Livros Lidos no Primeiro Mês de Férias

61. Alonso, Angela. Joaquim Nabuco. Os Salões e as Ruas. [Brasil, 2007] Mai.28-

Cada vez admiro mais Joaquim Nabuco.

60. Martins Pena, Luis Carlos. O Judas em Sábado de Aleluia. [Brasil, 1844] Jun.2

Lido antes de ir ver a peça. Clássico brasileiro. Engraçadíssimo.

59. Martins, Wilson. História da Inteligência Brasileira. Volume V: 1896-1914. [Brasil, 1978] Jun.2
58. Martins, Wilson. História da Inteligência Brasileira. Volume IV: 1877-1896. [Brasil, 1977] Jun.1

Estou completamente viciado, apaixonado, fascinado, mergulhado nessa monumental história cultural do Brasil. Cada volume tem mais de 600 páginas e estou lendo praticamente um por dia.

57. Vianna, Tulio Lima. Transparência pública, opacidade privada: o Direito como instrumento de limitação do poder na sociedade de controle. [Brasil, 2006]

Tese de doutorado do Túlio, um dos últimos obstáculos que nos separam das trevas do obscurantismo legal.

56. Prado, Décio de Almeida. O Drama Romântico Brasileiro. [Brasil, 1996] Mai.17

Estudo clássico do teatro brasileiro.

55. Martins, Wilson. História da Inteligência Brasileira. Volume III: 1855-1877. [Brasil, 1977] Mai.20
54. Martins, Wilson. História da Inteligência Brasileira. Volume II: 1794-1855. [Brasil, 1977] Mai.19
53. Alencar, José. Cartas a Favor da Escravidão. [Brasil, 1867-1868] Mai.18

Sensacional lançamento da Editora Hedra (para a qual estou escrevendo e organizando uma nova edição da obra abolicionista de Castro Alves) recuperando cartas de José de Alencar defendendo e justificando a escravidão, textos que não aparecem nem em suas obras completas. Simplesmente indispensável. Num país onde ninguém defendia a escravidão, essas cartas são ainda mais raras e valiosas.

52. Martins Pena, Luis Carlos. Folhetins. A Semana Lírica. [Brasil, 1846-1847] Mai.18

Críticas de teatro que Martins Pena publicou na imprensa da época. Minha edição ainda estava com as páginas por cortar e fui lendo à moda antiga, abrindo as páginas uma a uma com uma faquinha.

51. Albuquerque, Wlamyra R. de. O Jogo da Dissimulação. Abolição e Cidadania no Brasil. [Brasil, 2009] Mai.16

Indispensável, novíssimo e incrivelmente bem pesquisado estudo sobre a postura dos brasileiros em relação à escravidão e à abolição. Gostei especialmente do capítulo sobre as leis de imigração, nas quais os políticos brasileiros tentaram ao mesmo tempo proibir a imigração de estrangeiros não-brancos e bater no peito pra se orgulhar de que a lei brasileira não fazia nunca menção à "raças". Lindo.

50. Machado de Assis, Joaquim Maria. Machado de Assis. Do Teatro. Textos Críticos e Escritos Diversos. [Brasil, 1856-1908] Mai.10

Tudo, simplesmente tudo, que Machado escreveu sobre teatro.

49. Vicente, Gil. Farsa dos Almocreves. [Portugal, 1527] Mai.7

Tão legal que fiz um post.

48. Callado, Antonio. Pedro Mico. [Brasil, 195?] Mai.7
47. Callado, Antonio. A Revolta da Cachaça. [Brasil, 1957] Mai.7

Duas peças de Antonio Callado sobre raça. Pedro Mico é excelente. Falei sobre A Revolta da Cachaça em meu texto sobre Negrinha.

46. Strindberg, August. Senhorita Julie. [Suécia, 1888] Mai.5

Li logo antes de ver a peça e escrevi esse texto.

45. Hessel, Lothar & George Raeders. O Teatro no Brasil sob D.Pedro II. 2a Parte. [Brasil, 1986] Mai.

Excelente capítulo sobre teatro abolicionista.

44. Amorim, Mariana de Oliveira. Censura Teatral na Corte: O Conservatório Dramático Brasileiro (1843-1864). [Brasil, 2008] Mai.

Tese de graduação da UFRJ exatamente sobre um dos meus principais temas de estudo.

43. Souza, Silvia Cristina Martins de. As Noites no Ginásio. Teatro e Tensões Culturais na Corte. (1832-1868). [Brasil, 2002] Mai.

Livro simplesmente incrível, muito bem pesquisado e ainda melhor sacado, mudou muitos dos meus preconceitos bobos. Sidney Chalhoub tem uma coisa sensacional: não apenas seus livros são revolucionários, mas os de todos os seus orientandos também. Sempre que começo um livro acadêmico com "obrigado ao meu orientador Chalhoub", eu sei que já vem coisa boa.

