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Alguns Números do Racismo

Minha alma mater, a UFRJ, lançou mês passado o seu Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil. Para quem duvida que exista racismo no Brasil, ou para quem tem sede de números, dados e gráficos, está tudo lá, atualizado até 2007.

Você pode fazer o download da versão integral ou só das conclusões gerais. Para mandar para seus amigos estrangeiros, as conclusões também estão disponíveis em inglês.

 Casa-Grande e Senzala  especial Obama

* * *

Para os preguiçosos, os textos abaixo fazem um resumo das principais conclusões do Relatório:

- Podem ser menores as diferenças? - Relatório da UFRJ aponta para a diminuição das desigualdades sociais e raciais no país (fonte: jap)

Segundo o relatório, a incidência de homicídios entre a população jovem, especialmente na faixa etária de 15 a 24 anos, assumiu características de epidemia – destacando o aspecto de raça/etnia – elevado número de jovens negros morto – e gênero, essencialmente sexo masculino. Enquanto na mesma faixa etária, os óbitos dos jovens brancos por causas externas têm fundamento nos acidentes de trânsito, entre os negros, a causa está n violência. O índice de homicídio de 1995 para cá aumentou 46,3% e atualmente 54,4% dos assassinatos vitimam jovens pretos e pardos.

As mulheres negras e pardas morrem mais de parto e das práticas ilícitas de aborto clandestino. Da morte de jovens mulheres, 50,6% é por conta da feitura do aborto em condições precárias. Também são elas que engravidam mais na adolescência (46,5%), demonstrando o fato de que as mulheres pretas e mestiças têm menor acesso às intervenções de controle de natalidade.

Todo esse quadro reflete e é conseqüência do descompasso sócio-econômico entre as raças no Brasil. Na pirâmide social, 26,5% de brancos fazem parte das classes mais ricas, detentora de uma significativa fatia da riqueza nacional. 78% dos pretos e pardos compõem a população pobre do país, sendo que 18,8% dos negros vivem abaixo da linha de pobreza. Apenas 8% de indivíduos brancos estão nessa posição.

 Racismo à Brasileira: uma Nova Perspectiva Sociológica Escravos, Os

- Desigualdades de rendimento entre brancos e negros cai no Brasil (fonte: bbc)

Mesmo com a diminuição das desigualdades nos rendimentos, segundo o estudo, brancos e negros brasileiros têm diferenças sociais que fazem com que eles vivam como se estivessem em países distintos. Segundo o estudo, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano, criado pela ONU para aferir a qualidade de vida das populações) de pretos e pardos no Brasil é de 0,753, comparável a países como o Irã e o Paraguai, que são considerados pela ONU como países de médio Desenvolvimento Humano. Já os brancos brasileiros vivem em condições que correspondem a um IDH de 0,838, comparável ao de Cuba, considerado pelas Nações Unidas um país de alto Desenvolvimento Humano. (...)

Entre os 513 deputados federais eleitos em 2006, havia apenas 11 de raça ou cor preta, sendo 10 homens e uma mulher. Como pardos foram identificados 35, sendo 33 homens e duas mulheres. Em termos relativos, apenas 2,1% dos deputados eleitos eram pretos e 6,8% pardos. Juntos, os dois grupos representam 9% da Câmara. No Senado a desigualdade é ainda maior. Em 2007, 76 dos 81 senadores (93,8%) eram brancos, enquanto somente quatro eram pardos e um preto, totalizando apenas 6,2% da casa.

Sobrados e Mucambos, de Gilberto Freyre Abolicionismo

* * *

- Escravos do Racismo (fonte: novae):

- De cada dez brasileiros pobres, seis são negros;

- A mortalidade infantil é 60 por cento superior entre as crianças negras;

- Uma negra, pobre, nordestina, moradora da área rural ganha, hoje, em média, um terço do que ganha um cidadão branco;

- No Brasil, os negros são quase três vezes mais atingidos pela insegurança alimentar do que os brancos;

- Entre os 10% mais ricos apenas 18% são negros (pardos ou pretos). Já na parcela dos 10% mais pobres, 71% são negros;

- 19% dos negros e 11% dos pardos ou mulatos já se sentiram discriminados por causa da cor em alguma situação relacionada ao trabalho;

- 37% dos negros e 25% dos pardos ou mulatos afirmam que se sentiram discriminados ao procurar por trabalho, e citam a rejeição pura e simples, o fato de a vaga ser destinada a pessoas de uma determinada cor e a obrigatoriedade de declarar a cor no momento de preenchimento de ficha;

- 24% dos pardos e mulatos e 14% dos negros afirmam ter sido vítimas de piadas ou insultos no trabalho em virtude da cor;

- 9% dos negros foram acusados de roubo ou reclamam de serem vistos como ladrões;

- 13% dos negros não se sentem ou sentiram aceitos no grupo ou turma de trabalho;

- Os negros, que têm rendimentos, em média, de R$ 390,90, recebem em média 46% a menos do que os brancos, que ganham, em média, R$ 718,50 por mês. Já os pardos (rendimento médio de R$ 441,50) ganham 39% a menos do que os brancos. Essa diferença é verificada em todos os segmentos passíveis de análise, sem que importe a ocupação, o setor de atividade, a escolaridade ou as horas trabalhadas: os brancos ganham sempre mais do que negros e pardos.

 Caetana Diz Não: Histórias de Mulheres da Sociedade Escravista Ser Escravo no Brasil

* * *

Negros têm só 3,5% dos cargos de chefia (fonte: fsp)

Mercado de trabalho, 120 anos depois da Lei Áurea, oferece oportunidades restritas de ascensão na hierarquia das empresas. Preconceito e acesso limitado à educação são apontados como grandes barreiras para os negros, que são 49,5% da população. ... "O objetivo do levantamento é trazer uma informação inconteste. Geralmente, os gestores fazem uma avaliação mais positiva do que está acontecendo: 34% responderam sim, quando questionados se a proporção de negros no patamar executivo é adequada. Confrontados com dados objetivos, eles são obrigados a fazer uma reflexão." Na opinião de Gastaldi, isso é porque o brasileiro em qualquer assunto tem facilidade de fazer críticas no coletivo, mas não reconhece os problemas nele próprio.

