal compreendido - e ai, como é, né? sempre, um saco - como uma relativização moral, do tipo, ah, é da minha cultura não gostar e eu devo ser respeitado. ô tristeza.

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 19:33



Comentário de: Mário Marinato · http://www.osarcofago.blogspot.com

Alex,

Eu sempre tive curiosidade sobre seu gosto musical e você deixa a dica de que não curte muita coisa.

Como assim só sobraria o chorinho?

Sim, eu sei que é um exagero, claro.

Diz aí: o que rola na sua vitrola?

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 23:18



Comentário de: Alex Castro Email

Mario, :)

sobre as musicas que eu ouço:

http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2005/01/msicano-entendo-nada-nada-de-msica-mas.html

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 23:22



Comentário de: Mário Marinato · http://www.osarcofago.blogspot.com

Opa, depois vou ouvir suas indicações com calma, mas já vi que temos algo em comum: o Tango de Roxanne é, realmente, arrebatador. Me empolgo toda vez que o ouço.

Mas, Alex, nenhum rock, rapaz?

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 23:30



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://www.arthur.bio.br

Alex:

"Em tempo: eu também acho o funk uma música basicamente desagradável, apologética do machismo e da violência. Não tenho hábito de ouvir funk e não tenho vontade de ir a bailes funk. A graça é que minha opinião pessoal não tem nada a ver com esse assunto. Se fossem proibir todas as músicas que não gosto, só ia sobrar o chorinho." (Alex Castro)

Alex, vou começar pela parte em que concordamos: eu também acho o funk uma coisa basicamente insuportável. Tem uma pequena diferença de grau em nossa opinião, mas até aí tudo bem.

A parte em que vamos discordar é esta:

"Como o Brasil ainda é, legalmente, uma democracia e ainda não se pode censurar práticas culturais, inventaram que era "por motivos de segurança"." (Alex Castro)

Êpa. Não é bem assim. Se uma determinada atividade viola os Direitos Humanos, causa danos a terceiros ou periclita a vida ou a integridade física e mental de vulneráveis (menores de idade, idosos, doentes mentais, deficientes, etc.) não dá pra torná-la intocável sob a alegação de ser "prática cultural".

Não vamos deixar de combater a excisão clitoriana de pré-adolescentes, o casamento de crianças, as prisões de homossexuais, a morte de adúlteras por lapidação e outras barbaridades sob o argumento de que sejam "práticas culturais", acho que vais concordar comigo em todos estes exemplos.

Então, despidas as "práticas culturais" de qualquer caráter sagrado e intocável, devemos aceitar que existem limites. Quais sejam exatamente estes limites e quais são as instâncias legítimas para estabelecer estes limites são coisas debatíveis, mas a necessidade de limites em si me parece clara.

Vejamos então o caso do funk. Alguns dos argumentos acima citados foram a promoção de orgias sexuais com participação de menores, a livre distribuição e uso de drogas e o porte ilegal e ostensivo de armas em bailes funk.

Bem, o gosto musical (ou a falta dele) não é um objeto razoável para a legislação, mas a promoção de festas em que diversos crimes são habitualmente praticados é. Portanto, a "desculpa" de que "é por motivos de segurança" pode não ser uma desculpa, mas uma fundamentação justa.

Temos que lembrar que pessoas precisam ser protegidas muito antes de culturas.

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 23:36



Comentário de: Alex Castro Email

Arthur...

vc faz muitas suposições... ninguem aqui valou em relativismo absoluto... ninguem falou em defender culturas antes de pessoas... ninguem falou que praticas culturais sao sagradas e intocaveis... a voz que falou isso tudo está dentro da sua cabeça...

e eu com certeza nao vou defender o funk aqui, até q pq ele já é patrimonio cultural do meu estado e nao precisa mais ser defendido...

Bem, o gosto musical (ou a falta dele) não é um objeto razoável para a legislação, mas a promoção de festas em que diversos crimes são habitualmente praticados é. Portanto, a "desculpa" de que "é por motivos de segurança" pode não ser uma desculpa, mas uma fundamentação justa.

mas deixa eu perguntar o seguinte: se descobrirem que estao vendendo drogas ou batendo carteiras nas arquibandas do maracanã, que diversos crimes são praticados enquanto a bola rola, vc acharia justificado proibir a realização de novos jogos?

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 23:42



Comentário de: João Paulo · http://sratoz.wordpress.com

Eu acho justificado proibir que alguns delinquentes sujeitem meus ouvidos a um bilhão de decibéis.

