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Internet, Produtividade e Vida Social

Diz o senso-comum que, quando estamos muito produtivos, nossa vida social sofre e, inversamente, quando caímos na gandaia, produzimos menos.

Não é verdade.

* * *

Minha Rotina no Brasil

Minha vida no Brasil está assim: acordo lá pelas oito em uma casa sem internet, telefone, tv, ou rádio. Na falta de Twitter e Jornal Hoje, só me resta mesmo trabalhar.

Em alguns dias, eu sento e leio, seja peças teatrais do século XIX ou livros sobre teatro dessa época - estou atualmente absolutamente mergulhado e fascinado nos sete volumes da História da Inteligência Brasileira, do Wilson Martins.

Outros dias, eu sento no computador e, sem o MSN piscando, eu escrevo, escrevo e escrevo - basicamente sobre teatro do século XIX, mas também sobre as peças contemporâneas que tenho assistido e sobre racismo de modo geral.

Umas duas vezes por semana, eu vou para o Centro, ou para o Real Gabinete Português de Leitura, ler - adivinhem - peças teatrais obscuras do século XIX (o Real Gabinete tem todos os livros raros que a Biblioteca Nacional deveria ter, mas perdeu), ou para a Biblioteca Nacional, onde fica o acervo do Conservatório Dramático Brasileiro, ler os pareceres manuscritos que a Censura Dramática emitia sobre as peças daquela época, assinados por censores ilustres como Machado de Assis - que consistentemente clamava por mais poderes de censura!

Ao final de um dia inteiro sem telefone nem internet (esses pobres substitutos pra companhia verdadeira), sem quase nenhuma interação humana (ou melhor, com humanos vivos; tenho interagido cada vez mais com humanos mortos do século retrasado), eu já estou ficando meio carente, então pego meu celular pré-pago, onde cada ligação é caríssima, e disparo torpedos para amigos ou conhecidos. Por razões financeiras, as ligações são sumárias: não rola papo, só marcar encontro.

Assim, termino minhas noites sempre na companhia de alguém, na casa de um amigo ou com um amigo aqui em casa, em algum quiosque da orla ou em alguma peça alternativa na Zona Sul.

E, no meio de tudo isso, pairando sobre a rotina, preenchendo as lacunas do meu horário e sempre presente, tem a Liloló.

Ou seja: Estou mais produtivo, escrevendo mais e lendo mais. Estou mais social, encontrando amigos e indo a peças quase todos os dias. Estou namorando mais e transando mais.

Hmmm. O que estou fazendo menos então? Por qual ralo estava escoando esse tempo agora tão bem utilizado?

* * *

Oferecendo a Vida em Holocausto à Internet

"Meu nome é Alex Castro e eu não verifico os pageviews do meu blog há uma semana!" *aplausos*

Não vou negar que continuo viciado em Internet. A cada dois, três dias, eu passo na casa do meu pai, filo almoço e uso o wireless dele por umas duas horas. Quando preciso fazer alguma coisa rapidinha, vou pra praça de alimentação do shopping aqui do lado e uso o wireless deles também, nunca por muito tempo. De madrugada, voltando pra casa, se bate uma crise aguda de abstinência, tem um posto de gasolina no caminho que oferece internet 24hs.

Mas algumas coisas ficaram claras:

Apesar de eu ser grato à internet por tudo o que ela me proporcionou (e não foi pouca coisa), é impressionante também o alto preço que ela cobra. Só falta nos sugar a alma. Com o tempo extra criado pela falta de internet, eu tenho a impressão de conseguir viver três vidas.

Duas horas de dois em dois dias, e quinze minutos aqui e acolá, dão e sobram para manter uma presença online FORTE. Nesse tempo, eu atualizo o blog, subo fotos pro meu Flickr, leio meu Facebook, meu Orkut e meu Twitter, verifico as vendas do Submarino, dou uma olhada nos novos feeds de blogs e fotos, e leio todos os meus emails e comentários - responder, eu nunca respondi mesmo. Tanto a renda quanto os pageviews do LLL se mantém literalmente os mesmos eu ficando logado 168h ou 6h por semana.

Quando estou em casa e lembro de algo que tinha que fazer na internet, tenho um arquivinho chamado "Coisas a Fazer na Internet" e vou jogando tudo lá: "Descobrir data de composição do Barbeiro de Sevilha. Procurar Mulheres de Mantilha no Estante Virtual. Marcar radiografia de abdômen. etc" Também aproveito para escrever emails para todo mundo a quem estou devendo resposta e, quando fico online, mando tudo de uma vez. E, adivinhem?, desse jeito, acabo até respondendo a MAIS emails!

Ou seja, para ser uma pessoa conectada e antenada, para ter e usar Twitter e Facebook, manter blog e responder emails, não é necessário oferecer sua vida em holocausto à Internet e passar 24h por dia na frente do computador.

Dá pra ser mais produtivo, transar mais, ler mais, ter mais vida social.

