Quer comprar no Submarino? Entre por aqui e eu ganho 8%.

Dinheiro, Trabalho e Tempo Livre (Adendo da Prisão Dinheiro)

Ontem, um post que me tomou meio minuto pra escrever, num impulso e sem nenhuma segunda intenção (muito menos de gerar debate) acabou suscitando umas opiniões interessantes. Basicamente, estava falando das coisas banais que faço em um dia banal, mas muitos leitores (aparentemente de vida muito chata) acharam que eu, ególatra e egocêntrico, estava me mostrando e me gabando da minha vida... de rico! (Leia o post original e as reações.)

Um leitor que assina Lucas escreveu: promoção submarino

Tá, por mim eu entendia vida de pobre como aquele que tem de trabalhar o dia inteiro desde muito cedo, chega em casa, assiste a globo e talvez o Big Brother e cai de sono. Já aquele que não tem uma vida tão atribulada e estressante (E acordar 9h e namorar até tarde pelo telefone e tomar café 11h não é atribulado e estressante) não dá impressão de ser tão pobre a ponto de fazer uma "saga" de posts de como é ser pobre. MAS LEMBRE-SE: EU FIZ O COMENTÁRIO ANTES DE VOCÊ ESPECIFICAR COMO É SEU ALMOÇO E O SEU CAFÉ, TAMPOUCO VOCÊ DISSE QUE O FILME NÃO FOI PAGO. Acho que tenho que rever meus conceitos, tudo bem. (...)

Tá, eu sei: Você diz que fazendo as escolhas certas é possível viver bem e com muito pouco, mas a maioria da população brasileira é mais pobre do que lhe permitiria fazer escolhas e pode apenas SOBREVIVER com muito pouco. (...) Desculpe, mas eu nunca vi alguém considerado pobre e comum no Brasil que tenha um estilo de vida igual a esse... E QUANDO A PESSOA NÃO TEM ESCOLHAS NÃO TEM COMO ESCOLHORER UM ESTILO DE VIDA! Olha a meritocracia aí, outra vez, por ironia do destino. E se não quisesse ler críticas, bastava não mexer no vespeiro. (...) E ninguém disse aqui que ele está se gabando, foi apenas dito que a vida dele não é igual a dos realmente pobres.

Segundo o Lucas, aparentemente não sou "realmente pobre" (o que quer que seja isso!) porque tenho muito tempo livre, porque não acordo às seis da manhã e não passo o dia inteiro trabalhando em três empregos diferentes para poder pagar as contas. Bacantes

Mas a relação causal aí está totalmente inversa.

Optei por trabalhar menos, ganhar menos, e ter um padrão de vida mais ascético (sem comprar livros ou comer em restaurantes, por exemplo) JUSTAMENTE para ter mais tempo livre e poder, entre outras coisas, ler As Bacantes, num gramado, pegando sol, às quatro da tarde.

Se estivesse disposto a trabalhar mais, ganhar mais e ter um padrão de vida mais alto, que me possibilitaria comprar livros e comer em restaurantes, eu provavelmente não seria tão pobre mas com certeza não teria tempo livre para, entre outras coisas, ler As Bacantes, num gramado, pegando sol, às quatro da tarde.

Disse o Lucas que não sou pobre porque tenho muito tempo livre. Eu diria que tenho muito tempo livre porque fiz a opção de trabalhar menos e ter menos dinheiro.

Disse o Lucas que não sou "pobre e comum" porque tenho escolhas. Eu diria que utilizei essas escolhas justamente para escolher trabalhar menos, ganhar menos, ter mais tempo livre e ser mais feliz.

Atualização

A discussão gerada por esse post continua nos posts abaixo:

- Um Dia na Minha Vida
- Dinheiro, Trabalho e Tempo Livre
- Sua Vida É Sua Escolha
- Um Pouco Sobre Esse Blog
- Termos de Uso do LLL

 promoção submarino

Prisão Dinheiro:
I - Viver É Mais Barato do que Você Pensa
II - A Armadilha Consumista
III - Os Dilemas da Classe Média
IV - Caindo na Armadilha do Aumento do Padrão de Vida
V - Viver Fazendo Tanta Economia Já Não É uma Prisão?
VI - Não Existe Liberdade sem Independência Financeira

 Promoção Submarino  Promoção Submarino

 

03.04.09


Categorias: Economia

Trackback:

http://www.interney.net/blogs/htsrv/trackback.php/32089

Posts similares:
Sua Vida É Sua Escolha
Próximas Atrações
Sem Filhos É Tudo Muito Fácil!

