O Que Você Faria se Visse uma Pessoa Sofrendo Preconceito?

Atores em uma loja encenam uma situação de preconceito explícito, para testar quais serão as reações dos outros clientes. Teve hora que eu chorei. Pena que não tem legendas em português. Muitos dos clientes eu acho que já andaram comentando aqui no LLL: falam as mesmas barbaridades!

* * *

Update

Disse o Breno:

Muito mais do que um experimento em racismo esse é um experimento de como as pessoas evitam os problemas de estranhos na rua. Não é comigo, não conheço a pessoa, cada um com seus problemas, etc etc... É como o narrador fala, as pessoas negras/hispânicas/etc foram as que mais entraram no meio da situação, porque aquilo também é problema deles.

Uma das unanimidades dos atuais estudos sobre racismo é que, de fato, o racismo é problema dos brancos! São eles que têm que se educar e mudar o seu comportamento, não os negros, latinos, etc. Por isso, grande parte das campanhas anti-racistas (inclusive a do LLL) tem como objetivo convencer os privilegiados da raça certa que eles têm uma obrigação histórica para com as vítimas do preconceito, além de expor pra eles o quão privilegiados eles realmente são.

Você dizer que os negros só ajudaram outros negros nessa situação "porque aquilo também era problema deles" é como dizer que o crime é problema das vítimas, que o aborto é problema dos fetos, etc etc.

O racismo é um problema, antes de tudo, dos brancos.

* * *

Dois grandes livros sobre raça no Brasil:

 Utopia Brasileira e os Movimentos Negros AbolicionismoRacismo LLL

* * *

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31.05.09


Categorias: Raça


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Comentários:


Comentário de: Breno Kümmel

Muito mais do que um experimento em racismo esse é um experimento de como as pessoas evitam os problemas de estranhos na rua. Não é comigo, não conheço a pessoa, cada um com seus problemas, etc etc...

É como o narrador fala, as pessoas negras/hispânicas/etc foram as que mais entraram no meio da situação, porque aquilo também é problema deles.

PermalinkPermalink 31.05.09 @ 09:24



Comentário de: Paulo Duarte

Lembrei deste experimento aqui:

http://vodpod.com/watch/1584371-untitled


PermalinkPermalink 31.05.09 @ 10:26



Comentário de: Daniela · http://historiasdemenina.wordpress.com

Entendi de outra maneira.

É problema de hispânicos e negros porque eles também sofrem preconceito, se identificam com a vítima, por isso têm mais dificuldade de se esquivar da situação, como se nada estivesse acontecendo.

Isso (se esquivar) brancos podem fazer mais facilmente porque pra eles, frequentemente, NADA realmente está acontecendo: "não vi preconceito", "não achei nada demais", etc, etc, etc.

PermalinkPermalink 31.05.09 @ 15:23



Comentário de: Fernando Serboncini · http://fserb.com.br

Interessante demais o video. Valeu.

PermalinkPermalink 31.05.09 @ 15:58



Comentário de: Gabriel Meissner · http://entremundos.com.br

É para dar uma resposta 100% honesta? Não sei o que eu faria. Já vi casos similares a esse em que ajudei quem estava sendo alvo de preconceito, mas também já vi casos em que não fiz nada.

Eu concordo com o Breno, o vídeo mostra a tendência que temos de evitar os problemas que não parecem ter a ver conosco. Quando, na realidade, têm tudo a ver.

PermalinkPermalink 31.05.09 @ 17:11



Comentário de: Lucas

" Por isso, grande parte das campanhas anti-racistas (inclusive a do LLL) tem como objetivo convencer os privilegiados da raça certa que eles têm uma obrigação histórica para com as vítimas do preconceito, além de expor pra eles o quão privilegiados eles realmente são."

Olha, eu sou descendente de italianos com direito a Português enrolado e sobrenome italiano terminado em vogal (Já ouvi falar que descendes de italianos "comprovados" obrigatoriamente tem que ter o nome terminado em vogal), mas aqui no sudoeste do Paraná não sei se pode se considerar privilégio... Pq mais de 95% das pessoas são descendes de italianos ou alemães. Minha cidade tem direito até a um grupo que se diz nazista.

