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As Feministas e As Domésticas

É impossível estudar o trabalho doméstico sem considerar também que a grande maioria dessas trabalhadoras são mulheres. E o grande ponto cego do feminismo latino-americano talvez seja justamente sua relação com as empregadas domésticas.

 Manual da Empregada Doméstica

Graças a uma divisão de trabalho ainda muito machista, a liberação da mulheres de classe média muitas vezes se deu graças a uma maior disponibilidade de mão de obra barata (leia-se mulheres pobres) que as substituísse nas tarefas domésticas.

Pode-se dizer que, para as mulheres latino-americanas, a libertação sexual teve soma zero. Algumas tornaram-se mais livres e outras, mais exploradas, e as perdas de umas anularam os ganhos das outras. Nada mudou, especialmente para os homens, que não perderam nada: continuam tendo suas cuecas passadas a ferro e seus bifes fritos no ponto exato, não importando pela mão de quem.

De modo ironicamente perverso, são muitas vezes as mulheres mais liberadas, progressistas e profissionais aquelas que mais precisam ter uma "escravinha" tomando conta da retaguarda doméstica para que possam invadir a esfera pública, tradicionalmente masculina, e lutar o bom combate. Como diria DaMatta, só podem sair à rua quando arranjam quem tome conta da casa.

A missão do feminismo latino-americano não estará concluida (aliás, não estará nem começada) enquanto as feministas não se derem conta do aspecto urgencial dessa questão. Sem reeducar os homens, de nada adianta tirar poder de umas mulheres para dá-lo a outras.

Empregadas e Patroas: uma Relação de Amor Meninas Domésticas, Infâncias Destruídas

* * *

E você, leitora urbana, profissional, antenada, ecológica, consciente, diga-lá com honestidade: você também teve que comprar sua independência oferecendo outra mulher em holocausto no altar da sua domesticidade?

* * *

Texto inspirado na leitura do artigo “Feudal Enclaves and Political Reforms: Domestic Workers in Latin America”, de Merike Blofield (Latin American Research Review, vol.44, no.1, 2009), sobre as lutas para a formalização do trabalho doméstico na América Latina - incluindo uma surpreendente omissão por parte de muitas das feministas mais militantes. De acordo com dados da autora, o Brasil tinha 5 milhões de trabalhores domésticos em 2004.

* * *

 Homens Invisíveis: Relatos de uma Humilhação Social FERNANDO BRAGA DA COSTA

Homens Invisíveis: Relatos de Uma Humilhação Social, de Fernando Braga da Costa. (SP: Globo, 2004) Profundo, lindo, fortíssimo. O autor era aluno de pós-graduação de Psicologia e, como parte de um trabalho para a disciplina de Psicologia Social, teve que exercer algum emprego "humilde" - definido como não exigindo qualquer tipo de treino ou experiência. Tornou-se gari da USP e experimentou na pele a humilhação e a invisibilidade.

* * *

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* * *

Link excelente mandado pelo machista sem-vergonha do Rafael Galvão: Housewife Confidential, por Caitlin Flanagan

 

02.07.09


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Alexandra · http://guerson.wordpress.com

Eu sempre resisti à divisão de trabalho machista. Sempre que minha mãe me mandava fazer alguma coisa - tipo, me mandar limpar a sala ou tirar a mesa - eu perguntava logo o que meus irmãos iam fazer. Se eles não tivessem que fazer uma tarefa equivalente, eu simplesmente me recusava. Isso não serviu pra re-educar minha mãe, que continuou fazendo todo o trabalho da casa e que simplesmente parou de me pedir pra fazer as coisas.

Nunca me senti na obrigação de tomar conta das tarefas de casa. Desde que me casei, eu e meu marido dividimos tudo e ou fazemos juntos ou ninguém faz. No primeiro ano de casados eu não trabalhava mas nem por isso passava o semana arrumando a casa. Nós limpávamos, juntos, nos sábados. Agora quem trabalha sou eu e ele está aposentado e confesso que ele é melhor do que eu pois se oferece para limpar a casa durante a semana quando eu estou no trabalho ;) A diferença é que o marido é gringo e teve outra criação - foi criado por uma mãe forte e independente que nunca aceitou fazer tudo sozinha. Então ele nunca teve essa atitude de que as mulheres estão aí para serví-lo.