(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Atalho pra o formulário

Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Teilor · http://withoutbrain.blogspot.com

Talvez o Lucas apenas tenha achado seu texto provocador por que não é tão fácil fazer escolhar como você fez.

Na verdade, a escolha natural de todo pobre e trabalhar e trabalhar. Eu entendo o Lucas, para fazer as escolhas que você fez, teria que abrir mão de coisas que são muito caras a mim. Por isso, acho que vou continuar trabalhando 8 horas por dias, estudando a noite e ficando sem vida própria das 7 horas de segunda-feira as 24 horas de sexta.

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 08:19



Comentário de: Sarah · http://www.craigslistpostingtools.info


I recently came across your blog and have been reading along. I thought I would leave my first comment. I don't know what to say except that I have enjoyed reading. Nice blog. I will keep visiting this blog very often.

Sarah

http://www.craigslistpostingonline.info

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 08:35



Comentário de: Aline · http://alinevalek.blogspot.com

Admiro muito sua visão e posicionamento em relação às prisões que este modelo capitalista insustentável impõe às pessoas.
Não concordo com o que o leitor disse a respeito de você não ser "realmente pobre", mas entendo porque ele chegou a essa conclusão. Qualidade de vida, pelo menos no entendimento dessa nossa sociedade, só é possível para quem tem tanto dinheiro que não precisa trabalhar tanto.
Acho incrível poder levar uma vida desfrutando de coisas simples, baratas ou grátis, e tomar como escolha, e não como imposição, a arte de se viver bem com apenas o necessário.
Mas também acho que o Lucas trouxe algo importante para reflexão. Em primeiro lugar, EUA e Brasil têm realidades sociais muito diferentes, embora os mecanismos da prisão capitalista sejam praticamente os mesmos. Eu pelo menos, moro em Brasília e aqui tudo é caro. É um péssimo lugar para se morar se você é uma pobre e desempregada que nem eu (rs), porque há poucas escolhas. As pessoas mais pobres que eu, ou seja, as pessoas realmente pobres, que tem que rebolar em sub-empregos para poder comprar comida têm menos escolhas ainda, porque acima de tudo não possuem acesso à informação e educação decente para entenderem o valor de pegar as Bacantes de graça na biblioteca e ler em algum gramado. Isso é um luxo para quem precisa trabalhar para alimentar sei lá quantos filhos.
Não estou aqui questionando o seu modo de vida, que por ser invejável pela simplicidade, cause inveja nas pessoas mais imersas no pensamento consumista desenfreado. Só quero lembrar que o Lucas está certo em dizer que nem todos têm escolha enquanto existir esse sistema opressor que sufoca as pessoas. E não estou falando da classe média que se mata de trabalhar para poder comprar um carro ou pagar o apartamento legal lá em Águas Claras. Estou falando da classe que precisa se matar de trabalhar para poder ter um teto qualquer na Estrutural e comprar comida.
Se todos boicotassem o capitalismo e levassem uma vida mais simples, sem tanta necessidade de consumo, o contraste entre as classes iria diminuir e quem sabe as pessoas mais pobres também começassem a ter acesso a alguma escolha.
Estou adorando essa sua série de posts. Continue escrevendo!

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 08:56



Comentário de: André

Ô Alex, acho sua série massa e interessante, mas o que entendi que o Lucas quis dizer é que você pôde fazer as escolhas. E quem não pode? E quem não teve oportunidades para poder hoje levar a vida de estudante profissional?
O ponto talvez seja o seguinte, viajando um pouco: se alguns definem desenvolvimento como alargamento do horizonte de possibilidades, é preciso ser 'desenvolvido', ou ter possibilidades, para optar por uma vida assim.
Acho que é isso que o incomoda, acho que é isso que o outro post passou de impressão pra mim também... mas por outro lado, vc leva uma vida mto boa, alias apoio suas escolhas e o raciocínio que vc usa pra tomá-las, acho corretissimo. E chega de julgamentos.
Prossiga com a serie!