Se eu quisesse romper meus tímpanos, ia ficar na pista do aeroporto sem earmuffs.

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 02:10



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Em tempo: eu também acho o funk uma música basicamente desagradável, apologética do machismo e da violência. Não tenho hábito de ouvir funk e não tenho vontade de ir a bailes funk. A graça é que minha opinião pessoal não tem nada a ver com esse assunto. Se fossem proibir todas as músicas que não gosto, só ia sobrar o chorinho.

Sabe o que eu fico pensando, Alex? É que, se alguém resolve cantar e dançar em nome do racismo, Funku klux klan ou algo assim, esse alguém seria processado, talvez preso, e você aplaudiria: "ótimo, é assim que tem que ser!". Mas música pregando a violência, isso deveria ser permitido, "sou contra mas minha opinião pessoal não conta"...

Claro, a violência é um problema muito pior do que racismo. Seria muito melhor para os negros se o funk e qualquer som defendendo bandido fosse proibido e composições racistas fossem permitidas. Eu tenho certeza que entre os negros honestos das favelas é mais fácil encontrar inimigos dos bailes funk que nos bailes de classe "mérdia". Não tenho dados, mas tenho certeza disso.

O pior racismo é achar que quem é pobre e negro tem que ter mal gosto típico de pobre e negro.

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 08:37



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Mas eu sou a favor das cotas nas universidades públicas. As cotas raciais irão desmoralizar a universidade pública. E para o Brasil começa a dar certo é preciso acabar com a universidade pública. A universidade pública é a saúva moderna: ou o Brasíl acaba com a universidade pública ou a universidade pública acaba com o Brasil. Temos que acabar com essas saúvas. E as cotas raciais serão nosso tamanduá! Vamos defender as cotas, Alex, eu te apoio nessa!

Por que acho isso? Ah, eu já expliquei porque aqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/09/o_povo_quer_saber_1/

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 08:39



Comentário de: Adam · http://suspensaodejuizo.wordpress.com

O pior racismo é achar que quem é pobre e negro tem que ter mal gosto típico de pobre e negro.


Caráleo! Eu não acredito que eu li isso, hahahahaha!!!

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 12:11



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

"[o funk] já é patrimonio cultural do meu estado e nao precisa mais ser defendido..."

Nossa, agora q me toquei. Isso q dá não ler jornal. ¿Quer dizer q a criação do euaense James Brown, com nome em inglês q originalmente queria dizer "fedor", agora é "patrimônio cultural" do Estado do Rio de Janeiro?

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Eu sinceramente gostaria de saber se esse orgulhoso status teria sido tão avidamente buscado se a expressão de 7 sílabas 'patrimônio cultural' tivesse em português um nome de, digamos 3 sílabas (tipo, 'binsa mó'). ¿Será q os fanqueiros gostariam de proclamar "o fanque/fedor agora é binsa mó do Rio de Janeiro"?

Este país tá cada vez mais engraçado.

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 14:24



Comentário de: Jansen · http://www.aidoutorquedor.wordpress.com

Alex,


Quando vi a matéria na Folha do decreto de Patrimônio Cultural para o Funk Carioca, abri um sorriso. Sou fã do estilo e do modo como ele se inseriu no meio da "classe média" e da "elite", conquistando boates, festas, programas dominicais e até espaço no Especial de fim de ano do Roberto Carlos.

Sou fã do estilo porque gosto da batida, gosto das mixagens e samples feitos sem esmero, gosto da lascívia do "tamborzão". Sou fã do estilo porque, dentre todas as e-music, o house, o tecno, o electro, o jungle, o minimal, o maximal, o trance e o psytrance, o funk carioca é o único que pode ser considerado música eletrônica criada no Brasil.

Tem raízes no funk de Brown? Não. Teve nos espaços, mas não na feitura, já que nasceu nos mesmos bailes funk de Gerson King Kombo e outras equipes, e evoluiu nas favelas do rap para o que é hoje Funk Carioca - que nasceu com melôs e raps, engordado a muito miami bass, e hoje sampleia de tudo e de todos.

Li dois dos três livros que falam de Funk Carioca indicados por você. O único que me escapou foi a dissertação do Hermano Vianna. No Batidão, livro muito bem escrito pelo Essinger, percebemos a evolução do estilo, como ele apareceu nas mãos dos moleques que queriam fazer o mesmo que os MCs faziam lá fora e que acabaram por criar um... patrimônio cultural.