 Utopia Brasileira e os Movimentos Negros Defeito de Cor, Um

* * *

Ações afirmativas e políticas de afirmação do negro no Brasil (fonte: comciência)

Segundo esses dados, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) o número de alunos brancos é de 76,8%, o de negros 20,3% para uma população negra no estado de 44,63%; na Universidade Federal do Paraná (UFPR) os brancos são 86,6%, os negros, 8,6%, para uma população negra no estado de 20,27%; na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), brancos são 47%, negros 42,8% e a população negra no estado, 73,36%; na Universidade Federal da Bahia (UFBA), 50,8% são brancos, 42,6% negros e 74,95% a população negra do estado; na Universidade de Brasília (UnB ), são brancos 63,74%, são negros 32,3%, tendo o Distrito Federal uma população negra de 47,98%; na Universidade de São Paulo (USP), os alunos brancos somam 78,2%, os negros, 8,3% e o percentual da população negra no estado é de 27,4%. Vê-se, assim, que o déficit produzido por essas diferenças é bastante desfavorável ao negro nos estados onde se encontram essas universidades: 24,33% na UFRJ, 11,67% na UFPR, 30,56% na UFMA, 32,35% na UFBA, 15,68% na UnB e 19,1% na USP.

 Racismo na História do Brasil: Mito e Realidade Psicologia Social do Racismo

* * *

Que alívio! Ainda bem que não somos um país racista! Imagina como esses números seriam piores se fôssemos!

* * *

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 Racismo: a Verdade Dói. Encare

 

15.11.08


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Glauber K

Olhando a proporção de negros e brancos nas várias universidades me veio em mente a questão das cotas.
Aqui no blog tem vários post sobre esse assunto mas até hoje não sei afinal se o Alex é a favor ou contra, já vi ele falando bem e mal dos dois. Aliás, não sei nem minha própria opinião, já fui contra, já fui a favor, daí mudei, voltei, virei preto, virei branco e agora sou a indefinível cor de brasileiro.

Quando entrei na federal do RS não havia cotas, mas elas foram adotadas dois anos depois e eu tive a sorte de ver como foi a "transformação" do ponto de vista do aluno.
Antigamente chegava a ser engraçado, tinha mais loiros de olhos azuis que negros. Lembro que contei que dos 60 alunos da minha turma de Eng. Mecânica eram 5 loiros (de olhos azuis) e apenas 1 negro, que era negro nos padrões americanos porque na real ele era um mulato quase branco.

Com as cotas, a primeira grande diferença é que as fisionomias dos estudantes ficaram muito mais próximas do cotidiano, isso pode parecer banal, mas tu não tens idéia do impacto.

Esqueci de mencionar que dos 60 alunos da mecânica só duas eram mulheres, claro que isso é por outros fenômenos, mas só imagino o impacto que será o dia que criarem cotas para mulheres na engenharia.

PermalinkPermalink 15.11.08 @ 06:05



Comentário de: leo · http://lmonasterio.blogspot.com

Alex,

Assim vc aumenta a confusao. Os dados que vc mostrou sao evidencia de desigualdade, mas nao de discriminacao. Uma pode existir sem o outro.
Para ver o tamanho da discriminacao no Brasil o esforco de analise eh bem maior. Sugiro uma coisa como:
http://www.anpec.org.br/encontro2007/artigos/A07A138.pdf
Ignore o que nao der para entender que os resultados sao acessiveis.


Leo.
PS. "alma mater"!!! Agora f*, americanizou de vez! :-)

PermalinkPermalink 15.11.08 @ 08:47



Comentário de: Eduardo

Alex, noto que você usa e abusa da vírgula em
seus textos. E como fica bom. É estranho, mas
não consigo usa-la de forma mais frequente,
sempre achando que o texto ficará um pouco
carregado. Abs.

PermalinkPermalink 15.11.08 @ 10:05



Comentário de: Alex Castro Email

mas, leo, qual é a confusao?

eu nao falei de discriminação em momento algum... estou sempre, sempre falando de racismo....

PermalinkPermalink 15.11.08 @ 11:16



Comentário de: Homero

A confusão entre desigualdade e racismo ocorre porque em nenhum momento o relatório da UFRJ diz que a desigualdade é causada porque os brancos exploram os negros ou que os brancos são racistas e os negros sofrem as conseqüências desse racismo. Não há como provar que há uma relação de causa e efeito entre desigualdade e racismo.

Quem acha que desigualdade implica racismo esta fazendo o seguinte raciocínio:

1. Brancos tem renda e anos de escolaridade altos.

2. Negros tem renda e anos de escolaridade baixos.

3. Se 1 e 2 ocorrem é porque Bancos discriminam Negros.

Do ponto do vista de metodologia científica não dá para passar do ponto 2 para o ponto 3. Está faltando algo que fundamente a afirmação 3.

PermalinkPermalink 15.11.08 @ 12:10



Comentário de: leo · http://lmonasterio.blogspot.com

Alex,
Antes de tudo, vc entende racismo no BRasil como:

1) A proposicao de que ha desigualdade social entre as "racas"
2) A proposicao que a desigualdade social entre as racas se dah por discriminacao atual contra os "negros"
3) A proposicao de que a sociedade brasileira considera que os "negros" sao inferiores aos "brancos".
4) ?


PermalinkPermalink 15.11.08 @ 15:27



Comentário de: Maurio

Quem ver os Estados Unidos da America (EUA) como uma verdadeira democracia, e tendo um negro como presidente da republica; não imaginam quanto sangue de negros e simpatizantes da causa foi derramado. Os negros norte-americano para chegar na universidade também tiveram que usar por algum tempo o sistema de cotas; a questão do racismo no EUA é que lá e declarado e aqui e velado.
Neste espaço não dar para fazer uma analise da questão sociologia, antropologica e historica do negro no Brasil, no entanto a historia lhes deve muito.

