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Não É Possível Pedir Desculpas

Semana passada, eu fiz a pergunta, e não era retórica: que desculpas você pediria a sua empregada doméstica?

Só uma pessoa respondeu. Publico aqui o texto enviado por uma amiga:

 Casa-Grande e Senzala Sobrados e Mucambos, de Gilberto Freyre

Não é possível pedir desculpas

Lúcia foi trabalhar na casa da minha mãe quando eu tinha oito anos – saiu quando eu tinha 28 e já nem morava mais lá. Durante esses vinte anos de trabalho doméstico ela nunca cansou de dizer que fora trabalhar lá por minha causa – e por minha causa permanecera.

Peço desculpas à Lúcia por tê-la deixado acreditar que eu era uma menina doce e gentil que a tratava muito bem. Porque a menina doce e gentil nunca se preocupou em saber como é que ela fazia para sobreviver e sustentar duas filhas com aquele salário mínimo que ganhava. E a menina doce e gentil, confortável na ilusão de amizade, não se constrangia em, na frente da Lúcia, negociar mensalidades com a mãe ou dizer o valor de presentes que ganhava – que em muito superavam a sua renda mensal. Aquela menina doce e gentil também não se preocupou em saber de que forma a cama e o quarto apareciam magicamente arrumados quando ela chegava da escola, nem em descobrir o percurso mágico que as roupas sujas faziam do banheiro até a gaveta, onde reapareciam misteriosamente limpas, cheirosas e passadas. Também se permitiu não perceber o que havia por trás da aparição da comida pronta sobre as travessas limpas da mesa de jantar. A menina tão doce e tão gentil nunca se constrangeu em deixar que Lúcia limpasse do banheiro os doces detritos de sua bundinha gentil. E não se incomodou em dividir com a “amiga” os seus problemas de mocinha de classe média: namorados, namorados e namorados. E não percebeu que ela também havia de ter seus probleminhas. Falta de dinheiro talvez? Ou cansaço físico pelas horas de transporte aliadas ao serviço pesado? Ou um fundo de infelicidade por viver a vida da menina doce e gentil na base da compensação imaginária? Porque será que Lúcia não dividiu com sua doce e gentil amiguinha as surras que tomou do marido?

Lúcia perdeu o marido assassinado a tiros, ganhou um neto de uma filha de quinze anos, mudou-se para o interior, ganhou outro neto quando a filha mais nova atingiu quinze anos também, virou evangélica e sustenta sozinha toda a sua família trabalhando em uma república de meninas que deixam suas calcinhas obscenas para ela lavar na mão. Todo ano, no meu aniversário, Lúcia me liga – e sonha em voltar a trabalhar para sua patroa gentil.

H.

Essa reflexão não é fácil. A gente precisa remexer em coisas que não gostamos de remexer, que estão quietinhas lá no passado. Mas também é uma pergunta importante para descobrirmos quem somos e quem queremos ser.

Como sabem, estou escrevendo um livro sobre domésticas e gostaria MUITO de ouvir a opinião de vocês: que desculpas VOCÊ pediria a sua empregada doméstica?

E, se você não tem desculpas nenhuma a pedir, se acha que não cabe a pergunta, que é uma relação profissional como qualquer outra, eu também gostaria de saber.

Para maior privacidade, se não quiserem deixar comentários, mandem emails.

Update

Comentou a leitora Aline:

Bem, Alex, quando vc faz a pergunta "que desculpas vc pediria a sua empregada?", parece que todas as pessoas tem ou pelo menos tiveram empregada em casa.

Olha, se eu perguntar "em qual candidato a presidente vocês votaram em 2002?", isso não quer dizer que eu acho que todo mundo votou pra presidente em 2002, mas que estou dirigindo minha pergunta somente a essas pessoas.

Se um blog lança a pergunta "quando foi a sua primeira menstruação?", eu não vou presumir que o blogueiro tonto acha mesmo que todo mundo menstrua!, mas que a pergunta foi dirigida somente às pessoas que de fato menstruam, o que não é o meu caso. Ou seja, vou ouvir a pergunta e já saber que não é comigo. Etc etc.

