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A Rasura da Escravidão na Literatura Brasileira

O Brasil foi a última nação independente ocidental a abolir a escravidão, em 1888. Por toda sua história colonial e nacional, a escravidão definiu o caráter da cultura, da economia e da civilização brasileira de modo geral. Ao longo do século XIX, o debate sobre a escravidão dominou a vida política e cultural do país. No Parlamento, nos editoriais, nas ruas, discutia-se tanto a necessidade econômica da escravidão quanto suas justificativas morais. Surpreendentemente, esse debate não se refletiu na literatura. Se entendermos "romance sobre a escravidão" como um romance que apresente a escravidão como seu tema principal, em primeiro plano, seja para atacá-la ou defendê-la, então fica claro que a literatura brasileira canônica do século XIX não conta com nenhum exemplar desse gênero. Nenhum romance canônico explorou os dramas humanos intrínsecos à escravidão.

 Amada TONI MORRISON  Cabana do Pai Tomás, A HARRIET BEECHER STOWE

Algumas observações de Toni Morrison sobre a a ausência da escravidão da literatura norte-americana se aplicam perfeitamente à literatura brasileira, onde essa ausência é ainda mais dramática. O invisível não está necessariamente ausente, escreve Morrison; uma lacuna pode estar vazia mas não é um vácuo. Certas ausências são tão enfatizadas, tão ornamentadas, tão planejadas, que chamam a atenção. A grande pergunta não é nem porque o negro está ausente da literatura mas, muito mais interessante, que malabarismos intelectuais tiveram que ser feitos para excluir da literatura uma instituição (a escravidão) e um ator (o negro) tão fundamentais para a sociedade onde essa literatura foi produzida.

Estudos recentes sobre literatura e nacionalismo ajudam a explicar essa ausência. Especialmente na América Latina, a literatura foi uma importante ferramenta de construção e auto-afirmação da identidade nacional. Tentando construir uma nova mitologia para seus nascentes estados nacionais, os autores do século XIX produziram um novo tipo de romance, as chamadas ficções de fundação, cujo projeto pacificador, unificador e conciliador naturalmente excluía qualquer crítica da realidade ou debate sobre projetos alternativos de construção nacional. A simples escolha do escravo como figura central da literatura já significaria colocar em discussão as próprias fundações da sociedade escravista. Não por acaso, outros temas potencialmente polêmicos também foram cuidadosamente evitados: violência, trabalho, pobreza. A literatura brasileira do século XIX mostra sobretudo um mundo iluminado por saraus, teatros e namoros, onde o trabalho produtivo praticamente inexistia. Ou melhor, existia, mas era realizado por escravos e homens pobres livres, personagens que o romance canônico brasileiro preferiu não mostrar. Na estrutura narrativa, o escravo era apenas figurante: não por acaso, só é mostrado ou mencionado quando está realizando algum serviço, trazendo bebidas ou levando mensagens, e depois some da trama. Só interessa seu status de ferramenta, não sua humanidade: quando não está servindo os brancos é como se não mais existisse. O que chama a atenção é justamente a ausência daquele elemento que deveria estar presente.

Valentim Magalhães, um dos literatos mais influentes de finais do século XIX, editor de A Semana e futuro patrono da Academia Brasileira de Letras, publica em 1885 um livro de contos entitulado Vinte Contos. Uma das melhores e mais controversas histórias do livro é "Praça de Escravos", onde Magalhães pinta um quadro ao mesmo tempo realista, engraçado e monstruoso de como funcionava o antigo mercado de escravos do Valongo. Em 1895, porém, a segunda edição do livro já não apresenta esse conto. Diz a introdução:

"Julgou este [autor], e com ele concordamos [os editores], excluir dessa edição o conto Praça de Escravos, que tão profunda impressão produzira, e substituí-lo por outro, por entendê-lo inteiramente descabido na época atual, em que nem quase memória felizmente resta daquelas cenas atrozes e vergonhosas."

