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Que Desculpas VOCÊ Pediria a sua Empregada Doméstica?

Como alguém que está escrevendo um romance sobre empregadas domésticas, a confissão abaixo, publicada na Revista Trip, me interessou muitíssimo:

Carta aberta para Luisa

Nosso colunista pede desculpas públicas à empregada da família com quem transou, contra a vontade dela, quando tinha 14 anos

Oi Luisa,

Será que você lembra de mim? Sou filho da dona Fany, do Bom Retiro. Provavelmente você lembra, mas talvez por desgosto tenha removido aquela absurda tarde da memória. Só me permito lembrar – lavando estes panos sujos assim tão publicamente – porque o mundo é cheio de Luisas. Porque já se passaram 32 anos e porque, lamentavelmente, o que aconteceu entre nós não é tão incomum.

Quantos anos você tinha? Vinte, trinta? De onde você era? Quem você era? Só sei que você era empregada de casa, que teus seios eram fartos e que eu tinha 14 anos. Você era tímida e já trabalhava em casa há algumas semanas quando a Sheilinha, uma colega de classe, me disse que você já tinha trabalhado na casa da família dela e que você “dava para um motorista de táxi”.

A idéia de que você “dava” não saiu da minha cabeça, e você começou a estrelar obsessivamente todas as minhas punhetas. De tarde eu ficava rondando pela área de serviço enquanto você lavava a roupa. Era um tesão incontrolável, aflito, desesperado e covarde.

Eu nunca gostei daquele bosta do Adalberto e não me perdôo por tê-lo envolvido nessa história. Até hoje, nas poucas reuniões da turma do colégio Renascença, eu o evito. Mas ele era maior e mais corajoso, e eu recorri a ele. Sinto muito remorso, Luisa, pelo que fizemos.

Meus pais e irmãs tinham saído e você estava varrendo a sala quando eu e o Adalberto demos o bote. Não lembro qual foi o nosso papo, mas imagino que tenha sido a coisa mais ridícula do mundo. Pedimos, insistimos sem parar para que você “desse” para nós.

Lembro de poucos detalhes. Você não queria, mas por força da nossa insistência acabou cedendo. Sinto ódio do Brasil quando penso que você provavelmente tivesse medo de perder o emprego.

O Adalberto, é claro, foi o primeiro. Subi numa escada e fiquei olhando através da janelinha do cubículo que era o teu quarto. Depois fui eu. Não foi bom, Luisa. Na hora do vamos ver fiquei envergonhado e não rolou legal. Até hoje me envergonho. Muito.

Espero que você esteja bem. Espero que para você a memória daquela tarde não seja tão ruim e que você hoje possa rir do que aconteceu.

Desculpas, Luisa.

Henrique.

HENRIQUE GOLDMAN, 46, cineasta paulistano radicado em Londres. Seu e-mail é: hgoldman@trip.com.br

O texto gerou uma caralhada de emails revoltados. Só no site da revista tem 545 comentários, e subindo. Teve gente pregando boicote à Trip e pedindo a prisão do autor por apologia ao crime:

"Duas frases pra vcs - Prisão a esse tal de Goldman por apologia ao crime (tão hediondo que é). - Boicote total a essa tal de Trip e seus anunciantes (por divulgar e pagar por um absurdo desses). Eu poderia ter vivido mais 30 anos sem nunca ter lido essa revista, mas essa "carta/confissão" roda pelos emails."

Dois exemplos da repercussão na blogosfera:

Isso é estupro?

Eu já vi de tudo nessa vida. Mas uma pessoa confessar um abuso como esse assim? Alguém sabe me responder se o que essa pessoa praticou é estupro mesmo ou tem algum outro nome? Cynthia Semíramis, socorro!

Tem gente que simplesmente não enxerga os próprios absurdos. Para completar, o texto é pedestre, cheio de babaquices como “A idéia de que você ‘dava’ não saiu da minha cabeça, e você começou a estrelar obsessivamente todas as minhas punhetas.” Que coisa fina!!

Ou “Você não queria, mas por força da nossa insistência acabou cedendo. Sinto ódio do Brasil quando penso que você provavelmente tivesse medo de perder o emprego.” Oh, sim, claro.

QUem sabe é uma forma de viral. Você escreve um coisa anormal, aberrante. Aí, as pessoas vão linkar, como eu estou linkando. Pimba! Audiência.

Vai entender.

Se for mentira. Ele é só um babaca. Se for verdade, é um criminoso!! Que legal!

Sim, claro que é estupro, oras. E mentira por mentira, Dom Casmurro e Hamlet também são mentiras. Serão Machado e Shakespeare dois babacas?

 Mulheres da Vila: Prostituição, Identidade Social Eu Não Queria Isso!: a Prostituição Infantil

Mais um:

desprezo

gente, de vez em quando o assunto é sério, e hoje é um desses dias. henrique goldman escreveu um texto absurdo e a trip (pra variar, apesar de eu não achar isso de todo ruim) publicou. e como estupro faz parte de relacionamento (é triste, mas é verdade), é esse o tema de hoje.

nenhum homem, em sua existência, terá real noção da intensidade do sentimento que a mera hipótese de ser estuprada causa em uma mulher. nem que ele mesmo tenha sido estuprado. se tem um único sentimento (além do orgasmo, mas esse é discutível) que os homens nunca terão noção do que é sentir, é o medo/asco de ser invadida sexualmente por outra pessoa. contra a sua vontade.

eu, pessoalmente, tive um caso muito próximo a mim, quando eu era adolescente, e pude ver de perto o quanto isso destrói a vida inteira de uma pessoa. é por isso que eu não consigo ficar quieta quando ouço um IDIOTA de 46 anos, cineasta metidinho a modernete tentando se desfazer de sua culpa burguesa dizer “espero que para você a memória daquela tarde não seja tão ruim e que você hoje possa rir do que aconteceu“. leia-se: ele continua o mesmo idiota que era aos 14. e que provavelmente pode repetir esse comportamento. nojento.