42. Lobo Antunes, Antonio. O Meu Nome É Legião. [Portugal, 2007] Abr.28

Muito, muito bom. Li no avião e vim tendo orgasmos literários de Nova Orleans até aqui.

41. Rine Leal. Breve Historia del Teatro Cubano. [Cuba, 1980] Abr.

Uma primeira introdução ao teatro cubano. No séc XIX, Havana era a capital teatral do mundo hispano-americano.

40. Manzano, Juan Francisco. Zafira. [Cuba, 1842] Abr.

Riquíssima peça de um grande autor negro e ex-escravo cubano.

* * *

Para os que estranham o excesso de elogios: esses são só os livros que li inteiros ou em grande parte. Como meu tempo é curto, só faço isso com os livros realmente muito bons. Os outros, eu folheio, escaneio, passo os olhos, leio alguns capítulos, etc, e assim não entram na lista.

 

06.06.09


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Comentários:


Comentário de: Jasão · http://jasoncarreiro.wordpress.com

foi mal, mas vou ter que tirar uma ondinha, Alex...

meu exemplar de "o meu nome é legião", autografado por Lobo Antunes...

http://jasoncarreiro.wordpress.com/2009/04/11/o-arquipelago-da-insonia-de-antonio-lobo-antunes/

PermalinkPermalink 06.06.09 @ 01:46



Comentário de: Alex Castro Email

hmm... e q mal eu lhe pergunte, qual é a vantagem disso? eu conheco um bando de autor e nunca pedi pra ninguem assinar nada... nunca entendi esse negocio...

PermalinkPermalink 06.06.09 @ 01:56



Comentário de: Jasão · http://jasoncarreiro.wordpress.com

vantagem nenhuma. puro fetiche. no fim das contas é mesmo bobagem ser tiete, mas acontece quando você se mete a bibliômano, ainda que medíocre.

Por exemplo, bobagem das bobagens: mas eu adoraria ter uma primeira edição do Machado, ou do Foster Wallace.

Pirei quando peguei na primeira edição do Grande sertão: veredas com dedicatória do Rosa pra vó de uma amiga minha, etc.

Bobagens, bobagens da nossa mente doentia...

PermalinkPermalink 06.06.09 @ 02:25



Comentário de: Jasão · http://jasoncarreiro.wordpress.com

aliás, acabei de achar nisso uma vantagem: realiza o fetiche. cada doido com o seu...

PermalinkPermalink 06.06.09 @ 02:26



Comentário de: Alex Castro Email

é, eu realmente não entendo. quanto mais livro eu preciso comprar, mais detesto o objeto-livro... é um saco, empesteia a casa, ocupa espaço, é difícil de conservar, junta bicho, um inferno. se eu pudesse digitalizar meu acervo, jogava tudo (ou quase tudo) fora.

http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2006/12/fetiche-do-papel.html

http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2006/12/fetiche-de-papel-fetiche-de-sapatos.html

PermalinkPermalink 06.06.09 @ 02:32



Comentário de: Jasão · http://jasoncarreiro.wordpress.com

tou tentando me livrar desse fetiche também, mas pra quem é meio doido como eu, fica difícil. Mas dei um passo importante pra assumir o controle - reduzi minha biblioteca de mil e poucos livros a um acervinho de uns 60. Já comprei vários aqui nos EUA, li e passei adiante a maioria.

Até minha obra completa do Machado da Aguilar eu consegui reduzir - isso foi o mais difícil pra mim. Dei os volumes 2, 3 e 4 pra um amigo, fiquei só com o 1, dos romances, e baixei todo o machado lá no site do MEC...

PermalinkPermalink 06.06.09 @ 02:37



Comentário de: Lucas

Esse blog tem alguma mensagem subliminar, só pode.

O que não falta são posts que eu não tenho o que comentar, e mesmo assim é o primeiro site que acesso.


PermalinkPermalink 06.06.09 @ 12:26



Comentário de: daniel · http://www.verbeat.org/blogs/razbliuto

Puerra, Lobo Antunes é demais! Já leu 'O manual dos inquisidores'? Demais, demais...

PermalinkPermalink 06.06.09 @ 12:57



Comentário de: Alex Castro Email

manual dos inquisidores é meu favorito

PermalinkPermalink 06.06.09 @ 13:02



Comentário de: Ulisses Adirt · http://incautosdoontem.opsblog.org/

"Para os que estranham o excesso de elogios"... Eu estranhei o excesso de comentários. Vc raramente comenta tanto assim qdo faz essas listas. Vc deve ter se divertido mesmo qdo leu.

PermalinkPermalink 07.06.09 @ 12:34



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