 Vítimas-Algozes: Quadros da Escravidão, As JOAQUIM MANUEL DE MACEDO Moreninha, A

Somente sete anos após a abolição da escravatura, o processo consciente do seu esquecimento parece estar encaminhado entre a intelligentsia brasileira. Não é que a literatura brasileira tenha ignorado a escravidão durante o século XIX, mas somente que os livros que a abordaram foram cuidadosamente esquecidos. Úrsula, por exemplo, romance de Maria Firmino dos Reis, apesar de não ser um romance sobre a escravidão, mostra escravos com mais humanidade e agency do que qualquer outro romance contemporâneo: depois de mais de um século de completo esquecimento, só nos últimos anos o livro vem sendo reabilitado, lido e estudado. Joaquim Manuel de Macedo escreveu romances românticos, açucarados e simplistas que são estudados em escolas brasileiras até hoje, como A Moreninha e O Moço-Loiro, mas sua única obra ficcional realista, o incômodo As Vítimas-Algozes, sobre os perigos da escravidão para tanto senhores quanto escravos, somente recentemente foi reeditado e adotado em alguns vestibulares. Os exemplos são inúmeros.

 Casa-Grande e Senzala Oração aos Moços

Em seu ensaio "Intellectuals and the Forgetting of Slavery in Brazil" (1996), Dain Borges argumenta que o período entre a abolição da escravidão (1888) e o lançamento de Casa Grande & Senzala (1933), de Gilberto Freyre, é marcado por uma quase completa ausência da escravidão do discurso intelectual brasileiro. Nos primeiros anos da República, Rui Barbosa, então Ministro da Fazenda, queima grandes quantidades de documentos relativos à escravidão, promovendo até mesmo um Auto-da-Fé no quinto aniversário da Lei Áurea, onde dois vagões de documentos são queimados em praça pública ao som da banda da polícia de Salvador. As razões alegadas por Rui eram duas: em primeiro lugar, evitar futuras demandas de indenização por parte de senhores de escravos e, também, evitar que os arquivos fossem usados para "envergonhar certos brasileiros com a nódoa da escravidão".

 Brasil de Rugendas, O  Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil

Um editorial de 1890 comentando a queima dos documentos se refere à história da escravidão como "misérias inenaerráveis daqueles tempos de barbarismo", ou seja, meros dois anos antes. Não é por acaso que a reabilitação de um pintor como Debret só acontece na Era Vargas: suas representações da crueldade contra escravos eram insuportavelmente impalatáveis antes disso. Ainda em 1901, um intelectual erudito como José Vieira Fazenda defendia não apenas a queima dos documentos referentes à escravidão, mas também das gravuras que a representavam, usando como exemplo uma estampa de Rugendas mostrando um negro sendo flagelado no pelourinho:

"É uma estampa que horroriza, devia ser destruída como o foram os papéis e documentos que se referiam aos tristes e escandalosos fatos da escravidão no Brasil."

Durante a República, não se fala mais de escravidão, mas sim de raça: o discurso racista-cientificista de Nina Rodrigues e Euclides da Cunha, entre outros, legitima negar a contribuição africana ao Brasil. Do seu ponto de vista, a própria existência dos afro-brasileiros é o problema nacional: eles seriam a "antítese do progresso" e o país deveria se livrar de sua influência degradante o mais rápido possível. Enquanto as discussões sobre o problema escravo antes de 1888 falavam em liberdade e disciplina, no século XX elas giram em torno de degeneração, alcoolismo, incapacidade mental e imoralidade. Os afro-brasileiros seriam pobres, doentes e incultos não por terem sido explorados por 350 anos e, então, libertados sem nenhuma ajuda financeira ou plano de inserção social: para os intelectuais brasileiros, "doutores de uma nação doente", a explicação era apenas uma: inferioridade racial.

 Africanos no Brasil, Os  Sertões, Os

* * *

Esse foi um rapidíssimo resumão da minha atual pesquisa. Qualquer feedback será bem-vindo.

