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Flip e FestLip: Compararando Festivais (Ou Porque Não Ir à FLIP)

Estão acontecendo simultaneamente no Rio de Janeiro dois festivais:

Flip - Festa Literária Internacional de Paraty
FestLip - Festival do Teatro da Língua Portuguesa

Para a Flip, vieram atrações internacionais como Richard Dawkins e António Lobo Antunes (meu escritor vivo favorito) e vão palestrar autores nacionais como Bernardo Carvalho, Cristovão Tezza, Milton Hatoum, Sérgio Rodrigues e Zuenir Ventura.

Para o FestLip, vieram se apresentar companhias teatrais de Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde.

* * *

Para a Flip, eu não vou, nunca fui e jamais irei - a não ser como autor convidado.

Já o FestLip é gratuito, mas eu pagaria uma fortuna para ver peças que jamais poderia ver de outro jeito.
FestLip - Festival de Teatro em Língua Portuguesa
* * *

Sempre que digo que não vou à Flip, aparece um idiota me acusando de invejoso uvas-verdes. Nada disso. Trabalho com literatura. Escrevo meus livrinhos. Deve ser o máximo ir à Flip como autor - mas (tirando os groupies de escritor e as marias-estante de praxe) qual é a graça para os leitores?

* * *

A diferença entre o FestLip e a Flip é simples:

Quem gosta de teatro, e eu gosto muito, vai ao FestLip e toma contato (gratuitamente) com o teatro de países aos quais normalmente não tem acesso. Vê os figurinos, escuta as músicas, conhece os atores, acompanha os enredos. Ou seja, é teatro sendo oferecido a quem gosta de teatro. O que poderia ser melhor que isso?

Quem gosta de literatura, e eu gosto muito, vai à Flip e toma contato.... não com literatura, mas com os autores! Suas caras feias, seus perdigotos nas palestras, suas terríveis gravatas-borboleta. E ainda paga caríssimo por isso!

Se você gosta de literatura de verdade, não era melhor ficar em casa lendo?

* * *

Idelber, sobre a Flip, em seu twitter:

a #FLIP é o caipirismo deslumbrado de uma classe média q não lê, mas nela vê chance de posar.

* * *

Flip é pra quem gosta de social. Quem gosta de literatura, fica em casa, lendo. Sozinho - que é como se lê.

* * *

Só posso entender o cara sair de casa e pagar pra ouvir Lobo Antunes se ele já tiver lido tudo do autor ou estiver pesquisando-o.

Eu adoro Lobo Antunes, mas prefiro investir meus suados reais nos livros dele que ainda não tenho do que em vê-lo pessoalmente.

Qual é a graça de vê-lo pessoalmente, aliás? Alguém me explica?

* * *

Nunca tive vontade de conhecer meus autores preferidos. Autor é pra ser lido. Se o cara fosse agradável, simpático, sociável, não teria se metido em uma atividade que lhe obriga a longas horas de solidão preso dentro de casa.

Pelo contrário, o camarada em geral é empurrado em direção à literatura porque é chato, mala, cínico, ranzinza, rabugento, anti-social. Porque foi rejeitado, recusado e ostracizado por seus pares. Porque só lhe restou mesmo ficar sozinho em casa escrevendo sobre a vida que poderia ter.

Se fosse agradável e tivesse vida social, não se metia em literatura. Estaria ocupado demais sendo convidado pra festas, comendo mulheres, vivendo a vida loca. Seria promotor de eventos, ator, político, vendedor de seguros - tudo menos escritor.

* * *

Adoro Lobo Antunes. Literatura é a coisa mais importante da minha vida. Lobo Antunes é o melhor praticante vivo de literatura.

Compro seus livros assim que saem em Portugal e custam uma nota. Se o próximo só pudesse ser comprado fisicamente em Paraty por R$500, eu ia.

Mas não iria até a esquina para ouvi-lo falar.

Não tenho interesse algum no que Lobo Antunes tem a dizer. Gosto do que ele ESCREVE. Sabe como é, literatura. Não de punhetagem sobre literatura, não de socialização com literatos. Literatura mesmo.

* * *

Manual dos Inquisidores, OEsplendor de Portugal, O

Antonio Lobo Antunes é, em minha opinião, o melhor escritor vivo em língua portuguesa. Como médico psiquiatra, ele participou na Guerra Colonial em Angola. Hoje, grande parte de sua obra é dedicada a mostrar os horrores da colonização portuguesa na África - ainda vista com muita simpatia por seus compatriotas. Acima, meus dois livros preferidos de Lobo Antunes sobre esse assunto: Manual dos Inquisidores e, principalmente, O Esplendor de Portugal.