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 09:20



Comentário de: Fabricio Kc · http://fabriciokc.wordpress.com/

Dinheiro é bom! se me der eu quero!

Mas, talvez como o Alex, não acho que seja razoável (para mim) obtê-lo através de penosos sacrifícios que visam, além de pagar contas, status e conforto.

Gosto de surfar - e é de graça (a prancha - profissional e cara - eu ganhei num sorteio feito num site de uma banda. Logo, trata-se deescolhas, mas também de um pouco de sorte).

(Só acho cara a passagem de ônibus - pobres ou não, temos que nos locomover -, R$ 2,20 em Salvador. E quem pega ônibus é rico? Então por que não tiramos um dia para pagar um preço justo: 30 cents - só um dia, a guisa de protesto).

Vá na Fé, Alex. Pobreza e vida dura é uma realidade feroz, mas tem muita gente que ganha mais do que nós, chega em casa e chuta o cachorro que vem recebê-lo, grita com a mulher, não consegue ler um livro etc etc

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 10:28



Comentário de: FlaviaQ

Cara, o marido da minha faxineira acorda as 11:30 da manha, leva a filha no colegio e tira uma soneca a tarde.

Ele é segurança noturno.

Beijos

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 10:32



Comentário de: Luiz Aquino · http://hajaluz.net

A discussão varia de acordo com o conceito de trabalho. Quem acredita que o trabalho é por definição uma atividade de força braçal dificilmente irá acreditar que você trabalhe; já para os que veem na atividade intelectual uma possibilidade de ganho financeiro e sustento não entenderiam seu dia como uma excentricidade.

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 10:44



Comentário de: Lucas

É, acho que me equivoquei mesmo em algumas partes. Mas o princípio é esse mesmo.

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 11:36



Comentário de: Dênis Corrêa · http://ttecnocaos.blogspot.com/

Olha o Moralismo minha gente. Esse discurso que o "pobre não tem opção" só faz vitimizar os seres humanos que sofrem com os diversos males socias da nossa civilização.

Não sou pobre, longe disso. Sou algo muito pior: recém ascendido à classe média; "pobres", para mim, não são apenas desconhecidos de um bairro longíquo, mas parentes e vizinhos. Somos quase iguais, se não fosse o esforço descomunal dos meus pais ao trabalharem uma vida inteira todos os dias na lógica do capital. E estou aí, faço curso superior enquanto minha mãe sequer tinha feito o ensino fundamental na minha idade.

Esse estilo de vida do Alex não é muito diferente daquele que os meus pais condenam como "vagabundos", que vivem de bar em bar, trocam de emprego todo ano, usufruindo de um parente que trabalha por eles, do seguro-desemprego, do bolsa-família, de aposentadorias precoces, e pequenos bicos informais. Obviamente que muitas vezes esse comportamento é associado a pequenos golpes, furtos e outras atividades ilícitas de pequeno porte. De modo geral, tire a erudição do Alex e coloque o Alcool, e temos inúmeras pessoas "pobres" que seguem estilos de vida semelhantes.

Não joguem os "pobres" num balaio, e nem pensem neles como ovelhinhas. "Pobreza" não é só uma questão financeira, essas pessoas também tem problemas psicológicos, desvios de caráter, e diferentes níveis de consciência da exploração consumistas das quais são vítimas.

Há, claro, pobreza extrema. Não é o caso da maioria da população brasileira. E dinheiro, por si só, jamais os ajudaria. Tampouco essas pessoas conseguem qualquer tipo de emprego formal. O povo brasileiro, mais do que dinheiro, preciso de educação e acompanhamento (familiar, psicologico, assistencialista). Teremos aí condições de dizer que a maioria das pessoas tem a a possibilidade de escolher até que ponto querem fazer parte da lógica consumista.

