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Negritude e Cabelo, Estética e Escravidão

Algum tempo atrás, reproduzi um texto do blog Histórias de Menina, sobre o preconceito que uma professora negra sofreu por causa de seu cabelo. Falou-se uma quantidade incrível de besteiras nos comentários:

Querem fazer crer que o fato de alguém não gostar de cabelo crespo é uma demonstraçao de racismo, o qual teria sido incutido desde a infância, e não de preferência estética ou de simples preferência mesmo. Ora, ora, vocês preferem um travesseiro ou um edredom macio e sedoso ou um áspero? Mal comparando, acham mais bonito uma roupa passada ou uma roupa amarrotada? Sejamos razoáveis! Por outro lado, os negros têm mesnos ataque cardíaco, são melhores em diversos esportes, normalmente têm um físico e uma saúde mais privilegiadas, não aparentam a idade que têm, e por aí vai. Cada qual com suas vantagens e desvantagens! Os negros talvez sejam os maiores racistas. É compreensível, mas não é por aí. ... Não se trata, no caso do cabelo, de ditadura estética e sim de senso estético que é uma coisa instintiva. Ditadura estética é dizer que careca, gordo, pele preta, suvaco cabeludo em mulher, são feios por não atenderem ao chamado "padrão" de beleza. Sou meio gordo e meio careca, não gosto de ser, mas não vou ficar acusando os outros de serem preconceituosos por preferirem quem tenha cabelo e seja esbelto (até porque eu concordo com eles, hehehe)

Naturalmente, a estética não é instintiva, mas sim construída. Se não fosse assim, todas as sociedades humanas teriam o mesmo padrão estético. Muito pelo contrário, até mesmo em nossa sociedade os padrões mudam de tempos em tempos. Afirmar a existência de um "senso estético instintivo ou natural" é ignorar não só o mundo lá fora mas nossa própria história, que vai das rechonchudas de Renoir à magreza de Adriana Lima, passando por Marilyn Monroe e Leila Diniz.

 Uma Mulher Surma

Acima, uma mulher surma, povo que habita o sudoeste da Etiópia. Por razões puramente estéticas, as mulheres surma esticam e colocam um piercing em seus lábios inferiores para mantê-los nesse formato. Os homens surma disseram não se importar muito com peitos ou cintura, ou mesmo com virgindade, mas a maioria afirmou que não se casaria com mulheres feias - ou seja, sem o piercing labial.

Ninguém avisou os surma do tal senso estético instintivo da humanidade.

Detalhes aqui e aqui.

* * *

 Caetana Diz Não: Histórias de Mulheres da Sociedade Escravista Ser Escravo no Brasil

A escravidão negra nas Américas não foi a única, nem mesmo a mais longa ou a mais intensa. Quase todas as civilizações do mundo, em todas as épocas, tinham escravos. Na grande maioria delas, um dos atos rituais que simbolizavam o cativeiro era raspar a cabeça - sinal de perda de força e de poder, de virilidade e de feminilidade.

Entretanto, em nossa escravidão, isso não acontecia. Pelo contrário, talvez o símbolo mais visível da escravidão no Novo Mundo eram os pés descalços, não a cabeça raspada.

Por quê?

* * *

Cabelos de Axé: Identidade e Resistência

Procurei e procurei e não encontrei a referência, mas aqui vai, de memória. Um estudo sobre percepção de raça descobriu o seguinte: o cabelo é o principal marcador de negritude. Pessoas de pele muito branca e traços caucasianos, mas cabelos-afro, eram consistentemente percebidas, ou descritas, como negras, em oposição a pessoas de pele mais escura e traços negróides, mas cabelos lisos. Slavery and Social Death

* * *

Nas Américas, não se cortava o cabelo dos escravos justamente porque o cabelo era o maior símbolo da escravidão, o grande diferenciador entre livres e cativos, mais até do que a própria cor. Afinal, existem muitas variações de cores possíveis: o filho de um irlandês com uma negra poderia nascer mais claro do que um típico português. O cabelo, entretanto, não mente. Independente da sua cor, quem tem cabelo africano tem sangue africano.

(Fonte: Orlando Patterson, Slavery and Social Death, o melhor livro que conheço sobre escravidão global.)