Clique aqui para ver todos os livros de Lobo Antunes em catálogo no Brasil.

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05.07.09


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Lucas Murtinho · http://www.copadeliteratura.com

Hmm. Não é possível gostar de social e de literatura - e, por extensão, gostar da social do meio literário?

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 13:14



Comentário de: Manuel Amaral Bueno

Uai Alex, você não é escritor? Aquela descrição se aplica a você também?

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 13:39



Comentário de: João Ricardo

Ranzinza!

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 14:28



Comentário de: Patrícia · http://algunsolharesimperfeitos.blogspot.com

Concordo contigo qdo fala da solidão do escri
tor e que ele, provavelmente, é é um mala.
Você é assim também?
Quem gosta de literatura é um ser meio sozinho.
Estou há dois anos tentando ler "Boa Tarde Às
Coisas Aqui Em Baixo". Chego lá.
Um abraço mineiro

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 14:46



Comentário de: Alex Castro Email

"Você é assim também?"

sou nao. como todos nós, eu tb sou a unica exceçao à regra.

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 14:53



Comentário de: thaiz

Pois eu adooooooooooro a 'festa' que é a FLIP. Aaaaamo ler. E adorei ouvir autores dos meus favoritos. Não há preço que pague ouvir um Suassuna (após ter estudado, amado, louvado sua obra), não há preço que pague ouvir meu querido Luis Fernando Veríssimo (após rir tanto com suas histórias), entre outros tantos ...
Adoro ler, sozinha, em casa, no banheiro até. Mas, mais que isso, adoro contar e comentar o que li; melhor ainda se o autor estiver ali ao lado!!! Vida longa a FLIP!!!

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 15:39



Comentário de: Carolina · http://www.somemadeleines.blogspot.com

Maria-estante é uma ótima expressão....

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 15:52



Comentário de: Gisele

A frase perfeita que resume o que eu penso da Flip: "Flip é pra quem gosta de social. Quem gosta de literatura, fica em casa, lendo."

A Flip, shows em estádio e shopping centers são coisas das quais eu corro como o diabo foge da cruz.

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 16:06



Comentário de: Alex Castro Email

benditas sejam.

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 16:08



Comentário de: Anton

Mais uma feira de livros onde o menos importante são os livros, o que importa é badalação, nomes famosos, e a grana que entra, feira típica de país iletrado, monoglota e desorganisado. FLIP - Feira Livre de Iletrados Potenciais

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 16:12



Comentário de: Bruno · http://lembrancaeterna.wordpress.com

Quanta ira destinada à uma celebração, de certa forma, de cultura.

E daí que pessoam pagam caro pra ver seus autores falarem sobre suas obras? Eu esperei quatro horas pra poder conversar com o Neil Gaiman e teria ficado outras quatro para conseguir conversar por segundos com o Dawkins - foi uma pena não poder ter ido este ano.

Quem gosta de lê, oras bolas, lê - e pode sim querer conhecer o autor de uma obra que gostou. Será que deveria ser tão fácil julgar aqueles que gostam de ir à FLIP porque acham o evento interessante, com autores renomados e palestras que possam, deuses!, agregar algo de valor para o leitor e, de quebra, curtir a simpática e colonial Paraty?

Eu hein.

obs: E olha que encontrei o Idelba numa FLIP. =)

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 18:38



Comentário de: MARTA · http://FLIP-NOVA VISÃO...

fIQUE CURIOSOA COM A CHAMADA DA NOTICIA E DEPOIS DE LER CONCORDO PLENAMENTE QUE GRAÇA TEM FICAR OLHANDO PARA UM ESCRITOR...É O MESMO QUE JÁ PENSAVA SOBRE OS CANTORES,VOU AO SHOU OUVI-LO E NUNCA QUIS IR AO CAMARIM(SÓ QDO ERA MAIS MOLECA...) PQ SEMPRE PENSEI OQUE VOU DIZER A ELE QUE DAQUI A UM SEGUNDO NEM SE LEMBRARÁ MAIS DE MIM....

