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Dom Casmurro, de Machado de Assis

 Dom Casmurro MACHADO DE ASSIS
Antes de começar a escrever sobre Dom Casmurro, eu me pergunto: o que falar sobre um livro que todo mundo leu? E depois, me pergunto também: será que leram mesmo?

* * *

 Otelo Brasileiro de Machado de Assis, ODurante mais de meio século, leu-se Dom Casmurro como um romance de adultério. Nunca houve dúvida quanto à infidelidade da sem-vergonha Capitu. Somente em 1960, em O Otelo Brasileiro de Machado de Assis, Helen Caldwell levantou publicamente a questão: mas será que era?

Trinta anos depois, quando li Dom Casmurro no Ensino Médio, nossa professora fez o tradicional julgamento de Capitu. A maior parte da turma a considerava inocente (inclusive a professora) e um grupo menor defendia sua culpa. Sobrei eu pra ser juiz, o único que não tinha opinião formada.

Meu papel era somente julgar qual dos lados tinha levantado mais fatos e argumentos para provar sua opinião. As discussões foram acaloradas. Quase perdi amigos. Houve gente me acusando nos corredores de "anti-Capitu (ou pró-Capitu) desde criancinha". Mas resta o fato de que muitos adolescentes cultos e interessados tiveram leituras tão divergentes do mesmo livro.

Anos e anos depois, já no doutorado, lemos Dom Casmurro de novo. Dessa vez, o tom foi outro. Ninguém achou que Capitu era uma adúltera - imagina!, esse infeliz teria sido levado pirâmide acima e sacrificado ritualmente aos deuses do politicamente correto! De um modo bem real, a discussão em minha escola foi bem mais rica: mais gente participou, mais pontos de vista diferentes foram levantados, ninguém teve medo de dizer que Capitu era uma vagabunda, o falocentrismo da literatura canônica não foi nem mencionado.

Um comentário que se ouviu bastante no doutorado foram variações de:

"como tanta gente pôde ler esse livro tão errado tanto tempo? É óbvio que o livro é sobre o ciume louco e obssessivo de Bentinho, não sobre uma traição (que nunca existiu) da pobre Capitu! É tão óbvia a reticência do autor quanto à traição rio de Capitu que é simplesmente impossível ler o romance como um simples livro sobre adultério!"

Pronto: o pêndulo agora girou para o outro lado. E lá fui eu ser do contra mais uma vez. Capitu Sou Eu

Oras, se durante sessenta anos duas gerações de leitores viram o adultério de Capitu como auto-evidente, então é óbvio que o livro permite essa interpretação. Dizer o contrário é muita arrogância: é imputar uma cegueira imbecil aos leitores do passado. Equivale a dizer: pôxa, se não fôssemos nós, os leitores inteligentes de hoje, o segredo de Capitu estaria tão enterrado quanto Tutankamon antes de Lorde Carnavon. Somos o máximo!

(Dalton Trevisan, autor de Capitu Sou Eu, em entrevista a FSP, 23/5/92: "Até você, cara - o enigma de Capitu? Essa, não: Capitu inocente? Começa que enigma não há: o livro, de 1900, foi publicado em vida do autor - e até sua morte, oito anos depois, um único leitor ou critico negou o adultério?")

O lindo de Dom Casmurro é que não há saída para o enigma. Nunca vai haver resposta certa, por mais que ideólogos de ambos os lados dêem soquinhos histéricos no chão e gritem suas verdades. Cada argumento sempre corta para os dois lados. História da Literatura Brasileira

Por exemplo, os defensores de Capitu alegam em seu favor a reticência de Bentinho: se houvesse realmente alguma prova concreta do adultério, ele teria dito e feito fanfarra. Se não fala nada, é porque não há o que dizer. Já os primeiros leitores do livro talvez pensassem o mesmo que José Veríssimo, um dos principais críticos literários da época, na História da Literatura Brasileira (1915):

"Era impossível em história de um adultério levar mais longe a arte de apenas insinuar, advertir o fato sem jamais indicá-lo. Machado de Assis é, com a justa dose de sensualismo estético indispensável, um autor extremamente decente. Não por afetação de moralidade, ou por vulgar pudicícia, mas em respeito da sua arte. Bastava-lhe saber que a obscenidade, a pornografia, seriam um chamariz aos seus livros, para evitar esse baixo recurso de sucesso, ainda que a fidalguia nativa dos seus sentimentos não repulsasse tais processos."

