A Gramática Não Foi Feita para Humilhar Ninguém

Um dos golpes mais baixos (e mais idiotas) que alguém pode fazer durante uma discussão é criticar a gramática, ortografia ou sintaxe do outro.

É baixo sobretudo por ser inútil.

 Melhores Cronicas de Ferreira Gullar Ferreira Gullar : Poesia Completa, Teatro e Prosa

Pra começar, ou sua platéia viu o erro ou não viu. Se viram, já sabiam que o outro cara errou, já sabiam que ele não domina as regras básicas da língua e isso já ficou registrado - a seu favor. Mencionar ou zombar do erro não vai fazê-los ficar mais ao seu lado do que já estão, mas pode fazê-los pensar que você é um idiota arrogante. Eu sou assim.

Pior ainda, se a sua platéia não viu o erro, então há boas chances de eles serem tão ignorantes quanto a pessoa que você está corrigindo. Ao lhe ver corrigindo o outro, eles vão se colocar no lugar dele e se imaginar também sendo humilhados por você. Gol contra.

Mais importante, a não ser que a discussão seja sobre gramática, sintaxe ou ortografia (às vezes, nem mesmo nesses casos), tais erros não fazem diferença prática alguma. Seja num debate sobre política, engenharia química ou klingons em Star Trek, alguém que diz "nós vai" tem tanta possibilidade de estar certo, ou de ter uma boa idéia, ou de ter toda a razão do mundo, quanto qualquer outro.

Tanto sua platéia quanto seu interlocutor vão perceber que você, de forma pedante e arrogante, está apenas querendo desviar a discussão do seu verdadeiro assunto para um outro campo não relacionado, irrelevante para a assunto, mas que você domina.

Você não prova nada e ainda aliena os espectadores. Sempre uma má estratégia.

* * *

Na verdade, não dominar as sutilezas da língua não faz de ninguém burro. Talvez somente num aspecto.

A gramática, a sintaxe e a ortografia (e também a crase) não foram feitas para humilhar ninguém. Elas não são perversas nem aleatórias. A existência de normas padronizadas e universalmente aceitas tem como único objetivo facilitar a comunicação entre o maior número possível de falantes.

Enquanto cumprem esse objetivo, são úteis e saudáveis. Quando já não comunicam, tornam-se obsoletas.

E mesmo quando a língua torna-se um dialeto, como a das meninas ki falaum axxim, o novo dialeto também obedece à regras próprias e intrínsecas, para que possa ser mutuamente inteligível pelos falantes.

Então, não dominar essas regras não faz uma pessoa ser burra. Ou melhor, faz, mas só se você considerar que é uma burrice não se preocupar em aprender as regras que regem (e sobretudo facilitam) a comunicação entre seus pares.

* * *

Da próxima vez em que você vir algum babaca corrigindo publicamente qualquer pessoa, seja em fóruns, blogs ou até mesmo em chats, não diga nada. Fale que conhece um site muito legal, que ele vai adorar, e mande o link desse post: http://www.interney.net/blogs/lll/2009/02/06/gramatica/

* * *

 Preconceito Linguístico: o que é, Como Se Faz Bourdieu e Preconceito Linguístico Duas Refutações

Duas recomendações: Preconceito Linguístico, de Marcos Bagno, à esquerda, é um livro que me marcou muito: lindo, forte, aberto, tolerante, recomendo sem restrições. É um livro polêmico, para amar ou odiar. Para os que odeiam, sugiro o livro de Verdes-Leroux, à direita, onde Bagno é "denunciado nas suas incoerências, na sua intolerância e no seu populismo barato." Não li, mas quem quiser ler e me contar os argumentos, fique à vontade. Aliás, pesquisando pra esse post, descobri esse livro, Verbal Hygiene (Politics of Language), e fiquei bastante interessado. Vou ler e depois conto como foi.

 

06.02.09


Categorias: Comportamento


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Comentários:


Comentário de: Manuel Amaral Bueno

Você escreveu "à regras" só pra ver se algum chato ia tentar te humilhar por causa da crase? Você é impagável, Alex!

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 03:05



Comentário de: Alex Castro Email

eu sou uma pessoa muito humilhável mesmo.

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 04:44



Comentário de: Ivan

Porra, se tem algum conjunto de regras que eu nunca vou decorar, é o da crase hehehe

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 07:20



Comentário de: André Pacheco · http://www.vestiario.org

Olha, eu concordo com você. Mas ao mesmo tempo tenho um pé atrás.

Eu também tenho um blog, e sei o quanto é complicado tentar entender alguns dialetos escritos na caixa de comentários. Se existe um padrão, ele deveria ser no mínimo respeitado numa comunicação escrita. É claro que algumas abreviações são bacanas, mas acentos errados e vírgulas mal colocadas podem mudar todo o sentido da escrita.