 

02.07.08


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Comentários, Trackbacks:


Comentário de: Pedro

Alex,

Não me surpreende a ausência desse tema na literatura do século XIX. Ainda temos escravos e pseudo-escravos hoje, e continuamos sem ver tais temas na literatura/TV. Literatura é entretenimento. Você acha verossímil um cenário onde autores e romancistas do século XIX discutem a escravidão? Se os autores de hoje não o fazem por que fariam os do século XX?

Quantos livros/filmes/novelas de hoje se passam na favela? Você conhece algum personagem principal que seja um mendigo?

Resposta do Alex: Fala grande Pedro! Vou ter que discordar do seu exemplo: os mendigos, hj, sao uma parcela infima da populacao e nao tem importancia economica alguma. Eles nao aparecerem na literatura nao espanta. Os escravos eram boa parte da populacao do pais, a maior parte, em algumas epocas, e eram a mola que movia a economia. Dois grupos bem diferentes, como vc pode ver...

PermalinkPermalink 02.07.08 @ 03:40



Comentário de: Francisco von Hartenthak · http://instrutordeyoga.com.br

Alex, fantástico este texto. Foi a gota d´água para eu entrar no del.icio.us!

Pedro, a mim surpreende sim a ausência do tema na literatura do séc. XIX. Acho que você está equivocado, um historiador do séc. XXII não terá dificuldade em encontrar novelas, séries de TV e filmes "canônicos" passados em favelas ou que tratem de pobreza, violência e injustiça social na produção contemporânea.

Um abraço a todos!

Resposta do Alex: hmmm... Me explica o que tem esse texto a ver com o del.icio.us?

E, sim, hj em dia, no brasil, nao faltam filmes e livros sobre favelas e favelados, e isso tb nao quer dizer que sejamos um pais melhor por causa disso...


PermalinkPermalink 02.07.08 @ 09:57



Comentário de: Nostromo

Se o Brasil pudesse ser isolado da comunidade internacional o patronato tupiniquim restauraria a escravidão plena(que ainda subsiste em muitos grotões) rápida e alegremente. Principalmente os fazendeiros gigolôs de vaca que buscam criminalizar os movimentos sociais, com o MST a frente...

PermalinkPermalink 02.07.08 @ 11:31



Comentário de: ta

desculpa hoje to sem cabeça pra comentar...bjsss

PermalinkPermalink 02.07.08 @ 12:42



Comentário de: Marcus · http://marcuspessoa.net

Gostei do resumo, acho a sua pesquisa muito relevante.

Você já falou do assunto em vários posts, mas com o resumo deu pra se situar melhor.

PermalinkPermalink 02.07.08 @ 12:54



Comentário de: Max · http://maxeverything.blogspot.com

Tema interessantíssimo, Alex. Creio que o esquecimento rápido após a abolição ressalta os próprios motivos da abolição – que não se envergonhassem "certos brasileiros com a nódoa da escravidão" perante uma comunidade internacional na qual a escravidão era já "passé". O problema escravo não representava preocupação nenhuma com o estado do escravo senão com a imagem da intelligentsia brasileira – para o inglês ver.

Resposta do Alex: exato!

PermalinkPermalink 02.07.08 @ 12:57



Comentário de: Te

Pedro, só pra ficar no mais recente a novela das nove da Globo antes da atual tinha uma favela como cenário e moradores seus como personagens. Se foi uma boa representação eu não sei, não vi.

Muito bom rascunho. Mas Alex, da literatura americana você não vai citar Negras raízes de Alex Haley?
A Casa de Rui Barbosa publica esse livro sobre a queima dos arquivos. Você quer um?

Rui Barbosa e a queima dos arquivos. Américo Jacobina Lacombe, Eduardo Silva e Francisco de Assis Barbosa. São abordadas as circunstâncias e a extensão do episódio da queima de documentos de prova de propriedade de escravos e as pressões por indenização. A edição traz farta documentação, de 1888 a 1893, sobre o tema, como projetos de lei de indenização, moções, discursos parlamentares, despachos ministeriais e atos administrativos. 1988. 142 p.

