Nosso Lar É Onde Eles Têm que nos Aceitar

Perdi a conta de quantas vezes já entrei e saí dos Estados Unidos. Por duas vezes, fui severamente humilhado na imigração. No JFK, cheguei a ser chamado de "lazy sac of shit" - long story, don't ask. Mas, enfim, achei que fosse só comigo.

Conversando com amigos americanos sobre Cuba, muitos revelam sua vontade de conhecer a ilha, mas dizem ter medo.

"Ora", eu respondo, "não tem problema. Basta vocês irem para algum outro país e voar para Cuba de lá. Os cubanos não carimbam o passaporte de ninguém, porque não querem que seus turistas tenham problemas com o Tio Sam."

"Claro que não, Alex. Se o fiscal da imigração reparar que tenho um carimbo de entrada no México no dia 10, um de saída no mesmo dia, e depois um de entrada no México no dia 20, e um de saída no mesmo dia, a primeira coisa que ele vai me perguntar é onde estive entre os dias 10 e 20! Se eu falar Cuba, vou preso. Se mentir, e eles provam que fui a Cuba por algum outro motivo, posso ir preso daqui a 10 anos! E, se não digo nada, vou parecer suspeito e vão revirar minha vida do começo ao fim."

Eu confesso que não entendi direito.

"Como assim? Que fiscal da imigração?"

"Ué, o fiscal da imigração americana."

"Mas como assim fiscal da imigração americana? Você não é americano?"

"Sou, ué. Mas eles abrem meu passaporte, olham os carimbos, e perguntam onde estive, por quanto tempo, fazendo o quê."

Aquilo tudo me deixou tão chocado que mal consegui falar.

"Espera. Pára tudo. Deixa eu ver se entendi. Você é interrogado quando chega em seu próprio país, onde você é cidadão, um país que pretensamente é uma democracia?!"

"É. Isso mesmo. Me interrogam sempre. No Brasil, não te interrogam?"

"Cruzes. Claro que não. Estou chegando em casa! Quando vou pros EUA, eu me visto bonitinho, faço a barba e até penteio o cabelo, pra imigração americana não achar que sou um terrorista psicopata, mas quando volto pro Brasil, eu posso estar molambo ao máximo, descalço e coçando o saco. O que eles vão fazer? Me impedir de entrar?! Meu país, minha casa, minha terra, é justamente aquele lugar onde eles NÃO podem me impedir de entrar quando eu volto!"

* * *

Depois, conversei com outros amigos americanos e eles relataram experiências semelhantes. E vocês, leitores brasileiros? Como é a experiência de vocês ao entrar no Brasil?
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20.08.09


Categorias: Turismo, Cuba


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Comentários:


Comentário de: Lucas

Os únicos Brasileiros que vão p/ fora e tem problemas para voltar ao Brasil, são aqueles que extrapolam a cota de compras do Paraguai; eu acho.


:D

PermalinkPermalink 20.08.09 @ 11:52



Comentário de: Henrique Cartaxo · http://multimidiacartaxo.blogspot.com

Voltar pro Brasil é lindo, justamente porque dá uma tranquilidade, uma sensação momentânea de que ali, a lei está do seu lado e não contra você.

Logo passa, né... Mas é bom.

PermalinkPermalink 20.08.09 @ 12:23



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Eles acreditam piamente q "o preço da liberdade é a eterna vigilância".

PermalinkPermalink 20.08.09 @ 12:23



Comentário de: JS

Já tive uma má experiencia na alfandega brasileira. Não carregava eletronicos, mas apenas uns 10 CDs, uma pacote de 10 fitas cassete virgem (tem tempo isso) e 1 par de tenis feminino (encomenda). O fiscal me ameaçou dizendo que ia ficar com o tenis e os CDs então ofereci-lhe 2 fitas cassetes Maxwell que eram caras naquela epoca, decada de 80.
Foi embora deixando minha mala toda revirada e aberta enquanto se afastava com um sorriso triunfante levando o resultado do achaque.