Eu penso que tanto na língua escrita quanto na falada as mudanças são bem-vindas, e claro, usar a língua como uma forma de se elitizar é ridículo. Se eu escrevo "está" ou "tá" tanto faz, o importante é que as pessoas entendam.

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 08:06



Comentário de: erosilva

Depois que o acordo ortográfico, firmado pela Comunidade de Países de Lìngua Portuguesa,assinado no Brasil por um analfabeto, tudo está certo por aqaui

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 10:52



Comentário de: Thiago

Pois é, que coisa

Ainda bem que no meu país não acontecem alterações linguísticas arbitrárias e irracionais, de uma perfersidade e facismo que fariam o ex-presidente americano corar de vergonha

Ainda bem que em uma canetada não se humilha um país inteiro pois o torna desobediente das regras dos gagás




PermalinkPermalink 06.02.09 @ 11:13



Comentário de: Roger Moreira

Não é "nós vai", Alex. É "nóis vai". hehehe

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 11:49



Comentário de: Sandra · http://www.lordcao.blogspot.com

Concordo. Não tem coisa mais chata do que acompanhar uma discussão sobre determinado assunto em um blog e dar de cara com aquele mané que fica corrigindo o português do comentário anterior. Pow, não tem nada para acrescentar à discussão, então fica calado!

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 12:39



Comentário de: Cybelle Kostetzer

Pára, né... Em alguns casos, corrigir o seu adversário em um embate é fundamental...

Se alguém lhe chama de "iguinorante", corrigir o erro é uma oportunidade que não deve ser desperdiçada...

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 14:10



Comentário de: Te

Seu texto serve também pra quem corrije os avisos do prédio, com direito ora a regra gramatical ora a xingamentos de burro e ignorante.

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 14:47



Comentário de: João Paulo Cursino · http://sratoz.blogspot.com

Tá certo. Mas ainda é útil aprender direito as regrinhas. Porque você, sabendo o código ou não, está usando o código. Seu leitor também está e vai decodificar seu texto segundo o código. Se você escrever errado, é possível que seu leitor, usando corretamente o código, chegue a uma mensagem diferente da que você queria que chegasse a ele.

Existe, ainda, uma possibilidade: de que a pessoa-que-corrige esteja não tão preocupada com o erro ou com quem o comete, mas mais com seu próprio lugar no mundo. Se vejo o erro ganhar penetração, posso ter o temor de estar perdendo minha posição, em que sou visto como correto. Pode ser o medo de que, um dia, meu "certo" passe a ser o errado, minha credibilidade sendo minada. É o mesmo motivo que leva alguém a ter medo de dizer que o rei está nu. Somos intolerantes porque temos medo de um dia termos que mudar.

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 15:07



Comentário de: Reinaldo

Como assim depois do Acordo Ortográfico está tudo certo? E o comentário seguinte é mais enigmático ainda...

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 15:21



Comentário de: João Alfredo

Depois de ler que mudar boi-bumba para boibumba é de um "fascismo e perversidade" até esqueci o que eu dizer...

Não vejo porque mudar boi-bumbá para boibumba seria melhor ou pior do que a mudança "completamente irracional e arbitraria" Pharmacia para Farmacia.

E cadê os chiliques na internet contra a ortografia que de forma "completamente irracional e arbitraria" tomou o lugar da "orthographia"?

Acho que isso "humilha um país inteiro", então desconfio que esse país inteiro tem problemas muito mais graves do que o boibumba... mas por outro lado, se isso é "fascismo e perversidade", bem, então nossa espécie não é tão má quanto eu pensava...

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 17:09



Comentário de: Thiago

Que bom que gostaram do meu post.

O problema inteiro está em duas coisas: impor regras e mudanças arbitrárias.

Em mudar de pharmacia para farmácia está se simplificando algo, ou tornando algo obsoleto, ou oficializando a regra comum. Nisso entra a abolição do trema e a inclusão do k,y,w no alfabeto. Sem problemas aí.

O que não concordo é com uma remoção aleatória de, por exemplo, acento de uma classe de palavras, ou pior, do acento diferencial, que era muito útil.

E milhares de profissionais tem que obedecer e subitamente reaprender muita coisa por causa de alguma diarréia mental de alguém. Humilha quando você, para trabalhar para o governo, precisa se adaptar. Humilha quando de repente todo mundo passa a escrever "errado".

Quer mudar de boi-bumbá pra boibumba beleza, então arranca todos os hífens, mas é importante manter o cabresto.

