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Beleza Feminina e Ditadura do Corpo

O problema dessa discussão acaba sendo o seguinte:

Quando quem levanta a questão é uma mulher (vista como) bonita, ou dentro do padrão estético vigente, as pessoas (especialmente as outras mulheres) dizem, ou pensam:

"ah, pra ela é fácil falar, ela é bonita, oras!"

Quando quem levanta a questão é uma mulher (vista como) feia, ou fora do padrão astético vigente, as pessoas (especialmente as outras mulheres) dizem, ou pensam:

"quanto despeito! queria ver se fosse bonita, se estaria falando isso!"

E está morta a discussão.

* * *

Sou um homem que viveu e cresceu cercado de amigas mulheres e de quase nenhum amigo homem; que adora estar com mulheres e tudo relativo a mulheres, de fazer compras e conversar sobre esmalte de unhas a discutir filosofia medieval e física quântica; que ama mulheres fortes, dominadoras, inteligentes, decididas, vaidosas.

Depois de toda uma vida sendo usado e abusado, manuseado e manipulado por mulheres assim, de ser amigo e confidente de infindáveis histórias, eu posso dizer, de cadeira: nunca conheci uma mulher tão autocentrada e egoísta quanto o mais sensível e generoso dos homens.

Porque mesmo o homem mais sensível e generoso, que mais se vira ao avesso pra fazer a mulher gozar, está interessado antes de tudo em seu próprio prazer, em seu próprio gozo, em suas próprias fantasias.

E nunca conheci uma mulher que não tivesse, em alguma medida, em geral larguíssima medida, complexo de gueixa. Que não tivesse sido criada, desde criança, pra suprir e realizar e satisfazer os desejos, prazeres, necessidades dos homens. Que não se colocasse em segundo plano em relação ao seu homem, ao seu filho, à sua casa, ao seu trabalho, ao trabalho do seu homem. Que não tivesse, em alguma medida, em geral larguíssima medida, o êxtase do auto-sacrifício e da auto-anulação em prol dos seus entes queridos - especialmente, do seu homem e dos seus filhos.

* * *

Naturalmente, não estou dizendo que a culpa final não seja dos homens. Mas é muito mais fácil conscientizar a vítima do que o algoz. Enquanto as mulheres não se derem conta do que fazem a si mesmas e começaram a mudar, não vai ser dos homens que vai partir a iniciativa.

História da Beleza  História da Feiúra

* * *

Como Saber Se Você É Parte do Problema ou da Solução

Simples. Se na frase acima

adoro tudo relativo a mulheres, de fazer compras e conversar sobre esmalte de unhas a filosofia medieval e física quântica

você estancou ou teve um estranhamento quando falei de "filosofia medieval e física quântica", então é parte do problema.

Mas não fique chateado. Provavelmente, todo mundo teve esse mesmo estranhamento. Fomos criados assim, tanto homens quanto mulheres. A lavagem cerebral que sofremos foi severa. A frase original também só lia "de fazer compras e conversar sobre esmalte de unhas", mas, relendo o texto, vi que estava machista e injusto, e mudei. Afinal, antropologia cultural é um assunto tão masculino quanto feminino, por que não?

Se você até agora ainda não entendeu, ou não concorda, então o caso é mais preocupante. Recomendo a piada-parábola do judeu e dos barbeiros:

Um judeu foi reclamar ao chefe que aquele escritório era muito racista, que todo mundo era anti-semita e que ele não aguentava mais trabalhar ali.

O chefe botou panos quentes, disse que não era assim, que ele era um funcionário amado por todos, devia ser uma impressão errada.

Pois agora mesmo, falou o judeu, eu estava passando pela cozinha e ouvi o pessoal dizendo que tinham que expulsar do país todos os judeus e todos os barbeiros!

O chefe ia dizer alguma coisa, parou, franziu a sobrancelha e perguntou:

Ué, por que os barbeiros?

Tá vendo, tá vendo?!, gritou o judeu.

Outras piadas-parábolas que ajudam a entender o mundo.

