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O Fetiche do Sexo Interracial

Muita gente não estava conseguindo comentar no post sobre casamentos interraciais. A mensagem de erro era "comentário inválido".

Para evitar o spam de comentários, o Interney Blogs tem uma lista de palavras muito usadas pelos spammers: qualquer comentário com alguma delas não é publicado. Raramente dá problema, pois não são palavras que ocorrem com frequência em comentários válidos.

De repente, me bateu um estalo e fui conferir a lista. Estava lá: "interracial". Ou seja, qualquer leitor que tentou escrever um comentário com essa palavra (o próprio tema do post!) não conseguiu comentar.

Nos Estados Unidos, spammers usam muito essa palavra em seus anúncios porque existem muitos sites pornôs sobre isso. E existem muitos sites pornôs sobre isso (e seções inteiras nos sex shops dos EUA só de filmes interraciais) porque esse tema é recorrente e fortíssimo na cultura racista norte-americana. O negro é sempre bestial e sexual, desejado e temido, seja o negão bem-dotado arrombando uma branquinha ou a negona insaciável enfeitiçando um pobre branco reprimido.

A presença da palavra "interracial" na lista negra não é coincidência: na verdade, ilustra o próprio tema do post. O negro, animalizado e sobre-sexualizado, é bom de foder, mas nunca de casar. Não por acaso, a cultura racista norte-americana ao mesmo tempo em que fetichiza muito mais o sexo interracial que a brasileira, também apresenta muito menos casamentos interraciais.

Quanto mais o negro é fetichizado como objeto sexual, menos ele é considerado como possível cônjuge.

 Casa-Grande e Senzala  especial Obama

* * *

O Fernando Serboncini fez um excelente post, com uns gráficos maravilhosos, sobre a desigualdade de salários entre brancos e negros no Brasil.

Todos concordam (espero!) que negros ganham menos que brancos no Brasil. A turma do "deixa-disso-racismo-não-existe" argumenta que é porque os negros têm menos escolaridade. Entretanto, como mostra o Fernando, nas mesmas faixas de renda, os negros também ganham consistementente menos: carpinteiros negros ganham menos que carpinteiros brancos, dentista negros ganham menos que dentistas brancos, etc.

Se a explicação não é o perverso racismo estrutural da sociedade brasileira, então só pode ser que todos esses negros são mesmo muito preguiçosos e incompetentes.

 Utopia Brasileira e os Movimentos Negros Abolicionismo

* * *

Veja todos os posts sobre Raça do LLL e acompanhe a conversa, assinando o RSS dos comentários. Para divulgar toda a série, use esse link.

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22.11.08


Categorias: Comportamento, Raça

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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Carlos

O mais interessante é perceber como daria para usar exatamente os mesmos argumentos e técnicas que vc está usando para impor uma categorização de racismo a qualquer fenômeno social em que se possa perceber a cor da pele da pessoa para defender que os judeus governam secretamente o mundo.

Afinal, os judeus ganham mais que a média da população, têm mecanismos secretos de segregação (clubes, escolas judaicas, etc.), raramente casam com alguém que não é da colônia...

Isso tudo - usando do tipo de raciocínio que vc usa para impor a idéia de que deve ser categorizado como racismo todo processo social em que haja a percepçào da cor da pele - prova que os judeus governam secretamente o mundo.

É tão impossível provar que eles não o façam como é impossível provar pelos seus critérios que não haja racismo.

Mas chega. Se eu continuo escrevendo, vão descobrir e os governantes secretos do mundo vão me matar. :)

PermalinkPermalink 22.11.08 @ 10:54



Comentário de: Andre Kenji · http://www.andrekenji.com.br/weblog

Isso é fetiche nos Estados Unidos, não aqui.

PermalinkPermalink 22.11.08 @ 11:36



Comentário de: Alex Castro Email

Caro "Kenji",

Por favor, pare de assinar com o nome de outras pessoas. O verdadeiro Kenji é um homem inteligente e bom leitor, nunca um analfabeto funcional. Ele saberia que o texto, obviamente, É sobre os EUA e jamais faria um comentário desses.

