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Quatro Colunas da Tribuna da Imprensa sobre as Eleições no Rio

Tribuna da Imprensa

Em época de eleição, vale a pena lembrar que a Tribuna da Imprensa tem lá seus problemas, mas é um dos melhores jornais políticos do Brasil. Sua cobertura eleitoral é indispensável. E, claro, às sextas-feiras, tem a minha coluna.

Como exemplo, quatro colunas recentes:

* * *

Essa primeira não é de colunista político, mas do Antonio Caetano, que me trouxe pra Tribuna quando era o editor do caderno de cultura, TribunaBis, e hoje mantém uma coluna de crônicas às segundas, no mesmo espaço que eu ocupo às sextas. Vale a pena visitar seu blog também:

... Eu voto no Gabeira desde o dia em que o vi fazendo campanha sozinho de bicicleta em pleno Centro do Rio. A calma obstinação, a discreta nobreza, a delicada força me conquistaram e eu que sempre votava nulo passei a votar em Gabeira. Pra tudo - e sobretudo se ele nem fosse candidato. Eleição de síndico? Gabeira. Presidente, governador, paraninfo? Gabeira. Craque da semana, crioulo mais bonito, musa do verão? Gabeira.

Para prefeito, claro, Gabeira. Desde sempre. No começo, nem achei que desse. Agora, não tenho dúvida. Gabeira, com esse jeito um tanto Gandhi, um tanto dândi já é o maior fenômeno dessa eleição. ... Difícil parar agora. Gabeira caiu no gosto do carioca. Virou moda. Não existe nada mais carioca hoje do que votar no Gabeira.

Acho que o Rio vai elegê-lo porque Gabeira emana essa combinação de delicadeza e força necessária para dar conta da insana violência do Rio. O Rio é uma cidade literalmente de cabeça pra baixo: em qualquer cidade civilizada do mundo os morros cariocas seriam os lugares mais bacanas de se morar. Aqui são o que são. Tamanha inversão não se faz sem violência e expressa bem nossa loucura.

Claro, o prefeito pode muito pouco nesse âmbito, mas é aí que a gente vê o quanto a eleição é no fundo um ato de fé: acho que o eleitor quer impregnar o Rio do espírito pacificador que o Gabeira encarna.

Na antiga China, as cidades, quando enfrentavam períodos de desequilíbrio intenso, chamavam uns sábios feiticeiros para "restabelecer o Tao". Eles curavam a cidade lhe devolvendo o equilíbrio. Pois é, eu acho que a esperança do carioca é que o Gabeira seja o Tao.

Essa esperança não é infundada. Ao contrário, é bastante lógica. Gabeira não ficou rico com a política nem fez dela um bem hereditário, passado de pai para filho. Não existe o Gabeirinha, o Gabeira Jr, a Fulaninha Gabeira. Não há uma dinastia de Gabeiras. Gabeira é primeiro e único.

Enfim, em quem mais você pensa quando quer citar um político que não precisaria mentir para explicar a origem dos seus bens?

* * *

E agora os colunistas políticos mesmo:

Pedro Coutto:

Há mais emoção em torno dele do que de Paes. Basta ver o seguinte: enquanto Sergio Cabral preocupa-se em articular apoios, este aspecto para Gabeira não é essencial. Sabem os leitores por quê? Porque, na disputa, Gabeira é ele mesmo. Eduardo Paes não apresenta a mesma personalidade própria, é um produto do governador. Sua candidatura não existiria sem Sergio Cabral. A de Gabeira sempre se impôs por ele mesmo.

Eu me recordo - e aqui reproduzo - o que me disse Juscelino Kubitschek em 1960, em uma entrevista para o "Correio da Manhã". Eu perguntava sobre como ele via a candidatura do general Teixeira Lott, seu ministro do Exército e lançado por seu partido, o PSD, em coligação com o PTB. Afirmou que iria agir como magistrado. Um candidato - assinalou JK - tem que se firmar por si. Os apoios são acessórios, não essenciais. Primeiro tem que decolar firme. Se decolar, os apoios vêm em seqüência e conseqüência. Todo candidato que, para se consolidar, depende de apoio de outros, no fundo, é um candidato fraco. Candidato forte pensa mais em si mesmo do que em apoios paralelos.