Não consigo bem entender o que passa na cabeça das pessoas. O texto é claramente uma denúncia à violência contra Luísa, jamais sua apologia.

Abaixo do texto, um aviso a posteriori da revista esclarece:

Trip esclarece o que deveria ter ficado claro já na publicação da coluna “Mundo Livre” da edição de setembro: trata-se de um texto de ficção, um recurso usado com freqüência pelo colunista Henrique Goldman.

"Deveria ter ficado claro" como, cara-pálida? Não há nenhuma indicação no texto que o marque como ficcional. O fato de o narrador da carta ter o mesmo nome do autor da página só reforça a idéia de uma confissão madura. É natural que os leitores tenham considerado o depoimento verdadeiro.

Enquanto texto ficcional, é maravilhoso. Teria orgulho de tê-lo escrito.

Se fosse não-ficção, entretanto, teria sido ainda mais revolucionário ver um sinhôzinho branco brasileiro, depois de velho, finalmente perceber que sua relação "tão natural" com sua empregada era, na verdade, de dominação e horror.

Eu, que não tenho memória alguma da infância mas que cresci sinhôzinho branco voluntarioso em casa que chegou a ter dez empregadas, tremo ao imaginar minhas muitas culpas. Graças a deus pelo esquecimento.

 Ações Afirmativas em Educação: Experiências Brasileiras

Por fim, a escritora Cidinha da Silva simplesmente postou em seu blog a resposta de Luisa:

"Oi Henrique, Li sua carta na revista Trip na casa da minha patroa. Na verdade, o filho dela de 14 anos foi quem veio me mostrar e brincou: “será que foi você, Luisa?” Sim, fui eu. Oh crueldade do destino, mas não deixei ele saber. Na hora fingi que não me interessei, mas assim que ele saiu pra jogar play station com os amigos, peguei a revista e corri pro banheiro. Passou um filme na minha cabeça, Henrique, eu me lembro de tudo, sim. O motorista de táxi eu conheci na escola noturna, saí com ele algumas vezes, mas não cheguei a dar, não. Não foi por falta de insistência, nem de vontade, minha e dele, mas ele sabia que eu era virgem e tinha medo que eu engravidasse, não queria problemas com minha família. Quando ele me viu de barriga, chorou, não sei se de raiva ou tristeza, nunca mais falou comigo. Também a gente se mudou logo dali, meus pais não suportaram a vergonha de ter uma filha barriguda. A sua mãe ajudou muito, muito mesmo, com conselhos, pra eu retomar o juízo, e com dinheiro pra mudança. Até quando a menina nasceu, minha mãe dizia que D. Fany era uma patroa muito boa, que eu não tinha sabido aproveitar. Depois ela cresceu e os olhos ficaram muito parecidos com os seus, minha mãe deixou de elogiar a sua. A coisa que mais me lembro, Henrique, é que você pegou do chão o tapete e jogou na minha cara, disse que olhando pra ela não ia conseguir. Foi como um filme, Henrique, eu não esqueço. Minha filha faz faculdade de Direito e estágio na Defensoria Pública. É uma moça bonita, inteligente e feliz, não precisou passar pelas coisas que passei. Hoje tenho 38 anos, mas pareço ter pelo menos 50. Não devo ter mudado muito, quando tinha 16, você me dava 30. Vou pedir a revista emprestada e levar pra menina ler, pena que não tenha sua foto."

* * *

A relação entre família e empregada doméstica ainda é uma das relações mais invisíveis da sociedade brasileira. Apesar de profundamente injusta e opressora, herdeira direta da escravidão, ela ainda pouco é pensada ou problematizada: para nossa classe média que cresceu com uma escurinha limpando suas privadas, nada poderia ser mais natural.

O texto de Henrique Goldman teve o enorme mérito de levantar essa questão. Pena que as pessoas realmente não sabem ler.

* * *

A primeira história do meu romance sobre empregadas domésticas está disponível em um blog restrito. Se você tem interesse pelo assunto e quer dar uma olhada, me dá um toque e eu te mando um convite.

* * *

Agradecimentos a Camila, que me chamou atenção pra esse rebu todo.

* * *

Empregadas e Patroas: uma Relação de Amor Meninas Domésticas, Infâncias Destruídas  Manual da Empregada Doméstica  Espancando a Empregada

 

13.10.08


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Iuri Lammel

Não julgo as pessoas que xingam o Henrique Goldman. Não julgo porque, embora elas tenham entendido tudo errado, ao menos demonstram alguma raiva a este tipo de acontecimento. Ao menos isso.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 01:53



Comentário de: Alexandre Lemke · http://www.doisvintens.blogspot.com

Quando eu li e achava que era verdade, eu tinha raiva do cara por botar a história a tona pra todo mundo ver. Ora!, não se aponta para uma mulher na rua e berra pra todo mundo ouvir "Ei! desculpa por ter te estuprado, tá? Lembra que eu fiz assim assim e açado? Foi malzz".

Daí fica a dissociação entre o autor e seu eu-lírico, mesmo os dois tendo o mesmo nome.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 02:12



Comentário de: Breno Kümmel

O arrependimento do cara é genuíno (ou ao menos soa genuíno), mas achei o texto em si bem ruim. "Espero que você possa rir do que aconteceu"? Hein?