Se não quiser revelar seu nome, assine com um pseudônimo, mas é muito feio usar o nome dos outros.

PermalinkPermalink 22.11.08 @ 13:28



Comentário de: Alex Castro Email

Carlos:os judeus ganham mais que a média da população, têm mecanismos secretos de segregação (clubes, escolas judaicas, etc.), raramente casam com alguém que não é da colônia...

Quem disse que ganham mais? Cade esses dados?

Que mecanismos secretos? Eu conheço varias organizações judaicas, clubes, escolas, etc, mas sao todas abertas e publicas. tb conheço clubes e escolas de todo tipo de "grupo". Eu, por exemplo, estudei em uma escola catolica e depois em uma escola americana, fiz uma festa no clube sirio-libanes, etc. Qual a diferença? Uma comunidade fazer um clube ou escola pra si agora é indicador de alguma coisa, pra bem ou pra mal?

Raramente casam? Como assim? Quem disse? Você tem números? Conheço pelo menos umas cinco velhinhas judias que dizem exatamente o contrario, q o judaismo vai acabar pq os judeus nao casam com judeus, é o fim de tudo, blá blá blá.

Repara que não estou nem entrando no mérito das minhas técnicas nem da suposta conclusao que vc poderia chegar com elas, mas somente analisando as premissas que vc já citou como dadas e, presumivelmente, auto-evidentes pra vc.

Os comentarios desse blog vao acabar sendo estudados por alguem como vitrine dos preconceitos raciais do Brasil...

PermalinkPermalink 22.11.08 @ 13:42



Comentário de: Andre Kenji · http://www.andrekenji.com.br/weblog

"Ele saberia que o texto, obviamente, É sobre os EUA e jamais faria um comentário desses."

Na verdade, o post original que é confuso. Não se sabe se fala dos EUA ou do Brasil, ainda mais que na indústria pornô americana há um feitiche por atores masculinos negros, o que é diferente do feitiche brasileiro pela mulata. O que nos leva a outra questão. já que mulatas sempre estiveram sub-representadas nas revistas eróticas brasileiras.

No mais, para quem reclamava de que marxistas não poderiam ser inteligentes esta overdose de politicamente correto e marxismo é reveladora.

PermalinkPermalink 22.11.08 @ 14:12



Comentário de: Alex Castro Email

Caro Falso Kenji,

TODOS os posts sobre racismo no LLL falam sobre racismo no Brasil, chegando a ser fastidiosa e anti-estilistica a repetição infindável das palavras "do Brasil", "brasileiro", "nosso", etc.

Esse post aqui, diferentemente dos outros e como está claro pelo texto, fala sobre a realidade norte-americana, pois as palavras selecionadas pelo sistema anti-spam se referem a realidade norte-americana, não à nossa... Qualquer sex-shop aqui (como diz o texto, ai ai) tem uma estante enorme só de sexo interracial, algo q nao se vê em sex-shops do Brasil...

Alias, diz aí o que exatamente é marxista nesse meu discurso, pq eu nao vejo nada que nao possa ser dito por qualquer capitalista... alias alias, o capitalistas daqui falam basicamente a mesma coisa, aprovam cotas e acao afirmativa, e ao mesmo defendem defendem free market e batem no peito com orgulho do american dream....

PermalinkPermalink 22.11.08 @ 14:34



Comentário de: Homero

"Quanto mais o negro é fetichizado como objeto sexual, menos ele é considerado como possível cônjuge."

O raciocínio é simplesmente perfeito, Alex. Só acho que não devemos pegar um aspecto, o sexual, mas adaptarmos a lógica para todos os aspectos:

Quanto mais o negro é fetichizado como objeto, parte de um grupo, menos ele é considerado como um indivíduo, um ser humano com peculiaridades e características muito particulares.

PermalinkPermalink 22.11.08 @ 16:10



Comentário de: Alex Castro Email

Homero, brilhante.

