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O Livro do Ano: The Racial Contract, por Charles W. Mills

 The Racial Contract, de Charles W. Mills O racismo é um sistema político e uma estrutura de poder baseados em um Contrato Social (na verdade, um Contrato Racial) no qual os membros da raça dominante formam um acordo tácito de, ao mesmo tempo em que garantem para si a maior parte das riquezas/oportunidades/etc da sociedade, também consentem em não ver o próprio sistema, criando assim a "alucinação consensual" de um mundo sem raças, meritocrático e igualitário, que passa a mediar sua interpretação da realidade. Nem todos os brancos são signatários do Contrato Racial, mas todos são beneficiários. (Mills, 11)

Numa sociedade racialmente estruturada e profundamente desigual, as únicas pessoas que são psicologicamente capazes de negar a centralidade do racismo são justamente aquelas que pertencem à raça privilegiada: a raça, para eles, torna-se invisível porque o mundo é estruturado em função deles; eles são a norma em oposição a qual são medidas as pessoas de outras raças ("esses outros tem raça, não eu!"). Assim como o peixe não vê a água, os membros da raça dominante não vêem o racismo. (Mills, 76)

Parte fundamental do Contrato Racial é justamente o acordo tácito de não fazer certas perguntas e de aceitar como naturais o status quo, a distribuição desigual de renda e oportunidades, a farsa de que igualdade jurídica é suficiente para solucionar séculos de privilégios raciais e, mais importante no caso do Brasil, concordar que o acordo não é racista, mas questioná-lo sim. (Mills, 73-74)

Na verdade, a força ideológica do Contrato Racial em criar e moldar a realidade é tamanha que ela mantém a maioria dos seus beneficiários em eterno estado de denegação histérica. Como enxergar a realidade significaria encarar também sua cumplicidade no Contrato Racial, apelam para "racionalizações tão fantásticas que beiram o patológico", gerando uma "ignorância dolorosa tão estruturada" [a tortured ignorance so structured] que torna impossível levantar certas questões. Por mais que se aponte e se prove empiricamente a virulência do racismo, eles não acreditam e, paradoxalmente, não conseguem acreditar justamente porque sabem que é verdade. (Mills, 97)

Podemos ver esse processo claramente nas caixas de comentários dos textos sobre racismo no LLL. Se eu fizesse uma série de artigos sobre a existência de unicórnios no Brasil, duvido que viessem centenas de pessoas por dia me chamar de maluco. O racismo, entretanto, toca em um nervo exposto da psique nacional. Dos comentários que negaram o racismo, poucos foram agressivos mas todos foram tensos: uma ansiedade latente, quase insuportável, parecia exalar pelas entrelinhas, ameaçando explodir a qualquer momento. Quanto mais alto gritavam, mais certeza tinham da verdade que estavam negando. Como não ficar tenso e ansioso?

* * *

Mills também embarca em uma comparação perigosa, mas praticamente inevitável, entre o racismo e o Holocausto. Visto de fora, pelos não-europeus, "conscientes de que a civilização européia se baseia em barbarismo extra-europeu", o Holocausto não representa "uma anomalia transcendental no desenvolvimento do Ocidente", mas sua unicidade está apenas no aplicação do Contrato Racial contra europeus. Ao colocar o Holocausto no contínuo cultural de outras políticas exterminatórias colonialistas européias, Mills não deseja negar o seu horror, mas somente sua singularidade histórica. Tudo o que o nazismo tinha de operacional já vinha sendo aplicado, legitimado, tolerado, negado e esquecido pelos europeus há muitos séculos: a maior transgressão de Hitler foi aplicar contra europeus métodos que antes eram aplicados exclusivamente contra árabes, negros e índios. O próprio horror tão fora de escala do Holocausto, colocado num plano moral muito diferente de todos os outros massacres de não-europeus por toda a história, é evidência da força ideológica do Contrato Racial. Além disso, ao narrar o racismo como uma invenção aberrante de figuras como Gobineau e Goebbels, o Holocausto presta à intelligentsia européia do pós-guerra um importante serviço: sanitizou seu passado racial.