Acho que me recusei a fazer aquilo que não gostava pq cresci vendo minha mãe fazer tudo em casa enquanto reclamava da vida. Ela *detesta* afazeres domésticos mas fazia pq se sentia na obrigação e não sabia como dizer não. Eu não queria ser assim. Até hoje ela reclama que meu pai não ajuda em nada. Eu falo pra ela que a culpa é dela que o acostumou assim. Afinal de contas, antes de se casar com ela, ele morava sozinho e se virava.

Vc está absolutamente certo - o primeiro passo do feminismo é reeducar a mulher, mas ela não se libera de verdade enquanto o homem não for reeducado.




PermalinkPermalink 02.07.09 @ 10:54



Comentário de: Jorge nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Pode-se dizer que, para as mulheres latino-americanas, a libertação sexual teve soma zero. Algumas tornaram-se mais livres e outras, mais exploradas, e as perdas de umas anularam os ganhos das outras. Nada mudou, especialmente para os homens, que não perderam nada: continuam tendo suas cuecas passadas a ferro e seus bifes fritos no ponto exato, não importando pela mão de quem.

Uma das coisas que mais aprecio em você, Alex, é que você não considera as pessoas como individuos: A Maria Pretinha é membro da raça negra e representantes do sexo feminino antes de ser a Maria Pretinha. Só assim se pode dizer que nada mudou. O fato da Clarice Loirinha poder ter um cargo que a mãe dela não pode ter não interessa, porque é um ganho dela e não de todo o sexo dela. E o fato do Chico Escurinho poder entrar como convidado num lugar onde o pai dele só entraria como empregado não tem importância, porque é uma conquista do Chico Escurinho e não de toda sua raça.

Eu acho uma pena que a Maria Escurinha não possa ter o cargo da Clarice Loirinha nem ser convidada junto com o Chico Escurinho, mas eu não vou dizer que por isso "nada mudou", porque muito coisa mudou.

Por outro lado, será que a Maria Pretinha acha isso ruim? Ela pode está achando bom! Ela pode gostar de ser empregada da Clarice Loirinha. Ela pode gostar de receber um salário melhor do que receberia em outra casa, graças ao fato da Clarice Loirinha ter um cargo importante e não ter tempo para cozinhar e limpar e precisar contratar a Maria Pretinha, pagando um salário maior para a Maria Pretinha.

Eu espero que você não ache que, se não contratarmos a Maria Pretinha, ela vai estudar, aproveitar as cotas e passar no vestibular, e disputar o cargo da Clarice Loirinha e ser recebida onde recebem o Chico Escurinho. Você não acha isso não, não é? Ainda bem...

Porque não vai.

PermalinkPermalink 02.07.09 @ 11:00



Comentário de: Anna May

Não tenho doméstica pq não posso pagar um salário digno.
Poderia contratar alguém que morasse perto de mim, a um salário mínimo, mas sem carteira assinada,vale transporte, seguro saúde e tal. Mas nestas condições, acho exploração. E pago o preço por esta escolha louca: minha casa é um pandemônio, como não temos tempo, só o básico é feito: lavar o piso todos os dias, por conta das necessidades fisiológicas do cachorro, varredura total da casa uma vez por semana, encaramos o tanque somente no sábado e no domingo, não se passa roupa nesta família, bagunça total e generalizada por toda a casa... Chega a dar vergonha de receber visitas, pq o pessoal sempre repara.

Esta é a pior parte do assunto: há a cobrança social de que a casa precisa estar impecável, e exige-se muito mais das solteiras e das casadas do que de um homem solteiro. como se a responsabilidade sobre a organização/arrumação do lar doce lar fosse mais feminina do que masculina.

Tenho sorte pq meu marido compreede e não pertuba com isso; ao contrário, até ajuda a tecer o fiapo de normalidade do nosso "domicius operantis". Mas outras mulheres não contam com esta sorte, tem maridos que querem o padrão da casa da mamãe, e não conseguem suportar a pressão social. E que não acham imoral remunerar um trabalho tão pesado com tão pouco.

E assim é mais uma doméstica para as estatísticas doo país e mais uma patroa sorridente posando com sua casa impecável para o álbum de família.

