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A Alienação dos Mais Jovens

Comentariozinho que eu cada vez ouço mais:

Você acredita que meu filho/sobrinho/etc nunca viu uma vitrola? Que nem sabia o que era um LP?! Que viu um telefone de discar e me disse que nem sabia como se ligava naquilo! Que não fazia idéia de quem era Elis Regina!

E todos balançam a cabeça, lamentam o pobre estado da juventude de hoje e pedem mais um chope.

Se o comentário fica por aí, tudo bem. Acho até normal as pessoas ficarem chocadas ao saber que objetos de uso comum do seu dia-a-dia e seus ídolos de antigamente estão caindo no esquecimento. Afinal, isso nada mais é do que nossa mortalidade nos sendo esfregada na cara. A fila anda.

Tenho 32 anos, dou aulas pras moleques entre 12 e 16 e, realmente, me choca constatar que eles desconhecem quem seja Ronald Reagan, Elis Regina e até mesmo Lulu Santos. Mas, no meu caso, a surpresa (caramba, é o cara que canta o tema da Malhação, como é que vocês não conhecem?!) não se transforma em julgamento de valor.

Quase sempre, entretanto, esse estarrecimento natural é rapidamente transformado em crítica sem fundamento. O comentário seguinte, depois que chega o chope, é sobre a alienação dos jovens, que só pensam em suas vidinhas e acham que o mundo começou com eles:

Outro dia, estava no carro com minha filha e as amigas, e você acredita que nenhuma delas, nenhuma, tinha ouvido falar de Elis Regina?! Ah, mas elas conhecem Coldplay, KLB, Kelly Key, Jota Quest, essas besteiras todas! Mais um, Juvenal!

E eu pergunto, sua filha nasceu em que ano? Ele responde que foi em 1985, ou seja, três anos depois da morte da Elis. Eu pergunto quando ele nasceu. 1950, é a resposta.

Muito bem. Me diga o nome de algum grande cantor brasileiro da década de 40, que encerrou sua carreira até 1950. Ele não sabe. Nenhum nome lhe vem à cabeça. Eu, que sou de 1974, estava com Ary Barroso e Carmen Miranda na ponta da língua.

Ok, algum ator então, sabe o nome de algum ator brasileiro de destaque da época? Não. Mais uma vez, nada. Nem um nome sequer. E eu, de novo, pensando em Carmen Miranda e me perguntando se Oscarito era dessa época.

Algum escritor, pelo menos, sabe o nome de um escritor? Essa achei que seria fácil. Até Machado de Assis e José de Alencar seriam nomes válidos. Mas ele balbucia: Nelson Rodrigues. Não conta. O pornógrafo estava começando carreira na década de 40, não encerrando. Aliás, ele morreu apenas dois anos antes de Elis.

Quer dizer, o puto não conseguiu dizer o nome de um, de um! artista brasileiro de renome que tivesse encerrado sua carreira antes dele nascer e ainda se acha no direito de espinafrar a filha e as amigas por não conhecerem alguém que deixou de existir três anos antes de elas começaram a existir.

Francamente!

Depois disso, começa o preconceito tecnológico:

Não é um absurdo os moleques de hoje nunca terem visto uma máquina de escrever manual? Não são uns alienados por nunca terem escutado um LP? Não são uns ignorantes por não saberem usar um telefone de discar?

Não, não, não.

Por que cargas d'água alguém, qualquer um em qualquer época, teria obrigação de ter familiaridade com objetos que não estão mais em uso, que não servem mais pra nada e que pertencem a um passado cada vez mais remoto?

Afinal, será que os nascidos em 1950 andaram de tílburi, acenderam candeeiros ou usaram escarradeiras?

Então não fode.

 

20.08.08


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Débora

Concordo com o seu ponto de vista, que não precisamos conhecer coisas tecnológicas que vem antes de nós....
Mas eu nasci em 1986 e sei muito bem quem é Elis Regina, Ronald Regan, José de Alencar ou Machado de Assis....às vezes um pouquinho de cultura é bom né(não estou dizendo que os artistas de hoje não são cultura) e a maioria dessas figuras são citadas nas aulas de literatura ou de português. Uma pessoa de 1985 não conhecer Elis Regina pra mim é uma falha de conhecimento, não precisa saber cantar todas as musicas da mulher, mas pelo menos ter ouvido falar nela.

PermalinkPermalink 20.08.08 @ 08:27



Comentário de: Filipe

"isso nada mais é do que nossa mortalidade nos sendo esfregada na cara." Excelente! Resumiu a porra da condição humana! hahaha

Discordo da Débora, pra que cargas d'água devo conhecer Elis Regina? Por outro lado, penso que serve de parâmetro pra merda que temos hj por aí. Não nego que ainda temos excelentes cantores, mas os nomes que o Alex deu foram de lascar: "Coldplay, KLB, Kelly Key, Jota Quest".
Elis não foi da minha época, nasci em 84, mas tenho consciência e um mínimo de percepção musical pra entender que esses aí são uma catástrofe!