Por fim, Mills cita o romance de ficção científica "Pátria Amada" [Fatherland], que mostra um futuro alternativo onde os nazistas ganharam a guerra e nunca existiu a memória do Holocausto. Na verdade, aponta Mills, nós JÁ vivemos nesse mundo não-alternativo: a única diferença é que os vencedores foram outros, mas eles também apagaram a memória dos massacres que cometeram, esvaziando sua importância e subtraindo seu ultraje. (Mills, 102-117)

* * *

Black Boy

Charles W. Mills nasceu na Jamaica, mulato, filho de professores universitários. Como um bom filho de qualquer elite, teve uma infância privilegiada sem jamais ter que pensar em raça. Foi somente quando chegou nos Estados Unidos que "descobriu ser negro".

Mills é filósofo, um dos campos onde as minorias são mais sub-representadas nesse país. Não consigo não pensar em Richard Wright (1908-60): depois de escrever alguns romances excelentes sobre a condição negra nos EUA (como Native Son e Black Boy), ele mudou-se para a Europa, se envolveu com o Existencialismo e dedicou-se a filosofia. Obviamente, o público norte-americano jamais o perdoou pelo atrevimento de deixar de escrever "sobre o que sabia" - e, presumivelmente, de se meter onde não era chamado. Sua filosofia nunca foi levada a sério e até mesmo seus romances, que antes faziam sucesso, começaram a ser retroativamente avaliados como tendo maior valor sociológico do que literário." The Racial Contract, de Charles W. Mills

Richard Wright quebrou o Contrato Racial e pagou o preço.

* * *

Para ajudar na leitura de The Racial Contract:

Racismo LLL

* * *

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24.12.08


Categorias: Livros, Raça

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Comentário de: Ana

Genial esse texto, preciso ler esse livro.
Esse dias eu estava revendo a primeira temporada de House, que é de 2004 e teve um episódio onde aparecia um senador negro, falando de sonho e esperança, que buscava uma candidatura à presidência dos EUA. num certo momento da série eles discutem se politicos brancos são mais ou menos honestos que politicos negros, o que o tal senador fala é que não existe essa diferença, que a diferença é que os politicos negros estão sob um escrutineo maior, que são mais olhados, e que tudo que eles fazem reflete em todos os negros, se um politico negro é pego em corrupção, não é apenas mais um político currupto, é um mau exemplo pra raça, tudo que ele faz é analisado a partir de sua raça.

Todo o episódio é muito interessante, mas essa fala é muito importante, brancos não tem raça mesmo.

PermalinkPermalink 24.12.08 @ 01:43



Comentário de: Rafael · http://www.rafael.galvao.org

Peraí, Alex, essa do Richard Wright foi forçação de barra demais. Quase tão grande quanto o "racismo hegemônico no Brasil".

Em primeiro lugar, uma pergunta cética: afinal de contas, o que o Wright escreveu sobre filosofia era bom ou não, de acordo com os padrões acadêmicos de sua época? Relevar esse aspecto, da qualidade intrínseca do que ele escrevia, é viciar o debate. Porque aí independe de ser bom ou não; é mais fácil convencer as pessoas de que a má recepção à sua obra é relsultado de racismo.

De qualquer forma, eu nunca ouvi falar da qualidade teórica dos escritos de filosofia de Wright. Eu não conheço; não posso falar. Mas justamente por isso não vou cair na armadilha de julgar a má recepção deles por sua suposta "quebra de contrato racial". Mas acho que dá para confiar um pouco nos padrões de julgamento da academia sobre o seu trabalho em filosofia.

(E você, no fim das contas, não deu sua opinião de escritor sobre os livros de Wright.)

Você também está relevando aspectos históricos e incorrendo em raciocínios falsos. Escrever romances com forte cunho social e racial -- e com forte viés esquerdista, ainda por cima -- era por si só "quebra de contrato racial", naquele momento histórico. Por que uma quebra é tolerada e elogiada, e outra não? Não faz sentido, me desculpe. Além disso, pelo maior impacto na sociedade, o lógico seria que justamente sua ficção fosse mais combatida.

O "atrevimento de deixar de escrever sobre o que sabia" não é mérito dele e provavelmente não é racial. É como dizer que quando Michael Jordan abandonou o basquete e foi jogar beisebol, as críticas ao seu desempenho eram racistas. Porque ele quebrou o "contrato racial".

Às vezes, Alex, um charuto é só um charuto.

PermalinkPermalink 24.12.08 @ 03:42



Comentário de: desestressa mano · http://diariodetento.blogspot.com/

ei mano me tira uma duvida então doido:

mau é com "U" ou com "L" ou malcom X?

não entendo essa fita ai não doido só se que o lobo da chapeuzinho era mau com "U".