PermalinkPermalink 20.08.09 @ 12:42



Comentário de: marcus · http://grandeabobora.com/

Pra mim sempre foi tranquilo tanto pra entrar nos EUA quanto no Brasil. Não que o pessoal no JFK seja todo sorrisos pra mim, mas nunca me trataram mal ou fizeram muitas perguntas.

PermalinkPermalink 20.08.09 @ 13:02



Comentário de: kaka

O fiscal da imigração daqui do Brasil, segurando o meu passaporte, me perguntou se eu era brasileira mesmo, onde e quando tinha nascido.
Nos EUA sempre foi tranquilo.

PermalinkPermalink 20.08.09 @ 13:16



Comentário de: Pedro Fraga · http://growing-up.blogspot.com

Nunca cheguei a ter problema em lugar nenhum, mas em Lisboa o sujeito ficou fazendo piadinha e me fez perder a conexão pra Roma. Já dentro da Europa, eu quase fiquei pra sempre no espaço de 5m de território internacional entre o guichê da Bélgica e o Inglês, na estação do Eurostar de Bruxelas, mas resolvi falando firme e muito educadamente com o fiscal britânico. No mais, fui muito bem recebido em outros aeroportos, especialmente em Paris e em Bucareste.

No Brasil, nada errado, tirando ficar 1h na fila pra entrar no país (enquanto os estrangeiros passavam quase que direto, ao contrário dos não-europeus por lá;), com o policial federal fazendo gracinha: "não quer comprar no free shop? tem que ficar na fila!" Na Alfândega sempre passei direto, por conta de horário de vôo. A única vez que rolou raio-x eu tinha mais de 7 litros de cerveja belga na mala e ninguém arrumou problema.

Tenho um amigo que foi mandado de volta dos EUA pro Brasil. A mulher dele passou, mas embarcou no mesmo avião com ele pra voltar. Era lua-de-mel.


PermalinkPermalink 20.08.09 @ 13:47



Comentário de: Marcio Rocha · http://simplescapital.blogspot.com

Qdo fui passar ferias nos EUA em 2006, entrei por Miami, fiquei calado o tempo todo na imigraçao, mas ai eles abriram minha mala, me revistaram, abriram até minha carteira. Qdo voltei, tava cheio de coisa que comprei nos EUA e a moça da alfandega nao deu um pio...

PermalinkPermalink 20.08.09 @ 14:30



Comentário de: aiaiai

concordo com vc...entrando no Brasil espero boas-vindas e geralmente estou um mulambo mesmo kkkkk


PermalinkPermalink 20.08.09 @ 15:13



Comentário de: João Ricardo

Uma vez, voltando Uruguai, no aeroporto de Porto Alegre, me senti discriminado por ser o único de todos a ir pra alfandega, e tenho quase certeza que foi por causa da minha barba de bin Laden que cultivava à época. E ainda quase ficaram com o meu violão véio, porque estava sem nota fiscal.

PermalinkPermalink 20.08.09 @ 15:29



Comentário de: Gigi

Alex, eu nunca tive probelmas na imigração do Brasil, é sempre tudo muito relax e desinteressado. Na imigração de outros países, também não, nem mesmo nos EUA. Uma vez, entrando na Inglaterra, os caras começaram a encher um pouco o saco, fazer aquela sabatina de perguntas e coisa e tal, pedir pra mostrar a bufunfa que me garantiria durante os dias por lá. MAs nada anormal. Mas acho que fui sempre muito sortuda, porque conheço histórias que parecem ser da carochinha. No entanto, nenhuma delas é de gente que retorna ao Brasil. Beijoca

PermalinkPermalink 20.08.09 @ 15:48



Comentário de: Monix · http://www.duasfridas.wordpress.com

Meu único medo é do Fisco, hahaha
(E eu nem sou muito consumista, vai entender...)
Beijos

PermalinkPermalink 20.08.09 @ 16:08



Comentário de: Ana

Nossa, não saibia disso nos EUA, muito estranho mesmo... Achei que era só pros estrangeiros que faziam perguntas, olhavam os carimbos do passaporte e tals.