* * *

Mulheres na Política

Com as pré-candidaturas de Dilma e Marina, o sexismo na política (e na imprensa e na sociedade, etc) está escancarado para todos verem. Naturalmente, quase ninguém vê. Ou você não acha sexista que só as candidatas-mulheres sejam julgadas por sua beleza ou tenham que responder perguntas sobre plástica e vida doméstica? Para acompanhar todas as notícias sobre esse assunto, não deixem de ler o blog Sexismo na Política.

 Mulheres Públicas: Participação Política e Poder

* * *

O Corpo das Mulheres

Recomendo também o documentário italiano O Corpo das Mulheres, recomendação da Débora:

O CORPO DAS MULHERES é o título do nosso documentário de 25 minutos sobre o uso do corpo da mulher na televisão. Partimos de uma urgência. A constatação que as mulheres, as mulheres reais, estejam desaparecendo da televisão e estejam sendo substituídas por uma representação grotesca, vulgar e humilhante. A perda nos pareceu enorme: o cancelamento da identidade das mulheres está acontecendo sob o olhar de todos, mas sem que haja uma resposta adequada, até mesmo pelas mulheres. A partir daqui, se abriu caminho para a idéia de selecionar as imagens da televisão, que tivessem em comum o uso manipulador do corpo das mulheres, para contar o que está acontecendo não só a quem nunca assiste a televisão, mas especialmente a quem a assiste mas “não vê”. O objetivo é nos perguntar e questionar as razões para esta supressão, um verdadeiro “massacre”, do qual somos todos espectadores silenciosos. Em particular, o trabalho colocou uma ênfase especial sobre o cancelamento dos rostos adultos da TV, o uso da cirurgia estética para apagar qualquer sinal da passagem do tempo e as consequências sociais desta remoção.

Veja o documentário on-line, com legendas em português: O Corpo das Mulheres

E, no mesmo assunto, um livro sensacional, da historiadora Mary del Priore, "Corpo a Corpo com a Mulher: Pequena História das Transformações do Corpo Feminino no Brasil":
 Corpo a Corpo com a Mulher: Pequena História das Transformações do Corpo Feminino no Brasil
* * *

Racismo e Beleza

Nos discussões sobre racismo, um comentário recorrente, acreditem ou não, foi:

"Preto é feio e tem cabelo ruim. Mas não sou racista, é estética. Só minha opinião, oras!"

Para quem tiver estômago pra ler mais, dois posts e dois livros sobre o assunto:

- Negritude e Cabelo, Estética e Escravidão

- 13 Anos de Capas da Playboy

Cabelos de Axé: Identidade e Resistência  http://i.s8.com.br/images/books/cover/img2/1706782.jpg

* * *

Blogueiras Feministas

Algumas mulheres incríveis, inteligentes e articuladas que me educam e me informam todos os dias: Mary W, Lu, Aline, Denise, Cynthia, Marjorie, Lola. Vocês são lindas quando concordam e são lindas quando brigam.

Confesso que tenho um fetiche secreto (vocês juram que não me batem?) que o próximo arranca-rabo a la lingerie day seja resolvido com uma bela briga na lama, camisetas molhadas e tudo.

Bem, ok, podem me bater. Vocês todas, juntas, batendo me mim, é o meu OUTRO fetiche secreto! ;)

* * *

Eu Confesso!

Por fim, antes que comecem a pesquisar meu passado e descubram que fui jurado do Concurso de Miss Maria Estante da Off-Flip 2007, eu confesso:

Sou um homem heterossexual absolutamente apaixonado pela beleza feminina. Um belo corpo humano é, com certeza, a coisa mais linda da criação, uma jóia estética de perfeição, nada pode ser mais sublime.

O corpo é sempre um objeto sexual. Todos nós somos sexo o tempo todo. O problema é que nossa sociedade machista só objetifica sexualmente as mulheres. Minhas amantes e namoradas foram aquelas que souberam reverter o processo, que desde o começo também ME objetificaram como SEU objeto sexual.

E, sim, sou o tipo de homem que quando vê uma mulher linda na rua, pede pra tirar uma foto, e que tem um flickr cheio de fotos das mulheres lindas que cliquei ao longo da vida, todas com as devidas permissões das fotografadas. Sobre isso, leiam meu texto Fotografando Pés, Partes I e II.

* * *

Beleza, Inteligência e Vaidade

Mulher bonita e inteligente tem que ser vaidosa. Se não for vaidosa, então, ou não é realmente bonita ou não é realmente inteligente.

