Últimas Peças Assistidas

Não está dando tempo de escrever sobre todas as peças que assisto, mas, para fins de registro, aqui vão as últimas:

15. Outra Opinião, de Paulo Giannini e Kadu Garcia. Grupo Nós no Morro. Quinta, 4 de junho. Com Carlos Henrique. *

16. A Alma Boa de Setsuan, de Brecht. Sexta, 5 de junho. ***

A melhor montagem da temporada até agora. Simplesmente sensacional em todos os sentidos.

17. Quando as Máquinas Param, de Plínio Marcos. Cia Escaramucha de Teatro. Sábado, 6 de junho. Com Carlos Henrique e Cecília. **

O texto envelheceu mas a montagem intimista, próxima da platéia, funciona muito bem.

18. Um Homem Célebre, de Machado de Assis. JLM Produções Artísticas. Domingo, 7 de junho. Com Camila. *

19. Regurgitofagia, de Michel Malamed. Sábado, 13 de junho. Com Rebecca e Isabel. ***

Interessante e perturbador.

20. Espia uma Mulher que se Mata, de Tchecov. Domingo, 14 de junho. Com Camila. **

A montagem foi muito boa, mas o texto não ajuda, é das peças mais fraquinhas de Tchecov, cheia de discursos forçados e empolgados chatérrimos e que vivem quebrando a ação.

21. Justine, de Sade. Satyros. SP, Sexta, 19 de junho. ***
22. A Filosofia na Alcova, de Sade. Satyros. SP, Sexta, 19 de junho. ***

Os Satyros capturaram perfeitamente o espírito do Sade, ao ponto de eu dizer que ver essas peças substitui (e sobra troco) a própria leitura das obras que lhes inspiraram.

23. Agreste, de Newton Moreno. Companhia Razões Inversas. SP, Domingo, 21 de junho. Com Helena. ***

Muito, muito, muito bom.

24. O Banquete, de Platão. Teatro Oficina. SP, Quarta, 24 de junho. Com Diego Ambrosini. ***

Tentei ler mais uma vez O Banquete antes da peça e não consegui. Acho esse texto chato toda vida. Naturalmente, isso afeta a peça, que tem quatro horas e fica cansativa algumas vezes. Mas, ainda assim, é um dos melhores espetáculos da temporada, é uma delícia ver a alegria dionisíaca dos atores do Oficina, a falta de solenidade contagiante, o sincero espírito pagão. Provavelmente, o mais perto que chegamos dos gregos de verdade.

25. Pai Contra Mãe, de Machado de Assis. SP, Quinta, 25 de junho. Com Helena. *

26. Liz, de Reinaldo Montero. Satyros. SP, sexta, 26 de junho. *

27. Análise Comportamental e Crítica da Música Eduardo e Mônica, por Adolar Gangorra. SP, sexta, 26 de junho. * * *

Me acabei de rir. Não só essa música é parte da minha vida (e da minha geração, claro), como a análise do Prof.Dr.Gangorra é sensacional.

28. Sonho de Um Homem Ridículo, de Dostoievski. SP, sábado, 27 de junho. Com Helena. * * *

29. As Centenárias, de Newton Moreno. SP, domingo, 28 de junho. * * *

31. Aldeotas, de Gero Camilo. SP, domingo, 28 de junho. * * *

* * *

  Idéias Teatrais: o Século XIX no Brasil  Quorpo Santo

Sobre as peças com uma estrelinha, uma explicação. Estou agora adotando para o teatro a mesma regra que adotei para literatura: não criticar artistas vivos e poupar dores de cabeça.

 

27.06.09


Categorias: Teatro


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Comentários:


Comentário de: Te

O Michel Melamed tinha um programa de entrevistas na TVE muito legal e original. Com a passagem da emissora pra TV Brasil não se interessaram em continuar com ele, uma pena. Estou falando isso pra dizer que teria sido legal que ele te entrevistasse.
Vi essa peça: meio "doidinha" mas gostei do poema Casa comigo.

Faz muito bem em se poupar de possíveis aborrecimentos.

PermalinkPermalink 27.06.09 @ 10:13



Comentário de: Adam · http://suspensaodejuizo.wordpress.com

Uh, como é possível que até hoje não me passou pela cabeça - nem de ninguém que eu conheça - tornar O Banquete em uma peça de teatro! Isto era tão... óbvio. As aulas de filosofia do ensino médio fariam bem mais sentido.

Se passar em Brasília, vou assistir com certeza, pois também não tive paciência de ler o livro...

PermalinkPermalink 27.06.09 @ 14:10



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