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Não Somos Racistas, de Ali Kamel (enfim, lido!)

Racismo LLLNa mesma linha de Senhor dos Anéis e Crônicas de Nárnia, o romance de fantasia Não Somos Racistas, de Ali Kamel, se passa em uma terra mítica e utópica, onde não existe racismo e impera a mais estrita meritocracia.

O livro é polivalente: pode ser lido tanto como humor ("rárá! não acredito que esse cara falou mesmo isso!") ou terror ("e pensar que esse homem é o diretor de jornalismo da Globo!", mas é diversão sempre garantida.

* * *

Dois trechos representativos:

Humor

... num país em que acessos a empregos públicos e vagas em instituições de ensino público são assegurados apenas pelo mérito.... (40)

Terror

A grande tragédia que as políticas de preferências e de cotas acarretam é o ódio racial. O sentimento de que o mérito não importa esgarça o tecido social. Na Índia, os registros de atrocidades contra os intocáveis eram de 13 mil nos anos 80; pularam para mais de 20 mil nos anos 90 (o número de mortos era quatro vezes maior nos 90 do que nos 80). Na Nigéria, a adoção de políticas de preferência racial levou a uma guerra civil, provocando o cisma que criou Biafra (mais tarde reincorporada), sinônimo de fome e miséria. Sri Lanka, quando da independência, era uma nação em que duas etnias, com língua e religião diferentes, conviviam harmoniosamente. Com a adoção de políticas de preferência racial, o que se viu foi uma das mais sangrentas guerras civis. Nos EUA, o número de conflitos raciais foi crescente a partir da década de 70, ano de adoção das cotas. O Azerbaijão quebrou essa corrente e, no dia seguinte, afundou no gelo; a Albânia achou graça, não fez nada e está falida até hoje; já Angola tirou dez cópias, mandou para dez países amigos e logo depois encontrou petróleo na sua plataforma continental. (92)

Ok, ok, admito. A última frase é minha. Mas está no mesmo clima, não?

* * *

Sinceramente, se você olha pro Brasil de hoje e vê uma meritocracia, então, sério, eu não sei nem por onde começar um diálogo. Melhor nem tentar.

* * *

O Pior Racismo É o do Negro contra o Negro

Na foto acima, podemos ver um indíviduo da raça negra em flagrante processo de auto-flagelação, comprovando assim que o maior inimigo do negro é o próprio negro.

* * *

A foto acima é uma cena da novela das oito Duas Caras, da Rede Globo, onde a personagem Gislene, interpretada por Juliana Alves, "uma jovem politicamente engajada e contrária a qualquer forma de preconceito", apareceu durante vários capítulos lendo o livro Não Somos Racistas, de Ali Kamel, diretor-executivo de jornalismo da (isso mesmo!) Rede Globo. Como bem disse a apostila Cultura e Cidadania 2008 do Educafro, às vezes fica difícil de saber onde termina o Jornal Nacional e começa a novela.

* * *

E, pra terminar, um comentário do mestre Arnaldo Branco:

Entrevista de Ali Kamel

A genialidade está nos detalhes. Reparem que o agressor está segurando um porrete mas, ao invés de usá-lo, dá um soco na cara do outro.Racismo LLL

* * *

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Não Somos Racistas

 

31.03.09


Categorias: Raça

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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Monthiel · http://monthiel.blogspot.com


Legal. Valeu pela indicação. Vou ver se compro esse livro...

Abraços,

PermalinkPermalink 11.12.08 @ 07:31



Comentário de: Te

A testa franzida e a cara da atriz interpretando concentração na leitura está muito engraçada! Digna de Alberto Roberto. Ou de Uma história da leitura do Alberto Manguel, explicando o que significa a foto.

Da Globo só quero saber se vão adaptar o livro da Ana Maria Gonçalves ou se a HBO vai chegar primeiro.

PermalinkPermalink 11.12.08 @ 11:16



Comentário de: Daniel · http://www.verbeat.org/blogs/razbliuto

meu Deus! que imagem!

como eu te falei ontem, eu não consegui passar da segunda página desse livro do Kamel. ainda bem que odeio discutir, sou irresponsável e estou sem televisão em casa.

