Sobre o LLL
O LLL não é um blog rosadinho, fofinho, politicamente correto. O LLL não se envolve em blogagens coletivas, caga pro Dia da Terra, não é nem um pouco vegano. O LLL não tem musiquinhas, selinhos, fotinhas de bichinhos e bebezinhos. O LLL não é um lugar seguro, um blog onde você possa entrar tranquilo e ficar confortável. O LLL está sempre tentando mexer com a sua cabeça, destruir suas certezas, te mostrar outras possibilidades. O LLL faz pouco da esquerda, faz pouco da direita, faz pouco de si mesmo e faz pouco de você também, se vier falar besteiras nos comentários. O LLL não se leva a sério e não te leva a sério. O LLL deixa você falar o que quiser, mas só pra te dar corda pra se enforcar. No LLL, você fala, mas por sua conta e risco. No LLL, não vale chorar e falar que eu não avisei. No LLL, você pode sair de joelho ralado e nariz sangrando.
Muita gente considera esse ambiente estimulante. Outros, desagradável. O fundamental é que ninguém é obrigado a ler e, menos ainda, comentar e se expor. Depois não reclamem.
Emails e Comentários
Ao comentar no LLL, ou ao enviar email para mim, você está automaticamente abdicando da presunção de privacidade inerente à correspondência privada e permitindo que eu faça o que desejar com sua mensagem, inclusive postá-la no blog para ridicularizá-la. Ignorância não é desculpa: eu rotineiramente publico emails que recebo. Essa minha prática não é segredo para ninguém.
Fique avisado: eu não me envolvo em debates. Estou aqui para expor meu projeto pessoal de vida - não para convencê-lo de nada e, muito menos, para ser convencido por você. Sinta-se livre, entretanto, para tentar me irritar e me provocar para o debate: isso me diverte horrores e sempre acaba gerando emails e comentários engraçados para eu ridicularizar publicamente - ver parágrafo acima.
Para mais informações sobre a nossa Política de Debates, confira Quando Um Não Quer, Dois Não Debatem
Fato vs Ficção
Esse é um blog de ficção, sobre a viagem de auto-descobrimento de um narrador completamente ficcional. Toda e qualquer história que você leia aqui foi inventada por mim e não tem qualquer relação com a realidade. Quanto mais verdadeiras parecerem, mais mentirosas serão. A verdade raramente é verossímil.
Eu nunca vivi um casamento aberto. Não tenho um cachorro chamado Oliver. Meu nome verdadeiro é Olavo, sou negro, magro e trabalho em um escritório de contabilidade em Barueri. Mantenho esse blog no pouco tempo vago que tenho, entre cuidar de uma esposa doente, criar dois filhos pequenos e dar aulas de tênis no clube local.
Ou não.
A verdade é uma prisão. Não é verdade que todas as histórias desse blog são apócrifas. Na verdade, quase todas são reais, mas nenhuma é 100% real.
Um estatístico me ensinou que os números, devidamente torturados, revelam qualquer coisa. Sempre que os fatos não batiam com minha mensagem, eles foram devidamente torturados e distorcidos, até aprenderem quem é que manda por aqui.
Na prática, esse é um blog de histórias reais ficcionalizadas. Ou, quem sabe, de histórias ficcionais transformadas em filosofia. Contos? Crônicas? Auto-biografia? Prefiro chamar de ficção.
Não acreditem em nada do que lerem. Todos os fatos são meros acessórios. Concentrem-se na mensagem.
Direitos do Blogueiro & Direitos do Leitor de Blogs
O blogueiro tem direito a fazer o que bem quiser no seu blog, inclusive: não escrever mais nele, deletá-lo, apagar comentários, caçoar dos leitores, dar em cima das leitoras, não postar imagens, postar só imagens, etc.
O poder do blogueiro sobre o seu blog é total.
Os leitores de blog devem lembrar que ler e comentar em um blog é um privilégio que pode ser cassado a qualquer instante.
Ninguém tem "direito" de ler um blog ou de comentar nele.
* * *
O leitor de blogs tem direito a fazer o que bem quiser da sua navegação na internet, inclusive: ler ou ignorar blogs, fazer críticas por email, comentário ou post em outros blogs, até mesmo criar um outro blog pra falar mal do seu blogueiro desafeto.
O poder do leitor de blog sobre sua própria navegação é total.
Os blogueiros devem lembrar que ninguém é obrigado a ler blogs, que seus leitores podem sumir em um piscar de olhos e que ter leitores é um privilégio que se conquista a duras penas.
Ninguém tem "direito" de ser lido e comentado.
* * *
Esses direitos e privilégios são de facto. Não foram concedidos por ninguém, não estão abertos a discussão e nem podem ser modificados ou revogados.
O blogueiro que não apaga comentários faz isso porque quer e pode deixar de querer a qualquer momento. O leitor que ama um blog e lê todo dia pode encher o saco e parar de ler a qualquer momento. E não tem nada que ninguém possa fazer a respeito.
O leitor que acha que tem algum direito divino de comentar em blogs vai ter seus comentários apagados até cansar e desistir.
