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Amando o Rio

Nada se compara a estar de volta em casa.

Quanto mais ando e quanto mais viajo, mais percebo que sou, antes de tudo, carioca. Sim, eu sinto saudade dos meus amigos e parentes. Mas não é por isso que amo o Rio.

Amaria essa cidade mesmo se não conhecesse mais ninguém aqui. Amo essa cidade mesmo se tivesse que me reinventar nela a cada cinco anos. Amo a cidade pelos seus defeitos e por suas qualidades. Por sua beleza e por sua canalhice. Por sua hospitalidade e por sua violência homicida. Pelo seu charme e pela sua imundície.

Amo a Zona Sul, uma pequenina faixinha de terra habitada por um punhadinho de gente, e sua gigantesca arrogância de achar que define o que é ser carioca. Cada vez que um habitante do Leblon diz que "ser carioca é..." ou "o Rio de Janeiro é..." e, em seguida, descreve algo que só acontece em Ipanema, eu lhe faço um cafuné condescendente na cabeça e não consigo deixar de achar lindo. Amo até o jornal O Globo, porta-voz da Zona Sul, capaz de fazer uma matéria sobre a proliferação de novas academias de ioga pela cidade e então citar doze academias - todas localizadas nos mesmos três minúsculos bairrinhos, mínima fração de uma cidade com 12 milhões de habitantes. Ridículos também os turistas que não saem da Zona Sul e acham que "conheceram o Rio". E, mesmo assim, apesar dos seus habitantes meio-intelectuais meio-de-esquerda, como não amar o Mirante do Leblon, os aplausos do Arpoador, os patins da Lagoa, o Leme, a Ladeira do Sacopã, os paparazzi da Dias Ferreira, a fauna do Calçadão de Copacabana, a Urca, a feira hippie, o Parque Lage, o Jardim Botânico... Sinceramente, a lista seria quase infinita. A Zona Sul é lindíssima, ela só não é sinônimo de Rio: o Rio é uma cidade continental e cosmopolita, riquíssima em culturas e subculturas: o malandro da Lapa, o novo-rico da Barra, o sambista da Vila Isabel e o pescador de Campo Grande são todos tão tipicamente, tão representativamente cariocas quanto qualquer personagem do Manoel Carlos. O Rio é muito mais amplo que o Leblon.

 Rio de Janeiro: Guia Fotográfico  Rio de Janeiro: Seu Guia Passo a Passo

Amo a Barra, o bairro com os horizontes mais amplos que já vi, enorme quadrilátero com três lados de lindas montanhas e um lado de praias divinas, salpicado por lagoas belíssimas (e poluídas) repletas de ilhotas perdidas, e habitada por novos-ricos americanizados metidos a besta que só não são mais bestas que o povo da Zona Sul porque, sério, não teria como. Grumari e Prainha, a Estrada do Itanhangá, o Quebramar, o Bosque da Barra, o Parque Chico Mendes. Todos os pontos fortes da Barra são naturais, todos os fracos são (como diria um morador da Barra) man-made. A Barra é, e sempre foi linda, com suas dunas brancas de areias finas, e nem todas as construções americanizadas e novo-ricas vão conseguir apagar sua beleza - nem mesmo aquela réplica tenebrosa da Estátua da Liberdade.

(Na verdade, a arrogância da Barra e a arrogância da Zona Sul são idênticas, com exceção de dois detalhes: o arrogante da Barra não tem a arrogância de definir a cidade inteira de acordo com ele e sabe que é apenas uma subcultura entre muitas - em seu delírio, a melhor, claro; e o arrogante da Barra admite que é rico e, novo-rico confesso, gosta é de luxo, prédios novos, tudo reluzindo, ao contrário do arrogante de Ipanema que mora em um dos lugares mais caros do continente, mas vai tomar chope de chinelo no pé-sujo, dar uma de intelectual e contar miséria da sua pobreza.)

Confesso que não conheço nada da Zona Norte e muito pouco da Zona Oeste, apesar de morar desde 2002 na Freguesia, com suas ruas caóticas, o rio Sangrador tão imundo, o lindo Bosque da Freguesia, a Passarela de Jacarepaguá onde a Globo sempre faz entrevistas, um bairrinho sem nada de especial tirando o fato que eu o amo.