PermalinkPermalink 15.11.08 @ 15:45



Comentário de: Maurio

Correção: onde lê, sociologia; lêia-se sociologica

PermalinkPermalink 15.11.08 @ 15:47



Comentário de: leo · http://lmonasterio.blogspot.com

Homero,
Dah para concluir que os "brancos" discriminam os "negros" se vc mostrar que individuos estatiscamente identicos, exceto pela cor da pele, tem ganhos diferentes. O paper que eu citei traz evidencias de que isso ocorre no Brasil.
O meu ponto eh que se as desigualdade por cor, discriminacao e racimsmo sao problemas diferentes. Cada um tem que ser combatido com um instrumento distinto.
Imagine, por exemplo, que todo o racismo desaparecesse da sociedade brasileira em um passe de magica. Ou seja, ninguem mais julgaria alguem por sua cor. Teriamos uma sociedade sem racismo nem discrininacao. Mas "negros" e seus filhos por muitas e muitas geracoes continuariam em situacao pior do que os brancos. Apenas pelo motivo que a mobilidade intergeracional estah longe de ser perfeita.

PermalinkPermalink 15.11.08 @ 16:15




"O objetivo do levantamento é trazer uma informação inconteste"

Eu ia justamente dizer que nao ia demorar muito pra alguém vir dizer que os números nao sao incontestes. Mas nem precisa.... :-)

PermalinkPermalink 15.11.08 @ 16:23



Comentário de: alex castro

Leo

"Antes de tudo, vc entende racismo no BRasil como:

1) A proposicao de que ha desigualdade social entre as "racas"
2) A proposicao que a desigualdade social entre as racas se dah por discriminacao atual contra os "negros"
3) A proposicao de que a sociedade brasileira considera que os "negros" sao inferiores aos "brancos".
4) ?"

nenhuma das tres.

a 1 eh meio que obvia e auto-evidente.

para a 2, eu responderia: nao soh por isso.

para a 3, eu responderia: em grande parte, sim.

PermalinkPermalink 15.11.08 @ 16:29



Comentário de: leo · http://lmonasterio.blogspot.com

Nao, Alex, nao perguntei com que afirmacoes vc concorda e sim o que vc entende por racismo.

PermalinkPermalink 15.11.08 @ 17:58



Comentário de: juli

Bom o que ainda na minha opinião não foi pesquisado, ou se foi, não tive acessso aos dados ,é a discriminação que o negro e o pardo faz entre si. Acho que se somos maioria, em estados como a bahia e rio de janeiro a que se perguntar por quê e se realmente há essa discriminação.

PermalinkPermalink 15.11.08 @ 18:16



Comentário de: Marcio E. Goncalves

Hum...historia demografica e similares disciplinas humanas dmeograficas sao sempre um assunto polemico. Enquanto eu mesmo ja usei dados assim para argumentacao em papers, tambem eh claro que eh facil tirar qualquer numero da cartola com um pouco de habilidade e usa-lo fora do contexto ou como base para um argumento furado.

O fato dessa pesquisa usar o pressuposto (o que era minha discussao com a D) de que os "pardos" sao necessariamente negros ou afro-descendentes para mim ja a desqualifica na discussao. Afinal se estamos falando de racismo contra negro, temos que separar os mesticos de outras racas)

Mas mesmo nao sendo assim, me parece que vc vestiu a camisa de uma linha de raciocinio comum aqui nos EUA e que eu acho bem nada a ver: a de que a desigualdade de "resultados" eh diretamente correlata a racismo.

Normalmente o argumento eh na base do "tal populacao eh "tanto%" do total, mas so possui "numero menor que tanto"% dos cargos de chefia, cadeiras de universidade, etc..."

O resultado obvio disso eh que se levar isso ao extremo, para tudo teriamos que contar a populacao e dividir TUDO proporcionalmente (nao, nao, vc nao pode entrar na faculdade, pq ja temos nossos 7% de negros e vcs sao 7% da populacao!), caso contrario tem RACISMO e DISCRIMINACAO rolando.

O resultado disso sao textos imbecis como o que foi publicado na Newsweek semana passada, pela Anna Quindlen, onde ela argumenta que, sendo as mulheres 50% da populacao e sendo as CEOs mulheres apenas 20%, isso eh um obvio caso de machismo e opressao!!!

Voltando ao Brasil, racismo e preconceito tem relacao com esses numeros? Sim, mas menos, bem menos do que seu argumento passa, pelo menos em termos de racismo atual como causador dessa desigualdade.

Para mim a situacao especifica dos negros (negros, nao o sacolao generico de 42% de pardos) eh resultado dos anos de escravidao, da libertacao frouxa sem reparacao, seguida de anos de tentativas governamentais de branquear o Brasil com imigrantes (os descendentes de imigrantes, que bradam que seus ascendentes sofreram aqui tb, esquecem que os imigrantes vieram p/ ca em um contexto bem racista, na tentativa de branquear ou susbstituir os negros).

Ou seja, tudo isso inclui racismo, mas estamos falando aqui de racismo historico somado a politicas racistas governamentais que impediram os negros de terem uma base cumunitaria, familiar, cultural e financeira solida.

Mas se estamos pensando em termos de agora, 2008, duvido muito que essa situacao se perpetue so pq "malvados racistas nao contratem negros".
Acho que tem mais a ver com "Negros nao sao contratados pois nao possuem a educacao e credenciais necessarias aos cargos, pois nao possuiram oportunidades para conseguirem tais".

Ja imagino vc pensando "Ah-ha, tolinho, isso eh racismo tambem!" Bom, para mim nao eh, ja que nao compro a visao norte-americana de racismo (onde eh racismo resultados diferentes, mas nao eh racismo as racas viverem em guetos separados. Aff...). Para mim eh resultado de uam situacao historica com consequencias que se perpetuam atualmente.