Quem me conhece, sabe que costumo tirar os óculos em eventos sociais. Sabe como é, vaidade, pra ficar menos feio, essas coisas.

Um dia, fui tomar um café com uma moça que tinha acabado de conhecer e ela perguntou se eu enxergava bem sem óculos. Eu disse que não muito, mas que minha vaidade era maior que minha vontade de enxergar. E ela pediu pra eu colocar os óculos de novo, porque não fazia questão alguma que eu fosse bonito (e tirar os óculos não fazia tanta diferença assim!) mas fazia questão de saber que eu estava admirando sua beleza em todos os detalhes.

Estamos juntos há quatro anos.

* * *

Mulher de Um Homem Só

Meu romance Mulher de Um Homem Só, narrado por uma mulher, é minha humilde tentativa de entrar na cabeça de uma mulher, de falar como mulher, de ser mulher um pouquinho. Se esse assunto lhe interessa, se ficou curioso ou instigado, dê uma olhada e descubra se fui uma mulher convincente.

Algumas mulheres que gostaram: Alessandra Bonrruquer, Paula Lee, Mary W, Marina W, Ju Dacoregio, Isabella Ianelli, Fernanda França, Re Alves.

Mulher de Um Homem Só

* * *

Textos Relacionados

- Elogio à Beleza

- As Feministas e as Domésticas

- Os Cheiros Fora-da-Lei

- Um Desejo

- Critérios

Corpo do Brasileiro: Estudos de Estética e Beleza  Ditadura da Beleza

* * *

Pois bem, vou cuidar da minha tese e não sei quando volto. Tem bastante link nesse post pra manter vocês ocupados por uma semana. Estou pensando seriamente em programar mil posts no LLL e esquecer do blog, e também cometer twittercídio, facebookcídio, msncídio e orkuticídio. Deixar só o Gmail. Quase decidido. Mais tarde, volto. Fui.

 

02.09.09


Categorias: Comportamento, Sexo

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Posts similares:
Ser da Raça Certa (III de IV)
A Difícil Questão da Heterossexualidade
Racistas que Comentam em Posts Anti-Racistas

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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: @anarina

Tudo ótimo. Detesto cada vez menos o seu blog. O problema (não seu, mas nosso) é que muita gente vai achar que as suas palavras têm mais força porque você é homem. Tanta mulher já falou o mesmo...

PermalinkPermalink 02.09.09 @ 14:46



Comentário de: Draupadi · http://didascaliae.blogspot.com

puxa, agora não posso mais reclamar de hibernações e twitticídios, tenho muito trabalho pela frente a começar por esse blog.

Para @arina:
Sim, infelizmente é assim mesmo! Bom, juntar forças é algo a mais que podemos fazer. E, no caso, quando a outra-parte numa relação de opressão se mostra aberto à discussão [mesmo que raras espécimes o façam] a coisa começa a ganhar força e visibilidade. Aproveitemos isso!!!

Obrigada por ter assistido ao documentário e por ter ampliado o debate!!

PermalinkPermalink 02.09.09 @ 15:08



Comentário de: Amora.

Eu e me considero uma mulher bonita. Outras pessoas também me consideram (homens e mulheres).Já sofrí preconceito por ser bonita, muito mais do que por ser negra.Trabalho em uma instituição da prefeitura de Belo Horizonte. Fiz concurso público para estar aqui.Pois bem, quando aqui cheguei minha antiga chefe me mandou para o almoxarifado de materiais - um lugar pequeno, abafado e sujo. A justificativa, segundo minhas colegas de trabalho, é que, sendo eu bonita, poderia chamar a atenção de um pretendente da chefe. O fato é que o cara trabalhava na sala ao lado de onde eu realmente deveria trabalhar. Verdade ou mentira, o fato é que essa chefe sempre me tratava com hostilidade sem qualquer razão aparente. Essa atitute da chefe me prejudicou seriamente e me deixou numa situação complicada diante das demais colegas que, implicitamente, foram consideradas "feias" já que puderam permanecer no setor administrativo.

