Mega Entrevista no Portal Literal

Ok, é oficial, eu falo muito e eu não sei dar entrevista. A conversa com o Ismar foi maravilhosa e divertidíssima, mas preciso aprender a falar em frases completas. Vão lá ver e me digam. Valeu, Ismar!

Alex Castro: Escritor e Mindfucker

 

05.09.09



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1922- 2007

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Comentários:


Comentário de: Te

Mindfucker, ha ha ha ha! Adorei esse adjetivo que te deram, caiu como uma luva! Pena que na pedagogia não é tão utilizado.

PermalinkPermalink 06.09.09 @ 22:28



Comentário de: Roberta

"A intenção declarada de um artista, além de irrelevante, é nociva à obra: os leitores ficam presos à interpretação do autor, como se ela fosse a resposta certa, e deixam de construir seus próprios livros."

Como conciliar esta sua fala, tirada de um post sobre o que você chama de "Escola Urbana", com sua tentativa quase desesperada de justificar e explicar as "opções estéticas" (palavras suas) usadas por você na composição do A mulher de um homem só? Aliás, que tipo de opção estética é essa que consiste em colocar defeitos e artificialidades no livro, tornando-o inverossímil? Parece que, no seu caso, é necessário que cada defeito seja justificado, cada inverossimilhança seja explicada, senão sua pretensão de ter escrito um romance não poderá ser satisfeita. Não entendo o que há de "construção intrincada" na mera substituição de palavras, os "neologismos", que você usa para fugir do "lugar-comum", como no caso de "esgoto do mesmo cano" ao invés de "farinha do mesmo saco"; não há nada de revolucionário nisso, nem há fuga de lugar-comum, já que o sentido da expressão permanece o mesmo; tampouco há algo de senso comum, não há ninguém no mundo que fale assim. Além de não fugir do lugar-comum, é pernóstico e medíocre, não se sustenta enquanto opção numa narrativa. No máximo apenas contribui para tornar o livro ilegível. Transformar a ilegibilidade de seu livro numa virtude, como se fosse uma maneira revolucionária de fugir do lugar-comum, e dizer que apenas os mais inteligentes, os leitores pós-modernos, são capazes de interpretar a mensagem é assumir sua inépcia relativa à construção literária.

PermalinkPermalink 07.09.09 @ 14:48



Comentário de: FlaviaQ

Lendo a sua entrevista, cheguei a uma conclusao que eu ja vinha pensando há séculos mas nunca tinha conseguido (ou tido coragem) colocar em palavras:
Uma obra de arte não é aquilo que é admirado apenas pelos especialistas ou conhecedores do assunto. Ela tem que ser capaz de satisfazer todos os niveis de compreesão.
Eu sempre ficava chateada quando eu via o trabalho de outros arquitetos e achava muito mais ousados que o meu, mas quando ia analisa-los, acabava achando tudo muito oco, só uma fachada bonita, que nao seriam capazes de mudar a vida de ninguém pra melhor e acabava preferindo o que eu fazia, que no olhar rápido, parecia bem menos sofisticado, mas que eu acreditava piamente ser capaz de mexer com a cabeça das pessoas sem que elas percebessem.
Só que, no fundinho, ficava aquela duvida de que eu nao fosse capaz de fazer uma obra de arte, eu fazia questao de perder horas simplificando o meu trabalho para ser compreendido e bem usufruido pelo maior numero de gente possivel.

Hoje meu mundo ficou mais leve.
Sou careta mas sou subversiva!

Mais uma vez obrigada.

Beijos

PermalinkPermalink 08.09.09 @ 16:29



Comentário de: FlaviaQ

Alias, pareço careta.

PermalinkPermalink 08.09.09 @ 16:42



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