GOSTEI DA REPORTAGEM

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 18:39



Comentário de: Te

Nesse ano deram à FLIP um toque programa da Márcia: juntaram numa mesa uma artista plástica e um escritor franceses, ex-namorados, pela primeira vez desde o rompimento por parte dele, que terminou o namoro por e-mail, e-mail a partir do qual ela fez uma exposição. E todo mundo foi lá só pra ver como os dois se comportariam. Que circo! O que vai ter ano que vem?

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 19:28



Comentário de: zezim

Por que todo mundo que consegue um espaço pra escrever acha que tem que ditar comportamento?
Tem muito Platão nessa pólis...

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 20:12



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

¿O quê? Tem q pagar?

HAHAHAHAHAHAHAHA

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 20:46



Comentário de: Michelle

a FLIP é o caipirismo deslumbrado de uma classe média q não lê, mas nela vê chance de posar.:D

Sinceramente, a maioria das pessoas que vão
ao teatro e dizem curtir literatura são uns troxas! Existem exceções, mas a maioria não sabe, nem entende o que vê no jornal nacional, muito menos o que dizem aquelas porcarias de leituras obrigatórias! Me revoltei...rs!
Nunca entendi por que cargas d'agua tenho que ler Sertão Veredas, quando eu moro no Sul e não entendo uma vírgula do que esses autores escrevem! E todo mundo sempre me diz que sou CDF, inteligente, nerd, etc. Afff! Eu me sinto a pessoa mais ignorante do mundo por não entender o que os caras escrevem! Huashuashuas

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 21:49



Comentário de: Michelle

Amo estudar, mas não vou nesses eventos. Muita exposição e poucas idéias.

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 21:53



Comentário de: gisela

Gostei muito de suas declarações, sobretudo a
de que a Flip presta-se a uma classe média deslumbrada que não Lê.
Lembro que uma vez ouvi uma mulher dizer que, na bienal do livro, alguns fãs correram atrás, literalmente, de Ziraldo para conseguir desse autor um autógrafo...Tem coisa mais patética e ridícula????

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 23:19



Comentário de: Carlos

Eu também sinto/penso assim. E vou mais além: as feiras de livros são também eventos de badalação ao qual comparecem pessoas mais interessadas na revista Caras do que em literatura. Tenho um respeito meio religioso pela literatura, ler é um ato de absoluta privacidade. Para mim. Sorry.

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 23:57



Comentário de: Biajoni · http://www.verbeat.org/blogs/biajoni

ei, NÓS somos legais.
;>)

PermalinkPermalink 06.07.09 @ 00:30



Comentário de: Alex Castro Email

bia, só nós dois. mais ninguem.

PermalinkPermalink 06.07.09 @ 00:55



Comentário de: Bear

Alex, concordando em parte com você, lembro que a FLIP é festa - vai quem gosta de festas e não necessariamente quem gosta de literatura. Só que os dois prazeres não são mutuamente exclusivos.


PermalinkPermalink 06.07.09 @ 01:49



Comentário de: Janciron

Eu nunca fui a FLIP e tenho até curiosidade; talvez um dia eu consiga tempo C$, suficiente! Enquanto isso; vou escrevendo meus livros, e buscando experiências através da leitura e especulação!
Quem sabe um dia eu não vá para fazer exposição de algumas das minhas obras!
Afinal a vida é feita de sonhos e conquistas!

PermalinkPermalink 06.07.09 @ 09:09



Comentário de: Janciron

P/ Michelle

Bom dia cara colega: realmente muitas pessoas de bom nível intelectual, quando não gostam de uma determinada matéria, a refuga e ali empacam!

Mas torço por você que é inteligente a vai acabar entendendo e superando!

Eu comecei a ler na infância e não parei mais, e não me julgo um gênio!

Às vezes aconselho algumas pessoas a se interessarem, ou seja, iniciarem a leitura por livros com bastante ilustração, de parágrafos curtos!

Após se familiarizarem com pequenos parágrafos, irem para livro em quadrinho, e para estória infantil de aventuras!

E pode estar certa, aquele que seguir estes passos, um dia tomara gosto e tera prazer na leitura!





PermalinkPermalink 06.07.09 @ 09:34



Comentário de: rosangela ramos

Nunca havia estado na FLIP. Este ano tive o prazer de conhecer Paraty e a sua famosa festa literária. De fato, para quem gosta de literatura, é decepcionante.Mil vezes a bienal do livro.A Flip é para curtir com os amigos um passeio diferente. Em termos de cultura, deixa muito a desejar!