Pena q seu raciocionio invalida todas as ciencias humanas e sociais, da sociologia a economia... afinal, seria classismo falar do poder de compra da classe média, por exemplo, ao invés de considerar cada um dos integrantes da classe media brasileira como um indivíduo, um ser humano com peculiaridades e características muito particulares...

o problema nao é o negro ser visto com negro, ou seja, como integrante de um grupo X, nem a classe media ser vista como classe media, o problema é o cara ser achincalhado, discriminado, etc, POR ser negro, POR ser parte desse grupo...

é preciso realmente eu dizer que nao dá pra considerarmos todas as pessoas individualmente o tempo todo?

serio, eu respondo pq acho que vcs falam essas coisas de boa-fé, pq estão tentando entender como o racismo brasileiro funciona, etc, mas alguns absurdos sao tao non-sense que parecem provocação...

PermalinkPermalink 22.11.08 @ 16:22



Comentário de: Homero

Caro Alex,

Com relação às outras ciências sociais eu não me sinto a vontade para falar, mas a respeito da economia o livro Super Crunchers do economista e advogado Ian Ayres mostra de forma bem didática como as empresas e os governos procuram a maior quantidade possível de informações para não tratar os consumidores como grupos, e sim como indivíduos, com suas preferências e idiossincrasias.

O problema dessa sua série sobre o racismo, em contraposição à série das prisões, é a escolha do método "One size fits all" inerente às políticas afirmativas e o uso das estatísticas como "prova" da existência do racismo no Brasil, atitude bastante anti-científica.

O Racismo existente no Brasil é igual ao racismo existente em qualquer lugar do mundo: há pessoas racistas no Brasil. Diferentemente de outros lugares do mundo, o Brasil não tem (quer dizer, até poucos anos não tinha) leis e políticas públicas explicitamente racistas, como as cotas raciais.

Dizer que há racismo no Brasil me parece tão original como ficar gritando na esquina: "A água do Brasil é molhada!"; "Cuidado para não se molhar com a chuva que cai do céu brasileiro!".

Isso tem algum objetivo além da clara estratégia eleitoral de determinados partidos que ficaram ideologicamente órfãos depois da queda do muro de Berlim? E você está se engajando nessa luta ideológica? Estranho para quem escreveu as prisões.


PS: te asseguro que todas as bobagens que eu falo são sempre de boa-fé. ;-)

PermalinkPermalink 22.11.08 @ 17:15



Comentário de: Alex Castro Email

homero, sem a generalização, não existe análise possível.

e, se fosse chover no molhado, essa serie de posts nao teria nem a audiencia, nem o numero de comentarios, nem estaria incomodando tanta gente. todos diriam: "sim, sim, a gente sabe disso tudo, proximo assunto..."

muito pelo contrario, os leitores se mostram incomodados, defensivos, confusos, nervosos...

ou seja, longe de chover no molhado, a serie parece ter tocado num nervo exposto.

e repetindo o que já disse mil vezes: o racismo no brasil é estrutural.

por fim, nao sei bem que ideologia vc está falando. eu com certeza nao me considero de esquerda, e nem de direita, mas posso dizer que cotas e ação afirmativas são aplicadas rotineiramente nos EUA e defendidas por muita gente que não pode nem ser chamado de centrista, quanto menos de esquerdista...

a luta contra o racismo, pelo que eu tenha visto, nao é bandeira nem da esquerda nem da direita...

PermalinkPermalink 22.11.08 @ 18:09



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Tenho um aluno negro formado pela GV, com pós-graduação e o escambau. Ele é inflexivelmente contra a política de cotas. ¿Por quê? Claro: qdo os cotistas "negros" começarem a se formar, o valor do diploma dele vai diminuir, tanto em termos absolutos qto em termos relativos. No currículo dele, ele vai ter q frisar em caixa alta:

"DIPLOMADO ANTES DAS COTAS, HEM!!"

Tem gente q não pensa.

PermalinkPermalink 22.11.08 @ 20:34



Comentário de: Alex Castro Email

tem cotas nos eua há dezenas de anos, e nunca ouvi falar nisso. nunca vi gente exigindo medico nao cotista, ou medico nao cotista pagando seguro por impericia medica maior, ou predio de engenheiro cotista caindo. simplesmente nao acontece.