PermalinkPermalink 11.12.08 @ 14:02



Comentário de: Amyr

Desqualificar o livro só porque é oriundo de alguém da Globo é de uma tacanhice imensa.

Aliás, essa postura do blog de colocar o racismo como onipresente e incontestável mostra muito mais o desejo de afimar algo e jogar isso na cara de todo mundo do que o de discutir a questão.

Adianto que eu não concordo com o Kamel, apenas penso que é um livro que não deve ser ignorado.

PermalinkPermalink 11.12.08 @ 14:23



Comentário de: Alex Castro Email

Ninguém desqualificou o livro só porque é oriundo de alguém da Globo...

PermalinkPermalink 11.12.08 @ 14:50



Comentário de: Homero

O livro do Kamel é excelente!

PermalinkPermalink 11.12.08 @ 15:41



Comentário de: Daniel · http://www.verbeat.org/blogs/razbliuto

Amyr, eu, de minha parte, pessoalmente tô é com pena da Globo por ter o Kamel como diretor de jornalismo. Até ela merecia coisa melhor.

Abs.

PermalinkPermalink 11.12.08 @ 17:01



Comentário de: Marcio E. Goncalves

Eu nao li o livro do Kamel. Na verdade nem fiquei com vontade de ler.

Mas de tanto que o pessoal da esquerda xinga ele (incluo ai a recente incarnacao esquerdinha-bolsista do Alex) estou quase comprando o livro.

Se irrita tanto a esquerda assim, deve ser excelente!

PermalinkPermalink 11.12.08 @ 18:39



Comentário de: Alex Castro Email

marcio, pois eh, eu nao li, mas acho que vcs devem ler e, mais ainda, comprar clicando aqui pelo blog...

PermalinkPermalink 11.12.08 @ 18:56



Comentário de: Cybelle Kostetzer

kkkkkkkk Acho o Alex muito fodão...kkkkkkkk

PermalinkPermalink 11.12.08 @ 21:28



Comentário de: Charô · http://www.charo.com.br

Deusolivre! Também não consegui passar do primeiro capítulo. Sinto-me tão irresponsável, ai... Mas essa foto é um estupro. A coisa está muito pior do que eu imaginava. E obrigada pela série de posts sobre o assunto.

PermalinkPermalink 12.12.08 @ 09:11



Comentário de: Homero

O livro do Kamel é muito bom. Quem não gostou do livro foram as pessoas que não o leram. Ou seja, aquela velha aliança entre racistas ("Como não existe racismo no Brasil? Óia eu aqui!") com a esquerda que quer fomentar o racismo como forma de ascender eleitoralmente ("precisamos criar cotas em todos os lugares, para justificar o voto das minorias étnicas na nossa administração").

PermalinkPermalink 12.12.08 @ 11:36



Comentário de: Alex · http://alex-amaral.blogspot.com

Sei não. Achei "forte" a afirmação inicial ("o maior inimigo do negro é o próprio negro"). Na verdade não concordo. Ouvi isso a vida toda.

PermalinkPermalink 18.12.08 @ 19:19



Comentário de: khali


Wow!
Eu nao sabia que "O maior inimigo do negro e o negro"ai no
Brazil?

PermalinkPermalink 26.12.08 @ 16:06



Comentário de: Alexandra · http://guerson.wordpress.com

O pior é que eu tive que discutir com o meu irmão sobre isso pois não só ele leu o livro como achou o máximo. Sinceramente, tem que ser muito cego pra dizer que não existe racismo no Brasil.

PermalinkPermalink 31.03.09 @ 19:32



Comentário de: andre

perdi a piada do pq do individuo nao usar o porrete na tirinha... alguem explica?

PermalinkPermalink 31.03.09 @ 19:35



Comentário de: Ana

Enfim um livro que vai mudar o curso da historia ha ha ha. A do aumento da violência nos EUA depois da criaçao das cotas é a melhor piada que eu jah ouvi, tem que ser muito safado pra escrever uma imbecilidade dessas.

