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Os Cheiros Fora-da-Lei

How to Seduce Me
Cada vez que Liloló chega do trabalho e descalça a melissinha que usou o dia inteiro, eu penso no absurdo que é a nossa sociedade ter praticamente criminalizado as manifestações mais naturais do corpo humano.

Aprendemos desde cedo que temos que fazer a barba, depilar o sovaco, tirar o cabelo que cresce da orelha, fazer a virilha, moldar a sombrancelha. Lábios, unhas, olhos devem ser coloridos para ficarem mais bonitos. Pés devem ser cruelmente distorcidos para se moldarem a sapatos criminosos. Seios e pênis precisam ficar apertados e imobilizados para, deus me livre, não revelar suas presenças por debaixo da roupa. Seinfeld - 5ª Temporada- 4 DVDs

E, pra piorar, os cheiros. Em um dos seus stand-ups, Seinfeld reclamava: por que todos os cheiros do corpo humano são ruins? (E eu realmente ri muito quando ele falou um absurdo desses!)

Can someone please tell me what is the deal with B.O.? Everything in nature has a function, a purpose, except B.O. It doesn’t make any sense. Do something good—hard work, exercise—smell very bad. That is the way the human being is designed. You move, you stink. Why don’t our bodies help us? Why can’t sweat smell good? Be a different world, wouldn’t it? Instead of putting your laundry in the hamper, you’d put it in a vase. Go down to the drugstore, pick up some odorant and perspirant. You’d have a dirt sweat sock hanging from the rearview mirror of your car. And then on a really special night, maybe a little underwear coming out of your breast pocket, just to show her that she’s important.

Alguém nos convenceu que fedemos... e acreditamos! Nossos pés, nossos sovacos, nossos pêlos pubianos, nossos hálitos, nossos corpos suados de modo geral: tudo fede! Mas não tem problema. Podemos ficar tranquilos: existem produtos no mercado para combater todos os nossos cheiros mais naturais. Nada que uns reais gastos na farmácia mais próxima não resolvam. (Por todas as nossas vidas, claro! Afinal, nunca paramos de feder!)

Uma pilha de estudos demonstra que nossos cheiros corporais, em especial o suor, estão repletos de feromônios. Nossos cheiros, longe de serem ruins ou nojentos, são EXATAMENTE a força invisível nos atraindo uns aos outros.

Mas o condicionamento cultural é tão forte que, hoje em dia, o efeito só funciona se sutil. Se sentirmos *conscientemente* o cheiro do suor do outro, nossa cabeça socializada entra em conflito com todos nossos instintos mais básicos, e já brochamos - pois aprendemos que aquele cheiro é ruim.

Anotem o truque, meninos e meninas: para máxima atração sexual no mundo de hoje, o cheiro do seu suor deve ser tão leve que, apesar de estar lá, não seja sentido conscientemente.

E ainda tem gente que toma banho *antes* do sexo!

* * *

Diálogo no Twitter:

Alex: desodorante vaginal e feminismo: quem foi q te convenceu q seu cheiro natural é ruim?

Amiga: As bactérias convenceram a maioria dos meus amigos, segundo relatos rsrs. As vezes o cheiro é naturalmente ruim.

Alex: ñ existe nd "naturalmente" ruim. nossa reação é culturalmente construída. (exceto na auto-preservação d fugir de cobra, p.ex)

Amiga: hahaha, isso porque você ainda não pegou uma mina zuada, Alex! A reação ao mau cheiro tb é pura auto-preservação!

Alex: nojo p/1 ovo podre q ñ tá apto p/consumo e pode fazer mal é instinto d auto-preservação. ñ dá p/comparar c/cecê d namorada


Amiga: Quer dizer que frente a um ovo podre a minha reação é "culturalmente construída"? Pelamor...

Alex: tô falando d cheiros corporais, d fobia de bafo, cecê, chulé, suor, d ânsia depilatória, d todas essas necessidades construídas..

Amiga: Vc não disse que o cheiro se resumia à xana da namorada. Mas como eu disse: pq vc nunca pegou uma fedida - nuff'said. De qq forma, não acho que devamos generalizar todas como construidas. Algumas realmente incomodam, ora essa.

Alex: hahahha! ñ to dizendo q ñ incomodam, ué. serem construidas ñ quer dizer q ñ são reais ou q ñ incomodam d verdade!

Amiga: tsc, ok Alex. Whatever. Não gosto de ficar peluda e fedida. Nem se meu homem pedir. Sendo culturalmente construido ou não

Alex: e essa sua atitude e esse seu gosto ñ têm nd d+ e são perfeitamente válidos e talz. ñ entendi qual foi seu problema :) só falei q esse nojo p/corpo é cultural/socialmente construído, ñ q ñ é real, ou q ñ é válido, ou q vc ñ pode ter.

Amiga: Problema? "Quem foi que te convenceu que cheiro natural é ruim" - partindo disso, pareceu que todo cheiro natural é bom

Alex: mas o fato d alguém ter t convencido q são ruins (foi decisão d marketing c/case study e tudo) ñ quer dizer q são necess bons!

