Negro, Preto, Afro-Brasileiro

Perguntou o amigo Ulisses no MSN, em resposta a esse post:

Pensei q vc achava q "afro-brasileiros" era o modo correto de falar... Não acha?

O que EU acho não importa muito.

Para muitos norte-americanos, hispânico e latino-americano são sinônimos e não faz sentido preferir um ou o outro. Entretanto, quando digo que não sou hispânico, sou latino, eles não entendem muito o porquê da distinção, mas respeitam.

Quem sabe da ofensa é o ofendido. Cada pessoa e cada grupo que defina como quer ser chamado.

  Freud: Raça e Sexos   Raça, Ciência e Sociedade

* * *

Escrevendo em português eu uso "negro". Em inglês, "African-American" ou "Afro-Brazilian", pois já é a convenção do discurso acadêmico americano. Racismo LLL

* * *

Veja todos os posts sobre Raça do LLL e acompanhe a conversa, assinando o RSS dos comentários. Para divulgar toda a série, use esse link ou o botão ao lado.

 

06.12.08


Categorias: Comportamento, Raça


Posts similares:
CAETANO VELOSO: AÍ É PRA MORRER DO CORAÇÃO
Enquanto isso no Msn do Mdm
Usos do Nego - Updated de Novo

(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Atalho pra o formulário

Comentários:


Comentário de: Jasão · http://www.ordemnatural.wordpress.com

OFF-TOPIC

Alex, olá.

Deixei minha pirraça de lado, e li O FILHO
ETERNO.

Gostei muito, especialmente por dois motivos:

- é o tipo de literatura que me apraz
(texto limpo, tendência à reflexão)

- e também é mesmo grande arte. (as razões
são inúmeras)

Agora que li, posso afirmar que EU HEI-DE
AMAR UMA PEDRA, do Lobo Antunes parece-me,
sim, maior do que o livro de Tezza.

Mas creio que a comparação é injusta, pois
são estilos muito diferentes, e cada autor
possui o seu mérito.

Abraço, Jasão.

PermalinkPermalink 06.12.08 @ 21:15



Comentário de: Luis

mas nao deixa de ser muito feio "afrobrasileiro". como disse o milton brasileiro negro é bem melhor.

pergunta: como são chamados os brancos aí?

PermalinkPermalink 07.12.08 @ 08:37



Comentário de: Marcus · http://marcuspessoa.com

Alex, dá uma olhada neste tópico da comunidade do Colégio Energia, no Orkut:

http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=50815&tid=5257841011859545417

Um rapaz pergunta por que não há negros nos comerciais do colégio, e alguns integrantes da comunidade dizem que reparar na etnia dos modelos de um comercial é racismo!

É uma inversão total. Fico pasmo com essas coisas. State of denial super hiper mega plus.

PermalinkPermalink 07.12.08 @ 09:43



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

"Cada pessoa e cada grupo que defina como quer ser chamado."

Mas então ¿por que vc implica com quem usa apelidos nos comentários aqui?

Aliás, qdo falamos de vc aqui em casa, só te chamamos de Cruz Almeida.

:•;)

PermalinkPermalink 07.12.08 @ 11:36



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

(:•;)

PermalinkPermalink 07.12.08 @ 11:37



Comentário de: Alex Castro Email

plausivel, nao sei bem a sua definicao de "implicar". os comentarios sao livres e todo mundo pode comentar. ninguem é obrigado a deixar nome ou email verdadeiro.

eu só me dou ao direito de não responder e não dialogar com pessoas que não assinam seus proprios nomes e q eu nao sei quem sao - um direito muito meu. mas não implico com eles nem tiro a validade de suas opiniões e eles podem continuar comentando livremente.

vcs têm o direito de se chamar como quiserem. e eu tenho o direito de só conversar com quem eu quero. não é lindo isso? muito democrático. sem implicância alguma.

Nota aos outros: o Dr Plausivel, por exemplo, é um amigo querido de quem eu sei nome e sobrenome, telefone e endereço, etc. A Hardy, porque queria q eu respondesse seus comentarios, me escreveu através de um email valido, revelou seu nome, a origem do apelido, etc.

PermalinkPermalink 07.12.08 @ 11:44



Comentário de: Alex Castro Email

marcus,

sensacional. como vc achou isso?

PermalinkPermalink 07.12.08 @ 11:45



Comentário de: Kidy Morengueira

Vamos cair na real, por que afro-americano, ou afro-brasileiro ou afro sei lá o que, e não afro, europeu, americano.
Existe a raça humana e nos ficamos com essas divisões idiotas e fomentando o ódio entre os humanos, isso é coisa de KKK de nazista e outro outros grupos radicais que querem dividir o mundo em etinias.