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 17:45



Comentário de: adriana

as mudanças foram inúteis e arbritárias.
os brasileiros deveriam ser consultados a respeito disso, não se pode mudar a lígua dessa maneira sem saber o que o povo espera disso.

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 19:21



Comentário de: maria helena fagundes martins

Como cidadã brasileira, lamento profundamente que a lingua portuguesa esteja perdendo a sua identidade para dialetos, principalmente entre os nossos jovens que através dele não mais se importam em aprender e exercitar a linguagem e talvez até por essa razão perdem o respeito aos professores, aos valores da comunicação sadia, uma vez que faz parte da linguística a comunicação da população interiorana, sertaneja e as regionais que orgulhosamente são alardeadas por nossos escritores. Ainda tenho muito o que aprender e acredito que tem muita gente que ainda quer ter professores motivados e estimulados nessa profissão que é uma doação de amor.

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 19:42



Comentário de: Daniel

Não se pode generalizar.
Trabalhei em informática nos últimos 30 anos e posso garantir que as linguagens de computação mudaram suas regras muito frequentemente. Mudar as regras pode ser aborrecido, mas não é o fim do mundo.
Sou contra o acordo pornográfico por que ele nada tem de simplificação, nem tem como propósito a aproximação dos povos lusófonos. É antes uma ação de dominação comercial e cultural sobre as seis nações menos desenvolvidas, que representam mercados para os livros e dicionários brasileiros. Contém alguns equívocos, como abolir o difencial para o verbo parar. "Trânsito pesado para marginal" jamais poderá ser uma manchete de jornal.
Quanto a corrigir os outros, não devemos fazê-lo num grupo, por delicadeza. Se estivermos sozinhos com um interlocutor, dependerá da proximidade, das idades, das diferenças de função dos dois.
Não vou corrigir minha sogra idosa, por respeito. Mas nada impede que o faça com meu amigo do peito, em particular.
Português é uma língua bonita como um beijo. Escrever e falar com um mínimo de observância das regras, sem purismos, é o que se espera.

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 21:16



Comentário de: Tatiana

Não concordo com o extremismo!!
Acho que não é importante uma correção instantânea não é bom, pois o ser humano só aprende se for notado, portanto dar 'uns cliques' quando convier é adequado e satisfatório.
Lógico que para TUDO tem seu devido lugar...
É muito triste, como educadora, ver a população lusófona desvalorizar o idioma com tanta veemência.
E àqueles que tem o poder da palavra não podia deixar de lado essa problematização...

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 21:23



Comentário de: Michelle

Oi!
Sou estudante de Pedagogia e estudamos o texto que mencionou sobre Preconceito Linguístico.
É realmente interessante.
Concordo que a Gramática não foi feita para humilhar ninguém e penso que algumas regras são desnecessárias e só dificultam na hora de escrever. Mas, algumas regras devem ser seguidas pelos meios de comunicação.
Não que seja desmerecer os textos e informações, mas é irritante tropeçar em erros de português quando estamos no meio de uma leitura.
Eu também erro, como qualquer pessoa, mas nos jornais e revistas existem as revisões de todos os textos!
É diferente.
Agora mudaram as regras na nossa Língua Portuguesa, com a desculpa de que facilitaria a comunicação e a leitura entre os países que falam português. Está bem, mas eu entendo que o Português que é falado e escrito no Brasil é completamente diferente do Português de Portugal e de Angola.
Sei lá, mas na minha humilde opinião é uma coisa que não tem nada a ver com a outra.
E, cá entre nós, sou obrigada a dizer que é bem mais cômodo sair mudando as coisas só porque convém.
Um abraço.

Ah, o blog está muito bom. Parabéns! :o)

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 21:32



Comentário de: gilberto

Muito válido esse artigo,pois nas matérias do
portal ig/ibest,tem aquelas páginas e janelas
para as pessoas registrarem seus comentários,
opiniões,etc...Pois fato é que sempre tem um chato arrogante desses que sempre chama a atenção de
quem quer que tenha cometido alguma falha ou
erro de ortografia,chegando a ser ofensivo.

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 21:36



Comentário de: Michelle

E milhares de profissionais tem que obedecer e subitamente reaprender muita coisa por causa de alguma diarréia mental de alguém. Humilha quando você, para trabalhar para o governo, precisa se adaptar. Humilha quando de repente todo mundo passa a escrever "errado".


Concordo em gênero, número e grau.
Agora, vou ter que reaprender tudo de novo para poder ensinar aos meus alunos... :(
Não quero que seja entendido como comodismo, mas haja paciência e motivação pra isso!

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 21:41



Comentário de: chuchu

Um idiota qualquer mudou a gramática para confundir a cabeça do povo que escreve errado.