* * *

Não vamos misturar duas coisas bem diferentes.

A evolução funciona assim: digamos que, no passado, existiam dois grupos de homens primitivos. Um grupo adorava o cheiro e o gosto da própria merda, comia cocô, cagava no meio da caverna. O outro grupo tinha nojinho. O que aconteceu? Os membros do primeiro grupo morreram desproporcionalmente em decorrência de trocentas doenças infecciosas até praticamente desaparecerem.

Evolutivamente falando, somos todos descendentes dos seres humanos que tinham nojo de comer merda - porque os que adoravam comer merda, se existiram, deixaram menos prole.

(Assim como somos todos os descendentes de pinguços. Até bem pouco tempo atrás, pessoas que só bebiam água tinha uma chance desproporcional de morrer de desinteria, cólera, etc, antes de procriarem. Já os cachaceiros que só bebiam alcool desde crianças tendiam a viver mais e deixar mais descendência - mesmo se morressem de cirrose aos trinta anos.)

Ou seja, um certo nojo aos nossos próprios excrementos é instintivo, natural e facilmente explicável pela teoria da evolução.

Já o nojo por nossos odores corporais é exatamente o oposto: do ponto de vista da evolução, ele não faz sentido algum. Não há nenhuma razão lógica (leia-se biológica) para termos uma reação instintiva de nojo ao cheiro do cecê, do chulé, do suor dos outros seres humanos. Não há vantagem evolutiva alguma nesse nojo - como há vantagem no nojo por cocô, por exemplo.

Muito pelo contrário, dezenas de estudos provam que esses cheiros são muito atraentes e excitantes - mesmo descontando nosso nojo consciente por eles.

Nosso nojo pelos cheiros corporais humanos é social e culturalmente contruído, e a maior prova disso é o fato de que, mesmo assim, o suor humano ainda é comprovadamente o cheiro mais excitante que existe.

Origem das Espécies - Darwin
Um dos melhores livros que já li na vida. Não é chato, difícil, seco, ultrapassado. Pelo contrário, ainda é absurdamente gostoso de ler, bem escrito, bem desenvolvido, divertido, lindo.

* * *

Querem apostar como ainda assim vai aparecer um bando de comentador defensivo achando que os acusei de serem peões do sistema?

"Socialmente construído é o caralho! Tá pensando que eu sou bobo? Não gosto de cecê porque cheiro de cecê é ruim mesmo!"

Quer apostar também que vai ter gente falando de higiene? Como se o cheiro do corpo humano fosse naturalmente sujo?

Uma coisa é limpar o corpo todos os dias. Outra é passar talco e desodorante nos pés, nas vaginas, nas axilas, para impedir a transpiração natural.

Um sovaco, protegidinho, dentro da camisa, que suou ao longo do dia, não está necessariamente sujo: só está suado.

* * *

Talvez seja distorção de historiador oitocentista, mas lá na minha época não tinha essas coisas, não. As pessoas usavam sabão feito em casa e, os mais ricos, perfume francês. E olhe lá.

Foi só a partir de finais do século XIX e ao longo do XX que começou a surgir toda uma indústria para nos convencer que tínhamos que tomar banho, escovar os dentes e passar desodorante todos os dias. Senão, ó meu deus que medo!, nos tornaríamos párias sociais!

Comparando as duas épocas, eu, cidadão do século XXI por acidente e oitocentista por temperamento, diria que só mesmo a campanha por maior higiene bucal de fato melhorou nossas vidas. Todo o resto foi a estratégia de marketing mais velha do mundo: criar uma necessidade onde ela não existia e, então, supri-la.

Para o homem típico de 1845 não faria sentido gastar dinheiro em um produto para eliminar seu mau-cheiro debaixo das axilas - porque ele nem sabia que suas axilas fediam, coitado!

Como eram ignorantes! Nós hoje é que somos espertos!
 Obras Completas Sigmund Freud: Edição Standard - 24 volumes
Obras completas de Freud, de R$960, por R$299/R$399 (sinceramente? o preço dessa joça tem mudado duas vezes por dia, mas está sempre muito barato)

* * *

Vale a pena lembrar: estudos sugerem que o excesso de higiene é o grande responsável pelo aumento brutal no número de pessoas alérgicas nos últimos trinta anos.

* * *

Ontem, no excelente blog da Marjorie, um texto sobre essa indústria perversa que vive de nos convencer que nossos corpos são defeituosos e fedorentos.

Só discordo em uma coisa: a Marjorie, feminista até a medula, acha que isso é uma maldade que a sociedade patriarcal faz com as pobres mulheres. E, sim, eu concordo: a mulher sofre mais pressão, pois é o lado mais fraco e a gente sabe onde a corda sempre arrebenta, não é?, mas eu vou mais além.

O processo de criminalização do corpo *humano* afeta os dois sexos.

* * *

Mas, realmente, as mulheres sofrem bem mais coitadas. O que pode ser mais triste do que ver algo tão lindo quanto um pé feminino sendo torcido e deformado por um sapato de salto alto?