Empregadas e Patroas: uma Relação de Amor Meninas Domésticas, Infâncias Destruídas  Manual da Empregada Doméstica  Espancando a Empregada

 

20.10.08


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Comentário de: aline · http://ateaquitudobem.blogspot.com

Bem, Alex, quando vc faz a pergunta "que desculpas vc pediria a sua empregada?", parece que todas as pessoas tem ou pelo menos tiveram empregada em casa. Não é meu caso, nunca tivemos empregada na família. A maior parte de meus amigos também não tem empregada. Particularmente, não gosto da idéia de ter alguém que limpe minha bagunça e recolha meu lixo, porque acho que é responsabilidade minha, de lidar com a sujeira que eu produzo. Mas nem é esse o motivo pelo qual nunca contratamos uma, meus pais não tinham condições mesmo. E a falta de condições nunca deixou que se criasse a necessidade.
Mas, por outro lado, tem uma coisa: durante muitos anos minha avó fez as vezes de empregada em casa, cuidando dos netos e da casa toda, enquanto meus pais trabalhavam. E até hoje, o jeito dela de nos agradar é lavando nossa roupa. Por mais que a gente recuse. E, embora eu saiba que dona de cada é diferente de empregada doméstica, acho que as relações se assemelham em muito.
Se as empregadas domésticas sofrem com uma classe empregadora refratária à sua realidade e necessidades de toda ordem (um ranço da escravidão, afinal), acho que muitas mulheres sofrem com uma naturalização do papel de dona de casa por causa de machismo. E suas necessidades (de outra ordem) também são ignoradas. Demorou muito pra eu ver que isso acontecia à minha avó, que assimilou a servidão à familia completamente. Que reluta, hoje, em ver em si mesma mais do que a dona de casa. Por isso, eu pediria desculpas (embora, só de pensar, eu nem saiba como começar a fazer isso).

Seu post me fez lembrar do filme Santiago, que o João Moreira Salles fez sobre o mordomo da família. De arrepiar.
E também sobre o filme Domésticas, sobre o qual eu escrevi um pouco dias atrás.

um abraço.

PermalinkPermalink 20.10.08 @ 03:37



Comentário de: Alex Castro Email

"Bem, Alex, quando vc faz a pergunta "que desculpas vc pediria a sua empregada?", parece que todas as pessoas tem ou pelo menos tiveram empregada em casa."

Oi Aline. Olha, se eu perguntar "Em qual candidato a presidente vocês votaram em 2002?", isso não quer dizer, ou não parece, que eu acho que todo mundo votou pra presidente em 2002. O que eu quero dizer é que a pergunta é dirigida só às pessoas que votaram.

Se eu entro num blog no qual uma blogueira pergunta "Quando foi a sua primeira menstruação?", eu não vou achar que ele pensa que todo mundo menstrua, mas que a pergunta foi dirigida somente às pessoas que de fato menstruam, o que não é o meu caso. etc etc.

De resto, adorei seu comentário e gosto muito do seu blog. :)

PermalinkPermalink 20.10.08 @ 03:55



Comentário de: Victor Barone · http://escrevinhamentos.blogspot.com/

Este é um daqueles temas que atormentam a classe média remediada que tem alguma preocupação social. Acho que me enquadro nesta fatia. Temos culpas e preconceitos, somos resultado da cultura da casa grande e da senzala, somos brasileiros remediados.

Como tal, a maioria de nós teve em casa uma empregada doméstica com quem convivemos na infância. Misto de babá, cozinheira, passadeira e que tais, um ser humano que gostamos de pensar como um membro da família, mas que, na verdade, nunca passa de um parente de segunda classe (na melhor das hipóteses), um objeto como a mesa de jantar, a geladeira e o sofá (na pior).

Na minha infância duas pessoas tiveram este papel. Primeiro Glorinha. Babá e empregada que acompanhou os primeiros anos de minha infância. Dela sei apenas que foi trabalhar na casa de meus pais no Rio de Janeiro ainda jovem, vinda do interior de Minas Gerais. Tenho poucas recordações e fotos, mas sua figura fez parte de minha vida e é lembrada com certa constância pela minha mãe que diz tê-la ajudado muito, em especial a um problema crônico de alcoolismo.

