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A Decisão Econômica de Ter Filhos (Adendo à Prisão Dinheiro)

Uma das críticas mais comuns feitas à Prisão Dinheiro foi a ausência da questão familiar. Disseram:

Oras, tudo é muito fácil se você não tem filhos!

E eu respondo:

É verdade, tudo na vida é muito mais fácil se você não tem filhos - o que, aliás, é o principal argumento para NÃO ter filhos.

Reparem que não estou criticando a decisão de ter filhos. Cada um faz o que quer da sua vida. Eu respeito sua decisão, leitor-patriarca. Mas se decidiu conscientemente ter filhos e formar família, é porque encampou o desafio. Então, não vem dizer que a minha vida é fácil, não vem reclamar dos seus dois empregos, não vem reclamar dos preços de aparelhos ortodônticos.

A escolha foi sua. Agora, aguenta.

Minha vida é fácil? Comparada à sua, claro que é. Minha vida é fácil porque eu decidi não complicá-la tendo filhos e formando família. Minha vida é fácil porque eu abdiquei das vantagens de ser pai para não ter que sofrer as desvantagens. Minha vida é fácil porque eu, apesar de adorar crianças, não tenho um filhinho fofo pra eu ensinar a gostar de Senhor dos Anéis, mas também não tenho dívidas e hipotecas, não pago escola particular nem curso de inglês.

Fizemos nossas escolhas, eu e você, e eu estou feliz com a minha. Se o seu filhinho não vem me abraçar e me chamar de papai, não venha você me reclamar das despesas de criá-lo. Uma coisa só existe em função da outra.

Senão, é como um amigo passar de carro pelo ponto de ônibus onde estou pegando chuva e esperando há quarenta minutos... e vir me dizer que minha vida é muito fácil porque não tenho que pagar metade do salário em leasing do Audi! Ele, dentro daquele ambiente seco, refrigerado e com música ambiente, pago por suas enormes dívidas, querendo que eu, molhado e de saco cheio no ponto de ônibus, mas de vida muito fácil, sinta peninha dele...

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* * *

Historinha que recebi por email de um leitor sem filhos:

Eu e minha esposa percebemos a mesma coisa. Funciona assim:

1- Um casal com filhos descobre que nos fizemos uma coisa legal. Tipo: viagem para uma praia em algum lugar exotico.

2- O casal com filhos espera dois minutos e pergunta: "quando vcs terao filhos, hem?"

* * *

 E Agora, o que Fazer?: a Difícil Arte de Criar os Filhos Segredo do Relacionamento com os Filhos

Já escrevi bastante sobre os motivos da minha decisão de não ter filhos e sobre os filhos dos outros (esse último, já com 400 comentários). No contexto da Prisão Dinheiro, cabe acrescentar o seguinte:

Economicamente falando, a decisão de ter filhos é igual a de financiar uma casa.

Você decide incorrer em um passivo que vai sangrar suas finanças por muitos e muitos anos, em troca dos benefícios que aquele passivo lhe proporcionará (as alegrias de ter um filho, o conforto de morar em casa própria) e torcendo para que, eventualmente, o passivo se torne um ativo (o valor de revenda da casa depois de paga, a ajuda que seu filho pode lhe dar quando você fique velho e incapaz).

Uma amiga querida (que já quis casar comigo e depois desistiu, I wonder why!) ficou revoltada com essa comparação:

bicho, as vezes eu acho que vc é defeituoso de fabrica. só vc para chamar a familia que alguem constroi como um gasto fixo. tem coisas que nao se resumem a isso. eu nao to dizendo que o que vc esta dizendo nao é verdade. mas é irrelevante.

Mas a beleza da economia é justamente que todo tipo de comportamento humano pode ser reduzido e estudado nos seus aspectos econômicos. Ainda mais a decisão de ter filhos. Converse com qualquer casal de recém-casados, com ou sem filhos. Eles vão citar números, estatísticas e planilhas que eu não sei, nem quero saber.