Mas o bacana destes dois que você indicou - porque discute, ao invés de só contar a história - é o Funk Carioca, crime ou cultura?, da Janaína Medeiros. Nele, dentre as diversas páginas falando a respeito do tributo pago ao CV e chefões do morro, lá no fim, Janaína fala sobre um movimento que quer encarar o Funk Carioca como uma nova onda de feminismo. Se num primeiro momento, as mulheres queriam ganhar o mesmo salário que os homens, votarem, serem respeitadas e outros que tais, a nova onda seria a liberação de corpos e sexualidade. "A porra da buceta é minha", canta Deize Tigrona no refrão que nomeia a música. E é mesmo, e ela dá pra quem ela quiser.

O samba nasceu como música a ser evitada por aqueles "de bem", era coisa de malandro com navalha e sem emprego. Evoluiu para ser "a cara do brasileiro". O funk, que tem história similar, evoluiu para cair nas graças de produtores e artistas internacionais. Dou meus parabéns.

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 21:24



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Jansen,
Acho legal pacas q tenha gente se divertindo com o q gosta. Mas toca baixinho. Ninguém além do fã de fanque precisa saber q ele tá ouvindo. Outra praga de hoje em dia são os iPods e celulares q gente imbecil usa pra tocar música alto dentro dos ônibus e do metrô. ¿Será coincidência q TODOS esses imbecis ouvem fanque?

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 23:32



Comentário de: Alex Castro Email

eu acho engraçado que está se falando de lei, cultura, preconceito, direitos, etc, e o povo vem falar do volume, da temática das musicas, da cor do cara que toca, de um bando de coisa que nao tem nada a ver.

Se vc nao gosta, nao ouve. Se está alto, manda abaixar, etc. Não é disso que se está falando...

PermalinkPermalink 11.09.09 @ 23:38



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Mas é como eu disse anteriormente. Tão pegando o assunto pelo lado errado. A reação contra o fanque seria a mesma se fosse qqer outro estilo musical. O problema não é a mensagem violenta e preconceituosa, mas a altura e desfaçatez com q é propalada; é a disseminação da falta de respeito: eu posso cantar qqer coisa, posso ouvir qqer coisa, em qqer lugar, a qqer hora, em qqer volume. Yes, I can.

"Se vc nao gosta, nao ouve. Se está alto, manda abaixar, etc."

Vc não espera q, qdo passa um carro na rua às 2 da manhã tocando fanque (é sempre fanque), eu desça de cueca e fique ali na calçada esperando o cara passar de novo pra eu pedir a gentileza de não me acordar amanhã, né?

Uma madrugada, um cara parou num posto de gasolina perto de meu antigo apartamento (perto da Augusta, SP), ouvindo fanque, e ficou ali no posto, com as portas abertas. Chamei a polícia, vesti uma roupa e desci. Qdo a polícia chegou, eu disse pros caras q eu é q tinha chamado. Um deles virou pra mim e disse, "Pô, mas eu preciso me divertir, né?"

HAHAHAHAHAHAHA

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 00:12



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://www.arthur.bio.br

Alex:

"mas deixa eu perguntar o seguinte: se descobrirem que estao vendendo drogas ou batendo carteiras nas arquibandas do maracanã, que diversos crimes são praticados enquanto a bola rola, vc acharia justificado proibir a realização de novos jogos?" (Alex Castro)

Depende da gravidade do fato.

Um caso eventual de tráfico dentro de um baile funk ou dentro de um estádio de futebol é um caso eventual de tráfico dentro de um baile funk ou de um estádio de futebol.

A realização contumaz de orgias sexuais envolvendo menores, de distribuição intensa de drogas e de exibição ostensiva de armamento pesado pelas torcidas organizadas em jogos de futebol me levaria facinho, facinho a proibir a realização de novos jogos.

Por que deveríamos agir de modo diferente com os bailes funk?

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 04:14



Comentário de: Alex Castro Email

ufa! entao ainda bem q a decisao dessas coisas nao eh sua, neh? :)

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 05:36



Comentário de: Arthur Golgo Lucas · http://www.arthur.bio.br

Juro que pensei que dirias "bem, pelo menos o cara é coerente". :)

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 01:21



Comentário de: Alex Castro Email

e ser coerente é uma coisa boa desde quando?

http://www.interney.net/blogs/lll/2008/07/30/dos_pecados_o_maior/

http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2005/10/foolish-consistency-is-hobgoblin-of.html

PermalinkPermalink 13.09.09 @ 04:00



Comentário de: João Paulo Cursino · http://sratoz.wordpress.com

"Se está alto, manda abaixar, etc."