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 13:13



Comentário de: Te

Isso de trabalho x tempo livre me lembra a apresentação de um dos autores daquele e-book que você indicou sobre a Lei seca: ele repetiu a opinião de seus alunos de que ele "não trabalha, só dá aula."

Pessoas que não tem opção de escolha é complicado mesmo. Lembrei de uma situação que aconteceu com a Marta Suplicy quando ela dava conselhos na TV para quem mandava cartas para o programa. Teve uma mulher querendo saber "como salvar seu casamento", pois era infeliz mas não podia se separar por que o marido a sustentava. A Marta respondeu que ela devia se separar mesmo e trabalhar pra se sustentar. Choveram cartas alertando que aquele conselho não se aplicava a uma mulher pobre, sem instrução e sem profissão que não tinha como conseguir um emprego. Aí a Marta se deu conta de que a liberação feminina era mais difícil para algumas mulheres.

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 13:23



Comentário de: Durval

Alex, você não é exatamente pobre porque sua família pode não ter-lhe dado dinheiro e bens materiais, mas lhe deixou um patrimônio cultural que não deve ter custado barato. Hoje você vive de bolsa nos EUA porque seus pais te bancaram escolas caras, cursos de línguas e artes etc e tal. Assim, mesmo hoje não tendo dinheiro, não podemos afirmar que você é exatamente pobre.

Isso não desvalida seus posts. Acho muito legal como você mostra alternativas à "prisão do dinheiro", e acredito que esses posts têm sido uma boa oportunidade para reflexões importantes sobre o que queremos da vida.

Mas a impressão é de que há alguma coisa faltando no seu projeto de vida. Acredito que isso vai ficar mais claro quando você acumular mais alguns anos ou décadas de vida. Quando você compreender de verdade a finitude da vida e começar a se perguntar "que porra estou fazendo nesse mundo". Essa compreensão, por mais livros que você leia, só chegará com o tempo. Vai chegar o dia em que ler Bacante no parque não será suficiente. Você vai querer coisas maiores (e é claro que não estou falando de carros de luxo e restaurantes chiques).

Mas não esquenta; para alguém com vinte e poucos anos (suponho que essa seja sua idade), você está indo muito bem, e vai ter as respostas certas para quando seu futuro lhe impor novas e inesperadas perguntas.

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 13:46



Comentário de: Andre Ricardo · http://acimadedeus.blogspot.com

Acho que é pq no seu post, pareceu que você tava usando uma camiseta escrito "100% branco", sabe...

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 13:52



Comentário de: Andre Ricardo · http://acimadedeus.blogspot.com

Acho que é pq no seu post pareceu que você tava usando uma camiseta escrito "100% branco", sabe...

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 13:52



Comentário de: Alex Castro Email

Durval,

"Quando você compreender de verdade a finitude da vida e começar a se perguntar "que porra estou fazendo nesse mundo". Essa compreensão, por mais livros que você leia, só chegará com o tempo. Vai chegar o dia em que ler Bacante no parque não será suficiente. Você vai querer coisas maiores (e é claro que não estou falando de carros de luxo e restaurantes chiques)."

eu tenho 35 anos, sou bem velhinho. e, por favor, me explica quais sao essas coisas maiores? dá um exemplo? e explica tb como ter um emprego full-time é o caminho para consegui-las (se for essa sua opiniao, claro!).

eu adoro esses comentarios que dizem variacoes de "minha opiniao é tao foda que um dia todos vao pensar como eu... se vc ainda não pensa, é pq um dia pensará... aguarde!"

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 13:59



Comentário de: Charô · http://charo.com.br

E não ter te pagar horrores de terapia pois está estressado. Fiz as mesmas escolhas que vc e não me arrependo de absolutamente nada.

Não tenho bolsas "luis vuitão" mas tenho paz, tranquilidade, posso ir ao parque qdo me dá na telha. Essas coisas que certamente não são novidade para você.

Abraço.