Dizer que a decisão de ter filhos é uma decisão econômica não quer dizer esvaziar essa decisão de seus aspectos lindos, românticos, biológicos, espirituais, subjetivos, imponderáveis, blá blá blá. Mas, ainda assim, não deixa de ser uma decisão econômica.

Mesmo que não faça esse tipo de raciocínio conscientemente, o indivíduo ou o casal pesa os benefícios, tanto concretos (ter um apoio na velhice, etc) quanto subjetivos (a felicidade de ter um filho, etc), contra os custos, tanto concretos (as despesas, etc) quanto subjetivos (acordar no meio da noite pra trocar fralda, etc), e toma sua decisão.

Não estou inventando nada. É assim que se toma qualquer tipo de decisão. No nosso exemplo, tudo o que as pessoas falam como sendo a magia de procriar, o impulso biológico, a felicidade suprema de ser pai, etc, cai na categoria de benefícios subjetivos, mas não muda em nada a estrutura do argumento. Ainda assim, por mais que a pessoa deseje experimentar todos esses maravilhosos benefícios subjetivos, ela precisa ter renda suficiente para pagar as despesas concretas que vão resultar da sua decisão.

Explicou o Leo Monastério, blogueiro e economista:

Os alunos ficam chocados quando eu digo que filhos sao "bens inferiores"(ou seja, bens que quando a renda aumenta, a demanda cai; tal como carne de segunda). Para alguns é dificil ver que isso nao é a minha opiniao. Eh só uma relacao empirica consagrada.

Mas sempre me aparece um leitor de dedo em riste, brandando:

Você não entende, Alex! Ter filho não é uma decisão assim consciente, fria, calculista! É o objetivo do homem da terra! É a nossa obrigação perante deus! É nosso destino biológico! É a maior felicidade da vida! (complete com o seu argumento pró-procriação preferido) (etc)

E eu respondo:

Amigo, não diz isso pra mim, diz pro seu gerente de banco.

Não importa o quanto você quer uma coisa ou o quanto ela é importante. O que importa é: pode pagar por ela? Está disposto a arcar com as consequências e fazer os sacrifícios necessários?

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* * *

Opinou uma amiga:

Mas o texto dá a entender que você quer muito ter filhos!

E eu respondi:

Ué, se não tivesse custo nenhum, seria ótimo. Eu também queria muito ter um helicóptero, o foda é ter que pagar! Se fosse possível desligar filho e guardá-lo na gaveta, eu já teria tido uns oito.

Prisão Dinheiro:
I - Viver É Mais Barato do que Você Pensa
II - A Armadilha Consumista
III - Os Dilemas da Classe Média
IV - Caindo na Armadilha do Aumento do Padrão de Vida
V - Viver Fazendo Tanta Economia Já Não É uma Prisão?
VI - Não Existe Liberdade sem Independência Financeira

Sem Filhos

 

07.04.09


Categorias: Comportamento, Economia

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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Andre Carvalho

O Engraçado desta sequência de posts é a quantidade de pessoas que não veem o outro lado. Lembra um pouco as pessoas que falam "como assim você é ateu? E quando as pessoas morrem? acaba de repente? Impossível!" (baseado em fatos reais). Será que é tão dificil sair da zona de conforto e aceitar o diferente? O problema é que muitas pessoas "take for granted" que todo mundo é como ela, e ficam "revoltadas" quando alguem contraria isso. Como se o modelo de vida escolhido por elas dependesse de suas decisões serem "axiomáticas", praticamente dogmáticas: Quem discordar esta se enganando, não está vivendo sua vida "direito", de acordo com os dogmas, está se enganando.