Eu sempre fui bem tratada em alfandegas, nunca tive problemas. O que deu mais trabalho foram voos internos na China durante as olimpíadas, mas sempre foram muito educados comigo.

Na França foi o melhor, levei até cantada, super educada, do oficial da alfandega gatinho em Paris, muito legal hehehe

No Brasil sempre foram secos, de nem olhar na cara, nada mais que isso, nem voltanto da China com malas enormes me pararam ou inspecionaram minhas malas.

Mas sempre me preocupo com a roupa pra viajar, roupas mais sérias, discretas e elegantes, além de confortáveis

PermalinkPermalink 20.08.09 @ 16:30



Comentário de: Fabio M · http://www.sinosdobram.wordpress.com

Claro... os Estados Unidos são aquelas terras da liberdade, onde a livre iniciativa é incentivada, onde o ser humano tem a oportunidade de desenvolver todo o seu potencial, onde a individualidade é respeitadas sagradamente, onde o estado não mete a fuça nas suas coisas....
.
.
.
.
Not!

PermalinkPermalink 20.08.09 @ 16:36



Comentário de: Rogério Santos · http://www.efemeridesbaianas.blogspot.com

Só saí do Brasil uma vez, portanto só passei pela experiência de entrar no Brasil uma vez.

Quando eu entrei nos Estados Unidos, não tive problema nenhum; entrei tranquilamente. O único constrangimento que passei aconteceu quando eu vim embora; o policial do aeroporto pediu para eu tirar o cinto, o tênis e passar os dois pelo detector de metais provavelmente por ter desconfiado que eu carregava uma bomba dentro do tênis. Vai saber.

Já quando eu voltei, o único problema que eu enfrentei foi um fiscal palhaço que queria revistar as minhas coisas só para me fazer perder a conexão para a cidade onde eu moro. Entretanto, o fiscal que estava controlando o detector disse que não havia nada de anormal nas minhas bagagens e pediu para o palhaço não fazer nada comigo.

PermalinkPermalink 20.08.09 @ 17:26



Comentário de: João Ricardo

Aliás, como voce fez pra ir pra Cuba?

PermalinkPermalink 20.08.09 @ 17:57



Comentário de: Cerize

Sempre que chego ao Brasil sinto um imenso alívio e juro que vou voltar a morar lá. Exatamente porque me sinto em casa e ninguém fica fazendo mil perguntas.

Acabei de perguntar pra minha amiga canadense como as coisas são por aqui, ela disse exatamente o mesmo que seu amigo americano. Segundo ela isso é normal e justificável, ela até se espantou de no Brasil ser diferente rs

PermalinkPermalink 20.08.09 @ 20:30



Comentário de: João Ricardo

Que pergunta idiota a minha, claro que de avião.

PermalinkPermalink 20.08.09 @ 22:11



Comentário de: Ricardo Antunes da Costa · http://ricardo.antunesdacosta.net

Voltar pro Brasil é tranquilo. Mas voltar via Porto Alegre foi, na minha experiência, bem mais tranquilo do que por São Paulo. Os fiscais da alfândega no RS foram bem mais simpáticos do que os de SP. E isso que eu estava com uma camisa da Argentina!

PermalinkPermalink 21.08.09 @ 09:56



Comentário de: Alessandra · http://alessandrasouza.blogspot

A menos que o cara esteja trazendo uma carga de ecstasy de Amsterdã, a única ansiedade que eu já vi brasileiro ter quando volta de viagem é, como disse o Lucas, se o fiscal da alfândega vai achar a muamba.

PermalinkPermalink 21.08.09 @ 11:39



Comentário de: Carol

Oi Alex, primeiro comentario depois de um tempão que visito o seu blog.