Fui porque quem não é visto não é lembrado.

PermalinkPermalink 24.12.08 @ 03:57



Comentário de: Luis

Rafael, uma coisa é um preto escrever sobre Raça, outra coisa é ele se meter com filosofia. Como um cara desses pode se meter nessas coisas?

Eu lembro de uma menina negra dizer o seguinte: sempre quando eu falo que faço psicologia alguém me pergunta "oxe, pq nao história? pq nao ciencias sociais? psicologia??"

PermalinkPermalink 24.12.08 @ 17:50



Comentário de: Gustavo B.

Beleza de texto.
O não discutir a questão é o que Florestan Fernandes chamava de preconceito de ter preconceito.
Outra coisa é que Roberto DaMatta diz que essa invisibilidade vem do nosso preconceito não ser direto e formal como o norte-americano.

PermalinkPermalink 25.12.08 @ 01:30



Comentário de: Marilia Cunha · http://mallucunha.blogspot.com/

Adorei o texto, o engraçado é que eu estava discutindo um tema semelhante com minha irmã quase agora mesmo. Estavamos falando da dificuldade de uma mulher negra em entrar no mercado de trabalho, sendo um mercado é extramente masculino e racista como o de publicidade e propaganda e artes gráficas. Quando vamos a uma entrevista de emprego em alguma empresas desse seguimento, as pessoas tentam disfarçar o racismo, mas ele está lá estampado, porque quando se olha em volta, não tem nenhum negro ou negra trabalhando em lugar nenhum naquela empresa. Alguns dizem que pode ser o currículo que não está bom o suficiente mas eu sei que não é isso, pois não me candidataria a um cargo para o qual eu não estivesse preparada. Sinto o racismo quando vou fazer compras em um lugar onde só ricos e brancos compram, mesmo que eu possa comprar a loja inteira, sou tratada da pior forma pelas vendedoras, com total desprezo. Sinto o racismo, sofro preconceito o tempo todo e já fui mais revoltada com isso, porém a única maneira que encontrei para diminuir a revolta foi estudar, ler, afirmar que existe sim o racismo e de forma escancarada. Eu sei que muita gente vai dizer que estou falando bobagem, porém essa é a minha opinião baseada em pura vivência.

PermalinkPermalink 25.12.08 @ 10:38



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Alguém um dia escreverá "O Contrato Imperialista", mas o português já tará tão inglesado e os problemas daqui já tarão tão trans-interprEUAtados q ninguém o entenderá.

PermalinkPermalink 25.12.08 @ 16:25




Muito legal esse post, vou fazer o pssível para ler esse livro

Obrigada

Ana

PermalinkPermalink 25.12.08 @ 20:47



Comentário de: Lúcido Anti-Racista

E quando que a gente vai começar o massacre sistemático dos brancos, hein Alex?

PermalinkPermalink 25.12.08 @ 22:19



Comentário de: Renan

Interessante as colocações do autor do livro. Fico imaginando se não há um "contrato" semelhante mesmo para "raças" não dominantes. Afinal, alguém ser alvo de preconceito não o deixa imune de ser preconceituoso, seja com relação a raça, opção sexual, procedência, etc.

PermalinkPermalink 25.12.08 @ 23:44



Comentário de: Norrin Kurama

Acho que você vai gostar de ler o livro deste post que saiu no Pedro Doria:
http://pedrodoria.com.br/2008/12/26/thomas-jefferson-e-sally-hemings-e-seus-filhos-negros-mulatos-brancos/

Se é que já não o leu. Com o teu apetite...

Já conhecia parte da historia, mas é bom saber dos detalhes.

No mais, concordo em parte com o que você fala, há racismo no Brasil. Mas ainda acho que a discriminação legal via cotas é uma pseudo-solução. Feita para enganar os negros, desviando a atenção do que realmente importa, um ensino básico de qualidade.

E a coisa é mais complexa, há padrões culturais a considerar, etc.

Gerson B (não vou mudar meu nome a cada comentário, o Interney fixa e escrevo bem mais como Norrin).