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 14:13



Comentário de: Carol h

Caro LLL,

Acho seus textos inteligentíssimo e muito
pertinentes, inclusive sobre como vivemos
debaixo de uma ilusão de que somos livres
e na realidade estamos preso pela roda do
consumo sem fim: trabalhar para consumir,
envidiar-se, trabalhar mais e consumir mais.
Contudo, o que o comentarista talvez tenha
tentado expressar seja que quem tenha
o mínimo de qualificação profissional pode
optar por viver uma vida com menos consumo,
porém com dignidade, enquanto que milhares de
miseráveis, não só no Brasil como no mundo,
para conseguirem comer uma única refeição por
dia, têm que trabalhar 10 horas em condições de
semi-escravidão, o que é uma realidade sem
qualquer paralelo com a nossa e portanto,
não há como ser objeto de comparação.
Eu particularmente, tenho meditado bastante nos
seus textos e pretendo ter minha "alforria" em
breve.

beijo,

Carol h

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 14:15



Comentário de: Monix · http://www.duasfridas.wordpress.com

Alex,
Não cheguei a ler todos os comentários (as escolhas que fiz na vida não me permitem usar meu tempo como quero, e sim como o patrão manda, hehehe).
Só queria adicionar umas pitadas de qualquer coisa no debate.
Acho que essa reação (as pessoas acharem que você está "se gabando" ou que vive uma vida "de rico") é provocada pelo espanto de saber que existem possibilidades nunca sequer imaginadas. Que há pessoas nesse mundo que são donas de seu tempo - na medida do possível, é claro. A confusão mental que se segue leva ao raciocínio 'non sequitur' de que para se poder tomar café da manhã às 11 e passar a tarde lendo é necessário ter muito dinheiro. Como você mesmo disso, uma inversão causal, mas explicável nos casos em que o dinheiro aparece como medida de todas as coisas.
Agora, como dialogar com alguém que pega uma afirmação feita por uma pessoa de classe média sobre "estar mais pobre" (ou qualquer coisa do gênero) e responde com uma comparação com os miseráveis que não têm escolha na vida etc etc? Abafa o caso, né?
Beijocas

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 15:43



Comentário de: Durval

35 anos?!? Puxa, você está em forma, parece bem menos. Aquelas sessões de academia depois do almoço estão dando resultado:) Me desculpe pelo chute errado.

Na fase da vida em que você se encontra (independente da sua idade), você está mais preocupado com a satisfação das suas próprias necessidades. E meu palpite é que isso vai mudar ao longo do tempo.

O que eu quis dizer com coisas maiores é construir algo que transcenda sua existência individual e o aqui-agora, é deixar um legado, uma contribuição para seus entes queridos e/ou para o mundo, é dar algum sentido a todo o alimento que você tira e toda a merda que você caga no mundo antes de morrer.

Eu definitivamente não penso que "minha opiniao é tão foda que um dia todos vão pensar como eu". Antes fosse assim; talvez eu estivesse mais feliz. Na verdade, aos 43 anos, ainda estou longe de ter as respostas para as questões que estou te propondo. Só estou dizendo que, se você pensar nelas, talvez essa vida tão "econômica" que você prega deixe de ser a chave da "prisão" do dinheiro.

É claro que um emprego full-time em si não quer dizer nada; meu comentário tem mais a ver com suas ideias sobre o dinheiro do que com este post específico.

Mas talvez um dia você encontre uma causa tão importante que vai querer dedicar todo o tempo possível a ela, independentemente de estar "trabalhando" ou não. Não vai mais haver uma distinção tão clara entre suas horas de trabalho e de não trabalho.

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 16:04



Comentário de: Swirly

Alex, como foi a palestra do Frank do Post Secret? Curto o blog e penso em ve-lo falando. Is it all about singing kumbaya?

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 16:05



Comentário de: Alessandra · http://alessandrasouza.blogspot.com/

"Na fase da vida em que você se encontra (independente da sua idade), você está mais preocupado com a satisfação das suas próprias necessidades. "

Durval, se você soubesse o orgulho que o Alex tem disso, não apostaria numa mudança não!