O blogueiro que acha que tem algum direito divino de ser lido e comentado vai ficar choramingando sozinho em seu blog aquele seu último post genial que ninguém viu até cansar e desistir.
O nome disso é liberdade. Façam bom uso e divirtam-se.
Declaração de Princípios Alex Castro
Eu não debato e, com certeza, se debatesse, não debateria a sério. O debate presume uma intenção de convencer o outro que eu não tenho. Escrevo para expor minha opinião para quem quiser ouvir. Os apartes que eventualmente faço nos comentários são não para debater, ou seja, para convencer alguém, mas para responder a perguntas dos leitores e clarificar pontos obscuros. Se entendermos debate como uma troca de idéias motivada para convencer o outro, eu posso garantir que em nenhum momento debati com ninguém. A vida é muito curta.
O debate também presume que o debatedor leva a si mesmo e sua própria opinião bastante a sério e, em alguma medida, os outros debatedores e suas opiniões também. Pois eu não me levo a sério. Eu não levo minhas opiniões a sério. Eu não levo nenhum de vocês a sério. Eu não levo as opiniões de vocês a sério. Eu não levo esse blog a sério. Eu não levo o fenômeno blogs a sério. Eu não levo a vida a sério. Não há nada mais ridículo do que alguém falando passionalmente sobre um tema que leva a sério. Qualquer um fica chato, não tem jeito. Viver requer um mínimo de leveza, ou de cinismo, o que se puder arranjar. Se eu não me levo a sério, por que vocês iriam levar? Sinceramente, não dá pra levar a sério uma pessoa que me leve a sério. A vida é muito curta.
Não, eu não desprezo as opiniões dos outros, assim, de modo geral, mas desprezo sim muitas opiniões específicas. Concordo com aquela máxima do Millor: "às vezes, você está discutindo com um idiota... e ele também!" Certas opiniões inaceitáveis não se respondem, pois o diálogo lhes confere uma legitimidade que não merecem ter. Quando me dizem que preto é tudo burro, que mulher não sabe dirigir, que homem tem sempre que pagar a conta, que os judeus querem dominar o mundo, que sexo fora do casamento é pecado, eu não respondo. Tenho profundo desprezo por essas e outras opiniões que seria tedioso listar. Não merecem resposta. A vida é muito curta.
Acho engraçado um bando de gente que não conheço vindo me cobrar isso ou aquilo, como se eu tivesse alguma obrigação para com elas, qualquer obrigaçãozinha mínima que seja. Escrevo para todos: qualquer um pode me ler e qualquer um pode comentar, e vocês podem conversar entre si nos comentários livremente, mas eu só converso com quem eu quero. Escolho meus amigos e meus interlocutores com cuidado. Não tenho obrigação alguma de dar papo aos malucos que escrevem barbaridades nos comentários no LLL. Ninguém tem direito de ter suas perguntas ou desafios ou provocações respondidos por mim. Se você acha que sou arrogante e prepotente por não explicar calmamente ao meu amigo de direita que favelado não é inseto pra ser dedetizado, então paciência. A vida é muito curta.
Por fim, a última grande crítica dos meus leitores: se eu continuar assim, não vou mais ser lido. As pessoas não vão me levar a sério. Os leitores vão sumir. Ficarei falando sozinho. Finis Alex Castroe! O horror, o horror!
Pois bem então. Leiam com cuidado as minhas próximas afirmativas contundentes, pois elas podem ser mal-interpretadas:
Se você acha que preto é pobre, pobre é bandido, logo, a polícia perseguir negros não é racismo, então eu não quero papo com você. Eu não quero ser lido por você. Eu não tenho diálogo com você. Eu não saberia nem por onde começar a te convencer de qualquer coisa. Eu te cumprimentaria na festa por educação e olhe lá. Se quem compartilha dessa sua opinião achar que eu sou um arrogante e prepotente sem trato com as pessoas, ótimo. Vão embora. Saiam balançando a cabeça e fazendo tsc tsc. Não tem problema. Ainda é um país livre. Vocês têm o direito de falar e de pensar o que quiserem de mim. Mas longe. Xô. A vida é muito curta.
Os humanos, enquanto manada, são lamentáveis, mas individualmente alguns prestam. A melhor maneira de desentocá-los é se expor. Vale a pena afastar mil bois para atrair uma única leoa.
Eu me exponho porque esse é o melhor jeito de conhecer quem está à minha volta. As pessoas mais incríveis, abertas, lindas, sensuais da minha vida eu conheci através desse blog. Ao me expor, eu descubro quem vai bailar comigo. Ao me expor, eu sinalizo para aquelas pessoas encostadas na parede por falta de opção que, sim, elas têm companhia: podem vir dançar comigo!
Não tenho medo de rejeição. Ser rejeitado pelas pessoas pequenas só faz bem. Os pequenos se afastarem de mim por conta própria me poupa o trabalho de espantá-los a pauladas. Troco alegremente a rejeição dos pequenos pela aceitação dos grandes.
Critério de Exclusão de Comentários
Excluo comentários que criticam pessoas que EU expus.
