Post chato que guardo pros domingos festivos quando ninguém lê blog:
Maluco beleza gaúcho, um dos dramaturgos mais subversivos e surreais do século XIX. Antecipou o Teatro do Absurdo, Jarry, Beckett, Ionesco, a turma toda.
Provavelmente nossa melhor peça do século XIX por provavelmente nosso melhor poeta.
Reli a peça antes de ver a montagem do Zé Celso pro Teatro Oficina. A peça é sensacional, como quase tudo de Eurípides, e sempre muito atual na discussão religiosidade vs ciência. As orgias dionisíacas fazem dela uma peça perfeita pra ser adaptada pelo Oficina.
Um dos autores não-canônicos e esquecidos que estou estudando. Sua peça História de Uma Moça Rica foi um dos maiores sucessos do teatro do século XIX e, depois, poof!
Considerada a peça que inaugura o teatro nacional. Fraquinha.
Uma sequência de livros sobre New Orleans. O primeiro é uma coleção de crônicas de jornal sobre o Katrina. O último, disponível em português pela bagatela de R$7, é sobre o despertar sexual de uma mulher reprimida. Recomendo fortemente. Ler um livro passado na Nova Orleans do século XIX é como ler a nossa produção literária da mesma época: atrás de cada personagem branquinho cheio de dilemas existenciais, tem sempre um pretinho, escravo ou ex-escravo, que não fala nada, não tem vida própria e só serve pra trazer copos d'água e entregar recados.
Um grande, grande livro. Quando terminei de ler, estava emocionado. O Kundera já é grande fazendo literatura, mas falando de literatura ele se supera.
Teatro, teatro e mais teatro.
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