Aqui é muito frequente críticas infundadas pelo que chamam de "preto" e "baiano" ("Baiano" vale pra tudo que vem "lá de cima"), e uma vez tivemos uma porfessora de História negra e baiana que contava os causos de preconceito que passava pela cidade, era coisa pra fazer qualquer um se sentir um lixo; sério mesmo. Ela tinha discernimento, não achava toda a população ruim por causa disso... Se a gente fizesse um trabalho mais ou menos, ela dizia que era um trabalho muito bem feito e dava uma nota alta.

Talvez seja por isso que ela entrou em depressão, e dizia-se imaginar morta; e olha que se o Alex não tivesse feito esse post eu jamais teria parado para pensar pq ela tinha entrado em depressão, na época toda a turma (Incluindo eu) pensava que ela não vinha dar aula pq não era muito competente. Eu não sei motivo, mas se eu moro num lugar que muito pouca gente passa por um tipo de problema, não dou muita bola e vou levando a vida.

Se a gente já se sente mal e tem sintomas de tristeza por se sentir mais um na sociedade, que dirá se nem te dão nem o direito de se sentir mais um.

Não sei se é com todo mundo, mas se eu estiver com um problema e vejo que ninguém está nem aí pra isso; a tendência é que eu faça questão de não estar nem aí para o problema dos outros, se na internet eu me sinto culpado e atingido por nada (E o Alex já deve ter percebido) imagine na vida real.

Mas se eu fosse negro e passasse por tudo quanto é preconceito, não ia pensar que os brancos eram privilegiados... Mas que havia tido muito azar de cair num lugar que quase ninguém é como eu.

PermalinkPermalink 31.05.09 @ 17:29



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Eu simplesmente teria saído da loja e não voltaria mais. Quero distância de gente ruim. Por princípio, jamais me meto em conversa de estranhos *qualquer q seja o assunto*. Se na rua vejo um estranho informando outro estranho q a rua Fulano da Silva fica prum lado qdo eu sei q fica pro outro lado, não me meto. Não sei se eles já se conhecem, não sei se já há uma história pregressa entre eles, não sei se um tá pregando uma peça no outro ou se o outro tá pregando uma peça no um, não sei se o outro ao ir pro endereço errado vai encontrar o amor de sua vida, e (hoje em dia) não sei se é algum programa idiota de tv tentando me transformar em bucha de canhão pra ganhar dinheiro às minhas custas.

E esse vídeo é extremamente perverso. Tem gente q não se mete pq é tímida, tem gente q diz uma coisa prà lojista pensando em outra, tem gente q não se expressa bem e é interpretado negativamente por causa das premissas do programa, tem gente q num país livre simplesmente concorda intimamente com o racismo, tem direito a uma opinião privada e a não ver sua intimidade devassada em público a sua revelia.

Note q o vídeo foi feito nos Euá – onde racismo não é crime e, portanto, o puritanismo vive à cata de indignidades pra denunciar publicamente. Mas mesmo assim, esse vídeo só funciona bem prà platéia ingênua: note q só aparecem os rostos de pessoas q autorizaram o uso de suas imagens, e q portanto têm algum interesse na denúncia. Em 3:42 e 5:26 aparecem os rostos borrados de pessoas q NÃO autorizaram. ¿Quem são esses anônimos? ¿Por que não autorizaram? Todos ficam chocados com o q vêem no vídeo, mas a verdade pode residir naquilo q NÃO é mostrado.

PermalinkPermalink 31.05.09 @ 18:21



Comentário de: Lucas

Na verdade eu não vi o vídeo, já sabia que poucos dão atenção p/ esse tipo de problema.

PermalinkPermalink 31.05.09 @ 18:31



Comentário de: Breno Kümmel

Sim, o racismo é problema também dos brancos, mas quis dizer numa forma mais imediatista, isto é, quem é imediatamente prejudicado pela questão.

E concordo com o Dr. Plausível que a linha entre a timidez e a covardia não é tão clara assim. É um pouco estranho exigir de todas as pessoas que elas interrompam a conversa alheia e ergam a espada da justiça e bondade, denunciando aquilo do topo das montanhas.

PermalinkPermalink 01.06.09 @ 09:58



Comentário de: João Paulo Cursino · http://sratoz.wordpress.com

Estou lendo isso no trabalho, onde o firewall bloqueia o vídeo. Mas minha reação inclui tudo que o Dr Plausível disse e mais: em princípio, a "vítima de racismo" é maior de idade e capaz de se defender. Eu também sou libertário: todos são livres para pensarem o que quiserem e fazerem o que quiserem. Não posso interferir com suas liberdades -- nem mesmo com a liberdade da eventual vítima em realmente ser vítima de racismo.