O pior mesmo, entretanto, o cúmulo da criminalização do corpo, o engodo mais ridículo de todos... é o desodorante vaginal! Pode algum produto ser mais ofensivo, criminoso, canalha do que aquele que diz que todas as bucetas naturalmente fedem?

Um excelente artigo sobre o assunto:

Having a Female Body Doesn't Make You Feminine: Feminine Hygiene Advertising and 1970s Television

E um vídeo irresistível. Repara como os dois são jovens, lindos e felizes. Repara como ela fica realizada de ter um macho por quem desinfetar sua periquita. Repara a felicidade dele de saber que vai comer uma bucetinha cheirando a remédio.

Agora, fiquei pensando cá com meus botões: quantas brochadas não teriam sido evitadas se as bucetas ainda tivessem cheiro de buceta? Quantas mulheres não teriam menos dores-de-cabeça se seus homens ainda tivessem cheiro de homem?

* * *

Já estive envolvido ao mesmo tempo com duas mulheres, uma que gostava de mim de cabelo grande, descabelado e a barba por fazer, e outra que gostava de cabelo curto, penteado e barba feita. Vocês não vão acreditar nos malabarismos logísticos que eu tinha que fazer. Promoção Submarino

* * *

A pior coisa do mundo: a menina vai sair comigo pela primeira vez, faz seu dever de casa, descobre que sou podólatra e se prepara toda pra me agradar. Resultado: eu termino a noite frustrado, com gosto de acetona e tênis pé baruel na língua. Argh.

* * *

Hoje, mais do que nunca, parafraseando o poeta, o texto ficou grande porque não tive tempo de escrever um pequeno.

Leiam também meu outro artigo: Em Defesa dos Sentidos

E talvez meu livro favorito sobre todo esse assunto: A História Natural dos Sentidos, por Diane Ackerman

Aviso: a partir de agora, quando quiser recomendar um livro fora de catálogo, vou dar o link pro Estante Virtual. Não tenho contato com o site e não ganho nada com isso, mas eles merecem.

* * *

Sejam bonzinhos agora e comprem algo no Submarino pra ajudar um escritor falido que escreve demais:

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15.04.09


Categorias: Sexo

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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Baxt · http://www.baxt.net/blog

Acho que vou voltar a ler seu blog :)
Sobre os cheiros, podemos ir um pouquinho mais longe: aqui em Londres, pelo menos, ainda nao consegui encontrar nenhum desodorante que nao seja antiperspirante - o que significa que eles tem particulas de aluminio que entopem os poros do seu suvaco impedindo que ele sue. E isso, comprovadamente, aumenta a chande de cancer (no seio ou nos ganglios linfaticos, agora nao lembro os detalhes).
Vale lembrar que aqui nao eh o Rio de Janeiro, onde a gente sua o tempo todo - aqui faz frio durante pelo menos 6 meses do ano!
Em outras palavras: para virar uma pessoa de plastico, vale ate ter cancer!

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 06:19



Comentário de: Alexandra · http://guerson.wordpress.com

O meu marido tem uma teoria interessante - ele acha que quanto mais desodorante e produtos que inibem cheiro que vc usar, mais vc fede. Ele nunca usou desodorante e não fede (feder = cheiro ruim e não simplesmente "cheiro")... e olha que ele sua com facilidade...

Mas vc tocou num ponto sensível da nossa sociedade e nesse sentido os brasileiros são ainda piores. O que eu já ouvi de brasileiro horrorizado pq o canadense não toma três banhos por dia ou não toma banho antes de dormir não é brincadeira. Pô mas 9 meses por ano a sua pele nem entra em contato com o ar, como pode sujar durante o dia?

Uma vez eu li uma reportagem que o excesso de higiene, até mesmo o excesso de banho, faz mal à saúde. Ultimamente se fala muito nos efeitos nocivos dos produtos antibacterianos.

Pois aqui em casa não entra produtos antibacterianos e nenhum de nós dois somos obcecados por um mundo esterelizado. Deve ser por isso que não pegamos nem uma gripe ou resfriado há mais de 10 anos...

Ah! outra coisa - será que essa necessidade de camuflar os cheiros humanos está associada com o crescimento da indústria alimentícia e seus produtos alimentícios altamente processados (ou como diz Michael Pollan, a criação de "food-like edible substances")? Pq eu acho que nosso cheiro natural não é tão forte como o de algumas pessoas e que talvez algumas pessoas estejam realmente meio que apodrecendo por dentro...

Ou será que o Elias tem razão e tudo faz parte do processo civilizador?...




PermalinkPermalink 15.04.09 @ 08:25



Comentário de: Jean Scharlau · http://jeanscharlau.blogspot.com

Ou será que estás é com saudade de pegar um ônibus lotado, no verãozão do Rio?

O processo civilizatório funciona meio na lógica sartreana de "o inferno são os outros", assim, quanto menos os "outros" se fizerem notar...