Unicas situacoes onde os negros sao realmente discriminados aqui no Brasil em termos de contratacao sao aqueles onde o "visual" da pessoa eh importante (lojas de moda, atrizes, modelos, etc...) nesse caso rola isso, mas eu acho que aquela discussao que tivemos do preconceto estetico - mas essa eh uma questao que ambos os lados (a galera do "tem racismo sim, PIOR que nos EUA" e a galera do " So tem preconceito economico") ignoram ou nao aceitam.


PermalinkPermalink 15.11.08 @ 18:30



Comentário de: Glauber K

Ae eduardo, como sempre as respostas fora do tema do post são mil vezes mais legais que as discuções.
Acho que o Alex usa as virgulas na proporção padrão da nossa lingua, no entanto(,) acho que o português tem vírgulas em excesso e me admiro que alguém goste delas.

No espanhol elas são muito menos usadas e escritor bom mesmo usa a vírgula como um recurso de leitura e não como uma regra abobada.
O grande engano da virgula é achar que ela serve para "dar uma pausa pra respirar"(,) como dizia minha professorinha da escola.

PermalinkPermalink 15.11.08 @ 18:55



Comentário de: Josi

O Brasil é um país racista, melhor dizendo, extremamente racista e segregador, porém, trata-se de uma população hipócrita incapaz de assumir sua posição, ao contrário do que ocorre em outros países onde o racismo é explícito.
Sou negra e cursei Direito mas nunca consegui um estágio nos escritórios de advocacia, conclui o curso em 2001, o meu curriculum despertava a atenção dos selecionadores, mas no momento da entrevista eles me olhavam e perguntavam com aquela cara estupefata "é você a fulana de tal"? era uma pergunta idiota já que tinham o meu curriculum em mãos mas a verdade é que não esperavam uma negra para concorrer a vaga e a conclusão é que nunca fui aprovada nestas entrevistas, e sinceramente não sou nenhuma ignorante e conhecia as minhas aptidões.
Conclui a faculdade sem nunca ter estagiado e isso atrapalha a inserção do advogado no mercado de trabalho pois experiência é fundamental. Hoje, eu sou uma bacharel frustrada e completamente desencantada do Direito.
Aos que dizem que não há racismo no Brasil eu os desafio a nascer negros e pobres e talvez mulheres e aí descobrirão se há ou não racismo neste país.

PermalinkPermalink 15.11.08 @ 23:29



Comentário de: José Raimundo

Peço só que me responda:

Porque Pelé não reconheceu sua filha negra???
porque ele só casa com branca e loiras???
Porque o filho dele com tanto dinheiro e tudo para ser um cidadão de bem, ou um DOUTOR optou pelas drogas e trafico???
Porque ele não casou e permaneçeu casado com uma NEGRA PARA VALORIZAR SUA COR???

PORQUE O alexandre pires não valoriza as negras e só se relaciona exclusivamente com LOIRAS???

PORQUE NA BAHIA TERRA EXCLUSIVAMENTE DE NEGROS OU AFRO DESCENDENTE "NEGRO SÓ SERVE PARA VICE PREFEITO"???

PORQUE OS NEGROS SÓ VOTAM EM "BRANCOS"???

SOU DE SALVADOR TENHO 64 DE IDADE, CONVIVI NO MEIO DE NEGROS, SARARÁS, MULATOS, E TUDO QUANTO É RAÇA, QUANDO NÓS SAÍAMOS DO "BREGA" ALTAS HORAS DA MADRUGADA NOS DIRIGIAMOS PARA TUDO QUE ERA MERCADO LIVRE COMO 7 PORTAS , MERCADO DO OURO MERCADO DE SÃO MIGUEL, ONDE BEBIAMOS NO MESMO COPO COMIAMOS SARAPATEL OU FEIJOADA NO MESMO AGDÁ COM AS MÃOS E EU SIMPLESMENTE NUNCA PERCEBI A COR DE SUA PELE. DE UNS TEMPOS PARA CÁ DETERMINADOS "OPORTUNISTAS DOUTRINADOS", COMEÇARAM A CRIAR O RACISMO EXPLÍCITO NO BRASIL. SE AUTO INTITULANDO (DEFENSOR DA RAÇA NEGRA NO BRASIL) MAS COM UMA "LOURA DO LADO.....
É MEU CARO SE EU FOSSE ENUMERAR OS NEGROS CONHECIDOS SÓ DO MEIO POLÍTICO E ARTÍSTICO QUE ABANDONARAM SUAS COMPANHEIRAS DE TEMPOS MAGROS PARA CONVIVER COM "LOIRAS DE FARMÁCIA" SERIA NECESSÁRIO UMAS CEM PAGINAS TAMANHO A4, EM LETRAS MINÚSCULA E TIPO 08.
VAMOS ACABAR COM O RACISMO DETERMINANDO QUE NOS DOCUMENTOS DE IDENTIDADES NÃO SEJA APOSTADO A COR OU ETINIA E SIM
"C I D A D Ã O" FULANO DE TAL!!!!!!!!!!!!

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 11:52



Comentário de: Alex Castro Email

O assunto judeus/holocausto pára agora. Esse assunto é perigoso, existem leis contra determinadas opiniões, a interpretação da lei é ampla, blogs já foram fechados e blogueiros penalizados por comentários de blogs. Então, chega. Podem discutir sobre isso à vontade, mas não em um espaço pelo qual sou legalmente imputável. Quem não gostou, passe no caixa com seu comprovante de renda e eu devolvo seu dinheiro.

Esse assunto está proibido. E quem proibiu não fui eu, foi a lei brasileira. Reclamem com seu deputado.

Comentários sobre isso serão apagados.

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 12:43



Comentário de: Alex Castro Email

José Raimundo,

A resposta a todas as suas perguntas é simples: pq o Brasil é um país racista pra caralho.