Se cito o Bia e alguém vem comentar que ele é um idiota, eu não apago. Posso até deixar claro que discordo (se me der a esse trabalho), mas não apago. Eu defenderia o Bia sempre, mas não acho que um idiota falando besteira na web seja um ataque. É algo pra se ignorar. Além disso, o Bia, jornalista, escritor, blogueiro, pessoa pública, se expõe porque quer - assim como eu. E quem se expõe tem que estar preparado pra ouvir o que não quer. Não só aqui mas em trocentos sites e blogs pelo Brasil tem gente chamando eu e Bia de retardados. E daí? Somos adultos, colocamos nossa cara na janela porque quisemos.
Por outro lado, ocasionalmente, tem pessoas que EU exponho, como leitores cujos emails eu cito ou leitoras cujas fotos eu publico. Ninguém teria lido esse email ou visto essa foto se não fosse por mim. Não posso presumir, como presumo em relação ao Bia, que essas pessoas estão preparadas pra serem espinafradas. Podem ficar seriamente chateadas - e por minha causa.
Então, quase todos os comentários que apago são assim: publico a foto, um idiota vem dizer "que mulher horrorosa!", eu vou, apago o comentário, bloqueio o mala, e pronto. Publico o email de um leitor, o idiota vem dizer "como é que pode alguém escrever uma imbecilidade dessas!", eu vou, apago o comentário, bloqueio o mala, e pronto.
Esse critério de exclusão de comentários não está aberto para discussões.
Publicidade no LLL
Qualquer publicidade, propaganda ou conteúdo pago será sempre indicado como tal. Quando o post é fruto de presente/divulgação/cabine de imprensa/etc, isso é sempre claramente explicitado e não é garantia de elogio.
Se eu fizesse "parcerias não-monetárias de conteúdo", meus textos estariam em metade dos sites da internet. Não entro em "projetos de mídia viral" e nem "troco links": eu só me vendo por dinheiro mesmo, e sempre aviso.
As capas de livros nos posts são apenas ilustrações/sugestões de livros do mesmo assunto, para leitores que queiram saber mais. Gostaria de só linkar livros que eu li, mas a grande maioria dos livros que eu recomendaria ou nunca foi publicada no Brasil ou está fora de catálogo. Via de regra, quando eu tenho algo específico a dizer sobre algum livro, eu o menciono no texto do post ou, então, em uma notinha logo abaixo da capa. Minhas recomendações principais estão na coluna da direita. Esses são alguns dos meus livros favoritos de todos os tempos e eu os recomendo sem reservas.
Métricas do LLL
Eu não leio mais blogs. Não tenho mais leitor de RSS. Não tenho mais contador de visitas no LLL. Eu não tenho mais como saber quem me citou ou linkou, de qual link a pessoa está vindo, qual palavra buscou no Google pra chegar aqui, quantas pessoas assinam o feed RSS, nada disso. Repito, não sei nem os pageviews do blog. Saí dessa vida. Mantive só as redes sociais e olhe lá: Orkut e Facebook, que meio que ignoro, e Twitter, que ainda me consome algum tempo.
Então, se você me citou ou me linkou, e eu não disse nada, não fique chateado: é porque eu não soube mesmo. Vem aqui, me avisa e eu vou ver o que você quiser.
Fonte da Receita do Blog
Esse blog se mantém basicamente das comissões do Submarino, da venda direta dos meus livros e do rachuncho que me cabe da receita publicitária do Interney Blogs como um todo. Dá uns R$600 por mês. É merreca (graças a deus não vivo disso!) mas fica pingando na minha conta bancária brasileira o ano todo, melhorando absurdamente minha qualidade de vida. Agradeço a vocês leitores todos os dias por isso. Aliás, obrigado. De novo.
Satisfação Garantida LLL ou Seu Dinheiro de Volta
Caso você leia aqui qualquer coisa que lhe desagrade, basta passar no caixa com seu comprovante de compra e devolvemos todo o dinheiro que você pagou para ler o LLL. Na hora. Em dobro. Sem burocracia! La garantya soy yo!
Como Contribuir
Sou estudante e vivo de uma bolsa de estudos que obviamente não é milionária. Larguei a vida corporativa para poder escrever mais e melhor.
Naturalmente, você não tem nada a ver com isso, mas caso os meus textos tenham lhe tocado, caso eu tenha conseguido fazê-lo ver o mundo com outros olhos, caso o meu trabalho tenha adicionado valor à sua vida, peço que faça uma pequena contribuição, do tamanho do seu apreço.
A maior fonte de renda desse blog (e grande responsável por ele não ter sido detonado em vários momentos de frustração e falta de saco) é a parceria com o Submarino. Se quiser contribuir, basta entrar no Submarino pelos links aqui do blog e comprar alguma coisa para você - eu ganho uma comissão de 8%.
Outra contribuição que você pode fazer é ou comprando meu romance, "Mulher de um Homem Só", ou ajudando a divulgá-lo por aí. Dê uma olhada nas resenhas.
Ao fazer isso, você estará simbolizando que o meu trabalho significa sim algo na vida dos meus leitores. Não poderia haver melhor incentivo para um autor batalhador.
Muito obrigado.
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http://twitter.com/AlexCastroLLL
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