Ué. Não foi isso que a Polícia supostamente fez? Mandou parar com o barulho?

Bom. Então, são múltiplas agendas. Numa leitura rápida e simplista, dá pra identificar as seguintes:

- cultura x não cultura
- gosto musical x mau gosto musical
- racismo
- discriminação do outro
- discriminação do favelado
- conteúdo obsceno do funk
- conteúdo desafiador do funk
- conteúdo defensor do crime
- barulho

Tenho meus pontos de vista sobre todas essas agendas e nelas reconheço bastante controvérsia.

Mas não vejo por que a última (barulho) devesse estar sujeita a controvérsia.

Então não tenho direito a silêncio à noite? Tenho mesmo o dever de aguentar 210.000 decibéis que me impedem de dormir?

O sujeito é mal tratado pela sociedade e tem todas as razões para estar revoltado. Isso lhe dá o DIREITO de me proibir o sono?

PermalinkPermalink 14.09.09 @ 13:35



Comentário de: barbara

funk e a minha vida adoro praticamente eu nasci dentro de um baile eu sou apoixonada por esse tipo de de musica sempre foi criticado mais eu continuo a gosta!!!!!!!!!!1

PermalinkPermalink 16.09.09 @ 10:45




"e ser coerente é uma coisa boa desde quando?" (Alex Castro)

Desde sempre, Alex.

Nem tu acreditas no contrário. :)




PermalinkPermalink 17.09.09 @ 03:27



Comentário de: rafael fernando ( rafa_fsm01@hotmail.com )

Musicas do tipo Funk influenciam o tráfico é essa a diferença, raves, acontece venda de drogas.. por mim podem proibir tudo.. não curto funk e numk vou curtir.. por não ter conteúdo e incentivarem os jovens a fazerem coisas que os pais nunk se quer pensaram que seu filho faria.. coisas do tipo que se destacam mais quem tem mais dinheiro é mais fácil de cair na tentação das drogas, do funk e de tudo que é ruin.. por isso se ve falando mais de playboyzinhos do que de pobre fumando droga..
não existe pobre que fuma droga durar muito.. primeiro pq ele num vai ter mto dinheiro, ae ele vai roubar, e uma dessas ele vai ser preso pela policia ou ficar em perseguição delas e vai reagi e toma bala e morre simples.. fim legal neah ? e esses playboys? acontece o mesmo? se o funk n existi se, se o rap n existi se, se não existi se corruptos , se não houvesse tanta gente ignorante e sem massa cefalica.. esse mundo estaria melhor, parabéns pra vocês que curtem o funk.. conseguiram estragar o Rio De Janeiro...

PermalinkPermalink 18.11.09 @ 21:02



Comentário de: jaqueline ramos

acho que temos que respeitar tudo e a todos nao podemos julgar nenhum tipo de pessoas se quer escutar o funk porque nao?

PermalinkPermalink 19.11.09 @ 12:48



Comentário de: jaqueline ramos

funk para mim e cultura.Ninguem tem culpa se tem pessoas que nao respeitam nada e vai para o baile semi-nua falando todo tipo de obscenidade.isso nao e o funk,sao pessoas que nao tem respeito nem por si,imagine pelos outros.Rafael eu nao gosto de funk mas nao concordo que influencia o trafico nunca ouvi uma musica falando vai virar traficante.tudo tem seu lado bom e o seu lado mal,muitos esquecem que tem funk bonito,e tambem tem funk que e em homenagem a DEUS.Rafael voce me parece um revoltado isso e fase passa logo.

PermalinkPermalink 19.11.09 @ 13:03



Comentário de: Lucas

AE TRUTA MAP GOSTA DE FUNK QUE SE FODA ENTRA PRA FILA FÉLA DA PUTA

PermalinkPermalink 20.11.09 @ 20:54



Comentário de: Daniel Reis

Acho que as pessoas confundem as coisas. Não se está diuscutindo gosto musical. Nem a existência ou não bailes e raves... A comparação é exdruxula. Agora os absurdos nos bailes podem existir por que nas raves existem? Coibir os abusos dentro da lei nos dois eventos, simples assim. O que discordo profundamente é considerar um tirmo musical como o Funk como contribuidor para a cultura nacional (ou regional) como o Samba ou o Frevo. Acho um disparate. Patrimonio Cultural para mim é um consenso, quase uma unaminidade. O Que definitivamente não é...

