Daniela Domingues, do blog Vadia & Correta (excelente nome, não?), escreveu uma resenha muito interessante, lendo "Mulher de Um Homem Só" pelo viés da feminilidade:
Se você for mulher, ouso dizer que conseguirá sentir, no estômago e no coração, todas as aflições, questionamentos e ansiedade da narradora, uma das personagens principais, em relação ao seu marido e sua [dele] melhor amiga.
É impressionante como, tentando se afastar, a narradora se funde cada vez mais e mais com a segunda personagem, que de início, parece ser uma ameaça à sua felicidade. Nesta fusão Alex consegue, com muita precisão, revelar características inatas à todas mulheres: tudo está lá dentro, mesmo que esteja adormecido.
O personagem masculino, como acontece na natureza, não existiria se não fosse parido e sustentado, linha a linha, por uma impressão feminina.
Mulher de Um Homem Só é, antes de mais nada, um romance que retrata a paixão em sua essência contraditória, feita de afeto desmedido e momentos de ódio e tormenta e de como a entrega de alguém pode incomodar.
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