Baxt (1º comentário), experimenta a Hipoglós ou suas genéricas. Não têm alumínio, não irritam a pele e são eficientes.

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 09:33



Comentário de: Túlio Vianna · http://www.tuliovianna.org

Perfeitas suas observações. Limpeza é limpeza. Cheirozinha de perfume é cheirozinha de perfume.
Esta discussão me lembra uma semelhante: a da depilação vaginal. Se a mulher não se depila, vem sempre um pra dizer que aquilo é anti-higiênico. A indústria da beleza fez um trabalhinho danado de bem feito... Limpinho hoje é tudo aquilo que consumiu uma série de produtos e serviços para se tornar limpinho.
Uma mulher pode estar perfeitamente limpa com seu odor natural. Se os homens estão preferindo cheirinho de desodorante vaginal a cheiro de mulher, melhor é estocarmos alimento, pois o fim está próximo.

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 09:34



Comentário de: Alex Castro Email

jean, o cheiro mais desagradável nos onibus brasileiros não é o cheiro dos corpos humanos ali apertados, mas dos produtos de limpeza vagabundos que usam sobre esses corpos. De um post velho:

"Tem cheiro pior do que pobre depois do banho? Aquela mistura de sabonete barato com xampu mais barato ainda em meio a uma enxurrada de perfume vagabundo?

Dos cheiros naturais do corpo humano, nenhum me agride. Se o cara passou o dia fazendo trabalho braçal, nada mais normal do que estar cheirando a suor, com algum cecê. Qual é o problema? Não é esse o cheiro do nosso corpo?

Pior, muito pior, é Lux Luxo com Avanço e Água de Rosas."

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 09:43



Comentário de: Luis

Engraçado que tinha uma namorada minha que adorova meu cheiro após horas e horas treinando Jiu-jitsu, rolando com outros homens também suados. Eu também adorava o cheiro de suor que tinha a academia..

Não sabia que existia desodorante vaginal. Mas realmente tem bocetas cujo o cheiro não me agrada. Mas não diria "mau cheiro". Talvez um "cheiro não atrativo".

E o pior cheiro que tem é de sabonete Phebo. Meu deus do céu..



PermalinkPermalink 15.04.09 @ 10:39



Comentário de: Andre Ricardo · http://acimadedeus.blogspot.com

Alex,

Claro que a merda tem muito mais bactérias, mas o cecê, chulé são resultado justamente de bactérias se alimentando do nosso suor. Então é bem possível que as pessoas que ficavam com seus "cheiros naturais" (na verdade, peido de bactéria) ficassem mais doentes e tivessem menos chance de procriar.

Em relação à higiene excessiva, concordo com você. O sistema imunológico das pessoas atrofia. Aliás, e talvez mais grave que isso, acontece a mesma coisa com os antibióticos. Alguns pesquisadores sugerem que logo aparecerá alguma bactéria adaptada a sobreviver a qualquer antibiótico, e como nosso sistema imunológico não tá lá essas coisas, afinal, não é tão requisitado, nem teremos chance...

Agora, você exagerou, ou você realmente gosta de lamber um pé cheirando chulé? (foi o que você deu a entender)

André

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 10:46



Comentário de: Lara

Um dia, assitindo a um show em praça pública, senti um cheiro insuportável, uma mistura de merda com carne podre. Qdo me virei amigos, era um mendigo. gente, um ser humano, numa fedentina absurda, deplorável. Isso me fez ter uma resposta de auto-preservação e sair dali rapidamente. Mas esse é um extremo.
Sempre gostei dos cheiros de suor dos meus parceiros, em especial aquele que sai do cangote! ow fungada boooa!
Mesma coisa com minha filha. Qdo ela acorda logo vou cheirá-la: toda suada, um cheiro nada parecido com perfume, uma coisa imensamente prazeirosa de sentir. Cheiro de cria.
E cheiro de sexo tbm é excitante. Bom, eu não tenho frecuras não. E concordo que a almentação influencia demais nos odores.

abc

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 10:54



Comentário de: Deborah · http://arealidadeelouca.blogspot.com

Volta e meia alguém me dá um perfume de presente, e eles vão se empilhando na minha estante. Não consigo usar. De vez em quando tento, e me desagrada passar o dia sentindo aquele cheiro estranho quando chego perto da minha própria pele.

Costumo pedir ao meu namorado que também não use. Pode ser que Freud explique - meu pai nunca usou perfume, e usa leite de magnésia como desodorante - mas o fato é que nada me incomoda mais do que ir dar um beijo no cangote e sentir não só cheiro, mas gosto de perfume. Se quisesse sentir gosto de perfume, beberia gim.

Agora, sobre o sabonete (não o desodorante) íntimo, ele tem utilidade, sim. O pH e a formulação são específicos para a mucosa da região, que é muito mais sensível do que a pele. Mas preferiria que eles não tivessem cheiro, e apenas cumprissem sua função de limpeza.

De resto, concordo plenamente, cheiro de suor não é naturalmente repulsivo, exceto quando se tenta mascará-lo com porcarias fedidas que se dizem cheirosas.