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 22:32



Comentário de: Daniela · http://historiasdemenina.wordpress.com

Eu sempre fico achando que sei quais posts alheios motivaram seus posts [:p]

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 22:52



Comentário de: Alex Castro Email

e vc estaria erradissima. :) primeiro, pq eu raramente leio outros blogs. em segundo lugar, pq esse post foi escrito lá por 2004. e, em terceiro lugar, pq reescrevi ele e o coloquei na fila de publicacao do blog no sabado passado (que é sempre quando defino quais serão os posts da semana seguinte).

eu acho a maior graça, pq acontece muito. metade dos posts q eu faço aparece alguem no meu email ou msn vestindo carapuça e achando que o post era em resposta a algo q ele/ela escreveu e que eu (quase sempre) nem tinha lido, nem sabia que existia...

enfim, sem esse blog, eu nao sei como iria fazer pra me divertir. :)

PermalinkPermalink 06.02.09 @ 23:00



Comentário de: flavio

Esse discurso de liberalismo gramatical fica muito bonito nos jovens, quando não se consideram mais crianças mas sentem que a sociedade ainda não os vê como adultos; é uma forma de contestação, de agressão à sociedade que não 'pensa' como eles.
Ou de comunicação cifrada, 'particular'.
A língua, enquanto instrumento de comunicação, deve ser padronizada, sim.
Quem se interessa por ouvir um discurso e em fazer-lhe intervenções, deve estar atento à linguagem do discurso: se é formal, bonita, que faça sua intervenção no mesmo nível; se a linguagem utilizada é "livre" (para não dizer esdrúxula), permite intervenções no mesmo nível.
Claro está que o orador deve procurar respeitar o nível 'intelectual' da platéia, caso este não seja o mesmo do seu.
Mas é aí que surgem as possíveis humilhações: quando o interlocutor não está no mesmo nível do orador.

PermalinkPermalink 07.02.09 @ 09:11



Comentário de: Mario Abramo

Alex,
Quando a correção gramatical tem só o papel de desqualificar o interlocutor, concordo inteiramente com vc.
A linguagem culta formal muitas vezes é usada como instrumento de "desinclusão social". Não é justo, mas quem disse que a vida é? É por isso que é importante ensinar a escrever Português "correto", até como instrumento de defesa. Corrigir um camarada, companheiro, colega ou correligionário que fala ou escreve "errado" é também uma forma de protegê-lo contra ataques sofistas de uma elite conservadora.
[]s

PermalinkPermalink 07.02.09 @ 11:27



Comentário de: Lombardi Mancin.

Eu aceito criticas desde que sejam construtivas me ajudando a melhorar.

A galhofa ou a pilheria deve ser desdenhada a não ser que a platéia seja mais íntima ou familiar.

Esporadicamente erro, troco e esqueço palavras e quanto mais tento lembrar mais fico ansioso e quando menos espero, depois que passa algum tempo a palavra surge fluentemente.

O cérebro realmente é algo fascinante é como o computador.

Muitas vezes faço umas loucas experiências aqueles que se interessarem e forem um pouco loucos façam também:

Quando esqueceres uma palavra ou uma frase, feche os olhos.

Aparecerá em sua frente uma tela negra, aguarde alguns segundos e conforme seu comando aparecerá a palavra procure; clik sobre ela pressionando um pouco as pálpebras e continue seu trabalho.

Se você não a jogou na lixeira em alguns minutos ou horas dependendo da lentidão do seu cérebro a palavra surgirá espontaneamente.

Louco... Eu?

Nem um pouco.

PermalinkPermalink 07.02.09 @ 11:41



Comentário de: daniel lopes · http://www.verbeat.org/blogs/razbliuto

Alex,

gostei muito desse seu post, de verdade. o livro do Marcos Bagno eu só fui ler no ano passado, e também me marcou profundamente, pela sinceridade antes de mais nada.

ora, a gramática, como ele diz, é apenas uma fração da língua, a ponta do iceberg, e não sua totalidade.

fiz um texto no Amálgama sobre o livro, e te convido a ler (principalmente alguns comentários) -- http://www.amalgama.blog.br/11/2008/destruindo-mitos/

Abs.

PermalinkPermalink 07.02.09 @ 14:31



Comentário de: erosilva

Porque no Brasil foi o presidente que assinou o acordo ortográfico?
Será que não poderia ter sido o Ministro da Educação?