Em outras ocasiões também sofri precoceito por ser bonita. Os homens em meu local de trabalho se surpreendem e dizem, vez ou outra: "Puxa, você entende de política? Achei que era só um rostinho bonito". Mas no geral as mulheres são mais hostis comigo. É uma hostilidade velada, acompanhada de um descrédito, do tipo "ah, ela só conseguiu isso por que é bonita".

PermalinkPermalink 02.09.09 @ 15:37



Comentário de: Lilian

Já cometi tais "virtuaiscídios" também. Recomendo fortemente.
Conhece "A Dominação Masculina" do Pierre Bourdieu?

PermalinkPermalink 02.09.09 @ 15:59



Comentário de: Alessandra · http://alessandrasouza.blogspot.com

Amora, a parte difícil é que uma mulher bonita frequentemente consegue coisas por ser bonita. Ajuda para carregar algo pesado, permissão para furar uma fila, um voluntário para trocar o pneu, uma bebida de graça, ou até mesmo um emprego. A culpa pode não ser dela, mas é injusto do mesmo jeito.

"E nunca conheci uma mulher que não tivesse, em alguma medida, em geral larguíssima medida, complexo de gueixa. Que não tivesse sido criada, desde criança, pra suprir e realizar e satisfazer os desejos, prazeres, necessidades dos homens."

Alex, será mesmo que isso é tudo nurture, e nada de nature? Porque, evolutivamente, faz todo o sentido o impulso feminino de cuidar e de tentar agradar, já que primitivamente a segurança de uma mulher ia depender muito dos membros mais fortes do grupo. Não parece natural que as mulheres que eram melhores em puxa-saquismo eram mais protegidas tanto de ataques externos quanto de agressividade do próprio homem?

Eu sou totalmente a favor de mais objetificação do corpo masculino. Homem é um troço muito legal, e eu acho muito injusto que hoje em dia só o corpo feminino seja considerado belo. Me sinto roubada, sério. Prefiro que os homens passem um pouco menos de tempo trabalhando para ficarem ricos e um pouco mais de tempo na ginástica, para ficarem com os braços firmes e a bunda bonita.

PermalinkPermalink 02.09.09 @ 16:04



Comentário de: Alex Castro Email

Debora, o video é ótimo, foi um prazer

Amora, o preconceito q vc sofre por ser bonita é justamente em represália às vantagens que as pessoas acham, com ou seu razao, que vc obtem por ser bonita. No fim das contas, somando tudo, acho q vc ainda fica na vantagem.

Ale, a evolução explica tudo. Para quem é mais fraco, habilidade evolutiva é justamente conseguir convencer um mais forte a te proteger. Eu tenho uma amiga hj q se ofende quando se oferecem pra carregar a mala dela - pelo insulto implicito de acharem q ela seria burra/incapaz/inepta ao ponto de fazer uma mala q ela mesma nao consiga carregar sozinha. A mulher das cavernas que agiu do mesmo jeito morreu sem deixar descendentes. seremos todos descendentes de mulheres vulneráveis, manipuladoras e mulherzinhas? é bem possível.

PermalinkPermalink 02.09.09 @ 16:18



Comentário de: Alex Castro Email

alias, ale, o texto original te citava duas vezes, mas acabei cortando as duas... uma sobre ser um homem q gosta de mulher e outra sobre poder ser um homem heterosexual, lembra? ;)

PermalinkPermalink 02.09.09 @ 16:23



Comentário de: mariana · http://marianapgusmao.blogspot.com/

Oi, você nunca conheceu uma mulher assim? Que não se colocasse em segundo plano em relação ao homem?

Agora conhece: muito prazer, Mariana.

PS: mas você não tá errado, custuma ser assim.

As indicaçoes de blogs feministas foram otimas.