Obrigado por tantos excelentes exemplos sobre como funciona o racismo no Brasil.

Gostei do detalhe de que vc bebia no mesmo copo que essas pessoas cuja cor vc nem reparava. Perfeito.

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 12:51



Comentário de: Ediney

Não adianta criticar se é racismo ou é desigualdade social. O que tem que ser feito é uma educação de qualidade a partir das bases até o ultimo ano nas faculdades. Assim acaba todo tipo de preconceito e/ou racismo. Apenas a educação eleva o nível das pessoas a patamares desconhecidos.

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 12:55



Comentário de: Cyntia

Alex,

Fiquei na dúvida agora. Eu entendi perfeitamente suas razões pra apagar meu comentário. Vc não tem mesmo que ficar arcando com ofensas e afins que aparecem nos comentários do seu blog. Já vi discussões sobre esse tipo de punição no blog do Inagaki e sei que elas existem.

A dúvida é: mesmo sendo um comentário a favor do povo doravante denominado X, poderia ser considerado ofensivo e causar problemas pra vc? Ou a mera menção ao povo X é passiva de punições?

Estou na dúvida pq já vi arranca-rabos muito piores no blog do Pedro Doria, onde ele posta e discute abertamente a situação do povo mencionado.

Como funciona a legislação a respeito? Onde posso encontrar exemplos?

Isso tudo é muito triste, pq num futuro próximo, num exercício de extrapolação, até mesmo a discussão que se faz aqui sobre o racismo no Brasil pode ser considerada ofensiva e proibida.

Como diz um amigo meu: "Mêda!".

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 13:16



Comentário de: Alex Castro Email

Cyntia,

a lei pode ser, e jah foi, interpretada de forma bem ampla. mesmo q os comentarios atuais sejam bem comportados, os proximos podem nao ser. esse assunto é particularmente problematico. não é o tema do post. o pedro doria tem costas muito, muito mais largas do que eu e pode se dar ao luxo de correr riscos que eu nao posso.

acho que o assunto é importantissimo de ser tratado - mas nao aqui.

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 13:20



Comentário de: Cyntia

O comentário do José Raimundo me trouxe tb algumas dúvidas.

Meu filho, ao contrário de todas as expectativas, nasceu branco, branquíssimo, loiro, loiríssimo. Contra as expectativas pq o pai é do norte de Minas, família de traços sertanejos, as moças são perfeitas Gabrielas. Mas o menino saiu loiro, veja só.

As pessoas vêm me falar com espanto: "Mas ele é loiro!" Eu já respondo: "É que eu passo Blondor!" ou "O moço da tv a cabo é alemão.". Uma senhora ainda comentou: "Pq é que ele não tem olho azul?!", como se viesse no pacote.

Alguns falam como se fosse uma vantagem, uma dádiva, a loirice dele. Pensando bem, levando em conta o nosso racismo latente, talvez seja mesmo.

Enfim.

Dia desses eu olhava o cartão da criança que ele recebeu e que agora todo brasileirinho possui. Lá junto dos dados estava estampado Raça/Cor e as alternativas: branca, preta, parda, indígena, amarela.

Deixei em branco. Eu me recuso.

O menino é descendente de negros, índios xacriabás e maxacalis e alguns italianos famélicos. Eu vou tacar ali um "branco" e jogar pela janela toda a herança cultural dele?

Vou jogar fora o passado dele e da família do pai del em prol de uma suposta igualdade conquistada pela via da diferença?

Juro que me deu vontade de dar a resposta atribuída a Fernando Pessoa quando se viu diante da mesma questão. Raça? Humana.

Cor? Rosa! Mas é que ele ainda não toma muito sol.

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 13:32



Comentário de: Agnaldo

O preconceito no Brasil é econômico. As opor
tunidades devem ser iguais a todos, sem cotas,
sem discriminações. Se você não nasceu em um
berço de ouro, vá a luta, estude. O mundo não
é justo, vivemos em um mundo capitalista e quem
não busca seu lugar ao sol realmente é descri
minado. É um absurdo preconceito por côr,credo
ou opção sexual. Vale lembrar que pessoas que
se acham discriminadas por religião ou côr, as
vezes são discriminatórias com a opção sexual de
outras pessoas, ou vice-versa, no final acho
que não basta ser mulher, negro, homem, etc...
temos que ser mais generosos e com amor no cora
ção.

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 13:38



Comentário de: Alonso

Mais um artigo de um "negro profissional" tentando impor o fantasma da discriminação por cor (já que o conceito de raça entre os seres humanos foi derrubado cientificamente, deveria o autor do post saber disso). Bom para quem se esconde na ditadura do politicamente correto, se esconde na cor, religião, condição social, aptidão sexual etc. Hoje ninguém assume mais responsabilidade de nada, é a lei do banditismo e do pobrismo, que beleza!
Mas, tá certo, continue publicando essas asneiras enquanto tem tempo, o Ig já andou fazendo uma limpa nos "revolucionários da tuba", não sei nem porque deixaram um negócio desses na primeira página. Vai aproveitando, enquanto ainda tem um emprego, daqui esses idiotas não terão mais espaço, e não conviveremos mais com inversões de valores.

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 14:01



Comentário de: Alex Castro Email

"Pensando bem, levando em conta o nosso racismo latente, talvez seja mesmo."

talvez? sério mesmo que é talvez?

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 14:36



Comentário de: Juel Cevirino de Lara

O povo mais racista é o povo judeu, que ao entregar cristo para os seus dominadores ,na época os romanos, deram a desculpa de que não poderiam derramar sangue, com isso discriminando o Império romano supondo com isso que os Romanos eram os barbáros, o que ocorria na verdade era o contrário, os romanos eram a Nação mais culta e evoluida na época, que o diga o Corpus Iuris civile.

