Quer comprar no Submarino? Entre por aqui e eu ganho 8%.

Gustav e Katrina, Casal de Furacões

(minha coluna dessa sexta-feira na Tribuna da Imprensa.)

Moro em Nova Orleans desde 2005. Me mudei duas semanas antes do Furacão Katrina. Quase perdi meu cachorro. Terminou tudo bem. Voltei e ainda estou aqui.

Agora, tudo de novo. Por enquanto, ainda é só uma possibilidade. Furacões são imprevisíveis e podem mudar de caminho facilmente, mas se o furacão Gustav continuar no seu trajeto atual, segunda-feira ele chega em Nova Orleans. A cidade ainda nem se recuperou do Katrina, a linha de bonde que passava pela minha rua só foi reativada mês passado!, e lá vamos nós de novo.

Curiosamente, o Katrina também caiu em uma segunda, mas o clima na cidade em 2005 era bem diferente. Até a sexta anterior, eu ainda nem tinha ouvido falar de Katrina. Só no sábado de manhã é que acordamos com os noticiários gritando “apocalipse” e com a prefeitura recomendando a evacuação. E, mesmo assim, muita gente nem ligou, moradores antigos acostumados a evacuar sempre ou a não evacuar nunca, gente que leva furacão como o carioca leva a violência urbana. Abandonei a cidade no sábado à tarde. No dia seguinte, a coisa ficou tão séria que a prefeitura ordenou uma evacuação obrigatória. E, na segunda, 29 de agosto de 2005, cabum.

Agora não. Escrevo esse texto no calor do momento, na quinta de manhã. Ontem, quarta, andando pela cidade, o furacão era o assunto principal. Rara foi a conversa de celular que entreouvi que não fosse sobre o furacão. Todo mundo ligando pra amigos de fora da cidade, fazendo planos, reservando hotéis, trocando “planos de furacão”.

Quando bateu o Katrina, eu estava em uma situação extremamente vulnerável. Tinha acabado de chegar, não conhecia ninguém na cidade, não tinha sido pago pelo meu empregador, não tinha carro, computador, celular. Chega a ser irônico: tive carro durante 15 anos e, nas primeiras duas semanas da minha vida em que fico sem carro, quase perco meu cachorro por causa disso. Uma amiga tinha me dito: “Não se preocupe, sua universidade cuidará de você!” E eu precisava mesmo de alguém que cuidasse de mim! Já no sábado de manhã, totalmente perdido, sem ter pra quem pedir ajuda, liguei para o número de emergência para furacões da universidade, em busca de auxílio, explicações, qualquer coisa. Do outro lado da linha havia somente uma mensagem gravada repetindo: “A cidade será atingida por um furacão classe cinco na segunda-feira. Comecem a implementar seu plano de evacuação para furacões.” Nunca me senti tão sozinho. Então era essa a ajuda? Me avisar que tem um furacão chegando e que preciso fugir? Oras, isso eu sei. Verdade seja dita, depois foi a própria universidade que me tirou de Nova Orleans e me deu abrigo, mas, naquele primeiro momento, ouvir aquela mensagem foi um dos pontos mais baixos da minha vida.

Hoje, felizmente, tenho mais estrutura. Escrevi para alguns amigos nos arredores vendo se arranjo para onde ir em caso de furacão. Aluguei um carro para sair da cidade com meu cachorro. Tenho dinheiro e cartões de crédito. Minha casa fica em local seguro, que não alaga, sem árvores em volta para cair no meu telhado. Então, eu estou bem.

Mas agora me bateu outra dúvida. Existe alguma “etiqueta” de furacões? O carro que aluguei é uma van de nove lugares e posso tirar outras oito pessoas da cidade. Mas quem? Todo mundo que conheço tem carro. Onde encontro pessoas sem carro? Mais importante, considerando que eu saia da cidade com um carro cheio, pra onde levo essas pessoas? Ou seja, estou pedindo hospedagem para amigos, mas não posso aparecer na casa deles com mais oito malucos que peguei pelo caminho. Ou posso? É aceitável dentro da “etiqueta furacão”? Ou não seria melhor, já que não trabalho na sexta, aproveitar e sair logo na sexta de manhã mesmo, evitando os engarrafamentos evacuatícios de sábado e domingo, e tirando um fim-de-semana prolongado? Mas quem iria comigo na sexta? Será certo evacuar de carro vazio? Não será talvez o maior faux-pas evacuatório possível?

Prever furacões é como qualquer outra previsão, uma tarefa que fica progressivamente mais fácil (e mais inútil) quanto mais se aproxima o evento em questão. (Como explicou um amigo meu que trabalha com segurança, é fácil prever um atentado: assim que alguém aponta uma arma contra o presidente, é porque vai haver um atentado! Mas aí já é tarde demais.) Enfim, hoje, quinta, ainda não sei nada. Ao longo de quinta, a trajetória do furacão vai ficar mais clara. Já no seu hoje, amigo leitor, sexta-feira, provavelmente já saberemos por onde Gustav passará.

