Dinossauros

A Virgin Megastore, em Times-Square, está fechando.

Tenho muitas memórias dessa loja. Na década de oitenta e começo de noventa, fui muito lá. Me lembro especialmente de um dia, em fevereiro de 1994, perto do meu aniversário de 20 anos, eu tinha acabado de conhecer o ska e estava completamente apaixonado, e me dei de presente uns 15 cds de ska que simplesmente implodiram meus horizontes musicais.

No final da década de 90, já não me lembro mais de voltar à Virgin. Talvez para comprar alguma encomenda pro meu pai. No século XXI, com certeza, não pisei mais lá.

Tenho pena de saber que a Virgin está fechando? Claro que não. Por que teria? Ela está acabando justamente porque tornou-se irrelevante para pessoas que, como eu, mais gostavam dela. Se a Virgin fosse fazer falta da minha vida, eu não estaria sem visitá-la há mais de dez anos. A Virgin está fechando porque se tornou um dinossauro. Foi atropelada pelos tempos. Já não supre mais a demanda que justificava sua existência. Finito.

Obra completa de Freud
O preço das obras completas do Freud caiu mais cem reais e agora está em R$299.

Idem idem para jornais. Já assinei vários. Tive época de assinar três. Hoje, não assino nenhum. Jornais de papel tornaram-se irrelevantes, com suas notícias obsoletas petrificadas em tinta imutável na noite de ontem.

Por que diabos eu leria um jornal de papel, velho e desatualizado, que ainda por cima mata árvores, suja os dedos, acumula poeira e atrai baratas e cupins, com notícias de ontem a noite, quando posso entrar na internet e ler notícias dos últimos cinco minutos, não só desse como de todos os jornais do mundo?

Faria mais sentido os jornais cobrarem pelo acesso ao site, sempre atualizado e dinâmico, e dessem de graça o jornal de papel, sei lá, para quem tem passarinho em casa e quer forrar a gaiola. Ou pro cachorro mijar. Ou pra embrulhar banana verde. Ou pra pintar a casa. Sei lá. Vocês me digam: pra que mais jornal impresso serve mesmo?

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Não sei como vai ser o futuro do jornalismo e, sim, tenho minhas preocupações, mas os jornais estão fechando pelo mesmo motivo que a Virgin Megastore: porque já não suprem a demanda que justificava sua existência, porque já nem fazem muita falta justamente na vida das pessoas que mais gostavam deles.

As carpideiras da indústria fonográfica e da imprensa impressa parecem aquelas pessoas que lamentavam o fim das diligências quando inventaram os trens. Sim, como tem gosto pra tudo, acredito que houvesse pessoas que realmente gostassem das diligências em si, como objeto. Mas, convenhamos, a maioria das pessoas queria somente ir daqui pra ali. Se inventam um novo método melhor e mais rápido, elas mudam para ele sem chorar e sem pensar duas vezes.

As pessoas frequentavam a Virgin Megastore e assinavam jornais impressos porque gostavam de música e de informação, não necessariamente de discos de metal e folhas de papel. Ainda vamos ouvir muito chororô por parte dos amantes de disquinhos e papeizinhos, mas a grande maioria das pessoas estará muito feliz e satisfeita curtindo suas músicas e consumindo sua informação por outros meios.

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13.04.09


Categorias: Economia


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Ameaçado por todos os lados, o jornalismo vai acabar?
Pretos, como a asa da graúna. Brancos, como a neve.

(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Atalho pra o formulário

Comentários:


Comentário de: João Paulo Cursino · http://sratoz.blogspot.com

Arram. Os discos são de plástico. O alumínio (que dá a ilusão de serem inteiramente de metal) é só uma camadinha com a espessura de um peido de mosquito, só pra refletir o laser.

