O Peso da História: A Escravidão e as Cotas - ATUALIZADO

Racismo LLL
A História ainda é uma bola de ferro que os descendentes dos escravos arrastam pelos tornozelos. Os efeitos nocivos da escravidão continuam afetando os bisnetos de suas vítimas diretas.

   Casa-Grande e Senzala  Guerra e Paz: Casa-Grande e Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30

Eu (n.1974) cursei o ensino fundamental no Colégio Santo Agostinho, o médio na Escola Americana do Rio de Janeiro e, depois, História no IFCS/UFRJ ('99) porque meu pai cresceu em Botafogo, fez o ensino médio no Colégio Andrews e se formou bacharel em Economia ('70) pela mesma UFRJ.

Meu pai (n.1946) estudou na UFRJ porque meu avô estudou engenharia no Instituto Eletrotécnico de Itajubá, atual Universidade Federal de Itajubá ('38) e trabalhou durante muitos anos para a Chesf (Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco), inclusive nas obras do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso.

Meu avô (n.1909) foi engenheiro porque meu bisavô (n.1876) saiu do Mato Grosso (onde seu pai, veterano do Paraguai, estava servindo desde a guerra) pra estudar no Colégio Militar do Rio de Janeiro, onde foi comandante-aluno de 1897, depois formando-se engenheiro militar, participando do episódio dos 18 de Forte e reformando-se coronel.

 Utopia Brasileira e os Movimentos Negros Abolicionismo

Em 1888, com 12 anos de idade, meu bisavô estudava na capital do Império, em um dos melhores colégios públicos do país, com bolsa integral, soldo e emprego garantido após a formatura.

Se, ao invés disso, nesse mesmo ano, ele tivesse sido libertado (leia-se posto pra fora de casa) com a roupa do corpo, analfabeto e despreparado, sem conhecer pai e mãe, desprovido de qualquer poupança ou bens*, teriam seus descendentes estudado nas melhores escolas e universidades do país e feito parte da elite brasileira?

Sem esse capital socio-econômico e cultural acumulado pelo meu bisavô em 1888 (para não irmos mais longe), onde teria ido parar a cadeia de acontecimentos que desembocou na minha vida? Estaria eu, nesse momento, sadio e medindo 1,80m, cursando um doutorado em Nova Orleans e escrevendo essas linhas? Dentre minhas realizações, quantas são exclusivamente por mérito meu e quantas são consequência direta da vida privilegiada que eu e meus antepassados levamos? Que tipo de dívida EU tenho com as pessoas que não tiveram tanta sorte? Será ético simplesmente dizer "sorte minha, azar deles, e foda-se, hoje já nivelou tudo e no vestibular todos têm chances iguais"?

Dado que os efeitos nocivos da escravidão ainda se fazem sentir na pele dos descendentes das vítimas, não é tarde demais para serem indenizados pelo Estado.

E as cotas são um bom começo.

* * *

*Riqueza [wealth] é um indicador mais importante de desigualdade racial do que renda pois, ao ser transmitida de uma geração a outra, acaba reproduzindo injustiças históricas ao longo do tempo. Por exemplo, nos Estados Unidos hoje, enquanto a renda dos negros é 75% da dos brancos, sua riqueza líquida é de somente 18%. (Telles, 116, Mills, 37-38)

  Racismo à Brasileira: uma Nova Perspectiva Sociológica  The Racial Contract, de Charles W. Mills

* * *

ATUALIZAÇÃO E RESPOSTAS AOS COMENTÁRIOS

Cotas Raciais ou Sociais

Muitos leitores disseram que o problema era pobreza e que as cotas deveriam ser raciais:

e que maneira as cotas raciais podem ser consideradas superiores às sociais? Porque elas impedem os brancos pobres ou porque elas permitem os negros ricos? Se a maioria dos pobres é negro, as cotas socias já não são uma forma de fazer justiça social, especificamente com quem REALMENTE precisa?

Pesquisa em cima de pesquisa, que passei os últimos meses divulgando, comprovam que negros, pardos e afrodescendentes são consistentemente discriminados - mesmo dentro das mesmas faixas de renda, mesmo dentro das mesmas famílias, mesmo dentro das mesmas salas de aula.

Ninguém é contra soluções de distribuição de renda que privilegiem os desprivilegiados de modo geral. Entretanto, dado o nosso racismo galopante, qualquer solução dessas vai tender a ajudar desproporcionalmente os brancos pobres em detrimento dos negros pobres.

Qualquer um que saiba (ou sinta na pele) o quanto o Brasil é um país racista sabe que são necessárias políticas públicas *específicas* não apenas para combater os efeitos da pobreza e da desigualdade, mas também do racismo.

Como disse o Léo (aparentemente concordando comigo no final):

O teu argumento justifica cotas em geral e nao cotas por cor. De outra forma, voce vai ter um zilhao de brancos afirmando - corretamente - que seus antepassados tb eram miseraveis e analfabetos. Afinal, a maior parte da populacao brasileira em XIX livre era pobre, analfabeta e soh tinha a roupa do corpo. O argumento para as cotas por cor que se sustenta eh que isso permitiria quebrar a discriminacao estatistica contra os negros.

Agora, se você acha que o Brasil NÃO é um país racista, sério, nem sei o que você ainda faz lendo esse blog.

 Discriminação Racial nas Escolas Discriminação Racial: Como Combatê-la

Ensino Superior ou Fundamental

Muitos leitores questionaram a eficiência de cotas universitárias:

Eu acho que os descendentes de escravos merecem definitivamente uma reparação, mas não penso serem as cotas universitárias a melhor maneira de fazer isso. Realmente não acredito na universidade como forma de ascensão social. Grande parte dos graduados que conheço não tiram qualquer proveitos dos seus diplomas.

Concordo em gênero, número e grau. O que eu sempre digo é o seguinte: sou a favor de reparações especificamente voltadas para afrodescendentes. Ponto.

Nunca falei de cotas universitárias. Quando falo de cotas, é sempre de modo geral e com qualificações: escrevi que cotas são um "bom começo" pois, apesar de falhas, elas são a melhor solução que arranjamos.

Com certeza, as reparações aos afrodescendentes deveriam ser muito mais amplas do que somente vagas em universidades e deveriam fazer parte de um projeto geral de revalorização da educação no Brasil.

Só acho graça mesmo no povo que diz que é contra as cotas porque acha que devemos investir nas escolas, não nas universidades. E eu fico rindo comigo mesmo: "meu deus, qual é o sentido de falar isso? será que alguém pode mesmo ser contra melhorar o ensino médio e fundamental? o que tem uma coisa a ver com a outra?!"

Invenção das RaçasHumanidade Sem Raças?

As Exceções que Comprovam a Regra

Um leitor engraçadinho ecoou um argumento que se ouve muito por aí:

Tadinho do Obama... Filho de imigrante queniano, nunca vai ser ninguém na vida...

"Puxa! *dou com a mão na testa* É verdade! Um negro chegou à Presidência dos Estados Unidos! Como é que eu não tinha me dado conta?! Isso quer dizer que minha afirmativa de que necessariamente todos os negros e afrodescentes vão se dar mal na vida estava errada! Meu Deus! Talvez eu esteja errado em tudo então! Realmente, se um negro chegou tão longe, então é porque não deve mesmo existir mais racismo nos Estados Unidos! Aleluia, irmãos!"

Reparem na operação retórica: primeiro, o comentarista finge presumir que eu disse que todos os negros invariavelmente vão se fuder. Depois, cita o sucesso do Obama como refutação da tese que eu nunca articulei.

* * *

Outro leitor contou toda a história de superação do seu pai negro educado pela avó lavadeira e concluiu:

Se meu pai nao precisou de cota, porque os outros precisam?

Esse argumento egoísta é bem comum e pode ser estendido até o absurdo. Eu sou contra transplante de rim, por exemplo. Se nunca precisei, ora bolas, por que outros precisam?!

Entretanto, obviamente, as pessoas têm necessidades diferentes.

Se você é negro, neto de lavadeira analfabeta, filho de pai que se educou sozinho, e hoje é um privilegiado, com educação superior e carro na garagem, isso não quer dizer que todos poderiam estar na sua posição, eles é que não trabalharam duro, esses vagabundos!

Muito pelo contrário, você deveria utilizar sua posição privilegiada para ajudar os outros, e não como justificativa para não ajudá-los.

* * *

Muitas vezes, quando falo da desigualdade entre negros e brancos, alguém aponta que o ex-presidente da Bic no Brasil era negro.

E daí? Se fosse tão normal assim um alto executivo negro, os exemplos seriam tantos que não daria nem pra listar. O solitário e tão-citado caso do ex-presidente da Bic só comprova o nosso racismo e desigualdade.

Aqui, nos Estados Unidos, tamanho frenesi da mídia sobre o "primeiro presidente negro" só poderia existir em um país racista. Caso contrário, não faria diferença alguma. Em uma sociedade não-racista, seria tão digno de nota o primeiro presidente negro quanto o primeiro presidente aquariano ou o primeiro presidente engenheiro.

  Caetana Diz Não: Histórias de Mulheres da Sociedade Escravista     Ser Escravo no Brasil

E, Por Fim, Uma Dúvida Sincera

Cada vez que eu entro aqui, aumentam minhas dúvidas a respeito do pretenso "liberalismo ou libertarismo" do autor. Talvez libertino, sei lá, quem o conhece é que deve saber.

Aumentar as dúvidas é sempre algo bom. Motiva o intelecto e molda o caráter. Continue assim.Racismo LLL

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21.01.09


Categorias: Raça


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Comentários:


Comentário de: david · http://altovolta.apostos.com

Bom texto, Alexandre. De volta à velha forma.