* * *

 Casa-Grande e Senzala  Guerra e Paz: Casa-Grande e Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30

Não é verdade que existe essa associação entre negritude e feiúra, disse minha amiga Vânia:

Quando vejo uma pessoa, até penso em termos de bonito ou feio, mas nunca em termos de preto ou branco.

Mas o que faz de uma pessoa bonita ou feia?, eu perguntei.

Nos comentários do post citado acima, a blogueira Meg resumiu tudo assim:

Deixa ver se entendi a argumentação da galera: No Brasil, o negro não é discriminado por ser negro. É discriminado apenas por ser feio, pobre, ter cabelo ruim, ter pouca cultura, baixa escolaridade e se fazer de vítima. De onde se conclui que não há racismo no Brasil, cqd.

Se um grupo humano tem todas essas associações negativas, como poderiam as características físicas desse grupo também não adquirirem uma conotação negativa? Se o bando dos feios, pobres, burros e incultos é conhecido por ter um cabelo assim ou um nariz assado, a última coisa que qualquer um vai querer é possuir essas características físicas.

"Cruzes, deus me livre! Eu quero que as pessoas olhem pra mim e pensem que sou lindo, rico, culto. Quanto tá o alisador, moço?"

A beleza é definida em termos das características físicas do grupo dominante. Ou seja, uma pessoa é mais bela quanto mais se parece com o grupo que manda, e é mais feia quanto mais se parece com o grupo que obedece.

Qual será o percentual de negros e brancos entre os belos e os feios da minha amiga Vânia? Dentre os negros e negras universalmente considerados como sex symbols, quantos têm características negróides marcantes e quantos parecem brancos de pele escura?

Em outras palavras, a Halle Berry é uma negra linda por ser uma negra linda, ou é uma negra linda por ter cara de branca tostada?

* * *

 Utopia Brasileira e os Movimentos Negros Defeito de Cor, Um

Por fim, sempre aparece alguém pra dizer que o maior racista é o próprio negro:

Pior que eu acho que eh preconceito estetico mesmo, nao racial. Senao eu teria que considerar as americanas negras racistas contra elas mesmas, ja que 90% delas alisam os cabelos. ... Digo que eh preconceito estetico mesmo, pq eh bem longe do que racismo quer dizer nos EUA/Europa.

Entretanto, está errado quem diz que "não existe racismo porque o negro é quem tem mais preconceito contra si mesmo". Esse auto-racismo, pelo contrário, prova somente a gigantesca força cultural da ideologia racista. Suas vítimas introjetam a mesma ideologia que seus beneficiários: também aprendem desde cedo que são feios e têm cabelo ruim, que se não fazem na entrada fazem na saída, que é melhor jogar bola ou tocar samba porque negro não dá pra filósofo e diplomata, etc. Com o tempo, com a insistência, muitos acreditam.

Mas não todos.

E tem mais aqui: Why Black Girls Still Prefer White DollsRacismo LLL

* * *

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 Sem Perder a Raiz: Corpo e Cabelo Como Símbolos da Identidade Negra

 

12.12.08


Categorias: Raça

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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Marcio E. Goncalves

"Por fim, sempre aparece alguém pra dizer que o maior racista é o próprio negro:"

Caralho, de onde voce tirou na minha frase que eu disse isso???!!!

Juro que eu gostaria de achar que voce nao sabe interpretar textos, mas como nao eh o caso, so pode ser de sacanagem mesmo.


PermalinkPermalink 12.12.08 @ 02:12



Comentário de: Alex Castro Email

e eu disse que foi vc?

PermalinkPermalink 12.12.08 @ 02:39



Comentário de: Gabriel Figueiredo

Lendo e gostando da série, estive aqui pensando sobre como o racismo, referente a questão estética, se manifesta em mim: até dá pra modificar comportamentos e juízos de valor racistas, a partir de um processo de "conscientização", mas quanto ao tesão, nada feito.

Mesmo que desde muito tempo eu já venha procurando ranços racistas na minha personalidade, a fim de cauterizá-los, acabo me vendo diante de uma questão em que a racionalidade não é suficiente: as ações involuntárias do meu pau.