PermalinkPermalink 13.04.09 @ 01:50



Comentário de: cris · http://quitanda2008.wordpress.com

eu gosto de jornais de papel. afinal, onde mais a minha cachorrinha iria fazer xixi se não em cima deles? são muito úteis, não podem acabar não! =)

PermalinkPermalink 13.04.09 @ 06:59



Comentário de: Alessandra · http://alessandrasouza.blogspot.com

Pode ser que eu simplesmente não conheça nenhuma dessas viúvas inconsoláveis dos cds e jornais de papel, mas até agora as únicas pessoas que eu vi reclamando do sumiço deles foram as pessoas que trabalham na indústria fonográfica ou em redação de jornal... e mesmo assim, só alguns.

PermalinkPermalink 13.04.09 @ 10:40



Comentário de: aiaiai

Matou a pau, Alex. Direto, curto e preciso!
Alguém por acaso tem saudade do mimeografo? kkkkkk

PermalinkPermalink 13.04.09 @ 11:26



Comentário de: leo · http://lmonasterio.blogspot.com

Jah passei ateh a aceitar a conversao dos cinemas de rua em Igreja Universal. Melhor isso do que se fissem demolidos.
Eu soh lamento mesmo o fim do Mirabel.

PermalinkPermalink 13.04.09 @ 14:32



Comentário de: lucas

É nisso que dá as cotas...

Do blog de reinaldo azevedo:

ESTA MOÇA NÃO APRENDEU A ODIAR. ENTÃO UM TRIBUNAL RACIAL CASSOU A SUA VAGA NA UNIVERSIDADE
A covardia tomou conta do país, e o racismo avança .
É covarde boa parte da imprensa, que se cala diante do abuso de celerados racistas!
É covarde a Justiça, que permite que a Constituição seja violada sob o pretexto de se fazer justiça histórica.
É covarde o Congresso Nacional, que tem cedido ao lobby dos racistas.
São covardes os que, mesmo discordando das leis racialistas, se conformam com a instituição de tribunais raciais no país.
É covarde o Ministério Público — quando não é conivente — ao permitir, sem dar um pio, que direitos sejam cotidianamente agravados.

Vocês certamente leram o caso da estudante Tatiana Oliveira, 22 anos, que cursa pedagogia na Universidade Federal de Santa Maria. Apelou à lei das cotas para ingressar na faculdade. Declarou-se parda. Segundo entendi, seu pai é mestiço, e a mãe é branca. Leiam o que foi publicado no Globo On Line. Retomo em seguida:

Logo depois da aprovação, Tatiana entregou os documentos que a UFSM exige dos futuros alunos. No caso dos cotistas afro-brasileiros, é necessária uma autodeclaração do aprovado dizendo que é negro ou pardo. Tatiana fez o que foi pedido e começou as aulas normalmente. A surpresa veio no dia 18 de março, quando ela foi convocada para comparecer a uma entrevista na reitoria.
Segundo Tatiana, na reunião estavam sete pessoas, três negras. Por alguns minutos, eles a teriam questionado sobre sua raça, se já havia sofrido preconceito e o porquê da opção pelo sistema de cotas. Tatiana, filha de branca e pardo e neta de negro, respondeu:
- Eu falei que me considero parda. Menos parda do que meu pai, porque minha mãe é branca. Respondi que nunca sofri preconceito e que escolhi me inscrever no sistema de cotas porque ele dá chance para que nós, de cor parda, possamos ingressar na universidade. Falei a verdade - diz Tatiana.
Depois da entrevista, ela foi comunicada pela coordenadora do seu curso que a sua matrícula foi cancelada. A decisão revoltou Tatiana e sua mãe, a técnica em Enfermagem Adriana Oliveira.
- O que a UFSM quer? Que só entre quem já sofreu preconceito? Ninguém aqui usou de má-fé para conseguir uma vaga. A Tatiana só se inscreveu por cotas porque entendemos que era um direito dela. Mas, pelo jeito, agora teremos de definir a cor da minha filha na Justiça - indigna-se Adriana.

