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A Petrobras Entendeu a Internet

Há muito tempo não ficava tão empolgado com uma coisa como estou com o blog da Petrobras. Não por causa da Petrobras em si, que é uma empresa enorme, poderosa e sabe se virar, mas por problematizar a difícil relação entre entrevistador e entrevistado.

O Sérgio e Pedro argumentam que o blog da Petrobras "quebrará os furos da imprensa" e eu, lá no Sérgio, perguntei:

Por que a Petrobras deveria se preocupar com isso? A Petrobras (ou qualquer outro entrevistado, o raciocinio é o mesmo) não deve literalmente nada ao veículo que a/o está entrevistando, muito menos garantir seus furos. Quem tem que se preocupar com seus furos é o veículo de mídia, o entrevistado não tem nada a ver com isso. Ao revelar as perguntas, pelo contrário, ele está sendo transparente com o público e se resguardando de eventual distorções das suas palavras.

 Arte de se Relacionar com a Imprensa  Sobre Ética e Imprensa

Já os jornalões começaram a dizer que a Petrobras quebrou um sigilo inerente à sua comunicação e a estatal respondeu, com muita propriedade:

A relação entre a Petrobras e os veículos de comunicação que a interpelam é essencialmente pública. Neste contexto não há espaço para informação sigilosa, como o verbo “vazar” utilizado no título pressupõe. Tanto as respostas da Petrobras são públicas quanto as perguntas dos repórteres também o são, ou deveriam ser.

O Túlio, advogado que mais entende de internet no Brasil, escreveu sobre isso em seu blog, mas sua tirada de mestre ele colocou só em seu twitter:

Daqui a pouco vai ter jornalista dizendo que tem direitos autorais sobre as perguntas que faz e, pior, sobre as respostas...

A cobertura completa, cheia de links e historiando os argumentos e os contra-argumentos, está lá no blog do Idelber - cujo poder de síntese faz dele um jornalista cada vez melhor, especialmente ao cobrir... o fim da imprensa! Já o título do meu post vem de um curto e arguto comentário no Nova Corja.

(O texto continua abaixo da imagem.) Assessoria de Imprensa: Como Fazer

* * *

Update: Sobre a Confiança entre Imprensa e Petrobras

Em resposta a minha pergunta, escreveu o Sérgio:

Digo que os jornais procuram preservar sua apuração exclusiva, e consultam a fonte, o acusado, na pressuposição de que, ao abrir para ele as coisass que tem contra ele, ele não vai sair espalhando tudo. Se a Petrobras não assume esse compromisso, fica difícil checar com ela as ~informações conra ela que o jornal tem. E todo mundo sai perdendo. Inclusive a Petrobras, que só saberá das acusações após publicadas. Por isso digo que é uma esperteza burra.

Sérgio lamenta que a atitude da Petrobras pode quebrar uma certa relação de confiança ou um acordo tácito, que ela tem com a imprensa. Ele usa a palavra "compromisso".

Oras, pois é justamente isso que estou celebrando.

Como representante do público-(e)leitor, não confio nem na mídia e muito menos na assessoria de imprensa de qualquer empresa. Igualmente, não acho que um tem que confiar no outro. Pelo contrário, para a sociedade, é melhor que não confiem e tenhamos acesso ao discurso de ambos.

A Petrobras não tem nada que confiar na imprensa. A imprensa não tem nada que confiar na Petrobras. Não devem haver acordos tácitos ou relações sigilosas entre a mídia e a Petrobras. As relações entre eles devem ser públicas e transparentes.

Daí a celebração.

E, não, eu não acho que a imprensa é toda canalha, ou que ela tem que acabar, ou que a Petrobras é santa, etc, nada disso. Eu apenas quero poder ouvir todo mundo. Antes, eu só ouvia a imprensa. Agora, eu também ouço a Petrobras. Antes, pra saber da Petrobras, eu precisava ler a Folha ou o Globo. Hoje, posso ir direto à Petrobras.

