Sábado agora, 1º de agosto, é o lançamento oficial de "Mulher de Um Homem Só", no Canto Madalena, em São Paulo, culminando uma bem sucedida campanha de pré-venda que só teria sido possível na internet.
Antes disso, entretanto, na sexta-feira, em um gesto simbólico, vou pra Praça Rooselvelt, meu ponto preferido em São Paulo, vender meu romance de mesa em mesa, a moda antiga, no braço, no olho no olho, sem internet, sem computador, sem tecnologia, sem nada, pra gente que não me conhece, que nunca me leu, que nunca ouviu falar de LLL, que talvez nem sabe o que é blog.
Uma amiga querida implorou:
Por favor, Alex, não vira uma dessas pessoas ridículas vendendo poesia na balada! Você não precisa disso! O lançamento já é um sucesso!
Mas sou escritor, não consigo evitar. Penso sempre em termos de narrativas e símbolos. Como disse o Doni (ele diz que me citou, mas não lembro de ter dito isso não, é coisa dele): "o artista não pode ter pudor".
Por isso, na sexta-feira, quem quiser comprar Mulher de Um Homem Só um dia antes basta aparecer na Praça Roosevelt entre sete da noite e duas da manhã, e estarei lá, na minha cantileta:
Eu podia estar roubando, eu podia estar matando, eu podia estar vendendo esse livro na internet, eu podia estar em casa digitando de pijama, eu podia estar no twitter, eu podia estar checando as vendas pelo PagSeguro, mas estou aqui, na rua, de pé, andando de mesa em mesa, sentindo no ombro o peso dessa sacola dos meus livros, curtindo o frio da noite e cheirando a fumaça dos cigarros, apenas pra te oferecer, pra você e pra mais ninguém, o melhor que pude fazer em termos de literatura.
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