PermalinkPermalink 07.12.08 @ 14:03



Comentário de: Marcio E. Goncalves

Quanto ao latino e hispanico, resolvi a questao de forma mais clara: recuso o epiteto tanto de hispanico quanto de latino, ja que aqui ambos sao sinonimos. Nao importa se portugues eh uma lingua latina - se italianos e franceses nao sao considerados latinos, brasileiros tambem nao sao.

Acredite, isso causa bem menos confusao nos americanos do que falar que vc eh latino mas nao hispanico.
Tente para ver.

P.S. Por sinal, essa eh a classificacao dos brasileiros pelo governo americano: nao latino nem hispanico, mas "other".

Apesar de uma lenda urbana recorrente tanto na internet quanto na midia insistir que brasileiros sao classificados como hispanicos/latinos nos EUA.

PermalinkPermalink 07.12.08 @ 15:13



Comentário de: Alex Castro Email

Marcio,

o "latino" obviamente é abreviação de "latino-americano" e é por isso que italianos e franceses não são considerados latinos. Assim como os espanhois tb nao sao considerados hispanicos, pois por hispanico se entende hispano-americano. Nao estou dizendo que concorda, mas é assim q esses rotulos funcionam aqui.

Achei interessante essa sua lenda urbana, pq TODOS os formularios que preenchi nos EUA a desmentem. O Brasil é SEMPRE incluido em latino/hispanico, dependendo do wording.

Fiz um estudo detalhado disso nesse post, onde disseco o meu formulário de salário aqui da universidade:

http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2007/04/auto-identificao-racial-estudo-de-caso_24.html

PermalinkPermalink 07.12.08 @ 16:03



Comentário de: Marcio E. Goncalves

Nao, o Brasil nao eh SEMPRE classificado assim. Tu viajou bem na maionese nessa. Ou cada um de nos esta morando em um EUA diferente. Vai ver voce esta nos EUA bizarro...rs

Alex, governo federal e governo estadual nos EUA sao coisas bem diferentes. O governo federal classifica brasileiros como "some other race" e ponto. Era a isso ue eu me referia.

Isso nao eh achismo, eh fato, esta nas instrucoes do Censo deles.. E se tu fez um estudo detalhado sobre isso, entao fez um estudo muito mal feito.

"THe OMB defines Hispanic or Latino as "a person of CUban, Mexican, Puerto Rican, South or Central American, or other SPANISH culture or origin regardless of race"

www.census.gov/prod/2001pubs/c2kbr01-1.pdf

Engracado que voce reclama de generalizacoes contra dados estatisticos em sua discussao sobre racismo, mas adora generalizacoes em outros posts.

Formularios sao assim em New Orleans ou Berkeley? Ah, sao asssim nos EUA inteiro!

Minha faculdade coloca Historia como Social Sciences? Eh assim em todas faculdades dos EUA!

Olhe que nem entrei no merito de generalizar o RIo (cidade mais atipica impossivel) para o resto do Brasil...rs


PermalinkPermalink 07.12.08 @ 20:00



Comentário de: Augusto Kim

"(...) a comédia é, por natureza, ofensiva. Ela deriva sua energia de seu poder transgressor, de sua capacidade de quebrar tabus, de dizer o indizível. Os comendiantes sempre vão além dos limites, pagam para ver quanto ganham ao violar as leis de expressão de sua época. A comédia é uma válvula de escape social. Rimos exatamente porque o comediante, momentaneamente, liberta-nos das restrições que a sociedade convencional nos impõe. Aplaudimos o comediante porque ele diz, bem na frente do público, aquilo que, supostamente, ninguém deve falar em público". Paul A. Cantor, em Os Gnomos Invisíveis e a Mão Invisível, do livro South park e a Filosofia, de William Irwin/Robert Arp, editora Madras.

Quem faz uma piada de negão, judeu, japones, etc como entra nesta história de racismo? É um discipulo de Hitler ou só alguém fazendo uma piada?

Ou pior, um amigo meu que faz piada com tudo e todos, mas não faz piada de negão "Porque é embaçado". Exluir os negões de qualquer piada não seria até pior? Todos são vitimas de piadas, por serem japoneses, por serem altos, por serem gordos, por loiros, por serem branquelos, etc, será que exluir os negros não seria mais racismo?

Ou nossa sociedade é como um episódio de Seinfield, em que um rival dele passou a frequentar uma igreja de judeus só para poder contar piadas de judeus sem ser acusado de racista?