Daí a celebração.

* * *

Uma Nota Pessoal

Escrevo razoavelmente bem desde pequeno. Sempre fui editor de todos os jornais de todas as escolas. Quando chegou a época do vestbibular, era público e notório para todos que eu TINHA que fazer jornalismo: seria o lógico, o normal, o racional.

Pensei muito a respeito. Algumas coisas que considerei:

- Ser jornalista é passar grande parte do seu dia escrevendo o que te mandam escrever, para lucro de terceiros e para servir seus interesses.

- Sempre que lemos na imprensa alguma matéria sobre assuntos que conhecemos a fundo, conseguimos detectar uns três erros graves por parágrafo, colocando em questão tudo o que lemos sobre todos os assuntos que NÃO entendemos. Ou seja, a imprensa parece incapaz de produzir uma matéria simples sobre plantio de soja ou revolução francesa sem cometer erros grosseiros.

- A maioria dos jornalistas que conhecia naquela época era composta de pessoas profundamente ignorantes e, ao mesmo tempo, infladas da mais abissal arrogância.

- Qualquer faculdade fundo de quintal tem curso de Jornalismo, mas o número de jornais só faz cair, então inevitavelmente a maioria dos formandos terá que trabalhar na para-imprensa, mesmo que ainda se agarrem ao prestigioso título de "jornalista".

Então, decidi cursar História e nunca olhei pra trás. Entretanto, sempre mantive proximidade com a imprensa, mantive coluna na Tribuna da Imprensa por seis anos, até o jornal acabar, e fiz muitas reportagens especiais. Pra mim, a imprensa continua sendo um caminho que escolhi não seguir mas que é, ainda assim, uma parte importante de mim e do homem que eu poderia ter sido.

O texto abaixo foi escrito há quase dois anos e é um dos textos mais antigos na fila de publicação do LLL. Por um ou outro motivo, eu acabo que nunca publico. Fico sempre achando que vai pegar mal, que vão me acusar de uvas-verdes, que realmente não tem nada a ver revelar essas coisas publicamente, etc.

Entretanto, no contexto da criação do blog da Petrobras e do debate que ele causou, ele torna-se subitamente muito relevante: afinal, qual deve ser a relação entre entrevistador e entrevistado?

(O texto continua abaixo da imagem.)Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia: Teoria e Técnica

* * *

Minhas Relações com a Imprensa

Em 2004 e 2005, eu dei muitas entrevistas. Por fim, numa tentativa de controlar minha imagem e evitar roubadas, eu passei a considerar mais cuidadosamente cada convite.

Entrevista sobre blog, por exemplo, não dou mais. Sou um escritor que usa blogs como ferramenta de divulgação. Sou tão blogueiro quanto os poetas da década de 70 eram mimeografeiros. Quando me perguntam "blog é literatura", eu rebato na hora: "jornalista é gente?"

Muita gente também me procura pra conversar sobre relacionamentos abertos e outros assuntos que eles *acham* que são relacionados, como swing, poligamia ou suruba. Por enquanto, só concedi um depoimento pra Sexy, porque gostei do jeito da matéria. Os outros, recusei.

A ética do jornalismo exige que se informe à fonte que a matéria é contra ela. Por exemplo, se está fazendo uma matéria sobre como o criacionismo é ridículo, não se pode (ou, pelo menos, não se deve) ligar para um criacionista, fazer perguntas sobre seu trabalho e suas idéias como se a matéria fosse sobre isso, e depois usar isso tudo para ridicularizá-lo. Idealmente, deve-se avisá-lo: "olha, estou escrevendo uma matéria contra o criacionismo, dizendo que isso e aquilo, o senhor gostaria de oferecer o seu ponto de vista?" Naturalmente, a maioria dos repórteres não faz isso porque 1) não sabem o que é ética e, 2) dá muito mais trabalho, pois boa parte das fontes (com razão!) bate o telefone na sua cara quando descobre que a matéria é um ataque a eles.