Eu prefiro as latinas às escandinavas, mas não sou ingênuo ao ponto de usar isso como álibi e ignorar o fato de achar feios os narizes chatos e os cabelos crespos.

Me parece, infelizmente, que o combate ao racismo estético será o último a ter resultado. Há uma geração perdida. Nós podemos ler o LLL e deixar de associar negritude a criminalidade ao andar na rua, mas não dá escolher a playboy da Adriana Bombom quando a que nos instiga é a da Luana Piovanni (por mais que você, tendendo a uma brochada, resolva pensar em racismo e sociologia, nessas horas).


PermalinkPermalink 12.12.08 @ 06:10



Comentário de: Alex Castro Email

Gabriel,

muito obrigado pelo seu comentário. Eu comecei a responder, foi ficando enorme e achei que dava um bom post, em outro dia.

Mas basicamente eu diria pra vc se importar mais com as coisas que vc PODE mudar...

PermalinkPermalink 12.12.08 @ 06:50




"Com o tempo, com a insistência, muitos acreditam.Mas não todos."

Os que nao acreditam sao devidamente punidos, cada dia. Como eu. Como muitos dos meus amigos para os quais os ônibus e taxis nao param e ao lado dos quais as pessoas nao se sentam nos ônibus, preferindo ir em pé, se aquele for o único lugar disponível.

PermalinkPermalink 12.12.08 @ 08:11



Comentário de: fe

Mesmo com todo o racismo, a gente ainda pode dizer que essa geraçao é menos racista que a anterior e que as proximas serao ainda menos racistas? Eu muito acredito nisso. Fé na humanidade, teu nome é Fernanda.

PermalinkPermalink 12.12.08 @ 08:34



Comentário de: meggiddo@hotmail.com

Alô Gabriel!! gostei da colocação , eu penso que
tudo isso é apenas uma questão de preferência,
não podemos levar para o lado perjorativo,de que
quem não gosta de cabelo crespo é racista ,resumidamente falando,mas é uma questão de gosto!eu gosto de A, fulano gosta de B e assim o mundo segue feliz.Porque o ceu é azul?ora, simplismente porque ele é azul,há quem não goste do céu azul ?quem tem o poder de mudar isso?nós?rsssssss
Sincerante , você caro leitor masculino,prefere a playboy na Bombom ou da Tiazinha?como disse nosso amigos Gabriel.Isso é uma questão de preferência , todas tem os seu valor,mas deixe que cada um escolha pela qual lhe dá mais tesão e ponto.
O preconceito existe ,é fato,mas essa história de cabelo crespo daqui,dacolá,por favor , é uma questão de prefência.

PermalinkPermalink 12.12.08 @ 11:17



Comentário de: Alexandre

Já há um tempo venho acompanhando os posts de seu blog. É interessante e relevante a discussão levantada aqui. Assim como você, faço parte da minoria privilegiada do meio acadêmico (estudo ciências sociais, tenho gosto por antropologia) e, também através dele procuro questionamentos pertinentes de/da nossa cultura. Um dos comentários acima diz sobre suas escolhas, comportamentos como algo "instintivo". Acho curioso e revelador esse relato que demonstra de forma simples alguns detalhes de como somo "formatados", como nossos "instintos" são ensinados a selecionar e ver. As áspas são necessárias porque esses instintos são na realidade como culturalmente aprendemos a "sentir", pensar, ver, ou mesmo "levantar o pau". Há algo mais íntimo e profundo que isso? E chamamos de instinto quando de fato são predileções adiquiridas de alguma forma que, NÃO é arbitrária. Segue um padrão, uma estética, UMA CULTURA.

Bem, espero que continue levantando questões relevantes como essa. Parabéns pelo blog!
abraços.

PermalinkPermalink 12.12.08 @ 11:24



Comentário de: gravata Email

Alex, meu caro, creio que é necessária a distinção entre "preconceito" e "discriminação". Os conceitos são extremamente diferentes.

Numa análise mai superficial, claro, eles se confundem e não há tanta responsabilidade em diferenciá-los. Mas, quando se trata de algo mais propenso à profundidade, é importante apontar as duas coisas.