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 11:02



Comentário de: Jean Scharlau · http://jeanscharlau.blogspot.com

Ah, sim, o que é cecê? Corrente contínua, código civil, creative commons, cargo em comissão?

Eu também detesto perfume barato, e detesto um pouco menos os caros. Acho que porque os caros são menos usados, e em menor quantidade (por melhor educação dos usuários, ou para poupar mesmo).

Por outro lado, cheiro de suor é uma coisa, cheiro de suvaco suado há horas é outra e de suvaco suado há horas em camisa ou blusa de tecido sintético é outra muito pior. Suor (e outros eflúvios) fermenta em ambiente fechado ou restrito (caso agudo nas camisas sintéticas), isto é, vira colônia de bactérias, deixa portanto de ser eflúvio humano (caso do suor novo) e passa a ser resíduo humano apodrecente.

Evitados esses apodrecimentos circunstanciais e circunstantes, os eflúvios naturais é que possibilitam que conheçamos as outras pessoas através do fundamental sentido do olfato. Acho que muito da tal "química" entre pessoas tem a ver com o gostar recíproco dos cheiros.

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 11:08



Comentário de: Baxt · http://www.baxt.net/blog

Hipoglos no suvaco, Jean? Funciona? Sera que nao fica meio gosmento? :)
Sobre a alimentacao, gostei da teoria. Aqui na Europa algumas pessoas dizem que os indianos tem cheiro forte porque comem comida forte.
Nao tenho opiniao formada sobre isso, mas sei que comer alho deixa a pele fedorenta sim.

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 11:13



Comentário de: googala · http://www.gugaalayon.blogspot.com

adoro alho e o cheiro dele no suor.
Perfumes são sempre enjoativos

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 11:23



Comentário de: Bruno · http://nacascadoovo.com.br

Alex,

Daniel Harris tem um livro com um capítulo muito bom dedicado a isso.

http://www.amazon.com/Cute-Quaint-Hungry-Romantic-Consumerism/dp/0306810476

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 11:26



Comentário de: Alessandra · http://alessandrasouza.blogspot.com

André Ricardo, concordo. Aliás, vou além: nós fedemos porque nos vestimos. Quando andávamos todos nus (ou quase) o suor secava e sumia e ficava todo mundo fresquinho. Hoje, nós temos roupas que absorvem o suor e ficam realmente criando bactérias, a gordura natural do corpo ficando rançosa e suja.

E cheiro de pé é a mesma coisa. Pum de bactéria, se estava se alimentando de suor e células mortas dentro de um sapato fechado. Com certeza não é o pior cheiro do mundo (né Alex?), mas existem motivos bem biológicos para que ele seja considerado ruim.

E já que você falou desse episódio de Seinfeld, que eu acho ótimo, vou falar que tem algumas pessoas que realmente, por alguma razão, fedem mesmo. Me lembro do técnico de informática do meu primeiro emprego. Eu entrava ao meio dia e já sabia se ele havia passado pela minha sala de manhã, porque ficava no ar um cheiro ruim que chegava a arder as narinas. Não era falta de banho, bastava ele suar um pouquinho e eu tinha que respirar pela boca para ficar perto.

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 11:48



Comentário de: mariachi

Baxt: essa história do cancer é lenda urbana. Procura no snopes ou outro repositorio de lendas urbanas.

E desodorante vaginal não dá. Acho que eu brochava mesmo.

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 11:51



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Essa de q é "culturalmente construído" não me convence. Qdo eu era jovem, sempre ouvia dizer q cheiro de xana era invariavelmente bom. A frase q ouvi várias vezes era "cheirinho de beleza", e eu até concordei várias vezes com a definição. Mas numa das primeiras vez q uma mulher abriu as pernas preu lamber, vou te contar, ela tinha um cheiro tão absurdamente horrendo, q foi só eu aproximar a cara q eu literalmente quase vomitei ali mesmo; só não vomitei pq ergui a cabeça, virei a cara pro lado, inventei uma desculpa e ãã... usei outra arma.

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 13:03



Comentário de: Bruno · http://lembrancaeterna.wordpress.com

Já foi provado que o melhor remédio pra buçana é... tcharãn... água. Cheiro de mulher é algo inacreditável. Por que é que todos vivem querendo fugir disso...

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 15:31



Comentário de: Linda

Desodorante vaginal nem é pelo cheiro em si, já que ele tem o cheiro bem suave, bem fraquinho.
O gostoso de usá-lo é que regula o PH da vagina, ( outros sabonetes são muito alcalinos ) e também esse refresca o 'local'.
Ali é muito quente, gente. A sensação de frescor do desodorante vaginal é deliciosa.
O calor da vagina é muito intenso e vivemos abafando ainda mais, (calças, meias, isso é prejudicial, não só no quesito cheiro mas muito mais no quesito saúde, provocando infecções e tudo mais).