PermalinkPermalink 26.12.08 @ 08:56



Comentário de: lucas

O argumento todo é a velha e manjada falácia da ideologia. Se uma fonte serve como apoio para minhas idéias, então está automaticamente certa. Se algo não se encaixa direito nas minhas concepções, é porque provém de pessoas presas a uma "alucinação consensual". No fim, um grande imbroglio para jogar a lógica na lata do lixo e justificar qualquer coisa que eu diga.
Uma versão dessa falácia é a "astúcia do demônio", apontada como evidência da existência do mesmo pela Igreja. Diz-se que a maior astúcia do demônio é convencer a humanidade de que ele mesmo não existe. Assim, quanto mais absurda parecer a existência de Satanás, mais isso demonstra sua astúcia e, consequentemente, sua existência e seu poder.
É óbvio que esse argumento não prova a existência do demônio. Nem sua versão com vocabulário "esquerdista" prova a existência de uma ideologia dominante capaz de alterar em todos os aspectos as percepções dos individuos.
Essa de "alucinação consensual" é mais uma mistificação torpe. E não é fruto meramente da burrice, pelo contrário, é planejada.
Se um líder consegue, usando um tema especialmente sensível, emotivo para uma parcela da população, passar um argumento do tipo "credo quia absurdum", então qualquer coisa que o líder diga pode ser aceita. Quem já estudou um mínimo de lógica sabe que basta admitir uma única proposição internamente inconsistente para arruinar completamente um sistema lógico, permitindo que qualquer proposição falsa seja aceita.

Por fim, a comparação com alguém que escrevesse artigos sobre a existência de unicórnios ou é ingênua ou de má-fé. Nunca existiu alguém que usasse uma suposta existência de unicórnios para acusar de crimes parte da população, para exigir a segregegação da população, para tentar viver as custas dos cofres públicos etc. Se os pregadores da existência de unicórnios se comportassem como os pregadores da existência de raças, certamente teriam forte oposição.




PermalinkPermalink 26.12.08 @ 12:34



Comentário de: Rafael · http://www.rafael.galvao.org

Luis, você está incorrendo no mesmo erro do Alex.

Não vi, até aqui, nenhuma avaliação da qualidade real da obra filosófica de Wright. Vejo, sim, um bocado de tentativas de justificar uma posição sem oferecer a base factual necessária.

Não é correto sugerir uma hipótese como provável sem avaliar ou eliminar as outras. Acho que isso é condição básica para qualquer sociólogo.

A questão aqui é a qualidade da "filosofia" do sujeito. Se um mundo perde um bom romancista para ganhar um filósofo medíocre -- e eu não estou afirmando que Wright é bom ou ruim, porque eu não conheço, ao contrário de vocês, que aparentemente estão defendendo uma posição ideológica sem muita sustentação factual -- isso não é racismo. Por mais que vocês queiram. Obviamente, vocês podem provar o contrário, que é preconceito mesmo. Mas aí vocês teriam que oferecer uma análise mínima da obra do sujeito, e isso não foi feito aqui.

Quanto ao trabalho de revisão da qualidade da ficção de Wright, isso é tão comum em literatura quanto xuxu na serra. Posso indicar um bocado de autores, brancos e negros, que passaram por processos semelhantes. Mas isso não quer dizer muita coisa, nem é isso que eu estou questionando.

PermalinkPermalink 26.12.08 @ 12:59



Comentário de: Rodolfo C. Santos

O racismo é ato horrível praticado com o intuito de escravizar e oprimir, experiências racistas são fartas em todos os pontos do planeta, pois, não são só os negros vítimas do racismo mas todos aqueles que escapam a chamada "pureza do sangue", e essa idéia de pureza depende do lugar. Exemplo: A pureza do sangue Japonês; Alemão; de algumas etnias negras da África em relação às outras; de Índios americanos em relação à outros, etc...Fora questões religiosas...Por isso, acredito que relatos e trabalhos como o do autor acima citado, devem ser estudados e analisados para entender o produto final do racismo, pois, tudo visa um objetivo, qual é o objetivo final ...?

PermalinkPermalink 26.12.08 @ 22:28



Comentário de: Oubí Inaê Kibuko · http://www.recantodasletras.com.br/autores/oubitelapreta

Em julho passado, publicamos um artigo em nosso blog, Cabeças Falantes Online (http://tamboresfalantes.blogspot.com/2008/07/o-negro-na-mdia-impressa-uma-imagem.html), referente a ausência do negro na mídia impressa. Também presente no Recanto das Letras.