PermalinkPermalink 06.07.09 @ 10:19



Comentário de: Haline · http://www.halinices.blogspot.com

Ai, num concordo não. Acho bem natural se interessar por alguém que vc admira. Alguém pode ler seu livro e querer vir ao blog ler suas coisas. Seus posts não são literatura, mas ué, as pessoas se interessam por ler o que vc pensa e tals. Só concordo no quesito "não pagar' por isso".

PermalinkPermalink 06.07.09 @ 10:46



Comentário de: sergio ribeiro

Acho até interessante conversar com determinados autores, mas hoje em dia existe um insuportável exibicionismo nestas festas e rega-bofes, fazendo tudo parecer eventos com celebridades para semi-analfabetos.
Nada pior que aquela cara que nunca leu um livro que preste na vida e fica posando de intelectual.
O próprio Einstein já reclamava que dava palestras para gente que não entendia patavina do que ele falava.
As pessoas que leem coisa úteis jamais se prestariam a esse papel.

PermalinkPermalink 06.07.09 @ 11:10



Comentário de: Edward Wilson Martins

Um ótimo texto, para ler e rir, é claro, não dá para levar a sério... rs ... é claro que os escritores não são assim como se descreve e é possível sentir prazer com a arte de escrever, aquele prazer definido nos livros do Onfray, o filósofo francês, já que o prazer não é necessariamente a curtição do social e dos prazeres considerados mundanos. E é muito bom ouvir e ver e sentir que são “vivos” os escritores principalmente os nossos preferidos e estar junto com dezenas de pessoas que curtem e gostam de literatura. Acho que a expressão “invejoso uvas-verdes” criada por vc mesmo, pode se aplicar como uma luva, hein (rssss). E vou correndo comprar um livro do Lobo Antunes (acho que Manual dos Inquisidores), depois dessa enfática referência e elogios rasgados.

PermalinkPermalink 06.07.09 @ 11:29



Comentário de: Elvira - Belo Horizonte

Seria então puro otimismo da minha parte acreditar na existência de escritores que não sejam "empurrados em direção à literatura" por serem chatos, malas, rejeitados, recusados e ostracizados por seus pares? São mesmo todos assim? Até você?

PermalinkPermalink 06.07.09 @ 11:36



Comentário de: Elvira - Belo Horizonte

A propósito, eu também não acho a Flip grande coisa. Parece um desses festivais de cinema em que o povo vai pra ver os artistas entrando e saindo, e o filme que é bom, não assistem.

PermalinkPermalink 06.07.09 @ 11:40



Comentário de: Alex Castro Email

"Seria então puro otimismo da minha parte acreditar na existência de escritores que não sejam "empurrados em direção à literatura" por serem chatos, malas, rejeitados, recusados e ostracizados por seus pares? São mesmo todos assim? Até você?"

nao, elvira. eu, assim como todo mundo, acredito firmemente q eu sou a única exceção. :)

(eu e o bia, claro!)

PermalinkPermalink 06.07.09 @ 12:10



Comentário de: Tânia Pires · http://www.festlip.com

Acredito em dois eventos culturais distintos, cada qual com seu valor. A FLIP é uma festa, comemoração e uma homengem direta à literatura. Concordo que de contato direto com ela, não há.

O FESTLIP é uma mostra teatral com países da língua portuguesa que inclui o Brasil. Realmente é um cardápio completo ao conhecimento de culturas tão diversas da nossa língua.
Com os espetáculos, vem um pacote completo de literatura, encenação, música e uma vivência artísca imediata. Pra completar, o FESTLIP homenageou o grande escritor Moçambicano Mia Couto, pela sua contribuição ao teatrao. Que é enorme, inclusive em Moçambique.
Com a presença dele, tanto para os amantes da literatura como para os amantes do teatro, abrimos as portas do teatro SESC Ginástico no dia 03/07, para uma palestra com ele. Nessa palestra o Mia simplesmente narrou um belo conto sobre o seu encontro com o tetaro.Ali tivemos a literatura viva. Depois abrimos para perguntas. Ele generosamente respondeu a platéia de 450 pessoas por 40 min. Todos os eventos do FESTLIP possuem entrada franca.
Em sua 2ª Edição o FESTLIP abre as portas para o público se deliciar com a pluralidade da nossa língua.

PermalinkPermalink 10.07.09 @ 15:16



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  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
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  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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