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 01:42



Comentário de: Andre Carvalho

*Riqueza [wealth] é um indicador mais importante de desigualdade racial do que renda pois, ao ser transmitida de uma geração a outra, acaba reproduzindo injustiças históricas ao longo do tempo. Por exemplo, nos Estados Unidos hoje, enquanto a renda dos negros é 75% da dos brancos, sua riqueza líquida é de somente 18%. (Telles, 116, Mills, 37-38)


Interessante o comentário sobre a riqueza. Continuo com minha indagação, por que cota racial e não social? Já que se parte do pressuposto de que a falta de oportunidades e de dinheiro, desde a libertação dos escravos, gere um circulo vicioso, por que não focar no problema DE FATO, que é a dificuldade de acesso a oportunidades por falta de dinheiro?

E por fim, o cerne da questão: De que maneira as cotas raciais podem ser consideradas superiores às sociais? Porque elas impedem os brancos pobres ou porque elas permitem os negros ricos? Se a maioria dos pobres é negro, as cotas socias já não são uma forma de fazer justiça social, especificamente com quem REALMENTE precisa?

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 02:36



Comentário de: Glauber K

O governo é mestre em maquiar problemas com soluções eleitoreiras.

O legal é que os negros que não conseguem terminar o ensino fundamental, aqueles que realmente precisam de instrução, esses não recebem nem um osso.

Mas eu só apoio as cotas para satisfazer minha consciência. Eu odiava ir ao campus e não ver um negro.

Não adianta ser cota para pobre, pois pobre branco não satisfaz minha consciência.

E Alex, eu resumiria tua história assim:
"Se meu tataravô tivesse a pele negra, não deixariam ele ser comandante aluno."

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 05:03



Comentário de: Marcio E. Goncalves

Caralho, fizeram lavagem cerebral total no coitado...rs

"Se, ao invés disso, nesse mesmo ano, ele tivesse sido libertado (leia-se posto pra fora de casa) com a roupa do corpo, analfabeto e despreparado, sem conhecer pai e mãe, desprovido de qualquer poupança ou bens*, teriam seus descendentes estudado nas melhores escolas e universidades do país e feito parte da elite brasileira?"

Meu Bisavo Materno era escravo liberto. Minha mae foi menina de rua; meu pai so foi ter o primeiro sapato aos 13 anos.
Minha familia esta no mesmo nivel que a sua e, idem, estudei nos bons colegios e duas melhores universidades do Parana (PUC e UFPR). Estou fazendo um MFA nos EUA e abri mao de fazer um PhD in History aqui. So nao tenho 1,80m...rs

Acho que isso responde a sua pergunta:)

O problema eh que nao ha duvida nenhuma que deveria ter sido feito uma reparacao aos negros libertos - mas como tu vai fazer isso 100 anos depois?

Em um pais miscigenado nao da. Vai olhar pela cor so? Pelo nivel de enrolacao do cabelo? Tamanho dos labios?

Apesar de vc se colocar como "branco" (racismo contra si mesmo?) pela fotos que tu coloca no blog vc seria considerado mulato/moreno em Curitiba e grande parte do sul - dai, vc de familia rica deveria ganhar cotas e outras reparacoes?

E quanto a mim? Deveria apesar de ser branquelo (ainda que mais moreno do que meus amigos de infancia polacos da nhanha) mas descendente de escravo liberto? Nao, pq nao sou tratado como um? Mas dai como fica meu irmao que eh sem duvida nenhuma moreno/mulato?

Usar a piadinha "Eh so chamar um PM que ele sabe quem eh negro" pode te fazer parecer inteligente, mas nao traz solucao nenhuma a esse problema real.

Nao vejo pq o movimento negro eh tao contra cotas sociais e nao raciais. Se os negros sao maioria entre os pobres obviamente tais cotas vao beneficia-los igualmente, sem cair na injustica de nao beneficiar um pobre so pq teve o azar de nascer polaco ou beneficiar alguem que nao precise so pq tem tracos "afro".








PermalinkPermalink 21.01.09 @ 05:31



Comentário de: Monthiel · http://www.monthiel.com


Olá Muito bom o seu texto, porém não concordo com as cotas. Acho que isso é uma forma clara de mostrar preconceito.

Acho que o cidadão, independente de sua cor, raça, crédulo, deve conseguir uma vaga numa universidade por méritos, muitos méritos. Digamos que, se 100% dos vestibulandos sejam negros, então que 100% de negros se formem e sejam boas pessoas.

Não deveria ter uma cota, de forma nenhuma.

Abraços e sucesso!
Monthiel
Convido a todos a conhecer meu blog...

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 08:52



Comentário de: Thiago

"com a roupa do corpo, analfabeto e despreparado, sem conhecer pai e mãe, desprovido de qualquer poupança ou bens*, teriam seus descendentes estudado nas melhores escolas e universidades do país e feito parte da elite brasileira?"

Ainda bem que as milhares de vítimas do nazismo que vieram pro Brasil chegaram de primeira classe com poupança gorda e emprego garantido.

Mas tm uma palavra aí, "analfabeto", que faz uma diferença importante. Se bem que não sei se todos os imigrantes vieram sabendo ler e escrever (diga-se de passagem, o fato de saberem apenas outra língua é irrelevante)



PermalinkPermalink 21.01.09 @ 10:03



Comentário de: Joselito · http://www.estragafilmes.blog.br

Alex,

Não concordo com seu ponto de vista. Meu pai viveu quando veio ao Rio de Janeiro meu pai se estabeleceu em uma favela na Tijuca. Meus avós trabalhavam como trabalhadores braçais em uma fazenda de cana em Campos, meus bizavós, um escravo e outro índio. Por parte de mãe algo bem parecido e eu cursei UFRJ e UERJ na graduação e UFFRJ no Mestrado. Conheço vários exemplos como o meu e não vejo isto como uma exceção. Acredito que neste item a relação é com o Social.

Abraços
Marcelo

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 10:11



Comentário de: Blog Mallmal · http://www.mallmal.blogspot.com

É interessante isso. Meus parentes vieram da
Alemanha, da Itália e da Áustria logo depois
da alforria generalizada.
Trabalharam no campo muitos anos (substituindo
os escravos?), acumularam dinheiro, montaram
negócios. Meu pai e minha mãe fizeram cada um
dois cursos universitários. Não tenho tios
pobres.
Onde fica essa pré-destinação baseada na riqueza
ou pobreza dos pais? Só vale pra negros? Ué!
A maior parte dos judeus, coreanos e chineses
que vem para esse país vem sem um centavo,
praticamente apenas com a roupa do corpo.
Por que esses ganham dinheiro, montam negócios,
ficam ricos?
E o que diabos cotas fajutas em faculdades tem
a ver com pagamento de dívida histórica???

Alex, sério. Esses posts caça-níqueis sobre
racismo estão piorando. Quem tinha que comprar
os livros já comprou. Até eu comprei! hahahaha
Vira o disco, que esse assunto já cansou.

Queremos indicações de livros sobre outro assunto!


PermalinkPermalink 21.01.09 @ 10:12



Comentário de: leo · http://lmonasterio.blogspot.com

Alex,
O teu argumento justifica cotas em geral e nao cotas por cor. De outra forma, voce vai ter um zilhao de brancos afirmando - corretamente - que seus antepassados tb eram miseraveis e analfabetos. Afinal, a maior parte da populacao brasileira em XIX livre era pobre, analfabeta e soh tinha a roupa do corpo.
O argumento para as cotas por cor que se sustenta eh que isso permitiria quebrar a discriminacao estatistica contra os negros.

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 10:12



Comentário de: Karina

Eu acho que os descendentes de escravos merecem definitivamente uma reparação, mas não penso serem as cotas universitárias a melhor maneira de fazer isso.

Realmente não acredito na universidade como forma de ascensão social. Grande parte dos graduados que conheço não tiram qualquer proveitos dos seus diplomas.

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 10:12



Comentário de: Gerson B

...e enquanto isso a melhoria do ensino básico público, aquilo que realmente importa para igualar as oportunidades pros pobres, é esquecida.

Quanto ao resto, faço coro com as críticas ai. Se fosse para haver cotas (uma tapeação em si que serve pra evitar as reformas no ensino básico), que fossem sociais.

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 11:59



Comentário de: Bear

Tentando não me repetir, se vierem cotas, que sejam para o ensino básico (bolsa escola a la Cristóvão Buarque).

Abrir caminho direto para o andar de cima (universidade) cheira a oportunismo, politicagem. Aliás, se estes atalhos são válidos, por que perder tempo com a graduação. Abre canal direto para o doutorado e pós-doutorado. Certo?

Cotas para doutorado, já!!!!!!!

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 14:03



Comentário de: Homero

Distribuição de negros e brancos por classes sociais:

Brancos: 32% (Classes A e B), 48% (Classe C), 17% (Classe D) e 3% (Classe E).

Negros: 20% (Classes A e B), 54% (Classe C), 22% (Classe D) e 4% (Classe E).

Será que a instituição de Cotas raciais se justifica para corrigir diferenças relativamente pequenas como essas?

Fonte: http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=779

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 14:09



Comentário de: Daniela · http://trecosetrapos.org/weblog

Pois é, aí está uma coisa que muita gente não entende. Quando surgiu a polêmica da adoçõe de cotasaqui na UFRGS o pessoal ficouem polvorosa. Opiniões formadas, ou mlehor dizendo, pré-prontas, chavões e frases feitas para responder qualqer pergunta sem sequer preocuparem-se em discutir as questões coma cebça aberta e levando em conta os fatores históricos muito bem exemplificados no teu post.

Menos mal que algumas pessoas usaram a cabeça, pensaram, refletiram, discutiram, levaram em conta fatores sociais, históricos e econômicos.

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 15:12



Comentário de: Andre · http://acimadedeus.blogspot.com

Tadinho do Obama... Filho de imigrante queniano, nunca vai ser ninguém na vida...