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 15:35



Comentário de: Letra Morta

"Não há vantagem evolutiva alguma nesse nojo". Na maioria dos casos parece que o nojo não é da secreção (suor, saliva etc) tal como é produzida mas de elementos que alteram seu aroma natural (bactérias, por exemplo). Um caso de nojo seletivo evolutivamente vantajoso da secreção em si poderia ser o de um marcador de parentesco.

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 17:03



Comentário de: Karla Nazareth · http://www.empurracomagua.org

Como já foi mencionado, o cheiro natural de axilas, genitálias, pés não é desagradável quando não está abafado por tecidos e materiais sintéticos. Mas além disso, o cheiro de uma pessoa pode desagradar uma, mas agradar a outra. Isso é evolutivo. Cada um produz o "perfume" que vai atrair o parceiro ideal para procriação. Perfumes e desodorantes em excesso confundem os sentidos e quem sabe, podem até estar impedindo que muitos casais mais compatíveis estejam sendo formados por ai. Lembro de um amigo narrando o seguinte ocorrido, "hoje fiz minha namorada cheirar o meu sovaco, se gosta de mim, tem que gostar do meu cheiro". O que me fez lembrar que não me apetecia o cheiro de suor de um dos meus primeiros namorados (por isso o caso durou apenas algumas semanas), mas do meu atual, sim (e lá se vão quatro anos).

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 19:30



Comentário de: Madalena · http://www.somemadeleines.blogspot.com

Alex, sempre venho aqui, vc tá linkado lá em casa. Eu detesto salto demais da conta, eu saí de um emprego pq era obrigada a usá-lo. Mas não é só o salto, todas as roupas femininas e os inúmeros adornos são feitos para imobilizar o corpo e os movimentos da mulher. Não nos deixam sentar, correr, lavar o rosto, fazer trabalhos mais pesados ou lavar uma louça que seja. Finalmente, estou livre. Doei os saltos. Desencanei da maquiagem. Deixei os cabelos naturais. E me sinto linda.

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 19:52



Comentário de: mauro tatini · http://mtatini.blogspot.com

Baxt... se voce procurar direito, voce encontra (facilmente) desodorante em londres que não é anti-perspirante. Já tentou o WholeFoods de kensington? Quando eu vou praí on tour, a gente fica perto do Jazz Café (onde tocamos geralmente, por uma semana) - eu já comprei desodorante num mercado perto de lá que não era anti-perspirante (meshell ndegeocello, a artista com quem eu trabalho, é natureba e só usa desodorante normal) - just trying to help...
Peace

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 19:57



Comentário de: Madalena · http://www.somemadeleines.blogspot.com

Esqueci, vou te deixar um link. Comentei algo parecido com o comentário que deixei neste texto aqui: http://somemadeleines.blogspot.com/2008/07/beleza-e-espiritualidade.html

BEIJOS!

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 19:57



Comentário de: Marjorie · http://marjorierodrigues.wordpress.com

Argh. Tentei postar um comentário aqui e perdi.

Então, ótimo post. Nem tenho muito a acrescentar, na verdade. só me irritei um pouco com a twittada da sua amiga, porque ela toma "bom e ruim" como se fossem universais. E isso varia de cultura para cultura. Não é todo mundo que toma banho como brasileiro, não. É meio burro esse negócio de "você só diz isso pq nunca pegou uma mina fedida, nuff said" -- a pessoa sequer se dá ao trabalho de pensar até que ponto o gosto dela para cheiro é cultural ou não. Muita preguiça isso.

Sobre a parte que me toca: usar vagisil pelo cheiro é o cúmulo. Porque,depois de um dia inteiro, não há vagisil que dure.

É que nem Gleid, que não adianta. Não faz sumir o cheiro do cocô. Apenas mistura merda com rosas.






PermalinkPermalink 15.04.09 @ 23:32



Comentário de: Marjorie · http://marjorierodrigues.wordpress.com

Hahaha, ok, eu tenho que comentar isso.

"O calor da vagina é muito intenso". Eu chamo isso de outra coisa, né? Mas ok. Quando o calor fica muito intenso, a última coisa que eu penso em passar lá é um vagisil. Maaaas. Falo nada. Hahaha

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 23:35



Comentário de: Elen Mateus · http://notleast.blogspot.com/

Recentemente descobri com os pais do meu namorado uma solução bacana pras axilas: solução de álcool e bicarbonato de sódio, um pouquinho só. você espirra nas axilas e passa o dia fora. você transpira, como é natural e deve ser, e depois fica com cheirinho de suor bom e não de suor mau! o máximo! como não costumo usar perfume, me sinto mais cheirando a eu-mesma do que a bamboo, maracujá, bergamota... e não fico com aquele fedorzinho de quem carregou pedra o dia todo, mas com cheirinho do meu suor, que aprendi a gostar! é um barato!

Quanto à atração física mútua entre os sexos, isso é evidente: adoro sentir o cheiro do meu namorado, me enlouquece e eu acho isso ótimo (ainda bem que ele é do tipo basic, o máximo de perfume extra que sinto nele é o do shampoo).