PermalinkPermalink 22.11.08 @ 20:40



Comentário de: Andre Kenji · http://www.andrekenji.com.br/weblog

"TODOS os posts sobre racismo no LLL falam sobre racismo no Brasil, chegando a ser fastidiosa e anti-estilistica a repetição infindável das palavras "do Brasil", "brasileiro", "nosso", etc."

Ué, por que insistir num exemplo gringo para falar de Brasil então? Em sites de acompanhantes negras/mulatas são minoria, assim como o são em revistas de nu.

"Alias, diz aí o que exatamente é marxista nesse meu discurso, pq eu nao vejo nada que nao possa ser dito por qualquer capitalista..."

Ué, quando você cita os problemas dos negros como se isso fosse necessariamente culpa dos brancos.

"alias alias, o capitalistas daqui falam basicamente a mesma coisa, aprovam cotas e acao afirmativa"

Obviamente, os capitalistas de um curso liberal numa universidade idem.

http://www.jewishworldreview.com/0908/stossel091708.php3

PermalinkPermalink 22.11.08 @ 21:14



Comentário de: Alex Castro Email

Ué, por que insistir num exemplo gringo para falar de Brasil então?

nao estou "insistindo" num exemplo gringo. falei dos EUA uma única vez e, como o post deixa claro (*longo bocejo*), só pelo chabu que deu nos comentários por causa do antispam americano.

PermalinkPermalink 22.11.08 @ 21:35



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

A polítia de cotas é mais uma imitação brasileira dos Euá. Brasil, o país cópia, o país q não sabe pensar sozinho. Tudo é traduzido, tudo é copiado.

Como se o problema central do Brasil fosse a formação universitária... Mania de achar q a universidade é um pau pra toda obra.

O problema socio-racial do Brasil seria aliviado 10 vezes mais bastando dobrar os salários dos professores da rede pública. Mas não, lógico, a decisão imitativa dos Euá TEM q prevalecer, empurrando o problema pràs universidades – q, é claro, continuarão sendo acusadas de não formar o indivíduo, continuarão entrando em greve...

Tbm pudera, com congressistas formados pelas universidades brasileiras, só podia dar numa decisão dessas...

PermalinkPermalink 22.11.08 @ 22:11



Comentário de: Glauber K

Alex, tem artigo da Época "O Brasil já teve seu Obama", comparando Nilo Peçanha ao Obama, talvez te interesse:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI17729-15254,00-O+BRASIL+JA+TEVE+SEU+OBAMA.html

Certamente este tema envolve aquela história do seu chefe que era Negro nos Eua e Mulato-Branco no Brasil.

Ae Alex, um cara aí postou sobre cotistas no mercado de trabalho e você respondeu falando que nunca viu empresas exigirem que o diplomado não fosse cotista.

Mas tu não achas que pode ocorrer o preconceito de uma empresa desmerecer o diploma de um cotista?
Que entre um diplomado qualquer e um diplomado negro uma empresa pode rejeitar o negro por julgá-lo como possível cotista e depois julgar o cotista como inferior?

PermalinkPermalink 22.11.08 @ 22:42



Comentário de: Agnaldo Neiva · http://observatoriodoracismovirtual.blogspot.com

Olá Alex Castro

Obrigado por visitar o Blog Observatório do Racismo Virtual. Após sua visita e postagem, fui prontamente ao seu Blog, e adorei o conteúdo, a força dos seus argumentos e a apresntação das diversas facetas para se compreender os mecanismos do racismo no Brasil e os mecanismo utilizados por aqueles/as que insistem em dizer, a partir da academia principalmente, que o racismo não existe.

Parabens pelo Blog e continue nos visitando.

PermalinkPermalink 23.11.08 @ 12:34



Comentário de: regina

Racismo "nao" existe no Brasil enquanto os negros estejam invisiveis, limpando o chao, os banheiros, etc. A partir do momento que saiam dessa regra tacita e se tornem visiveis (atraves de casamento, ou qualquer outro fator), a coisa muda de figura. Alias, racismo nao existe para os brancos, porque para os negros existe diariamente.