Pois então, quando liga alguém querendo me entrevistar sobre relacionamentos abertos, o papinho é sempre o mesmo: "li o seu blog, que máximo, queremos saber mais detalhes", etc. Mas basta perguntar mais um pouco, sobre a pauta, sobre o formato, sobre o veículo, para descobrir que as coisas não são bem assim. Quase sempre são convites ou para debates ("vamos entrevistar você e um pastor que faz terapia para casais...") ou, pior ainda, para declarações ou participações em pautas claramente do contra ("hã... err... na verdade, é um programa especial sobre a decadência dos valores morais na sociedade contemporânea... mas somos bem liberais, hein!")

Se quiserem saber minhas opiniões, ótimo. Mas dá licença de eu não querer ser nem escada nem freak show?

Por fim, as duas únicas coisas que realmente entendo são as que menos me chamam pra dar entrevista: usabilidade e literatura. Ê vida.

Todo esse post porque acabei de recusar mais uma entrevista sobre blogs. Pra um homem vaidoso e que gosta de aparecer como eu, é como se fosse uma espada me penetrando no ventre. Mas resistirei bravamente.

 Imprensa e Poder

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08.06.09


Categorias: Comportamento, Política

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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: fabricio · http://twitter.com/fabriciokc

Qaunto ao rompimento do[incompreensível para mim]'compromisso' entre entrevistado e entrevistador (ou entre 'pauta' e 'veículo': o Sérgio diz "E todo mundo sai perdendo.Inclusive a Petrobras, que só saberá das acusações após publicadas."...

Ora, isso já é assim. E a Petrobras só deveria com isso se preocupar se não tivesse um canal de comunicação público e abrangente. Agora o tem.

José Dirceu fez o mesmo a seu tempo, quando era noticiado diarimante na grande mídia.

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 11:00



Trackback de: Sergio Blog 2.4

Como criar um blogue em 1 lição
Uma pesquisa nos principais buscadores sobre como criar um blogue te levará a milhares de endereços esmiuçando a tarefa.

Mas se quiser aprender em uma única lição vá direto ao Blogue da PETROBRAS!:

Reparem as coisas importante em um blogue:


...

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 13:14



Comentário de: Esprit de porc

Parabéns pela lucidez, Alex.
Li uma materiazinha nojenta no Globo sobre esse assunto e também achei uma canalhice. A grande mídia quer garantir o direito de distorcer todas as respostas a seu gosto. A Petrobras, inteligentemente não caiu nessa.

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 14:02



Comentário de: Pedro Doria · http://www.pedrodoria.com.br

Alex, meu argumento não é esse.

A Petrobras *pode* fazer o que está fazendo. Não há rigorosamente nada de ilegal em sua atitude.

Mas, não, ela não entendeu a Internet. Ela está usando a rede para declarar guerra à imprensa. Eles chamam isso de assessoria de imprensa 2.0, estão errados. E entro no debate com qq assessor de imprensa que quiser discutir isso... já fui assessor de imprensa, cara. E existem três mil maneiras de usar a rede para falar diretamente com o público.

Se a Petrobras quiser realmente falar diretamente com o publico, deveria abrir um canal para aceitar quaiquer perguntas que o distinto público desejar fazer. E deverá respondê-las a todas. Gente o suficiente no depto de comunicação, aparentemente, eles têm.

Mas não é isso que eles estão fazendo. Eles estão usando a internet para entrar em guerra com a imprensa. Podem fazer isso? É claro que podem. Se é do interesse de seus acionistas (dentre os quais me incluo)? Não, não é. Assessoria de Imprensa feita partindo pra guerra contra a imprensa é estupidez.