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 15:38



Comentário de: Daniela · http://historiasdemenina.wordpress.com

Eu sempre digo que a elite, quando consegue colocar seus filhos nas melhores universidades do país, nos melhores empregos e melhores cargos (inclusive e principalmente eletivos), nao têm nenhum mérito, apenas retorno no investimento.

E a diferença entre ser retirante/imigrante (mesmo queniano) e ser escravo liberto (o problema nao tá na cor da pele, mas condicao de escravo) é taaaaaaoooo abissal, que me recuso a me alongar a respeito.

:)

E o pai de obama nem imigrante era, mas estudante. Whatever, pq eu tô discutindo isso mesmo? hohoho

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 17:52



Comentário de: Renato

Cada vez que eu entro aqui, aumentam minhas dúvidas a respeito do pretenso "liberalismo ou libertarismo" do autor. Talvez libertino, sei lá, quem o conhece é que deve saber.

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 18:45



Comentário de: José Roberto

Muito interessante este artigos e deve ser lido por outras pessoas.

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 19:18



Comentário de: silvia

Ridiculo

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 19:28



Comentário de: Andre Carvalho

"(o problema nao tá na cor da pele, mas condicao de escravo)"

Então por que a solucão está na cor da pele, e não na situação econômica?


PermalinkPermalink 21.01.09 @ 19:35



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"É interessante isso. Meus parentes vieram da
Alemanha, da Itália e da Áustria logo depois
da alforria generalizada.
Trabalharam no campo muitos anos (substituindo
os escravos?)"

Hum, agora vou ficar um pouco do lado do Alex...rs

Cara, o simples fato de que seus pais vieram p/ ca para SUBSTITUIR os escravos (em uma politica de "branqueamento" do Brasil) ja mostra que a situacao dos negros libertos era MUITO, MUITO pior do que as dos imigrantes (que tambem nao era facil).

Os negros nao so nao tiveram reparacao como havia uma politica oficial de nao emprega-los. Discutia-se ate medidas bizonhas tipo manda-los de volta a Africa.

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 19:38



Comentário de: Edson

Mandou bem Daniela, o pessoal faz uma confusão dos diabos, parece que não querem assumir o lado conservador e mesquinho da Elite. Vc está certa, discutir com quem não entende diferenças básicas não vale à pena, veja o ex. do Pres. Obama, seus pais eram doutores, e ai vem uns espertinhos e querem comparar os escravos com os imigrantes, sendo q estes já trouxeram uma cultura, uma história.

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 19:48



Comentário de: Jangu

Ece negociu di cota e inpotamti pra nois da tussida du Curintia, pois nois vai ser pessuas istudada e podi anjunda noso pais, Axo que devi ter vaga garranteda pra nois curintianos pra ser podicrser na vida.

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 20:29



Comentário de: ninguem · http://naoaddsemscrap.blogspot.com

acho q a maioria aqui q é contra as cotas, também acha q não existe racismo no Brasil.
Que as cotas estupram a sagrada justiça do vestibular. Eu sei q o racismo existe e persiste. Eu sei q o vestibular não é algo tão simples quanto ‘seleção dos melhores’. Nos meus 20 anos eu só tive uma (!) amiga negra e sei que ela teve tantas (ou mais) oportunidades financeiras de entrar na mesma faculdade que eu. Mas entrou em outra bem menos concorrida. Eu sei, porém, que os meus outros colegas negros de escola, principalmente do ensino médio, não eram do mesmo mundo q nós duas. Isso era claro. Sei tbm que os pais dela, por mais que ganhassem um pouco melhor q os meus, não compravam tantos livros, revistas e quadrinhos quanto os meus. Do mesmo jeito que não a ‘aporrinhavam’ dia e noite pra ela entrar numa faculdade pública,‘q é melhor, filha’, como os meus faziam. Acho q é por isso q eu entendo esse post.

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 20:55



Comentário de: Rafael

O que mais me incomoda nessa história toda é o fato de que os marginalizados que conseguiram vencer essa barreira social nesse país, ao olharem para trás, esquecem de sua origem e acham que todos devem passar pelas mesmas dificuldades.

As pessoas só se manifestam em relação ao assunto pensando apenas no próprio umbigo e no de seus filhos. Todos sabemos que as chances de um negro pobre conseguir um emprego decente, por exemplo, são mais difíceis que as de um branco na mesma condição social.

É muito mais digno para o país assumir sua condição de sociedade racista e classista e adotar TODAS as medidas necessárias para reparar esse abismo.

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 21:01



Comentário de: carlos alberto giacon

eu acho essa coisa de cotas pura discriminaçao porque se as pessoas da raça negra querem se iguais as de cor branca que no meu entender eles sao melhores do que nos os branco eles deveriam batalhar pela igualdade com nós e nao pela vantagem,sim porque conseguir vagas pelas cotas nao quer dizer igualdade e sim falta de competencia

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 22:00



Comentário de: Renivaldo Ribeiro

Primeiro quero parabenizar o nível dos comentários aqui. Independente das posições, nota-se um encadeamento de idéias sem partir para a baixaria. Infelizmente vi algo assim num post similar semana passada em outro blog. Sou negro, com formação superior, incompleta, de uma família que passou por dificuldades. Achei interessante como o autor justificou seu sucesso pessoal como consequência direta das boas oportunidades de seus antepassados. Mas sinceramente sou contrário a toda e qualquer política de cotas. Historicamente nossos governantes tem a infeliz idéia de maquiar a realidade, atacar a consequência e não as causas de nosso atraso social. É fato que os negros escravos foram alijados das oportunidades sociais neste país. Enquanto o imigrante europeu pôde manter suas raízes sem discrimanação quando aqui chegaram e, bem ou mal, enganados ou não pelas promessas do Estado brasileiro, vieram espontâneamente. O negro veio à força, prisioneiros de guerra vendidos aos traficantes portugueses. Mas não devemos perder de vista que uma educação básica de qualidade, universal (para negros, brancos, índios, "polacos", italianos e demais etnias deste país) seria de melhor proveito que enfiar a torto e a direito por meio de cotas quem quer que seja nas universidades brasileiras. Primeiro, com ou sem cotas, universidade não atenderá a todos, não há vagas para tanto. Se dispendermos tanta energia em prol da educação de qualidade no Brasil, desde o ensino fundamental ao médio, veremos sem esforço negros, pardos, índios, pobres e remediados na faculdade e esta discussão perderia sentido. Claro que é algo que demandaria tempo, mas resolveria de fato o problema ou, pelo menos, melhoria muito a situação atual.

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 22:59



Comentário de: Marcio E. Goncalves

Olha, eu ate sou favor de cotas em vestibular da faculdade publica, pq o conceito de vestibular ja eh tao errado, que outra arbitrariedade nao faria falta.

Se a faculdade publica eh paga por todos, todos deveriam poder cursar la. Poderia haver um teste de admissao de conhecimentos e requesitos, mas nao vagas limitadas.

Como limitma ha vagas, sempre vai ser injusto, pq parte da populacao paga o estudo de uma elite. A forma de escolher essa elite previlegiado, seja vestibular ou cotas, vai ser sempre arbitrario.
Um sorteio seria mais justo ate.

Na real a melhor saida era cobrar mensalidades de todas faculdades publicas.

E investir no ensino fundamental e medio.

Como alguem que ja deu aula tanto para ensino medio quanto fundamental em colegio publico, posso dizer que muito dessa discussao sobre raca nao passa de masturbacao retorica.

Na pratica, tanto meus alunos loiros de olhos azuis (mais da metade, ja que eu morava em Curitiba) e meus alunos morenos e negros eram igualmente analfabetos funcionais, nao sabiam fazer contas basicas e nem compreender um teste elementar.

E o pior eh que em geral era/sao criancas inteligentes, mas nunca tiveram aulas decentes - vitimas de uma cambada de professores marxistas mais ocupados em "criar cidadoes conscientes" do que ensina-los a ler, interpretar e fazer contas.

De que adianta ter cotas para universidade se o pessoal nao esta preparado nem para o ensino medio?

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 23:19



Comentário de: Tabrelette

Discordo enfaticamente de cotas raciais.
Primeiramente, porque falar em "raça" de ser
humano já é, em princípio, um equívoco. Privilegiar qualquer pessoa através de cor da pele é uma irracionalidade e, aí sim, estimulará o preconceito. Igualdade não se alcança por leis ou decretos. Isto é uma questão de consciência. Oferecer contas para negros é considerá-los inferiores, incapazes; eles mesmos não aprovam isso. Desejamos todos nós resgatar as injustiças cometidas contra os escravos, claro. Pois, então, ofereça o governo escolas públicas de boa qualidade, como já foi no passado.. Todos, de qualquer cor terão as mesmas possibilidades. Agora nivelar por baixo, não. As cotas levam o indivíduo mal preparado, analfabeto funcional, entrar para uma Universidade. Ele não tem condições de acompanhar o curso. Formará, sim. Mas que profissional será? Amanhã, se vou contratar um advogado, médico ou engenheiro, logo vou verificar a cor dele; se negro, vou pensar: "será de cota?" Melhor não. Mas tem muitos outros aspectos a considerar. O que é ser negro no Brasil? E os filhos de negros ricos, terão direito às cotas. Um filho do ministro do STF, que é negro, tem direito às cotas? Porque não o(a) jovem branco(a), de olhos azuis, sem nenhum recurso e que é explorado(a) pela família pedindo dinheiro no semáforo. A UNB tem uma belíssima experiência quanto às cotas. A comissão que faz a seleção aprovou um jovem com negro e reprovou seu irmão gêmeo univitelíneo. Quer mais?