Resposta do Alex: Te, eu te amo!! Esse livro eh impossivel de achar! Vc tem como me arrumar uma copia? Eu quero, eu quero!

Ah, nao vou falar muito de literatura americana, mas vou falar da cubana....


PermalinkPermalink 02.07.08 @ 13:04



Comentário de: Amanda · http://www.todascifras.com.br/

a escravidão fazia parte da sociedade dos fins do século XIX como determinados elementos fazem parte da nossa nos dias de hoje.
talvez a vergonha em admitir que o país tivesse em tempos anteriores submetido um número tão grande de sujeitos a tamanha crueldade impede que sejam recuperadas obras que tratem do assunto ou que se escrevam romances sobre tal temática.
ah, e considerava-se a miscigenação um mal tão ruim ou pior que a inferioridade da "raça".
semana que vem parto para o Casa Grande & Senzala, qualquer coisa eu volto aqui no post!
abraços!!!

PermalinkPermalink 02.07.08 @ 15:57



Comentário de: Will

toda vez q leio seus posts me admiro..

PermalinkPermalink 02.07.08 @ 18:35



Comentário de: Dr Plausível · http://drplausivel.blogspot.com

Alex,
A bem da completude, é preciso dizer q não só os escravos foram ignorados na literatura. Raramente um empregado assalariado é mencionado. Na maioria casos, eles são taken for granted tanto pelos escritores como pelos leitores. Veja, por exemplo, trocentos livros do século XVIII e XIX europeus (onde não havia escravos) em q grande parte dos fatos narrados com certeza acontecem na presença de empregados os mais diversos, e não se fala um *ai* sobre eles. Isso é pq o público escritor era mais ou menos o mesmo q o público leitor, e estes conheciam a convenção e certamente não se interessavam pelas indas e vindas da criadagem.

Um livro sobre os empregados de grandes senhores é "Angels and Insects" de A S Byatt, em q as hordas de empregados necessários pra tocar uma grande propriedade e casa senhorial aparecem explicitamente. Foi, claro, escrito no século XX. A história é fascinante, e recomendo o filme.

Acho q uma falha de teu texto aí é não lembrar do público leitor. Poucos escravos liam, então ¿pra quê falar deles? Por outro lado, nem o público nem a literatura do século XIX eram tão diversificados a ponto de comportar novidades e pontos-de-vista alternativos.

Resposta do Alex: Plausivel, seus pontos foram bem levantados, e é justamente por isso que minha tese é sobre brasil e cuba. pq em cuba a situacao era parecida, tb nao eram os escravos que liam, mas se escreveram diversos romances diretamente sobre o assunto. e nos eua tb. quer dizer, a gente nao pode cair no erro de achar que nao se fez isso no brasil pq nao dava pra fazer mesmo. por isso é interessante olhar o pessoal que fez e entender pq alguns fizeram e outros nao....

PermalinkPermalink 02.07.08 @ 18:57



Comentário de: Rafael

Alex,
Sempre leio o blog e nunca comento. Agora, por uma coincidência (estava lendo sobre um assunto que talvez seja relevante para sua pesquisa), resolvi comentar.
Benedict Anderson e Stuart Hall são dois autores que penso que, em perspectivas bastante distintas, poderiam contribuir pra seu trabalho. De forma hiper resumida, o primeiro enfatiza o caráter "fortuito" de alguns processos de construção nacional e do capitalismo editorial e o segundo as relações de poder e o lugar da língua na construção de mitos fundacionais. Não sei se já os conhece, uma vez que são bastante conhecidos, nem se fogem demais da sua pesquisa, da qual não conheço maiores detalhes. Seguem abaixo as referências.
Abraços

ANDERSON, Benedict. Nação e Consciência Nacional. Ed. Ática, São Paulo, 1989.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.

Resposta do Alex: Rafael, o livro do Anderson é ótimo e estou usando muito. O outro eu conhecia mas ainda não li. Vou correr atrás. Valeu.

PermalinkPermalink 02.07.08 @ 19:22



Comentário de: Te

Fofo! Tem como eu arrumar um sim. Aguarde minha resposta.
É nesse livro que tem uma pintura do Rugendas dos negros sendo jogados ao mar que eu acho mais horrível que as do Debret.