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 14:54



Comentário de: Elaine Duarte · http://www.entretantosentre.blobspot.com

Caro Alex,

li uma entrevista sua na internet e me interessei muito pelo seu trabalho. Sou mestre em Literatura pela UnB e estou trabalhando em um projeto de doutorado que envolve literatura e internet. Como você publica textos literários na net achei que seria interessante se eu pudesse manter contato com você. Caso você queira entrar em contato comigo, por favor, me escreva (naneduarte@hotmail.com).

Abraços,

Elaine

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 16:37



Comentário de: Marcio E. Goncalves

Pessoal do "racismo" eh so economico: nao eh. A insistencia nessa tecla batida eh que faz pessoas inteligentes como o Alex pularem para o outro lado da cerca e se agarrarem a posicoes igualmente radicais e nao aplicaveis a realidade brasileira.

Temos que analisar as nuances e diferencas do nosso racismo (ou seria colorismo? Tem um livro que usa esse termo, mas eu esqueci qual era. E acho que eh um termo que explica melhor o que ocorre no Brasil - e tb ocorre em paises asiaticos).

Dai sim da para passar para fase de problem-solving como a RioGringa sugeria.


PermalinkPermalink 16.11.08 @ 16:59



Comentário de: paulo

É preciso acabar com essa negação do racismo no páis. No dia em que o Brasil se assumir como uma nação racista e segregacionista, é que as coisas vão começar a melhorar.

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 18:23



Comentário de: leo · http://lmonasterio.blogspot.com

Vou ter que ficar fora da discussao, mas volto ao meu ponto inicial:
No Brasil existe desigualdade, discriminaçao e racismo contra os "negros . Mas sao tres problemas distintos:
- Desigualdade: pior situacao social dos negros (sem me perguntar a raza) essa eh resultado do legado da escravidao e pode ser combatida com cotas no ensino e melhoria geral da educacao.
- Discrimacao: individuos iguais em todas os aspectos relevantes sao trabatados diferentemente devido a cor. Solucao: lei e cotas no mercado de trabalho.
- racismo: crenca na inferioridade dos negros. Solucao: lei e educacao dos brancos para pararem de pensar e dizer m*.

Os numeros do Alex nao sao evidencia de racismo (que eu concordo que existe). Sao evidencias de desigualdade e, no caso dos relatos das pessoas que se sentiram prejudicadas por sua cor no mercado de trabalho, de discriminacao.

Fui!

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 18:32



Comentário de: paulo

E a propósito, muito me espanta um blog com uma pretensa crítica ao racismo estampar, de maneira apologética, pressuponho, capas de livro de um pensador reacionário como foi Gilberto Freyre, o qual foi o fundador desse mito tão daninho da "democracia racial". Quando é que o Brasil se diferenciou dos EUA na questão do racismo e da escravidão? Para Freyre, o Brasil sempre esteve à frente por ser um país da miscigenação e da tolerância. Estudos mais recentes, porém, mostram que os EUA sempre estiveram mais avançados nesse quesito, a começar pela abolição da escravidão 30 anos antes do Brasil e, mais recentemente, com a eleição de um presidente negro, coisa esta que, pelo cenário político brasileiro atual, vai demorar no mínimo 20 anos para acontecer. Para não falar no tema das ações afirmativas, as quais vem sendo discutidas agora no Brasil, quando nos EUA já vem sendo adotadas há 40 anos.
É preciso acabar com a apologia a esse autor reacionário ( Freyre) e lê-lo com a importância que teve nos anos 30, década na qual sua obra principal foi escrita. A academia valoriza demais esses "medalhões" retrógados e esquece de produzir estudos mais condizentes com a realidade atual.

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 18:41



Comentário de: Marcio E. Goncalves

Paulo, releia o fantastico post que o Alex escreveu sobre o Freyre.

E algo me diz que vc nunca leu o dito cujo. Me desculpe, mas eu nao levo a serio ninguem que usa a palavra "reacionario" (a nao ser por zoacao).

P.S. Antes do movimento de Civil Rights nos EUA, a situacao no negro no Brasil era sim melhor do que nos EUA.
Nunca ouve algo como as Jim Crow Laws no Brasil.

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 18:48



Comentário de: Ricardo

Segundo os dados apresentados por você, 54,4% dos assassinatos vitimam jovens pretos e pardos. Daí conclui-se que os jovens brancos representam os outros 45,6%, certo? E TU ACHA POUCO, MEU IRMÃO ????

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 19:23



Comentário de: paulo

Sabia que meu comentário iria despertar a ira dos seguidores da doutrina Freyre. Eu já tive muita dificuldade no meio acadêmico para criticar a obra de Freyre, considerado como um tabu inquebrantável e cujas obras são consideradas como verdadeiras bíblias pelos seguidores (ou seja, todo mundo). Na tese de doutoramento que fiz, ainda bem que consegui um orientador um pouco menos xiita que abriu a possibilidade de um releitura do freyrismo. Continuo considerando que Freyre teve um papel importante há 70 anos. Hoje, contudo, considerar sua obra como atual é, para dizer, ou cegueira histórica ou ignorância mesmo. Mas meu pensamento é minoritário pois a "Academia" brasileira continua bastante atrasada ( como aliás, sempre foi), valorizando autores já oblierados na Europa e Eua h-a 20, 30 anos. Talvez, então, daqui a 20, 30 anos, consigamos um pouco de luz que possa nos igualar à inteligetia americada da década de 80, 90 do século XX.

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 19:23



Comentário de: Alex Castro Email

Paulo,

leia meu texto sobre Freyre e depois a gente conversa melhor

http://www.interney.net/blogs/lll/2008/10/06/gilberto_freyre/

mas onde vc estudou?

pq quase todo mundo na academia que conheco nao gosta de freyre, pelos mesmos motivos que vc, e, em grande parte, por nao te-lo lido...

abracos...

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 19:33



Comentário de: paulo

Caro Mario, quanto ao termo "reacionário", não consegui achar outro para descrever um autor que morreu defendendo o autocracia militar dos anos 60, 70.