Pouco mais tarde, já adolescente, outra figura fez parte do nosso dia-a-dia. Dona Derli, a passadeira, que duas vezes por semana comparecia ao apartamento de meus pais para deixar lisinhas as roupas que usávamos. Por 15 anos sua imagem esteve ligada a nós. Uma senhora negra, obesa, de cabelos caminhando ano a ano para um branco de neve. Espremia-se entre a máquina de lavar e a portinha do quarto de empregada transformado em depósito e ali passava o dia passando.

Mais uma peça para o funcionamento da casa.

Meus pais dividiam suas impressões conosco, um misto de pena, desconfiança. Davam a ela presentes de Natal, Dia das Crianças (para os filhos), agradinhos esporádicos, mas me diziam sempre que ela roubava comida nas muitas sacolas que carregava para o trabalho. Às vezes o dia passava rápido demais e Dona Derli dormia no quartinho de empregada sobre um colchonete fino. Minha mãe dizia que ela preferia ficar lá em casa quando seu filho “drogado” estava em crise. Não sei...

Sei apenas que me lembro de Glorinha e Dona Derli e tento estabelecer outras relações hoje com a senhora que hoje trabalha em minha casa. Não consigo estabelecer uma relação de proximidade tão grande quanto meus pais estabeleceram com suas empregadas no passado, mas temos uma relação de respeito mútuo onde eu conheço minhas obrigações e minha “secretária” conhece as dela. Acho que ao caminhar para uma relação profissional ao invés daquela noção de “agregada”, de parente de segunda classe, estabelecemos uma convivência mais digna.

PermalinkPermalink 20.10.08 @ 12:25



Comentário de: Rafael · http://www.rafael.galvao.org

Ah, o delicioso complexo de culpa da classe média brasileira... :)

PermalinkPermalink 20.10.08 @ 12:51



Comentário de: hardy

Nunca tive empregadas, só faxineiras. É uma relação profissional. Eu teria desculpas a pedir se tivesse atrasado pagamento, dado calote, pedido pra fazerem serviços fora de sua atribuição, etc, coisas que nunca fiz. Claro que também nunca maltratei e humilhei uma faxineira, porque nunca maltrato e humilho ninguém, e não vivo nesse mundo de fantasia maniqueísta e piegas que tem rolado desde o texto da Trip, onde procura-se imaginar a mulher o mais humilhada possível pra que a história fique mais excitante. Qual é a graça, afinal, de imaginar uma empregada senhora de si, que sabe o que faz, capaz de decidir o que é melhor pra ela, capaz de dar um toco num moleque de 14 anos? Pelo visto, nenhuma.

Eu trabalho como autônoma, tal qual uma faxineira. Já me atrasaram pagamento, já me enganaram, já me fizeram ir buscar cheque na PQP pra depois dizer que eu só podia depositá-lo dali a 15 dias, etc, etc. Nenhum empregador, também, se interessou pelas minhas dificuldades pessoais. Se eu descrevesse meu tipo de trabalho, mostrando meu grau de instrução e provável classe social, ninguém pensaria em culpas, desculpas e opressão. Todos me veriam como uma pessoa inteligente e capaz de lidar com essas coisas. É no mínimo curioso, e talvez sintomático, que vejam a empregada doméstica de forma tão diferente, tão depreciativa. Novamente, deve ser porque fica mais excitante.

Minha atual faxineira tem três filhos, é separada, acabou de completar um curso de auxiliar de enfermagem e outro dia estava aqui me dando dicas de investimento porque eu vivo de aluguel e ela tem um apartamento, dois terrenos e um carro. Ela teve pouca instrução, mas é uma mulher inteligente, ponderada, forte, capaz. Tenho respeito por ela.

Sua pergunta e toda essa conversa mocinha-vilões, na minha opinião, fazem pouco dela e de outras mulheres como ela.