PermalinkPermalink 03.07.08 @ 14:59



Comentário de: Dênis Corrêa. · http://ttecnocaos.blogspot.com/

Alex,

sei que já estás em fase avançada na sua pesquisa, mas não custa dar uma dica (que muito provavelmente vc já saiba, mas não custa repetir).

Machado de Assis possui algumas crônicas sobre escravidão, todas, no entanto, tratam do assunto de forma alegórica, ou muito cínica e irônica.

Fiz uma breve pesquisa uma vez sobre o posicionamento de Machado na abolição e na Proclamação República (sendo ele muitas vezes acusado de ser um reacionário monarquista). O assunto é polêmico e controverso, mas li muitas crônicas e tenho a convicção que muitas são alegorias da escravidão, e ele as publicava sobre pseudonimo.

Se quiser alguma referência, entra em contato.

PermalinkPermalink 10.09.09 @ 22:09



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Diário de Leituras 2008

  • 100. Roediger, David R. The Wages of Whiteness. Race and the Making of American Working Class. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 99. Roediger, David R. Colored White. Transcending the Racial Past. [EUA, 2002] Nov.25 (TulBib)
  • 98. Roediger, David R. Towards the Abolition of Whiteness. Essays on Race, Politics, and Working Class History. [EUA, 1991] Nov.26 (TulBib)
  • 97. Mills, Charles W. The Racial Contract. [EUA, 1997] Nov.22 (TulBib)
  • 96. Machado, Ubiratan. A Vida Literária no Brasil Durante o Romantismo. [Brasil, 2001] Nov.22 (ILL)
  • 95. Buruma, Ian & Avishai Margalit. Occidentalism: the West in the Eyes of its Enemies. [EUA, 2004] Nov.20
  • 94. Alencar, José. Lucíola. [Brasil, 1862] Nov.13
  • 93. Achebe, Chinua. Things Fall Apart. [Nigéria, 1959] Nov.12
  • 92. Matheson, Richard. I Am Legend. [EUA, 1954] Nov.11
  • 91. Alencar, José. O Tronco do Ipê. [Brasil, 1871] Nov.10
  • 90. Morrison, Toni. Playing in the Dark. Whiteness and the Literary Imagination. [EUA, 1992] (TulBib) Nov.7
  • 89. Eiró, Paulo. Sangue Limpo. [Brasil, 1861] (ILL) Out.
  • 88. Pinheiro Guimarães, Francisco. História de uma Moça Rica. [Brasil, 1861] Out.
  • 87. Teixeira e Souza, Antonio. O Filho do Pescador. [Brasil, 1843] (TulBib) Nov.6
  • 86. Almeida, Julia Lopes de. A Viúva Simões. [Brasil, 1897] (TulBib) Nov.6
  • 85. Ignatiev, Noel. How the Irish Became White. [EUA, 1995] (TulBib) Nov.
  • 84. Thompson, E. P. The Making of the English Working Class. [Reino Unido, 1966] (TulBib) Nov.
  • 83. Telles, Edward E. Race in Another America. The Significance of Skin Color in Brazil. [EUA, 2004] Nov.
  • 82. Macedo, Joaquim Manuel de. As Vítimas-Algozes. Quadros da Escravidão. [Brasil, 1869] Out.18
  • 81. Cuenca, João Paulo. O Dia Mastroianni. [Brasil, 2007] Out.
  • 80. Gorak, Jan, ed. Canon vs Culture. Reflections on the Current Debate. [EUA, 2001] Out. (TulBib)
  • 79. Morrissey, Lee, ed. Debating the Canon. A Reader from Addison to Nafisi. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 78. McKinney, Karyn. Being White. Stories of Race and Racism. [EUA, 2005] Out. (TulBib)
  • 77. Lund, Joshua et al. Gilberto Freyre e os Estudos Latino-Americanos. [EUA, 2006] (TulBib)
  • 76. Branche, Jerome. Colonialism and Race in Luso Hispanic Literature. [EUA, 2005] (TulBib)