 Rio de Janeiro  Rio de Janeiro

Amo a Baía de Guanabara inteira. Amo a ponte Rio-Niterói, amo ver os navios entrando e saindo pela Barra, amo as fortalezas de Santa Cruz e São João, amo a Base Submarina Almirante Castro e Silva (que leva o nome da minha família e sua ó-tão-festejada tradição naval blá blá), amo a Ilha de Paquetá e seus parques e passeios, amo a Ilha do Governador e as ruas calmas e a vista maravilhosa do Jardim Guanabara, amo pousar no Aeroporto Santos Dumont na ilha de Villegaignon, amava pesquisar na Biblioteca da Marinha quando ficava na Ilha das Cobras, e amo Niterói, que é uma cidade simplesmente maravilhosa e com um dos maiores IDHs do mundo, sem nem mencionar as sensacionais praias oceânicas de Piratininga e Itacoatiara.

Amo todo o estado em volta, com uma concentração simplesmente densíssima de cidades lindas e interessantes. O frio de Itatiaia, os passeios no mato em Visconde de Mauá, natal em Penedo, as casas históricas de Parati, as praias de Trindade, os museus de Petrópolis, as fazendas históricas de Vassouras, a badalação de Búzios, as ilhas de Angra. Meus trajetos preferidos de carro: Angra a Paraty pela Rio-Santos, sempre seguindo o mar; Barra do Piraí a Angra, passando por Lídice, na descida de montanha simplesmente mais linda do mundo; Itaipava a Teresópolis, subindo por entre as hortênsias. Pra não falar de cidades ricas e importantes economicamente (mas não necessariamente interessantes), como Macaé, Campos, Resende, Volta Redonda.

Amo, mais do que tudo, o Centro do Rio. A história e a literatura do Rio se confundem com a própria história e literatura do Brasil. Adoro andar pela cidade sabendo onde foi que os estudantes resistiram aos franceses em 1710 ou onde era o teatro que Bentinho frequentava com Capitu. Amo toda a cinelândia, as maratonas do Odeon, os encontros no Amarelinho, as óperas no Teatro Municipal e as pesquisas na Biblioteca Nacional. Adoro o meu querido e saudoso IFCS, lindo e caindo aos pedaços. Adoro o Real Gabinete Português de Leitura, talvez a biblioteca mais linda do mundo. Amo as cotias do Campo de Santana, a casa do Deodoro, o palácio do Caxias e a Central do Brasil. Adoro fazer compras no Saara, perambular pelo bairro de Fátima, ouvir chorinho na Lapa, comprar móvel velho na Rua do Lavradio, visitar os ateliês de portas abertas em Santa Teresa. Adoro a Praça XV, a varanda de onde D.Pedro I disse ao povo que ficava, os botecos do Largo do Teles, os marcos remanescentes do antigo Cais Pharoux e da Exposição Internacional de 1922, comprar sabonetes Phebo na Granado, comprar tabaco na Tabacaria Africana, a loja mais antiga em funcionamento na cidade, desde 1844 no mesmo lugar. Visitar o Centro Cultural Banco do Brasil, Espaço Cultural dos Correios, Casa França-Brasil, Museu Histórico Nacional, Candelária.

Por fim, a coisa que mais amo no Rio. Muita gente acha que o Rio é uma cidade de praia, mas essa é a imagem que vendemos pros turistas. O autêntico carioca sabe que o Rio é uma cidade definida por suas montanhas. Como já disse Veríssimo, o Rio de Janeiro é uma impossível faixa de terra espremida entre o mar e a montanha. No meu escritório, em Nova Orleans, tenho um belo mapa do Rio em alto relevo. O Rio é daquelas cidades impossíveis de serem entendidas em um mapa plano. Tudo no traçado da cidade, todos os bairros, todos os monumentos, todas as fronteiras naturais, tudo foi feito em função das montanhas e morros. Sem vê-las no mapa, você não está vendo nada. Nada é mais gostoso (e, hoje em dia, mais perigoso) do que subir a montanha em qualquer ponto da cidade, perambular lá por cima e descer por qualquer outro ponto.

E deixo esse post assim, emotivo, desconexo e sem final, pois daria pra continuar adicionando frases e mais frases ad infinitum.

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13.05.09


Categorias: Rio de Janeiro

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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Jasão · http://jasoncarreiro.wordpress.com

Adorei o resgate do texto do Antônio Prata "Meio intelectual, meio de esquerda". Em Belo Horizonte, esse tipo de pessoa frequenta a cantina do Lucas.