E realmente, nada nele soa ficcional.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 08:42



Comentário de: Alessandra

Talvez seja a minha insensibilidade classe média, mas achei o texto incrivelmente falso. Ainda não sei explicar direito, mas alguma coisa soa condescendente e exagerada. Não que esse tipo de coisa não aconteça nunca, porque é claro que acontece. Mas a história toda me cheira falsa. Não entendo bem como alguém lê isso e acha que é verdade.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 10:49



Comentário de: Mimi

Dom Casmurro e Hamlet são mentiras? Bem, não me constam que tenham sido publicadas como confissões... Shakespeare e Machado são babacas? Com certeza não, o que prova que os leitores de outrora tinham mais sorte. O sinhozinho das 10 empregadas parece que ainda não deixou a Casa Grande e quer dividir seu aristocrático remorso com aqueles que realmente já adentraram o século 21. Enfim: a emenda saiu pior que o soneto. Ou: quanto mais mexer, mais fede. Não piore as coisas e saia à francesa.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 11:07



Comentário de: alex castro

alguém entendeu a mimi acima? nao parece q ela acha que fui eu q escrevi a confissao? ou q chamei machado e shakespeare de mentirosos?

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 13:11



Comentário de: lelé

DIANTE DESSAS COISAS EU ACHO QUE NEM CONSIGO PENSAR. SÓ SINTO UMA TRISTEZA PROFUNDA, PROFUNDA...
CONTINUE ESCREVENDO O SEU LIVRO QUE ELE É MUITO IMPORTANTE!
BEIJO GRANDE.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 13:47



Comentário de: Thiago

Se o texto for verdadeiro, o autor foi
extremamente corajoso em razão da exposição
a que se submeteu voluntariamente.

Se mentira, parabéns por abordar a questão
desta forma, suscitar toda esta polêmica e
desvestir toda essa nossa hipocrisia.


PermalinkPermalink 13.10.08 @ 13:53



Comentário de: alex castro

thiago, foi exatamente isso q pensei

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 13:59



Comentário de: Fábio

Pelo que li, estão dizendo que ele cometeu o estupro, entretanto, não é bem assim.
O estupro é caracterizado pelo não conssentimento da vitima, e vimos que a empregada aceitou o pedido deles depois de muito insistirem, consentiu com o ato.
Sendo assim, isso não foi estupro, pode chamar de coação ou qualquer outra coisa, mas estupro não é.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 14:03




Alex, também acho o texto fantástico enquanto ficção, mas precisamente porque não há NADA nele que mostre um "sinhôzinho branco brasileiro, depois de velho, finalmente percebe[ndo] que sua relação "tão natural" com sua empregada era, na verdade, de dominação e horror". Muitíssimo pelo contrário: o tom eufemístico com que o narrador trata o estupro é de uma crueldade absurda, e bastante verossímil. Ele fala de seu crime como se fosse uma bobagem da juventude, uma etapa necessária na vida de um menino em vias de "tornar-se homem". Leia a fantástica descrição do autor que, pelo visto, depois a Trip editou:

"HENRIQUE GOLDMAN, 46, cineasta paulistano radicado em Londres, tornou-se mais jeitosinho com as mulheres ao longo dos anos."

Ou seja, o leitor (não sei se dá para generalizar - eu, pelo menos) fica com a sensação horrorosa de que o cara aprendeu a ser jeitosinho estuprando empregadas por aí.

E a vergonha da qual ele fala não é a vergonha de quem praticou um ato de extrema violência, mas a vergonha por não ter mandado bem na cama:

"Não foi bom, Luisa. Na hora do vamos ver fiquei envergonhado e não rolou legal. Até hoje me envergonho. Muito."

Se ele tivesse sido - na concepção dele, é óbvio - um amante fantástico e desavergonhado, então a violência estaria justificada?

Há também a expectativa de que um simples pedido de desculpas seja suficiente para que a mulher hoje possa rir do que aconteceu. Como se um pedido de desculpas bastasse. Como se, para a mulher, o estupro não tivesse sido um estupro, e sim uma brincadeira de crianças.

Essas repugnâncias todas acumulam-se e produzem um efeito devastador em quem lê - e é isso que faz do texto uma boa obra de ficção. Se fosse um texto confessional, Alex, seria apenas repugnante, odioso e criminoso - não teria absolutamente nada de revolucionário...

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 14:04



Comentário de: Te

Muita gente não consegue separar realidade de ficção. Não tem gente que agride atores que interpretam vilões nas novelas? Ou que telefona pra polícia pra denunciar assassinos de novelas?
Meio O caçador de pipas essa história de culpa e confissão. Faltou a redenção, que para muitos não vem.
O "Sinto raiva do Brasil" é o meu absurdo ilustrativo favorito. Um adolescente faz cagada e culpa o país? Hilário.
Daria uma enquete original mas incômoda, Que desculpas você pediria para sua empregada? Desconfiado dela quando sumiu dinheiro em casa? Broncas desnecessárias? Descontar do salário louça quebrada?

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 14:06



Comentário de: alex castro

Fabio,

se ela alegar que pensou que perderia o emprego se nao desse pro cara, isso jah configura o estupro. basta ela pensar. ou o patraozinho sugerir.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 14:08



Comentário de: Fábio

Se ela alegar que pensou que perderia o emprego se não desse pra ele, isso é a coação, e não o estupro, e como eu disse anteriormente ela consentiu com o ato, descaracterizando totalmente o estupro.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 14:13



Comentário de: alex castro

camila,

se fosse verdade, soh o fato desse cara confessar, enquanto os outros literalmente 120 milhoes de sinhozinhos que cometeram o MESMISSIMO crime nao falam nada, jah o marcaria como digno de nota, especialmente por, como disse o thiago, se expor assim voluntariamente quando poderia calar.

agora... quanto a descricao do autor:

"HENRIQUE GOLDMAN, 46, cineasta paulistano radicado em Londres, tornou-se mais jeitosinho com as mulheres ao longo dos anos."

Vc tem certeza q a trip editou? Tambem pode ter sido incluida por alguem nos mil emails que circularam... O fato eh que, hj, nao consta da versao original no site da Trip. Alguem tem a revista pra conferir se estah lah? Veja soh: eu nao sei. Estou dizendo que nao dah pra concluir nada...