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 23:48



Comentário de: João Paulo Cursino · http://sratoz.blogspot.com

Independentemente do quanto se concorde com Alex, do quanto se ache adequado ou inadequado usar desodorante ao Sul do umbigo ou tomar ou não tomar banho todo dia --

o anúncio do Vagisil é, em si mesmo, ridículo. E, por causa de nossos tabus também construídos, constrangedor. Eu senti vergonha pelos atores: não de falarem do assunto (coisa que não fizeram: seus personagens fizeram), mas de concordarem em fazer o anúncio.

PermalinkPermalink 16.04.09 @ 00:41



Comentário de: Grainne

Muito bom o texto!
Eu sempre pensei sobre isso, sobre como as pessoas escondem e inibem os cheiros, as unhas, os pêlos e como tudo é sujo, feio e fede.

Sou apaixonada por perfumes, adoro mesmo, fico vendo os novos que saíram, pesquisando novos perfumistas... Do tipo obcecada. E como boa apaixonada por cheiros, sei que o cheiro do corpo também é um perfume e dos mais caros: individual, inimitável e não-comercial. Exatamente por ser louca por perfumes eu consigo diferenciar o cheiro do perfume comercial do cheiro do perfume do corpo da pessoa, e é isso que para mim torna as pessoas tão interessantes.

Muito mais do que opiniões, o cheiro é a marca registrada de alguém. Opiniões podem ser construídas e moldadas pela sociedade o tempo inteiro, mas o cheiro... Ah, o cheiro é intransferível.

Mas um alerta: o cheiro do suor, mais especificadamente, tem a ver com o modo como vc se alimenta, portanto gente que cheira como se tivesse "apodrecendo por dentro" certamente deve estar mesmo. O que você põe pra dentro do seu corpo, de alguma maneira sai. E se o que você põe está em decomposição [não falo só de carne, mas de massas, fermentos, gases, óleos saturados...], então a tendência é feder na saída.

PermalinkPermalink 16.04.09 @ 01:52



Comentário de: isa

As dicas de higiene da galera são ótimas, mas nada vai ao ponto da colocações do alex. o que está em questão não é necessariamente uma questão puramente olfatória, mas sim o que é considerado atrativo ou repugnante numa cultura, se o que é considerado belo e atraente numa cultura é culturalmente construído ou biologicamente pré-determinado. Na verdade um se constrói sobre o outro - o que é biologicamente pré-determinado passa a ser, e grande parte, culturalmente aceitável. Inversamente, o que é culturalmente aceitável muita vezes não é o mais natural.

Mas essa história de limpeza tem mil fundamentos religiosos, o lava-pés católico, o asseio dos monges budistas...a limpeza do corpo tem uma certa conotação de limpeza espiritual - estar mais perto de deus ou da luz. Enquanto que o diabo é sempre mais fedidinho...

Eu gosto de anjinho endiabrado que tome um banhinho antes de dormir. Homem fedido não dá...mulher fedida dá péssima impressão...uma coisa é ser natural, outra coisa é feder deliberadamente.




PermalinkPermalink 16.04.09 @ 14:23



Comentário de: isa

e mais, tem uma questão de bem-estar...quem não se sente bem estando limpo? com ou sem cheiro, gente suja não dá.

PermalinkPermalink 16.04.09 @ 14:25



Comentário de: José Carlos · http://www.darnomeaoboi.blogspot.com

Apenas para dizer que fugir de cobra também é socialmente construido. Se não souber que cobra pode matar (conhecimento adquirido socialmente), pode ter a certeza que não foge dela.

Abraço.

PermalinkPermalink 16.04.09 @ 17:06



Comentário de: Baxt · http://www.baxt.net/blog

Sobre lenda urbana, eu vi uma materia sobre isso. Eh do daily mail, o que nao eh la muito serio. http://www.dailymail.co.uk/health/article-1160744/Can-anti-perspirants-harm-womens-breasts-New-study-links-deodorants-breast-lumps.html

Tou com preguica de procurar a pesquisa mas sei la. Nao gosto de coisas que entrem nos meus poros e me impecam de suar.

Whole Foods. Realmente eh um bom lugar para procurar, obrigada pela dica. Eu tenho usado gel antibacteriano e tem funcionado, enquanto o clima esta ameno.

PermalinkPermalink 16.04.09 @ 19:18



Comentário de: Silvio · http://silvio


Bem para começar quem fede é PORCO. Quem é asseado nunca fede, cheira. Se não usa perfume, desodorante perfumado, sempre terá o seu cheiro. O cheiro é de cada um, é uma personificação de cada ser. Nada mais excitante que um cheiro de uma mulher na sua intimidade. Ela provoca o instinto de sexo do macho.Cada mulher tem seu cheiro, isso se não estragar tudo com perfumes e besteredas que só fazem provocar uma alergia qualquer. Digo porque, para mim nada mais maravilhoso que após horas de sexo co a mulher amada, ainda poderei levar comigo, na minha pele aquele cheiro, daquela mulher que se desnudou e despudorada, me deu sua paixão, seu amor, e seu cheiro...

