Votei em Lula no primeiro turno, mas não no segundo. Apesar disso, reconheço que, em seu governo, a vida dos mais pobres melhorou bastante. Sempre pensei que a a função do Estado era justamente defender quem não tem como se defender sozinho. Os bem-nascidos do eixo Morumbi-Leblon não precisam de ajuda: têm o dinheiro, os contatos e a educação para se dar bem por conta própria.
Ontem, lá na minha terra, o Lula fez outras daquelas declarações (coisa de fim de mandato, claro) que quase, quase me fazem ter orgulho dele ser presidente do meu país:
... a única razão para ocupar um cargo público é poder governar para os mais pobres. ... Os mais ricos precisam pouco do Estado. É coletar o lixo que está bom. Até hospitais eles vão para particular. A única razão para ser prefeito, governador e presidente é que precisamos governar para os mais pobres, para quem mais precisa do Estado.
* * *
Outro dia, também fiquei com o olhinho cheio d'água ao ouvir o meu presidente falando o seguinte:
Temos que parar com hipocrisia, porque a gente sabe que existe. Tem homem morando com homem, mulher morando com mulher e muitas vezes vivem bem, de forma extraordinária. Constroem uma vida junto, trabalham juntos e por isso eu sou favorável. Uma coisa que me cala profundamente é porque os políticos que são contra não recusam os votos deles, porque o Estado brasileiro não recusa os imposto de renda que eles pagam? O importante é que sejam cidadãos brasileiros, respeitem a Constituição e cumpram com seu compromisso com a nação. O resto é problema deles e eu sou defensor da união civil.
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