O preconceito consiste na aversão que precede o "conhecimento a priori", no caso específico do racismo estético, ou a distinção imputada a atividades pelo simples fato desta ou daquela cor de pele ou deste ou daquele tipo de cabelo.

A discriminação consiste na diferenciação, estipulando critérios (quase sempre pseudo-científicos), impondo diferenciações - e algumas vezes critérios não exatamente pseudo-científicos (ex: negros suportam mais o envelhecimento no tecido epitelial - isso É uma discriminação, pois faz-se uma diferenciação, mas ela não é NOCIVA).

Por fim, a estética - quando vista nesse valor semântico de apreciação física da figura humana - é mais do que subjetivíssima. Impossível, creio, falar em "preconceito" de forma muito clara tanto quanto é impossível falar em "conceito" ou em qualquer outro valor científico, artístico ou quejando.

Parece meio bocó dar a volta toda para voltar a uma máxima popular, mas às vezes simplesmente trata-se do "gosto é gosto". Como se gosta de olhos castanhos ou azuis, pode-se gostar de cabelos lisos ou cacheados ou crespos etc.

Sim, há uma força de propaganda aí, a mesma que hoje prejudica os obesos, as pessoas baixas etc.

Enfim, perdão pelo comentário longo e um abraço!

PermalinkPermalink 12.12.08 @ 11:25



Comentário de: Alexandre Martinazzo · http://alemartinazzo.blogspot.com

O vídeo da escolha das bonecas ilustra muito bem o resultado da incorporação do racismo que vc mencionou no final do texto.
Ainda assim, espero que a humanidade evolua, como disse a Fernanda.

PermalinkPermalink 12.12.08 @ 11:34




é...
Gisele, a bundchen, não seria uma Naomi se tivesse o cabelo desta, e muito menos a Naomi seria ela, a campbell, se não tivesse que usar um cabelo como a bundchen

PermalinkPermalink 12.12.08 @ 14:27



Comentário de: Thiago

Mas quem disse que o cabelo crespo é feio e o liso é bonito?? Cabelo bem cuidado é bonito. Dizer que a Halle Berry é bonita porque se parece branca me parece, sinceramente, ofensivo.

Em tempo, outro dia passou um programa do PEGN (google) sobre uma cabeleireira que havia inventado uma fórmula de relaxamento (não alisamento) capilar própria para o cabelo do negro (ela própria sendo negra) e estava tendo grande sucesso com isso, tendo aberto seu próprio salão para aplicar a fórmula. (infelizmente não acho o link sobre isso)


PermalinkPermalink 12.12.08 @ 14:37



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"e eu disse que foi vc? "

Hum...ta bebado? Vc citou minha frase em seguida a essa afirmacao, com dois pontos.

Vide:

"Por fim, sempre aparece alguém pra dizer que o maior racista é o próprio negro:

Pior que eu acho que eh preconceito estetico mesmo, nao racial. Senao eu teria que considerar as americanas negras racistas contra elas mesmas, ja que 90% delas alisam os cabelos. ... Digo que eh preconceito estetico mesmo, pq eh bem longe do que racismo quer dizer nos EUA/Europa."

PermalinkPermalink 12.12.08 @ 14:51



Comentário de: Denise

Oi esse tema abordado é muito interessante pelo fato deu ser uma mulher negra. Essa história do cabelo crespo.Gostaria que você imaginasse que uma mulher negra com o cabelo natural entra-se na sua empresa para uma entrevista porém, com os cabelos todo para o para o alto qual seria a sua impressão sobre aquela pessoa?
Então o problema não é o racismo estético e sim o padrão de beleza que somos submetidos como não ser gordo,alto demais ou baixo demais e assim por diante.
Denise

PermalinkPermalink 12.12.08 @ 15:55



Comentário de: Ana

Comentei no post errado, coisas da madrugada, então copio aqui.

Adoro meu cabelos enrolados, ninguém acredita que nunca fiz nem escova, alisamento nada. A minha única tristeza de ter cabelos enrolados é que a gente não ganha cafuné. Namorado, ficante, caso nenhum vai passar os dedos pelos meus cabelos ou vai ficar com a mão presa.. Eu não queria nunca ter cabelo liso, mas queria ganhar cafuné nos meu cachos.