PermalinkPermalink 23.11.08 @ 18:10



Comentário de: Kitagawa

"Mas tu não achas que pode ocorrer o preconceito de uma empresa desmerecer o diploma de um cotista?"

Acontecer, pode acontecer. Mas quem disse que acontece ou que vai acontecer? Tem algum caso realatado? E mais: o "racismo" posterior e HIPOTETICO dessas tais empresas jsutificaria então a não adoção das cotas? O negro estaria melhor nem entrando na faculdade já que ele SUPOSTAMENTE será discriminado posteriormente? Lembrando que teoricamente, se o sujeito se formou, quer dizer que passou por todas as provas e está habilitado para exercer a profissão.

PermalinkPermalink 23.11.08 @ 22:34



Comentário de: Kitagawa

Justamente na FOlha de hoje:

Elio Gaspari
"Quando a Casa Grande falava sozinha e a Senzala não votava, o Brasil tornou-se o último país livre das Américas a abolir a escravatura.
As políticas de ação afirmativa foram condenadas porque acordariam o gênio do racismo. Não acordaram. (Nada de novo. No século 19 o barão de Cotegipe avisava: "Brincam com fogo, os tais negrófilos".) As cotas criariam constrangimentos, levando alunos negros mal preparados para os cursos universitários. Não criaram. (Parolagem antiga. Em 1885, combatendo a libertação dos sexagenários, o deputado Olimpio Campos advertiu: "Não é humanitário, não é civilizador libertar escravos velhos".)
Entre 2001 e 2008, 52 mil vagas foram oferecidas em 48 escolas que adotaram políticas de ações afirmativas em benefício de alunos da rede pública, negros e índios. Passaram-se sete anos e até hoje não apareceu um só episódio ou estudo relevante capaz de desqualificar essas políticas."

PermalinkPermalink 23.11.08 @ 22:36



Comentário de: Kitagawa

Mais:
"Filho de um encarregado de uma fábrica de fósforos e de uma lavadeira que tirava água do poço porque não havia água encanada na rua em que viviam, em Osasco, Bueno é diretor numa empresa que contraria os números. No Bradesco, ele diz, 14,3% dos cargos de chefia são ocupados por negros. Não há nenhum tipo de ação afirmativa no banco. E nem precisa, de acordo com o diretor de RH. "Basta não ter preconceito que os negros chegam aos cargos de chefia."

PermalinkPermalink 23.11.08 @ 22:39



Comentário de: Kitagawa

Ok, parece que as cotas funcionam, mais do que preconizam algumas pessoas. Mas resta a questão: não é injusta para com os brancos? Nem sempre. Eu acho que um negro pobre que estudou em escola publica e tira 6 merece muita mais a vaga que um branco de classe média que estudou num boa aprticular e tirou 7. O primeiro com certeza é um sujeito muito mais capaz e sagaz que o outro, relativamente um mediocre. É claro, o problema fundamental continua sendo a qualidade do ensino publico, etc. Não é a solução ideal, mas resolve alguma coisa e até onde eu sei, tem funcionado bem. Veremos.