Voltei
Olhem a que ponto chegou a estupidez! Escrevi há uns dois ou três dias que os negros, no Brasil, são 6% da população. Um leitor, realmente curioso, indagou: “Ué, mas os negros já não são mais de 50% do país?” Não, não são, não, meu caro! Trata-se de uma mentira política e de uma farsa ideológica.

Em dezembro do ano passado, o Ipea, em parceria com o IBGE, divulgou a falácia de que os negros já são 49,8% dos brasileiros — 51,1% da população masculina. Como é que 6% viram 49,8%? Simples: pegaram os 43,8% de mestiços e somaram aos 6% realmente negros, e todos ficaram sendo “negros”. E “ser negro” está começando a virar uma categoria política no Brasil.

Esse grupo que o Ipea/IBGE pretende chamar de “negro” correspondia a 45,1% da população em 1993. Em 2007, saltou para 49,8%!!! Teria havido uma explosão de natalidade? Não! Como a pesquisa é feita com base na autodeclaração, é evidente que mais gente passou a se declarar “negra” ou, a exemplo de Tatiana, “parda” porque isso passou a ser uma vantagem competitiva.

Os números de dezembro de 2008 tinham sido parcialmente antecipados no dia 13 de maio daquele ano por ocasião dos 120 anos da Abolição. Divulgaram-se, então, dados com o perfil racial das regiões brasileiras. A vigarice é tal, que se sustenta que a Região Norte tem 85% de... negros! É um escândalo estatístico e histórico. E que pode ser percebido a olho nu. A esmagadora maioria dos “pardos” daquela região deriva da mestiçagem de branco com índio. VALE DIZER: SE, NO PASSADO, FEZ-SE UM ESFORÇO DE EMBRANQUECIMENTO DO BRASIL, HOJE, FAZ-SE O ESFORÇO DO ENEGRECIMENTO.

Antes que avance, uma observação. Não me venham com a tolice de que os números são sérios porque tirados do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), O Pnad não determina que “pardo” é igual a “negro”. Essa é uma leitura política, não técnica. Adiante.

Comissão fascistóide
Mesmo diante dessa avalanche de mentiras, de leituras ideologicamente interessadas, não imaginei possível a brutalidade que colheu a estudante Tatiana. Não, eu não acho que ela seja “negra”. Quem diz que ela é negra é o IBGE. Quem diz que ela é “negra” é o Ipea. Quem diz que ela é negra é a política de cotas raciais. ATENÇÃO: TATIANA ESTÁ NOS NÚMEROS OFICIAIS QUE DIZEM HAVER 49,8% DE NEGROS NO BRASIL. OU BEM ELA É NEGRA E TEM “;DIREITO” À SUA VAGA (SEGUNDO A POLÍTICA DE COTAS VIGENTES), OU BEM, COMO É FATO, ESSES NÚMEROS SÃO FALSOS, E A POLÍTICA DE COTAS RACIAIS FICA ABSOLUTAMENTE DESMORALIZADA. Sim, os números são falsos, e tal expediente já se desmoralizou. Mas está em vigência. E Tatiana não pode ser discriminada por uma comissão que agora decide quem é e quem não é negro. Grupos como esse foram muito ativos na Alemanha nas décadas de 30 e 40 do século passado...

Não basta ser negro...
Acontece, meus caros, que não basta ser negro; é preciso também ser vítima. Não basta dizer-se pertencente a uma minoria; é preciso também aderir à política do coitadismo. Não basta dizer-se pertencente ao grupo; é preciso exercitar um tanto de rancor. NÃO BASTA TER UM DIREITO (OU PRIVILÉGIO); É PRECISO TAMBÉM SER UM MILITANTE DA CAUSA. E Tatiana não é. Tatiana é alguém a quem foi dado um “direito” — a ela e a milhões de outros. E ela resolveu exercitá-lo.

Um certo Jorge Luiz da Cunha, pró-reitor de Graduação da universidade, que assina os documentos de cancelamento de vaga, disse o seguinte em entrevista: “Ela respondeu que nunca sofreu discriminação, que nunca se considerou parda, que se considera mais clara que outros integrantes da sua família e que, no vestibular, foi a primeira vez que se disse ‘parda’. Partindo do espírito das políticas de ações afirmativas, a comissão, que inclusive tem representantes do Movimento Negro, entendeu que ela não se sente participante desse grupo”.