PermalinkPermalink 02.09.09 @ 16:23



Comentário de: Isabella · http://www.isabellaviranoticia.blogspot.com

Uau, que texto ótimo...
Que bom ler isso!
Adorei a dica do documentário. Fui a uma exposição no MAC (Museu de Arte Contemporânea) intitulada Corpos Estranhos. São histórias femininas contadas no corpo. Tem muito a ver com tudo o que vc escreveu. Escrevi sobre a exposição e o vídeo vai me ajudar a pensar mais sobre esta questão. Se puder ler: http://isabellaviranoticia.blogspot.com/2009/08/no-chao-uma-mulher.html !
Um beijo,
Isabella

PermalinkPermalink 02.09.09 @ 16:31



Comentário de: Amynas dabron

Primeiro as mulheres precisam de uma reforma em suas proprias vidas!
É preciso fugir do vulgar que infelismente hoje ocupa não somente a televisão!
As"musicas" que tanto tem tocado hoje,são feitas apenas para o corpo,Quase sempre para o corpo feminino!
Andar nas ruas da minha capital hoje e não me deparar com "meninas"cada vez mais novas,Jogando seus corpos(quase nus)em direção a todos os olhares e desejos!!!!!!!!!!!!!

PermalinkPermalink 02.09.09 @ 16:35



Comentário de: Vanessa · http://www.vanprates.blogspot.com/

Concordo que o corpo seja sempre um objeto. De tanto dar murro em ponta de faca, acabei cedendo, acho...Quer olhar? Olhe. Quer comer? Fale.

Oras, e já tem tanto tempo que TAMBÉM olho os homens(corpo) como objeto...Ainda que não desprezando a identidade.

Os moçoiolos precisam - somente(?)- se acostumar, se familiarizar com essa idéia(Machistinhas bobinhos!)... E claro, banirem de suas mentes essa maldita idéia de que mulheres com esse tipo de postura são meras 'putinhas-sujas'(já ouvi algo semelhante)

PermalinkPermalink 02.09.09 @ 17:29



Comentário de: marcos

Essa piada-parábola é bastante famosa com umas mudanças de personagens (pelo menos em inglês). Geralmente é recitada mais ou menos assim:

Hitler: "Vou exterminar 6 milhões de judeus e um palhaço."
Incauto: "Mas por que um palhaço?!"
Hitler pro sujeito ao lado: "Viu, eu disse que ninguém se importava com os judeus!"


PermalinkPermalink 02.09.09 @ 18:40



Comentário de: Carlos Tapajós

Acho que é por isso que eu nunca consegui comprar o seu livro. Até me interesso pelo que os autores atuais estão fazendo, e gostaria de coração de ler os 'atuais'. Mas quando leio posts como esse...Sinto o mesmo que disse o Polzonoff: é muito ruído. No meu caso é muito post ruim me afastando da compra do livro.

Talvez seja bom, e pelas partes que você coloca online ele parece mesmo; mas quando você dá a sua opinião sobre negros, mulheres, liberdade chega a me doer na alma, pois eu me lembro do meu próprio pensamento adolescente e digo pra mim: 'isso é tão 15 anos'.

Enfim, um dia eu chegarei aqui pronto para ir ao site da editora para comprar o livro e não lerei um 'post espanta-leitor'. Então comprarei.
Um abraço.

PermalinkPermalink 02.09.09 @ 20:47



Comentário de: Samuel

Sempre q leio posts assim me lembro das vezes que, ofereci-me a ajudar de qualquer maneira uma mulher que não achasse bonita, na mesma hora pensei que talvez estivesse fazendo para provar que não era sexista.

PermalinkPermalink 03.09.09 @ 00:28



Comentário de: Te

Justamente na história do feminismo tem esse conflito feia/bonita: diziam que as idéias da Betty Friedan eram por causa da sua feiúra; já da Gloria Steinem alguns maledicentes diziam que o público dava mais atenção ao que ela dizia graças à sua beleza.
Vai cuidar da tese, prometo não bagunçar a casa :-).

PermalinkPermalink 03.09.09 @ 01:24



Comentário de: FlaviaQ

Carlos Tapajós, juro pra você que o livro nao tem nada a ver com esse blog. E, putz, nao tem nada a ver com esse post.
Eu também jurava que o livro nao tinha como nao ser muito "15 anos" e hoje, depois que li, acho que o livro é uma diversão garantida.
E olha que o Alex nao está me pagando pra escrever isso.

Sobre o post, concordo com a Alessandra, acho que é natural a mulher ter esse impulso de cuidar e agradar. Existe alguma cultura onde nao seja assim?

Outra coisa, me parece que sempre venderam a mulher como um objeto, hoje é o corpo, mas no passado era a eficiencia e felicidade na casa. Sempre teve algum modelo estabelecido.