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 19:33



Comentário de: Ricardo

Segundo os dados do estudo apresentado por você, 60% dos pobres são pretos e os brancos representam 40% desses mesmos pobres. Duas perguntas:
1.Dado o nível de reclamação da comunidade negra, eu esperaria números piores, algo em torno de 80% dos pobres sendo negros. 60/40 é quase "pau a pau". Você, o que acha?
2.O que significaria igualdade racial para quem gosta desse tipo de estatística? 50% de pobres pretos e 50% de pobres brancos?

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 19:42



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"Eu já tive muita dificuldade no meio acadêmico para criticar a obra de Freyre, considerado como um tabu inquebrantável e cujas obras são consideradas como verdadeiras bíblias pelos seguidores (ou seja, todo mundo). "

Curioso, quando vc se formou? Eu me formei no ano passado e meu problema era exatamente o contrario: Freyre tratado como o capeta que nao pode ser citado sem um gigantesco disclaimer. E normalmente tal posicao por pessoas que nunca se deram ao trabalho de ler a obra dele.

Concordo com vc - ele foi importante em seu tempo e agora tem que ser lido com a devida perspectiva historica.


PermalinkPermalink 16.11.08 @ 21:23



Comentário de: Marcio E. Goncalves

Paulo,

O problema eh que 90% das pessoas que usam o termo reacionario defendem OUTRAS autotocracias totalitarias militares - Cuba, antiga URSS, Corea do Norte, etc...

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 21:24



Comentário de: Breno Kümmel

"54,4% dos assassinatos vitimam jovens pretos e pardos. Daí conclui-se que os jovens brancos representam os outros 45,6%, certo? E TU ACHA POUCO, MEU IRMÃO ????"

Fala-se de porcentagens de assassinatos em geral, não assassinatos entre jovens. Então os 45,6% que sobram é para todas as outras idades, todas as outras cores.

PermalinkPermalink 16.11.08 @ 23:43



Comentário de: Narcizo Filho

Reparando alguns comentários dos que mais são insistentes onde muitos se perguntam. Porquê o Pelé só se casa com Loiras? Porque existe discriminação entre os próprios negros?
Perguntas que não quer se calar, então eu pergunto. Repare a figura disposta ao lado direito logo abaixo do cabeçalho. alguma por acaso representa um negro em sua silhueta? Por acaso quando você foleia um encarte do seu banco lhe oferecendo plano de saúde, lá tem uma família negra estampada? No pote de margarina que você leva para a sua casa, a família alegre que aparece por acaso é negra? O cara que aparece guiando aquele carro importado ou aquele último lançamento por acaso é negro?
Se é dessa forma subliminarmente, quem merece o melhor plano de saúde? o melhor carro? a melhor casa? Então porque você pergunta porque o negro se alto discrimina ou porque quando o negro ascende, acaba por procurar uma loira?
Oras, quem é que estampa as capas de revista de moda? Que fica de frente com os carrões na feira do altomóvel? isso precisa ser respondido.
Existe uma escala social onde o negro se é mantido na base. e quando você sai desta,logo procurará aquilo que está reproduzido na sua mente que são as pessoas que representam tudo aquilo que é bom e esses não são os negros! O fato de o negro se alto discriminar, talvez seja uma fuga de não queres ser ruim. isso afirmado e construido por um poder racista e que pegou. Dessa forma como somos um povo muito mau informado, mal educado e orientado, fica mais fácil aceitar toda essa construção racista, ou mais difícil de se defender. Nós somos jogados ainda hoje uns contra os outros, darei um exmplo corriqueiro. É muto comum ouvirmos a tal frase. " Nossa mas ela é tão bonita, porque ela rouba? porque ela se droga? porque ela se prostitui? porque ela morreu?" e tantas outras coisas que ouvimos. Ao reproduzir isso o que é ser bonito? qual é o padrão de beleza neste país? Dessa forma quem não é bonito pode sofrer, pode morrer, pode apanhar. É isso que vemos a polícia fazer com os joven negros, negros, pardos morrendo nas ruas de miséira, de fome em plena cidade de São Paulo, e quem diz alguma coisa? Você já parou para pensar nisso? Ou você talvez nem enxergue essas pessoas ou as trate como um incomodo igual a todos outros?
É precisamos parar para pensar antes de acusr esse ou aquele!

PermalinkPermalink 17.11.08 @ 00:21



Comentário de: Marcio E. Goncalves

Porra, esse lance de ficarem questionando a vida do Pele eh ridiculo. Quer dizer que ele eh racista por catar loiras?

Ue, e as loiras nao sao racistas por catar negoes?

Nao me venham com essa de que elas so ficam com negros ricos. Em Curitiba qualquer moreno ou negro causa uma atracao inegavel nas polacas.

Fato que comprovo desde pequeno.

Para mim racismo eh limitar suas escolhas amorosas/sexuais a sua mesmo raca/cor/whatever.


PermalinkPermalink 17.11.08 @ 00:55



Comentário de: Andre · http://acimadedeus.blogspot.com

Ai, que piada.

Todo o seu texto, bem como todo o resto tem como base isso:
"- De cada dez brasileiros pobres, seis são negros;"

Realmente, se isso fosse verdade... Mas acontece que não é. Você mesmo, Alex, escreveu no passado sobre essa idéia ridícula de que se uma pessoa tem uma gota de negro, é negro. Não, não é. Filho de pai negro e mãe branca ou vice versa não é negro. Mas, para as estatísticas distorcidas dos demagogos, é.

53.8% da população declara-se branca. Apenas 6.2% declara-se negra. Isso é uma estatística do Brasil inteiro. Não é preciso ser muito perspicaz para ver que, regionalmente, os números podem ser diferentes (no Nordeste, beeeem mais pobre, é onde está a maioria da população negra). No Sul/Sudeste, beeeem mais ricos, está a maioria da população branca. É preciso ser muito inteligente pra perceber algo aí???