Cabelo enrolado, crespo, nunca vai brilhar tanto quando em comercial de xampu, superficies lisas refletem melhor a luz. Alias é um absurdo que no brasil onde grande parte da população tem cabelo crespo só apareceram produtos específicos pra esse tipo de cabelo, que não fossem pra alisar, a pouco tempo. Dizendo basicamente que não tem como ter cabelo enrolado bonito, quem tem não cuida, alisa.


PermalinkPermalink 13.12.08 @ 02:22



Comentário de: fe

aiiiii
eu aliso meu cabelo quando quero cafuné, senao o cabelo enrolado fica tooodo bagunçado :)

PermalinkPermalink 13.12.08 @ 05:02



Comentário de: Marilia Cunha · http://mallucunha.blogspot.com/

Eu acho legal usar o cabelo crespo, acho bonito em quem usa, já usei por longo período mas prefiro usar algum relaxante no meu e deixa-los cacheados para que ganhem peso e cresçam, pois meus cabelos quando estão naturais e crespos me dão trabalho para me arrumar e sair pra trabalhar de manhã... Não uso chapinha, porque não gosto de ter trabalho, então escolhi um meio termo entre o crespo e o cacheado. Cabelo crespo é bonito mas é mais trabalhoso que qualquer outro tipo de cabelo que eu já tenha usado. Prefiro as tranças.

PermalinkPermalink 13.12.08 @ 13:05



Comentário de: Jura

Olá, primeiro gostaria de parabenizá-lo pelo blog e cumprimentar todos os participantes na discussão. Então, o cabelo crespo na mulheres tem se sido um "problema", mas um problema implantado, não sei se é de conhecimento de todos, mas no Brasil houve um política de branqueamento que fracassou, numa certa medida nos seus propósitos, no entanto a forma encontrada para tornar o país menos negro, foi investir na mestiçagem, pois bem, com isso o mestiço teria que se afastar do negro em todos os aspectos inclusive na estética, cidindo a sociedade, naquele período, entre brancos, negros e mestiços, que era obviamente o meio termo entre os dois grupos. Assim, acho que não se trata de apenas da estética é racismo mesmo, e um racismo implantado e estimulado pelo meios de comunicação de massa e pelo estado. Se alguém se opõe, então me explique por qur que a, eu jovem negro de cabelo trançado sou sempre interpelado como um criminoso impotencial? Ah, os cabelos crespos não são problemáticos apenas para as mulheres negras, nós homens negros sofremos bastante com isso também, haja visto a dificuldade para entrar no mercado de trabalho. Temos que evitar os lugares domesticados e isso só é possível se afirmarmos a nossa identidade. Essa é a minha opinião.
Desculpem pelo comentário longo!
Abraço!

PermalinkPermalink 13.12.08 @ 19:12



Comentário de: mariachi

Já sabia que existia racismo no Brasil, mas esse realmente foi um dos melhores comentários que surgiram na série: "Não sou racista não, só acho os negros feios. Mas veja, é puramente um preconceito estético, não racial".

PermalinkPermalink 17.12.08 @ 15:49



Comentário de: F. Arranhaponte · http://atorredemarfim.apostos.com/

Alex, concordo com 90% do que você escreveu
sobre raça (mesmo tendo lido 10% :-)), mas nessa
do cabelo carapinha você crucificou o garoto
à tôa. Não tem nada demais achar que cabelo
liso é mais bonito que crespo, e provavelmente
a maioria acha mesmo. Peculiariades locais de
gosto na tal tribo da beiçola, e mudanças de gosto ao
longo da história (as gordinhas do renascimen-
to)não contradizem que haja tendências universais
no sentimento estético. 99% da humanidade acha
a Angelina Jolie linda (eu prefiro a Cameron
Diaz), e não é por lavagem cerebral com padrões
odiosamente ocidentais de beleza. Bobagem discutir
se algo universal é biológico ou socialmente
construído - o que importa é se é ou não universal.
Tá ficando politicamente correto demais, ô rapá!