Bjs

PermalinkPermalink 02.07.09 @ 11:01



Comentário de: Jorge nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Mas eu sou a favor das cotas nas universidades públicas. As cotas raciais irão desmoralizar a universidade pública. E para o Brasil começa a dar certo é preciso acabar com a universidade pública. A universidade pública é a saúva moderna: ou o Brasíl acaba com a universidade pública ou a universidade pública acaba com o Brasil. Temos que acabar com essas saúvas. E as cotas raciais serão nosso tamanduá! Vamos defender as cotas, Alex, eu te apoio nessa!

PermalinkPermalink 02.07.09 @ 11:01



Comentário de: FlaviaQ

Nao. Eu sou casada, trabalho fora, tenho uma filha e atualmente tenho uma faxineira 3 vezes ao dia, mas preciso dizer que isso é novidade para mim, que até pouquissimo tempo nao tinha ninguém trabalhando em casa.
Meu marido sempre me ajudou com a casa e com os cuidados com a criança. Ele nunca fritou um bife, mas eu também nunca lavei louça. Ele nunca lavou cueca, mas eu também nunca varri o chão. Ele nao dá almoço nem jantar pra filha, mas sempre trocou fralda e o primeiro banho que dei nela foi com 3 meses de idade.
Temos um combinado, se a bebe acordar a noite, sou eu quem atende, nao importando o horário, mas se o dia já estiver claro, quem vai é ele e se eu tiver ficado muito acordada, posso dormir até mais tarde que ele se encarrega das funçoes.
Facilita muito o fato de sermos sócios no escritório. Durante muito tempo trabalhei de casa, conectada com camera pela internet decidindo as coisas todas com ele e frequentanto ao vivo apnas as reunioes com os clientes, que nem imaginam que eu trabalhava de casa.
Até que, quando a criança foi pra escola, tranferimos o escritorio pra muito perto de casa, dai agora eu trabalho no escritorio de manha, pego ela na escola, levo em casa, dou almoço pra ela, almoço com meu marido e saio pra dar um passeio de carrinho pelo bairro, quando ela dorme, levo pro escritorio, onde tem uma caminha e trabalho mais um pouco a tarde. Quando ela acorda, saimos para dar um passeio. As vezes o pai vai junto. Eu acho que daria pra continuar sem empregada, mas acabou que, trabalhando perto de casa, saia mais barato almoçar em casa do que na rua, como sempre fizemos, Por isso veio a mulher que trabalha lá agora, ela limpa a casa e deixa comida pronta.
No inicio, ela ia duas vezes na semana e nos outros tres dias ela ia na casa de outra pessoa, mas depois de um tempo, ela disse que depois de começar a trabalhar la em casa, estava se sentindo explorada pela outra patroa e perguntou se eu nao queria ficar com ela todos os dias. Ficamos no meio termo, agora ela vai tres dias em casa e dois na da outra mulher.
Mas me sinto uma et por nao ser escrava dela, do tipo que se desespera se ela nao vai.

PermalinkPermalink 02.07.09 @ 11:49



Comentário de: Menina Eva Email

E tem a outra grave questão do feminismo. As crianças. Que vão rolando pra lá e pra cá. Ainda se espera que a mulher tenha o trabalho mais pesado, mais próximo à criança - em grande parte, pela necessidade de amamentação do bebê.
Mas não se vê um homem dizendo que vai faltar ao trabalho pra levar o filho ao médico. E nem o patrão entenderia.
E as mulheres pouco instruídas, após ter filhos, têm mais dificuldades de conseguir emprego. As que engordam também... Mas, do que falávamos mesmo?:

PermalinkPermalink 02.07.09 @ 11:55




Eu já escrevi sobre isso, e gerou muitas discussões. Foi o meu post campeão em comentários até agora:
http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2009/01/bolsa-familia-empregada-e-aborto.html

