Quer comprar no Submarino? Entre por aqui e eu ganho 8%.

Buceta, de Luiz Biajoni (E uma Conversa sobre Linguagens Literárias)

Buceta, de Luiz BiajoniEu sou um amigo relapso. O Bia me mandou várias vezes as versões preliminares de Buceta e eu, imerso nos meus estudos, acabei nunca tendo tempo de ler. Quando finalmente li, o livro já estava no prelo e só o que pude fazer foi pegar o telefone e fazer uma caríssima ligação Nova Orleans-Americana pra dizer pro Bia que, putaqueopariu!, ele é foda.

Como todo bom livro, Buceta já de agarra pelo começo. Em um mundo de surpresas batidas e clichês narrativos, o começo de Buceta é impactante mesmo. Confesso que não esperava aquilo. Não tão cedo. E já estava dado o tom do livro. (Leia aqui o primeiro capítulo de Buceta)

Buceta consegue ser melhor do que Sexo Anal. Na verdade, é o mesmo estilo inconfundivelmente biajônico, apenas mais trabalhado e amadurecido, e com uma trama mais complexa e interessante pra amarrar tudo. Se você gostou de Sexo Anal, vai adorar Buceta.

Fiquei adiando escrever essa resenha por meses (e o Bia cobrando) porque simplesmente não sei o que dizer. O livro é sensacional e pronto. Terminei de ler e fiquei tão empolgado, que peguei o telefone e liguei pro Bia. É nosso perfeito pulp nacional interiorano - sobre isso, ver o excelente prefácio do Pedro. Tudo o que a melhor literatura de entretenimento deveria ser. Onde estão com as cabeças nossas acéfalas editoras que não vêem que Buceta seria um best-seller?

Na verdade, o objetivo do post é o seguinte: a primeira tiragem de 50 exemplares já está quase esgotada, sobraram uns 3, 4, e o preguiçoso do Bia diz que não vai mais reeditar. Entao, meus amigos, corram lá pro site da Os Vira-Lata e não deixem fugir essas últimas bucetas.

* * *

Pra não falar que só elogiei, o livro tem lugares-comuns demais. Não na trama, que é original e bem-amarrada, mas na linguagem dos personagens. Entretanto, isso é parte integrante do projeto estético consciente do Bia: segundo ele, as pessoas falam assim na vida. E eu concordo, e acrescento que não precisam falar assim nos livros também. Enfim, é uma discussão longa e frutífera.Mulher de Um Homem Só

Hoje, na resenha que o Bia escreveu sobre Mulher de Um Homem Só, ele disse:

O problema, para mim, é que a narração é de um dos personagens, Carla, uma dentista. Ela ama seu marido, Murilo, mas se vê ameaçada por uma antiga amiga dele, uma artista plástica, Júlia, talvez mais inteligente, sensível e moderna que ela.

Essa narração de Carla tem um aspecto ótimo e interessante: muitas vezes conta coisas que jamais podia saber, já que não estava no local no momento da ação. Ela imagina? Não sabemos, e isso é bacana. Por outro lado, a narração de Carla tem algo de incrivelmente experimental, especialmente para uma… dentista. Para exemplificar o que quero dizer, vai o trecho inicial do livro:

"Não tinha nem me libertado da escola ainda quando casei. Mas, boa fedelhacente que era, não encampava mais vida na minha casa: foi só Murilo puxar o pedido e aceitei, num estrambelho."

Que tipo de dentista que não tivesse pretensões literárias podia contar uma história nesse tom, com essas palavras?

Essa levada de Alex Castro/Carla se prolonga por todo livro, exigindo do leitor mais que o interesse pela boa história – ou seja, tira o foco da atenção das relações que se estabelecem entre os personagens para chamar a atenção para a narração, para o texto, como se o autor/personagem não estivesse preocupado com sua trama/confissão, mas sim com o modus, com a redação do enredo, com a experimentação literária.

Mas é isso mesmo, Bia! A linguagem literária é aquela que chama atenção para si mesma enquanto artifício construído. Ela não tem nenhuma pretensão de reproduzir realisticamente a linguagem comum mas, pelo contrário, busca criar uma nova linguagem.