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 23:47



Comentário de: Gerson

Interessante isso. Meu pai foi alfabetizado por minha avo (lavadeira) em casa ateh os 7 anos quando ele entrou na escola Antarctica no Cambuci onde estudava de graca de manha e trabalhava na fabrica de tarde para ganhar uma cesta basica por mes. aos finais de semana tecia tapetes de cizal pra vender na feira, trabalhou em banca de bolacha na feira enquanto cursava a faculdade de Engenharia da Poli, que teve que rachar de estudar pra entrar porque era de graca, depois trabalhou como professor de matematica ateh entrar na Ford, como engenheiro. Meu avo nao tinha estudo, era relojoeiro, profissao que aprendeu do pai,tambem sem estudo, que veio em porao de navio da Italia para o Brasil.

Se meu pai nao precisou de cota, porque os outros precisam? Se meu avo nao tinha estudo mas sabia que os filhos irem a escola era importante, porque os decendentes de escravo tem opiniao diferente? TEam alguem na sociedade que ainda acha que estudar nao eh importante, sendo pobre ou rico?

Dei aula no ensino medio em escola publica e as condicoes, nada boas, eram as mesmas para todos os alunos. Alguns se destacavam mas a maioria nao. Esses poucos que se destacavam o faziam por puro metiro pessoal. Liam livros emprestados da biblioteca, prestavam atencao nas aulas, vinham tirar duvidas e estudavam para as provas. Se a maioria eh vagabiunda e nao se interessa, nao entendo politica de cota nenhuma.

Todo mundo eh responsavel por se esforcar para vencer na vida. Foi assim com meu pai, comigo e com os alunos que se esforcavam na escola onde eu dava aula. pra mim,cota, ou qualquer outra mamata eh para quem nao tem os breus de se valer dos proprios esforcos e competencia para subir na vida e precisa de favor do Estado para conseguir alguma coisa.

Esmola, como sempre.

PermalinkPermalink 21.01.09 @ 23:48



Comentário de: Luiz Carlos

Se eu fosse apostar corrida com um sujeito de uma perna só eu o deixaria
ter vantagem e sair na frente.
Se eu prestar um concurso com uma pessoa de menor cultura e meio imbecil eu dou pontuação de vantagem para ela.
Mesma inteligencia não teria vantagem nenhuma. Se formos resgatar todas injustiças que a humanidade já cometeu com cada um de nós ou antepassados não se faria mais nada no mundo inteiro só "chorando" e de mão estendida.
Seria um mundo de lágrimas e lamentações.

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 01:08



Comentário de: Antenor

Eu já estou com a "sacola"cheia desse assunto e seus "caroneiros".
Que sujeito mais ESPETACULAR esse historiador. Ou seria estoriador?
Filho, neto, bisneto, tataraneto de
todos SUMIDADES ESPETACULARES....
Mas assim eles pegaram todas as qualidades disponíveis e não sobrou nada de bom para o resto dos mortais comunss.
Da "VERA VERÃO" ninguém quer ser
parente?

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 01:34



Comentário de: Jose Valdir Ribeiro

Sou aparentemente branco, porém meu avô paterno era negro, só que era casado com uma mulher branca, assim como eu, a maioria absoluta dos que se dizem brancos neste país tem algum ancestral negro, não precisei de cotas em universidades para subir na vida, estudei em escola da roça, ia descalso para a aula, só tinha uma roupa para vestir o ano inteiuro, por isto eu digo, se é para distribuir cotas para afrodescendentes, exijo que meus filhos também recebam cotas, pois são bisnetos de negro, embora sejam brancos, mas com cabelos crespos.

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 08:21



Comentário de: leo · http://lmonasterio.blogspot.com

Alex,
Vc tem que diferenciar desigualdade, preconceito, discriminacao e racismo. Sao problemas relacionados, mas distintos. De outra forma, o papo fica complicado.
Quando eu me refiro a discriminacao estatistica, eh quando o carinha de cor preta eh avaliado pelos indicadores medios de sua cor. Um politica de cotas por cor temporaria geraria uma mobilidade ascendente que quebraria a parte estatistica do preconceito na geracao seguinte.
Agora, a discussao sobre cotas apenas por cor, se quer mesmo ser sincera, tem que admitir que os brancos pobres serao prejudicados. Como o numero de vagas eh limitado, isso eh inevitavel. A questao eh decidir se vale a pena. (Deve ser foda, , por exemplo,ser descendente de retirantes nordestinos miseraveis e ficar de fora da universidade devido a cotas por cor).

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 08:50



Comentário de: Faéu · http://noescuroevendo.wordpress.com

Não somente acredito no que vocÊ diz Alex como adciono um argumento. Em grandes faculdades como USP, UNESP e UNICAMP, os cotistas são os alunos com as notas mais elevadas. Assim como também serve de inclusão, as cotas aumentaram além de si: o número de alunos negros cresceu além da porcentagem das cotas.

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 09:25



Comentário de: MARCOS JOY

EU COMO NEGRO, PENSO QUE NÃO PRECISAMOS DE COTAS E AJUDA ALGUMA DO GORVERNO OU SEJA DE QUEM FOR. TEMOS QUE TER UM MELHOR NÍVEL EDUCACIONAL PARA TODOS OS BRASILEIROS INDEPENDENTE DE RAÇA, CREDO, IDEOLOGIA OU CAMADA SOCIAL, SÓ ASSIM EVOLUIREMOS COMO NAÇÃO, ASSIM NÓS NEGROS, PARTICIPAREMOS DO DESENVOLVIMNETO NACIONAL COMO UM TODOS E CONQUISTAREMOS NOSSO ESPAÇO POR MERECIMENTO E NÃO POR CARIDADE.

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 09:44



Comentário de: Simone

Acredito que deva existir tanto as cotas raciais quantos as cotas sociais.
Não sou negra, por isso nunca senti na pele o que é ser discriminada.
E não há como reparar os erros da época da escravidão, mas podemos tentar amenizar, dando uma oportunidade para os negros hoje.
Eu me formei através de bolsa, meus pais não são negros e nunca foram escravos, e nem meus avós ou bisavós, mas nunca tiveram condições de ter uma boa educação e como somos de uma família de classe baixa e meus pais já são aposentados, sem a bolsa não conseguiria me formar e graças à faculdade hoje tenho um bom emprego e posso ter uma vida melhor.

Bjs Alex e parabéns pelo blog.

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 10:56



Comentário de: Andre · http://acimadedeus.blogspot.com

Acho que só existe o frenesi sobre o presidente da Bic ser negro pq existe um frenesi maior em dizer que o Brasil é racista.
Na verdade, é um argumento circular.
1 - Um monte de gente grita: o Brasil é racista.
2 - Um monte de outra gente responde: não é não. Veja o exemplo do presidente da Bic, que é negro.
3 - O primeiro grupo usa a resposta do segundo para basear a primeira afirmação: Viram só como o Brasil é racista? É tão estranho existir um presidente negro que vocês não param de falar nisso...

E, no geral, é tudo assim. O argumento do rim, por exemplo... Bom, não sei se foi sua intenção, mas você deu a entender que fulano não PRECISAVA do transpante de rim, e o outro precisava, ou seja, situações iniciais desiguais, o que é falso.
Se o filho de escravos, filho de mendigo, etc. consegue, a despeito da história familiar, se dar bem na vida, outras pessoas na mesma situação também conseguem (ou seja, se houvesse o transpante de rim a pessoa estaria em vantagem, mas ela não PRECISA do transplante). Seu argumento sobre o histórico familiar é falso.

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 11:22



Comentário de: Cleber

Não concordo com teus argumentos. Realmente não sei porque continuo lendo este blog...

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 11:43



Comentário de: Alex Castro Email

andré, é óbvio q o argumento do rim é falso. tanto que não é um argumento, é uma piada, uma paródia do seu argumento, esse sim patentemente falso.

o fato de alguém conseguir qualquer coisa (seja um bom emprego ou ganhar os 100 metros rasos) não quer dizer que todos conseguiriam, mesmo se tivessem exatamente as mesmas chances q ele. esse argumento é quase q exemplo de falácia lógica.

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 11:46



Comentário de: Alex Castro Email

cleber, eu nem te conheço, mas tb realmente não sei. vc já pensou em procurar ajuda? talvez sua cidade tenha algum grupo LlllA (Leitores do LLL Anônimos)... Boa sorte na sua luta contra o vício!

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 11:50



Comentário de: googala · http://www.gugaalayon.blogspot.com

Às vezes não sei se concordo com seus argumentos. Realmente sei porque continuo lendo este blog...
abraços

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 12:01



Comentário de: Mauro

Em qualquer situação, na essência, não é correto que um sistema tente reparar algo as custas do prejuízo de inocentes, os quais, por decreto, foram condenados a pagar pelo que não deram causa(as futuras crianças já nascerão condenadas).
Não houve ampla discusão na sociedade. Criaram e aprovaram a Lei do "trenzinho da alegria" na "Marra". Lembro que na época da repressão, através do Ato Institucional AI-5, muitos inocentes também foram condenados injustamente.
Acredito que algo deva ser feito, por isso a sociedade deveria ser chamada discutir a melhor alternativa e ser realizado um plebiscito.

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 12:06



Comentário de: Leonco

Cotas raciais, além de sociais

A idéia de que se deve ter cota social, e não racial, equivale a negar o problema racial no Brasil. É como se todos os pobres tivessem o mesmo passado passado, brancos, negros e índios. Mas isto é um equívoco brutal. Os brancos pobres que aqui chegaram vieram livres, ou pelo menos legalmente livres. Os negros vieram escravos e assim ficaram por séculos. Os índios foram escravizados em sua própria terra, despojados de suas terras e dizimados por doenças às quais nao tinham anticorpos. Faz muita diferença.