Entenderam? Se o Ministério Público tiver vergonha na cara, aciona este senhor sob a acusação de abuso de autoridade. A lei das cotas raciais não exige que a pessoa se sinta discriminada ou tenha sido alvo de preconceito. O fato de haver pessoas do “Movimento Negro” — o “movimento” agora virou tribunal racial? — na comissão não torna legal a arbitrariedade. E se Tatiana tivesse mentido? Onde é que está escrito que só os sofredores têm direito a cotas?

Observem como as coisas se dão. Essa gente toma para si a Constituição e resolve reinterpretá-la ao bel-prazer, transformando a desigualdade em instrumento de justiça. Para que pudesse lograr o seu intento, reivindicou o direito de DECIDIR QUEM É NEGRO. E foi assim que os mestiços se tornaram, então, negros. Agora que lhe foi dado esse poder, executa a manobra típica das revoluções vitoriosas: começou a fase dos expurgos. E AQUELES QUE DECIDIRAM QUEM É NEGRO COMEÇAM A DECIDIR QUEM NÃO É NEGRO. Antes, diziam reivindicar um direito. Agora está claro que, de fato, eles se tornaram concessores de privilégios.

O Senado discute uma lei que oficializa o racismo no país sob o pretexto de instituir uma política de cotas em todas as escolas federais. Que preste bem atenção ao caso da estudante Tatiana. Obviamente parda, ela foi vítima de um tribunal racial. Não que a cor de sua pele não lhe dê “direito” à cota — segundo a lei vigente, dá, sim. Ocorre que o problema de Tatiana está no coração: FALTA-LHE A DOSE NECESSÁRIA DE Ó;DIO, QUE É O VERDADEIRO ALIMENTO DO RACISMO. DE QUALQUER RACISMO.

PermalinkPermalink 13.04.09 @ 17:33



Comentário de: rodrigot

coincidência ou não... a tirinha é de hoje.

http://www.malvados.com.br/index1275.html


PermalinkPermalink 13.04.09 @ 18:22



Comentário de: Helvécio

Agora fiquei preocupado.

Se o jornal impresso acabar,com o que vou forrar o chão de casa quando for pintar ?

Abraços

PermalinkPermalink 13.04.09 @ 21:37



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Como vão as coisas na Tribuna da Imprensa, Alex?

PermalinkPermalink 13.04.09 @ 21:39



Comentário de: Filipe

Apesar de tudo, no ramo da indústria fonográfica um objeto considerado "de museu" está voltando: o LP. Para os verdadeiros amantes e entendedores da boa música até hoje nada substituiu o vinil em termos de qualidade sonora. Mas claro que, se um dia for invetado algo melhor, concordando com o Alex, não temos dúvida de que os bolachões serão enterrados de vez.
Já artistas como Ivete Sangalo, César Menotti e Fabiano, Banda Calipso e afins têm que erguer as mãos para o céu por existir o mp3!

PermalinkPermalink 14.04.09 @ 01:49



Comentário de: Odair da Silva

Tremendo idiota; Sua esposa, se é que você ainda a tem, é que deveria trocar você e este seu p.... mucho, assim como você acha que as coisas maravilhosas da vida tornam-se obsoletas, também você deverá se tornar qualquer coisa obsoleta, você simplesmente esquece de ponderar sobre o glamour, o romantismo da coisa, em geral se você for perceber tudo que é mais velho é melhor ou mais saudável. Você fala sobre a inutilidade do jornal, mas idiota você não fala da inutilidade que seu PC terá já no próximo ano, pois, assim como o carro, computadores também todos os anos também se renovam, desta forma o dinheiro do seu bolso ou do meu também terá que estar se renovando, agora eu digo, sem o "dimdim" você ainda consegue ter acesso a algum jornal, agora, sem ele você consegue comprar um PC, pagar a conta de uma linha telefônica, pagar a concessão de uso do Speed, que noticias que custam caro estas do seu PC idiota, com R$ 40,00 mensais leio ao meu jornal todos os dias, e quando não os tenho, é só me aproximar de alguém na banca, na praça ou pegar no metrô.
Cabecinha de vento.