E então, pergunto eu, Bentinho silencia porque nunca houve adultério e não havia o que dizer, ou porque Machado é um "autor extremamente decente" e não havia porque dizer com todas as letras o que já era tão óbvio que tinha acontecido?

* * *

Para manter as coisas em perspectiva, algumas opiniões de alguns dos primeiros críticos de Dom Casmurro, gente (sempre vale a pena lembrar) tão inteligente e observadora quanto nós, mas filhos de outra época. Primeiro, mais José Veríssimo:Ensaios Escolhidos

"Dom Casmurro é exemplo desta sua superior faculdade de romancista, comprovada aliás em toda a sua obra. É o caso de um homem inteligente, sem dúvida, mas simples, que desde rapazinho se deixa iludir pela moça que ainda menina amara, que o enfeitiçara com a sua faceirice calculada, com a sua profunda ciência congênita de dissimulação, a quem ele se dera com todo ardor compatível com o seu temperamento pacato. Ela o enganara com o seu melhor amigo, também um velho amigo de infância, também um dissimulado, sem que ele jamais o percebesse ou desconfiasse."

Augusto Meyer, Ensaios Escolhidos, c.1940:

"Capitu mente como transpira, por necessidade orgânica. (...) fêmea feita de desejo e de volúpia, de energia livre, sem desfalecimentos morais (que) não sabe o que seja o senso de culpa e do pecado." [gente, que livro que esse homem leu?! Juro que só pode ter sido uma cópia diferente da minha!]

Barreto Filho, 1947: Millor Definitivo: a Bíblia do Caos

"Essa infidelidade (de Capitu) excede o conflito moral que os romances exploram no adultério. O livro não tem semelhante vulgaridade. É uma falha mais radical, uma traição à infância, uma negação da poesia da vida, tanto mais dura, quanto se tem a impressão de que tinha de ser assim./.../ Infiel é a vida. Capitu é a imagem da vida."

Por fim, um mais recente, Millor Fernandes, aqui (dica do Bia):

Eu, porém, ao contrário dos erúditos, não tenho hipótese. Capitu deu pra Escobar. O narrador da história, Bentinho/Machado, só não coloca até o DNA de seu (do Escobar, claro) filho porque ainda não havia DNA, que atualmente está acabando com o romance “policial” e a novela passional.

* * ** * * Dom Casmurro MACHADO DE ASSIS

Defendo a ambiguidade. Eu não sei. Vai ver nem o próprio Machado sabia. O romance não é nem sobre uma adúltera safada que trai um pobre burguesinho (a certeza do adultério), nem sobre um homem obcecado por ciúmes que persegue sua inocente esposa (a certeza do não-adultério). O romance é sobre a dúvida. Se você chega em Dom Casmurro com certezas, já começou errado.

Mais interessante do que tentar adivinhar o que se passava na cabeça do autor é estudar como essas duas leituras tão óbvias e tão distintas refletem diferentes momentos da cultura brasileira. O livro continua o mesmo há 108 anos: quem mudou fomos nós. Uma história das leituras de Dom Casmurro é a própria história cultural do Brasil.