Na verdade o que irrita é a fila pra entrar no Brasil, sempre chegam varios avioes juntos (ha duas semanas cheguei as 5 da manha e um voo da Iberia, da Tam e da Air France chegaram juntos!!!). Mas nada de perguntas, nada na alfandega ( e olha que sempre trago kilos de charcuteria, vinhos, queijos, doces, etc, etc ). Sempre uma sensação boa de voltar pra casa, de sentir que aqui eu posso entrar sempre que quiser.

Agora o tratamento que dispensam na europa depende do pais e depende muito da pessoa que atende. Rola a sindrome do pequeno poder em varios aeroportos. Como tenho o "RG" de residente estrangeiro, que me da livre permissão para viajar no espaço Schegen, nunca tive muitos problemas. Na Inglaterra eles fazem muitas perguntas, e sempre as mesmas, pra ver se caimos em contradição. Na Espanha em grandes aeroportos eles não perguntam nada mas fazem cara feia, em pequenos como Reus, os espanhois costumam ser simpaticos. Em todos os paises da Europe Central, como Alemanha e Rep. Checa eles são fofos. Agora na França, não se mostre com pressa, eles olharam minuciosamente todos os documentos se sentirem que você esta atrasado, se você se mostra relax, eles mal olham o passaporte.

Gosto muito da série sobre racismo, esclarecedora. Agora você acredita: tentei explicar pro meu irmão de 12 anos pq ter empregada doméstica não é "legal", que é uma herança da escravidão, e etc, etc, que nos nunca tivemos empregada em casa e meus pais sempre trabalharam periodo integral, entao que sempre dividimos as tarefas e o moleque me respondeu: mas se as pessoas pagam não tem problema... pois bem ficamos nessa discussão um tempão e deixei pra la na hora. Depois resolvi dar de presente o Tintin no Congo (o livro mais colonialista do Hergé;) e meu irmão ficou chocado com o tratamento dispensado pelo Tintin aos congoleses negros. Conversamos e fiz um paralelo com o Brasil, pimba!!! Ele entendeu e ainda mostrei imagens de crianças da idade dele ou mais novas que foram libertadas da escravidão no Brasil, ele não conseguiu dormir, mas pelo menos esta entendendo um pouco mais como é o Brasil de verdade...

Carol


PermalinkPermalink 21.08.09 @ 12:01



Comentário de: Kitagawa

Cheguei recentemente, vindo de B Aires, e foi um passeio, até esqueceram de pegar meu questionario da gripe.

Por outro lado, na ida, antes mesmo do avião partir, o comissário desinfetou o avião usando um spray, suponho que exigencia dos argentinos. Isso é normal?

PermalinkPermalink 21.08.09 @ 18:12



Comentário de: Menina Eva · http://www.interney.net/blogs/cintaliga

Oi, Alex. Estou de volta à internet depois de uns dias corridos. (Aguarde compra de MDUHS em breve).

Bem, você acompanhou meu medo de imigração enquanto estive na Europa. Perdi minha conexão pra Dublin por causa da Ruiva do Mal no aeroporto de Heathrow, em Londres. Ela me perguntou até quanto eu ganhava de décimo-terceiro - mas não olhou minha carteirinha de vacinas contra febre amarela, o que eu consideraria muito importante, afinal, sou de Manaus, a terra natal do mosquito. :D

Chegando no Brasil, foi tranquilo. Desembarquei, entreguei o formulario da Alfandega pra alguém sentado em uma cadeira no meio do corredor (Guarulhos), uma moça no balcão da Polícia Federal NÃO carimbou meu passaporte (fiquei horrorizada ao ver que ela era uma funcionária terceirizada, e não policial! Terceirizando o controle migratório!) fui pro balcão da TAM acertar minha conexão pra Manaus, e tomei um maravilhoso café da manhã, colocando tanto leite moça na salada de fruta que me deu até enjôo. :D

Mas, láááá no meu trabalho, que vc sabe onde é, a regra é essa: brasileiro retornando ao Brasil não tem embaraço.