Riobaldo também não falava como um caboclo capanga semianalfabeto do interior de Minas. Mas e daí? Guimarães Rosa nunca quis que falasse. Riobaldo fala como Riobaldo: aquela linguagem que ele usa é só dele, foi criada por Guimarães Rosa somente para ele, não tem pretensões extra-artísticas.

Admiro imensamente Scliar, Sabino, Machado, Fitzgerald, Biajoni, gente que escreve bem sem inventar moda, mas, por outro lado, acho que sem forçar os limites da língua, como fizeram Lispector, Guimarães Rosa, Garcia Marquez, Joyce, a literatura fica muito só enredo, enredo, enredo, fofoca, fofoca, fofoca.

* * *

Trechinho do meu artigo Ficção e Não-Ficção:

Em minha não-ficção (inclui meus livros de crônicas Radical Rebelde Revolucionário e Liberal Libertário Libertino, a maioria dos textos desse blog e minhas colunas para a Tribuna), a linguagem é somente uma ferramenta para o enredo ou para o argumento. Sim, ela é trabalhada cuidadosamente, mas apenas para melhor transmitir o conteúdo sendo expresso. A linguagem, em si, não é uma atração. O texto não-ficcional não chama atenção para o fato de ser texto: idealmente, ele é invisível. Introdução à Teoria da Literatura

Em minha ficção (inclui meu romance Mulher de Um Homem Só e meu livro de contos Onde Perdemos Tudo), a linguagem é parte intregrante do espetáculo. O texto literário é aquele que não quer ser transparente: ele lembra ao leitor, o tempo todo, de que a linguagem é uma convenção humana, uma criação traiçoeira. A literatura é complexa e sempre se apresenta em forma de enigma: quanto mais parece simples, menos o é. Se for, ou não é literatura ou você perdeu alguma coisa. Enquanto a historinha acontece na superfície (o príncipe dinarmarquês que vê um fantasma, o homem que vira inseto, o defunto que narra do pós-tumulo), muito mais coisa acontece abaixo, em camadas mais e mais profundas, no espaço vazio entre as letras, nas entrelinhas: o texto literário é justamente aquele que não se limita a contar uma historinha. Todo texto literário também tem algo de poesia: as palavras não transmitem apenas um conteúdo, elas são o conteúdo. O som, o ritmo, a voz, as lacunas, as aliterações, as metáforas, tudo é proposital. Em um texto literário, até os hífens são deliberados: cada palavra conta, principalmente as não ditas.

O sentido do texto de não-ficção é o argumento exposto ou a história narrada. Já o texto literário é aquele que borbulha de sentido em cada vírgula.

* * *

Buceta, de Luiz BiajoniAlguns Links:

Blog do Biajoni
Site da Editora Os Vira-Lata
Biajoni fala sobre o livro
Resenha de Juliana Dacoregio
O primeiro capítulo
O prefácio de Pedro Dória
Compre "Buceta", de Luiz Biajoni.

* * *

E não esqueçam que meu humilde romance, "Mulher de Um Homem Só", também está em pré-venda.

* * *

Bia, eu te amo, meu irmão.

 

15.07.09


Categorias: Livros

Trackback:

http://www.interney.net/blogs/htsrv/trackback.php/36320

Posts similares:
Bu... cê tá?
Hábitos de Leitura
Mais velha

(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Atalho pra o formulário

Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Guilherme · http://orinocerontevoador.blogspot.com/

Demais o trecho do seu texto Ficção vs. Não Ficção.

Esses dias por exemplo, estava a ler alguns textos do LLL, coisa e tal. Vi, como sempre, Henry Miller, Whitman, Thoreau, R. Freire por aí.

São meus autores referenciais também, e o mais curioso é que, quando voce escreve, aparece tanto a influencia de ideias desses autores como a forma de expressar esses pensamentos.

Tanto a fluência gostosa (deveria dizer despojamento?) do texto como os questionamentos complexos que são diluidos em parágrafos aparentemente simples parecem remontar, em parte, a alguns desses autores que citei.

Mas o mais curioso é que, mesmo sendo influenciado por esses homens de induvidosa lucidez, quando eu escrevo, o faço de forma completamente diferente, quer dizer, não consigo escrever não escrever sem a influência ritmica de um autor como Pessoa, por exemplo.