Eu entendo que as mulheres sofram com essa ditadura do corpo, mas cara, eu sofro muito mais com a presao pra ser uma mulher moderna e ainda ter que agradar e cuidar do meu marido e filha e trabalhar pra ajudar nas contas.
E também qual é o homem que nao sofre uma ditadura de poder e sucesso? (Ok Alex, voce é um homem evoluido, mas entendeu o que eu quero dizer)

Eu acho que as mulheres e os homens perderam muito mais do que ganharam com a revoluçao sexual - sei la como chamar. E eu acho que a geraçao mais fodida é a nossa, que foi criada (na maioria), com o exemplo em casa de maes do lar, pra ser bem sucedida profissionalmente e tem companheiros que ao invés de complementar as nossas fraquezas e admirar as nossas virtudes, competem com a gente. Isso vale pra homens e mulheres ( nao vou nem mencionar o complexo de édipo)



beijos

PermalinkPermalink 03.09.09 @ 01:35



Comentário de: FlaviaQ

O problema atual, não é a ditadura da beleza, e sim a do sucesso e poder.

Ser bonita é apenas mais uma das ferramentas.

PermalinkPermalink 03.09.09 @ 01:55



Comentário de: Haline · http://www.halinices.blogspot.com

Alex, ce é um cara tão, tão interessante. Não consegui divagar sobre o post, pq meu pensamento ficou nisso mesmo.

PermalinkPermalink 03.09.09 @ 12:44



Comentário de: Alex Castro Email

haline,

hahahha. vou considerar ironia, tá? se fosse verdade, vc teria tido interesse/vontade/curiosidade de se encontrar comigo nos quatro meses q passei no Rio. :)

mas tudo bem, valeu a intenção do elogio. :)

PermalinkPermalink 03.09.09 @ 12:51



Comentário de: Mayara

Mas sabe, eu, por exemplo, não considero pessoas negras atraentes - para mim. Mas também não acho homens loiros atraentes, no geral. Isso me faz "racista" contra loiros? Na minha opinião isso é apenas gosto pessoal ;)
Claro, posso achar um negro bonito assim como posso achar um loiro bonito, eventualmente.. Apenas não achei - ainda.
Eu acredito fielmente que há MUITO preconceito POR PARTE DOS NEGROS, pois eles consideram grande parte do que se fala e faz como preconceito/racismo e não como uma ocorrência comum do dia a dia ou uma expressão comum já.
Onde moro há a predominância absurda de descendentes de alemães, usamos a expressão "coisa de nego", admito. Mas também usamos "coisa de alemão" quando queremos dizer algo "do interior" ou de uma pessoa da "colônia", desinformada. Isso pode ser preconceito contra os descendentes de alemães, porém nunca vi nenhum reclamar... Por que os negros tem mais direito de reclamar de serem prejudicados do que qualquer outra pessoa? (pessoas que também nascem em classes sociais inferiores, que também trabalham, lutam e ralam para subir na vida)
(sim completamente fora do escopo do post em geral mas acabei formulando o pensamento :P)

PermalinkPermalink 03.09.09 @ 17:04



Comentário de: Mayara

Ok. relendo...
Não quero dizer que é CERTO usar uma expressão assim, apenas questiono se, então, não precisamos retirar do vocabulário corrente todas referências a qualquer nacionalidade, cor da pele e de cabelo, incluindo todas as piadinhas de português e de loira.
Sou loira de pele branca, poderia me encaixar perfeitamente como sueca ou dinamarquesa, porém sou filha de militar, classe média baixa a baixa, não tenho carro, moro com meus pais pois não tenho como pagar aluguel, não compro nada para mim - celular, computador, roupas - é tudo investimento para 2 a 3 anos no mínimo (geralmente 4 a 5 anos), como MUITAS outras pessoas por aí que se dizem discriminadas. Porém se eu for processar alguém por me chamar "ô branquela" alguém duvida que o juiz iria rir?