Mas eu sou obrigada a concordar com a maioria dos comentários, Alex. Você teve essa escolha, você tinha opções. Quem quase não tem alternativas não vai poder nunca ter essa vida de magnata que você leva. O cara que só consegue um emprego que paga 400 reais por mês por 8 horas diárias de trabalho e precisa ajudar a sustentar os pais nunca vai poder escolher sair desse ciclo e trabalhar menos. Ou até pode, mas aí sobra o quê? Porque eu concordo com o Dênis, pobre não é coitadinho, eles são tão donos das próprias escolhas quanto qualquer CEO de multinacional. Mas têm menos, bem menos alternativas entre as quais escolher.

Ah, e repito: vida de magnata sim. Minha visão sobre o assunto é essa: http://www.violentacres.com/archives/48/four-rookie-mistakes-people-make-that-keep-them-poor)

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 17:24



Comentário de: Erasmo · http://ser-luz.blogspot.com/

Alex, acho que a polêmica decorre daquele
sentimento mais que humano: inveja! Não aquela
inveja destrutiva, mais aquela com uma pitada
de admiração. O sujeito acaba pensando: "Bem que eu gostaria de largar tudo e viver minha vida do meu modo". Mas as amarras sociais - e a falta de
grana mesmo - impedem que muitos mandem para aquele lugar a vida que levam!

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 17:38



Comentário de: Mozart da Silva

Caro, conheci o blog por conta da série sobre dinheiro e acabei lendo bastante coisa aqui. Confesso que meu interesse pelo conteúdo se deveu ao fato de você ter uma visão diferente do mundo, e eu gosto de ter contato com pessoas assim, que pensam diferente. Gosto do blog e continuarei lendo, mas deixo o seguinte comentário sobre o post em específico.

1) Concordo quando dizem que você se gabava quando escreveu. Você tem orgulho do seu estilo de vida monástico, nada mais natural que se gabar dele.

2) Você é rico em cultura, meu amigo. Você não ganha mais pq não quer, exatamente como colocou, essa não é a realidade das pessoas que ganham pouco. Para essas pessoas, ver alguém com uma vida como a sua pode ser tão humilhante como ver alguém andando de rolex... é uma vida que eles simplesmente não podem ter. Humilhar não se resume a mostrar riqueza, e sim mostrar algo que o outro não pode possuir.

3) Acho que você mandou mal no post, mas não pq seja má pessoa ou qualquer coisa assim, você é humano e manda mal de vez em quando, assim como eu e todos os demais que aqui escrevem te respondendo. Bola para frente.

4) Não tenho a pretensão de ser o dono da verdade, expus apenas a minha opinião pois você fez o convite para tal.

Abraço e parabéns pelo blog.

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 17:42



Comentário de: Lucas

"Mas a impressão é de que há alguma coisa faltando no seu projeto de vida. Acredito que isso vai ficar mais claro quando você acumular mais alguns anos ou décadas de vida. Quando você compreender de verdade a finitude da vida e começar a se perguntar "que porra estou fazendo nesse mundo".

Se o Alex que tem 35 anos tem que revr seus conceitos pelas "décadas de vida", coitado de mim com 19. :(

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 18:25



Comentário de: Lucas

E peraí, como os "realmene pobres" não podem ser objeto de comparação? A gente tem que fingir que eles não existem, é isso? "Abafar o caso"?

Tem gente pobre sim que nem sempre pode fazer escolhas, será que existe um Brasileiro que ainda não percebeu isso?

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 18:32



Comentário de: Lucas

Você mesmo passou um exemplo, da menina que tinha que viver no aperto para viver com R$1000 por mês e passou a ganhar 4000.

Mas não é todos os dias que se ganha uma promoção de 1000 para 4000. Quando ela tinha 1000, tinha que ficar com os 1000 e não tinha muita escolha de como economizar. Tem muita gente que só ganha para sobreviver.

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 18:36



Comentário de: Pedro José

Caro Alex, Somente recentemente comecei a ler
seu blog e estou gostanto bastante.
Este é o meu primeiro comentário, e a respeito
de algo banal. Estou contigo, não vi nada de
mais nos posts que você colocou.