PermalinkPermalink 20.10.08 @ 12:58



Comentário de: carol

Eu pediria desculpas à Adélia, que anos depois de sair da nossa casa mandou recado pedindo que fôssemos vê-la no hospital, nós, as crianças que ela havia ajudado a criar. Era longe, não fomos. Não sei se morreu.
Pediria desculpas à Cida, porque ela nunca foi registrada, nem recebeu indenização quando foi demitida depois de anos de bons serviços.
Pediria desculpas à Marineuza, por fazê-la concordar que devia trabalhar meia hora a mais por dia para compensar o tempo que gastava fumando seus cigarros no quintal.
Alex, você sabia que tem gente que paga parte do salário da empregada com gentilezas? Minha sogra acha que não precisa registrar, nem pagar férias, porque sempre deu à Ana seus sofás velhos, comprava material escolar para as crianças, manda as sobras de bolo em todas as festas. Que tal?

PermalinkPermalink 20.10.08 @ 14:19



Comentário de: Marília · http://maroma.wordpress.com/

Putz!
Excelente resposta à pergunta.
Realidade, infelizmente. Ao menos, a "menina" cresceu e caiu em sim (o que nem sempre acontece).

PermalinkPermalink 20.10.08 @ 16:35



Comentário de: Meg · http://namesadeumbar.blogspot.com

Eu também não pediria desculpas à minha empregada. Ela recebe o salário em dia, tem seus direitos trabalhistas garantidos (carteira assinada, 13 salário, férias, adicional de férias, inss integral, etc), não trabalha além das horas combinadas, não exerce funções além daquelas previamente acertadas. Tem horários flexíveis e seus dias de falta não são descontados.
O salário dela é pequeno para as funções que exerce? Sim. O meu, infelizmente, também.
Nossa relação é absolutamente profissional e acho que é assim que tem que ser. Ela não é uma coitadinha, nem é "da família". É uma profissional que me presta serviços, assim como eu também presto serviços para terceiros. A grande diferença é que o meu serviço é mais especializado e, portanto, melhor pago.
Eu me considero uma boa patroa (ela trabalha para mim há oito anos e não dá sinal de querer sair) e me considero exceção também. Há patroas que gritam, que xingam, que acusam, que maltratam as empregadas de todas as formas possíveis e essas creio que são ainda maioria, o que é terrível.

Trato a empregada doméstica como uma profissional como outra qualquer. Temos o mesmo grau de intimidade que eu tenho com o meu chefe, ou seja, conversamos algumas trivialidades e sabemos por alto o que se passa na vida de cada uma (se é casada, se tem filhos, se morreu alguém próximo na família, etc), mas não nos fazemos passar por amigas. Muito menos por inimigas.

Ela tem o segundo grau completo. Mora em casa própria, tem celular, malha em academia e adora bailes funk. Não acho que seja exatamente uma pessoa de vida muito sofrida.

Ela também recebe muitos "presentes" meus. Todas as roupas e sapatos que não cabem mais nas minhas filhas vão pros sobrinhos dela. Quando troquei o computador dei o velho pra ela, junto com a mesa (já fez curso de iniciação à informática e tem orkut e msn, inclusão digital, né?). Mas nunca me passou pela cabeça que isso fosse alguma forma de pagamento ou que ela me devesse algum favor (ou trabalho a mais) por receber essas coisas.

PermalinkPermalink 20.10.08 @ 16:55



Comentário de: Meg · http://namesadeumbar.blogspot.com

Quer ouvir uma história horrível sobre empregadas domésticas?

Então, quando eu era adolescente não tínhamos empregada, mas minha mãe contratava faxineiras diaristas através de agências de emprego. Pois uma dessas agências exigia que as empregadas, ao terminarem o serviço e receberem suas diárias, abrissem as bolsas e mostrassem seu conteúdo às donas de casa para mostrar que não estavam roubando nada.
Sim, a agência de empregos exigia que suas contratadas se deixassem revistar antes de deixar uma residência! Aquilo foi absolutamente repugnante. Minha mãe não quis olhar a bolsa, a moça insistiu e explicou por que. Nunca mais contactamos aquela agência, mas a verdade é que não fizemos nada além disso. Não denunciamos, não ligamos protestando, nada.

bjos

PermalinkPermalink 20.10.08 @ 17:14



Comentário de: Paulo Cesar

A única desculpa que eu peço é por não poder pagar mais a ela apesar de seu salário não esta tão fora do mercado,ela é gente boa, esta há 9 anos em minha residência e nos tratamos muito bem, ela é quem da as ordens em casa(rss) ela tomou conta dos meus filhos a minha filha menor é apaixonada por ela. e não estou fazendo média não!

