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Gregório de Mattos

Gregório de Mattos é, ao lado de Padre Antonio Vieira, a principal figura literária brasileira do século XVII - embora "brasileiro" ainda seja uma categoria fluida nesse momento; ambos consideravam-se portugueses.
 Poemas Satíricos GREGORIO DE MATOS
O poeta hoje é mais lembrado por sua poesia satírica, irreverrente, pornográfica; por sua língua cruel e ferina com a qual fustigava inimigos, desafetos e autoridades coloniais de modo geral (valendo-lhe a alcunha de O Boca do Inferno); e também por ter sido um dos pioneiros da criação (do começo de uma criação, podemos dizer) de um português mais tipicamente brasileiro, com sintaxe, vocabulário e ritmo próprios.

 Boca do InfernoEntretanto, Gregório de Mattos também escreveu poesias líricas, religiosas e moralistas, fato hoje pouco lembrado, mas que sublinha uma das grandes questões do século XVII: a dicotomia entre vida pública e vida privada. Para seus contemporâneos, não havia nenhum contrasenso em Gregório hoje escrever um poema semi-erótico se dizendo "seu negro, seu canalha" de uma "crioulinha escrava" e, no dia seguinte, escrever poemas religiosos, louvando a Deus e pontificando sobre a moral e os bons costumes. Somente duas facetas do mesmo homem, o público e o privado, provavelmente responderiam seus contemporâneos.

Não está se dizendo, naturalmente, que um homem branco de boa família fazer poemas para negras se declarando "seu negro, seu canalha" não fosse escandaloso. Presumivelmente, era esse escândalo que alimentava Mattos e o impelia a escrever mais. O que não era escandaloso na época (apesar de hoje nos parecer paradoxal) é a convivência, na mesma pessoa, do poeta erótico e religioso. Antologia GREGORIO DE MATOS

Nossa literatura, perenialmente obcecada por uma pretensa "sexualidade sem freios" da mulata, tem em Gregório de Mattos seu grande patrono: enquanto um dos grandes dilemas da época ainda era, desde o século anterior, a questão do nativo (tem alma? deve ser escravizado?), Mattos parecia somente interessado nas suas mulatinhas e crioulinhas, e em seus arredondados atributos sexuais. Não deixa de ser irônico que os donos do poder atribuam uma "sexualidade sem freios" a indivíduos que estão completamente sob seu jugo, absolutamente incapazes de recusar ou se defender de seus avanços sexuais.

Além das mulatas, a outra grande paixão de Gregório de Mattos era a Bahia e, a ela, dedicou diversos poemas, seja lamentando sua progressiva mercantilização, seja caçoando de suas figuras mais folclóricas. Em uma das suas mais famosas e ferinas poesias, Mattos descreve a Bahia como tendo "um conselheiro em cada esquina", cada um sabendo melhor que o outro como guiar os destinos da colônia, "um olheiro em cada esquina", todos espionando as vidas uns dos outros, e as ruas cheias de mulatos e mulatas safados e sexuais. Apesar do tom cáustico, o leitor fica com a impressão de que o poeta nada mudaria e que é exatamente assim que ele ama sua cidade: intensamente política, desinibidamente social, desavergonhadamente sexual.

* * *

Descrevo que era Realmente Naquele Tempo a Cidade da Bahia

A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar cabana e vinha;
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.

Em cada porta um bem freqüente olheiro,
Que a vida do vizinho e da vizinha
Pesquisa, escuta, espreita e esquadrinha,
Para o levar à praça e ao terreiro.

Muitos mulatos desavergonhados,
Trazidos sob os pés os homens nobres,
Posta nas palmas toda a picardia,

Estupendas usuras nos mercados,
Todos os que não furtam muito pobres
E eis aqui a cidade da Bahia.

* * *

 

09.07.08


Categorias: Livros, A

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Comentário de: Jorge Nobre · http://jorgenobre.unblog.fr

Se a Bahia era mesmo como Gregório diz que era, então ele tinha bons motivos para ama-la.

Devia ser muito divertida.

PermalinkPermalink 09.07.08 @ 09:29



Comentário de: Erika

Você me deu aqui a oportunidade de relembrar saudosamente as aulas de literatura do colégio, que eu adorava... E, claro, com informações outras, sempre valiosas para o enriquecimento cultural... Legal!

PermalinkPermalink 09.07.08 @ 09:31



Comentário de: dra · http://drambrosini.blogspot.com

outra ótima é aquela em q ele diz assim, no mote:
De Dous FF se compõe
esta cidade, a meu ver
um furtar, outro foder
...

hehe.

abs,

PermalinkPermalink 09.07.08 @ 10:06



Comentário de: lita duarte · http://loucuras de lady lita

Oiii!
Sempre passo por aqui, mas só olho e leio os textos.Hoje, vendo o nome do Gregório de Mattos aqui, não resisti...escrevi.

O Gregório de Mattos é uma figura singular: o homem falava e dizia...como são lindas as poesias dele.
o lado satírico então; sensacional.

Tinha amor pela Bahia.

"Triste Bahia! Ó quão dessemelhante
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mim empenhado,
Rica te vi eu já, tu a mim abundante".

Já falei muito.
Até mais.

PermalinkPermalink 09.07.08 @ 15:02



Comentário de: Zeca

"Entretanto, Gregório de Mattos também escreveu poesias líricas, religiosas e moralistas, fato hoje pouco lembrado"

BO-BA-GEM.
Isso sempre é salientado quando se fala de Gregório. Pouco lembrado por quem, ó cara pálida?

PermalinkPermalink 09.07.08 @ 19:02



Comentário de: Rafael · http://rafaelfalcon.wordpress.com

Não gostei, Alex. Acho que vale a pena você ler mais o Gregório.

Um dos caras que conheci que mais entendia dele é o Antonio Risério, que inclusive editou algumas antologias de Gregório, se não me engano. Risério tiraria da sua cabeça algumas das características que você atribuiu ao poeta.

Fik dik. :)

PermalinkPermalink 10.07.08 @ 13:00



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Não entendi as duas últimas estrofes. ¿É uma frase só ou são uma lista de 5 cenas com uma conclusão?

PermalinkPermalink 10.07.08 @ 20:41



Comentário de: Vladimir

Muito ruim esse texto. O autor não tem os conhecimentos mínimos de literatura para comentar o assunto.

PermalinkPermalink 11.07.08 @ 08:18



Comentário de: David

Quem é Gregório de Matos alias o q eu estou fazendo nesse site?

PermalinkPermalink 22.11.08 @ 14:51



Comentário de: Aguida

Estou cursando o 4º semestre de Letras pela Universidade Estadual de Roraima (UERR)e só agora descobri que adoro literatura.
Recentemente, num trabalho de análise, usei o poema: "Definição do Amor" de Grgório de Matos, mas não achei muitas informações que me dessem uma base sólida para melhor apresentar minhas idéias. Gostaria de saber mais à respeito.

PermalinkPermalink 22.06.09 @ 17:57



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