PermalinkPermalink 14.04.09 @ 12:08



Comentário de: Alex Castro Email

Odair, seu comentário matou a pau. Sério mesmo. Quase apaguei o post. Muito obrigado.

PermalinkPermalink 14.04.09 @ 12:23



Comentário de: Márcio

Preferia ver os cinemas demolidos do que virarem circos da IURD.

Sobre o vinil voltar? Ah, que coisa. Em duas horas de trabalha bem feito, com softwares determinados, e o dito LP já está disponível na net. O mesmo se dá para as demais mídias analógicas.

Um conceito deve prevalecer acima de qualquer conclusão. Tudo que for "digitalizável" possui um direito autoral relativo. TUDO cai na rede, e basta buscar por aí para ver.

A relação artista/consumidor vai sempre existir, mas assim como os jornais, gravadoras tradicionais sofrem de um câncer irreversível. NINGUÉM em sã consciência, com o poder aquisitivo brasileiro, dará 35,00 reais em um cd, tanto que já nem existe música de qualidade na praça. Estão apelando para as porcarias da moda volátil, resumindo, apelando pra todos os lados. A pirataria é uma consequência da ganância dessas instituições. Rust in Peace Virgin Megastore.

PermalinkPermalink 14.04.09 @ 12:49



Comentário de: Paulo

O problema não é o vinil ou os cds, o que pega é o consumismo que tomou a sociedade de assalto - ter um milhão de mp3 cuja maioria nunca será ouvida apenas pela falsa necessidade de TER.
Talvez quem compre cds tenha a percepção que a obra do artista vá além da música propriamente dita e englobe uma proposta visual, como a capa, encarte etc... nesse ponto, houve uma perda muito grande qdo da passagem do vinil para o cd.

PermalinkPermalink 14.04.09 @ 13:08



Comentário de: lucas

Filipe,

Humilde opinião de quem é formado em eletrônica e estudou e trabalhou um bocado com processamento digital e analógico de som: essa do vinil ter mais qualidade que formatos digitais é LENDA.

Existe sim uma diferença grande de qualidade entre o CD e o mp3 (o primeiro é melhor, já que o mp3 é um formato comprimido com perdas). Mas mesmo assim, um mp3 em qualidade máxima só será diferenciado de um CD por um cachorro ou um analizador de espectro.
Entre o CD e o vinil, não há dúvida - o CD é melhor. Isso é matemático.

O que realmente faz a diferença é a qualidade do seu equipamento - leitor, preamp, amplificador, caixa de som etc. Muitos dos equipamentos analógicos antigos eram de qualidade ótima, embora fossem muito caros, enquanto a maior parte dos equipamentos digitais modernos é feita pra ser barata, e não pra ter qualidade. Por isso é bem provável que a sua vitrola de 30 anos ainda tenha um som melhor que o do seu CD player dos anos 90.

Mas se você comparar um equipamento de 100.000,00 dólares com vinil, e um de 100.000,00 dólares com mp3, vai preferir o mp3.


É óbvio que isso não significa a morte do vinil, há muitos outros motivos pra continuar usando. Eu ainda tenho minha coleção toda.



PermalinkPermalink 14.04.09 @ 17:14



Comentário de: Te

Uma coisa que me veio à cabeça: alguns autores teatrais costumam desdenhar de críticas negativas às suas peças dizendo que o jornal que a publicou hoje estará embrulhando peixe amanhã. Ou seja, que não vale nada. Mas com a digitalização dos jornais as críticas negativas permanecerão para sempre no ciberespaço e nos arquivos digitais, ao alcance de uma simples busca pelo título ou nome do autor no Google. Com isso, as críticas negativas não desaparecerão. Será o pesadelo dos autores teatrais?