PermalinkPermalink 07.02.09 @ 17:19



Comentário de: Isabella

Parabéns pelo artigo e pela sensibilidade.
Abs
Isa

PermalinkPermalink 07.02.09 @ 22:48



Comentário de: Joacir

Esse tipo de atitude preconceituosa frente a outras variedades linguisticas é muito ajudada pela mentalidade de muitos professores de português, que em vez de fazer o aluno refletir sobre sua língua, só ficam fazendo o aluno decorar um monte de regras e para aqueles que não as decoram a nota é zero. Daí surge o mito do "falar certo".

PermalinkPermalink 08.02.09 @ 00:27



Comentário de: Paulo Vitor

Aí está um texto que ficaria melhor se não houvesse sido escrito.

PermalinkPermalink 08.02.09 @ 01:14



Comentário de: Joaozinho

vez por outra me distraio, e tenho o desprazer de entrar nesse blog, dos Anjinhos do Muito Obrigado, sabe, aqueles anjos de igreja, que só balançam a cabeça ..
Pena... principalmente quando a linguagem se presta não só à comunicação, mas, e talvez principalmenet, ao raciocínio, àquilo que em lógica se chama "cálculo das proposições", novamente, pena que

PermalinkPermalink 08.02.09 @ 01:37



Comentário de: Felipe

Disconcordo!

PermalinkPermalink 08.02.09 @ 02:34



Comentário de: harry

Beleza entao, pra que estudar metade da sua vida se nao vai botar em pratica o minimo que aprendeu que eh escrever? Uma coisa eh abreviar as palavras ou mudar algumas regras em mensagens de texto na internet, celular e outros, outra coisa eh escrever como um analfabeto e tentar ter credibilidade em qualquer assunto que tente dialogar.

PermalinkPermalink 08.02.09 @ 03:12



Comentário de: Samba

Será que alguém usou o corretor ortográfico ou não precisa mais (?)

Acho que sou semianalfabeto, pois sempre uso. Claro que eu não erro sempre, mas fico mais confiante-porém gostaria de saber se mais alguém usa.

Nos textos curtos com COMENTÁRIOS eu não preciso.


PermalinkPermalink 08.02.09 @ 10:14



Comentário de: Jose Rodrigues

Estou sabendo q a tal reforma ortográfica foi idealizada para atender as necessidades mercadológicas lógicas das editoras especializadas q atendem as nações de lingua portuguesa. Estou também sabendo ndo que Portugal não vai aceitar as dudanças, e lá , vai ficar tudo como está .

PermalinkPermalink 08.02.09 @ 10:56



Comentário de: Urso Branco · http://inblogs.com.br/pergunteaourso

Puxa... Agora que li isso vou repensar meu modo de vida. Finalmente alcancei a luz, tentarei não mais responder de forma rude quando alguém me fizer perguntas como no post http://inblogs.com.br/pergunteaourso/assuntos/relacionamento/abandonada-pelo-professor-leitora-nao-sa

PermalinkPermalink 08.02.09 @ 11:22



Comentário de: Leandro

É importante que tenha uma gramática normativa que nos guie e nos faça compreender e sermos compreendidos por todos. No livro Verdes-Leroux é isso que se defende.
Meu comentário não e nenhuma obra de arte, porém todos podem ler sem problemas.
Já no livro Preconceito Linguístico de Marcos Bagno ele parece forçar uma utopia que subestima o intelecto das pessoas pobres tratando-as por estúpidos incapazes de aprender alguma coisa,tendo que tudo se adaptar à sua “afasia” incurável.

Quando nós brasileiros falamos, temos outros países que falam o idioma português e temos que ser entendido por eles. Não vamos tornar o idioma uma forma exclusão como pretende
Caras como M.BAGNO. Vamos pressionar o governo para que invista “pesado” em educação e não achar bonitinho pessoas de baixa renda falar “é nois” e ” pobrema”.

PermalinkPermalink 08.02.09 @ 11:22



Comentário de: Marco

A propósito Alex, a sua linha de pensamento vem sendo largamente utilizada, inclusive, nas escolas brasileiras. Ninguém corrige ninguém. Nunca na história deste país (e talvez do mundo) houve tanta liberdade para o ser humano fazer o que bem entender.

PermalinkPermalink 08.02.09 @ 11:52



Comentário de: Anônima

"Português é uma língua bonita como um beijo. " - foi a frase mais fofa dos comentários.

PermalinkPermalink 08.02.09 @ 12:33



Comentário de: Leonardo Pastor · http://www.viscerasliterarias.com

Outro livro bom de Marcos Bagno é "Nada na língua é por acaso".

PermalinkPermalink 08.02.09 @ 21:16



Comentário de: Vanessa

Concordo plenamente!!
E, ia por o link do seu texto numa comunidade do orkut mas acho que ninguém entenderia...
Quer ler??E rir?