PermalinkPermalink 31.03.09 @ 20:25



Comentário de: Andrei

É óbvio que o Brasil é um país preconceituoso e com uma estrutura social deformada. Só que os pró-cotas raciais não explicam é o que fazer com os brancos pobres. Afinal um nordestino "cabeção" sofre no sudeste o mesmo preconceito dedicado aos negros. Teremos então agora não apenas cidadãos de segunda, mas também de terceira classe? Talvez o Alex ainda tenha resquicios de seus tempos de filhinho de papai, e só esteja consciente dos problemas que chegaram até ele em sua universidade chique. Duvido que lá haja uma cadeira sobre "Mobilidade social entre migrantes nordestinos na sociedade industrial brasileira"

Se você não está ligando o nome a pessoa, Alex, é aquele pessoal que no rio vocês chamam desrespeitosamente de "paraiba"

PermalinkPermalink 31.03.09 @ 21:00



Comentário de: FIlipe

Alex, qual é a sua opinião para a politica de cotas nas universidades públicas brasileiras ? você nunca se posicionou claro sobre esta questão.

PermalinkPermalink 31.03.09 @ 21:08



Comentário de: Alex Castro Email

andrei,

"Se você não está ligando o nome a pessoa, Alex, é aquele pessoal que no rio vocês chamam desrespeitosamente de "paraiba""

hmm.... q engracado... vcs quem? que eu saiba, eu nunca usei essa palavra nessa acepção... vc pode me dar algum exemplo... já me ouviu falando isso? está em algum texto meu? procura aí? hmmm... nao? nao encontrou?

ah tá, entao foda-se, né?

PermalinkPermalink 31.03.09 @ 21:24



Comentário de: Alex Castro Email

Filipe,

Eu já me posicionei claramente sobre isso diversas vezes. Clique no botaozinho vermelho da categoria Raça e leia... :)

Senao, eu vou dizer aqui, vc vai querer responder aqui, enquanto que já tem um post inteiro sobre isso e a discussão está lá...

PermalinkPermalink 31.03.09 @ 21:29



Comentário de: Blog Mallmal · http://www.mallmal.blogspot.com

Eu já li esse livro, mas isso não vem ao caso...

Dexovesintendi...

Só porque você discorda da visão do cara, o livro é uma merda?

Além disso, é de uma desonestidade intelectual patética pinçar dois trechos de um livro e fazer chacota sobre eles...

É facílimo fazer a mesma coisa com trechos deste mesmo blog ou de qualquer outro...

Cagou no pau dessa vez, Alex...

PermalinkPermalink 31.03.09 @ 22:52



Comentário de: Blog Mallmal · http://www.mallmal.blogspot.com

Ah! A genialidade está nos detalhes, mesmo. Ele fala "toma isso no teu rabo" e bate na cara...

Puuuuuuuuuutz, Alex...

PermalinkPermalink 31.03.09 @ 22:54



Comentário de: Alex Castro Email

mallmall querido,

eu nao disse em nenhum momento q o livro é uma merda. e muito menos disse q é uma merda pq discordo dele.

nao existe desonestidade intelectual alguma em citar um livro para elogia-lo, critica-lo ou descreve-lo. se vc acha q eh, nunca deve ter lido uma resenha ou um artigo academico. eh IMPOSSIVEL falar, comentar, resenhar, criticar, ou seja, qualquer analise academica que seja na area de humanas, sem fazer isso...

o que é desonestidade é o seguinte: citar fora de contexto, ou citar de modo a passar uma ideia errada do que o autor quis dizer.... ou seja, o autor escreve um livro defendendo o aborto e eu pinço uma frase que parece que ele é contra.... isso SIM é desonestidade

e, enfim, essa desonestidade é bem fácil de provar. vc nao leu o livro? nao tem ele aí? entao, vá ler os trechos q citei e venha aqui me denunciar se eles por acaso distorcem ou mal-representam as ideias do Kamel...

pelo contrario, eu digo q minhas citacoes sao bem representativas.... a primeira é uma afirmacao q ele repete adnauseam, e a segunda é um exemplo tipico do clima de medo cataclismico q o livro quer passar, até criando uma relacao causal (entre cotas e guerra civil!!) que nao existe nem nunca existiu....

agora... se vc for lá e descobrir q eu citei o kamel de modo honesto e de boa fé, então, bem... então, foda-se, né?

sinta-se sempre livre para não voltar ao LLL. eu nao visito blog de ninguem q caga no pau. meu tempo é ouro.