Apesar deste paragrafo acima, pretendo ainda ter filhos: Faz parte do que eu vejo como "uma vida ideal". Não significa que quem não queira ter vai viver uma vida de mentiras. Às vezes acho que as pessoas tem uma necessidade de justificar suas decisões pelas de outrem: Se eu abdiquei de X por Y, quem tem Y deve ter abdicado de X também, senão meu sacrificio foi inútil. Por isso revolta tanta gente que algumas pessoas vivam tão tranquilas, tão a vontade com seus empregos, suas vidas.


PermalinkPermalink 07.04.09 @ 01:51



Comentário de: jean · http://novasvisoes.com.br/wp/?cat=17

Eu não quero ter filhos.
Pode ser que eu mude, mas, HOJE, tenho meus motivos:

1- Tem gente p/ K7 no mundo. Quer dizer se eu desperdiçar minha semente a humanidade não vai acabar.

2- Apesar do mundo ter melhorado muito, a tendência é a natureza levantar a sombrancelha e lembrar nosso parentesco com a poeira cósmica.

3- Criança é muito legal, ASSIM: a gente brinca por uma, duas horas e depois devolve para os pais para a manutenção.

4 - Criança é ótimo. Depois vira adolescente. depois vira adulto. Aí num dia, revendo as fotos com sua esposa e refletindo que ser humano sua cria se tornou e que custo moral lhe teve, você solata: Puta merdas! A gente devia ter feito sexo anal naquela noite há 25 anos atrás.

5 - E o mais importante: Tô nessa vida p/ gozar. Com tantos terríveis prazeres fugazes e viciosos por aí vou perder meu tempo com espiritualidade de loja de departamento. Vai só!

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 05:10



Comentário de: Eduardo

"Se fosse possível desligar filho e guardá-lo na gaveta, eu já teria tido uns oito. "

hauhauhauhauahuahuahauhauhauhuahuha

Resumindo tudo o que eu penso sobre filhos, eu prefiro gastar meu dinheiro COMIGO do que com outra pessoa. Gosto muito de crianças, só não quero a responsabilidade e a despesa.

Quero mto q minhas irmãs tenham filhos, pq eu como tio vou pegar só a parte boa de brincar com eles e tirar as dúvidas sobre sexo q eles nunca comentariam com os pais. :D

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 11:51



Comentário de: Eduardo

Pirralho na responsabilidade dos outros é refresco.

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 11:53



Comentário de: Bruna · http://www.salariominimo.net

Eu encaro isso como um desafio. Ainda não tenho filhos, quero ter, mas com certeza será um desafio a se enfrentar. No final das contas, por bem ou por mal, ter filhos traz benefícios. Não pelo lado monetário, pois se olharmos por esse lado certamente eles trazem prejuízo! hehehe! mas pelo lado família é completamente louvável se formar uma família. Beijos! Bruna.

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 14:02



Comentário de: Claudia Regina · http://www.dicasdefotografia.com.br/

Concordo com tudo, sem tirar nem pôr. Aliás, o dia que eu tiver muito dinheiro e tempo sobrando com certeza vou querer ter um filho.

Só não acredito muito que esse dia irá chegar. rs... dinheiro sobrando não é algo muito comum.

E é incrível como as pessoas me acham sem coração quando digo que penso na parte econômica de se ter um filho... rs...

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 14:14



Comentário de: Karina

Alex eu tenho 30 anos e não quero ter filhos. Nunca quis e meu instinto materno é totalmente suprimido pela Clementine, minha cachorra, apesar de gostar bastante de crianças. Identifico-me muito com os seus textos sobre o assunto, se não por um aspécto: essa minha posição é sempre alardeada para quem quiser ouvir, sempre que entro no assunto. No entanto, não lembro de ter sido vítima de qualquer pressão para ter filhos como você e alguns comentaristas têm falado. Não lembro de alguém ter despendido de qualquer esforço para me fazer mudar de opinião. Eu não interfiro na vontade de as pessoas terem filhos e elas não interferem na minha vontade de não tê-los.

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 15:21




Normal, as pessoas acham que quando você fala que não quer ter filhos elas escutam: "ele está dizendo que minha decisão foi errada!" Quando na realidade você só está analisando as possibilidades e escolhendo.