PermalinkPermalink 02.07.09 @ 12:35



Comentário de: Mallu · http://mallucunha.blogspot.com

Desculpe Jorge nobre, pode me explicar direito o seu ponto de vista sobre acabar com a universidade pública? Cotas raciais são uma dívida social. Não sou a favor nem contra mas como mulher negra, eu pelo menos sei na pele o que é começar toda feliz uma faculdade particular sem usar proune ou fies e depois não poder pagar, pois nunca sou aprovada para o fies sendo que vejo colegas que tem melhores condições financeiras conseguindo fies ou proune. Eu tive que parar meu curso(e ainda estou pagando parcelas dessa dívida com a faculdade), por sorte, estudei muito, apesar do meu ensino médio sucateado(supletivo), passei na universidade federal para suplente e 100 pessoas desistiram para que eu entrasse. E mesmo assim, não foi no mesmo curso que eu fazia antes. Na minha familia, é importante ter nível superior, somos pobres e obviamente isso é uma conquista pra nós. Ando cansada de pessoas que acham que sabem o que é sofrer preconceito racial sem nunca terem sentido isso de perto. Leio esse blog há algum tempo porque o Alex tem idéias interessantes e bem parecidas com as minhas. Não gosto de comentar mas quando vejo alguém falando que a universidade pública deveria acabar, eu sinceramente, gostaria muito de saber porque esse alguém pensa assim.
E que venham as críticas ao meu comentário.

PermalinkPermalink 02.07.09 @ 13:25



Comentário de: Monix · http://www.duasfridas.wordpress.com

Putz, sempre que vc escreve sobre esse tema eu visto a carapuça. :P
Beijos

PermalinkPermalink 02.07.09 @ 14:15



Comentário de: Esprit de porc

Mallu, não liga não. Quem quer acabar com a universidade pública só passa recibo de ignorante, do tipo que nunca ouviu falar de doenças neglicenciadas, que nunca seriam alvo de pesquisa de grandes laboratórios farmacêuticos, por exemplo.

PermalinkPermalink 02.07.09 @ 14:23



Comentário de: Rubão

O post começa com uma armadilha retórica e termina com uma provocação.

Quando se toma um dilema social que mistura as questões do serviço doméstico e do feminismo, temos um mastro para duas bandeiras.

Se eu tivesse um empregadinho que dormisse em casa, o problema do feminismo estaria resolvido? Talvez, mas o do serviço doméstico quase escravocrata persistiria.

E se eu tivesse um homem diarista 3 x por semana, pagando bem? O problema estaria resolvido? Talvez; talvez o problema é que eu devesse arranjar tempo e disposição para limpar minha casa eu mesmo.

O melhor para debater a questão do trabalho doméstico é realmente costurar os estandartes?

Ou seja: dentro do dilema do serviço doméstico tal como ele é (que permite entrever questões ainda maiores, como a forma/lógica/história pela qual nossa sociedade se organiza e democratiza conhecimentos e oportunidades), a problemática do feminismo, da existência de uma maioria maciça de empregadas, é sem dúvida relevante; mas como agravante, não como ponto crucial - pelo menos nesse caso, talvez.

Fico sem saber se adianta muito uma ironiazinha com a leitora urbana, profissional, antenada, ecológica e consciente.

Aliás, em vez de se preocupar com os ganhos úteis ou inúteis do feminismo, em soma zero, em reeducar os homens latino-americanos, o importante seria reeducar o Homem.

Não?

PermalinkPermalink 02.07.09 @ 14:40



Comentário de: lins · http://www.pontoscegos.blogspot.com

Puxa, Alex, fosse só isso!
O que eu tenho visto é um descaso mesmo com o feminismo. Parece até que tá saindo de moda! e pior, principalmente entre mulheres.

PermalinkPermalink 02.07.09 @ 15:15



Comentário de: Anna May

Por falar nisso, vc já leu o texto de teatro "QUARTO DE EMPREGADA" do Roberto Freire? Na década de 60 e]]le já estava discutindo este assunto. Vale dfar uma conferida. o livro é 3/4, e "Quarto de Empregada é o primeiro texto.

Bjs

PermalinkPermalink 02.07.09 @ 15:37



Comentário de: Thati

Bom... Confesso que o meu marido é sim bastante machista, ele teve sempre uma mãe pronta para fazer todas as tarefas sozinha e mais duas irmãs para ajudá-la caso fosse necessário. Então as vezes peço para que ele faça algo e ele simplesmente diz que não sabe... OK, aprenda! Ahh...mas eu não gosto dessas coisas! Hehehe. Aí eu tenho que dizer: criança, ninguém gosta. Acho que desde que moramos juntos consegui mudar o modo de pensar dele um pouco, mas algumas coisas ainda são difíceis. Sempre tivemos uma faxineira que vai em casa uma vez por semana, simplesmente porque as coisas que ela faz nenhum dos dois quer fazer. Agora vou me dedicar apenas aos estudos por um tempo e decidimos mantê-la mesmo que eu fique em casa, afinal eu vou ficar em casa para estudar não para faxinar...
Mas no fundo vc tem razão, concordo.