Mas isso sou eu.

PermalinkPermalink 01.06.09 @ 13:45



Comentário de: MaxReinert · http://www.pequenoinventario.blogspot.com

Com certeza o vídeo é interessante, principalmente por motivar discussões sobre as diferentes motivações que levam as pessoas a reagirem de diversas maneiras.... mas a frase "Eu também sou libertário: todos são livres para pensarem o que quiserem e fazerem o que quiserem. Não posso interferir com suas liberdades -- nem mesmo com a liberdade da eventual vítima em realmente ser vítima de racismo" me impactou negativamente mais do que o próprio vídeo.

Certas definições de "liberdade" me soam tão ingênuas e juvenis que assustam!

PermalinkPermalink 01.06.09 @ 19:20



Comentário de: Marjorie

Fiquei tão, tão triste com o começo do vídeo. Com o imbecil que vira e diz "oh she was pulling the race card, I get it", quase tive vontade de me transportar para a tela e meter um soco na cara do moço.

Mas tb acho que a linha entre timidez e covardia é tênue. O fato da pessoa não ter agido não significa necessariamente que ela não se importe. Pode ser que ela apenas tenha travado mesmo. É uma situação bastante explícita de racismo -- que pode deixar ALGUMAS pessoas em choque, sem saber como agir.

Bjo

PermalinkPermalink 01.06.09 @ 19:53



Comentário de: Max

Entrei no site há 2 dias e há 2 dias venho acompanhando a maior parte da discussão, muito boa,por sinal. Uma coisa que creio que posso contribuir é apresentando o seguinte pensamento:
Os negros, em diversas partes do mundo são discriminados, porém, vale a pena lembrar, o processo de tráfico não era EXCLUSIVAMENTE europeu. Os escravos eram colocados como mercadorias em espécies de portos onde outros negros que os 'conquistaram' (pois os negros que eram presos nada mais eram que uma tribo rival que perdia uma guerra. A regra era clara: perdeu, vai preso) os colocavam a disposição do europeu e a partir daí era o famoso troca - troca de ser humano por tabaco, cachaça, pólvora etc.

O que coloco em discussão é: como podemos unir o conjunto negros como uma unidade, se dentro desse conjunto existem tantos subconjuntos, tantos dominadores e dominados (como em qualquer grupo social)? O que sinto pairar no ar é colocar todos os negros como sofredores, mesmo sabendo que a história não foi bem assim.

Outra questão que por mais que eu leia, não fica clara em minha mente é a famigerada dívida histórica. O que vem a ser dívida histórica? Se tantos povos foram derrubados, se tantas nações foram reduzidas a pó e isto é posto como algo natural da história (afinal julgar o contrário cheira a moralismo) por que justificar as cotas, por exemplo, com 'dívida histórica'? Por que não podemos dizer simplesmente que negros compõem a sociedade democrática e que para melhor incluí-los e evitar uma segregação mais violenta ainda, gerando , por sua vez mais atritos sociais, guerras civis etc é interessante reservar uma parecela das vagas nas universidades para eles? Por que precisamos de justificativa tão ridícula e sentimentalóide? A história é encarada como algo humano, demasiadamente humano, com dívidas e 'pecados históricos' como :"não segregarás o próximo pois gerarás uma dívida histórica que terás de pagar no futuro".

Mas, apesar de todos esses , em minha opinião, equívocos das pessoas que defendem as cotas, sou a favor de uma inclusão dos negros, talvez não concorde com as cotas, mas com a inclusão de pré-vestibulares gratuitos e políticas que visam a população carente em geral e não somente negros carentes. As cotas foram instaladas nos EUA, porém não creio, que elas tenham resolvido o problema, ok, o presidente é negro, um ou outro gato pingado conseguiu ascender, mas vamos passear pelos subúrbios e constatar o que está estampado na cara: a cor predominante entre os pobres continua sendo a negro-miséria, de modo que tais políticas não resolvem o problema. Queremos uma solução rápida e simplista para um problema que já se tornou demasiadamente complexo e que carrega uma herança histórica tão grande que precisamos de muito mais tempo e políticas muito mais sérias do que ceder vagas nas universidades etc.