Seu bem disso pois escrevo sobre relacionamentos afetivos e ainda mais sobre relacionamentos abertos o que gera a mesma reação. As pessoas acham que eu estou dizendo que a escolha delas está errada, quando na realidade só estou mostrando que existem outras escolhas possíveis.

Coisa do "cerumano"


PermalinkPermalink 07.04.09 @ 15:25



Comentário de: João Paulo Cursino · http://sratoz.blogspot.com

Hm. De todo modo, cruel e sem coração é você TER o filho e depois não conseguir criá-lo. Ou, mais simplesmente, não criá-lo.

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 15:32



Comentário de: Pedro Fraga · http://growing-up.blogspot.com

O papo do egoísmo também é demais. Queria saber quantos desses prole-maníacos adotaram uma criança abandonada, por exemplo.

Acharia bonito, de verdade, um casal que abre mão de ter filhos próprios para adotar alguns, por exemplo...


PermalinkPermalink 07.04.09 @ 15:42



Comentário de: aiaiai

Eu tenho filho e não boto a culpa de eventuais problemas financeiros nele, simplesmente porque crio ele vivendo da mesma forma que sempre vivi: com o dinheiro que ganho, sem fazer do trabalho uma escravidão, sem imaginar que trocar de carro é essencial, que comprar roupas e sapatos caros é prioridade... priorizo o que sempre priorizei: vivem num lugar legal, me divertir (com e sem ele), cultivar bons amigos (os meus e os dele), comer bem ( o que não significa comer coisas caras), viajar (com ele e sem ele, e ele sozinho).
O problema, acho , é que as pessoas querem mostrar para o próprio filho que são Fodoes, ganham muito dinheiro, tem carro mais bonito do que o pai do amiguinho, essas coisas. To cansada de ver isso por aqui. Moro num bairro legal, tem muita gente mais rica do que eu aqui, mas a maioria nunca sequer fez uma viagem legal com o filho. Ficam só gastando nas aparências. Ou então "criando um patrimônio". Morro de rir com isso.
No ano passado eu fui para a noruega com o meu filho. Foi uma coisa incrível, nós dois nos divertimos muito e gastamos pouco. Ficamos com amigos, comemos muito cachorro quente, acampamos, passeamos, andamos por aquelas paisagens incríveis, fizemos mais amigos. Enfim, vivemos! Os vizinhos ficaram com a certeza de que eu sou muito rica, porque a maioria nem sabe direito onde é a noruega. To nem ai. Eu quero é passar um bom tempo com o meu filhote, curtir coisas com ele, ensinar e aprender com ele. Garanto que dá.

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 18:54



Comentário de: Alina · http://www.drunkendrunken.blogspot.com

E quando a pessoa tem um problema genético e mesmo assim tem filhos?
Fico REVOLTADA!!!!
Muitas vezes,ter filhos é puro ato de egoísmo disfarçado de "amor generoso".
Vi no jornal um cara que tem umas perebonas pelo corpo todo,rosto meio deformado,ele SABIA que se tivesse filhos eles possivelmente teriam essa doença,e mesmo assim os teve!
Sua menina, tão bonitinha,vai virar uma monstrinha daqui a alguns anos pois já apresentou ter o mesmo defeito do pai.
E o SAFADO ainda acha que fez certo!
Que raiva!!!

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 19:04



Comentário de: Alexandra · http://guerson.wordpress.com

Eu tenho 33 anos, sou casada há quase 10 anos, e continuo não querendo filhos.

Mas se tivesse, apoiaria um estilo de vida igual ao proposto pela aiaiai acima.

Vc falou em consumismo nos posts sobre estilo de vida. Pois o consumismo entre crianças é incrível! Eu fico abismada com a quantidade de coisas que meus sobrinhos tem. Com 3 anos meu sobrinho já sabia nome de marcas e o que ele queria... Isso me assusta. E muito.

