Trezentas pessoas saíram às ruas do Rio de Janeiro para manifestar seu apoio a permanência do menino Sean no Brasil. Manchete de O Globo:
Deixando de lado a questão de se eram trezentos mesmo, ou se os trezentos eram de fato eram cariocas, ou o absurdo da extrapolação metonímica insensata, ou a canalhice de chamar o menino de "Pequeno Sean" para não usar seu nome completo "Sean Goldman" (que o associaria ao pai), o que mais me chama atenção é o seguinte:
Dado que, num universo de 12 milhões de cariocas, é possível encontrar 300 que queiram qualquer coisa, próximas manchetes de O Globo podem incluir:
"Cariocas Querem o Bestialismo"
"Cariocas Querem Comer Cocô"
"Cariocas Querem Estuprar Menininhas"
etc
Não tenho opinião no caso Goldman. É óbvio que a preferência é sempre dos pais biológicos, é óbvio que quem queira disputar isso é que tem o ônus de provar a incompetência do pai, é óbvio que a história está muito mal-contada e que não sabemos nem metade dela, é óbvio que a decisão final cabe à justiça (e não à imprensa, ou aos presidentes, ou a mais ninguém). É temerário ter opiniões fortes com tão poucas informações.
Entretanto, a cobertura de O Globo está tão absurdamente canalha que estou quase apoiando o pai biológico só de pirraça.
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