Perceba: não estou falando de ética, de se a imprensa está certa ou errada, não falo sequer de possíveis interesses. Falo do princípio básico da função de assessoria de imprensa: melhorar, e equilibrar, as relações entre uma entidade e a imprensa.

Não é fazer o contrário. Digo mais: aposto que 90% das pessoas na assessoria de imprensa da Petrobras, se pudessem falar abertamente, repetiriam exatamente o que estou dizendo aqui.

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 14:39



Comentário de: Alex Castro Email

Oi Pedro, obrigado por comentar.

Perdão se eu distorci suas palavras, realmente tento não fazer isso. Eu me baseei nesse trecho aqui:

"A Petrobras decidiu comprar uma guerra contra os jornais, quebrando seus furos. Tem o direito, evidentemente. Do ponto de vista político, escolheu o alvo errado."

Se quiser que eu troque o texto do post, eu troco. Eu não me irrito com os piores xingamentos, mas fico possesso quando enfiam palavras na minha boca pelos blogs da vida.

Dito isso, não entendi muito bem seu comentário. Eu tb acho que não é do interesse de ninguém declarar guerra à imprensa, mas, olhando de fora e como leigo, eu não consigo ver a divulgação das perguntas feitas como uma "declaração de guerra".

Em uma comunicação entre A e B, que tem o fim expresso de tornar públicas as informações obtidas, se B tem direito de divulgar o que A disse, eu não consigo ver pq A não teria o mesmo direito em relação ao B. E pq isso seria necessariamente uma declaração de guerra de A contra B.

Talvez seja uma mudança de costume. Talvez seja inesperado - até q pq a pauta nunca tinha dito essa chance antes. Talvez gere um desconforto pelo aparente insólito. Mas pq seria uma declaração de guerra?

Se um jornalista do Globo pode pegar o telefone, ligar pra assessoria da Petrobras, conversar com o cara e colocar no ar tudo o que ele falou, e isso é esperado e costumeiro, pq é uma declaração de guerra que o outro lado da conversa entre no blog da empresa e faça rigorosamente a mesma coisa?

Sinceramente? Não concordo com o Idelber que a imprensa é toda canalha e tal, mas acho que todo esse desconforto manifestado por vc e pelo Sérgio (pra ficar somente em dois que eu respeito) é pq os profissionais de imprensa estao vendo alguns poderes e prerrogativas que lhes eram exclusivos sendo lentamente perdidos.

E isso é desconcertante mesmo.

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 16:08



Comentário de: Fábio Couto

Não vejo problema do Petrobras se defender via blog. O problema é divulgar perguntas de apuração antes da matéria ser publicada. Antes. O que os jornais questionam não são o sigilo ou o direito autoral das perguntas, mas a apuração ser revelada antes da matéria ir ao ar. Não há nada de ilegal, mas não é ético e abre um fosso entre a empresa e a imprensa.

Reitero que não questiono o direito da Petrobras se defender, de dar sua versão dos fatos, de duvidar de edições, etc... Ela pode argumentar tudo isso. Mas se a divulgação de perguntas e respostas fosse feita depois das matérias publicadas, certamente o efeito poderia ser mais bem entendido.

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 17:57



Comentário de: Marjorie

O que me fodeu foi que eu nao conhecia nenhum jornalista pessoalmente na epoca em que prestei vestibular. E agora to aqui, na merda.

Sobre Petrobras -- acho otimo tudo isso. To achando a celebracao toda um tanto quanto exagerada, porque eh como ter acesso a um blog da assessoria de imprensa, como vc disse. Mas, assim como o Nassif, eu acho que isso estabelece uma nova realidade, na qual os jornalistas vao ter de acordar pra vida e fazer materias direito, sem distorcer as coisas. Afinal, se ele nao distrocer nada, se as aspas forem representativas do que foi dito na entrevista, nao tem por que temer a publicacao da integra da entrevista antes, uai. Se vc faz uma materia boa, ela se torna indispensavel em si. Pelo conjunto de fontes, pelo teu trato. Enfim.

ps - To num teclado sem acento, perdoe. Bjs!