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 20:19



Comentário de: Jean Scharlau · http://www.olobo.net

Alex, mesmo economicamente é relativo. Ter filho(a) demandará mais despesas, mas este ponto não é crucial, pois paralelamente poderá motivar a geração de receitas maiores que as despesas. Isto depende do que o fator filho(a) desencadeia no agente pai(mãe).

É frequente que o simples e novo fato da existência de filho(a) motive pai e mãe a trabalharem melhor e os inspire a produzirem mais, com maior rendimento, o que lhes acrescenta leveza ao peso e força para o esforço, muito mais do que calcularia quem olha de fora. Sua nova motivação lhes provê doses extra de energia e vontade exuberante para compensar eventuais acréscimos no fardo.

Isto, claro, não acontece com todos os pais e mães, voluntários ou involuntários. Mas acho que acontece com a maioria. Então, ter filho(a)(s) resulta, na maior parte das vezes, em crescimento e estabilidade econômicos.

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 22:09



Comentário de: Demaisão

Alex, you're the guy. mas porque anda tão reativo? pra nós, leitores, é bom, porque inflama o clima, mas não me parece lhe cair bem este espírito. deste admirador-leitor

PermalinkPermalink 07.04.09 @ 23:00



Comentário de: Rafael · http://thequestlog.blogspot.com/

Se as pessoas que tivessem filhos optassem por adoção, também seria ótimo do ponto de vista econômico, e um ato generoso foda. =3

Todo mundo adora ter filhos, desde que carreguem seus genes.

PermalinkPermalink 08.04.09 @ 10:15



Comentário de: Téo · http://www.agenciaempregos.net

Se nossos pais pensassem dessa maneira, nós sequer teríamos nascido... estou errado?! não é preciso ser milionário para ter filhos... eu ainda não os tenho, mas não vou tentar a mega sena toda semana para conseguir criá-los... Abraço!

PermalinkPermalink 08.04.09 @ 14:43



Comentário de: alex castro

"Se nossos pais pensassem dessa maneira, nós sequer teríamos nascido... estou errado?!"

eu acho engracado esse comentario. nao entendo bem. claro que nao está errado. mas e daí? o q isso prova? o q essa pessoa está querendo dizer?

sim, se meus pais pensassem como eu, eu nao teria nascido. sim, concordo. e daí? o q isso prova? por um acaso, eu nao nascer teria sido uma tragedia tao grande assim?

juro q nao entendo. alguem me explica?

PermalinkPermalink 08.04.09 @ 15:01



Comentário de: Soyer

Li quando vc me mandou pelo msn, agora leio e me delicio dnovo com esse texto por aqui.

"Ué, se não tivesse custo nenhum, seria ótimo. Eu também queria muito ter um helicóptero, o foda é ter que pagar! Se fosse possível desligar filho e guardá-lo na gaveta, eu já teria tido uns oito."

hahahahahahahahahahahaha

PermalinkPermalink 08.04.09 @ 16:17



Comentário de: Paula · http://muitogelo.blogspot.com

Estou com muita saudade de você.


Meu irmão vai adorar esta discussão. Vou mostrar pra ele. Vira e mexe, quando o perguntam "cadê o filho?", ele responde que "filho é investimento sem retorno".

PermalinkPermalink 08.04.09 @ 19:33



Comentário de: Xico

Pior é quando eu comento essas coisas e vira e mexe vem um e "roga praga": esse vai ter un 5 filhos...

Ademais, não sei o que é mais insano: os pais (que compram) ou os filhos (que pedem)!

Vejam o documentario:

Criança, a alma do negócio
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=rW-ii0Qh9JQ
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=dX-ND0G8PRU
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=UkcVM0Vcwd0
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=eq0gqEeaNL8
Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=2d0DWuZsAfM
Parte 5: http://www.youtube.com/watch?v=88v1i9BXTS8
Créditos: http://www.youtube.com/watch?v=Oqk7uUnEurY

PermalinkPermalink 08.04.09 @ 20:24



Comentário de: Flavita · http://flavitavalsani.wordpress.com/

Amém!