PermalinkPermalink 03.09.09 @ 17:10



Comentário de: Alex Castro Email

"Porém se eu for processar alguém por me chamar "ô branquela" alguém duvida que o juiz iria rir? "

hmm... nao sei se entendi bem seu ponto.. claro q o juiz iria rir. eu tb riria. mas... e daí?

talvez eu acrescentasse: "pois é, minha filha, lamba os beiços, pq vc é pobre, mora com pais, etc, mas pelo menos é branca. se fosse negra, além de tudo isso, ainda teria mais chances de ser morta pela polícia, de ser presa ou estuprada, e menos chances de entrar pra universidade, de ser contratada pra qualquer emprego ou mesmo de se casar!"

literalmente, toda a minha longa série sobre racismo foi escrita justamente pra resolver as duvidas sinceras de gente como vc - que parecem ser boas e honestas, mas que ainda estão meio confusas nessa história toda.

recomendo que dê uma lida e comente:
http://www.interney.net/blogs/lll?cat=2280

PermalinkPermalink 03.09.09 @ 17:26



Comentário de: Mayara

Eu confesso que passei muito tempo lendo bastante do blog :P
O problema, acredito, é a mentalidade do Sul do Brasil. Onde, segunda conta a história, vieram paulistas e nordestinos "intelectuais" e se assustaram por virem criancinhas loiras e remelentas (lol), descendentes de alemães em pé de igualdade com criancinhas negras, muitas vezes inclusive tendo pai alemão e mãe negra (ou vice versa -.-)...
E acho absurdo que não é "qualquer preconceito" que é visto com indignação, apenas aqueles mais presentes, mais gritantes ou tidos ao longo de mais tempo - preconceito não é preconceito tanto faz contra quem for?
Claro que entendo o preconceito no Brasil. Estudei, me forcei e fiz o possível para entender o máximo possível de coisas (aos 22 anos luto para começar a faculdade!) vi, sim, muito racismo.. Mas me acho injustiçada também.. Por ser branca, tenho menos direito a uma faculdade que um negro de mesmo QI e condição social. Leia-se claramente - MENOS direito que uma pessoa que trabalha tanto quanto eu, recebe tanto quanto eu por mês e é tão inteligente quanto eu. Apenas pela cor da pele. Como isso não é, claramente, discriminação contra mim, por ser branca? Pois NESTE CASO, o único "fator de desempate" é a cor da pele e o "histórico da humanidade"... Mas hoje - neste momento - aquela pessoa é exatamente igual a mim - na minha opinião e no quesito "merece ou não ir para a faculdade". Não é racismo contra mim, me prejudicar por minha cor da pele?
(vixi falei falei, andei em círculos e não sei se expliquei)

PermalinkPermalink 03.09.09 @ 17:45



Comentário de: alex castro

mayara, como professor, no brasil, eu diria q uma das minhas principais tarefas eh ensinar aos privilegiados q eles sao de fato privilegiados. e o q mais me choca no brasil eh ver gente que desfruta de privilegios que 90% da populacao nao tem e ainda fica choramingando, querendo mais e se achando coitadinho - nao estou dizendo que eh o seu caso, nao te conheco.

mas posso te dizer, de modo geral, que se, por injustica, vc perder sua vaga na universidade para uma pessoa negra, ainda assim a balanca continua a seu favor, pq essa pessoa negra, de acordo com todas as estatisticas, perdeu injustamente para pessoas brancas muito mais coisas do que uma simples vaga de universidade. ver meu comentario anterior.

PermalinkPermalink 03.09.09 @ 20:58



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Por que um negro se preocupa tanto com o que os outros acham dos negros, e as mulheres se preocupam tanto com o que os outros acham das mulheres? O simples fato de ter que se preocupar com isso, não é prova de inferioridade?

E o Alex Castro se preocupar com o que os outros pensam dos negros e das mulheres, não é prova de que ele vê negros e mulheres como inferiores?

PermalinkPermalink 03.09.09 @ 22:08



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Mas eu sou a favor das cotas nas universidades públicas. As cotas raciais irão desmoralizar a universidade pública. E para o Brasil começa a dar certo é preciso acabar com a universidade pública. A universidade pública é a saúva moderna: ou o Brasíl acaba com a universidade pública ou a universidade pública acaba com o Brasil. Temos que acabar com essas saúvas. E as cotas raciais serão nosso tamanduá! Vamos defender as cotas, Alex, eu te apoio nessa!

