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Minha alma mater, a UFRJ, lançou mês passado o seu Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil. Para quem duvida que exista racismo no Brasil, ou para quem tem sede de números, dados e gráficos, está tudo lá, atualizado até 2007.
Você pode fazer o download da versão integral ou só das conclusões gerais. Para mandar para seus amigos estrangeiros, as conclusões também estão disponíveis em inglês.
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Para os preguiçosos, os textos abaixo fazem um resumo das principais conclusões do Relatório:
- Podem ser menores as diferenças? - Relatório da UFRJ aponta para a diminuição das desigualdades sociais e raciais no país (fonte: jap)
Segundo o relatório, a incidência de homicídios entre a população jovem, especialmente na faixa etária de 15 a 24 anos, assumiu características de epidemia – destacando o aspecto de raça/etnia – elevado número de jovens negros morto – e gênero, essencialmente sexo masculino. Enquanto na mesma faixa etária, os óbitos dos jovens brancos por causas externas têm fundamento nos acidentes de trânsito, entre os negros, a causa está n violência. O índice de homicídio de 1995 para cá aumentou 46,3% e atualmente 54,4% dos assassinatos vitimam jovens pretos e pardos.
As mulheres negras e pardas morrem mais de parto e das práticas ilícitas de aborto clandestino. Da morte de jovens mulheres, 50,6% é por conta da feitura do aborto em condições precárias. Também são elas que engravidam mais na adolescência (46,5%), demonstrando o fato de que as mulheres pretas e mestiças têm menor acesso às intervenções de controle de natalidade.
Todo esse quadro reflete e é conseqüência do descompasso sócio-econômico entre as raças no Brasil. Na pirâmide social, 26,5% de brancos fazem parte das classes mais ricas, detentora de uma significativa fatia da riqueza nacional. 78% dos pretos e pardos compõem a população pobre do país, sendo que 18,8% dos negros vivem abaixo da linha de pobreza. Apenas 8% de indivíduos brancos estão nessa posição.
- Desigualdades de rendimento entre brancos e negros cai no Brasil (fonte: bbc)
Mesmo com a diminuição das desigualdades nos rendimentos, segundo o estudo, brancos e negros brasileiros têm diferenças sociais que fazem com que eles vivam como se estivessem em países distintos. Segundo o estudo, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano, criado pela ONU para aferir a qualidade de vida das populações) de pretos e pardos no Brasil é de 0,753, comparável a países como o Irã e o Paraguai, que são considerados pela ONU como países de médio Desenvolvimento Humano. Já os brancos brasileiros vivem em condições que correspondem a um IDH de 0,838, comparável ao de Cuba, considerado pelas Nações Unidas um país de alto Desenvolvimento Humano. (...)
Entre os 513 deputados federais eleitos em 2006, havia apenas 11 de raça ou cor preta, sendo 10 homens e uma mulher. Como pardos foram identificados 35, sendo 33 homens e duas mulheres. Em termos relativos, apenas 2,1% dos deputados eleitos eram pretos e 6,8% pardos. Juntos, os dois grupos representam 9% da Câmara. No Senado a desigualdade é ainda maior. Em 2007, 76 dos 81 senadores (93,8%) eram brancos, enquanto somente quatro eram pardos e um preto, totalizando apenas 6,2% da casa.
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- Escravos do Racismo (fonte: novae):
- De cada dez brasileiros pobres, seis são negros;
- A mortalidade infantil é 60 por cento superior entre as crianças negras;
- Uma negra, pobre, nordestina, moradora da área rural ganha, hoje, em média, um terço do que ganha um cidadão branco;
- No Brasil, os negros são quase três vezes mais atingidos pela insegurança alimentar do que os brancos;
- Entre os 10% mais ricos apenas 18% são negros (pardos ou pretos). Já na parcela dos 10% mais pobres, 71% são negros;
- 19% dos negros e 11% dos pardos ou mulatos já se sentiram discriminados por causa da cor em alguma situação relacionada ao trabalho;
- 37% dos negros e 25% dos pardos ou mulatos afirmam que se sentiram discriminados ao procurar por trabalho, e citam a rejeição pura e simples, o fato de a vaga ser destinada a pessoas de uma determinada cor e a obrigatoriedade de declarar a cor no momento de preenchimento de ficha;
- 24% dos pardos e mulatos e 14% dos negros afirmam ter sido vítimas de piadas ou insultos no trabalho em virtude da cor;
- 9% dos negros foram acusados de roubo ou reclamam de serem vistos como ladrões;
- 13% dos negros não se sentem ou sentiram aceitos no grupo ou turma de trabalho;
- Os negros, que têm rendimentos, em média, de R$ 390,90, recebem em média 46% a menos do que os brancos, que ganham, em média, R$ 718,50 por mês. Já os pardos (rendimento médio de R$ 441,50) ganham 39% a menos do que os brancos. Essa diferença é verificada em todos os segmentos passíveis de análise, sem que importe a ocupação, o setor de atividade, a escolaridade ou as horas trabalhadas: os brancos ganham sempre mais do que negros e pardos.
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Negros têm só 3,5% dos cargos de chefia (fonte: fsp)
Mercado de trabalho, 120 anos depois da Lei Áurea, oferece oportunidades restritas de ascensão na hierarquia das empresas. Preconceito e acesso limitado à educação são apontados como grandes barreiras para os negros, que são 49,5% da população. ... "O objetivo do levantamento é trazer uma informação inconteste. Geralmente, os gestores fazem uma avaliação mais positiva do que está acontecendo: 34% responderam sim, quando questionados se a proporção de negros no patamar executivo é adequada. Confrontados com dados objetivos, eles são obrigados a fazer uma reflexão." Na opinião de Gastaldi, isso é porque o brasileiro em qualquer assunto tem facilidade de fazer críticas no coletivo, mas não reconhece os problemas nele próprio.
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Ações afirmativas e políticas de afirmação do negro no Brasil (fonte: comciência)
Segundo esses dados, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) o número de alunos brancos é de 76,8%, o de negros 20,3% para uma população negra no estado de 44,63%; na Universidade Federal do Paraná (UFPR) os brancos são 86,6%, os negros, 8,6%, para uma população negra no estado de 20,27%; na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), brancos são 47%, negros 42,8% e a população negra no estado, 73,36%; na Universidade Federal da Bahia (UFBA), 50,8% são brancos, 42,6% negros e 74,95% a população negra do estado; na Universidade de Brasília (UnB ), são brancos 63,74%, são negros 32,3%, tendo o Distrito Federal uma população negra de 47,98%; na Universidade de São Paulo (USP), os alunos brancos somam 78,2%, os negros, 8,3% e o percentual da população negra no estado é de 27,4%. Vê-se, assim, que o déficit produzido por essas diferenças é bastante desfavorável ao negro nos estados onde se encontram essas universidades: 24,33% na UFRJ, 11,67% na UFPR, 30,56% na UFMA, 32,35% na UFBA, 15,68% na UnB e 19,1% na USP.
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Que alívio! Ainda bem que não somos um país racista! Imagina como esses números seriam piores se fôssemos!
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Atalho pra o formulário
Meu pau tem 54Cm ta beleza pra vcs ou querem mais caralho
Teu pai comeu o meu cuzinhoo bem pequenininhooooo
De o pau pra mim chupar pohaa 
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