PermalinkPermalink 08.04.09 @ 23:10



Comentário de: cesar kiraly · http://cesarkiraly.opsblog.org/

risos... os filhos são uma engenhosa estratégia do capital... um forte abraço, cesar kiraly

PermalinkPermalink 09.04.09 @ 14:32



Comentário de: Marcela

Concordo com vc. E penso também como o Aiaiai mais acima.
Tenho 28 e ainda não tenho filhos. Meu marido tem 34 anos. Queremos ter com certeza, mas não agora.
Não sou uma pessoa de hábitos muito caros ou esnobes. Não ambiciono morar na Vieira Souto um dia nem faço questão de trocar de carro anualmente, por exemplo. Mas me permito sair pra jantar em lugares bacanas e viajar para o exterior uma vez ao ano. Se eu tiver filho agora, isso não vai acontecer mais. A não ser que em alguns anos nossa renda cresça de modo a nos permitir manter o nível de vida atual junto com os gastos que um filho gera. Não sei se isso vai acontecer mesmo ou não. Mas por enquanto não me sinto preparada a abrir mão dos meus pequenos luxos.
Alguns podem chamar de egoísmo. Talvez seja, talvez seja falta de maturidade, whatever. Só demonstra que não tenho condições de ter filho agora.

PermalinkPermalink 10.04.09 @ 14:50



Comentário de: Rahvin

Sua analogia da escolha de ter filhos e do cara ter um carro foi completamente sem sentido. Depois dela até perdi a vontade de ler o resto do seu texto.
Mas mesmo assim continuei a ler, e não fiz nenhum esforço de tentar ver a coisa do seu ponto de vista

PermalinkPermalink 14.04.09 @ 15:09



Comentário de: Marc. C

Alguém tem que procriar nesse mundo, os fortes (hahahaaha) é assim com todas as espécies: os fortes sobrevivem...
Os fracos morrem ou no seu caso arrumam desculpa para justificar o fato de não conseguir procriar...
Simplesmente aceite sua situação em vez de tentar justificá-la: Não tenho grana, culhão ou coragem para ter filhos.

PermalinkPermalink 15.04.09 @ 17:08



Comentário de: Diogo

Não discordo da sua opinião, mas, ainda bem que seus pais não pensaram assim...

PermalinkPermalink 04.05.09 @ 00:13



Comentário de: Kika

Concordo plenamento com vc, e ainda acho muito engraçado quando as pessoas falam de tudo de bom da decisão tomada, mas peraí eu nunca ouvi ninguém dizer
que foi a maior roubada ter filhos ou que queria
voltar.
Todas as alegações estão baseadas em...depois que
vc tem o passivo não tem mais o q fazer a não ser elogia a aquisição.