PermalinkPermalink 02.07.09 @ 16:38



Comentário de: Meg (Sub Rosa) · http://flabbergasted2.wordpress.com


Alex, grande texto o seu, ainda mais que sei que vc já abordou de modo sério esta questão em seu livro sobre a ilha de Cuba. Mesmo que não fosse a questão angular, ainda assim deixava km² de reflexão. Para quem tivesse cabeça pra pensar:-)
Não posso, por estar convalescendo de uma gravíssima operação etc.. estender-me aqui. Deixo apenas dois reparos - no bom, no melhor sentido.
O tom candente, incisivo e necessariamente incômodo , como, por ex, aqui:" De modo ironicamente perverso, são muitas vezes as mulheres mais liberadas, progressistas e profissionais aquelas que mais precisam ter uma "escravinha" (*) tomando conta da retaguarda doméstica para que possam invadir a esfera pública,[...]" perde a força para uma afirmação (incrivelmente) protocolar e de uma labilidade que desconheço em seus textos: "Sem reeducar os homens, de nada adianta tirar poder de umas mulheres para dá-lo a outras.".

pensemos só uma coisinha: se vc diz que se dedica a escrever, estudar as diferentes prisõs do ser humano etc etc... diga lá: alguém se reedeuca abrindo mão de privilégios?.

Desculpe o mau jeito, não tenho idéia (até tentei uma vez, lembra? discutir com você;) de como vc lida com a crítica, mesmos as *desimportantes* como esta que apresento agora. Espero que jamais seja a um ponto que faça vc deixar de considerar a importância de suas próprias idéias - na maioria das vezes excelentes. Como as desse post
Um abraço
Meg Guimaraes
P.S. (*) na verdade, não são só essas mulheres as que mais precisam, mas também as que sem pejo ou pudor utilizam as escravinhas,como se jamais tivessem ouvido falar em discriminação, opressão ou quetais. E sendo do mesmo gênero.:-(

PermalinkPermalink 02.07.09 @ 20:35



Comentário de: Alex Castro Email

Oi Meg.

Eu nao discuto com ninguém não. Sou da paz. Pode ver aí nos comentários, o povo me malha todo dia... e eu não discuto. :)

Beijos,
Alex

PermalinkPermalink 02.07.09 @ 20:42



Comentário de: Glauber K

Uma vez vi uma entrevista com uma mulher, aparentemente nordestina, contando que tinha sorte em ser mulher, pois podia trabalhar como empregada domestica e tinha mais oportunidades na cidade que seu marido desempregado!!!!!

Sério, ela ainda se achava sortuda em ser empregada.

Essa profissão lastimável é a cara do Brasil.

E não tenho empregada pelo meu próprio bem.


PermalinkPermalink 02.07.09 @ 21:36



Comentário de: Ângela F.

eu pago um salário para ela vir duas vezes por semana, mais todos os impostos. eliana é minha melhor amiga. vcs, homens, pagam quanto para suas empregadas - q às vezes fazem as vezes de iniciação sexual - suas mães, esposas e namoradas, para catarem roupas e jornais jogados pela casa?

PermalinkPermalink 02.07.09 @ 22:18



Comentário de: Adriano Siqueira

A minha namorada disse que passou a infância e a adolescência inteiras ouvindo o pai dela dizer que ela não deveria casar com ninguém, que "homem não presta", que os homens só pensarão em casar com ela "para fazê-la de escrava", e por isso repreendia-a toda vez que ela pegava uma vassoura para varrer a casa ou parava em frente a pia para lavar os pratos. Tudo porque ele não quer que ninguém faça com ela o que ele fez com a mãe dela durante toda a vida.

Tanto que a minha namorada tem verdadeira aversão ao trabalho doméstico. Xinguem as sete gerações anteriores e posteriores dela, mas não peça para ela lavar um prato ou fazer uma faxina em casa.

PermalinkPermalink 02.07.09 @ 22:43



Comentário de: Marcio E. Goncalves

" Nada mudou, especialmente para os homens, que não perderam nada: continuam tendo suas cuecas passadas a ferro e seus bifes fritos no ponto exato, não importando pela mão de quem."

Tu realmente acredita nessa cretinice?