Portanto, que tal uma quinta hipótese? Os números que embasam a tese de raças simplesmente são falsos? Outra coisa que você já escreveu por aqui no passado: torcendo números, dá pra conseguir QUALQUER resultado estatístico.

PermalinkPermalink 17.11.08 @ 20:53



Comentário de: Luis

Andre,

"53.8% da população declara-se branca. Apenas 6.2% declara-se negra. Isso é uma estatística do Brasil inteiro."

Isso por si só não provaria que o brasil é um país racista?

Voce sabe que 6% está muito longe do percentual de negros no brasil. Mas claro, muita gente se classificou como "pardo", o que não é errado, porque miscigenação existe. Muito embora a maioria deles, como eu(filho de mae branca com pai negro) sejam vistos na sociedade como negros, tratados como negros, não como "pardos."

De qualquer forma, 6% de negros e 53% de brancos? O brasil é tão branco assim? Ou no brasil é melhor ser branco, ou até mesmo, em último caso, pardo?

PermalinkPermalink 17.11.08 @ 21:35



Comentário de: Andre · http://acimadedeus.blogspot.com

Luis,

Acho que racista é você, então. Ora, se apenas 6% das pessoas declara-se negra, você acha que é quem pra dizer que está errado? Eu sei? O que eu sei é o que a pesquisa disse. Ademais, pego trem todo dia em Santo André e desço na Moóca (antes ia até a Luz, mas agora tô mais perto). Ando bastante pela cidade. Na boa, vejo pouquíssimos negros (comecei a reparar depois desse tipo de discussão). A imensa maioria é branca e parda.

Você fala que "miscigenação existe" como se fosse a exceção, sendo que é exatamente o oposto.

Como assim, "tradados como negros"? Existe um tratamento para negros e um tratamento para brancos e um terceiro para pardos? Olha, na boa, honestamente, e já escrevi sobre isso, eu acho que existe preconceito contra gente mal vestida, isso sim. Quero ver quem não atravessa a rua quando vê um cara mal vestido branco. Já, por outro lado, quero ver quem ATRAVESSA a rua quando vê um negro com um terno caro...

Sobre seus finalmente: O Brasil não é tão branco, nem tão negro, nem tão nada assim. Agora, a cor da pele dos brasileiros, como o censo mostra, é essa aí... Maioria branca, um percentual considerável pardo, e uma minoria bem minoria negra. Mas, claro, pra militância que torce números pra provar seu ponto, o mundo só tem duas cores: o que não é branco é negro.

PermalinkPermalink 18.11.08 @ 01:00



Comentário de: Luis

Andre, eu nao disse que é errado. Leia o que eu falei..

"Existe um tratamento para negros e um tratamento para brancos e um terceiro para pardos?" Não, existe um tratamento para negros e para brancos.

Cara, voce acha que 50% da população são de europeus "puros"? O mais proximo da realidade nao seria uma população maior de pardos ou mestiços? Por que será que tem tanto brancos e pardos e tão poucos negros? Voce ja foi ao nordeste e outros estados do sudeste?

(seria bom vc responder no outro topico no topico "o brasil nao é um pais.." pra outras pessoas comentarem tambem)

PermalinkPermalink 18.11.08 @ 19:03



Comentário de: Andre · http://acimadedeus.blogspot.com

Luis,

Ok, estou respondendo lá...

PermalinkPermalink 19.11.08 @ 10:24



Comentário de: Meu Caralho

cade o grafico porra???????????//


PermalinkPermalink 20.11.08 @ 13:17



Comentário de: Alex Castro Email

teste

PermalinkPermalink 20.11.08 @ 16:49



Comentário de: quilombonnq

REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA !
A COMUNIDADE NEGRA AFRO-LATINA BRASILEIRA
APOIA E É SOLIDARIA AO POVO PALESTINO.VIVA A PALESTINA!
Viva! Chàvez! Viva Che!Viva! Simon Bolívar! Viva! Zumbi!
Movimento Chàvista Brasileiro

Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo estes afro-ameríndios descendentes vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosa quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.
Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar a história dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Osvaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam. Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King, Viva Osvaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores e Trabalhadoras dos Brasil e de todos os povos irmanados.
O.N.N.QUILOMBO –FUNDAÇÃO 20/11/1970
quilombonnq@bol.com.br

PermalinkPermalink 28.04.09 @ 02:56



Comentário de: Eduardo Felipe Lago · http://123456789

Eu acho que isso que tem no texto ta muito podre e voces enfiem o dedo no cu e cherem tá beleza porraaaaaaaaaaaaaaaaaaaa e dão o cú pra mim caralho da pohaa ;D Meu pau tem 54Cm ta beleza pra vcs ou querem mais caralho

PermalinkPermalink 03.08.09 @ 19:34



Comentário de: Eduardo Felipe Lago · http://123456789

Tua mãe fede muito nem quero mais comer ela ta beleza ;D Teu pai comeu o meu cuzinhoo bem pequenininhooooo ;D De o pau pra mim chupar pohaa :P
eu tinha arroz e comi o arroz e fiquei sem arroz, aonde ta meu arroz?

PermalinkPermalink 03.08.09 @ 19:38



Comentário de: Camila

"Também são elas que engravidam mais na adolescência (46,5%), demonstrando o fato de que as mulheres pretas e mestiças têm menor acesso às intervenções de controle de natalidade."

Não é a falta de acesso aos métodos de controle de natalidade que leva à gravidez na adolescência, mas sim o total desconhecimento e os mitos sobre os métodos anticoncepcionais e sobre o próprio corpo. Minha opinião é que esta estatística esteja mais ligada à classe social e, embora no Brasil ela se confunda muito facilmente com raça, pois os negros e mulatos consistem a maioria dos pobres, não sei se é legítimo fazer a afirmação da forma como está destacado acima. Para mim é meio falacioso...

PermalinkPermalink 09.09.09 @ 11:18



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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
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  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
  • 39. Levi, Primo. É Isto Um Homem? [Itália, 1946] Jun.
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  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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