Mas digo o seguinte: essa descricao, de tao chocante e fora de tom, seria a unica coisa que marcaria o texto claramente como ficcao. se fosse um depoimento verdadeiro, nem o mais alienado cinico narrador teria dito isso...

Se essa descricao estivesse no texto original, soh os mais distraidos poderiam considerar o texto verdadeiro...

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 14:14



Comentário de: alex castro

ai, fabio, chama um advogado. sexo com coacao eh o que caracteriza o estupro. ela consentiu pq foi coagida. estupro eh isso. se eu digo pra uma mulher transar comigo ou eu vou espalhar q ela tem aids, e ela transa, isso tb configura estupro....

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 14:17



Comentário de: Fábio

Alex...
Caro amigo, atenha-se a carta e não invente fatos novos, em algum momento vc viu ele dizer que a mandaria embora se não desse pra ele???Não.
Ela consentiu depois deles insistirem tanto, não pq ameaçaram ela certo.
Assim já fica descaracterizado a coação e o estupro...
E outra Alex, não preciso chamar advogado pq já sou um.
Obs.: Atenha-se aos fatos da carta e não ao que você acha que aconteceu.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 14:21



Comentário de: alex castro

fabio,

vc pode ser um, mas do outro lado, sempre tem outro...

eu nao sou advogado, mas sei que, nesse caso, o que conta eh a coacao percebida pela vitima... se ela soh consentiu pq se sentiu coagida, pq achou q nao tinha outro jeito e que, se nao consentisse, seria demitida, isso por si soh configura um estupro e varias bons advogados jah argumentaram isso...

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 14:25



Comentário de: Fábio

Olha Alex...
Essa discussão ainda da muito pano pra manga cara.
Você não está errado no que disse que a coação percebida caracteriza o estupro, mas não pode se esquecer que tem que provar a coação.
E outra como ela seria demitida???o menino ia chegar nos pais dele e falar: o Pai manda a empregada embora pq ela não quis da pra mim???

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 14:36



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Essa "confissão" é obviamente, escrachadamente ficção. E ruim. É uma narrativa pros leitores, não um confissão prà empregada. Note como ele açula a curiosidade, depois vai narrando a conta-gotas, obliquamente, incluindo palavras chulas pra chocar o leitor. E é totalmente implausível. ¿Quer dizer q uma empregada de 25 anos q trabalha na casa há "apenas algumas semanas" ouve uma única cantada de um moleque de 14 mais um desconhecido, e já vai dando? Pros dois? Assim, sem mais nem menos?

A falta de respeito com as empregadas está exatamente aí nesse conto, em supor isso possível, e não no alegado "estupro".

Não tou dizendo q não há abuso de empregadas, mas ¡¡desrespeitar a dignidade da empregada supondo q basta um moleque insistir apenas uma vez...!!

Esse cara tá se bolinando enquanto escreve o texto. Pode até ser baseado em algum episódio de sua vida; mas ESSE episódio é com certeza falso.

E ¿"sinto ódio do Brasil"?

HAHAHAHAHAHAHA

Como se o Brasil fosse um caso especial nesse quesito. ¿Lembra do Seinfeld?

George: I've always been attracted to cleaning women, chamber maids.
Jerry: Yeah. I'm attracted to them too.
George: Why is that?
Jerry: It's a woman in your room.

E ¡q escritor breguíssimo! Não perca tempo com ele, Alex. Se esse cara fosse pintor, seria daqueles q pintam retratos de meninos chorando. Só q pintaria de meninas, pelo apelo erótico.

Q fanfarronada.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 14:59



Comentário de: Vivien · http://www.mejoana.blogspot.com

Nem tenho o que escrever, depois do dr. Plausível matar a pau.
Mas sempre é bom dizer:

Se for ficcção - fecho com Plausível - brega. E cai naquela ondinha péssima do olha-como-eu-causo-furor que é uma opção idiota.

Se for realidade, "Espero que você esteja bem. Espero que para você a memória daquela tarde não seja tão ruim e que você hoje possa rir do que aconteceu." é uma frase tão infeliz que eu nem saberia como interpretar.


PermalinkPermalink 13.10.08 @ 15:19




Alex, a parte que fala que ele é "jeitosinho" tá no blog da mary w:

http://beauvoriana2.zip.net/arch2008-10-05_2008-10-11.html#2008_10-10_16_01_37-127299368-0

Li em algum lugar - vou ficar devendo a fonte, granted, já não me lembro - que isso foi editado posteriormente na Trip.

"se fosse verdade, soh o fato desse cara confessar, enquanto os outros literalmente 120 milhoes de sinhozinhos que cometeram o MESMISSIMO crime nao falam nada, jah o marcaria como digno de nota, especialmente por, como disse o thiago, se expor assim voluntariamente quando poderia calar."

Discordo até o fim desse seu comentário, Alex. Admitir que se cometeu um crime - e eu nem acho que o narrador do texto se veja como criminoso, aliás: ele se coloca como um rapaz-de-bem que um dia foi um moleque estúpido, como todos os moleques sóem ser estúpidos etc. - não absolve ninguém desse mesmo crime. Se o cara quer mesmo se retratar, ele que se entregue à polícia, que vá atrás da moça para indenizá-la de alguma forma. Isso sim seria confessar, se retratar - isso, é claro, se o texto fosse confessional... Escrever uma cartinha pública NÃO o diferencia dos outros 120 milhões de sinhozinhos - apenas retrata o funcionamento mental de todos eles...

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 15:23



Comentário de: Alessandra

Dr. Plausível conseguiu apontar a razão do meu desconforto com a história de maneira melhor do que eu seria capaz.

Sério Alex, que diabos esse lugar está fazendo com você?

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 15:35



Comentário de: mybrother...!!?

Brasil: um país de santos!!!

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 16:07



Comentário de: alex castro

Camila linda,

acho q vc está me estranhando...