PermalinkPermalink 23.11.08 @ 22:51



Comentário de: mauro tatini · http://mtatini.blogspot.com

alex, só hoje a cintia me falou sobre o que voce escreveu (cotas - law & order) - eu assisto L&O de monte, confesso, mas ainda não vi esse. Estava me referindo a algo que li nos jornais/revista entre 94 e 96 (o melhor que posso fazer - lembro que era casado na época com uma atriz americana, e a gente leu isso na time ou NYTimes, ou qualquer outro - lembro de termos comentado sobre isso, mas nao lembro a fonte - my bad) - law & order sempre foi baseado em casos que entram nas cortes daqui - na maioria das vezes só o caso (nao o desenvolver do mesmo), às vezes a coisa toda. Vou ver se acho esse episódio.
No mesmo assunto, cotas "EUA" X cotas "Brasil": fica praticamente impossível de se comparar o assunto - aqui (EUA) o teu histórico escolar inteiro é usado pra que voce seja aceito ou não em uma determinada faculdade. Um painel decide cada matrícula. Nesse caso, as cotas até fazem sentido, embora eu conheça uma multitude de negros - incluindo Alice Walker (passei a noite na casa dela, quando a filha (rebecca) me levou lá;) que seja contra as cotas por acharem que é um desserviço à comunidade. Mas no Brasil, cotas são totalmente sem sentido, já que usamos o formato "vestibular": eu posso passar como último da minha classe, repetir várias vezes, me formar com 40 anos, não importa: se eu estudar bastante, e passar no vestibular ENTRE OS CANDIDATOS MAIS BEM COTADOS/PREPARADOS PARA AS VAGAS, eu entro nessa faculdade. Ninguém vai me impedir DEPOIS que eu consiga a nota suficiente. Por isso, cotas pra que? Qualquer pessoa com vontade (QUALQUER!) estuda e passa no vestibular. Não passou? Não estudou o suficiente. Não consegue, mesmo estudando muito? Não tem "what it takes". Nem todo mundo é material pra curso superior - branco, negro, amarelo, verde, rosa - não importa.
Eu estudei no Dante Alighieri com minhas tres irmãs. Todos criados da mesma forma, família italiana de são paulo, segunda geração. Eu sempre "usei" bem o sistema do Dante, um colégio (na época, não sei hoje) que não usava múltipla escolha, tudo era dissertativo. Não estudava, mas aprendia nas aulas, e bem. Minha irmã mais velha precisava estudar sem parar pra poder passar direito - e passava entre as primeiras, como eu. Minha irmã do meio ficou pra trás, repetiu duas vezes. NUNCA conseguiu passar no vestibular da USP. Acabou cursando Moji das Cruzes, onde entrou "raspando". Não concluiu o curso.
Será que ela devia se valer de cotas? Pra oriundi, filhos de italianos que vieram trabalhar pesado no Brasil? No "país" dela (minha casa) todos eram tratados iguais, comiam a mesma comida, estudavam no mesmo colégio, tinham o mesmo tempo livre, etc. Ela ficou pra trás, PORQUE NAO É MATERIAL PRA ESTUDO SUPERIOR. Nada errado com isso. Ela é super feliz hoje na vida dela, talvez mais feliz que minha irmã mais velha, que fez pós-graduação nos Estados Unidos. Voces acham que seria certo se meu pai fosse comprar uma vaga pra minha irmã em alguma faculdade, só pra ela não se sentir a "burrinha" da família?

Outra coisa: toda vez que se fala "as pessoas que insistem que no brasil nao existe racismo, que é uma questao economica" voce tá tirando o mérito da questão. No brasil existe sim racismo, como em todos os países DO MUNDO. O problema é que o classismo, o "have and have-nots" é tão maior e mais acentuado, que esse problema deveria ser tratado com mais importancia, ao invés de mascarar isso, e dizer que "não, é racismo mesmo", e terminar a discussão aí. No Brasil é bonito "almejar dinheiro". É politicamente correto. Ostentar então, mais ainda. Tem mais X5 na noite paulista do que pelas ruas de NY - aqui é transporte de luxo, mas transporte. Tanto que o VW Touareg custa tanto (ou mais em alguns casos) que o BMW X5, e tem quem prefira, e compre. Não existe o "ah, mas eu TENHO que andar de BMW!!!". No Brasil, a classe que anda de X5 PREFERE pagar o absurdo que cobram com frete e importação (dava pra comprar uns 6, aqui) pela exclusividade de andar com um carro que automaticamente diz "eu sou melhor que voce, pois tenho grana". Aqui isso não teria graça: se eu juntar grana por um ano, eu compro um X5. Pior: eu trabalhei como messenger (office boy) quando me mudei pra cá em 93. No ano de 96 eu fiz o suficiente pra comprar um X5 e sobrar grana - COMO MESSENGER. Já pensou se office boy do Brasil pudesse comprar X5 juntando o salário de 5 anos? ninguem mais ia querer esse carro.
ESSE é o grande problema. O nosso problema é Daslu.

PermalinkPermalink 24.11.08 @ 05:45



Comentário de: Andre Kenji · http://www.andrekenji.com.br/weblog

A diferença é que no Brasil neguinho que passa na USP tem almoço subsidiado, estudos grátis, inclusive se quiser fazer três cursos. Nos EUA se você quiser faculdade tem que se encher de dívidas.