Elis Regina hj é um tédio, é apática, pra maioria da juventude. Mas isso não nos permite fechar os olhos pra qualidade técnica musical dela diante desses pseudo-musicistas da atualidade (com várias e não raras exceções). Seria arrogância e ingenuidade demais. Assim como acreditar que só o passado é que prestava.

PermalinkPermalink 20.08.08 @ 09:09



Comentário de: Thiago · http://norelco.blogspot.com

MUITO bom ! Gostei especialmente do "então não fode hahahhaahha Você tá parecendo mais leve escrevendo, bom ver isso de novo

PermalinkPermalink 20.08.08 @ 12:47



Comentário de: Márcio Dias

Clap, Clap, Clap. Texto perfeito.

Só um pequeno adendo, discordando. Já aconteceu, mais de uma vez, de colocar meus MP3 de músicas dos anos 70 e 80 e minhas filhas, com a maior cara de espanto, descobrirem que aquela música que elas adoram, é na verdade, uma regravação.


PermalinkPermalink 20.08.08 @ 13:47



Comentário de: Kari

Amei o texto!!! E creio que o problema é o hábito de julgar mal tudo o que "nós vemos como normal" seja da geração atual criticando os 'quadrados' seja de gerações anteriores criticando 'essa nova molecada'.
Nasci em 84, conheço muitas (p/ ñ dizer todas) das músicas da Elis, AMO Machado de Assis e só descobri o que é um blog a semanas atrás!!! Não sou 'quadrada' nem sou só mais uma da 'molecada', sou EU e isso me basta.

PermalinkPermalink 20.08.08 @ 15:42



Comentário de: Carise

A única coisa que me vem na cabeça é "por que eu não pensei nisso antes?".

PermalinkPermalink 20.08.08 @ 16:59



Comentário de: Ivan

Concordo com as linhas gerais do texto,
mas tenho que fazer uma ressalva - você complicou um pouco pra ele na pergunta. Acho bem possível que eles conheçam Ary Barroso e Carmen Miranda mas não saibam situá-los no tempo com precisão. Eu por exemplo, conheço Elis Regina e já li José de Alencar, mas se você me perguntasse em que década eles encerraram suas carreiras eu me complicaria bastante. Com a idade então, fica ainda mais difícil acertar esse tipo de coisa.

PermalinkPermalink 21.08.08 @ 00:18



Comentário de: Débora

Filipe, eu não gosto de Elis Regina, mas conheço ela.. é isso que estou falando.
E é como o Ivan falou, eu já ouvi Elis Regina e tb já li José de Alencar mas não conheço a fundo tudo o que eles fizeram, o que quis dizer não é que vc deve conhecer tudo, mas quem é de 1985 e não ouviu falar desses dois acho que é uma deficiência enorme porque eles sempre são citados por aí.

PermalinkPermalink 21.08.08 @ 08:21



Comentário de: Christian Pires

Concordo com o seu ponto de vista, que não precisamos conhecer coisas tecnológicas que vem antes de nós....
Mas eu nasci em 1986 e sei muito bem quem é Elis Regina, Ronald Regan, José de Alencar ou Machado de Assis....às vezes um pouquinho de cultura é bom né(não estou dizendo que os artistas de hoje não são cultura) e a maioria dessas figuras são citadas nas aulas de literatura ou de português. Uma pessoa de 1985 não conhecer Elis Regina pra mim é uma falha de conhecimento, não precisa saber cantar todas as musicas da mulher, mas pelo menos ter ouvido falar nela. (2)

PermalinkPermalink 21.08.08 @ 10:26



Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Ah, eles devem saber quem é Elis Regina sim. Ela canta na abertura da novela Ciranda de Pedra.

PermalinkPermalink 21.08.08 @ 10:36



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Sobre a Elis Regina, pra mim, o sujeito q tava reclamando entre um chope e outro tava na verdade dizendo: "É um absurdo q os jovens q sustentam seu ídolos de hoje não saibam quem vivia de minha idolatria no passado."

PermalinkPermalink 21.08.08 @ 22:03



Comentário de: João Ricardo da Silva

Acho que dos últimos 20 posts desse blog, 17 foram republicações.

ê preguiça ein

PermalinkPermalink 22.08.08 @ 01:51



Comentário de: Tiago Lorenzo · http://curupiraurbano.blogspot.com/

Normal. O alienado é sempre o "outro".

Embutida nesta visão está a certeza da superioridade estética de uns contra o "lixo cultural" (sic) de outros.
Será que é assim tão simples?

Fazendo descaradamente propaganda (não sei se é permitido), tenho um textozinho sobre isso no meu blog. (Que aliás só tem esse texto).

http://curupiraurbano.blogspot.com/

Desculpa aí se não for permitido, pode tirar e puxar minha orelha.

PermalinkPermalink 26.08.08 @ 11:31



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  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
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  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
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  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
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  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
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