* * *
Outros livros sobre Dom Casmurro e Capitu:

 Capitu  Dom Casmurro: Escritura e Discurso: Ensaio em Literatura e Psicanálise

 Capitu: Memórias Póstumas Amor de Capitu

 

14.12.08


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Marília · http://maroma.wordpress.com

Adoro Machado.
O legal de muitas das obras dele é isto: ele trata da humanidade e seus defeitos, qualidade, jeitos...
Não tem que ter uma solução para o enigma...
Ele simplesmente nos mostra como é a sociedade, com suas intrigas...

PermalinkPermalink 23.01.08 @ 00:19



Comentário de: Raphael

Pulei Machado. Sim, eu sei que se esse post estivesse mais atual diriam "que pena", "o Machado é foda" etc etc. Mais sinceramente, meu problema maior foi não me importar com o que o tal Machado diria. Sempre achei que as historias eram muito proximas do romantismo anterior para que eu desse atenção. Não me entendam mal Machado foi um excelente cronista mas seu forete nunca foi as historias, me lixava para aquelas historias, fui da geração antes da TV a cabo e portanto acompanhei novelas o suficiente para me estafar daquelas historias "cheias de reviravoltas".

PermalinkPermalink 19.02.08 @ 17:30



Comentário de: Raphael

Na verdade, vejo hoje que a culpa foi do Pedro Bandeira. Depois de ler uma das suas inumeras porcarias, que diga-se eram muitas. (Não vou mais falar do P.Bandeira, os mais proximos sabem pelo tom de voz, pela ameaça do pau de arara, até pela comptemplação de um "queima de livros" como eu odeio a destruição que ele perpetua impune) Tomei a decisão de ler qualquer outro livro, embora não fosse muito intimo da leitura não podia conceber que tantas pessoas lessem se o padrão fosse algo como "Droga da Obediencia". Assim comecei a ler livros aleatorios. Entrava nas livrarias e enchia minha mae para comprar um determinado livro. Lia e depois outro e outro. Mudava de genero de estilo sem nenhum controle de tal forma que quando chegou o dia fatidico da leitura do Dom Casmurro eu...pulei, na minha logica estava lendo algo mais interessante. Se me lembro corretamente estava lendo MUSASHI, portanto, realemente perdi lago. Mas na cabeça de um garoto de 13 anos Samurais serão sempre mais interessantes que uma novela de epoca

PermalinkPermalink 19.02.08 @ 17:38



Comentário de: Tuma · http://amortescimento.blogspot.com/

Creio que o livro, mais que sobre a dúvida (sobre se Capitu traiu ou não), é sobre a natureza do narrador, do Narrar. Ao tentar unir as duas pontas de sua vida, Bentinho encontra lacunas, pontas soltas, enfim, é obrigado a se confrontar com sua memória. E quem vence a briga, obviamente, é ele, que tem o poder de colocar na história o que bem entende, da maneira que ele crê lembrar. Desse modo, Machado nos fala, de maneira sutil (como era de seu gosto) sobre como o narrador, seja de que tipo ele for, pode interferir em uma história...

PermalinkPermalink 14.12.08 @ 00:29



Comentário de: Vampira Dea · http://deaeomudo.blogspot.com

É engraçado que li Dom Casmurro várias vezes e a cada leitura uma interpretação totalmente diferente acontecia, passei por todas essas fazes e deduções que vc descreve.

PermalinkPermalink 14.12.08 @ 01:02



Comentário de: Lelé

FALTOU O "DUAS MENINAS" DO ROBERTO SCHWARZ. VOCÊ LEU?

PermalinkPermalink 14.12.08 @ 01:24



Comentário de: Alex Castro Email

lelé, nao só li, como li O SEU EXEMPLAR... :)

PermalinkPermalink 14.12.08 @ 02:07



Comentário de: Adriana · http://www.driaguida.blogspot.com

Também passei por essa discussão toda, quando fazia Letras,quando dava aula sobre o tema, com amigos letrados nas mesas de bares, nas simulações de júri, enfim, essa meleca toda. Mas queria ter a certeza de Millôr e falar; "Capitu deu pra Escobar" e foda-se.