PermalinkPermalink 20.10.08 @ 17:53



Comentário de: Mariana

Bom, eu não pediria desculpas a uma empregada qeu eu tive.
Eu era bem pequena, meu pais trabalhavam direto, das 8 as 10 da noite, e tinham que me deixar com alguem. Pois essa moça me maltratava, me batia e me negava comida, e apesar de ter no máximo 3 anos me lembro de várias coisas. Eu hoje em dia entendo que ela deveria ter uma vida difícil para caramba, que deveria ser um ambiente do qual ela estava acostumada, às vezes ela mesma sofrendo abusos, porém era uma confiança que minha mãe depositou nela, sendo ela também trabalhadora e recebendo seu salário e benefícios em dia. é uma mistura de dó e de ódio. MAs para essa, eu não pediria mesmo. Aliás, eu mesma quero desculpas dela ...

PermalinkPermalink 20.10.08 @ 18:08



Comentário de: MarcosVP

Olha, numa boa? Eu remexi, remexi e não achei rigorosamente nada para pedir desculpas. Desculpas minhas, pessoais, nenhuma. Nem quando eu era jovem ara as empregadas dos meus pais, nem dos meus sogros e nem para a minha atual.

De meus pais, eu creio que eles deveriam pedir desclpas? Também não. Todas as empregadas que trabalharam em minha casa foram muito bem tratadas. Mesmo as que foram demitidas - sim, tivemos uma empregada que roubava, roubava livros, olha que legal - o foram sem escândalo, sem descarga desonrosa, sem carte de má recomendação. Eu vi meu pai um dia quase chorar no dilema entre contratar uma menina de 14 anos desesperada para trabalhar e não contratá-la porque não iria agüentar o dó de ver uma menina de 14 anos (era a minha idade na época) trabalhando para ele. E ele não contratou.

Lembrando do post que deu origem a isso, uma tia minha teve uma empregada que quis seduzir meu primo mais velho. Eu vi isso acontecer na minha frente. Por sorte ele era um bocoió de 13 anos e não entendeu nada. Alguém pediria desculpas a ele se esta menina tivesse forçado uma barra e engravidado dele? creio que não.

Numa boa? Não creio que haja padrão possível nesse caso. Cada caso e um caso e o número deles é o mesmo de empregadas que existem trabalhando por aí.

PermalinkPermalink 20.10.08 @ 20:27



Comentário de: Aline

Não acho que alguém deva pedir desculpas a uma empregada doméstica. Todos os patrões devem cumprir as leis, pagar o salário em dia, não explorar o funcionário e principalmente tratá-lo com dignidade, respeito e sem explorações. Essas regras valem para todos os funcionários e patrões, independente da área. É assim que tem que ser. É assim que eu trato a minha funcionária.

PermalinkPermalink 20.10.08 @ 20:36



Comentário de: Euterpe

Eu não pediria desculpas nenhuma. Considero minha empregada uma prestadora de serviços, tem todos os seus direitos legais e morais respeitados, valorizo muito seu trabalho, pois realmente preciso dela (devido a limitações físicas não posso fazer o serviço pesado)...enfim, às vezes ela é mais útil que o meu próprio marido!

PermalinkPermalink 20.10.08 @ 22:22



Comentário de: thais

aho que não tenho porque pedir desculpas a minha empregada porque a trato bem demais.uns dizem que até exagero!pago o justo talves um pouco mais e gosto muito dela.acho que ela gosta de mim. ha!eu lavo minhas calçinhas!!

PermalinkPermalink 20.10.08 @ 22:53



Comentário de: Bia

Nao preciso pedir desculpas, as desculpas que eu precisava pedir, eu pedi na lata logo depois de ser mal educada ou nojentinha, elas também me educaram, me ensinaram a ser gente, a respeitar, a dizer por favor e obrigada.