Mas esta nao é a principal questao. A questao principal é que existe um fosso entre a renda e a riqueza dos negros e brancos no Brasil, ainda maior do que o existente nos EUA (por mais que se diga que o racismo de lá seja mais "explícito"). E este abismo existe EM TODOS OS NÍVEIS SOCIAIS. Existem ricos negros, mas eles sao muito menos numeros e muito menos abastados do que os brancos. Para cada Pelé e seus milhões de dólares, existem vários Ermírios com bilhões. Existe uma crescente classe média negra, mas ela é menos numerosa e tem padrão de vida inferior ao da classe média branca. E também existem muitos pobres brancos, mas podem ter certeza aquelas que só conhecem a pobresa de livros e documentários da TV: os pobres negros e pardos sao muito mais miseráveis. E quando surgem oportunidades de subir a escala social, os pobres brancos têm mais chances de aproveitar, até pelo viés racista (velado, mas mesmo assim concreto) dos selecionadores, recrutadores e gestores, quase todos brancos. E o que pior: como no Brasil oficialmente somos uma "democracia racial", os negros se sentem culpados em se mobilizar e cobrar políticas de reparação, como as cotas de emprego (e até as cotas de estudo estão sob ameaça). Vivemos em uma espécie de ditadura, em que é proibido defender cotas, em nome de uma suposta "igualdade de condições". Esta ditadura é tasmanha que sao criadas "verdades" goebbelianas (me corrijam a ortografia, por fvr), como a de que "as cotas nao deram certo nos EUA". Será? Pois com toda a violencia do racismo americano, os EUA contam hoje com um presidente negro, isto depois de o governo Bush ter contado com dois secretários de estado negros, quando o Fed tem um diretor negro, quando várias multinacionais sao dirigidas por negros - sem contas os cantores, atletas e atores. Enquanto isso no Brasil, só recentemente os negros começaram a ter espaço na TV e, no Governo, apenas ministérios de menos peso politico, como esportes e cultura, sao ocupados por afro-brasileiros, apesar de eles serem 50% da população, contra 12% nos EUA. As cotas na verdade deram certo nos EUA e deveriam ser amploadas no Brasil.

Abraços

Leoncio

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 13:44



Comentário de: Lombardi Mancin.

Referente a cor eu sou aparentemente branco.

Cabelo meio enrolado.(crespo).

Olhos castanhos amarelados.

Baixinho(1,68)esforçando bastante chego a (1,70).

Uns me acham simpático outros me passam uma certa aversão.

Tive chefe que me batia nas costas e dizia que 'eu era o cara'e tive chefes que me suportaram outros que me mandaram embora.

Tenho e tive amigos das mais variadas cores, raças e etnias e sinto antipatia por muitas pessoas das mais variadas cores, raças e etnias assim como existem pessoas de todos as raças cores e etnias que possivelmente me detestam ou detestariam se me conhecessem.

Então sinceramente eu fico me perguntando: Sou racista?

Se sou racista, sou o pior deles porque não gosto de muitos caras que se parecem comigo então não gosto nem de minha raça (que nem sei qual é, vira-latas talvez).

O pior é que meus amigos amarelos (Mario Endo, Toshio miyasaki, Paulo shinoda) vermelhos (Cochini, Terrambi, Temanau, e até Daniel Munduricu'escritor')negros (Aparecido Soares Caetano, Rogerio de Souza, Geraldo Rodriques da Silva)Brancos( Wilsom Shuenfield, Laslo Vom, Odete Wisler) e tantos outros puros e missigenados eu gosto muito que só comecei a perceber a diferença de suas cores e raças quando resolvi escrever este 'malacabado' texto.

E mesmo assim eles continuam sendo meus amigos mesmo depois de me debruçar sobre o assunto, e aos quais eu não tinha simpatia, continuo antipático.

Será que para não me mostrar preconceituoso tenho que fingir amar mesmo aqueles aos quais eu tenho antipatia, ou receber falsidades daqueles aos quais eu sou antipático?.

Parabéns a todos os que conseguem esta façanha.

Respeitar é inquestionável porém gostar não.



PermalinkPermalink 22.01.09 @ 14:33



Comentário de: Luiz

Eu acho que deveriamos ter cotas para descendentes de poloneses, de árabes, de japoneses, de paraguaios, e, quiçá (se sobrar) de brasileiros.
Sugiro começarem a avaliar a integração do afro-descendente por Estados onde eles realmente são representativos da população e, principalmente, onde o coronelismo já está (quase)anulado. Se for feita uma estatística séria no Estado da Bahia e, no outro extremo, no Rio Grande do Sul, verificar-se-á que não foram as políticas raciais que influenciaram os resultados e sim, o tipo de sociedade onde eles estavam inseridos. Não se pode fazer estatísticas que justificarão leis federais, apenas com dados direcionados para as favelas do Rio e São Paulo..
. Brasileiros pobres e sem acesso ao trabalho e à educação estão presentes em todos os Estados, muitos deles, como o interior do Estado do Paraná, não tem tantos afro-descendentes, mas têm muitas crianças excluídas, são polaquinhos-de-pé-no-chão.Aqui no Paraná, as cotas para afro-descendentes deferia ser igual às cotas para polaquinhos.

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 14:49



Comentário de: Flávio

Por que se exigir que alguém tenha alguma vantagem legal só por ser negro não é racismo e se exigir que alguém tenha alguma vantagem legal só por ser branco é racismo? Sistema de cotas É racismo. É só olhar a definição de racismo no dicionário. "Teoria que afirma a superioridade de certas raças humanas sobre as demais." Abaixo as cotas. Vamos lutar pela IGUALDADE.

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 15:17



Comentário de: Beatriz

"meu deus, qual é o sentido de falar isso? será que alguém pode mesmo ser contra melhorar o ensino médio e fundamental? o que tem uma coisa a ver com a outra?!" O sentido é que às claras ninguém é contra melhorar os ensinos médio e fundamental, mas na prática esse não é um objetivo do governo. Eu estudei na UFRJ como vc e sei que as federais estão capengas cheias de deficiências supostamente por falta de verbas.
Neste contexto, o Lula inaugura um monte de faculdades federais, ao invés de resolver (ou pelo menos averiguar) os problemas das já existentes. Também nesse governo a idéia das cotas raciais ganhou força, mesmo considerando que boa parte das pessoas não tem formação adequada para cursar uma faculdade, porque a educação básica é porca. Mesmo quem estuda em escola particular a vida toda, como eu, sabe disso, porque se paga muito por um ensino muito mais ou menos. A intenção é jogar para platéia, não resolver qualquer coisa que seja. É ter números para mostrar, mesmo que esses números não signifiquem nada. As cotas para mim, são só um artifício populista. No Brasil, pelo menos. Não tenho a menor idéia de qual a solução para o racismo, mas para os desprivilegiados em geral, acho que seria bom se as bibliotecas (públicas, não só de faculdades) fossem fartas e bem atualizadas e com um horário de funcionamento amplo. E que se concedessem bolsas de estudo de verdade para quem realmente precisa.

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 15:19



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Se você é negro, neto de lavadeira analfabeta, filho de pai que se educou sozinho, e hoje é um privilegiado, com educação superior e carro na garagem, isso não quer dizer que todos poderiam estar na sua posição, eles é que não trabalharam duro, esses vagabundos!

Muito pelo contrário, você deveria utilizar sua posição privilegiada para ajudar os outros, e não como justificativa para não ajudá-los.


NIETZSCHE já matou a charada, no século XIX: a desmoralização do cristianismo não significa a desmoralização da moral cristã: significa a secularização da moral cristã, que é bem diferente. NIETZSCHE, claro, sabia que a moral cristã era uma moral auto-destrutiva e negativa: veja bem, que lucro tem uma pessoa que usa sua posição privilegiada para ajudar os outros, mesmo que esses outros não o ajudem em nada, mesmo que esses outros até o odeiem, como os negros, mulatos e brancos pobres odeiam os negros, mulatos e brancos ricos? Claro, lucro nenhum, só prejuízo.

Bem, como vem mais posts por aí, depois eu falo mais de NIETZSCHE.

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 15:23



Comentário de: Ivan

"Pesquisa em cima de pesquisa, que passei os últimos meses divulgando, comprovam que negros, pardos e afrodescendentes são consistentemente discriminados - mesmo dentro das mesmas faixas de renda, mesmo dentro das mesmas famílias, mesmo dentro das mesmas salas de aula."

Concordo, mas se há um lugar que essa discriminação NÃO acontece é no vestibular, em que, salvo fraudes, o examinador da prova não vê sequer o nome do candidato, quanto mais a pele. O vestibular pode ser elitista, mas racista não é. Ou seja, as cotas universitárias atacam o racismo justamente no único lugar em que o racismo não existe.

PermalinkPermalink 22.01.09 @ 16:52



Comentário de: Bear

Até me convencerem do contrário, penso que a causa principal da enorme desigualdade socio-econômica entre negros e brancos é a forma como se deu a libertação dos escravos no Brasil. "Teje liberto! Agora, cai no mundo e se vira". Sem terra, sem dinheiro e sem conhecimento para iniciar qualquer atividade produtiva, deu no que deu.

Pode-se até atribuir esta omissão ao racismo das elites da época. Apesar de quê eu ache que racismo sempre foi um mero pretexto dos donos de escravos para 'justificar' a exploração.

Mas hoje, não. Dá para acusar esta geração de indiferença ou egoísmo, mas não de racismo. Não estou dizendo que não há racismo aqui. Apenas que o racismo hoje é residual e não define o brasileiro. Afirmo sem medo de errar que a imensa maioria dos brasileiros vivos não é racista. Apenas não está disposta a meter a mão no bolso para corrigir uma distorção não causada por ela.