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 19:32



Comentário de: Francisco Leido

O que difere o Alex das pessoas comuns é que ele pensa sempre "por que estou fazendo / vou fazer isso?" Aí ele faz suas escolhas, sempre tendo a liberdade como item supremo. Já a gente não, passamos a vida no piloto automático nascer-crescer-estudar-trabalhar-comprar-procriar, achamos isso tão natural que nem escutamos o "click" da armadilha se fechando - e depois cá estamos nós, nos debatendo dentro da gaiola e reclamando que não tivemos opções na vida. Nós tivemos opção sim - apenas não paramos para analisá-las no momento certo e fomos junto com a manada para o abatedouro da vida. Abração Alex!

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 21:43



Comentário de: C.

Quando eu me graduei em Filosofia, sendo que fui bolsista de pesquisa durante todo o curso e dava aulas de línguas, a esposa do meu pai veio me falar: é, agora é hora de você, que nunca trabalhou na vida, trabalhar. Cada um com sua concepção de trabalho e de vida. E continuo dando aulas e no caminho penso, feliz, nem acredito que estou indo trabalhar, já que gosto tanto disso.

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 22:20



Comentário de: Lucas

Franciso


Acho que pode até ser verdade, embora não saiba ao certo pq. Quando o Alex fala dessa espécie de "inverão de valores", parece ser uma coisa tão difícil de pensar e aplicar... E por isso acho que a gente acaba escolhendo o caminho que PARECE ser mais "óbvio" e mais "fácil", de seguir esse caminho e usar o discurso mais dito e disseminado para sustentar ele e a nossa paz de espírito.

Vou dizer a verdade: Eu ainda não tenho a coragem de trabalhar como freelancer ou profissional liberal pelo resto da vida (Pode perfeitamente ser uma coisa temporária, por necessidade, mas não pelo resto da vida), pq eu tenho uma certa noção (talvez errada) de que a vida não é fácil.

Tenho todas as noções de economia que o Alex passou. Já parei para pensar na real necessidade de um carro, de no que a gente pode gastar e no que não precisa e tudo o mais... Mas eu não gostaria de ganhar um tanto esse mês e uma quanta diferente mês que vem, ficar numa certa instabilidade.

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 23:23



Comentário de: Lucas

*inversão

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 23:29



Comentário de: Rogério Santos · http://www.efemeridesbaianas.blogspot.com

Engraçado é saber que na cabeça desse Lucas (ele não é o único a pensar dessa forma, justiça seja feita), pobre é somente aquela pessoa que acorda cedo, sai de casa às 5h da manhã para trabalhar, passa o dia inteiro sendo explorado pelo patrão, e volta para casa às 22h completamente esgotado. Ou seja, só porque uma pessoa é pobre ela não pode dar-se ao luxo de ler um livro às 16h tomando sol.

Por que algumas pessoas pensam assim? Por que as pessoas pensam que os pobres não têm direito a ter um tempinho livre para si, para ler um livro, tomar sol, ficar sem fazer nada por alguns instantes, namorar, dormir até mais tarde (não, pois dormir até as 9h é "coisa de vagabundo")? Por que as pessoas pensam que vida de pobre tem de ser sofrimento em tempo integral?

Gente, precisamos tirar das nossas cabeças essa ideia de que "pobre nasceu para sofrer". Os pobres também têm o direito ao ócio, ao descanso, ao lazer e otras cositas más.

PermalinkPermalink 04.04.09 @ 00:18



Comentário de: Alex Castro Email

Lucas,

"Você mesmo passou um exemplo, da menina que tinha que viver no aperto para viver com R$1000 por mês e passou a ganhar 4000. Mas não é todos os dias que se ganha uma promoção de 1000 para 4000. Quando ela tinha 1000, tinha que ficar com os 1000 e não tinha muita escolha de como economizar. Tem muita gente que só ganha para sobreviver."

Seus comentários revelam os limites do seu raciocínio. Por acaso, a amiga de quem falei não foi promovida. Ela simplesmente passou a trabalhar mais. Parece que vc só entende o tal modelo do emprego-promoção.