PermalinkPermalink 31.03.09 @ 23:09



Comentário de: Andrei

""Se você não está ligando o nome a pessoa, Alex, é aquele pessoal que no rio vocês chamam desrespeitosamente de "paraiba""

hmm.... q engracado... vcs quem? que eu saiba, eu nunca usei essa palavra nessa acepção... vc pode me dar algum exemplo... já me ouviu falando isso? está em algum texto meu? procura aí? hmmm... nao? nao encontrou?"

Pois é exatamente esse o problema, Alex. Até agora não vi um unico defensor de cotas raciais dando uma solução para esse problema. Sou engenheiro, trabalho com obra e vejo o dia a dia da peãozada. Já impedi o acesso de polícia em obra minha porque eles queriam "averiguar" dois pedreiros. Motivo: Tinham cara de baiano e estavam de bicicleta. Detalhe: um dos policiais se referiu a eles como "baianinhos" - é assim que o preconceito se manifesta em SP - e eu perguntei se ele teria coragem de chamar um terceiro pedreiro, que acomanhava a cena, de "crioulinho" em publico. Ele engoliu em seco, eu fechei o olho esperando a porrada, ele virou as costas e foi embora.

Portanto, o problema é maior do que as ongs politiqueiras fazem parecer. Te provoquei extamente porque acompanho o LLL há anos,sempre te vi falando sobre o assunto, mas esse ponto sempre foi ignorado. Nas sua palavras "já me ouviu falando isso? está em algum texto meu? procura aí? hmmm... nao? nao encontrou?"

Mas até aí, fodam-se eles, né não?

Abraço.

PermalinkPermalink 31.03.09 @ 23:45



Comentário de: Alex Castro Email

andrei,

estou falando de vc me incluir em um pretenso grupo de "vocês" que se referem aos nordestinos como paraíbas. eu não faço isso. eu não me incluo nesses vocês.

""Se você não está ligando o nome a pessoa, Alex, é aquele pessoal que no rio vocês chamam desrespeitosamente de "paraiba""

quanto ao problema q vc indica, sim, é um problema mesmo.

PermalinkPermalink 31.03.09 @ 23:51



Comentário de: Andrei

Sei que não, Alex. Como disse, acompanho o LL há anos. E sei de tua posição sobre as cotas. E ela não inclui - pelo menos nunca vi você comentando - essa face da questão.

E essa face é muito, muito maior do que a mídia (não) demonstra.

Outro exemplo. Lembro-me de meu período de estagiario em SBC. Havia, e ainda há, um silencioso movimento racista chamado de carecas do ABC, um rebotalho skinhead presente na periferia de muitas capitais brasileiras. A pregação contra nordestinos e negros era igual e tinha respaldo de muitos ouvintes.

Uma politica de cotas raciais, e não sociais, vai inflar esse tipo de estupidez. O ovo da serpente existe. Quanto tempo levará para um grupo esperto explorá-lo políticamente?

Racismo existe. Preconceito existe. E a solução não é simples. Mas com certeza não virá de nenhuima idéia que tenha a RAÇA como base.

PermalinkPermalink 01.04.09 @ 00:02



Comentário de: mary w

nossa. é de arrepiar mesmo essa relaçao causal de cota/violencia. nunca tinha visto alguem fazer isso.