"Admitir que se cometeu um crime - e eu nem acho que o narrador do texto se veja como criminoso, aliás: ele se coloca como um rapaz-de-bem que um dia foi um moleque estúpido, como todos os moleques sóem ser estúpidos etc. - não absolve ninguém desse mesmo crime."

Cruuuuzes! E eu falei isso? Alguem falou isso? Tem algum codigo penal ou moral que funcione assim? Que eu saiba, só a igreja catolica perdoa alguem por confessar: nos outros lugares do mundo, quem confessa um crime é preso, ue.

Eu falei alguma hora pra perdoar o cara e passar a mao na cabeca dele? Pelo contrario, eu falei claramente, no texto e nos comentarios, q o que ele fez é estupro. Ou vc acha agora q eu defendo estupro?

"Se o cara quer mesmo se retratar, ele que se entregue à polícia, que vá atrás da moça para indenizá-la de alguma forma. Isso sim seria confessar, se retratar - isso, é claro, se o texto fosse confessional... Escrever uma cartinha pública NÃO o diferencia dos outros 120 milhões de sinhozinhos - apenas retrata o funcionamento mental de todos eles..."

aí agora está te faltando alteridade, camila. ninguem tem q ser perdoado, mas acho incrivel vc nao ver a diferenca entre um milhao de caras que cometem um crime que lhes parece tao pequeno e tao normal q eles nem mesmo o *vêem* como crime, e um cara que, ao menos anos depois, pelo menos desenvolve a nocao de que suas ações foram erradas.

vc *reconhecer* seu crime enquanto crime é o primeiro passo indispensável pra vc parar de cometê-lo. senao, as coisas nao mudam nunca.

isso, claro, se fosse verdade, bla bla.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 16:42



Comentário de: Sblargh · http://sblargh.blogspot.com

Parabéns pelo texto Alex.
Talvez por ter tido uma empregada doméstica durante toda a infância e adolescência, eu entendo que o propósito da confissão é tocar nessa ferida da relação complexa entre o brasileiro e suas empregadas.
Agora, depois de anos sem empregada, eu percebo o quanto aquela relação era estranha. Nunca cheguei perto de fazer sexo com ela, nem nada, mas ela era uma espécie de figura materna. Uma que eu "mandava" fazer isso e aquilo, não tem nada a ver com o fetiche por empregadas do George.
Quando você entra na infância acostumado com uma empregada, você vê ela quase como um utensílio da casa, sabe? Tipo, "lá está a televisão, o computador e a empregada, vou ligar a televisão, me conectar a internet e pedir pra empregada fazer uma sopa".
Não imagino que eu tenha a mesma culpa que uma pessoa que estuprou a empregada, mas talvez seja uma questão mais de grau do que de tipo. Eu não a tratei tão como objeto a ponto de achar que ela poderia fazer sexo comigo, mas eu a objetifiquei um bocado e isso desperta um sentimento de culpa sim. Ainda mais que, repetindo, era uma espécie de figura materna, então é, sei lá, uma "mãe de uso". É uma coisa muito esquisita e nada boa e mesmo que você nunca tenha estuprado sua empregada, há de se admitir que é um sentimento estranho.
Mas até aí, é capaz de alguém me crucificar por sentir culpa. A classe média não tem salvação senão doar todos os bens e viver como monge franciscano na rua. Se a gente não admite que fez errado é insensível aos problemas do Brasil, se a gente admite que fez errado, então é ridicularizado porque, oras bolas, sentir culpa não enche a barriga de ninguém.
Na luz da minha vida, essa "confissão" se torna mais complexa do que alguns aqui parecem ver. Não dá pra reduzir isso a uma confissão de um crime - é uma confissão de todo um estilo de vida e o ato sexual é mais um detalhe que coroa a hipocrisia desse estilo de vida do que o motivo central do texto.
Pra um empresário que sai de casa de manhã e só volta a noite e contrata alguém pra arrumar a casa, não sei o quão mais estranha essa relação é que uma relação comercial normal, mas pra uma criança que cresce com alguém te servindo dessa forma, é uma coisa esquisita.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 17:47



Comentário de: alex castro · http://www.interney.net/blogs/lll

O Rodrigo, vulgo Sblargh (ai como eu odeio me referir a gente por esses nicks ridiculos) tocou no ponto crucial da questao pra mim. Deixa eu destacar:

"Na luz da minha vida, essa "confissão" se torna mais complexa do que alguns aqui parecem ver. Não dá pra reduzir isso a uma confissão de um crime - é uma confissão de todo um estilo de vida e o ato sexual é mais um detalhe que coroa a hipocrisia desse estilo de vida do que o motivo central do texto."

O crime aqui eh muito, muito, muito maior do que parece...

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 18:24



Comentário de: Roberto Silva

Para um jovem,o quarto da empregada é o único local excitante da casa.
Quando era jovem, costumava circular em frente à porta, na esperança de uma tarde ou noite de sonho.
Nunca forcei as nobres servidoras domesticas a praticar comigo atos,sempre as tratava com carinho e educação.
Tenho saudade daqueles tempos.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 18:53




Alex amado,

Todos concordamos (bom, pelo menos eu e você;) que se tratou de um estupro, e que quem comete estupro deve ser responsabilizado legalmente por isso, ou seja, preso - o óbvio do óbvio do óbvio, enfim. Discordamos no seguinte ponto: você acha que o cara reconheceu o próprio crime publicamente. E eu acho que ele não reconheceu crime algum, por mais que esteja pedindo desculpas. O pedido de desculpas dele, para mim, é análogo a eu pedir desculpas hoje para o meu pai por um tapa que dei nele aos três anos de idade: uma criancinha não sabe bem o que faz, e um tapa dela não dói. Não só o narrador se auto-desculpa ("eu era um moleque idiota, não sabia direito o que estava fazendo") como minimiza os efeitos da sua ação sobre a mulher ("dado que minha ação foi a de um menino idiota, que ainda não era suficientemente jeitosinho com as mulheres, não deve ter sido tão ruim assim - hoje a mulher pode muito bem estar rindo disso tudo"). Acho que o "reconhecimento" do narrador está tão distante do horror do crime que ele cometeu, que não consigo achar que o texto, se fosse real, representaria um avanço de qualquer ordem. Para mim ele seria, pelo contrário, extremamente conservador, com uma capa superficial de "olha como sou bacana e sensível, sinto remorso das minhas atitudes e raiva do nosso país" - capa esta que torna tudo ainda mais perverso...