PermalinkPermalink 04.04.09 @ 03:56



Comentário de: André HP · http://formigueirocomunista.com/

Chega né Alex? Você vai quebrar toda sua reputação assim. Perdeu um leitor de feeds. :*

PermalinkPermalink 04.04.09 @ 07:54



Comentário de: Daniela · http://historiasdemenina.wordpress.com

as perguntas mais pertinentes e instigantes feitas no outro tópico foram do mauro tatini e vc simplesmente nao respondeu.

a série é muito boa, estou aprendendo muito com ela, mas vamos combinar que tudo que o mauro falou faz um puta sentido.

PermalinkPermalink 04.04.09 @ 10:22



Comentário de: Cinthia

O que eu entendi da resposta do Lucas (o que talvez nem ele mesmo tenha entendido) é que você pôde escolher trabalhar menos, ganhar mesmo e ainda assim se sustentar. Se você trabalhasse mais, teria um padrão de vida melhor, mas você não fez essa opção para poder ler As Bacantes, num gramado, pegando sol, às quatro da tarde. A questão é que muitas pessoas não podem fazer o mesmo porque simplesmente não se sustentariam ganhando menos do que já ganham. O que boa parte dos empregos no Brasil paga para um trabalho de 8 horas diárias já é o mínimo que uma pessoa precisa para sobreviver. Trabalhando menos e ganhando menos, ela não sobrevive. Nesse sentido, não é uma questão de escolha.

É claro que isso não desmerece em nada a sua escolha, Alex. Mas é a SUA escolha. Outras pessoas não a fazem porque não querem. Outras porque não podem. E acho que era isso que estava implícito no comentário do Lucas. Ou não?

PermalinkPermalink 04.04.09 @ 10:49



Comentário de: Lucas

Então Alex, acho que não vale a pena continuar discutindo (E quando uma pessoa é promovida, em geral ela trabalha mais, tem mais responsabilidades...), como você disse no post sobre a igreja, quando dois grupos tem opiniões diferentes o "invasor" é apenas um chato. E sendo apenas um "chato" não sei pq VOCÊ criou tanta polêmica encima disso.

Meu primeiro comentário, que a partir dele VOCÊ fez com que se motivasse tanta polêmica, não levou 3 segundos para ser escrito. E desculpe, quando você diz que não sabe como se originou tanta polêmica, está sendo hipócrita. E com gente hipócrita, que finge não entender, não vale a pena discutir.

Só gostaria de saber pq só eu "fui pego de Cristo" nesta história, sendo que muitos outros mostraram opiniões parecidas?

PermalinkPermalink 04.04.09 @ 10:58



Comentário de: Alex Castro Email

Lucas,

pq vc acha que foi pego de cristo? eu não estou respondendo às coisas que falou e dialogando com vc? sua opiniao foi desrespeitada ou desprezada? o que vc esperava quando postou um comentário em um blog - ainda mais em um blog como esse? Hora nenhuma critiquei suas criticas ou invalidei suas opinioes... Relaxa, fio...

Alex

PermalinkPermalink 04.04.09 @ 11:21



Deixe seu comentário:

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.

Post anterior: Um Dia na Minha Vida - Updated

Próximo post: Termos de Uso do Blog Liberal Libertário Libertino (atualizado 4/4/09)

 promoção submarino

Mulher de Um Homem Só

 Obras Completas Sigmund Freud: Edição Standard - 24 volumesObras completas de Freud, de R$960, por R$399

Um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor. Nosso assunto são as várias prisões que acorrentam o homem, como ambição, verdade e medo. Dê sua opinião!


Quer comprar no Submarino? Entre por aqui e eu ganho 8%

Meus Livros à Venda:

  • Radical Rebelde Revolucionário
  • Onde Perdemos Tudo, por Alex Castro

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Livros Recomendados

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
  • 39. Levi, Primo. É Isto Um Homem? [Itália, 1946] Jun.
  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

8129 Panola St, New Orleans, LA, 70118, msn, tel, email

Ao me enviar email ou comentar no LLL, você está automaticamente permitindo que eu publique sua mensagem no blog, inclusive com seu nome e endereço. Pense bem.

Busca


[ La Brute - Jogo Online em Flash Grátis ]