Um Debate Sobre Racismo

Racismo LLLPrimeiro, Demétrio Magnolli escreve um artigo no Estadão sobre alguns alunos auto-declarados negros aos quais foram negados os benefícios das cotas universitárias. No artigo, ele aproveita pra enxovalhar o Prof Kabengele Munanga, antropólogo da USP, e um dos homens que mais entende de racismo no Brasil. E vem a resposta, claro.

Monstros Tristonhos, por Demetrio Magnolli

Resposta de Kabengele Munanga

Vale a pena ler. O racismo de quem se diz não-racista está todo aí.

Um Livro de Cada Um

 História das Guerras  Rediscutindo a Mestiçagem no Brasil
História das Guerras, do Magnolli, e Rediscutindo a Mestiçagem no Brasil, de Munanga. Reparem que, na polêmica sobre raças, um está falando sobre o assunto que estuda e sobre o qual é especialista. O outro, não.

 

07.07.09


Categorias: Raça


Posts similares:
É Hoje, Confirmado: Oliver no Pet.Doc!
Brancos Não Tem Raça
Coisas Incríveis que Eu Aprendo com os meus Leitores

(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Atalho pra o formulário

Comentários:


Comentário de: Glauber K

Eu li o texto do magnolli primeiro, achei absurdo o cara fazer recortes fora de contexto e depois viajar em cima do negócio.

Mas nem tem o que falar, o Kabenguele já disse tudo.

O Magnolli devia ser mais cuidadoso quando lança ataques contra um cara que vive daquele assunto. Porém, é bem capaz do Magnolli se aprofundar no tema mas continuar cometendo as mesmas asneiras.
Afinal, qual especialista não é sucetível a erros?

O interessante é que indiretamente importa sim o fato do Kabenguele ser um especialista, pois como foi dito pelo próprio, ele é um especialista reconhecido e negro, e foi o único citado entre os especialistas defensores das cotas. O que nos faz pensar que Magnolli teve uma motivação racista ao escolher apenas o espoente negro.


PermalinkPermalink 08.07.09 @ 02:16



Comentário de: Ana

Primeiro maravilhoso o texto de Kabenguele, me ajudou a pensar em muita das coisas que eu ando pensando a respeito de cotas e racismo, um dia preciso escrever sobre isso...

Depois eu acho bizarro esse modo de escrever reinaldiano que anda se espalhando por ai, onde o cara pega um trecho de um texto e depois diz o que o leitor deveria ler naquele texto, cheio de adjetivos "veja, caro leitor o absurdo", o horror! o horror!

A coisa é que se fosse tão absurdo assim, não precisa de alguém gritando, o proprio texto faria isso. Não preciso de alguém me dizendo o que um texto disse ou deixou de dizer, o próprio texto faz isso. Mas só por ai já da pra ver como esses escritores consideram a capacidade de seus leitores e como manipulam e distorcem.

Me espanta que as pessoas encarem com naturalidade serem tratadas como idiotas, incapazes. Cada vez que leio um texto assim tenho engulhos.

PermalinkPermalink 08.07.09 @ 13:07



Comentário de: mauro tatini · http://mtatini.blogspot.com

Ana, não entendo o que voce disse - quando alguem cita uma fonte, TEM que usar um trecho - a pessoa que le pode ir atras e ler a coisa toda, mas o artigo ficaria pesado (e impublicável) se ele colocasse o texto todo. Eu achei válido a posição de Demetrio sobre o assunto - e não, não acho que tem peso o pedigree da pessoa, e sim o que ele escreve ali. Se voce é um idiota, ser presidente de um país não muda nada, voce continua sendo idiota (e.g. bush) - assim como achei de péssimo gosto a resposta de Kabenguele ter "o geógrafo" em cada menção ao nome de Demétrio - e dele ter dito que "o ataque pessoal a ele é por ele ter nascido fora do brasil, ou ser o MAIS IMPORTANTE por ter chegado ao topo da carreira academica". Bem triste isso. Não achei ataque pessoal em nada do texto do Demetrio, achei válido a reclamação/denúncia sobre os estudantes com direitos "cassados". E no final (de uma carta-resposta extremamente longa, que chega até a perder o fio da meada, if you ask me) ele diz que "o geógrafo (ele nao desiste) (...) poderia me processar na justiça brasileira, em vez de inventar fábulas que não condizem com minha tradicionalmente pública e costumeira postura." - WTF? Alguém da postura dele deveria ter um thick skin sobre as coisas que escreve, ou deixar de escrever - publicamente, at least. Fora que "tradicionalmente" e "costumeira" não são termos absolutos - quando ele foge disso, então se pode inventar fábulas?
(oh, e "horror" não é adjetivo - mas voce sabe disso, right?)

PermalinkPermalink 20.07.09 @ 10:43



Comentário de: Ilan

Cheguei atrasado na discussão aqui no site e infelizmente quando abri o link para o texto do Kabenguele, me deparei com um "erro", irritantemente comum na internet. O que digo, portanto, é baseado no que li do artigo do Magnolli.
Achei o texto muito bem escrito (não sei aonde ele é pior que Ali Kamel) e ele toca justamente no ponto focal da questão das cotas: dividir o Brasil em raças.
O Brasil é um país misturado, disso a gente já está cansado de saber. Também sabemos que o racismo existe e que deve haver algum tipo de oportunidade para aqueles que não tiveram a sorte de nascer branco no Leblon ou nos Jardins.
No entanto, não é justo dar esta chance pro cara que tinha a avó negra, o avô índio e o pai alemão, mas que nasceu na favela e lá ficou?
O problema racial no Brasil não é determinado por diferentes "raças", conceito quase cômico de se discutir aqui. O problema racial está enraizado em problemas sociais e econômicos muito mais profundos, que ajudaram a alienar a maior parte da população em condições de desigualdade.
Por que não cotas para escolas públicas, moradores de favelas, etc. que englobam TODOS aqueles prejudicados pelos processos históricos?
O policial não vai deixar de parar o jovem negro porque ele agora é universitário. O racismo é muito mais complexo que isso.

PermalinkPermalink 05.11.09 @ 14:24



Comentário de: Thiago

O que mais me preocupa é que os recistas disfarçados têm nas mãos o poder de formar a opinião das massas, entre os quais; Demétrio, Ali kamel e Jabor. O espaço que esses têm para a pulverização das suas idéias é imensamente maior do que o número de pessoas que pesquisam o assunto mais a fundo.

A conclusão é de que, não tenho conclusão! rsd. Tenho sim uma dúvida. Em quanto tempo será possível colocar negros e brancos em situação de igualdae? Até acho isso uma utopia, espero estar errado!

PermalinkPermalink 07.04.12 @ 15:20



Deixe seu comentário:

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.

Post anterior: "Mulher de Um Homem Só" em Destaque Hoje no Editorial d'O Pensador Selvagem

Próximo post: A Lógica Temporal e o Liquidificador ("Mulher de Um Homem Só")

um blog sobre literatura, empatia e desapego

sobre mim

contato, bio, fotos, livros, compre

Busca

    Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site