E particularmente não curto essa que toda a crítica é critica elitizada, ok?

PermalinkPermalink 06.03.10 @ 10:05



Comentário de: Daniel Reis

Acho que as pessoas confundem as coisas. Não se está diuscutindo gosto musical. Nem a existência ou não bailes e raves... A comparação é exdruxula. Agora os absurdos nos bailes podem existir por que nas raves existem? Coibir os abusos dentro da lei nos dois eventos, simples assim. O que discordo profundamente é considerar um ritmo musical como o Funk como contribuidor para a cultura nacional (ou regional) como o Samba ou o Frevo. Acho um disparate. Patrimonio Cultural para mim é um consenso, quase o Funk não é...

E particularmente não curto essa que toda a crítica é critica elitizada, ok?

PermalinkPermalink 06.03.10 @ 10:06



Comentário de: Mc KL Bill do psy ao funk conexao entre o morro e o asfalto · http://www,mcklbill.blogspot.com

Nao li tudo e nem todos os comentarios, mas fiz um resumo para expressar o que sinto, como o nome do meu cd diz(do psy ao funk) lado a lado com a "nata e com a plebe".
Todos falam do funk pq é da classe menos favorecida.
Quer exemplo de drogas e sexo?
entre no youtube e digita frito, so neguinho louco de droga que transam nos banheiros no meio do mato e tudo mais, mas perae, é rave e maioria das pessoas são de classe media e ricos, mas fazem vista grossa.
É o tchan? que? lindas garotas semi-nuas
na tv, e as criançinhas imitando , os pais achando bonito? Putz é modinha e ninguem critica tá no Gu gu, Faustão.
O "rap, o rock ameicano fala de sexo, drogas e...
Madonna canta "erotica" e quase nua, mas isso o lindo afinal é a Madonna. Lady Gaga, Beyonce entre outras se beijam nos palcos e em video clipes, sai até na tv, ninguem fala nada afinal é modinha do século xxi.
Ah! em cancun as garotas fazem strip em baladas normais e as musicas tbm são"normais" e tem muitos brasileiros que vão pra lá viu,mas é o caribe tudo bem, nao é aqui,ha ha me poupe. O Brasil ainda tem preconceito e muita gente hipócrita...
Por que a elite nao "incentivam"(estudo, moradia,melhores condições) aos favelados a fezerem um funk,(eu morava na favela agora moro em copacabana, fiz faculdade/universidade na UFRJ,USP e agora sou o cara minha comunidade virou bairro nobre todos estão bem e a miséria acabou...?
Eu nao faço nenhuma apologia ao crime brogras e tals, mas cada um canta o que vive,e ou presencia certto?
Essa é minha apoligia parceiro, não adianta ficar bolado, vim pra fazer barulho faço conexão entre o morro e o asfalto, lado a lado com a "nata e a plebe, sei o que estou falando mané!

PermalinkPermalink 19.05.10 @ 00:02



Comentário de: vizinho

Não tem que proibir nada. Mas se você tá em casa descansando o fim de semana com seu filho e o vizinho traficante põe uma música em alto volume falando "eu roubo mesmo", "metralho dez na atividade da laje", "como o cu das vadias", etc e tal, deveria se perseguir esses cidadãos sim. Pessoas que intimidam a vizinhança, violentam os moradores duma comunidade e não podem nem contar com o apoio da polícia, que não dá a mínima pra quem sofre com esse problema.
Se o cara quer gritar viceralmente que as mulheres são todas uma grande boceta e os homens são alvos a serem abatidos a tiros e outros métodos mais cruéis, faça isso sem atrapalhar a vida dos outros e, principalmente, respeitando a lei que protege as crianças e adolescentes de terem acesso fácil a conteúdo adulto.

Alguém falou das raves, até hoje não sei de rave que traficantes andavam fortemente armados expondo sua brutalidade e poder. A atitude é completamente diferente e apesar do intenso uso de drogas, o clima não é ameaçador e não faz alusão à violência. Nem a sexo, se pudermos colocar um limiar.

PermalinkPermalink 19.09.10 @ 13:07



Comentário de: JOÃO

QUE ISSO VÉI? com tanto bagui acontecendo no Brasil nego vem se preocupar com funk?Pelo amor viu. Em vez de subir o morro e acabar com o trafico, eles tão preocupados com a musica? Ah pelo amor!. ESSE É O BRASIL !


LIXO !