PermalinkPermalink 07.12.08 @ 21:25



Comentário de: Te

Olha esse livro (a reportagem do Prosa e Verso está bem melhor, quer que te mande?)
http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2008/12/04/livro_resgata_as_primeiras_imagens_de_professores_alunos_negros-586844242.asp
Tem cada comentário que barbaridade.

PermalinkPermalink 08.12.08 @ 15:07



Comentário de: Glauber K

Também acho impreciso chamar um latino de hispânico, pois nem todo latino tem raízes espanholas e nem todo latino fala espanhol.

Mas afro-descendente é muito mais complexo. No termo "latino" ainda há um componente cultura na classificação, mas no "negro" é algo completamente étnico.

Se quem sabe o que ofende é o ofendido, como se comunicar com milhões de ofendidos sem ofender ninguém?

O William Bonner usa o termo "preto" no Jornal Nacional e ele é constantemente criticado por isso (também acho esse termo impróprio, mas a lógica dele é simples: se para definir um caucasianoide se usa a cor "Branco", para definir um afro-descendente usa-se outra cor: "Preto")

Tem mais uma coisa, o que é a cor "Pardo"? É o mesmo que indígena, hispânico, mulato, cafuzo e mameluco?

PermalinkPermalink 08.12.08 @ 20:53



Comentário de: Max Seawright · http://maxeverything.blogspot.com

A questão dos norte-americanos achar os brasileiros "hispanic" até aparece nas universidades de primeira! Incrível! Veja lá no site da UC Berkley que o "track" de doutorado em literatura luso-brasileira se encaixa no programa "Ph.D. in Hispanic Languages and Literatures".

PermalinkPermalink 09.12.08 @ 00:30



Comentário de: Carcarah

Pensando no conceito de nação e no de comunidade eu acabo inevitavelmente a pensar nestas como um ser único, como um pensamento homogêneo fruto da união dos conceitos de todos os que participam delas.
Olhando como hoje todos tratam cada temas social em separado, penso que o nosso mundo sofre de forma dramática de esquizofrenia.
Sabe aqueles loucos que aparecem em filmes e que soltam fragmentos de pensamentos como uma metralhadora maluca e tais fragmentos não são possíveis de emendarem, ter um sentido comum? A expressão desses fragmentos geralmente é acompanhada de mudanças drásticas de personalidade, variando do maior sentimento fraterno ao mais sanguinário instinto assassino.
É sobre essa ótica que vejo como é tratada a questão étnica pela nossa sociedade.
Em um momento há um grande chamado pela união das "raças", da miscigenação, da fraternidade e união. No momento seguinte surge a manifestação discriminatória e irascível que estão encerradas às vezes em coisas aparentemente banais, como camisetas com inscrições do tipo “Orgulho de ser negro”, “100% negro” e outras do gênero. 100% negro não é o tipo de eugenia que nossos pais nos ensinaram a condenar? Não seria muito melhor 100% misturado?
Essas contradições revelam para mim que a sociedade recebe tantas informações fragmentadas e opiniões tão cheias de especificidades que não consegue mais digerir tudo isso formando uma opinião coesa e coerente. Aí se dana a soltar frases prontas e acéfalas.
Chamar de afro-descendente em vez de negro é apenas um detalhe de um problema que, ao meu entender, é maior. Vejo que o nosso maior desafio é acabar com a discriminação seja ela “taxada de boa ou ruim”. É discriminação e acabou.
Dessa forma contraí uma doença, hoje em dia, rara: sou etnodaltônico. Minha doença impede-me de diferenciar alguém pela etnia, então não adianta você falar em branco, negro, afro-brasileiro ou qualquer outra denominação como estas. Se quiser me indicar uma pessoa diga “aquele de camisa listrada” ou “o de cabeça raspada”, de outra forma não conseguirei diferenciar as pessoas. Infelizmente, ou não, sequer posso dizer qual é a melhor designação possível, pois não fazem parte do meu mundo e não consigo sequer fazer esse tipo de diferença.
Ah, se quiser me diferenciar diga: aquele que tem aquela doença estranha.

PermalinkPermalink 09.12.08 @ 11:25



Comentário de: Alanna B.

eieiieiei gente mais afro-brasileiro e o mesmo que negros?

PermalinkPermalink 17.05.11 @ 17:54



Deixe seu comentário:

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.

Post anterior: O Entre-Lugar do Discurso Latino-Americano, por Silviano Santiago

Próximo post: A Difícil Questão da Heterossexualidade

um blog sobre literatura, empatia e desapego

sobre mim

contato, bio, fotos, livros, compre

Busca

    Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site