Que eu me lembre, dos meus 6 aos 14 anos eu tive empregadas, familia grande, 3 crianças, meu pai trabalhava e a minha mae foi pra faculdade. Era muito necessario que alguém trabalhasse lah em casa, pq apesar da minha voh vir todos os dias cuidar da gente, 3 crianças dao muito trabalho, e sujam, e bagunçam. Minha familia nao era nada rica, ou era, mas no final do mes nao sobrava mais nada: dois carros (gol 1000), colegio particular pros 3 filhos mais a faculdade da minha mae, empregada, mais aluguel e comida.. nao sobrava muito dinheiro no final.

A empregada que me marcou mais era a Carmem, menos de 30 anos. Nao era muito proxima dos meus pais, nenhuma nunca foi, eles soh ficavam a noite em casa, e era muito proxima da minha voh, elas eram daquele estilo comadres, fofocas, atualidades e novelas, ela levava a gente na escola e a unica coisa q eu pediria desculpa, jah pedi alias, hj a gente da risada, é que num acesso de ciumes, queria que ela levasse a minha mochila nas costas dela! Mas para ser clara: ela levava a mochila do meu irmao menor (dois anos de diferença, nao tao pequeno assim), as vezes levava ele até no colo, na minha cabeça era um absurdo. Ela nao levou, eu fiquei emburrada, isso aconteceu na primeira semana que ela estava em casa, depois a gente se conheceu, e se gostou.

Eu fiquei amiga, ela fazia massagem no meu pé pra eu acordar (a minha voh trazia café na caminha)... Conheci a historia dela, nada de muito anormal, acompanhei pelas historias a gravidez precoce da filha mais velha, soh 3 anos a mais do que eu ! E quando a filha mais nova, minha idade, que tinha problema no coraçao começou a ter uns casinhos e ela morria de medo que ela engravidasse, e quando ela arrumou um namorado…

14 anos, eu me mudei com a familia pras zoropa, meu pai continuou a me dar café da manha na caminha, mas eu comecei aos poucos a arrumar a minha propria bagunça, a limpar minha propria sujeira, lavar a louça, varrer o chao, minha mae, recém formada médica, se viu pela primeira vez dona de casa, sempre dizia de como sentia falta da empregada.

PermalinkPermalink 20.10.08 @ 23:24



Comentário de: julia

minha resposta seria parecida com a da hardy. Nisso difiro (ui) da minha familia, que sempre gostou de agregar os empregados, batizar filho, chamar para festas, mandar presentinhos etc. Pra mim a relacao tem que ser totalmente profissional (e agora que trabalho como autonoma compreendo minha propria posicao melhor do que nunca, mas sempre pensei assim).
Inclusive eu acho ate MAIS humilhante para a pessoa voce ficar tentando integra-la a um mundo que nao e dela - mais ou menos como na moca que respondeu a teu apelo nesse post, ou como teu proprio texto sobre "saber qual o seu lugar", que e um dos meus favoritos. Eu pago aquela pessoa para que ela faca o serviço X e e isso que espero dela, nem mais, nem menos. Nao e porque ela esta dentro da minha casa que automaticamente DEVE se tornar parte da familia.
A imagem pode parecer cruel, mas assim como meus contratantes me veem como uma "maquina de produzir texto" - ou seja, eu tenho diretrizes, uma data e um objetivo, e o texto tem que estar pronto naquela data, de acordo com aquelas diretrizes, e ai de mim se nao estiver, e pouco importam os metodos que eu use - Via Voice, digitacao, secretaria, feiticaria, copy&paste - assim tambem a empregada, ou faxineira, tem que ser uma "maquina de limpar" (nesses termos que eu falei). Eu ja passei pela situacao de perder entes queridos (no caso, a minha mae...) no meio de um trabalho e, ainda assim, entrega-lo na data certa e com qualidade. Quem trabalha por conta propria nao tem que ter mae (e veja que nao estou reclamando, eu escolhi essa vida e gosto muito...)
*desculpe a falta de acentos...