Semana que vem, eu conto o que aconteceu.

 Fodor´s: Nova Orleans  Esquetes de Nova Orleans

 

28.08.08


Categorias: Turismo, New Orleans

Trackback:

http://www.interney.net/blogs/htsrv/trackback.php/22548

Posts similares:
Sobre Gustav, Nova Orleans e Furacões de Modo Geral
Alex Castro e Gustav no Correio Brasiliense
Lá Vamos Nós de Novo

(Os comentários abaixo exprimem a opinião dos visitantes, o autor do blog não se responsabiliza por quaisquer consequências e/ou danos que eles venham a provocar.)

Atalho pra o formulário

Comentários, Trackbacks:


Comentário de: mick dundee

Estimado Alex!!

Espero que o Gustav não seja leitor de vosso blog, e, principalmente, não entenda português. Porque se fosse eu o furacão, ficaria muito puto de terem me chamado de bundão e me comparado a uma furacãozinha....

Sendo eu o Gustav, quando fosse roncar nas redondezas em que se escondes, iria te catar debaixo da mesa em que tu estivesse, na qual imagino te ver subitamente tornando-se um fervoroso e arrependido cristão.

Boa sorte para ti e seu valente cão.

Abraço,

Paulo

PermalinkPermalink 28.08.08 @ 11:53



Comentário de: mick dundee

Sobre etiqueta de resgate precedente a um furacão.

Senhor Alex, não seria oportuno tu encher esta tua Kombi com desprotegidas alunas da tua faculdade???

Aposto que a passagem do Gustav ficaria mais florida em vossa horta.

Abraço e boa sorte novamente,

Paulo

PermalinkPermalink 28.08.08 @ 11:56



Comentário de: Cesar

Alex, eu mandei um e-mail para voce com meu telefone aqui em Chicago. Se precisar vir, estou as ordens. Abraco

PermalinkPermalink 28.08.08 @ 15:12



Comentário de: Norrin Kurama

Boa sorte pra você e para o sr Oliver.

PermalinkPermalink 28.08.08 @ 16:37



Comentário de: Permafrost · http://tripaforra.blogspot.com

Vc tinha acabado de chegar e ¿veio o Katrina?

Aí vc chega agora e ¿vem o Gustav?

Estranho, muito estranho... :D

¿Vc já notou q teu alexcastro tem 5 letras em comum com neworleans e q se vc pronunciar teu nome ao contrário soa foneticamente exatamente como 'new orleans' no dialeto javanês dos imigrantes lapões fanhos?

PermalinkPermalink 28.08.08 @ 17:41



Comentário de: André

Ou não.

PermalinkPermalink 28.08.08 @ 18:13



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

O personagem do poema de Poe foi até o fundo do mar em busca de Annabel Lee, sua amada, que foi morta por um furacão.

Não sei se isso tem algo a ver com o assunto, Mas é que gosto de Poe.

PermalinkPermalink 28.08.08 @ 18:54



Comentário de: dra · http://drambrosini.blogspot.com

só não esqueça de levar a Camila junto com vc...
e boa sorte!!

PermalinkPermalink 29.08.08 @ 10:55



Deixe seu comentário:

Seu endereço de email não será exibido nesse site.
Sua URL será exibida.

Post anterior: Lá Vamos Nós de Novo

Próximo post: On The Road

 promoção submarino

Mulher de Um Homem Só

 Obras Completas Sigmund Freud: Edição Standard - 24 volumesObras completas de Freud, de R$960, por R$399

Um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor. Nosso assunto são as várias prisões que acorrentam o homem, como ambição, verdade e medo. Dê sua opinião!


Quer comprar no Submarino? Entre por aqui e eu ganho 8%

Meus Livros à Venda:

  • Radical Rebelde Revolucionário
  • Onde Perdemos Tudo, por Alex Castro

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Livros Recomendados

Se gostou desse blog, inclua um botão no seu site

Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
  • 60. Machado de Assis, Joaquim Maria. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1870-1900] Ago.
  • 59. Mankell, Henning. The Fifth Woman. [Suécia, 2000] Ago.15
  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
  • 54. Albuquerque, Roberto Cavalcanti de. Gilberto Freyre e a Invenção do Brasil. [Brasil, 2000] Ago.
  • 53. Chacon, Vamireh. A Construção da Brasilidade. Gilberto Freyre e sua Geração. [Brasil, 2001] Ago.
  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
  • 51. Schwarcz, Lilia Moritz. O Espetáculo ds Raças. Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil, 1870-1930. [Brasil, 1993] Jul.
  • 50. Isfahani-Hammond, Alexandra. White Negritude. Race, Writing, and Brazilian Cultural Identity. [EUA, 2008] Jul.
  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
  • 46. Nabuco, Joaquim. O Abolicionismo. [Brasil, 1883] Jul.
  • 45. Nabuco, Joaquim. Minha Formação. [Brasil, 1899] Jul.
  • 44. Weber, João Hernesto. A Nação e o Paraíso. A Construção da Nacionalidade na Historiografia Literária Brasileira. [Brasil, 1997] Jul.
  • 43. Gofman, Rosane & Eny Lea Gass. Empregadas e Patroas. Uma Relação de Amor. [Brasil, 1998] Jul.
  • 42. Graham, Sandra Lauderdale. Proteção e Obediência. Criadas e seus Patrões no Rio de Janeiro, 1860-1910. [EUA, 1988] Jul.
  • 41. Maio, Marcos Chor. Raça, Ciência e Sociedade. [Brasil, 1996] Jun.
  • 40. Almeida, Luana Chnaiderman de. Entremeios e Entretempos. Aproximações ao Filme Shoah de Claude Lanzmann. [Brasil, 2006] Jun.
  • 39. Levi, Primo. É Isto Um Homem? [Itália, 1946] Jun.
  • 38. Sartre, Jean-Paul. A Questão Judaica. [França, 1946] Jun.29
  • 37. Costa, Angela Marques da e Lilia Moritz Schwarcz. 1890-1914. No Tempo das Certezas. [Brasil, 2000] Jun.
  • 36. Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. [Brasil, 1934] Jun.9
  • 35. Villa, Marco Antonio. Canudos. O Povo da Terra. [Brasil, 1995] Jun.7
  • 34. Brandão, Adelino. Euclides da Cunha e a Questão Racial no Brasil. A Antropologia de Os Sertões. [Brasil, 1990] Jun.6
  • 33. Moura, Clóvis. Introdução ao Pensamento de Euclides da Cunha. [Brasil, 1964] Jun.6
  • 32. Lima, Luiz Costa. Terra Ignota: a Construção de Os Sertões. [Brasil, 1997] Jun.5
  • 31. Bernucci, Leopoldo M. A Imitação dos Sentidos: Prógonos, Contemporâneos e Epígonos de Euclides da Cunha. [Brasil, 1995] Jun.4
  • 30. Lima, Luiz Costa. Euclides da Cunha, Contrastes e Confrontos no Brasil. [Brasil, 2000] Jun.4
  • 29. Haddon, Mark. O Estranho Caso do Cachorro Morto. [Reino Unido, 2005] Mai.
  • 28. Guilherme, Paulo. Goleiros: Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1. [Brasil, 2006] Mai.
  • 27. Krakauer, Jon. Na Natureza Selvagem: a Dramática História de um Jovem Aventureiro. [EUA, 1996] Mai.
  • 26. Cunha, Euclides da. Os Sertões. Campanha de Canudos. [Brasil, 1902] Mai.
  • 25. Wilder, Thornton. Bridge of San Luis Rey. [EUA, 1927] Mai.
  • 24. João de Patmos. Apocalipse. [Grécia, c.séc.I] Abr.
  • 23. Manzano, Juan Francisco. Autobiografia de un Esclavo. [Cuba, 1836] Abr.
  • 22. Castelnau, Francis de. Entrevistas com Escravos Africanos na Bahia Oitocentista. [Brasil, séc.XIX] Abr.
  • 21. Suzuki, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen Budismo. [Japão, 1934] Mai.
  • 20. Goethe, Johann Wolfgang Von. Faust. [Alemanha, 1832] Mai.
  • 19. Lisboa, Adriana. Rakushisha. [Brasil, 2007] Abr.
  • 18. Tezza, Cristovão. O Filho Eterno. [Brasil, 2007] Abr.
  • 17. Piñon, Nélida, A República dos Sonhos. [Brasil, 1984] Abr.
  • 16. Fanon, François. Black Skin, White Masks. [Martinica, 1952] Abr.
  • 15. Rheda, Regina. Pau de Arara Classe Turística. [Brasil, 1993] Abr.
  • 14. Guillory, John. Cultural Capital. The Problem of Literary Canon Formation. [EUA, 1993] Mar.7-10.
  • 13. Fonseca, Rubem. Feliz Ano Novo. [Brasil, 1975] Mar.11
  • 12. Butler, Octavia. Kindred. [Estados Unidos, 1979] Mar.7
  • 11. Ribeiro, João Ubaldo. Viva o Povo Brasileiro. [Brasil, 1984] Fev.
  • 10. Lispector, Clarice. Laços de Família. [Brasil, 1960] Fev.
  • 9. Veiga, José J. A Hora dos Ruminantes. [Brasil, 1966] Fev.
  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

8129 Panola St, New Orleans, LA, 70118, msn, tel, email

Ao me enviar email ou comentar no LLL, você está automaticamente permitindo que eu publique sua mensagem no blog, inclusive com seu nome e endereço. Pense bem.

Busca


[ La Brute - Jogo Online em Flash Grátis ]