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 20:47



Comentário de: Marjorie

O que me fodeu foi que eu nao conhecia nenhum jornalista pessoalmente na epoca em que prestei vestibular. E agora to aqui, na merda.

Sobre Petrobras -- acho otimo tudo isso. To achando a celebracao toda um tanto quanto exagerada, porque eh como ter acesso a um blog da assessoria de imprensa, como vc disse. Mas, assim como o Nassif, eu acho que isso estabelece uma nova realidade, na qual os jornalistas vao ter de acordar pra vida e fazer materias direito, sem distorcer as coisas. Afinal, se ele nao distrocer nada, se as aspas forem representativas do que foi dito na entrevista, nao tem por que temer a publicacao da integra da entrevista antes, uai. Se vc faz uma materia boa, ela se torna indispensavel em si. Pelo conjunto de fontes, pelo teu trato. Enfim.

ps - To num teclado sem acento, perdoe. Bjs!

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 20:47



Comentário de: Pedro Doria · http://www.pedrodoria.com.br

Alex --

A questão não é publicar sua troca de correspondências com a imprensa.

A questão é publicar antes de a imprensa ter a oportunidade de apresentar seu trabalho final. Ao revelar as perguntas que um jornalista faz, está contando para toda sua concorrência informações exclusivas que ele tem. Perguntas não revelam o trabalho acabado.

O resultado desta publicação antecipada? Eu, por exemplo, não vou abrir para a Petrobras o que apuro. Vou evitar fazer perguntas à assessoria de imprensa. Perde todo mundo. Perco eu, que por não poder correr o risco, deixei de apurar com a empresa sua versão, perde o leitor, perde a empresa. A estratégia, por conta, é um tiro no pé.

Comprou uma guerra com a imprensa por isso: decidiu quebrar os furos de todo mundo. Publicar um segundo após a matéria sair no jornal não tem problema... o problema é o antes.

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 21:04



Comentário de: Helena

Não é difícil de entender: o seu orientador não gosta do seu comportamento ou das conclusões que você está tirando e resolve publicar os esboços de sua tese de doutorado sem revisões num blog, para discussão pública.
É. É isso o que a assessoria de comunicação institucional da Petrobras está fazendo.

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 21:10



Comentário de: Jasão · http://jasoncarreiro.wordpress.com

Sensacional a metáfora da Helena.

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 21:20



Comentário de: Jasão · http://jasoncarreiro.wordpress.com

Outro dia uma conhecida me viu recebendo o Boston Globe e o NYTimes aqui do prédio, e ela me perguntou se eu os lia. Disse que não gostava do Globe, e que lia algumas seções do NYTimes, mas online. Também disse que preferia me informar lendo alguns portais e, essencialmente, lendo blogs.

Ela me esculhambou:é por causa de pessoas como você que os jornais estão acabando!! Os jornalistas estão ficando desempregados!!!

Ela me jogou na fogueira, brava à beça, fechou a cara.

Calmamente respondi:

-Não acho que os jornais vão acabar, tampouco os jornalistas precisam ficar desempregados. Basta todo mundo se reinventar, oras...

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 21:27



Comentário de: Jasão · http://jasoncarreiro.wordpress.com

Foi mal continuar em outro comentário, separado.

Mas eu sou formado em filosofia (nunca me intitulei filósofo - acho que o último filósofo que viveu foi Deleuze, morto em 95) com o título pomposo de mestre em Letras e não exerço nenhuma das profissões.

Ora sou jovem demais para a academia (por isso comecei e larguei o doutorado após um semestre cursado), ora falta bagagem de leitura para fazer textos melhores, ora os concursos não aceitam duas titulações diferentes apesar de serem em áreas afins, ora o mestrado é insufuiciente para lecionar o curso tal.

