Ai que preguiça dessa história, mas vamos lá, só porque pouca gente já disse o óbvio...


As duas melhores Bíblias em português. Disparado. Recomendo. Amo as duas e carrego pra onde vou.
Crianças, é assim: o objetivo da Igreja não é acompanhar os novos tempos e novas tendências, mas ser a guardiã de verdades universais imexíveis. (Afinal, deus não muda de idéia.) Se você concorda com essas verdades imexíveis, junte-se ao clube. Se não, caia fora. O que não dá é acusar os caras de malvadões por estarem fazendo o trabalho deles. Se, pelo contrário, abraçassem todas as novas tendências sociais e sexuais, também seriam acusados (com razão) de estarem abrindo mão de seus princípios milenares somente para jogar pra platéia, de trocar a verdade transcendental pela mera efêmera política terrena, blá blá blá.
Sério. É como o mala entrar pro Partido Comunista só pra ficar enchendo o saco dos companheiros porque eles são contra o livre-mercado e a propriedade privada. Hellooooo! Eles são c-o-m-u-n-i-s-t-a-s! E, quando expulsam o mala, não estão sendo malvadões e intolerantes, mas coerentes na defesa dos princípios de sua organização. O que esperávamos deles? Que dissessem: "é verdade, estávamos errados esses duzentos anos! o livre-mercado é lindo!"
Vamos combinar assim: se você discorda dos dogmas e princípios de uma organização, basta não se juntar a ela, ok? Em casos extremos, pode até lutar contra ela, tentar dissolvê-la por meios legais ou destruí-la na força bruta ("Igreja a gente não reforma. A gente explode."), escrever posts e editoriais expondo as contradições internas desses dogmas medievais, até fazer careta pros membros pode.
Mas reclamar de uma organização defender seus próprios princípios, não.
Além disso, confia em mim, ser excomungada é uma das coisas mais saudáveis que podem acontecer a alguém. Ser rejeitado pelas pessoas erradas só nos poupa o trabalho de afastá-las a pauladas, e deixa o caminho aberto para as pessoas certas se aproximarem. Troco alegremente a rejeição dos pequenos pela aceitação dos grandes.
(Esse último parágrafo é adaptado da minha declaração de princípios.)
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Leiam a Mary, que ela escreve melhor que eu e faz. Aquela coisa. Com os pontos que é. Demais.
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Dito isso, sou ateu (leia a Prisão Religião) e a Bíblia é meu livro preferido (A Bíblia como Literatura). Leia também: Pessoas-que-Acreditam-em-Coisas.

Esse é o melhor livro para quem quer ler a Bíblia como literatura, e não como aquele livro chato que Tia Candinha sempre carrega pra cima e baixo. Depois desse Guia, você nunca mais vai encarar a Bíblia do mesmo jeito.
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