PermalinkPermalink 14.12.08 @ 12:03



Comentário de: Ulisses Adirt · http://incautosdoontem.opensadorselvagem.org/

Minha cópia do Dom Casmurro, da Editora Ática, tem uma capa interessante, Alex. O desenhista, pelo visto, crê mesmo na traição. Nem DNA seria necessário tal a semelhança do Escobar e do filho do Bentinho. Dá uma olhada: http://www.atica.com.br/catalogo/?i=9788508040810
Pelo menos a cara de dúvida do Bentinho é engraçada.

Vale ressaltar, creio que é uma capa que prejudica a leitura (pelo menos da molecada que vai ler no colégio).

PermalinkPermalink 14.12.08 @ 15:03



Comentário de: Alex Castro Email

ulisses,

sim e nao. o livro diz mesmo q o menino era a cara do escobar, entao a ilustracao esta correta nisso.

mas acho q *qualquer* ilustracao nao abstrata em qualquer historia prejudica muito....

PermalinkPermalink 14.12.08 @ 15:08



Comentário de: Alex Castro Email

adriana

pq vc *quer* a certeza? qual eh a graca de ter certeza num livro q foi feito para gerar duvida?

PermalinkPermalink 14.12.08 @ 15:08



Comentário de: Ana Carolina · http://caldeiradabyana.blogspot.com

Machado de Assis é um gênio! Independente da tração ou do ciúmes doentio, ele nos delicia com sua escrita, com o jogo das palavras, com seu jeito tão unico, seu ponto de vista tão singular no que tange a narrativa! O que eu realmente acredito é que Machado pressentia que seu romance poderia gerar tal polêmica, talvez o tenha escrito por e para isso mesmo, para que fosse lido de diversos pontos de vista, em diversas fases da história, em diversas culturas. Talvez, de onde quer que esteja, se delicie em acompanhar nossos debates e pondere, será mesmo traição, ciúmes ou dúvida? A beleza, realmente está na diversidade!

PermalinkPermalink 14.12.08 @ 16:18



Comentário de: Maria Clara

Machado é um autor surpreendente, mas incompreendido. A maioria das pessoas alega que seus livros são confusos, mas é aí que está toda beleza e o diferencial se sua obra. Não tem como realmente saber se houve ou não traição por parte de Capitu, e é tal dúvida que torna "Dom Casmurro" tão envolvente; o óbvio, como a própria palavra diz, é tão "óbvio" que perde todo o encanto.

PermalinkPermalink 14.12.08 @ 16:43



Comentário de: João Philippe · http://blogdocetico.blogspot.com

Eu tenho uma terceira interpretação. Na verdade, a discussão sobre a ocorrência do adultério ou não era apenas um subtefúrgio para esconder o real segredo do livro: o amor homoerótico de Bentinho por Escobar. O ciúme doentio dele não é pela Capitu, e sim pelo grande amigo e paixão reprimida. Toda vez que falo isso, meio sério, meio na brincadeira, para alguém da área de Letras, as reações variam entre a fúria e o atordoamento.

Quem sabe daqui a algumas décadas a minha versão termina por se impor como uma terceira corrente interpretativa, lançando ainda mais sombras sobre o real propósito do romance...

PermalinkPermalink 14.12.08 @ 17:29



Comentário de: Alex Castro Email

joao,

esse pessoal de letras com quem vc anda está muito careta, muito sem imaginacao e nao sabe ler.... claro q existe uma tensao homoerotica forte entre bentinho e escobar, como em qualquer amizade masculina, e claro que grande parte do ciume de bentinho tb eh ciume do escobar....

isso tudo eh bastante obvio, mas sao apenas elementos. nao deveriam deixar estupefato ninguem q vive de estudar literatura... mas nao sei se alguem já escreveu sobre isso...