PermalinkPermalink 03.07.09 @ 05:39



Comentário de: Gigi

Eu sou mulher, profissional e mãe e preciso de alguém em casa para poder funcionar no trabalho, que consome muitas horas e envolve viagens. Com um marido que também tem o mesmo perfil e morando longe de qualquer família, ficaria difícil querer assumir tudo no peito, não havia para nós outra solução. A diferença é que não moro no Brasil e temos uma au-pair para segurar no tranco juntamente conosco. Nesse aspecto, eu gostaria de enfatizar que o trablaho doméstico é um trabalho como qualquer outro, senão maior, pelas responsabilidades que tem e pela função no seio familiar. As au-pairs que passam por nossas vidas vêem o trabalho e a oportunidade de morar em um outro país como qualquer outro trabalho. Acho que no Brasil deve haver uma mudança de enfoque sobre o trabalho doméstico. Encontrar alguém em quem vc possa confiar a chave de sua casa, contar com alguém no funcionamento da rotina familiar e sobretudo alguém que será responsável pela segurança dos seus filhos, eu digo, é mais difícil do que achar um programador de sistemas ou um advogado. O movimento feminista latino-americano faltou em incluir todas as mulheres, vc disse muito bem, e em especial as domésticas que são o grande apoio da casa latino-americana. Ver a profissão com devido respeito e importância que têm talvez seja a forma de mudar como essas mulheres sãoo tratadas na sociedade. O aspecto econômico sempre será, no entanto, um elemento que vai contar contra. Como não é necessária nenhuma formação para ser uma boa doméstica, a concorrência é desumana em um país onde a distribuição da riqueza é sofrível e onde a oferta da mão-de-obra é abundante. Por isso, eu espero que o desenvolvimento econômico venha, sobretudo, para essa classe e esse fenômeno da sociedade brasileira. A galope, de preferência. Beijo.

PermalinkPermalink 03.07.09 @ 06:57



Comentário de: Monix · http://www.duasfridas.wordpress.com

Uau, Gigi. Na mosca. Adorei suas reflexões. Bjs

PermalinkPermalink 03.07.09 @ 09:34



Comentário de: Menina Eva Email

(Ué, meu link não aparece quando eu comento?)

PermalinkPermalink 03.07.09 @ 09:47



Comentário de: Meg · http://namesadeumbar.blogspot.com

Eu não tenho uma escravinha. Eu tenho uma empregada doméstica. Ela recebe todos os seus direitos trabalhistas. Ela pode se despedir quando quiser. Ela negocia comigo quando vai sair de férias, os dias que vai precisar faltar. Ela não tem seus horários controlados: quando acaba o serviço vai embora para casa, geralmente logo depois do almoço.

Ela não foi sacrificada no altar da minha domesticidade. Com seu salário profissional pode criar bem a filha. Pode ser independente do companheiro. Pode abrir seu próprio negócio junto com a mãe (elas são donas de um bar no bairro onde moram). Terminou o segundo grau e fez cursinho de informática. Malhava em academia. Tem orkut e computador em casa.

Não é a realidade da maioria das patroas e empregadas. Mas eu definitivamente não visto a carapuça de sinhazinha-dona-de-senzala. E a minha empregada é urbana, profissional, antenada, ecológica e consciente.
O que faz a diferença entre ela e a maioria das outras empregadas é que ela ganha bem.

PermalinkPermalink 03.07.09 @ 10:30



Comentário de: Ana

A Meg e a Gigi disseram muito bem. O que faz a diferença é como se trata e se encara a empregada doméstica no Brasil - e na América Latina, como um todo. Todo trabalho é igualmente digno, quer seja trabalho manual ou intelectual. O trabalho da doméstica não é - ou não deveria ser - menos digno que o do gari, do advogado, do médico. Isso se, claro, elas fossem bem pagas, registradas e encaradas, também por seus patrões, como uma funcionária normal e não uma extensão de nossa lamentável mentalidade casa-grande &senzala. Dito isto, passo para meu exemplo pessoal:eu trabalho, meu marido também, e temos uma filha. temos a sorte de poder pagar, aqui na Europa, uma empregada e uma babá. Ambas ganham mais que muito "dotô" no Brasil e não se sentem diminuídas - e nós não as diminuímos - por executarem um trabalho manual, braçal. No seu raciocínio, Alex, tem muita verdade, mas faltou deixar de lado a visão de que o trabalho de doméstica seria, por si´só, humilhante e indigno. Tenho certeza que a minha empregada aguenta muito menos coisas de mim do que eu tenho que aguentar do meu chefe ...