Se alguém tiver um argumento interessante a respeito da dívida histórica peço que apresente, pois eu não ironizei acima: eu realmente não compreendo o que vem a ser 'dívida histórica' e por que parece que essa dívida só é aplicada a negros e judeus.
Um grande abraço, considerações,
MAX

PermalinkPermalink 01.06.09 @ 22:39



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"Mas minha reação inclui tudo que o Dr Plausível disse e mais: em princípio, a "vítima de racismo" é maior de idade e capaz de se defender. Eu também sou libertário: todos são livres para pensarem o que quiserem e fazerem o que quiserem. Não posso interferir com suas liberdades -- nem mesmo com a liberdade da eventual vítima em realmente ser vítima de racismo."

Puta que pariu - eu me considero libertario tambem mas eh uma coisa eh aceitar o direito de um idiota ser racista (nao podemos legislar pensamentos e gostos) outra BEM DIFERENTE e aceitar o idiota usar seu racismo em atos que prejudiquem outra pessoa.

Se eu visse algo assim, eu me meteria na discussao com certeza - quem me connhece sabe que me meti em situacoes "injustas" bem mais leves do que essa.

Ja tinha visto o video, eh chocante mesmo - ainda mais pq uma cena desse tipo eh bem exagerada e raro de se acontecer em Nova York hoje em dia.

Me assustou que tantas pessoas nao fizeram nada.

P.S. No Brasil isso acontece quase todo dia em shoppings, mas (certeza que o Alex vai discordar disso) nao rola em relacao a cor da pessoa, mas a roupa.

Sou bem branquelo -mas quando era adolescente eu era metido andar como maloqueiro e SEMPRE era seguido por segurancas quando entrava em shoppings e varias vezes fui obrigado a abrir a mala p/ provar que nao roubei nada.

E nem precisa fazer o exagero que eu fazia quando moleque - qualquer um (independente da cor) que entre de chinelo em um Shopping de Curitiba vai ser seguido pelos segurancas e vai ter uma alta probabilidade de sofrer alguma humilhacao como no video.



PermalinkPermalink 02.06.09 @ 05:27



Comentário de: Lucas

Acho que não sou libertário. Sou completamente a favor que as pessoas julguem outras pessoas, fatos e situações ABERTAMENTE.

Muita gente diz que não se pode julgar pq "Quem julga será julgado", e isso não faz sentido p/ mim. Desde quando é ruim ser julgado? Desde quando é ruim saber como as pessoas te veem?

A partir do momento que todo mundo dê a sua opinião; as pessoas iam se compreender melhor, a sociedade ia ser melhor compreendida e vários tipos de problemas (Como o do racismo)iam ser melhor entendidos.

PermalinkPermalink 02.06.09 @ 11:40



Comentário de: outro Edson

Eu sou libertário e acho que as pessoas têm todo o direito de serem racistas. Por outro lado, como libertário, acho que todas as pessoas idiotas (por definição, os racistas e os outros idiotas) podem ser livremente ridicularizadas, expostas e sacaneadas. Eu adoro ver gente idiota pagando mico. Mas claro, com toda a liberdade de continuar pagando mico.
Outra coisa: sou fã do Dr. Plausível, mas nesse post o comentário dele ficou bem bocó.

PermalinkPermalink 02.06.09 @ 23:54



Comentário de: Barnabé · http://obarnabe.blogspot.com

Alex, fiquei curioso: o que você faria se visse alguém sofrendo preconceito?

Eu não faria nada. Racismo é crime e é papel da polícia combater o crime. Se eu tiver que pagar impostos e ainda por cima fazer o trabalho do Estado, fica difícil.

PermalinkPermalink 03.06.09 @ 14:05



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Concluo que você não faria nada se visse um branco sofrendo preconceito.

E, Alex, preconceito é uma coisa, racismo é outra. Preconceito é uma questão de boa educação, ora! Quem é bem educado, respeita os direitos de negros e brancos. Mesmo que no fundo tenha raiva de uma das raças.

PermalinkPermalink 03.06.09 @ 14:16



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Mas eu sou a favor das cotas nas universidades públicas. As cotas raciais irão desmoralizar a universidade pública. E para o Brasil começa a dar certo é preciso acabar com a universidade pública. A universidade pública é a saúva moderna: ou o Brasíl acaba com a universidade pública ou a universidade pública acaba com o Brasil. Temos que acabar com essas saúvas. E as cotas raciais serão nosso tamanduá! Vamos defender as cotas, Alex, eu te apoio nessa!