Imaginar Bentinho e Capitu no teatro também foi bacana...

...agora, o Real gabinete português, bom... já comentei sobre ele aqui...

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 00:22



Comentário de: Bruno Santos

Tem onde pescar em Campo Grande?

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 05:04



Comentário de: Ricardo

lindíssimo texto.
tb sou expatriado, de volta a minha terra.

mas, desculpe, duvido que se seus amigos e familia não fossem daqui você veria o lirismo desta cidade.

o Rio é uma merda igual a qualquer outra cidade de merda do mundo. Só que aqui tem a comida minha mãe e o colo da minha avó. sem contar com o calor da minha mulher. amo o rio por isso.

bjs

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 10:52



Comentário de: Alina · http://www.drunkendrunken.blogspot.com

Conheci o Rio em janeiro, e fiquei completamente apaixonada pela cidade,e também pelo clima alegre dela.
Desbancou todas as outras cidades que já conheci.
A beleza natural é fascinante.

Agora eu sempre defendo o Rio quando alguém fala mal dele.

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 13:03



Comentário de: Norrin Kurama

Lindo post. E justo.

Tambem gosto muito mais das montanhas que da praia. Cresci em Laranjeiras, subindo os morros ao redor. O que mais me faz falta hoje é a possibilidade de subir os morros. Agora é praticamente impossível.

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 13:20



Comentário de: Esprit de porc

Legal o texto. Está bom mesmo. Talvez a comparação entre os habitantes da zona sul e da barra deva ser melhor desenvolvida. Há uma diferença fundamental que não foi levada em consideração. Alguns habitantes da zona sul gostam muito de consumir cultura e por isso essa região concentra as melhores livrarias (travessa, por exemplo) e os cinemas de arte do grupo estação. Esse tipo de produto é muito pouco consumido na barra, onde impera a ostentação vazia. Mas isso é apenas uma opinião pessoal...

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 13:38



Comentário de: aiaiai

Concordo com tudo, mas deixo uma sugestão: tente conhecer a zona norte.
Sou carioca e morei no rio até me formar, sempre transitei por toda parte, indo de ipanema para centro, centro para tijuca, tijuca para madureira, madureira para jacarepagua, barra, meier, recreio, pavuna, tudo...É muito legal porque é sempre rio, mas tem caras e jeitos diferentes.
Se um dia vc quiser, eu posso te mostrar um pouquinho da ZN (e se os nossos calendários baterem, né?, porque atualmente moro em outra paisagem)

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 13:55



Comentário de: cottonboy · http://www.fotolog.com/cottonet86

Morei muito tempo na Freguesia, na rua araguaia, pertinho do mercadinho que tem lá. Adorava pois é um lugar seguro, calmo e tranquilo. Tanto é que a especulação imobiliaria descobriu esse pequeno oasis no meio da cidade e agora brotam prédios aos montes que contribuiram para, quando estiverem habitados, entupir as ruas de carros e tumultuar o transito da regiao. Enfim... mas era dificil arranjar algum trabalho morando relativamente longe da zona sul (principalmente na minha area onde as empresas se concentram no centro-sul da cidade). Me mudei para Copacabana a um mes e ainda nao me acostumei com a quantidade de pessoas na rua, o barulho interminável e a enorme quantidade de moradores de rua no bairro, sem falar nos gringos perdidos que zanzam pelo bairro.

Ps.: me chame pra tomar um chopp qualquer dia desses hahahaha

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 13:57



Comentário de: Sal

Lindo post...

Outro dia estava lendo o livro do Larry Rother e este me pareceu conhecer muito mais o Rio do que eu e 90% dos cariocas...

E a parte do pescador de Campo Grande, até pode ser se o cara for pescar na Pedra de Guaratiba, Barra de Guaratiba, Restinga da Maranbaia, Sepetiba e arredores...

O Rio é gigantesco e o carioca zona sul/barra não faz a mínima questão de sabê-lo...

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 16:46



Comentário de: Alexandra · http://guerson.wordpress.com

Eu nasci em Resende (onde nunca morei mas onde mora a família da minha mãe) mas o Rio foi o lugar onde mais morei na vida... Subi muito o Morro da Urca a pé para depois andar de bondinho. A molecada do bairro inteiro fazia isso - ninguém nunca pagou pra andar de bondinho. Há uns anos ouvi falar que passaram a cobrar o bilhete no alto do morro também...