Mas você teria que twittar e blogar menos, limitar o MSN e o Facebook, talvez até mais importante, não ceder ao frenesi informacional de querer ler todos os jornais da internet ou todos os feeds de todos os blogs legais do mundo.

Vai encarar?
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07.06.09


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Comentário de: Carolina · http://www.somemadeleines.blogspot.com

Alex, tive a mesma sensação quando mudei de casa (fui morar sozinha) e não tinha TV. Eu nunca gostei, mas acabava vendo por morar com várias pessoas que a deixavam ligada o dia inteiro. Eu passei a ler muito mais, a procurar os parques da cidade, a ligar pros amigos. Quando coloquei internet em casa, foi novamente uma desgraça. E ainda por cima trabalho lendo e pesquisando no computador...resultado: está um solzão lá fora, e estou aqui comentando seu site. Vou sair ler! BEIJOS!

PermalinkPermalink 07.06.09 @ 10:30



Comentário de: aiaiai

kkkk, a gente se vicia mesmo. Nas duas últimas semanas, tive que ficar sem internet durante o dia porque estava trabalhando dentro de uma empresa que não permite acesso de pessoas não contratadas (uma coisa de doido, mas bom...) O que interessa é que no espaço de tempo entre uma reunião e outra eu conse qui ler o seu livro "Onde Perdemos Tudo" e ainda adiantar bastante a leitura do "RRR". O LLL eu li assim que chego, porque como está impresso eu levava ele para todo lado. Mas esses dois que vieram em PDF eu não conseguia, já que o tempo que estou na frente do computador, ou estou trabalhando ou estou internetiando kkkkk.
Agora mesmo, não sei o que estou fazendo aqui...tenho um monte de coisas para escrever. Fui!

PermalinkPermalink 07.06.09 @ 10:50




Em fevereiro de 2005, eu acho, tive que passar uns dias em Curitiba num apê sem TV e internet. Aliás, sem mobília, ponto. Foi um mês bem solitário, mas muito produtivo também. Depois, na universidade nos EUA, o momento em que eu mais produzia era quando, por algum motivo desconhecido, a internet falhava no meu escri.
Eu também quero poder dizer algum dia: "Meu nome é Lola e estou há uma semana sem checar os pageviews do meu blog".
Mas vc tem que reconhecer que a frequência aqui está igual porque vc vem postando todo santo dia. E isso dá trabalho, não? Ou só eu que gasto o maior tempo atualizando meu blog?!

PermalinkPermalink 07.06.09 @ 11:36



Comentário de: Lucas

Realmente. Fiz um concurso recentemente que tinha 1272 candidatos e fiquei em 26.

Sabe quantos dos outros 25 tinham a "dignidade" de ter sequer uma página no orkut? 1.

É fato que se tivesse prestado mais atenção na prova de Português poderia ter ficado em 7, mas que quem não tem esse vício é mais produtivo não há dúvidaas.

PermalinkPermalink 07.06.09 @ 13:46



Comentário de: sleo · http://verbeatblogs.org/sergioleo

Dia 27 desembarco aí no balneário, para lançar na segunda meu livro. Não ouse estar for do Rio. Sabe que fiz do Gabinete Real portugues cena´rio de um dos contos? Aquilo é divino.

PermalinkPermalink 07.06.09 @ 19:03



Comentário de: sleo · http://verbeatblogs.org/sergioleo

Ah, qualquer coisa eu tenho umc elula da samsung que funciona como blackberry. te empresto, se não ficar alugando por muito tempo. ((-;

PermalinkPermalink 07.06.09 @ 19:16



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

¡Ê vidão!

PermalinkPermalink 07.06.09 @ 22:48



Comentário de: Jonathan

Você devia escrever mais sobre isso. Eu queria, juro que queria, ficar mais fora da internet, mas o vício é grave.

Eu tenho uma pilha de livros a ler, um monte de coisa pra fazer mas não, prefiro ficar na internet. E quando termino tudo, fico clicando de link em link nesses blogs mais legais do mundo... EU PRECISO PARA DE USAR A INTERNET. AAAAA.

Ajude-me.
Grato.

PermalinkPermalink 07.06.09 @ 23:36



Comentário de: Norrin Kurama

Vou ver se sigo o seu exemplo. Esta porra aqui vicia.

Já diminui, mas posso diminuir mais.

Gerson B

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 12:16



Comentário de: Ananda

Oi Alex, descobri vc ja' ha' um tempo através do biscoito fino. Ja' sofri do "mal do vicio" mas hoje tenho muito mais controle e bom senso nas minhas escolhas pela net. Descobrir blogs como o biscoito e o seu me ajudaram a isso :)
Grande abraço, gosto muito do seu blog!! Voltarei mais

PermalinkPermalink 10.06.09 @ 07:38



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  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
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  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
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  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
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  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
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  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
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  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
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  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
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  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
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  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
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  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
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  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
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