Hoje relembro as declarações de Juscelino para poder melhor interpretar o quadro das eleições no Rio. O que se vê nas páginas políticas dos jornais? Um esforço muito grande do Palácio Guanabara em articular e reunir apoios, especialmente o do senador Marcelo Crivela. Por que isso? Porque no fundo, Sergio Cabral não confia no potencial e na força de arrancada pessoal de seu candidato. Ao contrário de como pensam e agem as correntes que sustentam Gabeira.

A diferença fica clara e adquire maior nitidez quando nas ruas os adeptos de Gabeira gritam seu nome com entusiasmo. Os eleitores de Eduardo Paes não demonstram a mesma emoção. Jogam com apoios que poderão vir ou não. Tacitamente reconhecem assim que a candidatura não tem vôo próprio. Isso de um lado.

De outro, a formalização de apoios não representa muita coisa. Não é pelo fato de dirigentes do PT terem garantido o voto em Eduardo Paes que os eleitores da legenda vão segui-los integralmente. Não são os donos dos sufrágios. O mesmo raciocínio se aplica a Jandira Feghali, a Solange Amaral, a Marcelo Crivela. ... Fernando Gabeira avançou muito mais do que Eduardo Paes, inclusive na faixa de indecisão. Assim, deve - penso eu - ampliar sua diferença sobre o candidato do PMDB.

Sebastião Nery:

... Os partidos cujos candidatos foram derrotados pensam que, tendo as legendas, também são donos dos votos que seus candidatos tiveram. E começam a negociar, vender, mercadejar votos por cargos, às vezes dinheiro.

Mas os eleitores estão mais surdos para os dirigentes partidarios do que o venerando reitor de Santa Maria. O grito deles repele e anula os que os vendem. Cada um vota como bem quer e entende. O voto é deles.

Os jornais passaram a semana mostrando o PC do B, o PT, o PRB (partido do bispo Macedo) em patéticas reuniões secretas negociando o apoio a Eduardo Paes em troca de secretarias e outros cargos na prefeitura.

Gabeira

Manchete de "O Globo": "PT apóia Paes, mas sem Lula, Molon e Lindberg". Lula não vem porque é suficientemente esperto para saber que, se já na primeira semana Gabeira está à frente de Paes (41% contra 39%), o "vento Gabeira" soprará sempre mais. Molon e Lindberg sentiram na rua.

Quem estava na "reunião" do PT? Benedita da Silva, a Porcina que foi sem nunca mais ter sido, e Wladimir Palmeira. Este resolveu enterrar sua bela biografia com uma frase cínica e absurda, que nem ele entenderá: "Estou com Eduardo Paes porque ele tem história" ("O Globo").

Wladimir

Em 69, Gabeira arriscou a vida no seqüestro do embaixador americano para tirar da cadeia e salvar da morte 15 líderes da resistência armada. Um deles, Wladimir, o bravo orador do poste, grande líder estudantil do Rio.

Wladimir foi estudar na Bélgica e Gabeira levou um tiro no peito, que atravessou o corpo de um lado a outro e só foi salvo porque outros companheiros, como Alfredo Sirkis, fizeram novo seqüestro para soltar 40.

Agora, Wladimir, com uma pança de coronel do interior, "brameiro" como um tonel de cerveja (o Zeca Pagodinho do PT), diz que Eduardo Paes tem história e Gabeira não tem. Candidato a governador em 2006, Wladimir foi o último porque, segundo o próprio PT, bocejava e arrotava na televisão.

Datafolha

Mas os partidos não comandam nada. A pesquisa do Datafolha, que acertou no primeiro turno (ao contrário do Ibope, que negociou com o PMDB e não entregou a mercadoria, errou até boca de urna), mostra que Gabeira já tem 43% e Paes 41%. E 50% dos votos da Jandira vão para Gabeira (e 35% para Paes), 47% dos votos de Molon (PT), de Chico Alencar (Psol), de Paulo Ramos (PDT) também já estão com Gabeira (e 32% com Paes).