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 18:56



Comentário de: Flavia · http://ladyrasta.wordpress.com

Tava escrevendo um post sobre o assunto, dando uma googlada e vim parar aqui.

E fiquei aliviada ao ver que não estou sozinha - pois acho também q o texto abre um armário daqueles beeem escuros, trancado à chave, e que ninguém gosta de olhar...

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 19:38



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Alex e Fábio,

Fábio disse, "Você não está errado no que disse que a coação percebida caracteriza o estupro."

Sei não. Pra mim, isso é um absurdo sem tamanho. ¿A lei brasileira já atingiu o nível de histeria da lei euaense? Não quero viver num mundo em q a percepção das coisas sofre essa macabra influência da paranóia euaense, de sua insistência de q todo trauma é indelével, de q absolutamente TODO evento é causado por uma pessoa igualmente responsável, percebido por uma pessoa igualmente sã.

Todos nós temos, em algum grau, uma paranóia, uma histeria, uma esquizofrenia, &c. O mesmíssimo evento ocorre da mesmíssima maneira a diferentes pessoas, e cada uma tira uma conclusão diferente. Se a definição de estupro, racismo, &c depende de quem se considera a vítima, então vira o samba do crioulo doido.

Uma caixa de padaria diz a um freguês: "Tá bem, eu dou pra vc. Qdo vc quer fazer a coisa?" O freguês não entende, mas se anima, marca o encontro, come a caixa. Depois ela vai à polícia e acusa o freguês de estupro pq ela havia se sentido coagida qdo o freguês fez uma piada, q ela levou a sério: "Olha, se não tem troco, vai ter q pagar em serviços." Parece coisa de gente imbecil, ¿não parece? Mas uma esquizofrenia e uma paranóia abaixo do limiar diagnosticável poderia levar a caixa a essa imbecilidade. E ¿quem é q tem a régua pra diferenciar entre uma acusação legítima e uma imbecil?

A régua são os fatos. Se a lei e as pessoas comuns não vêem o perigo em deixar q a suposta vítima defina o crime, então cada um escreve seu próprio código penal com bem lhe convier, cada um faz as leis com suas próprias mãos (agora com auxílio do estado).

Sai dessa, gente.Alex e Fábio,

Fábio disse, "Você não está errado no que disse que a coação percebida caracteriza o estupro."

Sei não. Pra mim, isso é um absurdo sem tamanho. ¿A lei brasileira já atingiu o nível de histeria da lei euaense? Não quero viver num mundo em q a percepção das coisas sofre essa macabra influência da paranóia euaense, de sua insistência de q todo trauma é indelével, de q absolutamente TODO evento é causado por uma pessoa igualmente responsável, percebido por uma pessoa igualmente sã.

Todos nós temos, em algum grau, uma paranóia, uma histeria, uma esquizofrenia, &c. O mesmíssimo evento ocorre da mesmíssima maneira a diferentes pessoas, e cada uma tira uma conclusão diferente. Se a definição de estupro, racismo, &c depende de quem se considera a vítima, então vira o samba do crioulo doido.

Uma caixa de padaria diz a um freguês: "Tá bem, eu dou pra vc. Qdo vc quer fazer a coisa?" O freguês não entende, mas se anima, marca o encontro, come a caixa. Depois ela vai à polícia e acusa o freguês de estupro pq ela havia se sentido coagida qdo o freguês fez uma piada, q ela levou a sério: "Olha, se não tem troco, vai ter q pagar em serviços." Parece coisa de gente imbecil, ¿não parece? Mas uma esquizofrenia e uma paranóia abaixo do limiar diagnosticável poderia levar a caixa a essa imbecilidade. E ¿quem é q tem a régua pra diferenciar entre uma acusação legítima e uma imbecil?

A régua são os fatos. Se a lei e as pessoas comuns não vêem o perigo em deixar q a suposta vítima defina o crime, então cada um escreve seu próprio código penal com bem lhe convier, cada um faz as leis com suas próprias mãos (agora com auxílio do estado).

Sai dessa, gente.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 19:40



Comentário de: Kitagawa

É, corajoso ele foi, pois talvez seja
o caso dele ter que ir pro xilindró.
Mas ele tinha 14 anos, e nem sei como
a lei encararia isso tudo, estupro,
coação, assédio. Precisa achar a
"vitima" e ver o que ela tem a dizer.
Ela teve escolha? Provavelmente, não.
A não ser que a empregada seja uma ninfomaniaca que adorou ter dado pra dois playboyzinhos
adolescentes, um seguido do outro,
provavelemnte sem camisinha, o caso é
sério.
Quem acha que não é, precisa rever seus
conceitos e preconceitos.
É óbvio que vai dizer que é ficção,
a não ser que ele seja duplamente idiota:
não perceber a gravidade do caso e
perigar ir pra cadeia.
Meu palpite é que talvez ele já tenha
transado com uma empregada, mas os fatos
narrados no texto no geral são inventados, ou melhor, são uma colagem
de milhares de histórias que a gente ouve por aí, uma tentativa de forjar uma
história genérica, que tenha a capacidade
de refletir um fenomeno cultural
bastante abrangente.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 19:44



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Tscupaí, colei o texto duas vezes...

