Tudo foi tristemente previsível nessa tragédia: que a polícia seria incompetente, que a imprensa seria detestável, que uma menina de 15 anos seria irresponsável ("poxa, ela prometeu que só iria ficar na porta!"), que um machinho rejeitado e de arma na mão iria fazer merda, tudo. Uma tristeza. Pelo menos, os pais doaram os órgãos.
Na verdade, só houve uma surpresa realmente bizarra: ouvir o sequestrador fazendo referência a Otelo na última conversa com o negociador:
"- Que isso. O Douglas tava comentando que vocês iam sair dessa aqui e iam para as baladas.
- Não dá. Eu gostava dela e apareceu o Iago na vida dela e me fez olhar a vida de outra maneira. Eu não tenho vontade de ter mais ninguém, nem vontade de ter mais nem a Eloa. Eu tentava sair e me divertir, mas não dava. Cobra, mano, cobra e cobra.
- Todo mundo já passou por situação dessa...
- Eu não tenho mais sentimento nenhum. Eu sou um cara sem sentimento, um cara que tá vivendo sem coração. Manda invadir essa porra."
Updated
Na verdade, não há nada de surpreendente na história (a não ser, talvez, a capacidade do brasileiro de dar nomes esdrúxulos aos filhos): Iago era o nome de um dos reféns, namorado da Nayara.
Como comentou a Juliana Carpaz:
Lindemberg, Eloá, Nayara, Iago e Atos. Acho que todos os nomes desse caso foram trocados por motivos de segurança, mas não avisaram a gente.
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