O trabalho da ficção é borrar os limites entre realidade e invenção.
Por isso, a mini biografia do meu livro é apócrifa - ou não, claro. E, por isso, indo um passo a frente, muitas das dedicatórias são apócrifas também. Afinal, na página 2, existe um aviso de que tudo nesse livro é ficção e a dedicatória está no livro, não?
"Para Ana Cristina, nunca esquecerei nossas tórridas tardes de amor em Pirapora, você destruiu meu coração mas valeu a pena. Beijos nos seus pés, do Alex Castro."
"Ao amigo Pedro Henrique, sempre estarei em dívida com você por aquela tarde em Maceió. Você salvou a vida de Maria Lúcia. Valeu, amigão, do Alex Castro"
Etc.
O mais importante: escrever 150 dedicatórias ficou muito, muito menos chato.
"Mulher de Um Homem Só": compre.
* * *
Os últimos "Mulher de Um Homem Só" vendidos durante a pré-venda foram enviados hoje de manhã, aos mecenas cariocas que não foram ao lançamento. Aliás, o lançamento foi ótimo, veio mais gente e vendeu mais livro que em São Paulo. É gostoso me sentir apreciado no Rio, pra variar um pouco: nos últimos anos, tenho ido pra São Paulo pra amizade, sexo, trabalho, consultoria, vender livros, tudo!
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