PermalinkPermalink 16.04.09 @ 20:53



Comentário de: JLM · http://www.jefferson.blog.br

adoro o cheiro de bacalhau, dá água na boca, levanta a moral.

PermalinkPermalink 16.04.09 @ 23:07



Comentário de: Marcelo Santos da Anunciação

Concordo com você. Os cheiros foram marginalizados, embora sejam extremamente importantes. Com minha namorada dificilmente encontro, ela toma muitos banhos e é vidrada em perfumes. Mesmo assim consigo distinguir a fragância natural do corpo entre os cheiros artificiais, o que é um pouco dificil de explicar. Mas, definitivamente o que não deve entrar no relacinamento é o tal do desodorante íntimo. Esse é f... de aturar!!! O cheiro natural da xana é muito extimulante, revela uma natureza sexualmente animal.

PermalinkPermalink 17.04.09 @ 08:58



Comentário de: Cleison

Existe estudo científico em que pessoas com carga genética semelhantes se repelem, e o repelente natural é o odor corporal. Já, pessoas cuja carga genética sejam bem diferentes se atraem e o atrativo é o odor corporal.
Conclusão, nosso cheiro pode ser agradável pra uns e horrível pra outros, não se pode generalizar e dizer que o odor natural é agradável ou horripilante, depende de quem sente.

PermalinkPermalink 17.04.09 @ 15:13



Comentário de: Ana

A questão odor da vagina, vagisil é como o listerine. Os proprios produtos criam a necessidade de usá-los. Explico, desequilibrios na flora bacteriana genital, levam a infecções e algumas tem um mal cheiro terrivel, até pra avisar que algo está errado. Vagina não cheira a bacalhau, ou peixe podre, esse cheiro se deve a um desequilibrio e ao crecimento maior de uma bacteria que é natural da flora vaginal.
Produtos contendo pefumes, alguns sabonetes, espemicidas, gels pra esquentar, esfriar, antibioticos, desrregulam essa flora, geram o mau cheiro e ai a necessidade de usar esses mesmos produtos pra encobrir o cheiro, e temos uma bola de neve rolando.
Da mesma forma que antissépticos bucais com alcool ressecam as mucosas, tornando-as mais suceptiveis a infecções, sangramentos, etc. E lá vamos nóes usar mais antissépticos bucais pra combater o mau halito e essas mesmas infecções que ele gerou.
A industria é espertinha, cria a necessidade de seus próprios produtos.

PermalinkPermalink 17.04.09 @ 16:32



Comentário de: Cybelle Kostetzer

Engraçado, nunca tinha pensado a respeito...mas a verdade é que eu curto os MEUS cheiros...rs. Mas sou grilada quanto ao permitir que outros os sintam.

Agora, falando em sabonete íntimo...Há uma marca, "Intimus" (a mesma do absorvente) cujo
cheiro é idêntico ao do produto usado para
fazer permanente em cabelos...Fico pensando
quem é o demente do químico respnsável que acha que o
cheiro de permanente de cabelo é preferível ao
cheiro de buceta...

PermalinkPermalink 17.04.09 @ 22:40



Comentário de: Carol Brozzón

Concordo que tal aprendizado é cultural... segue como sugestão de leitura interessante texto http://dantsfeet.blogspot.com/2007/11/introduo.html

PermalinkPermalink 18.04.09 @ 10:22



Comentário de: Anderson Porto · http://www.tudosobreplantas.com.br

Vale a pena lembrar que transpiramos / excretamos aquilo que ingerimos. Seja álcool, carne ou outros alimentos que são metabolizados pelo nosso organismo ou por micróbios simbióticos.

Cheiros naturais dependem bastant de como nos alimentamos. Fato.

Para odor vaginal, chá de casca de aroeira. Pesquisem!

O que é socialmente construído vem das propagandas, que tentam convencer pela repetição. Nada como uma mentira contada várias vezes, para se tornar uma "verdade".

E favor não confundir higiene com retórica consumista. Minha namorada não gosta do gosto do meu sêmem depois que eu bebo. Nem quando fico dias sem tomar banho, e dá aquela gosma na cabeça do pinto. Dois dias suando aqui no RJ é motivo pra matar até urubu voando...

PermalinkPermalink 20.04.09 @ 12:07



Comentário de: Carol

eu ia comentar, mas essa conversa me deixou com tesão. depois eu volto.

PermalinkPermalink 23.04.09 @ 14:33



Comentário de: Vanessa · http://www.vanprates.blogspot.com/

Muito, muito bom
Já dizia o camarada Xico Sá:

Amigos comerciantes, não venda desodorante à mulher amada...

Bem, se não é isso, é mais ou menos isso.

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 00:09



Comentário de: carlinhos

pronto, vamos comer coco tambem.

PermalinkPermalink 08.06.09 @ 04:08



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  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
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  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
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  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
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  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
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  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
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  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
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  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
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  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
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  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
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  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
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  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
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