PermalinkPermalink 01.04.09 @ 01:42



Comentário de: Alessandra · http://alessandrasouza.blogspot.com

Para falar a verdade, acho que a tal relação entre estabelecimento de cotas e aumento de conflitos raciais perfeitamente válidas. Me parece bastante natural que o processo de inclusão de um grupo até então discriminado faça os ânimos esquentarem dos dois lados, extremistas de um lado brigando de foice para manter as coisas como sempre foram e extremistas do outro tentando acelerar o processo na porrada. Isso só não significa que por isso o processo deve ser evitado a todo custo, como disse o fulano aí. Só significa que isso de inclusão costuma criar uns problemas novos, o que me parece bastante óbvio.

E para ninguém me matar de preguiça fazendo o comentário, já aviso que eu não faço a menor idéia se as relações feitas são verdadeiras ou não.

PermalinkPermalink 01.04.09 @ 10:15



Comentário de: Luis

O Arnaldo Branco é péssimo...
Desenha e escreve tão mal q até suas
críticas se tornam rasas.
Fica na literatura q é a sua praia.

PermalinkPermalink 01.04.09 @ 12:21



Comentário de: Kudos

Na maior humildade. Qual a diferença entre bater com a mão ao invés de usar o porrete? Não entendi :(

PermalinkPermalink 01.04.09 @ 15:49



Comentário de: Paulo

Alex,

Perdoe a minha estupidez, mas o que está errado no primeiro tracho que vc pinçou?

Até onde eu sei, os empregos públicos e as vagas em universidades públicas são disputadas em concursos abertos a todos.


PermalinkPermalink 01.04.09 @ 15:58



Comentário de: EDson FJ · http://meadiciona.com/dazudoo/

O que que bater com o porrete e não com a mão tem de mais? rs

PermalinkPermalink 01.04.09 @ 16:48



Comentário de: SLeo · http://verbeatblogs.org/sergioleo

Alex, sem entrar no mérito do livro, que não li, devi dizer que não estão lá muito convincentes seus contra-argumentos. Reclama do texto porque ele diz que a ebntrada nos erviço público e nas universidades se faz por meritrocacia.

Ora, se v. acompanha hoje o sistema de preenchuimento de vagas para os quadros do setor público, vê que ele se dá por concurso, em que se avaliam conhecimentos, títulos, desempenho nos testes. Isso [e u critério meritocrático, onde não entra raça (até hoje não soube de prova de concurso público que tivesse como questão algo de teor rcxista, ou ligado a preconceitos de raça).

Você pode até questionar os critérios dos testes, ou dizer que a população negra não tem preparação adequada (porque é negra ou porque é pobre? perguntaria eu, lembrando o praíba da cabeça chata citado lá em cima). POde dizer que a prova de títulos é uma forma de segregação (aí o genial geógrafo MIlton Santos atrapalharia um pouco sua teoria, caso não estivesse morto e fosse concurseiro).

Enfim, há muitoas linhas de argumentação, mas nenhuma delas legitima o mero cinismo: "no setor público se entra por mérito, é? Pois sim", que v. usou.

O que o texto reproduzido por você diz, e não é contestado, é que os critérios legais ´para entrada nos quadros permanentes do setor público e nas universidadesm, diferentemente do que acontece em outros países, ou acontecia nos EUA, não incluem o quesito cor de pele. E tentam estabelecer critérios de mérito.

Como comprovam muitos amigos meus negros que entraram na Universidade ou trabalham com orgulho no setor público.

PermalinkPermalink 01.04.09 @ 16:49



Comentário de: Jasão · http://jasoncarreiro.wordpress.com

o Alex sofre aqui.

O decoro morreu.

O bom humor morreu.

O ceticismo, o amor ao paradoxo e ao livre-pensar morreu.

Ficou foi a tal da verdade e seus defensores.

Medo, eu tenho é medo...

PermalinkPermalink 01.04.09 @ 18:23



Comentário de: Jasão · http://jasoncarreiro.wordpress.com

O Alex sofre aqui.

Morreu o decoro.

Morreu o bom-humor.

Morreu o ceticismo e o gosto pelos paradoxos, pelo livre-pensar.