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=45614761

PermalinkPermalink 08.02.09 @ 21:39



Comentário de: Reinaldo

Uma dúvida que me vem é se as pessoas que criticam as mudanças depois do Acordo Ortográfico já se preocuparam em ver o que vai mudar...

E o pior de tudo é que tem gente que acha que a *língua* vai mudar - e todo mundo vai ser obrigado a falar do mesmo jeito - quando na verdade vai mudar a *ortografia*...

PermalinkPermalink 08.02.09 @ 22:51




Coloquei em prática: http://formigueirocomunista.com/2009/02/so-para-constar-escola-inutil/

PermalinkPermalink 09.02.09 @ 06:40



Comentário de: Racer-X

Existem limites para tudo... mas escrever coisas como "moro aqui A 20 anos", "ancioso", "feio, MAIS funcional", é demais. Mas é muito mais um reflexo da péssima qualidade de ensino deste país do que o indivíduo ser burro. O homem é produto do meio; ninguém nasce sabendo.

PermalinkPermalink 09.02.09 @ 10:08



Comentário de: roberta

certo, é baixo é feio...
mas é mais feio que um professor de direito falar, repetidamente: vido(no sentido de ver), contras-razões e menas em sala de aula?

Acho que escorregar, ato falho é normal. E dependendo do local pode haver mais ou menos exigências qto à sintaxe, gramática...

Mas sala de aula é um lugar muito sério.

PermalinkPermalink 09.02.09 @ 10:35



Comentário de: Rodrigo

É por isso que nosso povo fica mais ignorante a cada dia que passa. Ninguém sabe escrever, ninguém sabe falar, ninguém sabe nada. A maioria dos brasileiros só serve para fazer trabalho braçal em troca de 1 ou 2 salários mínimos....

PermalinkPermalink 09.02.09 @ 11:08



Comentário de: Robson de Oliveira

jente pra que ficar corrijíndo? que coiza xata.
todo testo teim alguns poucos erros, mas ficar apontando não adianta, vosse só ce cança se irrita e ainda por sima acaba ficando xato.

aposto que todo mundo entendeu o que eu falei



















PermalinkPermalink 09.02.09 @ 11:24



Comentário de: Démerson Dias

Há outros problemas mais graves que erro de ortografia, gramática ou prosódia. A começar por ler o que não está escrito e criticar o que não foi dito. O texto é interessante.
O papel da gramática não é humilhar, mas é comum em ambientes educacionais ser usado dessa forma, o que já denuncia o desvio de finalidade.
Importante notar que não se trata de uma apologia ao erro quanto à "norma culta", embora alguns, em evidente equívoco de intelecção tenham denunciado o que não foi dito. Curioso que essas pessoas não saem dizendo Vossa Mercê, mas usam a forma popularmente consagrada: você. Em algumas regiões o pronome da segunda do singular é usado sem conjugação, como "tu vai".
O que acho importante destacar é que antes de qualquer coisa a linguagem é comunicação. Se no nível proposto houve compreensão, a rigor ela cumpriu seu papel.
Não nego que inclusive esteticamente a linguagem culta tenha seu apelo, mas não vamos esquecer que isso só siginfica que alguns de nós estamos mais condicionados que outros a entendê-la e respeitá-la.
A proprósito do blog, os outros são mais livres e a contar por alguns comentários, também mais felizes.

PermalinkPermalink 09.02.09 @ 13:24



Comentário de: jorge

Uma escrita correta, conforme as regras, é importante porque erros, tanto os sutis quanto os grosseiros, podem desviar a atenção do leitor do assunto tratado para o erro, prejudicando a comunicação.
Portanto, com as novas regras ortográficas já em vigor, fique muito atento, à acentuação e, o que é mais importante: NUNCA TREMA EM CIMA DA LINGUIÇA.

PermalinkPermalink 09.02.09 @ 14:09



Comentário de: Flavio

noça que materia interescante. acho que a agente podemos tirar proveito deças notissias, açim nao escrevemos mas erado.

PermalinkPermalink 09.02.09 @ 14:25



Comentário de: Sandra

Eu corrijo ortografia do indivíduo que, com um péssimo português, tem a cara de pau de escrever sobre a falta de conhecimento e a falta de diploma universitário do Presidente Lula. Na minha opinião se alguém quer criticar a falta de conhecimento alheio, então que mostre, no mínimo, um certo conhecimento de ortografia.

PermalinkPermalink 09.02.09 @ 15:26



Comentário de: Luciano

Caro Alex:
"Si oceis vai ieu num sei, só sei qui nóis já
fumo e já vortemo". Tenho também uma boa dica
ortográfica para você, tome cuidade com o uso
do trema (¨;).
NUNCA TREMA EM CIMA DA LINGUIÇA.!!