Não me lamento. Analiso o que está ao meu redor e procuro me reinventar em busca da minha satisfação pessoal. Continuo lendo minhas coisinhas e rabiscando minhas palavrinhas.

E a vida segue, e eu sigo, feliz. Imagina se vou bradar contra o mundo que ele está errado, que é injusto, que ele não me dá emprego, ou está tirando minhas chances. Tava fodido.

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 21:34



Comentário de: Luma · http://luzdeluma.blogspot.com

Ótimo os jornalistas de 'jornalões' estarem incomodados. Na verdade, o #blogdapetrobras jogou na cara dos techdeslumbrados que um blogue não é nada a não ser instrumento de quem o usa.

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 21:35



Comentário de: Jasão · http://jasoncarreiro.wordpress.com

Foi mal continuar em outro comentário, separado.

Mas eu sou formado em filosofia (nunca me intitulei filósofo - acho que o último filósofo que viveu foi Deleuze, morto em 95) com o título pomposo de mestre em Letras e não exerço nenhuma das profissões.

Ora sou jovem demais para a academia (por isso comecei e larguei o doutorado após um semestre cursado), ora falta bagagem de leitura para fazer textos melhores, ora os concursos não aceitam duas titulações diferentes apesar de serem em áreas afins, ora o mestrado é insufuiciente para lecionar o curso tal.

Não me lamento. Analiso o que está ao meu redor e procuro me reinventar em busca da minha satisfação pessoal. Continuo lendo minhas coisinhas e rabiscando minhas palavrinhas.

E a vida segue, e eu sigo, feliz. Imagina se vou bradar contra o mundo que ele está errado, que é injusto, que ele não me dá emprego, ou está tirando minhas chances. Tava fodido.

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 21:35



Comentário de: Mario Abramo

Caro Pedro Dória,
Engraçado, não foi por isso que "cancelaram" o contrato do Mário Magalhães como ombudsman da FSP? Por "abrir para a concorrência os problemas internos"? Tá repetindo o discursinho do Otavinho?
A Petrobrás não abriu guerra contra a Imprensa, com letra maiúscula. Abriu contra a imprensinha representada por esses instrumentos que se arrogam o direito de "gerir" a opinião pública. FSP, Estadão, Globo, Veja. E a abertura de hostilidades partiu desse lado aí.
Não conheço vc direito. Não sei se tem ou não o estofo dos velhos jornalistas investigativos. Gostaria muito se fosse o caso.
Mas se fosse, de verdade, não se sentiria intimidado pela publicação das perguntas (antes, durante, depois).
Acho que a Petrobrás deve ser transparente. E suas relações com a imprensa devem ser transparentes. Não acho um blog corporativo nada de muito novo, nem especial. E a Petrobrás não é exatamente um modelo de transparência. Mas pode melhorar.
Se vc não vai mais "contar" para a Petrobrás o que está apurando, qual o grande problema? Se vc contasse, iria fazer alguma diferença na sua investigação? Isso, no frigir dos ovos, tem alguma importância? Ou é apenas uma importância que vc se dá?
[]s
Mario Abramo

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 22:25



Comentário de: Alex Castro Email

Helena,

vc me perdoe a grosseria, mas sua analogia foi uma das coisas mais imbecis que já ouvi em toda a minha vida. Não há nem o mais tênue paralelo entre as duas situações.

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 22:38



Comentário de: Alex Castro Email

Pedro,

Olha, eu acho mesmo que é uma questão de mudança de paradigma. Os jornalistas vão precisar começar a aprender a fazer suas perguntas de modo mais cuidadoso, de modo a não revelar seus segredos ao entrevistado. Evitar fazer perguntas à assessoria de empresa da grande empresa que vc está investigando não vai ser uma opção. Os jornalistas terão que se acostumar e se adaptar ao fato de que a faca, agora, corta dos dois lados. Para os jornalistas, será incomodo, a principio, mas acho que vai ser melhor para a sociedade em geral.