Ficou foi a verdade e os seus adoradores. Ficou foi a necessidade de apreender sentidos.

Credo - eu tenho é medo

PermalinkPermalink 01.04.09 @ 18:25



Comentário de: Jasão · http://jasoncarreiro.wordpress.com

deu pau aqui... sorry!

PermalinkPermalink 01.04.09 @ 18:27



Comentário de: Alex Castro Email

"Alex, sem entrar no mérito do livro, que não li, devi dizer que não estão lá muito convincentes seus contra-argumentos."

Mas Sérgio, meu texto nao contem nenhum argumento nem contra-argumento! meu cinismo só é justificado pelo meu cansaço com essa história. eu leio um livro como o do Kamel, e eu só tenho vontade de rir, não de contra-argumentar...

PermalinkPermalink 01.04.09 @ 21:10



Comentário de: André Egg · http://paginadecultura.blogspot.com

Alguém disse aí em cima que está cada vez mais difícil separar o noticiário da novela. Acho que é pior - está cada vez mais difícil separar o comercial do noticiário.

Ali Kamel é como Arnaldo Jabor ou Diogo Mainardi ou Olavo de Carvalho ou Reinaldo Azevedo. São gente que não tem opinião própria - escrevem o que manda o patrão. Ou seja, onde se vê assinatura do Kamel leia-se assinatura da Rede Globo de Comunicações. Esses caras são a prova de que não existe meritocracia nas empresas privadas. Que qualidade jornalística eles têm para merecer cargo em órgãos de grande circulação e audiência?

Concordo em parte com o Sérgio Leo a respeito da meritocracia no serviço público. Existe mesmo essa coisa de vencer o concurso quem está mais bem preparado (há que se discutir então porque os negros estão sempre menos preparados que os brancos). Mas esse caso só acontece quando o concurso não permite saber a cor da pele do concorrente. Em geral os concursos que têm muitas vagas e muitos concorrentes, e a prova é apenas escrita.

Mas o que dizer dos concursos como o de professor universitário ou de juiz, quando há poucos candidatos disputando poucas vagas, e eles ficam pessoalmente frente à banca? O Milton Santos é só a exceção que confirma a regra dos negros não terem vez.

Acho que o problema do sistema educacional é mesmo as cotas. Os brancos sempre tiveram 100% de cotas. Agora que queremos garantir mais do que 0% para os negros, muitos brancos ficarão prejudicados - daí a reclamação.

O mesmo acontece com o argumento do aumento da violência racial nos EUA quando da implantação das cotas. Foi mesmo a época dos Panteras Negras e do Black Power. Os negros cansaram de ficar esperando serem linchados e começaram a dar porrada nos brancos. Aí, o brancos vão achar que a violência aumentou. Aumentou mesmo, e isso é um ótimo sinal. Só que o Kamel não contou que as cotas continuaram e a violência diminuiu bastante depois.

Tem outra cota que o Kamel nunca vai contar. Nos EUA 30% da população negra está ou já esteve encarcerada. As chances de um negro ser condenado à pena de morte são muitas vezes maiores do que um branco que comete o mesmo crime, etc, etc, etc.

Mas no Brasil não temos esses problemas - segundo o digníssimo "jornalista". Não sei se poderia ser chamado assim alguém que não respeita minimamente os fatos amplamente documentados.

Já o Andrei está querendo culpar o autor do blog pelo preconceito contra nordestinos - muita falta de educação isso. A situação dos nordestinos não se resolve com cotas, mas com políticas de desenvolvimento regional, distribuição de renda e etc. Não é uma questão de cor da pele. Aliás, no nordeste também tem negros, e eles também sofrem com o racismo. Ou o Andrei quer propor cotas para nordestinos em São Paulo? Teria que fazer cotas para cariocas e mineiros também, pois também são vítimas de perseguição em Sampa, assim como os catarinas e gaúchos aqui no Paraná, etc, etc, etc.

Para terminar, um vídeozinho de um minuto, muito instrutivo sobre preconceito racial:
http://www.youtube.com/watch?v=CPf0eDe8HVo

PermalinkPermalink 01.04.09 @ 21:13



Comentário de: Gustavo B.