E mais: 41% dos votos de Solange (DEM) vão para Gabeira e 34% para Paes. E 39% dos votos de Crivella vão para Paes e 33% para Gabeira. No debate do "Globo", Gabeira ganhou de 84,11%, contra 15,89% de Paes.

Crivella

Há informações repulsivas. Segundo a "Folha", "o mais provável é que Crivella declare apoio a Paes mas não se envolva na campanha. Mas deve condicionar o apoio a Paes à pasta de Transporte ou de Urbanismo".

Transportes é a secretaria que cuida das linhas de ônibus, das vans piratas, da concessão de novas licenças de táxis, etc. Um maná do céu para a corrupção. Urbanismo também: é onde as construtoras deitam e rolam. ...

Saúde e Gabeira

O povo sabe o que quer. Sem falar nada, sem conversar sobre eleições (eu lia um jornal, em silêncio), o taxista me deixou em casa:

- Boa tarde, doutor. Saúde e paz. Quer dizer, saúde e Gabeira.

Hélio Fernandes, o editor:

Paes quer se eleger agora para ser governador em 2010, Gabeira será o prefeito do povo

Não adianta juntar 2008 com 2010, os partidos com as decisões dos que têm votos, contar números que nem existem. É preciso examinar as posições e as convicções de Gabeira e Paes. O candidato de Cabral era intimíssimo de Cesar Maia, ele e o filho do alcaide se tratavam como "irmãos". Quando Cesar Maia mandava tirar o jantar, ouvia: "O Eduardo ainda não chegou". Agora são inimigos totais, Maia chama Eduardo de "Dudu-Upa-Upa".

Anteontem, Eduardo Paes esperou 3 horas para se encontrar com Lula, a quem chamou de "chefe de quadrilha". Falou e repetiu. Agora foi implorar apoio, ficou 5 minutos, e sem direito (exigência) a foto com o presidente.

Se procurou alguém a quem identificou como "chefe de quadrilha" (sabendo que não era), o que fará se for prefeito? Vai se encontrar com os chefes das quadrilhas das milícias, dos traficantes, dos policiais corruptos.

Se Eduardo Paes for prefeito (não será, se o cidadão votar conscientemente), o eleitor poderá estar votando no novo modelo: prefeito de 15 meses. Como a reeeleição vai acabar, Paes será o candidato de Cabral à sua sucessão. Não tinha outro para prefeito, não tem para governador.

Eduardo Paes é o típico carreirista. Começou oposicionista no PSDB, chegou a secretário geral no PSDB e relator-adjunto na CPI do Mensalão, do PSDB. Atacou duramente o presidente Lula. Com os holofotes brilhando e realçando seu perfil, veio para o Rio.

Candidato a governador, mostrava a face arrogante, se julgava invencível. Não chegou nem ao segundo turno, perdeu para Dona Frossard, que não ganhou de Cabral por causa da traição que sofreu.

Derrotado, e já no segundo partido (abandonou o DEM e se abrigou no PSDB ), trabalhou e insistiu para obter um cargo no governo Cabral. Ganhou, escolheu o de Esportes, apesar de nunca ter praticado esportes, conhecer esportes, nem mesmo adepto ou torcedor ele era. Foi para a de Esportes, por causa do Pan-Americano.

Cabral tumultuou todo o processo da sucessão de Cesar Maia, sempre fingindo que não tinha candidato. Mas em Londres, no dia 6 de abril, lançou Eduardo Paes (que estava a seu lado) candidato a prefeito. Só que estava incompatibilizado, deveria ter deixado o cargo no dia 4. Mas isso para Sérgio Cabral não é problema nem obstáculo. "Imprimiu" um Diário Oficial clandestino, na madrugada de 6 para 7, com data de dia 4. Números, apenas números.