Foi ênfase.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 19:52



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Kita,
Parece q não concordamos em nada... :•;)

"corajoso ele foi"

¡Q isso! Mesmo dentro da ficção dele, esse cara é um covarde em todos os sentidos.

Note como ele se precaveu em todos os aspectos responsabilizáveis: ele estava abaixo da idade imputável, tinha um amigo "maior e mais corajoso", não lembra o q disseram a ela, chama de "insistência" o q poderia ter sido coação, a moça é convenientemente "tímida", o amigo foi primeiro, ele brochou, agora culpa a sociedade brasileira por sua imbecilidade, e escreve tudo isso desde a distância segura da Inglaterra.

E ainda por cima tem o insultoso desplante — e vejo esse desplante tbm em todos os q estão levando esse pastiche a sério — de ofender as mulheres como um todo, ao tratar uma adulta de 25 anos como uma coitadinha q não consegue se defender da "insistência" de dois moleques.

E a próxima cartada dele vai ser (1) declarar q aquilo aconteceu realmente com um amigo dele e (2) fazer um filme a respeito e faturar uma grana — fora a grana q já ganhou publicando essa tonteria.

Como sempre, o grande problema é a ignorância. Esclareça-se as empregadas sobre seus direitos, e a coisa diminuirá drasticamente. Nem acho q hoje esteja tão ruim como algumas décadas atrás.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 20:26



Comentário de: Rachel · http://riogringa.typepad.com

Oh my god, that is horrifying. If he still lived in Brazil, they might have tried to lynch him. That guy makes me sick, not only because of what he did and the way he "confessed" but because I can imagine that happening in homes all over Brazil, still.

I'm really interested in the empregada domestica culture here, so I'd very much like to read your chapter.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 21:03




Alex,

(eita que acho que esta é a quinta ou sexta vez que entro no seu blog hoje... :P)

Foi aqui que eu li que o texto original foi editado na Trip:

http://ateaquitudobem.blogspot.com/2008/10/luisa-no-esquece.html

Diz também que a versão original, com a epígrafe odienta, está lá na mary w.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 22:08



Comentário de: Luis

A coisa pode não estar ruim como anos atrás, mas ainda está.

Eu lembro que um amigo meu disse nos tempos de ensino médio, falando sobre perder virgindade, a seguinte frase "todo mundo perdeu a virgindade com a empregada"

Como se fosse a coisa mais natural do mundo se iniciar sexualmente com a empregada.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 23:16



Comentário de: Kitagawa

", esse cara é um covarde em todos os sentidos"

Ora, DR, isso é questão do copo meio
cheio/ meio vazio. Ele poderia ter
ficado calado.

Do Luis:
"todo mundo perdeu a virgindade com a empregada"

Engraçado é que provavelmente boa aprte dessas histórias são mentirosas. Imagino um monte de gente que perdeu a virgindade numa idade não bem aceita socialmente e que por isso vem com essa historia genérica "perdi aos 15 comendo a empregada".


PermalinkPermalink 14.10.08 @ 07:51



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Luís,

O q as pessoas dizem e o q fazem são duas coisas bem diferentes, principalmente em se tratando de homens jovens. Embora haja casos, a frase "todo mundo perdeu a virgindade com a empregada" é só um machinho besta repetindo uma abobrinha q ouviu de outro machinho besta. Não há tantas empregadas no Brasil q dêem conta da "demanda".

Mesmo q vc esteja falando não de um fato mas apenas de um preconceito sem base na realidade ("é normal mulher de classe baixa servir de iniciação pra homem de classe média e alta"), é meio utópico e ingênuo achar q todos os machinhos bestas do Brasil algum dia vão deixar de falar abobrinha.

PermalinkPermalink 14.10.08 @ 09:27



Comentário de: Te

Fui ver qual a produção cinematográfica do autor, achei inusitado o documentário que ele fez em comparação com esse texto:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/cultura/story/2004/03/040319_goldmanms.shtml

E ele tá fazendo um filme sobre o Jean Charles. Quero ver quando lançarem o filme, se vão lembrar dessa polêmica que o texto provocou.
http://paulamedeiros.wordpress.com/tag/henrique-goldman/

PermalinkPermalink 14.10.08 @ 15:28



Comentário de: Marcio E. Goncalves

"nenhum homem, em sua existência, terá real noção da intensidade do sentimento que a mera hipótese de ser estuprada causa em uma mulher. nem que ele mesmo tenha sido estuprado."

Saindo do foco do post, mas nao pude deixar de ficar indignado com essa declaracao...como assim um homem, mesmo tendo sido estuprado, nao pode saber o que eh isso para mulher?

Quer dizer que estupro de mulheres eh absurdo (eh obviamente que eh), mas de homem nao eh tao serio assim, nao ta no mesmo nivel???

Esse feminismo distorcido, onde se coloca exalta os sofrimentos das mulheres mas ignora e/ou minimiza os dos homens eh para la de imbecil, sendo so o outro lado da moeda do machismo que as feministas inteligentes combatem.

PermalinkPermalink 14.10.08 @ 19:15



Comentário de: Norrin Kurama

Tambem pensei que poderia ser ficção.

Engraçado é pedirem a prisão dele, mesmo que fosse verdade ele teria 14 anos. E tambem não sei se foi estupro ou coação. Ou simplesmente cu doce (não foi a impressão que o texto passou, mas não dá pra excluir isso, mesmo como hipótese). Relutar pra depois ceder acontece.

Agora, dizer que um homem estuprado não sente o mesmo que uma mulher é femismo (oposto do machismo, não feminismo) em estado bruto.