"Nossas crianças perdem a auto-estima ao aprender a sonhar em ser, mesmo que cirurgicamente, iguais à rainha dos baixinhos", afirma Joel Zito Araújo. Estudar e Pensar a Comunicação tem sido nosso propósito nos últimos anos, com olhares críticos e auto-críticos. Principalmente, quando influenciados pelo Observatório da Imprensa temos nos exercitado e aprendido cotidianamente a “nunca mais ler jornal do mesmo jeito”. Ação semelhante temos aplicado à Publicidade, alertados pela indagação de Carlos Hasenbalg: “se anunciado para brancos o negro também compra, por que arriscar-se a ‘denegrir’ a imagem do produto?” Liberdade de Expressão Comercial, tema controverso na pauta do Congresso de Publicidade, ocorrido este mês em São Paulo, defendeu teses, abriu discussões, elaborou encaminhamentos, tais como: "O IV Congresso Brasileiro de Publicidade terminou nesta quarta-feira (16) em São Paulo criticando todas as iniciativas de censura à liberdade de expressão comercial. A categoria também decidiu apoiar oficialmente a Frente Parlamentar da Comunicação Social, um grupo de mais de 150 deputados e senadores que será porta-voz dos interesses da comunicação no país", ações estas que nos impeliram a reflexões.

Excerto de: O NEGRO NA MÍ;DIA IMPRESSA: UMA IMAGEM AINDA INDESEJADA. Por Oubí Inaê Kibuko. Disponível em: http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/1101044

PermalinkPermalink 28.12.08 @ 07:27



Comentário de: pedro

Acho que "estranhamento racial" existe na natu
reza. Imagina um raça de um animal econtrando
outra raça da mesma espécie, logo, irá existir
uma resistência das duas partes. O problema co
meça quando falamos do animal Homem, esse es
tranhamento passa por medo (medo é que faz nós
trilharmos o caminho do mal)da outra raça lhe
fazer mal, e a opção que uma das partes escolhe
é justamente dominar a outra para que no futuro
a outra parte não lhe faça mal.

Nós seres humanos somos narcisistas, só achamos
algo bom quando reflete algo de nós mesmos. Algo diferente não é bom, por dai começa o pré julgamento
do diferente.

PermalinkPermalink 29.12.08 @ 09:15



Comentário de: Gilberto Santana da Silva · http://yahoo

Hoje, nós comentamos, amanhã esquecemos e no futuro tudo continua a mesma coisa por causa de um erro histórico da humanidade que dificilmente será corrigido. Atualmente o presidente da maior potencia do mundo que é E.U.A é NEGRO, parece algo incrível extraordinários todos choraram como se fosse uma vitória, como se a cor da pele fosse algo que demonstrasse sabedoria. Essa vitória mais parece um chance do que uma mudança na historia do racismo. Temos que comemorar sim, mas não de forma de que a pessoa de pele escura não seria capaz de atingir tal cargo, porque é simplesmente uma pele mais escura nada mais. Enfim temos que ensinar nossas crianças a respeitar uma as outras sem qualquer forma de discriminação, temos que cortar o mal pela raiz.

PermalinkPermalink 29.12.08 @ 09:20



Comentário de: janne · http://yahoo

Concordo com você Gilberto, o mal deve ser cor- pela tado raiz, os homens são iguais perante a lei, tem que
sim é verdade, porém chega de teoria e vamos
partir para a prática, começando pela educação
de nossas crianças. Só assim a humanidade poderá sonhar com um mundo mais humano. (perdoi-me se fui redundante)

PermalinkPermalink 30.12.08 @ 11:28



Comentário de: Gustavo Gitti · http://nao2nao1.com.br

Perfeito!

E não só com o racismo: esse sistema que oculta a si mesmo é o motor de qualquer ideologia ou prisão.

Sempre que somos aprisionados, não vemos a prisão.

Abraço!

PermalinkPermalink 30.12.08 @ 21:06



Comentário de: Pedro

Os sites que você listou são em inglês... como, aliás, boa parte dos links deste blog. Qual é o problema? Parece-me que alguns blogueiros têm o cretino convencimento de que o mundo inteiro é bilíngüe e presta subserviente reverência àqueles lados do hemisfério norte. O caso está em saber se é apenas arrogância, empenhada em ostentar “saber”, ou se é tão-somente alienação inveterada. Descarto a segunda opção.

PermalinkPermalink 31.12.08 @ 15:43



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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
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