PermalinkPermalink 14.04.09 @ 21:17



Comentário de: Filipe

Ok, retiro o que disse. =)

PermalinkPermalink 16.04.09 @ 12:47



Comentário de: isa

o seu texto é McLuhan through and through...quem conhece um pouquinho de teoria da comunicação vai saber identificar. Em Understanding Media, McLuhan diz que " o meio é a mensagem", e fala da obsolescência das mídias à medida que uma revolução tecnológica substitui a outra por ser mais barata, mais rápida e mais acessível.

Mas McLuhan também aponta para o lado da saturação de um meio...quando tudo torna-se intangível, como a música nos meios eletrônicos, por exemplo, ocorre um efeito reverso, e este efeito geralmente dá vazão a uma nova mídia, e assim o ciclo das mídias continuam. Com a morte lenta dos vinis, CDs, e etcetera, perde-se uma cultura de colecionismo em torno da música, perdem-se as capas de disco lindas que marcaram tanto a cultura pop, perdem-se as pequenas lojas de discos e os seus experts e todo tipo de gente que ali habita e o contato humano que a música proporciona. Mas estes, por outro lado são repostos pelas redes peer-to-peer que é uma rede de trocas também, mas mediadas pela computação...

A questão não é uma questão de romantismo ou do fetiche do que é "antigo"...cada meio tem a sua própria mensagem, cada meio tem o seu 'som'. Temos que lembrar que a vitrola quando foi inventada foi altamente rejeitada por tornar obsoleto o concerto ao vivo, e outros diziam que era coisa do diabo...e assim caminha a humanidade....

PermalinkPermalink 16.04.09 @ 14:54



Comentário de: Luna · http://dialetica.org/luninha

Eu adoro ler jornal. Não consigo sair de casa sem ler e não troco por nada! Quantas vezes falaram que o rádio ia acabar e está aí até hoje...sempre vai ter algum público.

PermalinkPermalink 16.04.09 @ 15:45



Comentário de: Gustavo S. · http://twitter.com/luigusta

Ok que é hipócrita lamentar o fim das lojas de CD, por exemplo, quando o cidadão não visita essa loja de CD faz dez anos. O dono da loja não ganha dinheiro por fotossíntese, então o mínimo que nos cabe é entender o fenômeno e aceitar o destino dessa e de todas as outras lojas de CD.

Mas, vai, é normal rolar aquela saudade besta de algo que se tornou uma instituição, que pode ter na sua cabeça um papel simbólico, uma lembrança aleatória ou coisa que o valha. Eu mesmo sou apegado a essas coisas, então até uma modificação arquitetônica numa casa da minha rua me faz lamentar, porque com a mosdificação se apagou também o registro visual de uma época da minha vida. Não lamento a evolução como parte ruim do modus operandi da sociedade, mas, peraí, deixa eu ser nostálgico de vez em quando...

Sobre jornais, olha, enxergo esse fim do impresso tb, mas não tão rapidamente. Principalmente aqui no Brasil, onde boa parte da população que lê jornal é desconectada do mundo virtual, e ainda mais com a proliferação desses jornais de 0,50 centavos que tem como leitorés gente até pouco tempo desacostumada a ler os jornalões. Num chutômetro bem safadinho, ainda aposto que o impresso vai sobreviver com certa galhardia até a próxima geração, até que ocorra isso que vc falou de, por exemplo, jornal online cobrar assinatura de forma generalizada em detrimento da versão impressa.

PermalinkPermalink 05.10.10 @ 01:51



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I am at a crossroads in my career. I am in the middle of applying for law school, but I really want to write. Is there a field that can combine the two, or do I choose one over the other? I am not looking to practice law, that much I know about myself. I want to do something that is challenging, fun, creative and meaningful. I fear that I have to give up writing in order to fullfill a working life..

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