Sou favorável aos movimentos sociais pelos negros, no sentido de que eles contribuem para reverter esta indiferença histórica. Mas discordo de algumas 'soluções' adotadas, como já disse em comentários anteriores.

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 02:57



Comentário de: Marcio E. Goncalves

De novo, a pergunta obvia que o Alex nao vai ignorar de novo: Como voce define quem eh negro no Brasil?

Nao vou entrar no merito da reparacao ou nao, se deve ser feita ou nao. Estou sendo pratico: como voce define quem eh negro e, logo, vai ser "reparado" (seja com cotas, indenizacao, etc...)?

Auto-declaracao? Tribunal racial?

Se voce nao tem uma resposta para isso, todos seus argumentos sao inuteis - pos eh preciso definir quem vai ser beneficiado na reparacao.


PermalinkPermalink 23.01.09 @ 05:45



Comentário de: Andre Carvalho

"A idéia de que se deve ter cota social, e não racial, equivale a negar o problema racial no Brasil. É como se todos os pobres tivessem o mesmo passado passado, brancos, negros e índios."


Mais uma vez, há uma esquiva do debate cota social x racial. Uma pergunta simples: Negros ricos (sim eles existem!) também merecem a cota?

Uma pergunta importante levantada nessa resposta defensora sem argumentos é: por que cota racial? Ela é necessária como "redentora do passado" ou como "solução de um problema recente"? Deve-se olhar a situação atual ("ele tem poucas oportunidades") ou TODAS as possíveis oportunidades ("se o avo dele não fosse escravo ele estaria no IME!! Ergo, ele TEM que estar no IME") ?

Revisonismo histórico é algo muito complexo e quem sabe não caiba na discussão das cotas. Pelo menos no que eu entendi, o Alex não defende as cotas por "payback histórico", mas sim para minimizar o problema do "Racismo Econômico". Deste ponto de vista, defender cotas raciais porque "os negros são um povo sofrido" ou algo do gênero é tentar resolver o problema errado. Tudo a favor de equilibrar o campo de jogo. Cotas para os menos favorecidos são uma maneira de dar oportunidade a quem não tem. Cotas por cor da pele, por outro lado, é arbitraridade: Nem todo negro tev situação difícil de vida, isto é um fato. Cor da pele não define quem teve oportunidade ou não. Situação econômica, sim. Por mais que a maioria dos pobres seja negro m boa parte do país, isso não quer dizer que negro=pobre. Então por que não utilizar a pobreza como métrica? Por que ninguém me dá uma única misera razão decente ? (nem precisa ser boa...)

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 07:16



Comentário de: Andre Carvalho

Não tinha lido as atualizações... Meus argumentos soam um pouco datados... Desculpe, Alex, tem até citação ao meu comentário na tua resposta, então, fui injusto....

Favor ignorar o ultimo comentário.

Lendo sua resposta, me vêm duas coisas a cabeça:

1 - O gráfico Horas de Estudo x Salário - este gráfico, feito a algum tempo atrás, me deixou na hora que eu vi, com a pulga atrás da orelha... Quando ví o que era, o post já estava velho e esqucido, mas convém citar: O Gráfico aparentemente mostrava que a hora de estudo do negro valia menos que a do branco, assim na lata mesmo. Contudo, quando você para pra pensar que a educação de boa parte dos pobres (logo, de boa parte dos negros) é de pior qualidade (cursos universitários de "segunda", como exemplo máximo). Garanto que o mesmo grafico mostrando dinheiro x horas de estudo de brancos pobres e ricos daria um resultado similar, pode apostar. Numeros são maleáveis de acordo com a tese, já dizia o livrinho safado de estatística.

2 - Se tais políticas afirmativas funcionam para diminuir a discrimanação ou só aumentam a race awareness. Eu sou um romântico, assumo. Acredito que no Brasil o pensamento "politicamente correto" (que eu abomino) pode gerar bons frutos: Uma nova geração que tenha um conceito muito mais difuso de raça, que não seja criada com conceitos d raça na cabeça. E que o ensino para as camadas mais simples seja melhorado (o que ninguém aqui obviamente discordou) Mas esse sgundo ponto é mais viagem da minha parte

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 07:35



Comentário de: Homero

Quem a gente ajuda a atravessar a rua? Geralmente pessoas, cegas, deficientes físicas, ou velhinhas. Ou seja, pessoas que consideramos incapazes de fazer esse trajeto sozinhas.

O problemas das cotas (além da beneficiar apenas os negros de classes média e alta, em detrimento dos negros e brancos de classes baixas) é que o Estado passará a considerar essas pessoas como cidadãos inferiores, afinal quem precisa da ajuda legal para conseguir uma vaga na universidade ou numa empresa? O Estado passará a considerar os integrantes desse grupo como incapazes de alcançar isso por seu próprio esforço.

Não apenas eu não aceito ser considerado pelo Estado como incapaz, como me admiro que as pessoas que são a favor de cotas sejam tão cegas a ponto de não enxergar o próprio racismo: quem é favorável às cotas considera que as pessoas a serem beneficiadas por elas são inferiores.

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 09:57



Comentário de: lucas

É, realmente, o fato de pessoas com a mesma cor da minha pele estatisticamente terem menos renda é justificativa suficiente para me dar direitos especiais.

Veja o caso gritante dos pobrezinhos dos homens, que tem uma expectativa de vida vários anas menor que a média da população. Só pode ser culpa do preconceito. Nós homens precisamos de cotas em hospitais de primeiro mundo, precisamos de aposentadoria especial, para reparar esse crime histórico.

Também comprovaram que pessoas com orelhas grandes tem estatisticamente mais orgasmos. Os orelhas pequenas também querem cotas!!!!!

(só pra mostrar a imbecilidade do argumento)

Será que ninguém tem dois neurônios capazes de perceber que conceder privilégios para alguém baseado em uma estatística nunca vai reparar problema nenhum?

Será que ninguém tem um mínimo de honestidade para pensar em combater o racismo onde ele realmente ocorre?


PermalinkPermalink 23.01.09 @ 15:30



Comentário de: lucas

Tem outra: queremos cotas para brancos nas escolas de samba!!!!!!!!

Queremos cotas para não-asiáticos na indústria de pastéis!!!

Queremos cotas para os obesos, para os feios, para os vesgos. Afinal, todos els sofrem preconceito.

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 15:45



Comentário de: alex castro

lucas, e tem outra: queremos cotas para os não-imbecis nos comentarios de blogs - afinal, eles tb estão subrepresentados!

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 15:55



Comentário de: lucas

Bom, Alex, pelo menos agora você chegou na questão - você realmente acredita que todo mundo cujos antepassados tinham um pouco mais de condições (ou você realmente acha que todos os brancos são herdeiros de um passado tão glorioso) são sanguessugas que nada fizeram para merecer tanto.

Eu por exemplo, até tive um antepassado rico e senhor de escravos. Só que ele teve sua propriedade destruida durante a uma revolução, episódio em que grande parte da família foi torturada e assassinada (sim, havia guerras no Brasil) e perdeu tudo. Detalhe: esse é só um dos meus 128 antepassados de 7 gerações atrás. A maior parte do restante nunca teve nada na vida mesmo.
Meu bisavô materno foi um imigrante miserável trabalhando em regime de semi-escravidão até depois de 1888.

Se você acha que seus antepassados foram parasitas, então entregue tudo o que você recebeu de herança aos pobres.

Eu tenho orgulho dos meus. EU devo algo aos meus antepassados muito. Mas não tenho nenhuma dívida com o filhinho de papai que acha que tudo que acontece de mal na vida dele é porque acham ele "moreno". Como se o filho do chinês miserável que nem fala português fosse um privilegiado.

Se você se sente culpado ou em dívida por alguma coisa, não tente impor o pagamento dessa dívida ao restante da população que paga impostos. Pague-a você mesmo e deixe de choramingar.





PermalinkPermalink 23.01.09 @ 16:26



Comentário de: lucas

concordo, alex. a maior parte dos comentaristas são apenas puxa-sacos sem um único argumento.

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 16:31



Comentário de: lucas

aliás, acho que você colocou esse post exatamente com essa intenção, né? usou uma argumentação especialmente tosca para inibir os puxa-sacos e dar uma chance para um ou outro não-imbecil que ainda lê o seu blog aparecer...

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 16:44



Comentário de: lucas

Marcio E. Gonçalves,

Os movimentos negros são contra as cotas raciais porque elas não servem para dar cotas aos filhos dos militantes.

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 16:58



Comentário de: lucas

Corrigindo, Os movimentos negros são contra as cotas sociais...

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 16:59



Comentário de: lucas

E as cotas sociais não servem para dar emprego aos antropólogos que seram contratados para dar palestras sobre a negritude ou consultoria a empresas "socialmente responsáveis"

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 17:01



Comentário de: alex castro

lucas, nao sei bem q texto vc leu. eu nao falei nem de sanguessugas nem de culpados. nao acho que eu ou meus antepassados tenham sido (necessariamente) sanguessugas e nem eu tenho culpa por nada. nao me sinto culpado pelo que fiz, muito menos pelo que nao fiz.

se vc acha que chamei os brancos de sanguessugas, ou que disse que qualquer um é culpado de qualquer coisa, leia o texto de novo, bem devagarinho. se ajudar, leia alto mexendo os labios.

o assunto q estou tratando nao tem NADA a ver com culpa.

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 17:23



Comentário de: lucas

alex,

Do seu texto:

Que tipo de dívida EU tenho com as pessoas que não tiveram tanta sorte? Será ético simplesmente dizer "sorte minha, azar deles, e foda-se, hoje já nivelou tudo e no vestibular todos têm chances iguais"?

Talvez ajude se você escrever os textos devagarinho, pensando bem e repetindo alto o que escreve.