Quando eu era criança em morava em Deodoro, eu me lembro que o programa de fim de semana era ir pra praia na Barra. Na época só existia o shopping e um ou dois prédios. Sempre me impressionava o horizonte amplo da Barra.

Quando eu fiz faculdade perto da Central, matava muita aula pra ir explorar o centro, visitar as bancas especializadas em quadrinhos, que na época eu era viciada. De lá eu ia visitar amigos no Flamengo ou na Tijuca.

O marido gringo, mesmo depois de um ano na Espanha, ainda considera a Sangria do Manoel & Joaquim em Copacabana, ma melhor que ele provou até hoje.

Mas com a onda de violência dos últimos anos, há muito que não passo por lá... Fico por Resende, Penedo, Itatiaia, Visconde de Mauá, Angra e Parati mesmo...

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 18:22



Comentário de: Pedro

Lindo post! Parabéns, cara! Tenho certeza que muitas editoras se interessariam.

Onde vc comprou esse mapa em alto relevo? Tem um link?

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 19:16



Comentário de: Te

Quanto amor!

PermalinkPermalink 13.05.09 @ 22:16



Comentário de: wilma

Nada como morar fora por um tempo, hahahaha concordo que o Rio tem tudo para ser essa maravilha que você descreveu, mas muito maltrada, suja, abandonada, e etc. Na Zona Norte temos o Alto da Boavista que é lindo, as Paineiras, a Quinta da Boavista, o Bairro do Grajáu, muito lindo e outros recantos.

PermalinkPermalink 14.05.09 @ 01:43



Comentário de: http://www.ronaud.com · http://www.ronaud.com

Muito bonita sua declaração de amor ao seu lugar. Sou de SC e estive no Rio rapidamente por 2 dias e fiquei mesmo encantado com tudo.

PermalinkPermalink 15.05.09 @ 00:30



Comentário de: Vivien Morgato · http://ww.mejoana.blogspot.com

O trecho do centro é o meu predileto.
O Real Gabinete em descobri em 1990: eu havia feito uma disciplina sobre Belle Epoque com o Sidney Chalhoub e decidi percorrer todos os cantos mencionados no curso. Foram dias e dias esquadrinhando tudo, dando de cara com o Arco do Teles, passando por cada pedaço e curtindo muito.
Vou sempre pra essa parte, porque tudo me encanta por ali.
Não conhecia o CCBB e nem algumas ruelas como a do Mercado, descobri uns sebos e restaurantes bem bacanas.
Quanto ao restante do texto, gostei muito da sua leitura abrangente do Rio, recusando exatamente aqueles estereótipos reducionistas.

PermalinkPermalink 15.05.09 @ 11:36



Comentário de: Demaisão

tá bunito!...

PermalinkPermalink 15.05.09 @ 12:49



Comentário de: Fernanda

Eu realmente fico com muita vontade de conhecer o Rio depois de ler esse texto mas hesito por saber do perigo que ela oferece...

PermalinkPermalink 15.05.09 @ 14:25



Comentário de: Carlos

Faço meu o pedido do Pedro: como é que vc deixa a boca da gente cheia d'água com essa história de mapa do Rio em alto-relevo e não diz onde comprar? Tem foto?

PermalinkPermalink 20.05.09 @ 11:44



Comentário de: Menina Eva Email

*suspirinho*

Eu também amo o Rio, mas com infinitamente menos conhecimento de causa.

PermalinkPermalink 22.05.09 @ 12:37



Comentário de: Marquinhos Oliveira · http://www.myspace.com/malandrazen

Oi Ney!
Qdo. vier a Visconde de Mauá, faça contato.
Marquinhos Oliveira
"O Sambista da Montanha"
(vide Google)

PermalinkPermalink 18.06.09 @ 15:59



Comentário de: Marquinhos Oliveira · http://www.myspace.com/malandrazen

Oi Ney!
Parabéns!
Qdo. vier a Visconde de Mauá faça contato.
Dá uma olhada no clip e nos sambas que faço
Marquinhos Oliveira.
"O Sambista da Montanha"
(No Google)

PermalinkPermalink 18.06.09 @ 16:03



Trackback de: banco de imagens

banco de imagens
Beleza de informação, super obrigado pela contribuição, abraço.

PermalinkPermalink 05.08.09 @ 14:03



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  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
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  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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