PermalinkPermalink 22.08.09 @ 15:36



Comentário de: Marcio E. Goncalves

So para colocar em perspectiva: os EUA nao eram paranoicos assim antes do 11 de setembro. Eu morei aqui (mas em NY, nao em SF) em 99 e, nossa, aquela epoca parece passada em outro pais se comparada com os EUA de 2009.

Nao havia nada dessa seguranca absurda nos aeroportos, imigracao tava nem ai, nao pediam ID nenhuma em voos internos, etc... (nao havia nem entrevista obrigatoria p/ pegar visto).

Hj em dia mesmo americano tem que tirar sapato p/ voar dentro do proprio pais. Ridiculo e triste.

"The Home of the Brave" virou um pais de paranoicos assustados.

Mas eles nao foram sempre assim nao - Isso aqui ja foi um pais mais foda. Hoje ta meio deprimente, o que o medo nao faz.




PermalinkPermalink 25.08.09 @ 15:13



Comentário de: Alexandra · http://guerson.wordpress.com

Aqui no Canadá eles são mais educados, não humilham ninguém, mas mesmo assim cidadão caandense também tem que responder umas perguntinhas quando entra - onde esteve, quanto tempo, etc... Não só tem que responder perguntinhas mas não existe fila especial para cidadão canadense. Mas acho que as perguntas são mais para avaliar questões de aduana - pois dependendo de quanto tempo vc passa fora, vc pode gastar uma certa quantia de dinheiro sem pagar impostos. ou senão fazem as perguntas só pra dizer que não estão dando tratamento especial pra ninguém... pq realmente, eles não podem impedir um cidadão de entrar no próprio país. Mas como canadense não é proibido de ir a lugar nenhum, não tem essa historia de ficar procurando carimbo... até pq muitos lugares não carimbam o passaporte...

PermalinkPermalink 27.08.09 @ 23:13



Comentário de: João Paulo · http://sratoz.wordpress.com

Das vezes em que fui ao Exterior, fui sério e bem vestido, tratei o fiscal com seriedade, olhei no olho ao responder e tinha tudo em ordem. Isso pode ter me ajudado a nunca ter tido problemas: Londres, Beauvais, Manchester, Bruxelas, Birmingham (1998), Tel Aviv (2003), Ríuston (2007), Barajas, Londres, Barajas, Neueiorque (2008). Maioria das vezes, fizeram-me perguntas, mas nunca inventaram moda nem saíram da rotina.

Ao voltar ao Brasil -- fiz a mesma coisa, mas com a tranquilidade adicional de que não poderiam me impedir de entrar em meu país, nem que quisessem: iam me deportar pra onde? Se tem um direito que eu tenho, é de voltar pra casa. Pois foi justamente onde fiscal nem olhou pra mim.

Alfândega? Os fiscais iam se dar muito mal. Sempre estive abaixo da cota! Nunca me revistaram. Sei lá, vai ver que está na cara. Acho que eles sabem direitinho quem tá com muamba, só pelo olhar.

PermalinkPermalink 28.08.09 @ 23:14



Comentário de: João Paulo · http://sratoz.wordpress.com

Quanto ao comentário do Kitagawa: spray pra desinfetar contra vírus? Esses caras estão precisando ir mais à escola.

PermalinkPermalink 28.08.09 @ 23:16



Comentário de: João Paulo · http://sratoz.wordpress.com

Aliás, nem que eu fosse um criminoso procurado, com retrato em todos os aeroportos, nem que me prendessem assim que dessem com a minha fuça -- pra me prender, primeiro tem que me deixar entrar no País, né! Isso aqui não é Guantánamo, onde se fica preso sem se estar no país...

PermalinkPermalink 28.08.09 @ 23:34



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