PermalinkPermalink 24.12.08 @ 03:33



Comentário de: Marina

Dos seus posts, achei esse o mais interessante, apesar de manter o seu radicalismo (bom, não estou chamando isso de ruim, tá?). Ignorando as consequências, a relação cabelo vs raça é bastante curiosa, como se nessa tentativa de categorizar o ser humano em raça é o critério possível, já que todos os outros são absolutamente enganosos (ou dividir os humanos em raça que é enganoso?)

“O cabelo, entretanto, não mente. Independente da sua cor, quem tem cabelo africano tem sangue africano.” Essa frase é linda! Parece estar no lugar errado. Deveria fazer parte de m texto louvando a raça negra e a beleza da variedade humana e não numa crítica ao racismo.

E respondendo a sua pergunta sobre o que acho bonito. Não sei se está dentro do que é definida pelo grupo dominante. Ainda não esbarrei com nenhuma raça ou etnia que não houvessem pessoas muito bonitas e muito feias. É claro que para a minha escolha pessoal prefiro homens altos e magros, porém isso tem em todos os lugares, não?

ps. desculpa a repetição de palavras!

PermalinkPermalink 30.12.08 @ 13:42



Comentário de: Constanza

Adorei seu texto e me identifico muito com o problema. Você falou a verdade. Mas não somos vítimas nem vilões, somos resultado de séculos de escravização da mentalidade.
Sou morena clara, tenho 27 anos. Brasileiras aos vinte são criaturas vaidosas, mesmo. Meus cabelos nunca decidiram se são lisos ou cacheados, mas assinaram a ata do quesito volume umas 3x. Preciso domá-los sempre, e é um tormento. Porque isso me divide sobremaneira. Fico entre a cruz e a espada. Sinto que ao alisá-los eu estou mostrando aos outros que meu "modelo de fábrica" não funcionou e por isso eu estou "roubando" o modelo das brancas. Se eu disser que morro de orgulho das minhas raízes negras vai ser uma hipocrisia inútil e triste, porque dia após dia eu venho lutando contra a natureza do meu cabelo que contraria a estética branca do mundo atual. E que já foi incutida na minha própria mente desde que eu me entendo por gente.
Lidar com isso? Só na base do bom humor e da gargalhada, pra esconder a amargura que a ditadura do cabelo traz consigo.

Meus parabéns pelo seu texto e muito obrigada.

PermalinkPermalink 24.04.09 @ 00:25



Comentário de: Piti

Há alguns anos fiz um trabalho pra faculdade
com domésticas. Todas eram negras de cabelo
crespo e não faziam idéia de quando,
onde ou porque tinham comprado as roupas que
vestiam, mas detalharam um a um, todos os
produtos que usavam para alisar os cabelos,
explicando ainda o porquê de cada um, a marca,
o valor, tudinho...

PermalinkPermalink 03.09.09 @ 15:53



Comentário de: Indy · http://adapt-se.blogspot.com/

Olha sinceramente esse assunto de racismo ja deus.
É serio,os negros ficam com aquela velha história:
" ah eu sou um coitadinho,porque o meu povo foi escravizado anteriormente"

E daí? aconteceu,aconteceu,pronto acabou,aboliram a escravidão,o que eles querem mais? tapete vermelho por onde passar? que todos se curvem a eles,pois antes eram eles que faziam isso!?

Acho injusto isso sabe,parece que só porque eu nasci branca,sou cupada de alguma coisa.Olha foram outros tempos,ja passou.Eu hem! ô pessoal que gosta de remexer na ferida.Ontem mesmo estava conversando com um amigo meu (negro)e estavamos debatendo este assunto,ele sabe que sou meio indigena.Então foi lá na ferida e chegou a dizer:
OS indios tbm são assim indy,eles se fazem de coitadinhos e querem privilégios,o exército brasileiro deveria matar todos eles,ñ nos fariam falta nenhuma.
Eu realmente ñ soube o que dizer,pois,foi muito absurdo ouvir isso dele.Em nenhum momento eu disse que deveria matar os negros e ele disse que deveriam matar os indios.Tipo ele surtou violentamente.
Quando digo que os próprios negros são racistas
tenho um exemplo que torna isso veridico.Certa feita estava eu e uma amiga minha (negra tbm,alias eu tenho muitos amigos negros)era a época da implantação da chapinha,todas tinham uma em casa,mesmo as que ñ precisavam alisar o cabelo.Então a minha amiga disse que ia alisar o cabelo p/ ñ ficar igual cabelo de "nego",vc´s acreditam nisso? a menina era negra mais ñ se via negra,me deu uma vontade de falar,minha filha tu é negra! Só que ñ disse né,pois quando se fala em negro por mais boa que seja a sua intenção,sempre acaba sendo mal interpretado por alguem.
Eu me lembro claramente quando criança da estranheça que foi pra mim,quando vi um outro jornalista apresentar o Jornal nacional,eu me perguntei:

Ué cada o William e a Fatima?

Pronto foi o suficiente pra meu avó,minha mãe e até o vizinho me explicarem que eu ñ deveria estranhar a ausência deles,e muito menos falar isso em voz alta,pois poderia parecer que o tal ancora negro ñ estava me agradando,e eu só tinha 09 anos de idade,ou seja a 10 anos atras.Até eu explicar que ñ foi pelo fato do cara ser negro,e sim pelo fato dele ñ ser o William,ja tinha ouvido a história da escravidão e de como a princesa Isabel foi boazinha.
No pré-escolar tinha um menino chamado Adelson (negro tbm)ele me batia,tomava o meu lanche e me chamava de leite azedo,e eu ñ podia sequer chamar ele de "tição" "carvão" ou alguma coisa da cor preta.
( é nesse tempo preto ainda era preto,e ñ negro)
Tipo o menino atormentou a minha vida até a 3° serie e eu nunca podia dizer nada,pois ele era negro.E isso dava-lhe algum tipo de imunidade.O pior é como as professoras agiam,elas me falavam pra ñ ligar e que meninos eram assim mesmo,mais eu ñ me lembro de enhum menino branco fazendo isso comigo,é claro que é só um detalhe.As professoras agindo daquela forma me passavam a informação de que:

Ele é negro e vc é branca,então nada do que ele te fizer,vai compensar a opressão que o povo dele sofreu.

Eu ñ entendia,viviamos no mesmo bairro,eramos pobres do mesmo tanto,estudavamos na mesma escola publica.E a unica diferençaentre eu e ele era:
Sexo feminino da cor Branca
Sexo masculino da cor negra

E só o fato dele ser negro,me impedia de dizer umas pucas e boas pra ele.Porque qualquer ofensa ñ seria vista como forma de extravassar minha raiva e sim de mostrar o meu "racismo",coisa que eu ñ tinha e nem tenho,pouco me importava se ele era negro ou branco,eu só queria que ele parasse de tomar o meu lanche,ora bolas!

A outra coisa mais recente foi essa campanha do Obama,nussa com oencehu o saco isso de ele ser negro.
Ora ele tinha condiçoes de ser presidente,sendo negro ou ñ.Mas só se falava de com oele era ... negro.
Obama inteligentississímo e negro,competente e negro.gatão e negro,fodão e negro.TInha um nome estranho e era negro.Juro que se ñ tivessem falado tanto eu nem daria tanta importancia pra negritude dele.Ora é só mais um presidente,o que importa a car dele? Mas ñ,a midia foi a loucura com isso,teve orgasmos publicados com essa noticia,e tudo o que eu ouvia era:

O Obama é o novo presidente dos EUA.

Mas na verdade estavam dizendo:
O Obama (apesar de negro) é o novo presidente.

Porra! pra que tanto alarde,porque só agora? porque ñ tivemos um presidente negro nos USA antes? enquanto darmos atenção a esse assunto,mais ele se tornará uma realidade.Não podemos simplismente esquecer,começar de novo? sem essa história de racismo,seja lá o que for

PermalinkPermalink 04.09.09 @ 12:37



Comentário de: Renato Corrêa

Indy:

"E daí? aconteceu,aconteceu,pronto acabou,aboliram a escravidão,o que eles querem mais? tapete vermelho por onde passar? que todos se curvem a eles,pois antes eram eles que faziam isso!?"

Mato sua mãe, seu pai, mino suas chances de estudar e mesmo que estude terá menos chances em uma universidade, se ainda assim persistir terá menos chance de ter um emprego bom, pelo simples fato de você ser negro e o meu pai ter escravizado o teu pai.