PermalinkPermalink 20.10.08 @ 23:37



Comentário de: Karen Vacchiano Motta

Da mesma forma que vc contrata um vendedor, um garçon, um professor, vc contrata uma empregada domestica ou uma faxineira, é um contrato de trabalho onde a pessoa cotratada sabe qual o serviço que deve ser feito e quanto está ganhando para fazê-lo, acredito sim que seja um contrato de trabalho como outro qualquer, elas não estão fazendo um favor a você e nem você a elas, é uma troca. Sou um tipo de pessoa que se vai a uma loja e é bem atendida por uma vendedora, sempre que voltar aquela loja procurará a mesma vendedora que a atendeu anteriormente. Afirmo ainda que, independente do tipo de contrato de trabalho celebrado, as pessoas tanto contratadas quanto contratantes merecem ser respeitadas e é assim que costumo agir. Respeito meu braço direito aqui em casa e dentro de minha disposição, não uso aqui a palavra disponibilidade pois sei que poderia fazer mais caso diminuísse por exemplo os gastos com as vontades de minha filha, mas como ia dizendo, de acordo com minha disposição tento sempre dar uma ajudazinha a mais, quer seja em dinheiro ou roupas, comida e etc...

PermalinkPermalink 21.10.08 @ 08:48



Comentário de: Camomila · http://www.decamomila.blogspot.com

Já disseram tudo o que pensei quando li o post.
Sou mulher, o serviço de casa naturalmente e culturalmente é minha responsabilidade mesmo que eu não concorde, só que eu trabalho fora, logo, terceirizo essa função. Simples assim.
Cumpro minhas obrigações e eles não são tratados como se fossem familiares.
Não cresci com empregadas, com minha mãe e uma irmã, sempre cuidamos da casa, a partir de certa época eu lavava os banheiros, minha irmã outras tarefas, e minha mãe sempre cuidou do resto. Com exceção de um período em que ficou doente, e precisou de alguém. Essa alguém furtou minhas bonecas, louças, e um montão de objetos, que foram devolvidos pelo irmão, trazendo a moça pela orelha até a porta de nossa casa.
Culpa? Nenhuma. Eu já lavei banheiro até de escritório onde estagiava por meio salário mínimo, na época em que o SM era ridículo. Não me matou, mas me deu garra.
No trabalho também já passei por poucas e boas, e não é porque sou classe média que dói menos. A questão é que não sou coitada.
E hoje em dia temos o Bolsa Família, que permite que os miseráveis tenham alguma escolha e possam optar por não ser humilhados nos empregos. Por salário mínimo, trabalho é opção. E aqui no Nordeste, é isso oque prevalece. Em Brasília, uma doméstica ganhava dois salários, se eu bem me lembro.

PermalinkPermalink 21.10.08 @ 09:53



Comentário de: Te

Eu não posso responder por que não cresci com empregada em casa, o serviço doméstico era dividido entre eu, minha mãe e minha irmã com mais vocação pra coisa.
Você falando de empregadas domésticas lembrei de dois casos que saíram na imprensa tempos atrás: o primeiro, de uma empregada que foi fazer supermercado para a família que trabalhava. O supermercado era até da Barra, não lembro se era Freeway ou Paes Mendonça. O supermercado dava pra quem fazia compras cupons para concorrer a um carro. A empregada preencheu os que recebeu com seus dados. Seu cupom foi sorteado, mas a sua patroa entrou na Justiça dizendo que o carro era dela por que as compras foram feitas com o seu dinheiro. A patroa tinha dois carros e a empregada nenhum.
O segundo, de um cara que saía nas colunas sociais todo sorridente e um dia apontou uma arma para o seu caseiro que foi cobrar três meses de salários atrasados. O caseiro tomou a arma e, segundo ele, o matou para não morrer.