Não compare ele com Tolkien, não. Compare com Borges, Cortazar ou Garcia Marquez, pois, em termos de realismo fantástico, ele bota todos no bolso.

E, como você diz, quem sabe da ofensa é o ofendido:

73 percent of interviewees had experienced racial discrimination and 70 percent had experienced social discrimination (due to living in a favela). 92% of interviewees affirmed that racism exists in Brazil.
(http://riogringa.typepad.com/my_weblog/2009/03/the-metamorphosis-of-marginality.html)

PermalinkPermalink 01.04.09 @ 21:20



Comentário de: Mineiro

"Ali Kamel é como Arnaldo Jabor ou Diogo Mainardi ou Olavo de Carvalho ou Reinaldo Azevedo. São gente que não tem opinião própria - escrevem o que manda o patrã"

Evidencia disto e o vasto numero de jornais em que o Olavo de Carvalho publica e sua reacao obediente as diretrizes dos chefes no Zero Hora, no Globo, no JB...

PermalinkPermalink 01.04.09 @ 21:44



Comentário de: FreakShowBusiness · http://FreakShowBusiness.com

Post sensacional!

PermalinkPermalink 01.04.09 @ 22:15



Comentário de: Lucas

Taí uma das várias provas da falta de meritocracia.

Se qualquer autor novo, não importa se seu livro varie entre e o excelente e o horroroso, enviar um original; vai receber sempre a mesma resposta: "O livro tem lá seus méritos, mas não decidimos publicar", ou algo parecido.

Agora (Eu não li o livro, estou escrevendo com base no que você escreveu) se um autor defende uma meritocracia como se fosse baseada em fatos reais (E é aí que mora o problema, se fosse uma obra de INTENÇÃO ficcional estaria certíssimo... Pois em geral as pessoas leem para fugir da realidade) simplesmente é publicado por causa do nome e ainda com a "cara de pau" de defender a meritocracia.

Tem que rir pra não chorar, né?

PermalinkPermalink 01.04.09 @ 22:28



Comentário de: Carolina

Alex, eu continuo adorando vc. Não sei o que é melhor, teus textos, ou a discussão que eles provocam. Voltei aqui pra te ler pq vi uma aberração na Globo hoje, que foi um cara da UFRJ afirmar categoricamente: "O ódio racial no Brasil não existe, e as cotas criarão este racismo!" Lembrei dos teus textos e voltei aqui. Chego e dou de cara com esta do diretor da Globo!!! Foda-se Rede Globo. Lixo. Teu blog é sensacional.

PermalinkPermalink 01.04.09 @ 23:25



Comentário de: Rogério Santos · http://www.efemeridesbaianas.blogspot.com

Esse livro nada mais é do que o reflexo de uma elite escrota que não quer ver os espaços historicamente resefvados aos seus filhos e netos serem disputados pelo filho da lavadeira, do zelador, do guardador de carros, do gari, enfim, dos pretos pobres e favelados brasileiros. Nada mais do que isso.

PermalinkPermalink 02.04.09 @ 12:59



Comentário de: Andrei

Andre Egg:

"Já o Andrei está querendo culpar o autor do blog pelo preconceito contra nordestinos - muita falta de educação isso."

Nããão. Apenas provoquei o Alex por ele nunca ter considerado essa questão em suas dezenas de posts sobre o assunto. E não se trata apenas de um detalhe, é importante demais para se ignorar.

" A situação dos nordestinos não se resolve com cotas, mas com políticas de desenvolvimento regional, distribuição de renda e etc. Não é uma questão de cor da pele. Aliás, no nordeste também tem negros, e eles também sofrem com o racismo."

Pois é. Cotas SOCIAIS atingem todas as minorias em todas as regiões sem abrir a brecha da manipulação da questão racial

" Andrei quer propor cotas para nordestinos em São Paulo? Teria que fazer cotas para cariocas e mineiros também, pois também são vítimas de perseguição em Sampa, assim como os catarinas e gaúchos aqui no Paraná, etc, etc, etc.