PermalinkPermalink 03.07.09 @ 12:25



Comentário de: Ilan

A empregada doméstica, seja ela bem paga ou não, não tem nada a ver com o feminismo. Como os posts aqui colocam, a cultura da empregada doméstica é particular à América Latina e isso por si só mostra que tem outra coisa por trás disso e que não foi Simone de Beauvoir ou qualquer queima de sutiã.
É clichê, mas é verdade. Por mais que seja bem tratada e bem paga, a empregada doméstica é herança de Casa Grande e Senzala, sim sinhô. Não é à toa que essa cultura não existe nem na claasse mpedia alta dos EUA ou da Europa, que, quando pode, contrata uma diarista uma vez por semana e olhe lá.

PermalinkPermalink 03.07.09 @ 15:48



Comentário de: Ilan

A empregada doméstica, seja ela bem paga ou não, não tem nada a ver com o feminismo. Como os posts aqui colocam, a cultura da empregada doméstica é particular à América Latina e isso por si só mostra que tem outra coisa por trás disso e que não foi Simone de Beauvoir ou qualquer queima de sutiã.
É clichê, mas é verdade. Por mais que seja bem tratada e bem paga, a empregada doméstica é herança de Casa Grande e Senzala, sim sinhô. Não é à toa que essa cultura não existe nem na classe média alta dos EUA ou da Europa, que, quando pode, contrata uma diarista uma vez por semana e olhe lá.

PermalinkPermalink 03.07.09 @ 15:51



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Já eu, acho q tudo se resolveria se o dia tivesse 48 horas.

Ah não, peraí, seria a mesma coisa...

PermalinkPermalink 04.07.09 @ 00:00



Comentário de: Gigi

Ilan, moro na Europa e tenho sim colegas que têm empregada, para todos os dias. Isso porque não é possível vc trabalhar o dia inteiro, sem ter família por perto para te dar uma força, e ainda gerir a vida dos filhos (escola, piano, tenis, futebol, etc). A diferença é que o trabalho doméstico é encarado aqui como outro qualquer, e pago também como outro qualquer.

PermalinkPermalink 04.07.09 @ 04:06



Comentário de: Alexandra · http://guerson.wordpress.com

Eu concordo com a Gigi e a Meg - trabalho doméstico deveria sim ser tratado como qualquer outro trabalho. Uma das coisas que muitos brasileiros reclamam aqui no Canadá é que mão de obra é muito cara. Realmente, uma faxineira por sair 100 dolares por visita e uma empregada ou babá custa bem mais do que o salário mínimo de 8 dolares/hora. É um emprego como outro qualquer. A faxineira do prédio onde eu moro é portuguesa, casada, com filhos, e cada ano ou dois sai de férias com a família pra Europa. Ela acabou de ir viajar pra passar um mês em Portugal visitando a família. A minha cabeleireira me conta dos planos de ir jogar golfe na Florida nesse verão. Por isso eu não me importo nem um pouco de uma manicure custar 15 dolares ou mais. Ao menos a manicure também é classe média...

PermalinkPermalink 04.07.09 @ 09:05



Comentário de: MarcosVP · http://pirao.wordpress.com

Tem dias em que eu leio essas coisas e me acho um cara estranho. Ou então, estou muito alienado do mundo.

Eu e Thania trabalhamos fora, moramos sozinhos e temos um filho. Precisamos, pois, de uma empregada. Desde que meu filho nasceu, nós temos uma babá para ele. Uma senhora, negra, favelada, fumante, desbocada e amante de Roberto Carlos. Ela passou 4 anos, no tempo em que morávamos na casa da minha sogra, sendo perseguida, caluniada, sofrendo intrigas. Das 3 empregadas da casa, era a única que não tinha a chave. E todo santo dia escutávamos alguma história ruim sobre ela.

Ano passado, porém, mudamos para nosso apto. Emprenharam os ouvidos dela e os nossos, para que a mandássemos embora, porque ela ia ficar sozinha com nosso filho, sem "supervisão". Ela tinha a certeza de que seria mandada embora. Com a idade dela, por mais batalhadora que fosse, ia ser difícil recomeçar. Pois contra todo o emprenhamento, eu e Thania resolvemos bancá-la. No primeiro dia na casa nova, a primeira coisa que ela recebeu foi a chave da casa.