PermalinkPermalink 14.12.08 @ 17:35



Comentário de: Vivien · http://www.mejoana.blogspot.com

Eu acho que fico com a "defesa" (!) de Capitu. Apesar de achar que ninguém merecia mais um par de chifres do que aquele neurótico do Bentinho, acredito realmente que a tal traição é apenas fruto da paranóia dele mesmo. O detalhe de se mencionar que pessoas se parecem ainda que não tenham parentesco - no caso do quadro, do retrato, sabe? - sempre me pareceu uma "dica" a mais, justificando a semelhança do menino com Escobar.
Realmente não sabia que era dado como certo o comportamento de Capitu anteriormente, pela crítica, porém, ainda que eu não pretenda desqulificar a análise anterior, acredito que o machismo presente de forma sistemática em outras décadas, pode ter influenciado essa postura.

PermalinkPermalink 15.12.08 @ 02:33



Comentário de: João Paulo Cursino · http://sratoz.blogspot.com

Também no meu caso a professora mandou escrever uma redação fundamentando se ela havia ou não traído Bentinho.

Sustentei então a tese que ainda sustento: sim, ela deu pro Escobar, MAS para beneficiar Bentinho. Porque ela não engravidava, e eles queriam um herdeiro. Então, ela foi lá e conseguiu o filho que ele queria.

Para haver crime, há que haver o fato previsto em lei, injusto e culpável. Houve o fato previsto em lei (dormir com outro), não sei se foi injusto ou não, mas não é culpável.

Nunca vi mais ninguém trazer essa idéia.

PermalinkPermalink 15.12.08 @ 14:05



Comentário de: Te

"mas acho q *qualquer* ilustracao nao abstrata em qualquer historia prejudica muito...."
Por ilustração cabem adaptações para cinema e TV? Pois a que passou semana passada na TV vem com uma música que não me sai da cabeça. Capaz dos mais jovens associarem a música e mais o Michel Melamed com Dom Casmurro.

PermalinkPermalink 15.12.08 @ 15:41



Comentário de: Ana Carolina

É um dos meus livros preferidos justamente por causa da dúvida. Acho que se fosse um "livro de adultério" ou um "livro de ciúme", não seria tão bom como é.

Seu post está excelente, parabéns!!

PermalinkPermalink 15.12.08 @ 17:02



Comentário de: Alex Castro Email

João, gostei da teoria. :)

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 14:44



Comentário de: Rok · http://papelperdido.blogspot.com/

Há uma tese,não lembro de quem, e isso não tem importância nenhuma pra lhe dar credibilidade, de que as pessoas não veem filmes, não assistem peças, não leem livros - mas se leem nos livros. Até meio óbvia. Mas lembrar disso implica em legitimar uma infinidade de leituras. Com certeza, no tempo de machado havia alguém que acreditasse na culpa de capitu, gente que acreditava na inocência, e gente que olhava pra dúvida. Hj insiste-se bastante nestas 2 últimas leituras. E, porra, todas são válidas! Eu pessoalmente acho que quem ressalta dúvida centra-se muito na razão; mas quem lê um livro com emoção, e isso ótimo, não aceita dúvida. E quem disse que as emoções não importam?

PermalinkPermalink 20.12.08 @ 21:38



Comentário de: Rok · http://papelperdido.blogspot.com/

em tempo: acho que no geral do que escrevi não divergimos, alex. e digo isso mesmo pensando: "tá na cara que ela deu!".

PermalinkPermalink 20.12.08 @ 21:51



Comentário de: Marilia · http://papelperdido.blogspot.com/

na minha opiniao simm capitu traiu
pois há o fato de Bentinho tentar ter um filho com Capitu por muito tempo e não ter conseguido, fazendo imaginar que ele fosse estéril. E também por seu filho ser muito parecido com escobar e capitu ter mostrado muito trite na sua morte.

PermalinkPermalink 07.07.09 @ 18:55



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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
  • 39. Levi, Primo. É Isto Um Homem? [Itália, 1946] Jun.
  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
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  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
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  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
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  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
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  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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