PermalinkPermalink 14.10.08 @ 22:07



Comentário de: Daniel Brazil · http://www.danbrazil.wordpress.com

Tema quente, tratamento vulgar e piegas, em se tratando de um pequeno texto de ficção.
Mas convenceria como fragmento dentro de um contexto maior. Se fosse parte de num conto (ou romance) bem escrito, seria um bom retrato de um idiota.
Bela levantada de tema, Alex! Lembro-me de uma passagem do Capitães de Areia onde se fala da relação entre empregada e patrões. E num trecho do livro Pau de Arara - Classe Turística, a autora Regina Rheda inverte os papéis. A babá seduz o garoto. Aliás, mote que já rendeu outras histórias por aí.

PermalinkPermalink 14.10.08 @ 23:29



Comentário de: Ricardo Cabral · http://agoracomdazibaonomeio.opensadorselvagem.org/

Alex,

Do que vc escreve no post, discordo apenas que seja boa ficção. Claro que o texto escrito pela revista, logo abaixo do título, tb atrapalha:
"Nosso colunista pede desculpas públicas à empregada da família com quem transou, contra a vontade dela, quando tinha 14 anos"
Além disso, o tal trecho "biográfico" sobre o autor, posteriormente cortado — sobre ele ter ficado mais "jeitosinho" com as mulheres — tb manda a idéia de ser ficção para as calendas...
Enfim, fiz as minhas considerações sobre o tema, mais pelo gancho literário. Passe por lá: http://agoracomdazibaonomeio.opensadorselvagem.org/2008/10/eu-opino-tu-opinas-ele-opina.html
Abraço

PermalinkPermalink 15.10.08 @ 20:43



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Eu não tenho empregadas domésticas. Eu tive, quando morava com minha família. Não me lembro do nome delas.

Se sinto falta? Às vezes. Sintiria mais falta de meus livros.

PermalinkPermalink 16.10.08 @ 14:19



Comentário de: Raquel · http://www.phoenix-eagle.blogspot.com

Cara, eu já disse isso umas 10 vezes...não acho que
isso tenha sido estupro...ficção ou não, não foi...

PermalinkPermalink 18.10.08 @ 18:55



Comentário de: Thiago Callado

Não lí todos os comentários, mas parece que uma visão mais "relativizadora" está no ótimo blog do Rafael Galvão: http://www.rafael.galvao.org/2008/10/o-estuprador-e-as-pseudo-feministas/. Nem tanto ao céu nem tanto a terra.
Igualmente, para responder sua pergunta vou no meio termo. Achei ela tendenciosa à visão de que todos os empregos de doméstica tem um resquício de escravidão, o que eu discordo. Uma relação entre patrão e empregado constituida por autoritarismo, exploração, abuso de poder e coerção é a tônica de uma sociedade onde prevalece a miséria, desemprego e desinformação, não sendo exclusiva do trabalho de doméstica. Ou um operador de telemarketing não sofre constrangimentos? ou um empacotador de supermecado não é visto como insignificante? Porém, concordo que na atividade doméstica parece ficar mais evidente os resquícios de um país que não passou por uma "revolução francesa".(Mas parece que essa visão é própria de uma classe média urbana, ou vc tem dúvidas que os homens que trabalharam como escavadores na serra pelada estão mais próximos da atividade de um escravo do que um trabalhador industrial? o mesmo para boa parte dos cortadores de cana hoje em dia)
Por outro lado, trabalhos mais bem regulamentados e que não sofram a pressão de um exército de mão de obra disponível podem ter a relação de poder e exploração amenizados. Assim, pode existir no emprego de doméstica uma relação profissional constiuida e respeitada, não sendo necessário pedir desculpas mas agradecer os serviços prestados, como em qualquer relação profissional decente.
No meu caso, quando adolescente, acredito ter vivenciado os dois casos: uma empregada que dormia em casa, sendo um trabalho de tempo integral onde a pessoa quase que só existia como empregada 24 horas por dia, 5 dias por semana. E diversos outros onde a empregada era diarista, com carteira assinada e com todos direitos garantidos, como horas extras e férias.

era isso. Achei a proposta do seu livro bem legal, histórias é que não faltarão, eu só queria relativizar para afirmar que não é preciso pedir desculpas por empregar uma pessoa como empregada ou diminuir-se por trabalhar como uma.


PermalinkPermalink 21.10.08 @ 10:36



Comentário de: Katherine

Postei em resposta ao post Desprezo: "Pretensão - e, permita-me dizer, ingenuidade das brabas - achar que apenas mulheres podem entender isso. Eu conheço um cara que foi estuprado e ele tem toda sorte de traumas por causa disso.

É como você dizer que só um judeu pode compreender a dor de perder a família, ou que só um comunista pode sentir de verdade como é horrível uma ditadura. Absurdo.

E veja - eu sou mulher."

E, ficcionalmente, é genial. Como Lolita também me é.
Mas eu achei que era ficcional logo que li, pra falar a verdade.

PermalinkPermalink 22.10.08 @ 23:48



Comentário de: Francisco

Sinceramente, mesmo que seja verdade, não concordo que seja estupro, muito menos que o cara vá pra cadeia por isso.

Primeiro porque esse texto, mesmo que fosse verídico, não é uma confissão. Se o que caracteriza estupro é a coação, e principalmente a percepção da coação pela vítima, não há prova alguma. Ele disse que insistiu, e insistir é bem diferente de coagir. Pode ser sim que ela tenha se sentido coagida, mas isto somente ela mesma poderia afirmar.

Além do mais, o cara tinha 14 anos na ocorrência do evento, e pelo pouco que eu conheço da lei, até esta idade, qualquer relação sexual com alguém mais velho tem violência presumida, logo, vítima seria ele.
Mesmo que não fosse vítima, não creio que pudesse ser considerado criminoso, com essa idade, não tendo atingido maioridade penal.

E terceiro ponto, embora eu não esteja seguro dele, é a prescrição do crime. Até onde eu sei, no Brasil até homicídio prescreve, não seria de admirar que estupro prescrevesse também.

PermalinkPermalink 26.10.08 @ 01:24



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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
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  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
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  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
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  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
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  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
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  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
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  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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