  • 75. Falcão, Joaquim et al. Imperador das Idéias. Gilberto Freyre em Questão. [Brasil, 2001]
  • 74. Döpp, Hans-Jurgen. Sadomasochism: On the Ecstasies of the Whip. [Alemanha, 2003] Set.
  • 73. Diamond, Jared. The Third Chimpanzee. The Evolution and Future of the Human Animal. [EUA, 1992] Set.
  • 72. Suzuki, Daisetz Teitaro. The Zen Koan as a Means of Attaining Enlightenment. [Japão, 1950] Set.
  • 71. Skidmore, Thomas E. Black into White. Race and Nationality in Brazilian Thought. [EUA, 1974] Set. (TulBib)
  • 70. Peter Pauper Press. Zen Buddhism. [EUA, 1959] Set.
  • 69. Ventura, Roberto. Estilo Tropical. História Cultural e Polêmicas Literárias no Brasil, 1870-1914. [Brasil, 1991] Ago. (TulBib)
  • 68. Freyre, Gilberto. Casa Grande & Senzala. [Brasil, 1933] Ago.
  • 67. Andrade, Carlos Drummond et al. Elenco de Cronistas Brasileiros. [Brasil, c.1950-2000] Ago.
  • 66. Veríssimo, Luis Fernando. Histórias Brasileiras de Verão. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 65. Veríssimo, Luis Fernando. Novas Comédias da Vida Privada. [Brasil, c.2000] Ago.
  • 64. Rodrigues, Nelson. O Óbvio Ululante. Primeiras Confissões. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 63. Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. [Brasil, c.1960] Ago.
  • 62. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1900-1920] Ago.
  • 61. Alencar, José de. Crônicas Escolhidas. [Brasil, c.1860] Ago.
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  • 58. Mankell, Henning. The Man Who Smiled. [Suécia, 1994] Ago.10
  • 57. Lindsay, Jeff. Dexter in the Dark. [EUA, 1997] Ago.
  • 56. Couto, Mia. A Varanda do Frangipani. [Moçambique, 1996] Ago.
  • 55. Coutinho, Odilon Ribeiro. Gilberto Freyre ou O Ideário Brasileiro. [Brasil, 2005] Ago.
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  • 52. Araujo, Ricardo Benzaquen de. Guerra e Paz. Casa Grande & Senzala e a Obra de Gilberto Freyre nos Anos 30. [Brasil, 1994] Jul.
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  • 49. Bosi, Alfredo. Dialética da Colonização. [Brasil, 1992] Jul.
  • 48. Salles, Ricardo. Nostalgia Imperial. A Formação da Identidade Nacional no Brasil do Segundo Reinado. [Brasil, 1996] Jul.
  • 47. Salles, Ricardo. Joaquim Nabuco. Um Pensador do Império. [Brasil, 2002] Jul.
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  • 8. Ramos, Graciliano. Vidas Secas. [Brasil, 1938] Jan.
  • 7. Pinto, Fernão Mendes. Peregrinações. [Portugal, séc.XVI] Fev.- (TulBib)
  • 6. Antunes, Antonio Lobo. O Esplendor de Portugal. [Portugal, 1997] Fev.-
  • 5. Santos, Gislene Aparecida dos. A Invenção do Ser Negro. Um Percurso das Idéias que Naturalizaram a Inferioridade dos Negros. [Brasil, 2002] Fev. (TulBib)
  • 4. Scott, Rebecca J. e outros. The Abolition of Slavery and the Aftermath of Emancipation in Brazil. [EUA, 1988] Fev.
  • 3. Moura, Clovis. O Negro: de Bom Escravo a Mau Cidadão? [Brasil, 1977] Fev. (TulBib)
  • 2. Suassuna, Ariano. Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. [Brasil, 1971] Jan. (Releitura)
  • 1. Lima Barreto, Afonso Henriques de. Clara dos Anjos. [Brasil, 1922] Jan.

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