PermalinkPermalink 09.06.09 @ 12:09



Comentário de: Jair Machado

O nascer de um filho representa um ato de fé e uma benção divina. Fé porque acreditamos que apesar de todos os tormentos que o mundo tem passado, podemos conduzi-los por caminhos que possam fazê-lo melhor. Também uma benção divina para tornar pai e mãe, seres mais completos e parceiros com Deus nas obrigações de educar e formar um ser melhor em seu projeto maior que é a vida.
Sempre que possível, me esforço para estar na escola onde meus filhos estudam para ver as apresentações em datas como dia dos pais e das mães. Em uma destas apresentações, um psicóloga fez uma palestra aos pais, ilustrando suas falas com passagens do filme “Procurando Nemo”.
Em certo momento do filme, Marlin (pai de Nemo), cercado de dúvidas e aflições, pergunta a Dory (uma companheira de viagem):
- Como você sabe que nada de ruim vai acontecer?
Dory responde:
- Eu não sei!
Uma resposta sucinta, mas grandemente instigadora. No filme, apanhamos o entendimento de que não podemos simplesmente transmitir nossos medos e inseguranças para nossos filhos. Ma há algo intrínseco além disto.
Se pensarmos que os medos e problemas mundanos podem afetar nossos filhos, talvez não tomaríamos a decisão de tê-los. Mas este sentimento esvai-se quando acreditamos profundamente nas coisas boas que podemos fazer pelo novo ser, e que acima de tudo, Deus será novamente o nosso guia e nossa maior fonte de consulta.
"O QUE DEVE REALMENTE SER DISCUTIDO MEUS AMIGOS, NÃO É TER OU NÃO TER FILHOS. SE VOCÊ ACREDITA EM DEUS, NÃO IMPORTA O DINHEIRO, MAS SIM OS SENTIMENTOS INTRÍNSICOS NO ATO DE SER PAI E MÃO"
Prof. Jair Machado

PermalinkPermalink 25.06.09 @ 09:53



Comentário de: Jair Machado

DESCULPEM: ...SER PAI E MÃE.

PermalinkPermalink 25.06.09 @ 09:56



Comentário de: Andre Nascimento · http://www.hinosevangelicos.net

Esse artigo foi uns dos melhores que li neste ano, sem duvida nenhuma. Sou novo e quando falo que nao quero ter filho tão cedo (apenas se for o caso com 55 anos) todo mundo me olha estranho.

Ou meu Deus, será que ninguem pensa? Filhos, sao sim, presentes, graças de Deus (complete aqui a serie de bons motivos), mas olhando friamente para o que acontece, são o passivo vai louco que alguem pode querer ter.

Voce investi mais de R$20k num ser humano, e além de aturar brigas, desrespeito e outras diversas coisas (quem já é filho/filha sabe do que eu estou falando), ainda tem que pagar estudos para criança até ela pode se tornar adulto. E ainda tem MUITA gente que paga faculdade.

Falando SÉRIO, e logicamente, não é um passivo que eu vou ter, tão cedo.

Mas quem quiser, NÃO venha reclamar que a vida está dificil, o tempo encurtou, ou que não pode fazer mais as coisas que tanto gostava.

Enfim. Filho só depois de rico e com a vida estabilizada ao máximo.

PermalinkPermalink 26.12.09 @ 21:06



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Comentário de: Nathália

Grande parte das pessoas que não têm filhos dizem que seus cães, gatos, suprem essa necessidade. Por favor né? Querer comparar um cachorro com uma criança é dose.
Quanto a muitos que dizem que haverá muita gente no mundo, não se esqueçam que grande parte será de idosos, provavelmente muitos de vocês aqui e nessa ápoca vocês serão bem mais em números e em porcentagem do que haverá em crianças de menos de 14. Muitas pesquisas já indicam que em torno de 2030´, o Brasil terá mais gente a receber a previdência do que gente a contribuir ( ou seja, gente jovem trabalhando ) e desse modo, há sério risco de um colapso econômico. Talvez alguns aqui achem que isso que digo é boato, mas pesquisem um pouco a situação na Europa atualmente.

PermalinkPermalink 09.02.10 @ 16:40



Comentário de: Nathália

http://mauricioserafim.com.br/documentrio-inverno-demogrfico-o-declnio-da-famlia-humana/

PermalinkPermalink 09.02.10 @ 16:50



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Diário de Leituras 2008

  • 104. Montero, Rosa. A Louca da Casa. [Espanha, 2003] Dez.31 (emp.Lulu)
  • 103. Landsburg, Steven E. More Sex Is Safer Sex. The Unconventional Wisdom of Economics. [EUA, 2007] Dez.19
  • 102. Rand, Ayn. The Fountainhead. [EUA, 1943] Dez.15-18 (releitura)
  • 101. Adorno, Theodor. Culture Industry. [EUA, c.1960] Dez.14
  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
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