PermalinkPermalink 21.10.08 @ 14:06



Comentário de: Ju Dacoregio · http://www.interney.net/blogs/heresialoira

Pedir desculpas à empregada doméstica por nunca ter me preocupado em como as roupas apareciam limpas e passadas em minha gaveta? Desculpas por deixar que a empregada recolhesse o lixo do meu banheiro? Não é esse o trabalho dela?!
Olha, em minha casa também tivemos uma empregada que começou quando eu tinha uns 8 anos e ficou até o ano passado. Pode-se dizer que ela saiu por causa de um desgaste natural na relação, mas minha mãe não se adapta mais a nenhuma outra empregada e vai chamá-la de volta. Não tenho esses complexos de culpa descritos no post. Nossa empregada sempre foi tratada muito bem em nossa casa. Emprestávamos roupas quando ela tinha alguma festa, ela chegava de manhã e tomava café conosco, saía na hora em que terminasse o serviço (quase sempre lá pelas 14 horas), nada que ela quebrasse ou estragasse era descontado do salário... Ou seja, uma relação de camaradagem. Mas ficar com nhém-nhém-nhém de "desculpe-me pois eu deixava a casa bagunçada e ao chegar estava tudo arrumado e eu nem percebia que você tinha feito o serviço... ó, como sou má"... Pára né... Isso é até uma ofensa para as empregadas domésticas. Pressupõe que elas são seres inferiores, que são coitadinhas. Não, elas não são coitadinhas! A vida de algumas delas pode ser bem mais dfícil que a nossa vida de classe média, mas elas são trabalhadoras, sabem do que se trata o serviço, estão em nossas casas para limpar, passar, lavar, cozinhar e são pagas por isso. Não acho que elas sejam bem pagas, mas não são as únicas a trabalharem muito e ganharem pouco!

PermalinkPermalink 25.10.08 @ 09:47



Comentário de: Ju Dacoregio · http://www.interney.net/blogs/heresialoira

Ah, mas já pedi desculpas a uma outra empregada que tivemos e trabalhou pouco tempo em nossa casa. Ela tinha mania de cantar o tempo inteiro, sem parar. Eu sou chata. Um dia falei pra ela: R...., faz um favor? Pára de cantar!
Ela parou na hora.
Mais tarde me achei uma babaca e fui falar com ela:
R...., queria te pedir desculpas. Eu não precisava pedir para você parar de cantar. Foi nada a ver o que eu fiz. Pode cantar sim, viu, fica à vontade.
Ela demorou um pouquinho, mas logo estava cantarolando de novo.

PermalinkPermalink 25.10.08 @ 09:52



Comentário de: João Paulo Cursino · http://sratoz.blogspot.com

Em síntese: não tenho empregada porque não confiaria em, de uma hora para outra, ter uma desconhecida dentro de casa, mexendo na minha intimidade, MINHA roupa, MEUS livros. Muito ajuda o fato de que, com isso, não tenho que pagar salário de ninguém. Compartilho das razões ideológicas para não ter empregada: não tenho vocação para senhor de engenho; quem tem que limpara meu banheiro sou eu. Mas não sei o quanto minha self-righteousness resistiria/resistirá quando eu tiver ainda menos tempo do que hoje e salário muito maior. Acho que resistirá, porque a desconfiança é muito grande e minha esposa preza privacidade tanto ou mais do que eu.

Então está aí a resposta à pergunta.

PermalinkPermalink 27.10.08 @ 13:44



Comentário de: André Pacheco · http://www.vestiario.org/index

Olá Alex, tudo bem? Antes de mais nada, parabéns pelas série de postagens sobre racismo, foram muito esclarecedoras e me fizeram refletir bastante sobre algumas atitudes que para mim eram inofensivas.

Escrevi a resposta a sua proposta em meu blog: http://www.vestiario.org/index/2008/10/dos-anjos/

Sinta-se à vontade para republicar!

Um abraço,

PermalinkPermalink 30.10.08 @ 01:30



Comentário de: ana borba · http://fabulosodestino.wordpress.com

cheguei até aqui através do vestiário (http://www.vestiario.org)... e resolvi também escrever uma carta: http://fabulosodestino.wordpress.com/2008/10/30/carta/

PermalinkPermalink 30.10.08 @ 17:20



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Um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor. Nosso assunto são as várias prisões que acorrentam o homem, como ambição, verdade e medo. Dê sua opinião!


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Meus Livros à Venda:

  • Radical Rebelde Revolucionário
  • Onde Perdemos Tudo, por Alex Castro

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Livros Recomendados

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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
  • 39. Levi, Primo. É Isto Um Homem? [Itália, 1946] Jun.
  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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