PermalinkPermalink 09.02.09 @ 16:19



Comentário de: maria de jesus · http://Linda

Hahahaha, o comentário do Luciano está hilario.

PermalinkPermalink 09.02.09 @ 17:00



Comentário de: Não

Ah, correção é, sim, importante.

Se os "gols contra" realmente existirem, é porque os que foram corrigidos não são inteligentes o bastante para assumir o próprio erro (e aprender com isso). Tomar partido de quem faz o mesmo erro de português? ...

PS.: É uma pena, mas depois de ver hoje uma abreviação "og" (hoje), acho que essa coisa toda não tem mais volta...

PS2.: Num comentário nada relacionado: me irrita as pessoas que criam ditados sem pensar. "Tá no inferno; abraça o diabo" seria na mesma linha de "Tá sendo estuprada; relaxa e goza". Tá, desabafei.

PermalinkPermalink 10.02.09 @ 12:44



Comentário de: Aline

Acho q esse tipo de discussao so acontece na lingua portuguesa, e especialmente no Brasil.
Duvido que se um ingles, ou alemao, ou italiano, russo, etc... falar errado ou escrever errado, as pessoas nao vou corrigir, ou no minimo ficar quieto pq eh "normal" errar.
O Brasil tem 16 milhoes de analfabetos, e esse numero vem caindo, gracas a atitudes mobilizadores, e NAO de conformidade como essa desse cidadao que misturou humilhacao com correcao ortografica. Vamos olhar para a realidade, o buraco e' mais embaixo http://www.asseec.org.br/artigos/texto.asp?id=66

O Problema da humilhacao, de gente arrogante nao se limita em correcao de erros de portugues... com certeza alguem que tira proveito da "ignorancia" (essa no sentido de faltar conhecimento) de alguem, com certeza deve humilhar as pessoas por outros motivos tambem.

Ah, meu texto esta todo sem acentuo, pois meu teclado e' ingles.

PermalinkPermalink 11.02.09 @ 13:44



Comentário de: Rafael · http://twitter.com/r_abraham

O próprio Interney, aliás, escreve ou parece escrever mal à beça.

Mas isso não afetou nem um pouco o puta sucesso do blog dele.

PermalinkPermalink 13.02.09 @ 16:45



Comentário de: Cauê

Nem a gramática, nem qualquer outra coisa.
abraço.

PermalinkPermalink 13.02.09 @ 22:54



Comentário de: Osvaldo

Errar é humano. Mais vale você ter idéas,
argumentos, do que apenas saber corrigir seu
proximo por erros.E me diz, quem não erra?
Dominar a lingua culta, não é tudo para uma
pessoa, mas saber muitas informações, isso
sim é riqueza. Tem muitos que é um dicionário,
mas apenas serve para um dicionáro, contexto
que é bom, não tem. A norma culta é para ser
usada, mas as pessoas não tem obrigação de
domina-la.

PermalinkPermalink 07.03.09 @ 08:10



Comentário de: Leo Cabral · http://www.twitter.com/lcquadros

Gostei muito do texto. Confesso que já corrigi muitos e já fui corrigido. Hoje me contento em sentir aquele arrepio que dá, semelhante àquele das unhas descendo pelo quadro negro.

PermalinkPermalink 07.10.09 @ 13:26



Comentário de: aiaiai

não sei se já disse, mas te devo mais essa. Li o livro do Bagno no ano passado graças a você. Mudou minha vida! te amo!

PermalinkPermalink 16.11.10 @ 13:40



Comentário de: rose m prado · http://roseeseusamigos.blogspot.com/

Desculpe, desculpe.
Mas p mim a gramática normativa faz bem pra burro. Burro que nada tem a ver com burrice.
Dou aula há 25 anos e avalio que, quando o aluno descobre a sintaxe, descobre um mundo melhor. A sintaxe, suas regras, nada mais são do que a pista p entender melhor o pensamento ocidental, a linearidade, a contiguidade. Pensar a sintaxe,entendê-la e até, aprender o porquê de ela não dar conta de explicar tudo, é importante.
Como me faz bem a sintaxe, conhecer os nexos coesivos corretos... Eles fazem par com a articulação do corpo humano! O sujeito pode ser o coração? Não me achem burra. Mas o verbo é o cérebro.