Sabe aquela coisa da contradição, de escrever em ordem inversa? Sei lá, mas acho que para dizer o real é necessário inverter a linguagem.

Se a realidade é dialética, contraditória, porque a forma de expressá-la também não pode ser?

Não estou querendo tomar partido na discussão de forma versus conteúdo, mas é interessante como as ideias se manifestam de forma diferente para expresssar conteudos semelhantes.

Gosto muito do trecho em que voce diz: "Todo texto literário também tem algo de poesia: as palavras não transmitem apenas um conteúdo, elas são o conteúdo. O som, o ritmo, a voz, as lacunas, as aliterações, as metáforas, tudo é proposital. Em um texto literário, até os hífens são deliberados: cada palavra conta, principalmente as não ditas."

Isso é fantástico! Quantas vezes, mesmo na faculdade, ouvir reclamarem de textos - seja de que autor for - onde o seu sentido não se expressa escancaradamente, como se isso fosse obrigatorio, ainda mais na literatura!

Parece que as pessoas estão a perder um pouco dessa vontade em romper com o obvio, o sensato e previsível.

PermalinkPermalink 15.07.09 @ 08:54



Comentário de: Pauloc · http://allhaileris.blogspot.com/

"Buceta consegue ser melhor do que Sexo Anal [...] Se você gostou de Sexo Anal, vai adorar Buceta."

É só a gente comprar o livro do cara para ele desencanar e começar a fazer trocadilho infame...

PermalinkPermalink 15.07.09 @ 10:18



Comentário de: marcus · http://grandeabobora.com/

Eu ia comentar a mesma coisa, Pauloc, exceto pelo fato de comprar o livro.

PermalinkPermalink 15.07.09 @ 10:39



Comentário de: Te

"Buceta consegue ser melhor do que Sexo Anal." "Se você gostou de Sexo Anal, vai adorar Buceta."
Fico rindo sozinha imaginando a reação das pessoas a essas frases em stands nas livrarias e em anúncios nos cadernos de cultura e literatura dos jornais.

PermalinkPermalink 15.07.09 @ 13:09



Comentário de: Biajoni · http://www.verbeat.org/blogs/biajoni

obrigado, lindo.
:)
essa é uma boa discussão, vamos fomentá-la.
;)

PermalinkPermalink 15.07.09 @ 14:20



Comentário de: Henrique Cartaxo · http://multimidiacartaxo.blogspot.com

A Gloriosa Família, de Pepetela, é narrado por um escravo analfabeto e mudo, de ter língua cortada. E bem narrado... Mas e daí, né...

PermalinkPermalink 29.07.09 @ 11:36



Trackback de: Amálgama

De como Graciliano se agigantou diante de seus pares
por Daniel Lopes – No prêmio Jabuti deste ano, minha torcida na categoria Romance foi para Uma parede no escuro, de Altair Martins. O vencedor foi Moacyr Scliar, Altarir não ficou nem entre os três. Na categoria Crítica Literária, acendi uma vel...

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 01:39



Deixe seu comentário:

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.

Post anterior: Mulher de Um Homem Só, trecho: Hino Nacional

Próximo post: Contatos na Imprensa Cultural

 promoção submarino

Mulher de Um Homem Só

 Obras Completas Sigmund Freud: Edição Standard - 24 volumesObras completas de Freud, de R$960, por R$399

Um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor. Nosso assunto são as várias prisões que acorrentam o homem, como ambição, verdade e medo. Dê sua opinião!


Quer comprar no Submarino? Entre por aqui e eu ganho 8%

Meus Livros à Venda:

  • Radical Rebelde Revolucionário
  • Onde Perdemos Tudo, por Alex Castro

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Livros Recomendados

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
  • 39. Levi, Primo. É Isto Um Homem? [Itália, 1946] Jun.
  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

8129 Panola St, New Orleans, LA, 70118, msn, tel, email

Ao me enviar email ou comentar no LLL, você está automaticamente permitindo que eu publique sua mensagem no blog, inclusive com seu nome e endereço. Pense bem.

Busca


[ La Brute - Jogo Online em Flash Grátis ]