PermalinkPermalink 08.06.09 @ 22:43



Comentário de: Jasão · http://jasoncarreiro.wordpress.com

ficou claro que eu tava ironizando, né.

Alex, mesmo pedindo perdão pela ironia, meio chato chamar um comentarista de imbecil.

Eu sempre achei graça do radicalismo do Idelber e parei de lê-lo porque ele me chamou de idiota e foi grosseiro.

Mas saiba que entendo que isso não é problema meu, e que sendo o seu espaço, você faz o que quer.

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 22:46



Comentário de: Jasão · http://jasoncarreiro.wordpress.com

onde eu disse: pedindo perdão pela ironia, leia-se GROSSERIA

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 22:47



Comentário de: Alex Castro Email

Mario,

"Não há nada de ilegal, mas não é ético e abre um fosso entre a empresa e a imprensa."

Mais uma vez, é justamente ISSO que estou celebrando. Eu não sou da Petrobras, não sou da imprensa. Sou cidadão, leitor e eleitor. Qual é o problema de haver um fosso entre a imprensa e a Petrobras? Pq isso é mau?

Pelo contrário, eu acho que é do interesse da sociedade de modo geral que exista esse fosso. Prefiro uma imprensa que desconfie da Petrobras e uma Petrobras que desconfie da imprensa, com um enorme fosso entre eles, do que a existência de acordos tácitos e compromissos implícitos, de um enorme conchavo entre amigos, que, no fim da história, só vai servir pra favorecer os interesses tanto da imprensa quanto da Petrobras em detrimento do público e da sociedade.

Repare que não há maniqueísmo no que estou falando. Não presumo que a Petrobras é moralmente superior à imprensa. Essa é outra questão.

Então, deixa eu lançar a pergunta. Digamos que toda essa situação cave um enorme fosso entre a Petrobras e a Imprensa, ou, de hoje em diante, entre pautas e veículo de modo geral, promovendo uma enorme desconfiança entre eles, fazendo com os jornalistas tenham que pensar duas vezes antes de fazer suas perguntas.

Do ponto de vista da sociedade, por que isso é ruim?

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 22:54



Comentário de: Alex Castro Email

Jasão,

"ficou claro que eu tava ironizando, né."

Ficou claro, não, mas tudo bem, eu tava falando com ela.

"Alex, mesmo pedindo perdão pela grosseria, meio chato chamar um comentarista de imbecil."

Pode ignorar o pedido de perdão, ele foi puramente retórico, sem nem um pingo de sinceridade.

E, realmente, grosseria é um dos luxos que eu me dou no meu blog. Mas eu só sou grosso socialmente, nunca encho a cara.

Via de regra, quando se chama alguém de idiota/imbecil/etc, é pq se acha que aquela pessoa não faria falta na sua vida mesmo.

"Eu sempre achei graça do radicalismo do Idelber e parei de lê-lo porque ele me chamou de idiota e foi grosseiro."

Ah, e agora fiquei curioso. Onde foi que o Idelber te chamou de idiota? Alguma você fez, pode confessar....

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 23:07



Comentário de: carlos augusto a. dória · http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com

Prezado Alex,

belo texto, por isso tomei a liberdade de copiá-lo no meu blog http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com
sds carlos dória

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 23:28



Comentário de: Mario Abramo

Caro Alex,
"Em Roma é Catão ou Mário/É Garibaldi ou Kossuth". Ops. A Fábio o que é de Fábio.
Como vc, não acho nenhum incômodo em um divisor de águas entre empresas, públicas ou privadas, e imprensa. Isso sim seria ético. Que chato, tem jornalista que ia perder muito BL...
E concordo que a "metáfora" da Helena é ... non sequitur. A gente tá muito mais preocupado em conseguir dar sentido nas m* que esses orientandos escrevem do que ficar tirando sarro disso. A não ser em petit comité, mas isso sempre fez parte. Afinal de contas, em alguns lugares vc pode ser descredenciado por orientando ser muito burro.
[]s
Mario Abramo

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 23:54



Comentário de: Jasão · http://jasoncarreiro.wordpress.com

Não tô em busca de perdão nem de aceitação, por isso não tenho nada a confessar.