VIVA O FUNK

PermalinkPermalink 17.12.10 @ 19:23



Comentário de: Oliveira

FUNK é uma porcaria.
Você que está lendo este artigo e acha que os
comentários contra o funk são exagerados, faça o seguinte: Deixe seu filho ou filha irem direto ao baile funk, sem restrição nenhuma. Vamos ver que tipo de cultura seu filho(a) irá aprender.

PermalinkPermalink 28.12.10 @ 09:51



Comentário de: Eu

Uma música que faz apologia ao sexo, ao crime. Isso não é cultura mesmo...Ridiculo classificarem o FUNK como cultura

PermalinkPermalink 27.05.11 @ 18:05



Comentário de: A.

bom, eu apenas acho que o funk não deveria ser visto de uma forma tão preconceituosa por voces,hoje existe coisa muito pior do que isso, a verdade é que o funk as vezes demonstra o que acontece na favela e no morro. e a opinião de cada sempre vai ser diferente, imagine só se todos ouvissem só jazz. hip hop, ou o proprio funk. seria um mundo sem ideias ou expressão, cada um gosta do que gosta, faz o que faz, ouve o que gosta de ouvir.

PermalinkPermalink 08.06.11 @ 23:10



Comentário de: vingador!

este debate nada tem a ver com :
cultura x não cultura
- gosto musical x mau gosto musical
- racismo
- discriminação do outro
- discriminação do favelado
- conteúdo obsceno do funk
- conteúdo desafiador do funk
- conteúdo defensor do crime
- barulho

O PROBLEMA É OUTRO: A DECADÊNCIA DE NOSSA SOCIEDADE
NÓS AINDA NÃO SUBIMOS E JÁ ESTAMOS NO FUNDO DO POÇO:
O FUNK É A CARA DA FAVELA ( NO MAL SENTIDO) QUE O BRASIL SE TRANSFORMOU.NÃO ACREDITA? LEIA ESTE COMENTÁRIO:
"AE TRUTA MAP GOSTA DE FUNK QUE SE FODA ENTRA PRA FILA FÉLA DA PUTA"
É ISTO QUE DÁ, NUNCA INVESTIMOS EM QUALIDADE NA AE
EDUCAÇÃO, DAÍ A BELEZA DESTA MANIFESTAÇÃO
CULTURAL:
"se você tá em casa descansando o fim de semana com seu filho e o vizinho traficante põe uma música em alto volume falando "eu roubo mesmo", "metralho dez na atividade da laje", "como o cu das vadias", etc e tal"
OU SEJA PSEUDOMÚSICA IMBECIL FEITA POR, E
PARA NEANDERTAIS.POBRE BRASIL! RESPONDI A INDAGAÇÃO;"¿Será coincidência q TODOS esses imbecis ouvem fanque?"


PermalinkPermalink 23.09.11 @ 16:28



Comentário de: Lúcia

Engraçado que cada um puxa a brasa para o seu assado... sendo que tanto o axé, pagode, sertanejo, raves e funk são um lixo de norte a sul, quando as músicas expressam o grau de ignorância de um povo sem educação mínima pra discernir o que é bom ou rum... as raves e o funk demonstram o quanto a sociedade em si é podre, caótica e alienada... na fina flor da elite à favela, o conteúdo intelectual é zero pra quem frequenta esses tipos de "festas".

PermalinkPermalink 13.11.11 @ 13:45



Comentário de: vingador

Parabéns Lúcia!!!!Finalmente alguem
de bom gosto e senso de ridículo está
escrevendo neste foro.
COMO VOCÊ ESCREVEU:"quando as músicas expressam o grau de ignorância de um povo sem educação mínima pra discernir o que é bom ou rum... as raves e o funk demonstram o quanto a sociedade em si é podre, caótica e alienada... na fina flor da elite à favela, o conteúdo intelectual é zero pra quem frequenta esses tipos de "festas"."
EU RESPONDO: É ISTO QUE DÁ, NUNCA INVESTIMOS EM EM QUALIDADE NA EDUCAÇÃO, DAÍ A BELEZA DESTAS "MANIFESTAÇÕES CULTURAIS"
ONDE A IGNORÂNCIA E A POBREZA
MENTALSÕ ENDEUSADAS.
AH! NÃO VAMOS NOS ESQUECER NA DEILIDADE MENTAL
DOS PSEUDO SERTANEJOS....



PermalinkPermalink 23.11.11 @ 17:17



Comentário de: patricia

O problema não está na musica em sí ,
está nas pessoas que à houvem.

PermalinkPermalink 10.03.12 @ 14:29



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