Discordo dos modernistas. Acho que para o povo devorar os biscoitos que Oswald de Andrade tanto adorava, só se o povo dominar tb a análise sintática- e morfológica.
Que venham os barbarismos. E junto dele a sintaxe.
Desculpe mas o tempo me ensinou q, quando se aprende a normativa, mais a pessoa é mais feliz.
Mas rir de alguém que subverta uma regra é horrível. Não concordo. Mas uma coisa é uma, outra, nada a ver.
Descubro que no mundo corporativo quando alguém sabe uma nesga de norma culta já vai humilhando quem não sabe.
Não ser humilhado é dominar a norma culta.
Um pouco da língua de Eulália, um pouco de Napoleão Mendes de Almeida.

PermalinkPermalink 17.11.10 @ 11:21



Comentário de: Rogério Santos · http://www.efemeridesbaianas.blogspot.com

Depois que eu li o Preconceito Linguístico, toda vez que eu me deparo com um (ou uma) purista da língua portuguesa defendendo fervorosamente a última flor do Lácio eu me lembro disso aqui:

http://letras.terra.com.br/cordel-do-fogo-encantado/78514/

Alguém, por acaso, não consegue entender e reconhecer a beleza desses versos?

PermalinkPermalink 17.11.10 @ 20:45



Comentário de: Rogério Santos · http://www.efemeridesbaianas.blogspot.com

Depois que eu li o Preconceito Linguístico, toda vez que eu me deparo com um (ou uma) purista da língua portuguesa defendendo fervorosamente a última flor do Lácio eu me lembro disso aqui:

http://letras.terra.com.br/cordel-do-fogo-encantado/78514/

Alguém, por acaso, não consegue entender e reconhecer a beleza desses versos?

PermalinkPermalink 17.11.10 @ 20:48



Comentário de: Rogério Santos · http://www.efemeridesbaianas.blogspot.com

Depois que eu li o Preconceito Linguístico, toda vez que eu me deparo com um (ou uma) purista da língua portuguesa defendendo fervorosamente a última flor do Lácio, eu me lembro disso aqui:

Ai Se Sêsse
Cordel Do Fogo Encantado
Composição: Zé Da Luz

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse

Alguém, por acaso, não consegue entender e reconhecer a beleza desses versos?

PermalinkPermalink 17.11.10 @ 20:50



Comentário de: Dada

Interessante que nos comentários todos que "discordaram" apresentaram argumentos que nada tem a ver com tema abordado no texto.
Não basta apenas escrever corretamente, mais importante entender o que se lê.

Achei brilhante o exemplo acima do Rogério Santos!

Alex, adorei o texto! Já estou espalhando...

PermalinkPermalink 19.11.10 @ 02:24



Comentário de: Liana

Ele parece meu professor de TGA, que dizia que melhor punição para uma pessoa que chega atrasada numa reunião, era começar sem ela.
Fala sério, se fosse comigo, eu pensaria logo: ainda bem que ninguém percebeu meu atraso.

Concordo demais com o comentário da rose m prado, falou tudo.

PermalinkPermalink 19.11.10 @ 09:59



Comentário de: Dada

SEGUINTE:
Neste texto o autor NÃO disse que é correto escrever ou falar "errado".
O que se discute é que não se deve ridicularizar, principalmente EM PÚBLICO, uma pessoa que comete este tipo de erro.
Em minha opinião, entrar aqui para ficar tentando mostrar que é o "sabetudo", discutindo coisas que não foram ditas no texto em discussão, me faz pensar que estas pessoas são menos “inteligentes” que aqueles que falam errado.
Uma pessoa sem instrução não é uma pessoa burra! BURRO é quem fica falando besteira só para se mostrar.
Qualquer pessoa, independente de saber ou não usar as regras da norma culta da língua portuguesa, pode perfeitamente passar sua mensagem de modo que possamos entender o que ela quer dizer.
Outras, pelo visto em alguns comentários acima, não conseguem sequer entender o que nos foi dito de maneira tão clara.
E ainda querem criticar os não instruídos e o autor deste texto?
Ah! Desenhem porque eu não entendi os argumentos de vocês! Todo conhecimento de vocês não foi suficiente para me convencer que vocês estão mesmo discutindo ESTE TEXTO!

PermalinkPermalink 19.11.10 @ 13:02



Comentário de: sleo · http://sergioleo.opsblogs.org

Muito bom ALEX. A própósito, não é "ao lhe ver" é ao é "ao vê-lo", ou ao ver você, mais coloquial. Ver é transitivo direto e lhe se usa quando é "a voc~e". Vou lhe dar um conselho, por exemplo. Se serve de alghuma coisa, hoje a Folha publica um conto que faz exatamente o contrário, e usa o pronome adequado ao transitivo direto num caso de transitivo direto. Ou seria o oposto, não guardei.
O Bagno vai muito bem, até que defende que a gramática existe para atender aos planos diabólicos da classe dominante. Aí não dá.

PermalinkPermalink 05.06.11 @ 20:53



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