Você está fortalecendo meu argumento anterior. Obrigado.

PermalinkPermalink 02.04.09 @ 17:39



Comentário de: Fabio

Concordo com comentários do SLeo. Os argumentos estão fortes, e existe melhor maneira de contra-argumentar a questão da meritocracia. Achei muito raso, para ser sincero.

Dito isso, boa sorte no seu blog. Acho que não volto por aqui. Abração, Fabio

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 01:38



Comentário de: Alex Castro Email

hahhaha, mais um procurando argumentos, meu deus! meu texto nao tem argumentos, nem rasos nem profundos! quais foram esses argumentos que vcs viram???

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 01:45



Comentário de: Baxt · http://www.baxt.net/blog

Me senti impotente sobre o trecho "terror": o cara vomita uns dados esparsos e diz que aquilo ali sustenta o ponto dele. Eu nao tenho dados suficientes para concordar nem discordar, muito pelo contrario.

Voce sabe que eu discordo de muitas das suas opinioes sobre racismo, cotas e bla bla bla. Mas dizer que o Brasil eh um pais meritocratico? Meldels, onde? Na Globo? Serio, me diz onde fica essa meritocracia que eu volto pro Brasil amanha mesmo, e fico morando la.

PermalinkPermalink 03.04.09 @ 12:28



Comentário de: antonio jesus silva

REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA !
Viva! Chàvez! Viva Che!Viva! Simon Bolívar! Viva! Zumbi!
Movimento Chàvista Brasileiro

Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo estes afro-ameríndios descendentes vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosa quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.
Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar a história dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Osvaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam. Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King, Viva Osvaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores e Trabalhadoras dos Brasil e de todos os povos irmanados.
O.N.N.QUILOMBO –FUNDAÇÃO 20/11/1970
quilombonnq@bol.com.br



PermalinkPermalink 08.04.09 @ 20:15



Comentário de: antonio jesus silva · http://blogspot hugochavezumi

REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA !
Viva! Chàvez! Viva Che!Viva! Simon Bolívar! Viva! Zumbi!
Movimento Chàvista Brasileiro

Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo estes afro-ameríndios descendentes vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosa quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.
Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar a história dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Osvaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam. Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King, Viva Osvaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores e Trabalhadoras dos Brasil e de todos os povos irmanados.
O.N.N.QUILOMBO –FUNDAÇÃO 20/11/1970
quilombonnq@bol.com.br



PermalinkPermalink 08.04.09 @ 20:19



Comentário de: MARTA

ESSE ALI KAMEL É UM IDIOTA, O PAÍS EM QUE VIVEMOS É UM PAIS DE PARDOS, QUASE NÃO TEMOS BRANCOS. A QUESTÃO É QUE NO BRASIL NINGUÉM QUER SER NEGRO E AI SE DIZ BRANCO! MAS QUEM JÁ MOROU FORA DO BRASIL SABE QUE OS BRASILEIROS NÃO SÃO BRANCOS. JEAN CHARLES QUE O DIGA, FOI CONFUNDIDO COM UM ÁRABE!

PermalinkPermalink 15.09.09 @ 15:29



Comentário de: Paulo Cesar Rodrigues

Ali Kamel é uma das principais lideranças conservadoras atuais. Devido ao seu papel de destaque como diretor de jornalismo da TV Globo, vem ocupando um papel de lidarança contra as lutas dos movimentos sociais existentas hoje no Brasil.
Seu empenho em preservar o Racismo, através de sua negação, não é um fato isolado.
Impedir que setores marginalizados da sociedade alcancem uma melhor posição social é importante para impedir que a enorme massa de pesoas incorporadas ao consumo nos ultimos anos no Brasil, consigam alterar as relaçoes de poder existentes na sociedade brasileira.

PermalinkPermalink 19.10.09 @ 12:30



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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
  • 39. Levi, Primo. É Isto Um Homem? [Itália, 1946] Jun.
  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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