"Acho injusto isso sabe,parece que só porque eu nasci branca,sou cupada de alguma coisa.Olha foram outros tempos,ja passou.Eu hem! ô pessoal que gosta de remexer na ferida"

Talvez a ferida esteja aberta. E talvez você seja culpada (ou ao menos deveria sentir culpa) por ser branca. Outros tempos? Você trabalha? Olhe a sua volta, eu estou em uma multinacional (uma das maiores em TELECOM em todo o planeta) no meu setor temos 30 pessoas, e são duas negras. Se isso ainda não é um reflexo do eterno racismo, não sei o que é.

".Então a minha amiga disse que ia alisar o cabelo p/ ñ ficar igual cabelo de "nego",vc´s acreditam nisso? a menina era negra mais ñ se via negra"

Você já parou pra pensar que realmente ela não queira se ver como negra? Talvez ela não queira ser interpretada como ladra, bandida, pela cor da pele, talvez ela não queira acreditar que por mais linda que ela possa ser, todas as mulheres lindas da mídia serão o oposto dela, talvez ela não queira acreditar que por ela ser negra ela é tida como menor que você, então ela tentar ser como você.

".Juro que se ñ tivessem falado tanto eu nem daria tanta importancia pra negritude dele."

Juro que se não tivessem me lembrado disso eu até relevaria o fato dele ser negro, afinal, ele é tão bonzinho, vamos esquecer que ele é negro.

"Porra! pra que tanto alarde,porque só agora? porque ñ tivemos um presidente negro nos USA antes?"

Acredito que seja isso mesmo, agora deixo a reflexão, será que nunca houve um presidente negro nos EUA antes por que nunca houve nenhum negro capaz de exercer este cargo?

;)


PermalinkPermalink 04.09.09 @ 14:29



Comentário de: Camila

Indy, você ma mata de rir...

Depois de tudo que você falou, você ainda não se achar racista???


PermalinkPermalink 06.09.09 @ 00:58



Comentário de: Andréa

Quanta injustiça! o menino roubando seu lanchinho na escola, chamando a menina de leite azedo e, coitada, ela sem poder chama-lo de "tição" "carvão" ou alguma coisa da cor preta! Sem poder fazer nada pq o menino era negro! A professora não deixava, a sociedade não deixava, a boazinha da Princesa Isabel não deixava!

Aí aconteceu o que?, vc caiu da cama, acordou e resolveu que aqui seria um bom lugar pra publicar sua estorieta?

PermalinkPermalink 08.09.09 @ 14:02



Comentário de: Lucia

Horrivel o comentario da Andreia.

Quer dar uma de "gostosa" no blog.

deve ser daquelas Bixo Grilo veia cheia de tatuagem verde metida a sabe tudo e petista.

PermalinkPermalink 12.09.09 @ 15:36



Comentário de: Nita

Indico:
http://www.ie.ufmt.br/semiedu2009/gts/gt2/Poster/Maria%20Aparecida%20Tortorelle%20Campos%20Rodrigues.pdf

PermalinkPermalink 18.09.09 @ 22:36



Comentário de: juliana · http://32324102

espada. Sinto que ao alisá-los eu estou mostrando aos outros que meu "modelo de fábrica" não funcionou e por isso eu estou "roubando" o modelo das brancas. Se eu disser que morro de orgulho das minhas raízes negras vai ser uma hipocrisia inútil e triste, porque dia após dia eu venho lutando contra a natureza do meu cabelo que contraria a

PermalinkPermalink 06.11.09 @ 17:46



Comentário de: emanuele karem maia cassim

que os escravos não podia ser oque eles são hoje

PermalinkPermalink 20.11.09 @ 08:22



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Mulher de Um Homem Só

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Um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor. Nosso assunto são as várias prisões que acorrentam o homem, como ambição, verdade e medo. Dê sua opinião!


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Meus Livros à Venda:

  • Radical Rebelde Revolucionário
  • Onde Perdemos Tudo, por Alex Castro

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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
  • 39. Levi, Primo. É Isto Um Homem? [Itália, 1946] Jun.
  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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