PermalinkPermalink 03.09.09 @ 22:09



Comentário de: João Paulo · http://sratoz.wordpress.com

O que me surpreendeu em ver "Física Quântica" na frase foi que eu não esperava que esse fosse um dos SEUS interesses. Como se vê, as pessoas podem se surpreender, mas por razões diferentes das esperadas (ou não -- não sei quais eram as esperadas).

PermalinkPermalink 04.09.09 @ 02:05



Comentário de: Alessandra · http://alessandrasouza.blogspot.com

"Por que um negro se preocupa tanto com o que os outros acham dos negros, e as mulheres se preocupam tanto com o que os outros acham das mulheres? O simples fato de ter que se preocupar com isso, não é prova de inferioridade?"

Não, é prova de PERCEPÇÃO de inferioridade. Eu sou mulher, e adoraria não ter que me preocupar com o que todo mundo pensa das mulheres. Mas tenho que me preocupar pelo menos um pouco, porque isso vai afetar o modo como eu sou tratada. O fato de um qualquer achar que mulher não sabe o que quer e que um "não" é só um "sim" que ainda não aconteceu faz esse mesmo babaca achar que tem o direito de me pegar pelo braço e me segurar para me convencer que eu quero sim ficar com ele. O ideal seria também quem é negro não precisar pensar a respeito, mas o fato é que ninguém deixa o cara esquecer.

Sério, isso tudo é tão óbvio que eu nem sei porque estou dizendo.

PermalinkPermalink 04.09.09 @ 12:39



Comentário de: Haline · http://www.halinices.blogspot.com

ahahahaha juro que foi sério. tava sem tempo mesmo (não é ironia). mas qdo vc estiver aqui de novo vou te conhecer. :)

PermalinkPermalink 04.09.09 @ 14:18



Comentário de: Carolina

Essa ditadura estética causa muitos problemas nas mulheres. Um sentimento de felicidade e ódio. Uma mulher que consegue se manter magra com um certo sacrifício se sente feliz e até superior pelo feito, mas tem ódio de precisar fazer o sacrifício e fica secretamente torcendo para que a ditadura da magreza acabe. O mesmo vale para cabelo e talvez até plástica. E mesmo depois de tudo isso tantas ainda se acham feias. Parece um caso sem solução.

PermalinkPermalink 05.09.09 @ 00:51



Comentário de: Camila · http://rre.opsblog.org

Alê: você já leu o Gavin de Becker? Seu ótimo comentário me fez pensar que sim!

PermalinkPermalink 05.09.09 @ 15:36



Comentário de: Elis

Nossa, que disparidade, sou bonita, e sou gorda!
Minha inteligencia me garante muitas boas risadas e simplesmente estou na contramao dessa ditadura estetica!

Sim, Eu torno meu homem objeto, e espero ser satisfeita, tratada, cuidade, protegida, apenas pelo prazer em si! E onde esta a forca de se fazer mais forte? Deixo pra quem tem musculos maiores que os meus...
Simplesmente assumi que sou assim, espacosa na vida, em tamanho, espirito e vontades. A ditadura do biquini nao me satisfaz, mesmo porque biquini e coisa de verao, e verao passa..sempre passa.... mas a beleza de me assumir assim descaradamente nao tem preco!

Ah, meu marido gosta de biquini... entao disse que ele poderia comprar um pra mim, que coubesse e me deixasse bonita ao vestir... Ele me trouxe rosas e um biquini GG! :-)

Enquanto as mulheres nao se tornarem espacosas, quem vai dar lugar a elas?

PermalinkPermalink 06.09.09 @ 22:05



Comentário de: Elis

Esqueci de dizer, moro no Egito!

PermalinkPermalink 06.09.09 @ 22:08



Comentário de: Marcos · http://naturaembrasilia.wordpress.com/

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PermalinkPermalink 17.09.09 @ 16:56



Comentário de: Rosário Almeida · http://oportunidade.net84.net/?7001

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PermalinkPermalink 01.10.09 @ 14:56



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Um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor. Nosso assunto são as várias prisões que acorrentam o homem, como ambição, verdade e medo. Dê sua opinião!


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Meus Livros à Venda:

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  • Onde Perdemos Tudo, por Alex Castro

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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
  • 39. Levi, Primo. É Isto Um Homem? [Itália, 1946] Jun.
  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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