PermalinkPermalink 03.06.09 @ 14:22



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

outro Edson,

"nesse post o comentário [do Dr. Plausível] ficou bem bocó"

Concordo com vc; foi um comentário meio bocó. Mas entenda: em solidariedade à causa anti-racismo, falei apenas uma parte do q achei desse vídeo.

PermalinkPermalink 03.06.09 @ 14:45




Eu moro na mesma região que o Lucas. E convivo com um monte de descendente de italianos, alemães, ucranianos, lituanos, poloneses que se acham melhores, só por isso, que negros e nordestinos. E na ânsia de serem superiores, se agarram na sua "identidade européia" e esquecem que seus avós, bisavós vieram Europa atrás de uma situação melhor porque lá não dava mais.

Numa viagem com um grupo desses, ao Rio de Janeiro, eu ouvi uma garota falar ao celular: "Mãe, aqui só tem gente feia, tudo preto". No ônibus, todos olharam para o único negro (que já se "branqueou", como diria o Lima Barreto), que fez de conta que não era com ele. Afinal, era só uma menina falando m... Eu não fiz nada. Fiquei em estado de choque.

Também foi assim em uma viagem da faculdade para São Paulo: "nossa, que gente feia, só tem 'baiano'". E aí eu penso no povo lindo que vi na Bahia e acho que tem coisa muito séria quando bonito-feio é igual a branco-negro.

Eu faço pouco na hora, Alex. Um pouco por timidez, um pouco por achar que não adianta. Fosse eu, chamaria a garota e iria para outra loja, dar queixa na polícia, qualquer coisa. Mas sem grandes mobilizações, porque gente do naipe da "vendedora" não merece uma gota da minha saliva.

PermalinkPermalink 03.06.09 @ 17:47



Comentário de: Marcio E. Goncalves

Caramba, que povo acomodado aqui. Disgusting.

E o argumento que fazer algo eh o trabalho da policia eh uma das coisas mais ridiculas.

Se voces verem um estupro ocorrendo ou um assalto nao fazem nada, pq eh trabalho da policia?

Nao vao nem se dar ao trabalho de ligar para a policia pelo menos?



PermalinkPermalink 03.06.09 @ 18:48



Comentário de: Barnabe · http://obarnabe.blogspot.com

Tem uma puta diferença aí: no caso do estupro, a interveção de um terceiro pode fazer diferença. Dar uma paulada na cabeça do tarado ou chamar a polícia pode interromper a ação e reduzir os danos. Mas se vc está na fila da padaria e alguém dirige um comentário racista a outro alguém, o q vc pode fazer? Mandar o ofensor ficar quieto? Consolar o ofendido? Vc realmente acha que isso seria útil? Além do mais, há toda sorte de gente maluca solta por aí e o racista pode vir pra cima de vc, estar armado, etc.

PermalinkPermalink 03.06.09 @ 19:47



Comentário de: Naty

Assumo que nesse caso, certamente, eu não me meteria. Primeiro pelo fato ja citado de que o "acusado" é uma pessoa maior de idade, e totalmente capaz de se defender. E depois, pela minha possivel falta de conhecimento dos acontecimentos anteriores. Em algumas cenas, pelo que é mostrado no video, as pessoas não puderam ver o inicio da discussão. A possibilidade de alguem acreditar que a suposta vitima tenha feito algo errado existe.

Sou branca, e ja fui tratada de forma desagradavel em algumas lojas. O pensamento que me ocorreu? "Não passa de um vendedor incompetente, que não quer ganhar dinheiro". Claro, nada que se compare a essa situação. Mas é muito facil fazer um videozinho, ou um estudo, se preferirem assim, editado da forma que for mais conveniente pra mostrar o quanto o preconceito é cruel.

Porque, ao inves disso, não estudam o comportamento das pessoas que ouvem pedidos de socorro na rua e ignoram? Ou que veem alguem ser assaltado e não fazem nada pra ajudar?