Eduardo Paes precisava ser do PMDB, partido no qual se refugiava o governador. O protesto contra a sua entrada no PMDB foi retumbante, ele sem o menor constrangimento. Acabou entrando, fazem da política a arte da IRRESPONSABILIDADE, não ligam para ninguém. E eis Eduardo Paes no segundo turno, o único dos 10 maiores municípios onde o candidato de Cabral chegou na frente.

De acordo com esse relato irrefutável, o cidadão poderá estar votando num prefeito de 15 meses. Falam que o PT-PT, o PDT, o PPS, o PC do B irão apoiar Eduardo Paes. É possível que as siglas digam isso publicamente. Mas os líderes dessas siglas, os que têm votos, apóiam Gabeira. Fiquem atentos.

Quanto a Fernando Gabeira, superior a Eduardo em todos os itens, tem uma nova vantagem: será prefeito de mandato inteiro, não quer e nem precisa exercer ou exercitar o carreirismo. Já disse que sua administração será voltada para a realização e não para a ambição.

Teve uma vida de libertação, fez o que achava que devia fazer, o máximo que discutem a seu respeito é se devia nadar de tanga ou de sunga. Quando Gabeira sozinho derrubou Severino da presidência da Câmara, que não devia nem podia ocupar, onde estava Eduardo Paes? ...

A contradição e o tumulto do segundo turno para prefeito do Rio estão provocando os maiores absurdos. Dona Jandira deve estar envergonhada apoiando o carreirista Paes, enquanto Oscar Niemeyer, publicamente, garante o voto para Fernando Gabeira. Vladimir Palmeira, aí não chega a ser constrangimento e sim negação de quase uma vida. Dizer que "Paes tem história" e "Gabeira não", se fosse no Japão seria haraquiri. Nega a si mesmo.

Não adiantam legendas que não existem, apoiarem o carreirista subalterno e subserviente de Sérgio Cabral, se os que têm votos estão com Gabeira? Siglas vazias e inúteis valem o quê? ...

Rigorosamente ridícula a atitude de Eduardo Paes, levado a Lula por Sérgio Cabral, pedindo desculpas ao presidente e a dona Marisa pelos ataques que fez ao governo na CPI dos Correios e do Mensalão. Não dá para recuar. ... Eduardo Paes esqueceu o filósofo Mário Vianna: "Falou, está falado". Triste seu novo comportamento. Indo ao presidente Lula e aceitando apoio de Saturnino Braga, Eduardo Paes ficou mais NU do que Gabeira de tanga ou de sunga. E o já eleito prefeito do Rio, Gabeira, pode se vestir à hora que bem entender. O desnudamento de Paes é altamente constrangedor.

* * *

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12.10.08


Categorias: Política, Rio de Janeiro

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Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr/

- Tenho duas notícias ruins para você, Alex. Gabeira vai ganhar no Rio e Obama vai ganhar nos EUA.

- Ué, porque são dois notícias ruins, Jorge?

- Em seis meses você saberá.

PermalinkPermalink 12.10.08 @ 19:08



Comentário de: Alex Castro Email

e soam as trombetas do apocalipse!

PermalinkPermalink 12.10.08 @ 19:58



Comentário de: Cláudio

Gabeira é digno, com todas as tangas que houver.
Nós que amamos o Rio não podemos deixar essa praga se abater sobre ele!
Paes fora!

PermalinkPermalink 12.10.08 @ 21:54



Comentário de: Antonio Caetano · http://www.cafeimpresso.com.br

Oi, Alex:
Obrigado pela visita, o recado gentil e a citação aqui no LLL. Os arrogantes da política os neocoronéis estão tomando uma surra aqui, em SP e BH.
Temos que abrir o olho, pq do jeito que vai, eles logo-logo vão ressuscitar o voto em lista - lembra disso? Pois é... É a única chance segura de sobrevivência dessa canalha que fez da política um bem hereditário.

PermalinkPermalink 13.10.08 @ 12:02



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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
  • 39. Levi, Primo. É Isto Um Homem? [Itália, 1946] Jun.
  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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