Tem gente boazinha, em instituições legais, que ajudam pessoas como você a aprenderem.

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 17:41



Comentário de: Alex Castro Email

lucas, mas onde está a parte sobre culpa e sanguessugas? ou vc acha que o trecho q vc selecionou tem algo a ver com culpa?

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 19:44



Comentário de: lucas

Alex,

Mil desculpas, Alex. Troque "culpa" por dívida. Sim, você tem sentimento de dívida, não de culpa. É tão diferente.

Afinal, você quer que todos paguem pela sua dívida, por ter antepassados mais bem sucedidos que a média. Não sanguessugas.

Ok. Agora ficou bem melhor. Não precisa ficar indignado com as palavras fortes que eu usei. Sem culpa nem sanguessuga.

Já que você é um cara bem legal, vamos ser bonzinhos e supor que você sente uma gratidão enorme em relação aos menos favorecidos. Isso gratidão com todos os que não tiveram um passado glorioso como o seu. Ou melhor, apenas com os negros que não tiveram um passado glorioso como o seu.

Bom, ainda assim. Faça generosidade com os seus recursos, não com os meus. Especialmente se sua generosidade for com aqueles que SE PARECEM com vítimas e não com as verdadeiras vítimas.

Traga-me um caso de racismo praticado pelo estado. Um caso concreto de um agente público discriminando alguém pela sua cor de pele. Eu te apoiarei em punir o autor (cadeia!) e em propor uma indenização estatal. Tenho certeza de que esses casos existem. Por que não denunci´[a-los, caçá-los onde quer que existam? Por que não, por exemplo, propor alguma idéia que ajude na diminuição do racismo na PM carioca? Não, isso dá trabalho, é só para pessoas realmente dispostas a trabalhar por sua causa.

Agora, querer impor a classificação racial (como se realmente existissem raças) e o favorecimento de pessoas que simplesmente tem "a cor da pele" que estatisticamente sofre mais preconceito... E querer justificar isso com a sua gloriosa história familiar, com a sua "dívida". E ainda se indignar porque alguém percebe as insinuações (óbvias) por trás de suas palavras, de que os brancos devem ser sacrificados para "oferecer oportunidades aos negros", afinal os bisavós dos brancos estudaram em bons colégios, de que os brancos "devem" algo aos negros, que os brancos são culpados apenas por terem tido alguma herança (e na maior parte dos casos nem tem). Isso é nojento.

Os racistas americanos (brancos) do início do século XX já usavam essa imbecilidade estatística para justificar a segregação racial.

Os nazistas já culpavam o enriquecimento e a importância na sociedade dos judeus por todos seus problemas.

Os comunistas já usavam a idéia de quem tem qualquer riqueza é culpado por possuí-la e deve pagar.

Vocês só juntaram tudo em uma nova cretinice para justificar a violação de direitos fundamentais e a criação de privilégios.

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 20:17



Comentário de: Alex Castro Email

Oi Lucas

Acho que vc tem realmente alguns problemas de compreensão de leitura e precisão vocabular:

"Ok. Agora ficou bem melhor. Não precisa ficar indignado com as palavras fortes que eu usei. Sem culpa nem sanguessuga."

Suas palavras não foram fortes nem fracas, mas somente imprecisas: colocaram na minha boca conceitos que não expressei e demonstraram que vc não soube ler o texto direito.

Não fiquei indignado, nem chateado, nem surpreso, etc. As pessoas já não sabem mais ler, esse tipo de leitura equivocada é bem comum. Você interpretar minha resposta como "indignação", ou pensar que o texto é para eu me gabar da minha "gloriosa" família ou do meu passado "glorioso", etc, só confirma isso.

Enfim, repara tb que não respondi nenhum de seus questionamentos e, portanto, não estou nem debatendo nem discutindo com você. Somente corrigi sua interpretação equivocada das minhas idéias. Contando que você não coloque palavras na minha boca, pode pensar e achar e falar o que quiser.

Abraços,

PS: fiquei curioso. quem é o "voces" da ultima frase?

PermalinkPermalink 23.01.09 @ 20:43



Comentário de: Rogério Santos

Nossa!! Foi difícil, mas esforcei-me para ler todos os comentários antes de escrever. Agora lá vou eu:

1) É impressionante como os argumentos daqueles que são contra as cotas beiram o cinismo e a canalhice. Houve um que disse que o avô dele veio da Itália, no porão de um navio, e aqui trabalhou duro e enriqueceu. Você está querendo dizer que os negros estão mergulhados na miséria porque não gostam de trabalhar? Porque são "preguiçosos e vagabundos"? Meu caro, o seu avô não enriqueceu somente porque trabalhou duro, e sim porque o produto do trabalho dele ficou com ele (coisa que não aconteceu com os escravos). Entendeu ou quer que eu desenhe?

2)Eu "me divirto" com o argumento de que "não se deve dar cotas na universidade. O certo mesmo é melhorar o ensino secundário". Faço-vos uma pergunta: o que fazer com as pessoas que já terminaram o ensino médio? Serão condenadas a ficar fora da universidade pelo resto da vida? Dou o meu exemplo: eu terminei o ensino médio (que na época ainda era chamado de "segundo grau") há dez anos. De acordo com esse argumento, eu teria de ficar esperando (até hoje) o dia em que o ensino secundário público fosse igualado ao mesmo nível do ensino secundário das boas escolas particulares. Quando esse dia chegasse (sabe-se lá quando), eu teria de matricular-me novamente no ensino secundário, estudar tudo de novo, para só assim fazer o vestibular e entrar na universidade. É isso que você queria que eu fizesse? Provavelmente eu não teria tempo de vida suficiente para esperar tanto (e eu nem sou tão velho assim; só tenho 28 anos [quase 29]).

Eu só passei porque felizmente eu tive uma mãe e uma tia que se endividaram até os cabelos para pagar três anos de cursinho para mim. E no ano que eu consegui passar (2002) ainda não havia sistema de cotas na universidade onde eu estudei (Universidade Federal da Bahia). Se não fosse a minha tia e a minha mãe, hoje eu provavelmente estaria vendendo doces na rua, trabalhando como gari ou vendendo CDs piratas na rua e fugindo do rapa (na melhor das hipóteses). Não que eu ache desonra fazer essas coisas para sobreviver, mas seria revoltante ter de viver disso sabendo que eu poderia chegar muito mais longe.

3)Cota não foi invenção do movimento negro, e sim um princípio liberal - só está causando tanta celeuma porque nós estamos usando a arma dos liberais contra os liberais, ou eu estou errado? Em 1965, havia uma lei no Brasil chamada de "lei do boi", que determinava que filho de fazendeiro podia entrar na universidade sem prestar vestibular. Pergunto: isso não era cota? Se era (para os que acharem que não), por que ninguém falou nada na época?

Outro exemplo: recentemente foi promulgada uma lei que proíbe o nepotismo nos Três Poderes, e por isso as mulheres, maridos, filhos, sobrinhos e afins dos senadores e outros tiveram de ser demitidos. Por conta disso, houve um início de movimento dentro do Senado para criar cotas para contratação de parentes. Por que ninguém (inclusive a Rede Globo) não falou nada contra isso?

4) A rejeição ao sistema de cotas nada mais é do que o reflexo dos canalhas que não querem ver o espaço que está reservado historicamente aos seus netinhos serem disputados pelo filho da lavadeira, do zelador, do gari, da empregada doméstica... Deve ser bastante ultrajante moralmente ver a universidade - e posteriormente o mercado de trabalho - ser ocupado por aqueles a quem já estavam reservados os lugares mais subalternos da sociedade. Afinal de contas, pretos engenheiros significarão menos pretos garis; pretas advogadas significarão menos pretas empregadas; pretos professores significarão menos pretos seguranças de boate... Vale dizer que eu não tenho nada contra quem trabalha como gari, empregada doméstica ou segurança de boate. São profissões dignas como outras quaisquer. Eu estou opondo-me à definição de lugar, aos limites impostos por essa sociedade escrota, que traça os nossos destinos tal qual o sistema de castas indiano (guardadas as devidas proporções, é claro).

5) É revoltante ver e ouvir pessoas pretensamente inteligentes dizer que "as cotas colocarão pessoas despreparadas, verdadeiros 'analfabetos funcionais' na universidade, isto é, pessoas sem preparo para acompanhar as discussões". Vocês estão muito mal-informados (não sei se por falta de acesso à informação ou por mau-caratismo mesmo). Já está mais do que provado que os estudantes cotistas têm desempenho igual ou até superior aos estudantes não-cotistas dentro da universidade. Pesquisas e mais pesquisas apontam isso. Tenham um pouco de trabalho e procurem-nas, não será difícil encontrá-las (se vocês tiverem boa vontade, é claro). Até porque os pretos (eu sou um deles, antes que alguém pergunte) sabem muito bem que é difícil aparecer uma oportunidade nas nossas vidas, e por conta disso quando ela aparece nós temos de agarrá-la com unhas e dentes. Ou seja, se os bem-nascidos (aqueles que nunca precisaram "bater um prego numa barra de sabão", como diz minha mãe) leem um livro por semana, nós temos de ler dois ou até três (ainda que nós tenhamos de fazer toda sorte de sacrifícios para isso, i.e., ler no ponto de ônibus, dentro do ônibus [mesmo quando não encontramos lugar para sentar] e ficar algumas noites sem dormir) para obter os resultados desejados. Somos tão capazes quanto os brancos, sim – embora nunca tanta gente tenha afirmado isso de modo tão veemente antes da implantação do sistema de cotas. Entretanto, nós não estamos falando de capacidade, e sim de treinamento. Reivindicamos o sistema de cotas porque não tivemos – e ainda não temos – acesso ao mesmo nível de treinamento que os endinheirados – majoritariamente brancos - desse país tiveram – e ainda têm, pois podem pagar por ele.