PermalinkPermalink 04.06.09 @ 01:52



Comentário de: Kitagawa

Me desculpe, mas a intervenção de alguém, qualquer um, faria toda a diferença para a vítima dessa AGRESSÃO. Pois não se trata de simples ofensa de fila de padaria, ela está sendo humilhada publicamente, sofrendo acusaçoes injustas e impedida de execer a liberdade de ir e vir. Imagine sua mãe sofrendo isso, seja por ser negra, brasileira ou por simplesmente estar vestida modestamente. Enfim, ela precisa urgentemente de ajuda, de apoio, da indignação dos que estão em volta.
Sim, as pessoas tem o direito de não fazerem nada nesse caso, até mesmo por timidez, mas deveriam pelo menos ter um pouco de vergonha por isso.

PermalinkPermalink 04.06.09 @ 02:07



Comentário de: Kitagawa

"Porque, ao inves disso, não estudam o comportamento das pessoas que ouvem pedidos de socorro na rua e ignoram? Ou que veem alguem ser assaltado e não fazem nada pra ajudar?"

Ja estudaram isso também, uma coisa não exclui a outra, o racismo não é o unico problema do mundo, mas é um dos. Por que "ao invés"? Por que deixar de estudar a questão do racismo?

PermalinkPermalink 04.06.09 @ 02:11



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

teste

PermalinkPermalink 04.06.09 @ 09:28



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Não tou conseguindo publicar meu comentário. Sempre aparece esta mensagem:

Cannot post comment, please correct these errors:
Parser error: Undeclared entity warning near >


PermalinkPermalink 04.06.09 @ 09:34




Excelente vídeo, Alex. Eu também chorei. Não existe a menor possibilidade de ficar quieta numa hora dessas. Tenho certeza que, passado o choque inicial, eu faria um escândalo. Ou pelo menos um discurso, o que, nesta situação, dá na mesma. Mas me entristece ver alguns dos comentários aqui. Gente dizendo que combater racismo é dever do Estado... Que absurdo!
As pessoas fazem muito pouca coisa pra ajudar as outras. É até um paradoxo, porque as pessoas adoram se meter na vida das outras, fofocar, condenar, parar pra ver acidente de carro ou bafão, mas, na hora de demonstrar solidariedade, elas fingem que não é com elas. Vítimas de estupro sabem que não adianta muito gritar "Socorro! Ajudem!", porque poucos vão interferir. Tem que gritar "Fogo!" mesmo. Aí o pessoal vem.
Muito triste a sociedade em que vivemos. Mas cabe a nós mudar o que não gostamos.

PermalinkPermalink 04.06.09 @ 12:59



Comentário de: Veridiana Serpa · http://www.30ealguns.com.br

A verdade é que a maioria das pessoas que não estão acostumadas a sofrerem esse tipo de preconceito/racismo ficam olhando de longe, depois as vezes até comentam quando chegam em casa, mas não faz parte da sua rotina, da sua vida, ser tratado dessa forma, então simplesmente ignoram.

Tenho marido e amigos brancos que começaram a notar mais o racismo a sua volta depois que começaram a realmente conviver com a minha família, e somente então começaram perceber quanto preconceito existe na nossa sociedade, aqui no Brasil até mais do que em alguns lugares nos EUA, e digo isso porque já morei em Idaho e em NY e já viajei por diversos estados americanos.

Aqui é normal estar em uma loja, bem vestida, com a bolsa pendurada no ombro, e pessoas brancas entrarem e me perguntarem o preço dos produtos ou se tem o tamanho delas ... sinceramente nunca vi vendedora de loja com a bolsa pendurada no ombro, mas para essas pessoas isso passa completamente desapercebido, pelo simples fato que assumem que uma mulher negra não teria dinheiro para estar comprando naquele estabelecimento.

Estabelecimentos esses que dificilmente você encontrará uma vendedora negra, basta olhar na maioria das lojas dos shoppings centers espalhados nas grandes metrópoles.

Poderia continuar falando, mas só quem é ou realmente convive com negros no seu dia-a-dia tem uma noção verdadeira de como tudo "funciona".

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 08:47



Comentário de: Michel

O LLL continua em sua longa tradição de citar, expondo irresponsavelmente quem disse e distorcendo o que foi dito. Amanhã ou depois um conhecido negro do cara lê aqui e pensa: 'O cara se faz de meu amigo, mas diz que o racismo contra mim é problema meu'.

PermalinkPermalink 09.06.09 @ 20:30



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