Nesse ano e meio que passou, eu e Thania nos endividamos para dar um bom aumento a ela; fomos a festa de aniversário da neta dela, na boca da favela; meu filho foi pra dentro da favela no colo dela. Todos os dias, ou eu ou Thania descemos com ela a ladeira de carro, para deixá-la no ponto mais conveniente para ela pegar a condução dela e isso nunca falhou. Num dia de um frio miserável, eu vi a Thania tirar o próprio casaco e dar a ela para ela voltar para casa. Quando a gente chega em casa de noite, meu filho está vendo televisão abraçado com ela. Quando meu filho sofreu um acidente no in;icio do ano, ela entrou com ele hospital adentro e fez um barraco até que ele fosse atendido, bem antes que pudessemos chegar brandindo as carteirinhas do plano de saúde. Nunca cobramos horário, nem descontamos faltas, nem brigamos com ela por que ela fez o strogonoff com a carne que eu mais detesto na vida. Esse ano, no aniversário dela, ela ganhou um ingresso para ver o Roberto Carlos. Sexta passada, saiu daqui chorando porque ia passar um mês de férias. Ligou ontem para falar com o meu filho. Saudade. E ela nos trata, como ela mesma diz, como os "filhos brancos" dela.

Certamente alguém vai pegar essa minha história e dizer que tinha muita pretinha escrava no engenho que era bem tratada tb. Que seja. Fiquem felizes com suas razões e eu fico feliz com o clima da minha casa.

E só para referenciar tudo com a questão do machismo, até nisso eu tenho uma história diferente. Todo sábado, meu pai, machão cearense, a quem minha mãe serve na cama e na mesa, pegava três vassouras e dava uma a mim e uma a meu irmão e ficava com a outra. Eram os homens que arrumavam a casa no fim de semana. E compravam a comida, e lavavam o carro, e a louça e arrumavam os quartos. E nada de pernas pro ar. Um dos meus grandes orgulhos nessa vida é o de não depender de mulher nenhuma para rigorosamente NADA. Nem para pregar um botão.

Abs e boas discussões. No bom sentido, é claro.

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 00:52



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Gostei, MarcosVP.

Apesar de publicitário e marketeiro, vc é boa gente. :D

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 11:15



Comentário de: Ângela F.

eu tb não visto a carapuça da sinhazinha. de jeito algum. e nem meu filho está se acostumando a ser um machistazinho não.

PermalinkPermalink 05.07.09 @ 12:13



Comentário de: Gisele

Quem tá dizendo que a empregada doméstica é uma escravinha é você! Nós, leitoras urbanas, profissionais, antenadas, ecológicas, conscientes, consideramos a empregada uma prestadora de serviços (muito valiosa, por sinal, às vezes mais que o próprio marido...).

PermalinkPermalink 29.07.09 @ 20:29



Comentário de: Liviane

Eu trabalho em casa de família aqui no brasil eu concordo em grau, gênero e número com o tratamento mais não reflete a realidade da maioria dos patroes que só nos enxergam para explorar exigindo na maior cara de pau que façamos trabalho que não foi conbinado sem pagar um só centavo, exigindo que só saír depois do trabalho depois que o último jantar como se colocasse um prato de comida, preparar um lanche ou dar banho no filho, ajudar a mãe operada fosse quebrar a mão deles (patrôes),que acham que paguar R$540,00 por mês para se trabalhar no fim de semana que poderia esta passeando com seu filho fosse muito para não ter hora de sair ter que dormir aos sábados a hora q a sinhá quer é hora que venho embora.

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 09:43



Comentário de: Liviane

Digo que concordo, com patrôes que apresentaram opniôes concientes como o Marcos VP,GIGI, Meg,etc..., só que np brasil o trabalho doméstico não é respeitado nós somos tratadas como escrava do lar, trabalho em casa de família mas não sou escrava tenho formação graduação completa em gestão de RH o que me falta é oportunidades enquanto isso vou levando a vida como Deus quer pois tenho filho de 2 anos e para não vê-lo passar mais privações vou me submetendo ao sistema de trabalho doméstico brasileiro

PermalinkPermalink 09.10.09 @ 09:55



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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
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  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
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  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
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  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
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  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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