Fico por aqui. Já escrevi demais. Vou dormir.

PermalinkPermalink 31.01.09 @ 03:52



Comentário de: Rogério Santos

Esqueci uma coisa, "uma palavrinha que faltou" como diz a minha tia Antônia:

6) O sistema de cotas não fere nem de leve o sacrossanto princípio do mérito, até porque o estudante cotista não recebe a vaga de graça da universidade. Ele - ou ela - tem de passar na prova, tem de mostrar que sabe resolver as questões propostas pelo vestibular para conseguir a tão sonhada vaga, tem de mostrar as competências necessárias para entrar no curso desejado. Portanto, o estudante cotista aprovado no vestibular é tão qualificado quanto o não-cotista.

Fui claro??

Agora eu vou dormir mesmo. Até mais.

PermalinkPermalink 31.01.09 @ 04:07



Comentário de: Luís Guilherme · http://lpereira.wordpress.com

Pergunta:

Por que o Estado tem que dar compensações históricas a uma etnia discriminada?

PermalinkPermalink 13.02.09 @ 19:00



Comentário de: pedro · http://www.jogos10.com

oooooooiiiiiiiiiiiiiii pio

PermalinkPermalink 23.07.09 @ 18:06



Comentário de: Luiz manoel · http://sonicjogos.org

preconceito mais idiota que eu ja vi é o do branco para com o negro.é o apice da ignorancia e do excesso de confianca da pessoa que se acha melhor do que a outra.

PermalinkPermalink 06.10.09 @ 00:21



Comentário de: contra

Cotas para negros.

Se qualquer pessoa aqui teve um antepassado ferrado por algum motivo, sua vida acabou?

E se alguém teve antepassados negros, pobres e fudidos, e se teve imigrantes, ou amigos de cortiço na família e tem a pele branca, isso significa que esta pessoa não teve um passado ruim? E não pode ter acesso as cotas? Aff.

Honestamente, quem defende cota defende o racismo e uma segregação racial que é bem diferente nos EUA. Você que mora aí deveria ter percebido, se é que não estudou, o que me parece bastante estranho.



PermalinkPermalink 14.05.10 @ 10:21



Comentário de: Selma B. de Souza

É claro que a "libertação" dos negros escravos, deixou aquela população, literalmente na rua, com a roupa do corpo, sem rumo, sem lenço nem documento; Merecedora de reparação com certeza, mas como fazer reparação tanto tempo depois. Acho mais interessante as cotas sociais, porque num país miscigenado, é muito difícil precisar a porcentagem de sangue X, Y ou Z que cada um carrega. Eu por ex, sou do sul e trago sangue alemão, italiano, indígena e espanhol. Difícil, né? Agora, acho justíssimo que haja cotasnas Universidades, para jovens oriundos do ensino público, que não tem como competir, com outros que podem pagar um bom curso preparatório e vem de colégios particulares, onde o ensino é mais eficaz (claro q não é regra geral) e não passam por 2, 3 greves por ano. É claro q existe racismo no Brasil! mas ainda acho mais importante na conjuntura atual, o déficit cultural e a disparidade social.
Mas como fazer justiça quanto ao preconceito que sofre o cidadão negro quando concorre à uma vaga numa boa e grande empresa por ex, e tendo um currículo excelente, a perde para outro cidadão branco, se tiver olhos claros então, opa! São as estatísticas que comprovam o racismo existente. Mas então; Educação de qualidade p todos, elevação do nível cultural da sociedade como um todo, nesse nosso país continental, onde nada é fácil de resolver, acho que é a direção. Assunto esse pra ser debatido sempre! Valeu o post.

PermalinkPermalink 14.05.10 @ 11:04



Comentário de: Durval · http://twitter.com/dtabach

Muito bom! Me fez pensar.
Hoje por acaso a Marina Silva tuitou algo tudo a ver com seu post:

http://twitter.com/silva_marina/status/13976173777

PermalinkPermalink 14.05.10 @ 11:39



Comentário de: Leticia Contrin · http://mariojogos.org

preconceito é a coisa mais idiota do mundo!

PermalinkPermalink 06.07.10 @ 20:27



Comentário de: Sterphane Ximenes

Esses burquesinhos ridículos e ignorantes políticos ( porque cotas tem tudo a ver com política), querem mudar os nomes das cotas. Acham " preconceito com os próprios negros" falar-se em cotas raciais, nada é tão mesquinho. Grande porcentagem dos pobres são negros seus retardados, que muda falar em cotas sócias ao invés de racias... Devemos olhar o passado, e revertermos de alguma forma o que de mal fizemos a eles ( fizemos, no plural, pois sou branca e loira). Cotas pode não ser uma política permanente, porém a curto e médio prazo é a solução, ou, como disse o Rogério Santo, deve-se esperar a boa vontade do governo para que o ensino público tenha qualidade? As dimensões que isso acarretaria são inimagináveis.



Ah, e para os descendentes de imigrantes (assim como eu) ou o diabo a quatro, nossos antepassados foram trazidos para o Brasil com a intenção única e exclusivamente de substituir a mão de obra escrava, não sendo, na sua maioria, escravizados e sim assalariados. O que produziam, eram de alguma forma voltado pra eles, diferentemente dos negros, que nem sequer detinham oportunidades de trabalhos depois de alforriados.

Não importa se passaram 100, ou 500 anos dessa do abolicionismo, que nada verdade só ocorreu no papel, pois negros continuam sem acesso, sem respeito e sem o direito de exercer sua cidadadania.

PermalinkPermalink 12.10.10 @ 11:52



Comentário de: Marcio Santos · http://ganhardinheiroclicando.com/

a era da escravidao é um dos episodios mais tristes da humanidade.Comparo ela a alemanha nazista.Mostra toda a ignorancia do ser humano!

PermalinkPermalink 18.11.10 @ 22:20



Comentário de: André Luís

As cotas podem ser um meio de inclusão social para os socialmente excluidos, mas uma coisa é certa e temos que concordar, as cotas, assim como roupas expostas em vitrines de schoppings centers, funcionam apenas para gringo ver. Quem deseja proporcionar a extinção da desigualdade social entre as raças, para mim, está tomando o caminho errado. As cotas são os melhores meios de o governo esconder sob o tapete a sujeira e a vergonha do ensino primário ,fundamental e médio brasileiro, que é onde se encontram a maior parte dos estudantes negros. Educação pobre vergonhosa, deficiente e quase neutra proporcionada por um governo corrupto que vê suas improbidades sendo valorizadas por esses programas DESIGUAIS de beneficiamento de notas em vestibulares PÚBLICOS. A solução? Com certeza não é tão prática e piedosa quanto essa das cotas.

PermalinkPermalink 14.12.11 @ 21:41



Comentário de: André Luís

As cotas podem ser um meio de inclusão social para os socialmente excluidos, mas uma coisa é certa e temos que concordar, as cotas, assim como roupas expostas em vitrines de schoppings centers, funcionam apenas para gringo ver. Quem deseja proporcionar a extinção da desigualdade social entre as raças, para mim, está tomando o caminho errado. As cotas são os melhores meios de o governo esconder sob o tapete a sujeira e a vergonha do ensino público primário ,fundamental e médio brasileiro, que é onde se encontram a maior parte dos estudantes negros. Educação pobre vergonhosa, deficiente e quase neutra proporcionada por um governo corrupto que vê suas improbidades sendo valorizadas por esses programas DESIGUAIS de beneficiamento de notas em vestibulares PÚBLICOS. A solução? Com certeza não é tão prática e piedosa quanto essa, como dizem tapar o sol com a penera, a longo prazo, vai te deixar queimado e com o braço doendo..

PermalinkPermalink 14.12.11 @ 21:47



Comentário de: Chico

"Eu sou contra transplante de rim, por exemplo. Se nunca precisei, ora bolas, por que outros precisam?!"

Matou a pau.

PermalinkPermalink 25.04.12 @ 10:57



Comentário de: Marcel · http://wakamikaze.blogspot.com.br

O problema de tudo isso não são as cotas que vão ser distribuídas ou não. O nosso problema é cultural! o racismo é algo que a sociedade coloca pra gente em forma de piadas e a gente na nossa infância acaba engolindo, mesmo não querendo. As pessoas são racistas, e mesmo as pessoas que sofrem por isso podem acabar sendo também. Agora eu não acho que cotas raciais devem ser melhores que cotas sociais. Até entendo que estatisticamente falando afro descendentes tiveram menos privilégios que os brancos (o que não quer dizer que não existam brancos pobres), mas mudar o problema de raça não vai acabar com o racismo, e a minoria branca discriminada vai crescer e reclamar lá pra frente da mesma maneira e com os mesmos motivos (não, não vamos escravizar brancos, só discriminá-los.. a não ser que você esteja falando de chineses :-P). Uma coisa é a distribuição de renda falha e outra é o racismo. Puxar o cobertor de um lado só não adianta. Não acho que cotas raciais podem acabar com o racismo, na verdade é bem capaz de aumentá-los. Podem acabar com essa diferença social que veio desde o começo da escravidão (leia-se dinheiro), mas não vai acabar com o racismo. No longo prazo a melhor solução, na minha opinião, seria ter escolas públicas com professores melhores do que escolas privadas. (O problema é que o governo não concorda comigo e acha que a melhor solução é roubar de todo mundo e ficar com o dinheiro). No curto prazo cotas (raciais ou sociais) realmente são um bom começo, mas até quando o começo dura, e quando ele termina? se ele terminar com o fim do racismo, ele vai acabar, muito provavelmente, depois da gente morrer e sabe-se lá quanto tempo depois. No fim me parece mais um band aid pra um corte no peito inteiro.

PermalinkPermalink 03.05.12 @ 16:18



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