PermalinkPermalink 25.11.08 @ 00:23



Comentário de: gruponsepr · http://gruponsepr.wordpress.com

Olá Alex,

Suas postagens sobre o tema são bastante interessantes. A pequena demora em liberar a publicação de seu comentário (22/11) no blog do grupo se deu porque não chegou a notificação para que ela fosse liberada.

Caso ache interessante, poderia passar-nos uma descrição do seu blog e das discussões que vem promovendo, assim podemos divulgar numa postagem.

Abraço

PermalinkPermalink 27.11.08 @ 23:31



Comentário de: João

Excelente é a metáfora de Roberto Campos lembrando que estatísticas são como a minissaia. Mostram muito mais escondem o essencial.

Mesma escolaridade? Tanto quanto entre alguém formado no Fundão ou na "UniFundodeQuintal".

Precisa ter muita ingenuidade para acreditar que o patrão olhou prum negão e por um lourão com a mesma aptidão e resolveu pagar mais o lourão por seu racismo disfarçado.

Quem pensar além do peconceito politicamente correto vê que, na verdade, mesmo grau de escolaridade está longe de significar mesma qualificação. Já que as qualidades das instituições nõ são iguais.

A única faixa em que isso acontece - a dos analfabetos, justamente porque não há escolas para serem melhores ou piores, é, nada por acaso, aquela em que a diferença entre "brancos" e "negros" é ínfima.

PermalinkPermalink 28.11.08 @ 02:18



Comentário de: Alex Castro Email

versão resumida do comentario acima do joão: "nao existe racismo, os negros não são contratados e, quando sao, ganham menos, pq sao burros e estudaram (quando estudaram) nas faculdades erradas"

PermalinkPermalink 28.11.08 @ 03:41



Comentário de: Bernardo

É a primeira vez que estou observando uma grande concentração de bobagem.Racismo evoca raça. Eu fico aqui pensando: O ser humano tem raças distintas?

PermalinkPermalink 28.11.08 @ 19:23



Comentário de: Alex Castro Email

bernardo, a resposta é não. mas isso nao quer dizer raça se os seres humanos de pele mais escura consistemente se fodem comparados aos de pele clara...

PermalinkPermalink 28.11.08 @ 19:32



Comentário de: antonio jesus silva

REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA !
A COMUNIDADE NEGRA AFRO-LATINA BRASILEIRA
APOIA E É SOLIDARIA AO POVO PALESTINO.VIVA A PALESTINA!
Viva! Chàvez! Viva Che!Viva! Simon Bolívar! Viva! Zumbi!
Movimento Chàvista Brasileiro

Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo estes afro-ameríndios descendentes vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosa quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.
Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar a história dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Osvaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam. Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King, Viva Osvaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores e Trabalhadoras dos Brasil e de todos os povos irmanados.
O.N.N.QUILOMBO –FUNDAÇÃO 20/11/1970
quilombonnq@bol.com.br

PermalinkPermalink 18.04.09 @ 23:49



Comentário de: Fetiche com negros · http://www.trocacasais.com.br

Gostaria apenas de comentar nosso caso:
Nosso fetiche que tanto nos deu excitação em nossa cama, passou do imaginário ao real, de forma tão excitante, que nós não paramos mais de fazer Troca de Casais.
Hoje a gente vive muito mais feliz e somos mais amigos/amantes que antes.
Somos um Casal LIberal de São Paulo e temos anúncio e perfil em:
http://www.portalbl.com/luaesol

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Mulher de Um Homem Só

 Obras Completas Sigmund Freud: Edição Standard - 24 volumesObras completas de Freud, de R$960, por R$399

Um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor. Nosso assunto são as várias prisões que acorrentam o homem, como ambição, verdade e medo. Dê sua opinião!


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Meus Livros à Venda:

  • Radical Rebelde Revolucionário
  • Onde Perdemos Tudo, por Alex Castro

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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
  • 39. Levi, Primo. É Isto Um Homem? [Itália, 1946] Jun.
  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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