Fato é que houve um grande misunderstanding por parte dele,mas pra provar isso eu teria que ter guardado os posts e e-mails que trocamos.

A internet é realmente maravilhosa, tanto quanto a literatura - por nos valermos das palavras, proporcionamos muitos, muitos desentendimentos pela internet...

Como não quero provar nada e realmente, apesar de termos nos aproximado anteriormente, (inclusive nos encontrando pessoalmente) o fato de ter parado de lê-lo não faz a mínima diferença na minha vida. Nem na dele, claro.



PermalinkPermalink 08.06.09 @ 23:57



Comentário de: Lucas

Descobrimos como fazer o Alex responder e ainda se irritar: Mudnado o que ele disse eo acusando pelo que não disse.

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 23:58



Comentário de: Lucas

Descobrimos como fazer o Alex responder e ainda se irritar: Mudando o que ele disse e o acusando pelo que não disse.


:D

PermalinkPermalink 09.06.09 @ 00:00



Comentário de: Jasão · http://jasoncarreiro.wordpress.com

Bom o post e bons os comentários. Isso aqui e o blog do Pedro pegaram fogo, e aprendi muito.

o que eu desaprendi foi o que é metáfora e o que é analogia... whatever!

PermalinkPermalink 09.06.09 @ 00:21



Comentário de: cris · http://quitanda2008.wordpress.com

eu diria que a helena fez o comentário simplesmente por não entender como se dá a relação entre orientador e orientando. é comentário típico de quem não conhece algo, apenas supõe, e sai falando besteira. o alex foi, digamos, um pouco 'contundente', mas ele está certo. é de total falta de senso traçar um paralelo desses.

PermalinkPermalink 09.06.09 @ 10:32



Comentário de: Mônica

Espero que essa entrevista recusada não tenha sido uma que pedi a você... rs
Eu me sentiria muito importante, mas de nada adiantaria!
Mas o mais engraçado é você criticar jornalistas que conheceu chamando-os de "pessoas profundamente ignorantes e, ao mesmo tempo, infladas da mais abissal arrogância". Enfim... não é nada pessoal, ao contrário: gosto do seu blog, acho alguns textos seus interessantíssimos, mas geralmente tenho inúmeros argumentos contra o que diz em parte deles. Só não refuto porque minha preguiça é maior (vergonhoso isso, eu sei, mas tenho vasta experiência em lidar com pessoas que jamais vão mudar de opinião depois de discutirem comigo. E isso me cansa demais! hehehe)

Obs: Vou morrer achando que, mesmo se eu trabalhar em assessorias, por exemplo, continuarei sendo jornalista. Não acredito que eu precise ir para um jornal para justificar esse título. É minha profissão (se eu não virar algo totalmente diferente depois), mesmo que meu cargo seja assessor ou outra coisa dentro deste meio. "Lacaios do capitalismo" todos somos, digam o que disserem.


Sobre o caso Petrobras, aplaudo sua posição.

PermalinkPermalink 27.06.09 @ 18:13



Comentário de: alex castro

"tenho vasta experiência em lidar com pessoas que jamais vão mudar de opinião depois de discutirem comigo."

pode ficar tranquila, isso jamais aconteceria, pq eu nunca discutiria com vc... :)

PermalinkPermalink 27.06.09 @ 19:18



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  • Onde Perdemos Tudo, por Alex Castro

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Livros Recomendados

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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
  • 39. Levi, Primo. É Isto Um Homem? [Itália, 1946] Jun.
  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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